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Caxias: PM salva criança de 1 ano após se afogar em piscina no Maranhão: ‘Fiz por instinto de pai’

Sargento Lopes com a criança;Foto: Reprodução do vídeo da PM-Caxias – MA

Uma menina de 1 ano e 8 meses, que não foi identificada, foi salva por um por um sargento da Polícia Militar, após se afogar em uma piscina, no povoado Brejinho, na tarde de sábado (29), na cidade de Caxias, a 360 km de São Luís.

As imagens, que repercutiram nas redes sociais, mostram o 3º sargento Lopes, fazendo manobras de desobstrução das vias aéreas da criança. Alguns segundos após as tentativas, a menina voltou a respirar e foi salva.

Veja o vídeo

De acordo com a Polícia Militar, a família da criança que é natural de São João do Sóter, estava em viagem a Caxias. Durante um momento de lazer, em um bar na região, a menina acabou se afastando da mãe e se afogando em uma piscina no local.

Após o afogamento, a mãe e a tia da criança, identificadas como Raquel Silva e Luzia Silva, procuraram o pelotão da PM por não conseguirem atendimento médico no posto de saúde do povoado. Ao se aproximarem do local, inicialmente, os policiais acreditavam que se tratava de outro tipo de ocorrência, até verem a criança desacordada nos braços da mãe.

Ao G1, o sargento Lopes, afirmou que em 13 anos de atuação na Polícia Militar do Maranhão, nunca havia passado por uma situação semelhante. Além disso, ele disse que tinha pouco conhecimento da ‘Manobra de Heimlich’, que foi usada no salvamento e que agiu por ‘instinto de pai’.

“Eu fiz mesmo por instinto de pai. Eu vi a situação daquela criança, fiquei muito angustiado. Com o pouco conhecimento que eu tenho, comecei a fazer e a lembrar dos meus filhos. Eu pensei ‘meu Deus do céu, se meu filho estivesse nessa situação’. E fiz a manobra para ajudar aquela criança, eu fiquei aflito e estava muito nervoso”, disse o sargento Lopes, que pai de dois filhos, de 5 e 10 anos.

O sargento explica que se a manobra não tivesse sido feita, a criança poderia ter morrido. Isso porque, o local onde aconteceu o afogamento é afastado e fica a mais de 25 km de um hospital em Caxias, o que poderia dificultar o resgate.

“Pra chegar até Caxias e no atendimento no Hospital Infantil é em torno de uns 25 a 30 km. Então, como se ela estava sem respiração, eu acredito que ela não resistiria chegar até a cidade imediatamente, se a gente tivesse colocado ela dentro da viatura”, disse.

Após ter sido reanimada, uma equipe Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamada ao local por outros dois policiais, identificados como cabo Carvalho Costa e Nunes, que ajudaram no salvamento.

Criança de 1 ano e 8 meses, que se afogou em piscina, recebe atendimento de profissionais do SAMU em Caxias (MA) — Foto: Sargento Lopes/PM/Arquivo pessoal

Em seguida, a menina foi encaminhado para o Hospital Infantil de Caxias e está fora de perigo. Não há novas informações sobre seu estado de saúde.

Sargento Lopes já fez parte do 19º Batalhão de Policia Militar de Pedreiras – MA, onde foi promovido.

fonte: g1.globo.com/ma

Imperatriz: Após solicitar revogação de medida protetiva, mulher é assassinada pelo ex-marido

Alan invadiu casa de ex-companheira com arma de fogo em Imperatriz — Foto: Redes Sociais

Um homem, identificado como Alan, assassinou a ex-mulher, a ex-cunhada e, em seguida, tirou a própria vida, neste domingo (30), no bairro Nova Horizonte, em Imperatriz. As investigações apontam a insatisfação com o fim do casamento como principal motivação para o homem invadir a casa da ex-esposa e cometer o crime usando uma arma de fogo.

