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Pedreiras: FUP e artistas discutem sistema da realização do 13° Festival de Marchinhas

Foto: Divulgação

Durante reunião realizada ontem (22), no Bar do Índio, com a participação da presidente da FUP Francinete Braga, integrantes do conselho municipal de cultura e artistas, foram discutidos vários assuntos referentes a realização do XIII Festival de Marchinha de Pedreiras. A princípio, segundo Francinete Braga, o gestor municipal, prefeito Antônio  França, havia designado que não haveria concorrência entre os participantes e os dez classificados para participar do festival, dividiriam em partes iguais o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), sendo que, a despesa com a banda ficaria por conta dos participantes. 

O charme do festival é justamente a competição.” Disse o cantor Leandro Batukada Boa. O Conselheiro de Cultura e compositor, Samuel Barreto, foi taxativo em afirmar: “se já tem a premiação e o festival é feito de competição, que já é uma tradição, que fosse mantida a tradição, ou seja, competitivo.”

Foto: Divulgação

Após várias horas de discussão, ficou assim definido: 

Premiação do 1º ao 10º lugar, com o seguinte valor: 

1° Lugar – R$ 3.000,00
2º lugar  – R$ 2.000,00
3º lugar  – R$ 1.000,00
Melhor intérprete – R$ 500,00 4º ao 10º lugar a premiação será de R$ 500,00 (sendo as dez classificadas, cada uma já entra ganhando R$ 500,00).

Foi acertando que o Festival só terá a participação de artistas de Pedreiras e Trizidela do Vale, contrariando a opinião de um grupo que acharia que o evento fosse aberto para participações de todo o Estado.

Quanto ao gênero musical, apenas marchinhas carnavalescas. 

O 13º Festival de Marchinhas será realizado no Bar do Índio.

Rio: Morre o ator Caio Junqueira, uma semana após acidente de carro no Aterro

Em 2007, o ator participou do filme ‘Tropa de elite’, no qual interpretou o aspirante Neto Gouveia Reprodução / Divulgação

O ator Caio Junqueira morreu nesta quarta-feira, aos 42 anos, após ser vítima de um acidente de carro no Aterro do Flamengo , Zona Sul do Rio, na semana passada. O intérprete do policial Neto do filme “Tropa de elite” (2007) foi levado para o Hospital Miguel Couto. O corpo do ator será enterrado nesta quinta-feira, no cemitério São João Batista.

Na quarta-feira passada, dia 16, Caio, de 42 anos, dirigia sozinho pelo Aterro do Flamengo, em direção ao Centro da cidade, quando perdeu o controle do carro, que subiu o meio-fio, bateu numa árvore e capotou. Com duas fraturas expostas, seria operado hoje, mas os médicos decidiram esperar um pouco.

Na segunda-feira o quadro de saúde do ator chegou a se estabilizar, mas os médicos esperavam controlar uma febre alta para realizar uma cirurgia na mão dele, que havia sofrido fraturas no acidente. 

Caio era filho do ator Fábio Junqueira (1956/2008) e irmão de Jonas Torres, conhecido como o Bacana da série “Armação ilimitada” (1985/1988). Aos 9 anos, Caio deu os primeiros passos na carreira artística na série “Tamanho família” (1985/1986), da extinta Rede Manchete.

O gosto pela profissão revelado na infância se consolidou na adolescência quando o ator estreou na Globo, em 1990. Neste ano, emendou dois trabalhos na emissora: a minissérie “Desejo” e a novela “Barriga de aluguel”. Quatro anos depois, fez sua segunda novela, “A viagem”, seguida pelas séries “Engraçadinha” (1995), “Hilda Furacão” (1998) e “Chiquinha Gonzaga” (1999).

Na década seguinte, Caio também fez vários trabalhos na Globo, entre eles a novela “O clone” (2001) e a minissérie “Um só coração” (2004). Um ano depois, o ator fez o remake de “Escrava Isaura”, na Record TV, onde protagonizou “Ribeirão do tempo” (2010) e atuou em obras bíblicas como “José do Egito” (2013) e “Milagres de Jesus” (2014).

O cinema também ocupou espaço de destaque na trajetória profissional de Caio. O ator atuou em grandes sucessos nacionais, entre eles “O que é isso companheiro” (1997), “Central do Brasil” (1998), “Abril despedaçado” (2001), “Zuzu Angel” (2006) e “Tropa de elite” (2007). As peças de teatro “Os justos” (2005) e “Hamlet” (2008) também estão no currículo de Caio.

Fonte: oglobo.globo.com

São Paulo: Após João de Deus, guru religioso Ananda Joy é acusado de abuso sexual e estupro

Um mês após as denúncias de abuso sexual e estupro contra o médium João Teixeira de Faria, conhecido comoJoão de Deus , e sua prisão , o Ministério Público investiga novo caso de abuso sexual em ambiente religioso. O GLOBO ouviu homens e mulheres que frequentavam sessões tântricas organizadas por Diógenes Mira, de 39 anos, também conhecido como Ananda Ramana Das ou Ananda Joy. Três mulheres decidiram denunciar o especialista em terapia tântrica e yoga na Justiça. Ele nega todas as acusações. As promotoras da força-tarefa do MP deixaram aberto um canal para quem quiser denunciar ([email protected]).

Quatro mulheres revelaram à reportagem que, entre 2009 e 2015, sentiram-se coagidas — seja pelo discurso espiritual, seja pela força física — a fazer sexo com o guru. Seus relatos são publicados aqui na íntegra, com autorização mediante acordo de proteção de identidade. Os nomes usados para identificar as vítimas são fantasiosos, para que elas não sejam reconhecidas.

O líder espiritual mantém um instituto de estudos religiosos e místicos em Piracicaba, interior de São Paulo, onde ministra cerimônias tântricas usando o chá ayahuasca — também conhecido como Daime. Cerca de 40 pessoas participavam a cada cerimônia ou reunião para leitura religiosa. Diógenes se diz um estudioso das “tradições religiosas e místicas do Oriente” e segue principalmente as leituras do tantra, filosofia de matriz indiana, com base em textos escritos entre os séculos VII e XV. Sozinhas ou abaladas por problemas de saúde e pessoais, as mulheres recorreram ao guru para superar seus “bloqueios” ou “atrasos espirituais”.

— O Diógenes entrou no quarto e começou a me acariciar. Falei repetidamente que queria tomar banho e descer para a sessão. Ele me deitou  na cama, me segurou e tocou meu clitóris, contra a minha vontade. Ele me impedia de levantar e ignorava meus pedidos para parar. — lembra Isabela, que falou ao GLOBO sob sigilo, contando ter sido abusada dentro da casa em Piracicaba, fora do ambiente de cerimônias e sem o uso de entorpecentes. — Eu não conseguia passar por cima dele e sair. Mais de uma vez falei que não queria aquilo.

Denunciantes e testemunhas entrevistados pelo GLOBO explicam que, em casos de cerimônias individuais, Ananda dizia que seria feita uma “dança espontânea”. Elas se sentiam invadidas porque ele, sem tirar a roupa, ele esfregava seu corpo no delas com o pênis ereto. Uma das mulheres relata ter sido beijada sem consentimento em um desses “tratamentos”. Em cerimônias grupais fechadas, elas explicam que sabiam que haveria prática sexual, mas que Ananda não era claro sobre o que seria feito, nem obedecia aos limites de cada um, mesmo quando as pessoas afirmavam que não queriam fazer o que lhes era ordenado.

Desde dezembro, O GLOBO vem tentando contato com Ananda por meio de ligações telefônicas e mensagens virtuais. Nos dias 4 e 5 de janeiro, o guru recebeu e leu mensagens enviadas pela reportagem a seu celular. Em um aplicativo de mensagens, os recados foram recebidos e confirmados como lidos, mas não houve resposta. A equipe de reportagem foi, então, à casa de Piracicaba no dia 14 de janeiro, quando foi recebida por Ananda e sua mulher, Adriana Valverde, de 44 anos. O conteúdo da conversa no local não teve a publicação permitida, mas o líder espiritual confirmou ter recebido as mensagens anteriores.