Segundo o delegado, Praxísteles Martins, titular da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pesssoa (DHPP), Alan ameaçava a ex-esposa, Gleyciane da Mota Bandeira, há alguns meses. “O autor do fato já vinha ameaçando a vítima há alguns meses e ontem cumpriu o que havia prometido”, disse ao G1.

Segundo a Patrulha Maria da Penha, Gleyciane chegou a pedir uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas em maio deste ano solicitou a revogação do processo. A segunda vítima do atirador foi identificada como Dayane da Mota Bandeira Oliveira, irmã de Gleyciane.

Nota da Patrulha Maria da Penha:

“Tivemos agora a pouco a informação de dois feminicídios e um suicídio (do autor) no bairro Santa Rita, em virtude da não aceitação de uma separação do casal. Fato esse lastimável, uma das vítimas, que já foi casada com o acusado, pediu uma medida protetiva neste ano, porém no dia 27/05/2020 solicitou a revogação por meio da defensoria pública, fato esse que corroborou para a extinção do processo em 26/06/2020.

Nós da patrulha Maria da Penha, que fiscalizamos o cumprimento dessas medidas protetivas, nunca recebemos a solicitação do acompanhamento desta em específico. Sugerimos a todas as mulheres que possuem medida protetiva que não solicitem a revogação da referida, pois o seu descumprimento, além de crime autônomo (lei 11.340/06), pode gerar uma prisão preventiva do acusado, sendo, portanto, uma ajuda estatal eficaz para as mulheres vítimas de violência doméstica.

A PMP (patrulha Maria da Penha) está diuturnamente fiscalizando essas medidas, promovendo a sensação de segurança para essas mulheres, protegendo Marias desses abusos patriarcais construídos ao longo do tempo. A Patrulha Maria da Penha se solidariza com amigos e familiares e lamenta o ocorrido.”

fonte: g1.globo.com/ma

Brasília: PGR fecha dez novos acordos de delação premiada, que miram parlamentares e estados

Augusto Aras Foto: Rousinei Coutinho/STF

A atual gestão do procurador-geral da República, Augusto Aras, promoveu um novo impulso à negociação de delações premiadas e tem uma lista de dez novos acordos que devem atingir, principalmente, parlamentares do Congresso Nacional e esquemas de corrupção nos estados, incluindo o Poder Judiciário.

Essa retomada de delações premiadas marca uma mudança em relação à gestão anterior, da procuradora-geral da República Raquel Dodge. Durante seus dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), Dodge só assinou dois grandes acordos de colaboração na Lava-Jato (do lobista Jorge Luz e do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro) e fez outros acordos menores, principalmente perante o Superior Tribunal de Justiça.

Nenhuma das novas delações é desdobramento das investigações da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba. Nos últimos meses, Aras tem feito críticas aos procuradores da Lava-Jato paranaense, que veem como incerta a prorrogação da atual estrutura da força-tarefa, até que se defina a transição para um novo modelo de trabalho.

A equipe de Aras calcula que os novos acordos totalizam cerca de R$ 2 bilhões a serem recuperados para os cofres públicos, de forma parcelada.

Foi nessa linha que a PGR fechou neste mês seu acordo de maior valor, de R$ 1 bilhão com o acionista do grupo Hypera Pharma (antiga Hypermarcas) João Alves de Queiroz Filho, o Júnior. A negociação inclui mais dois ex-funcionários do grupo, que se tornaram novos delatores: o ex-CEO Cláudio Bergamo e Carlos Roberto Scorsie. Também está prevista no acordo a repactuação da delação premiada do ex-diretor de relações institucionais Nelson Mello, que havia omitido fatos em seu primeiro acordo.

No total, o acordo dos executivos do grupo Hypera Pharma prevê a recuperação de R$ 1,095 bilhão aos cofres públicos. As delações devem atingir principalmente parlamentares do MDB, acusados de receber repasses, via caixa dois, para favorecer interesses da empresa no Congresso. O material está com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin para homologação.