Em nota enviada por sua advogada, Ananda afirma que “jamais, em qualquer consagração da qual tenha participado, coagiu pessoas a manter relações sexuais, sob argumento verbal ou de substância entorpecente”.

Fonte: oglobo.globo.com

Davos: Se por acaso ele errou, terá que pagar o preço, diz Bolsonaro sobre Flávio

Bolsonaro concede entrevista à agência de notícias Bloomberg, em Davos Foto: Reprodução

Em entrevista para a agência de notícias Bloomberg, em Davos (Suíça), nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que se o senador eleito Flávio Bolsonaro , seu filho mais velho, errou e se isso for provado, ele terá que pagar pelos atos dele.

— Se por acaso ele errou, e isso for provado, eu lamento como pai, mas ele terá que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar.

Segundo a agência de notícias, a investigação sobre Flavio Bolsonaro corre o risco de “minar a agenda anticorrupção do presidente”. 

Flávio está na berlinda desde que foram divulgadas as movimentações financeiras atípicas de R$ 1,2 milhão do ex-assessor Fabrício Queiroz, registradas pelo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Conforme revelou o colunista Lauro Jardim, no domingo, a movimentação do ex-assessor chega a R$ 7 milhões em três anos . Uma das transações listadas diz respeito a cheques no total de R$ 24 mil destinados à primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente explicou tratar-se do pagamento de parte de uma dívida de R$ 40 mil.

A situação do senador eleito se agravou após a revelação pelo Jornal Nacional de que o Coaf encontrou 48 depósitos em dinheiro vivo no valor de R$ 2 mil cada entre junho e julho de 2017 nas contas bancárias de Flávio . Segundo Flávio, o dinheiro é parte do pagamento da venda de uma cobertura em Laranjeiras, no Rio. A transação em dinheiro vivo foi confirmada pelo ex-atleta Fábio Guerra, que comprou o imóvel . No entanto, as datas dos depósitos fracionados divergem dos pagamentos registrados na escritura de venda do imóvel.

Ontem, após operação do Ministério Público contra milícias no Rio, também veio à tona a informação de que Flávio Bolsonaro empregava  a mulher e a filha do ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe da milícia do Rio das Pedras e tido como o homem-forte do Escritório do Crime,  organização suspeita do assassinato de Marielle Franco.

A mulher de Adriano, Danielle Mendonça da Costa, foi nomeada em 2007 poucos meses depois de Fabrício Queiroz, passar a integrar o gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, e permaneceu no cargo durante 11 anos até 13 de novembro do ano passado, quando foi exonerada a pedido – terminologia utilizada quando o servidor pede sua desvinculação do cargo comissionado.

Fonte: oglobo.globo.com

Brasília: Governo estuda regularizar permanência de médicos cubanos no Brasil

José Cruz/Agência Brasil

O governo federal estuda formas de regularizar a permanência de médicos cubanos que queiram ficar no Brasil. Para o Ministério da Saúde, a iniciativa se enquadra na determinação de fortalecimento da atenção básica à saúde. As medidas são analisadas após o fim do acordo de cooperação entre o Brasil e Cuba para participação no programa Mais Médicos, que ocorreu em novembro do ano passado.

O número de profissionais de saúde de Cuba interessados em permanecer no Brasil ainda está sendo contabilizado, pois o Ministério da Saúde aguarda receber a informação do escritório brasileiro da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), intermediadora do acordo.

Na última semana, representantes do grupo interministerial se reuniram no Ministério da Educação sobre a situação dos profissionais cubanos. A assessoria do Ministério da Saúde informou que o governo federal espera chegar a um consenso para atender os médicos de Cuba que queiram atuar no Brasil.

Por intermédio da assessoria, o Ministério da Saúde informou à Agência Brasil que, “preocupado com a questão humanitária e em parceria com o Conselho Federal de Medicina e o Ministério da Educação, busca uma forma de permitir a reintegração desses profissionais após a revalidação dos seus diplomas.

Divergências

Em novembro de 2018, foi encerrado o acordo de cooperação assinado pelo Brasil e Cuba. O governo cubano discordou das novas exigências feitas pelo Brasil, como a necessidade de os profissionais se submeterem ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida).

O Revalida serve para comprovar o grau de conhecimento de médicos brasileiros ou estrangeiros que obtiveram diplomas de graduação em instituições de ensino do exterior e que queiram atuar no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro reiterou a defesa pelas novas exigências.

Refúgios

Desde que o Programa Mais Médicos foi criado em 2013, o número de cubanos pedindo refúgio tem crescido. Porém, de acordo com órgãos responsáveis pela área, não há dados precisos que permitam a associação entre o aumento do número de pedidos de refúgio e a quantidade de cubanos no país.

De 2003 a 2012, a média de pedidos anuais foi de 22 solicitações. Em 2013, 69 cubanos solicitaram refúgio ao Brasil. A partir daí, as requisições cresceram ano após ano: 113 (2014); 422 (2015); 1.121 (2016); 2.020 (2017) e 2.743 (2018). 

Desde o final de novembro de 2018, até o último dia 21, o número chegou a 798 – quase o dobro do total registrado durante os mesmos três meses de 2017/2018, quando 438 cubanos pediram refúgio ao Brasil.

Anteriormente

Em 2017, ano em que 33.866 cidadãos de várias partes do mundo pleitearam o direito de permanecer no Brasil, os cubanos formaram o segundo grupo que mais pediu refúgio, atrás apenas dos venezuelanos. 

Os dados são do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) e foram divulgados no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

O Conare informa que o status de refugiado é concedido à pessoa que deixa o seu país de origem ou de residência habitual devido a fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos, e não possa ou não queira acolher-se da proteção de tal país.

*Colaborou Paula Laboissière

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Pedreiras: Tentativa de homicídio em plena luz do dia na Praça do Jardim

Praça do Jardim – Local da tentativa de homicídio/Foto: Reprodução de WhatsApp

Por volta das 11h desta quarta-feira, (23), dois elementos se desentenderam na Praça do Jardim, centro de Pedreiras, um dos envolvidos sacou de um revólver calibre 38 e fez um disparo que atingiu a região mandibular do outro.

A vítima, Francivaldo Gomes Barros, conhecido como Lian, 18 anos, segundo informações, se envolveu em uma briga contra o suspeito, Elielton Vieira Sousa, 18 anos, no ano passado, época natalina. Lian estaria ameaçando o acusado de efetuar o tiro.

Lian deu entrada no Hospital de Pedreiras, mas teve que ser transferido para Presidente Dutra.

Elielton Vieira – Suspeito/Foto: Polícia Militar de Pedreiras – MA

A Policia Militar agiu rapidamente e prendeu o suspeito. 

*Com a colaboração do servidor do HG de Pedreiras, Elimilton, e da PM Renilma.

Pedreiras: TG 08-008 convoca jovens que passaram por seleção em 2018

Foto: Sandro Vagner (Arquivo do Blog)

O TG 08-008 de Pedreiras está convocando os jovens que passaram pela Comissão de Seleção em outubro de 2018. Todos deverão comparecer no TG, no período de 21 a 25 de janeiro, a partir das 08h, para a Seleção Complementar 2019.

Segundo informou o subtenente Sérgio, o não comparecimento está sujeito às devidas penalidades estabelecidas na Lei do Serviço Militar e seus regulamentos.

Sérgio Rodrigues dos Santos – Subtenente de Artilharia e Chefe de Instrução do Tiro de Guerra de Pedreiras, agradece a compreensão de todos.

Cumpra com seu dever de cidadão e evite problemas futuros. 

Lago da Pedra: Muladeiro foi assassinado com vários disparos de arma de fogo

Com a colaboração do repórter Sérgio Morais (Lago da Pedra)

Alan de Sousa – Vítima/Foto: Divulgação

Ontem, (22), por volta das 18:30h, um homem identificado como Alan Venâncio de Sousa, 34 anos de idade, foi assassinado por um elemento que estava em uma motocicleta. Segundo informações, Alan estaria em um comércio quando foi surpreendido pelo autor dos disparos, mesmo ferido ele ainda tentou correr, mas após ser alcançado pelo atirador, foi alvejado com mais tiros, morrendo no local.