A lista de Aras também inclui dois novos delatores da Operação Faroeste, que investiga denúncias de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia. Já denunciados pela PGR, o produtor rural Nelson José Vigolo e o advogado Vanderlei Chilante assinaram delação na qual admitem negociações de propina para processos em andamento. O acordo ainda não foi homologado pelo ministro do STJ Og Fernandes, relator do caso. Fontes da PGR afirmam que o número de acordos fechados e enviados ao STJ é ainda maior, mas os nomes são mantidos sob segredo.

Lava-Jato fluminense

Na lista das delações, várias têm o Rio de Janeiro como palco principal dos fatos criminosos e devem abastecer novas frentes da Lava-Jato fluminense. O primeiro foi o acordo do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos, que foi homologado neste mês pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e recuperou R$ 8,5 milhões, além de ter resultado no afastamento do governador Wilson Witzel, na semana passada. Santos pediu demissão do governo após denúncias de fraude.

A PGR também assinou delação com um ex-assessor do governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC) —que assumiu o cargo após o afastamento de Witzel por decisão do STJ —, Marcus Vinícius Azevedo da Silva. O acordo está com o ministro do STF Marco Aurélio Mello para homologação. A expectativa é que as provas trazidas pelo novo delator revelem novos esquemas de corrupção na administração estadual, envolvendo parlamentares federais e nomes do atual governo Witzel. O acordo deve resultar na recuperação de R$ 1 milhão.

Uma terceira delação que mira esquemas no estado é de José Carlos Lavouras, ex-conselheiro da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio). O acordo já foi encaminhado ao ministro Félix Fischer, do STJ, para homologação. Segundo fontes que acompanham a negociação, Lavouras teria relatado fatos criminosos envolvendo aproximadamente dez magistrados do Rio, entre desembargadores do Tribunal de Justiça e juízes de primeira instância.

Além dessas, a PGR deve finalizar nas próximas semanas ajustes nas cláusulas do acordo de delação do empresário Eike Batista e pedir novamente a sua homologação. Primeira tratativa assinada por Aras, o acordo foi devolvido à PGR pela ministra do STF Rosa Weber, em decisão proferida em maio, que apontou ilegalidades em algumas cláusulas. Por isso, a equipe de Aras teve que refazer as condições do acordo. O trabalho já está na fase final. Na delação, Eike se comprometeu a devolver R$ 800 milhões aos cofres públicos e relatou fatos envolvendo deputados federais e personagens da política fluminense.

As investigações a partir dessas novas delações, entretanto, ainda não ganharam ritmo. Fora o acordo de Edmar Santos, os demais aguardam a homologação dos ministros responsáveis pelos casos. Só depois é que a PGR pode abrir novos inquéritos e desmembrar os anexos dos acordos para o Ministério Público Federal nos Estados. Aras ainda não teve seu primeiro acordo validado pelo Supremo, já que a delação de Eike foi devolvida.

Os colaboradores

Eike Batista

O empresário se comprometeu a devolver R$ 800 milhões e delatou personagens da política do Rio, incluindo fatos sobre deputados federais. A PGR tenta novamente pedir a homologação do acordo, após o primeiro ser devolvido pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federa (STF).

José Carlos Reis Lavouras

A delação do ex-conselheiro da Fetranspor também pode gerar desdobramentos na investigação do esquema no Rio. Segundo pessoas que acompanham as negociações, Lavouras narrou fatos envolvendo dez magistrados do estado. O acordo está em análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Edmar Santos

As revelações do ex-secretário de Saúde do Rio resultaram no afastamento do governador Wilson Witzel (PSC). Com a delação, a Justiça recuperou R$ 8,5 milhões. A PGR assinou ainda um acordo com um ex-assessor do governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), que está em análise no STF.

João Alves de Queiroz Filho

A Procuradoria negociou um acordo com o acionista do grupo Hypera Pharma no valor de R$ 1 bilhão, o maior registrado pela gestão Aras. A delação mira parlamentares do MDB que supostamente atuaram a favor da empresa no Congresso em troca de caixa dois.