Muito conhecido na cidade de Lago da Pedra, Alan de Sousa era casado com uma filha do senhor Mauro Jorge, que foi candidato a prefeito nas eleições de 2016, pelo PCdoB.

Além de participar do grupo de muladeiro da cidade, Alan era tratador de animais (cavalos). Ele deixa a esposa e dois filhos.

A Polícia Civil esteve no local e já iniciou as investigações na tentativa de identificar o suspeito e o motivo da execução.

Pedreiras: Rodrigo Assaiante será o novo Secretário de Segurança e Trânsito

Alexandre Assaiante e Rodrigo Assaiante/Foto: Reprodução

Na manhã desta terça-feira, (22), quando conversava com o amigo e jornalista Nilton Lee, da ASCOM da prefeitura de Pedreiras, fui surpreendido com o senhor Paulo, ex-secretário de Administração, que hoje ocupa um cargo na Controladoria do Município, apresentando o Jovem Rodrigo Assaiante, como o novo Secretário de Segurança e Trânsito do Município de Pedreiras. 

Tentei uma entrevista e até uma foto com o mais novo anunciado do governo França, mas, o mesmo disse que ainda iria ser nomeado pelo prefeito e assim que assumisse o cargo procuraria a imprensa para falar sobre o cargo, e como deve proceder à frente da pasta. “Quero contar com você e com todos da imprensa para fazer um trabalho em conjunto”. Disse Rodrigo Assaiante.

Nas redes sociais (WhatasApp), assim que postei a informação de primeira mão, iniciaram os comentários em relação ao futuro secretário, chegando a questionar como ficaria a situação do irmão do novo secretário, Dr, Alexandre Assainte, oposição ao governo França, mesmo tendo feito parte da gestão. Autorizado pelo mesmo, veja o que disse Dr. Alexandre Assaiante.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Tornou-se público e notório na manhã de hoje que o Rodrigo Assaiante, meu irmão, foi indicado para assumir a Secretaria de Trânsito e Segurança do município de Pedreiras. Diante dos fatos em questão eu preciso esclarecer algumas coisas:

A indicação do nome de Rodrigo Assaiante foi feita pela Câmara de Dirigentes Logistas – CDL que, após ter sido consultada pelo Prefeito Antonio França solicitando a sugestão de alguém para ocupar o referido cargo, sugeriu, depois de ter se cogitado o nome de Damião, o nome dele. Se houve algum acordo político nesse caso, o acordo não foi comigo. Isso eu garanto.

Rodrigo Assaiante, apesar de ser graduado em Administração e ter trabalhado por muito tempo no CIRETRAN, recebeu com surpresa a notícia pois, quem o conhece, sabe de sua timidez e aversão à política. No entanto, por amor a Pedreiras, ele aceitou o desafio para ocupar o respectivo cargo, já que além de ser técnico, ele tem experiência para contribuir com o progresso de nossa cidade. Rodrigo Assaiante não dá valor a status e muito menos dinheiro. Pelo contrário, é um homem humilde e trabalhador e se aceitou esse desafio é porque se sente capaz para fazer um bom trabalho.

Dito isso, é importante ressaltar que o fato de Rodrigo Assaiante ter aceitado esse desafio, isso não representa a volta de meu apoio político, e de todos os meus, ao atual Governo. A indicação, apesar de ser em nome do meu irmão, não foi feita por mim, Alexandre Assaiante, e ainda que tivesse sido, isso não teria o condão de me manter calado diante da ineficiência e ingerência do atual Governo de Pedreiras.

Aos que têm memória curta faço questão de ressaltar que a minha saída do governo, lá no ano de 2017, foi uma opção minha e que fiz isso por não concordar com o que estava sendo feito ainda que, mensalmente, estivesse recebendo o salário pelo trabalho que eu desenvolvia. Portanto, queridos Pedreirense, não há dinheiro ou cargo suficientemente fortes para me fazerem calar diante da injustiça.

Alexandre Assaiante
Pedreiras-MA, 22 de janeiro de 2019

Rio: Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de PM do Rio suspeito de comandar milícia

O senador eleito Flávio Bolsonaro durante entrevista a TV – Reprodução/TV Record

O deputado estadual e senador eleito FlávioBolsonaro (PSL-RJ) empregou até novembro do ano passado em seu gabinete na Assembleia Legislativa a mãe e a mulher de um policial militar suspeito de comandar milícias no Rio de Janeiro.

O ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, 42, está foragido e é um dos 13 alvos de uma operação deflagrada nesta terça-feira (22) pelo Ministério Público para prender suspeitos de chefiar milícias que atuam nas comunidades como de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

A mãe do PM, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher dele, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, deixaram o gabinete de Flávio, a pedido, no mesmo dia, em 13 de novembro. Elas ocupavam um mesmo cargo e ganhavam R$ 6.490,35 mensais cada. A informação foi antecipada pela TV Globo. 

Raimunda é um dos ex-servidores de Flávio citados em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que identificou movimentações financeiras atípicas de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz. Ela repassou R$ 4.600 para a conta de Queiroz.

Queiroz é policial militar aposentado e amigo há mais de 30 anos do presidente Jair Bolsonaro, que o indicou para a vaga no gabinete do filho.

À época da revelação do relatório, em dezembro do ano passado, a reportagem procurou a ex-assessora em endereços relacionados ao seu nome, mas não conseguiu localizá-la.

Raimunda é sócia de um restaurante no Rio Comprido, zona norte do Rio, localizado em frente a uma agência do Itaú na qual foram realizados 18 depósitos em espécie para Queiroz de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. No total, o montante depositado chegou a cerca de R$ 92 mil. Adriano é sócio de outro restaurante na mesma rua. 

Em nota, a assessoria do senador eleito disse que Raimunda foi contratada por indicação de Queiroz, que supervisionava o seu trabalho, e que não pode ser responsabilizado por atos que desconhece.

Já a defesa de Queiroz afirmou que “repudia veementemente qualquer tentativa de vincular seu nome a milícia” e que “a divulgação de dados sigilosos obtidos de forma ilegal constitui verdadeira violação aos direitos básicos do cidadão”.

Segundo o advogado Paulo Klein, Queiroz conheceu Adriano quando trabalharam juntos no 18° Batalhão da Polícia Militar e não sabia do suposto envolvimento com milícias.

Queiroz teria solicitado a nomeação da mulher e da mãe do colega para o gabinete de Flávio Bolsonaro porque a família passava por dificuldades financeiras.

Segundo a defesa, Adriano estava “injustamente preso” em razão de um auto de resistência posteriormente tipificado como homicídio. 

Adriano foi denunciado pelo Ministério Público acusado de participar da tentativa de assassinato do pecuarista Rogério Mesquita, em razão da disputa pelo espólio do bicheiro Waldomir Paes Garcia, o Maninho. Apenas um envolvido foi condenado no caso —outro policial militar.

A relação de Adriano com o jogo do bicho o levou a ser demitido da corporação. Em processo administrativo disciplinar, foi considerado culpado da acusação de atuar como segurança de José Luiz de Barros Lopes, o “Zé Personal”, contraventor da máfia dos Caça-Níqueis. 

Queiroz é investigado sob suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. O Coaf identificou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta bancária em 2016 e 2017.

O alerta se deve não só ao volume, mas também à forma com que as operações eram feitas. No período, Queiroz realizou saques uma vez a cada dois dias em valores elevados, sempre após depósitos de quantias semelhantes.

Flávio Bolsonaro não é formalmente investigado no caso na esfera criminal, mas sim na área cível, que apura improbidade administrativa. A suspeita é de que Queiroz fosse o responsável por recolher parte do salário de servidores com finalidade ainda não esclarecida. O senador eleito nega a prática.

A investigação do caso está suspensa após liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.