Claudio Bergamo

A PGR também fechou delação com ex-funcionários da Hypera Pharma, elevando a previsão de recuperação para os cofres públicos no caso para R$ 1,095 bilhão. Entre eles está o ex-CEO do grupo Cláudio Bergamo e o ex-executivo Carlos Roberto Scorsie. Caberá a Fachin homologar os acordos.

Nelson Mello

Entre as negociações previstas envolvendo a Hypera Pharma está uma repactuação de acordo firmado pelo ex-diretor de relações institucionais do grupo. Ele admitiu à PGR que omitiu fatos na delação, agora ajustada, com o objetivo de proteger a empresa e João Alves de Queiroz Filho.

fonte: oglobo.globo.com

Brasília: Polícia Federal cumpre 623 mandados no país contra grupo criminoso

Operação desta segunda-feira (31), da Polícia Federal/Divulgação Polícia Federal. Operação Caixa Forte

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (31) a megaoperação Caixa Forte 2, para investigar tráfico de drogas e lavagem de dinheiro praticados por facção criminosa. Para a ação, foram mobilizados 1,1 mil policiais federais, que cumprem 623 mandados judiciais em 18 unidades federativas (Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) e no Chile. 

Ao todo, foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte 422 mandados de prisão preventiva e 201 mandados de busca e apreensão. Também foi ordenado o bloqueio judicial de R$ 252 milhões.

Em nota, a PF informou que, na primeira fase da operação, descobriu a existência do núcleo “Setor do Progresso”, que tinha como função promover lavagem de dinheiro dos valores gerados com a atividade de tráfico de drogas.

As investigações também conduziram a polícia ao chamado “Setor da Ajuda”, criado para recompensar membros de uma facção recolhidos em presídios e que mantinham contas bancárias para onde parte do dinheiro oriundo das atividades era destinada. Em alguns casos, as quantias eram depositadas em contas de pessoas que não pertenciam ao grupo criminoso, para despistar as autoridades policiais.

A PF apurou, ainda, que 210 suspeitos desempenham as funções no alto escalão da facção criminosa, como a execução de servidores públicos. Todos cumprem penas em presídios federais. Os presos deverão responder por crimes de participação em organização criminosa, associação com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas podem chegar a 28 anos de prisão.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br 

Codó: Vítima de acidente recebe “entidade” durante atendimento do SAMU

Com a colaboração do repórter Sena Freitas (Codó – MA)

Reprodução

O caso aconteceu ontem à noite na cidade de Codó, considerada a cidade da Umbanda e do Terecô. Segundo informações do repórter Sena Freitas, um carro estaria estacionado na contra-mão e um senhor em uma motocicleta colidiu contra o veículo, rapidamente o pessoal do SAMU foi acionado e em poucos minutos chegou ao local do acidente.

Nosso correspondente informou ainda, que o condutor da motocicleta aparentava está com sintomas de embriaguez.

Reprodução

O caso inusitado que chamou à atenção dos curiosos, foi quando o pessoal do socorro começou o atendimento à vítima, que ainda no chão, a mesma começou a cantar e murmurar algumas palavras, como se fosse uma “entidade” que estivesse com ela.

Veja o vídeo.

O acidente aconteceu na rua São Luís, próximo a rua da Paz, no bairro Codó Novo.

A Polícia Militar esteve no local apurando as causas do acidente.

Rio: UFRJ investe em pesquisa para ter a vacina brasileira contra a Covid-19

Laboratórios na UFRJ investem na pesquisa para o combate a Covid-19 Foto: Marcia Foletto

Às vésperas de seu centenário, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que completa 100 anos no próximo dia 7, apresenta uma plataforma inédita e totalmente nacional de desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Ela é fruto do casamento da tradição com a vanguarda.