HOMENAGEM

Flávio Bolsonaro homenageou o policial Adriano duas vezes na Assembleia do Rio. Em 2003, propôs uma moção de louvor ao policial militar por desenvolver sua função com “dedicação, brilhantismo e galhardia”. 

“Imbuído de espírito comunitário, o que sempre pautou sua vida profissional, atua no cumprimento do seu dever de policial militar no atendimento ao cidadão”, escreveu.

Em 2005, o filho do presidente Jair Bolsonaro concedeu ao policial a Medalha Tiradentes. Na justificativa, entre outras razões, o então deputado estadual escreveu que Adriano teve êxito ao prender 12 “marginais” no morro da Coroa, no centro, além de apreender diversos armamentos e noventa trouxinhas de maconha.

Flávio Bolsonaro também já apresentou moção de louvor a outro policial militar alvo da operação desta terça, o major Ronald Paulo Alves Pereira. Apelidado de Maj Ronald ou Tartaruga, ele foi preso preventivamente com outros quatro suspeitos e também é apontado como líder da milícia.

Na nota divulgada à imprensa, o senador eleito disse que sempre atuou na defesa de agentes da segurança pública e que já concedeu “centenas de outras homenagens”.

SUPOSTA LIGAÇÃO

Essa não é a primeira vez que o nome de Flávio Bolsonaro aparece ligado a supostos milicianos. Deflagrada em agosto do ano passado, a operação Quarto Elemento teve como alvo dezenas de policiais suspeitos de participar de uma quadrilha especializada em extorsões.

Entre os presos, estavam os gêmeos Alan e Alex Rodrigues Oliveira, dois PMs que teriam participado da segurança de agendas da campanha de Flávio ao Senado. Eles são irmãos de Valdenice de Oliveira Meliga, assessora da liderança do PSL na Alerj e tesoureira do partido no estado. 

À época, o senador eleito negou ao jornal O Estado de S. Paulo que os policiais integrassem sua campanha, enquanto Valdenice disse que os irmãos atuavam como voluntários.

Em foto publicada em sua rede social em outubro de 2017, Flávio aparece em foto com o pai, Valdenice e os gêmeos. Na legenda, escreveu: “Parabéns Alan e Alex pelo aniversário, essa família é nota mil!!!”.

O presidente Jair Bolsonaro, quando deputado federal, chegou a proferir em discurso críticas à CPI das Milícias, realizada pela Alerj. Ele defendeu que alguns policiais militares são confundidos com milicianos por organizar a segurança da própria comunidade, mas que não praticam extorsão. 

“Como ele ganha R$ 850 por mês, que é quanto ganha um soldado da PM ou do bombeiro, e tem a sua própria arma, ele organiza a segurança na sua comunidade. Nada a ver com milícia ou exploração de ‘gatonet’, venda de gás ou transporte alternativo. Então, sr. Presidente, não podemos generalizar.”

À época da criação da CPI, em 2008, Flávio Bolsonaro também minimizou a gravidade das milícias. “[O policial militar] É muito mal remunerado, precisa buscar outras fontes e vai então fazer segurança privada, vai buscar atividades que muitas vezes são reprováveis pela opinião pública, pela imprensa”, disse na Alerj.

O então deputado estadual afirmou que “não raro é constatada” a felicidade dos moradores de comunidades supostamente dominadas por milicianos. 

“Não raro é constatada a felicidade dessas pessoas que antes tinham que se submeter à escravidão, a uma imposição hedionda por parte dos traficantes e que agora pelo menos dispõem dessa garantia, desse direito constitucional, que é a segurança pública.”

MARIELLE

Entre as principais atividades criminosas praticadas pelos milicianos, segundo o Ministério Público, estão a grilagem, construção, venda e locação ilegal de imóveis —motivo pelo qual a vereadora Marielle Franco teria sido morta, conforme afirmou no ano passado o ex-secretário de Segurança Pública, general Richard Nunes.