A nova plataforma combina a forma mais antiga e reconhecidamente eficiente de imunização, a realizada por meio de vírus vivos atenuados, a mecanismos de segurança gerados por engenharia genética, por Crispr/Cas. Esse é o nome do método de edição de genes que tem revolucionado a biologia e já foi usado em terapias experimentais com seres humanos.

À frente do desenvolvimento da nova plataforma de vacina para a Covid-19, o professor titular da UFRJ, Amílcar Tanuri, chefe do Laboratório de Virologia Molecular, afirma que é necessária uma abordagem múltipla contra o coronavírus e de um imunizante robusto.

— Precisamos de várias estratégias porque, em primeiro lugar, há muito a se descobrir sobre a imunidade contra o Sars-CoV-2. Não se sabe, por exemplo, por quanto tempo dura a proteção dada por anticorpos e há incógnitas sobre a resposta celular, que se acredita ser essencial para proteger uma pessoa da Covid-19. É necessário um leque de opções de vacinas potentes e seguras, pois enfrentamos um vírus que ainda não é bem conhecido — explica Tanuri.

Além disso, ter uma tecnologia brasileira é uma questão de soberania, e estratégica para o controle de pandemias, acrescenta ele. Destaca ainda o papel da universidade na geração de conhecimento e na formação de profissionais de alta qualificação.

— Todas as vacinas que estão vindo são estrangeiras. Há uma brasileira em pesquisa pré-clínica da Fiocruz/Butantan, com vetor viral replicante. Esperamos que a nossa, totalmente inovadora, seja uma contribuição brasileira à vacinologia. Isso tem importância não só no que diz respeito ao domínio do conhecimento quanto ao acesso a recursos. A falta de insumos para testagem nesta pandemia já deixou evidente o quão gravemente vulneráveis e dependentes somos do exterior — diz Tanuri.

O grupo da UFRJ é integrado por cientistas do Instituto de Biologia e o de Microbiologia.  A essência da vacina está na criação de uma cepa (variante) do Sars-CoV-2 atenuada.

Essa estratégia é mais tradicional em imunização e usada com sucesso, por exemplo, nas vacinas contra pólio (Sabin), caxumba, varíola (a única doença infecciosa totalmente erradicada graças à vacinação), coqueluche e febre amarela.

O vírus atenuado é similar ao selvagem (como os cientistas se referem a um vírus em circulação). Porém, não causa doença. A atenuação, isto é, a incapacidade de provocar adoecimento, é obtida por meio de centenas de replicações do vírus em laboratório, cultivado em células de espécies não relacionadas, como hamsters.

Após tantas passagens, o vírus se torna ineficiente para causar doença e se multiplica pouco dentro do hospedeiro original. Ele enfraquece em todos os sentidos. Mas Tanuri salienta que o vírus atenuado mantém o potencial necessário para proporcionar uma resposta mais eficaz do sistema imunológico.

Virus atenuado

Muitas das 234 vacinas em desenvolvimento no mundo atuam contra a proteína S do coronavírus, essencial para que ele infecte as células humanas. Porém, Tanuri acrescenta que outras proteínas são importantes no processo de formação da resposta imune do organismo.

— A vacina atenuada tem o vírus todo e, por isso, estimula a resposta mais completa e, possivelmente, mais robusta e prolongada — diz ele.

Há cinco doenças de importância veterinária causadas por coronavírus: bronquite infeciosa de galinhas (IBV), gastroenterite contagiosa de porcos (TGEV), coronavirose canina (CCV), coronavirose bovina (BCV) e peritonite infeciosa felina (FIPV).

Coronavírus têm se revelado alvos notavelmente difíceis para a imunização. De todas as vacinas veterinárias contra eles, a única que se mostrou eficiente é feita com vírus atenuados e protege galinhas.  E uma experimental começa a apresentar bons resultados em cães.

— Analisamos esses trabalhos e estamos convencidos de que essa é a melhor estratégia — enfatiza o virologista.