Há a suspeita de que os assassinatos da parlamentar e de seu motorista Anderson Gomes tenham sido cometidos pelo braço armado da milícia que atua na zona oeste do Rio, por receio de que ela atrapalhasse os negócios. O Ministério Público não confirmou a ligação, mas disse que a hipótese não é descartada.

“Todos esses presos serão ouvidos na expectativa de que possam colaborar em outras investigações. A gente não descarta de nenhuma forma a participação nos crimes da Marielle, mas a gente também não pode afirmar neste momento”, declarou a promotora Simone Sibilio.

Coordenadora do Gaeco (grupo do Ministério Público de combate ao crime organizado), órgão responsável pela operação, ela disse que as investigações não têm nenhuma relação com Flávio Bolsonaro.

“Essa operação visou desarticular essa organização criminosa que atua em Rio das Pedras e adjacências”, afirmou. “O deputado não está sendo investigado nesta [apuração]. Essa informação inclusive é nova para nós, de modo que esse envolvimento da mãe e da mulher não têm relevância neste momento.”

Além da exploração ilegal de imóveis, os suspeitos são acusados de atividades como receptação de carga roubada, posse e porte ilegal de arma, extorsão de moradores e comerciantes, ocultação de bens por meio de “laranjas”, pagamento de propina a agentes públicos, agiotagem, ligações clandestinas de água e energia e uso da força para intimidação.

As investigações se baseiam em escutas telefônicas e informações recebidas pelo canal Disque Denúncia. 

VEJA PONTOS POLÊMICOS DO CASO QUEIROZ

Cheque de R$ 24 mil à primeira-dama, Michelle

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, recebeu um cheque de R$ 24 mil de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Segundo o presidente Jair Bolsonaro, esse cheque  é o pagamento de uma dívida. “Emprestei dinheiro para ele em outras oportunidades. Nessa última agora, ele estava com um problema financeiro e uma dívida que ele tinha comigo se acumulou. Não foram R$ 24 mil, foram R$ 40 mil.” O presidente disse ainda que os recursos foram para a conta de Michelle porque ele não tem “tempo de sair”.

Personal trainer e assessora de Bolsonaro

 O gabinete do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara dos Deputados atestou frequência total de sua ex-assessora Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, mencionado em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Nathalia atuava como personal trainer  no mesmo período em que trabalhava para Bolsonaro, de dezembro de 2016 a outubro de 2018. A frequência é atestada pelo gabinete ou pelo parlamentar, por meio eletrônico. No período acima, não houve registros de faltas injustificadas ou licenças.

“Faço dinheiro”

“Sou um cara de negócios, faço dinheiro”, disse em entrevista o ex-assessor de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz ao afirmar que parte da movimentação atípica de R$ 1,2 milhão feita por ele vem da compra e venda de carros. Mas o motorista não explicou a razão de ter recebido repasses de outros funcionários, afirmou que só vai falar sobre o assunto no Ministério Público. Porém, ele faltou a convocações para depor alegando problemas de saúde.

Internação e operação de Queiroz no Einstein

Queiroz deu entrada no hospital no dia 30 de dezembro, passou por uma cirurgia no dia 1º e recebeu alta no último dia 8. Sua condição de saúde foi a justificativa para que ele e seus familiares não comparecessem a depoimentos agendados no Ministério Público do Rio. O presidente Jair Bolsonaro diz que emprestou dinheiro para o ex-assessor do filho Flávio Bolsonaro em várias ocasiões porque ele estava com problema financeiro. Quem arcou com os custos desta cirurgia?

Fux x Supremo

Em decisão controversa, o ministro do STF Luiz Fux suspendeu a investigação contra o gabinete de Flávio Bolsonaro, a pedido do filho do presidente. O senador eleito argumentou em seu pedido ao Supremo que, embora não tenha tomado posse, já foi diplomado senador, o que lhe confere foro especial perante o Supremo. Mas em maio do ano passado, o plenário da corte restringiu o foro especial de políticos aos atos cometidos durante o mandato e em razão do cargo. Os casos que não se enquadram nesses critérios —como é, em tese, o relativo a Flávio Bolsonaro— são agora remetidos às instâncias inferiores.

Fonte: folha.uol.com.br

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