Para garantir que o coronavírus atenuado seja mesmo incapaz de adoecer alguém, os pesquisadores da UFRJ desenvolveram uma forma de desarmá-lo com a retirada de genes responsáveis a proteínas ligadas à patogenicidade. São proteínas chamadas de Orfs. E é aí que entra o método de Crispr/Cas, que corta com uma espécie de tesoura de proteínas trechos específicos de uma sequência genética.

Com a Crispr/Cas, o grupo da UFRJ cortará o genoma do coronavírus. As primeiras tesouradas gênicas extirparão do vírus vacinal os genes Orf3 e Orf8. Estes são ligados a proteínas virais que impedem as células humanas de produzir interferon contra o coronavírus. Sem elas, o vírus pode infectar, mas não causa doença, explica a vice-diretora do Instituto de Microbiologia, Luciana Costa, integrante do projeto.

Também por meio da mesma técnica de engenharia genética, os cientistas implantarão no vírus vacinal uma trava de segurança. Esta é um “gene suicida”, extraído do vírus do herpes, que fará o coronavírus suscetível ao antiviral aciclovir. Com ele, qualquer efeito indesejado da vacina pode ser suprimido com o antiviral.

Outra garantia de segurança será dar ao vírus vacinal uma “carteira de identidade”, para a produção da vacina. Sairá um gene do sistema Orf e entrará em seu lugar outro de bactéria resistente ao antibiótico blasticidina.

Luciana explica que os vírus vacinais serão selecionados por meio da blasticidina, isso potencialmente impedirá que vírus indesejados sejam usados.

A expectativa dos pesquisadores é obter financiamento para levar os estudos adiante. O trabalho não tem como avançar sem recursos específicos. Com eles, poderão em seis meses ter a cepa vacinal inativada e dentro de um ano, um protótipo para testes clínicos.

— O Sars-CoV-2 não irá embora e precisamos de estratégias. Além disso, essa mesma plataforma poderá ser empregada no desenvolvimento de vacinas contra outros patógenos emergentes. A pandemia de coronavírus mostrou ao mundo que precisamos estar preparados — frisa Tanuri.

fonte: oglobo.globo.com

Piauí: Filha de vereador é morta pelo ex a golpe de machado em via pública

Uma jovem identificada como Eveling Rodrigues, de 24 anos, foi brutalmente assassinada com um golpe de machado e quatro facadas pelo ex-companheiro, identificado apenas como Joab. O crime aconteceu na madrugada deste sábado (29), no bairro Sertanejo, em Paulistana e chocou a população da cidade que fica na região Sul do Piauí. O casal tem um filho de 2 anos. As informações são do Portal Pedrosa News.

A jovem é filha do vereador e ex-vice-prefeito de Paulistana, Elias de Liberato e da professora Verônica Pedrosa.

fonte: meionorte.com.br

Brasília: Covid-19: Brasil tem 3 milhões de recuperados e 120 mil mortes

REUTERS/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados 

Desde o início da pandemia, o Brasil já confirmou 3.846.153 diagnósticos positivos de covid-19. Desse total, 3,1% faleceu; 18,7% está em acompanhamento e 78,2% conseguiu se recuperar da doença.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 758 óbitos e 41.350 casos confirmados.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,1%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 57,2. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1830,2.

Os estados com o maior número de mortes são: São Paulo (29.944), Rio de Janeiro (16.016), Ceará (8.382), Pernambuco (7.547) e Pará (6.109). As Unidades da Federação com menos óbitos são: Roraima (587), Acre (608), Tocantins (658), Amapá (659) e Mato Grosso do Sul (840).

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Brasília: Bolsonaro negocia com Republicanos, PTB e PSL, e impõe condições para se filiar

Bolsonaro conversa com Hamilton Mourão em cerimônia no Planalto: presidente estuda alternativas de partidos Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Sem partido desde novembro do ano passado, quando rompeu com o PSL, o presidente Jair Bolsonaro tem três alternativas no radar caso o prometido Aliança pelo Brasil não saia do papel a tempo da eleição de 2022: Republicanos, PTB e um retorno à antiga legenda, como ele mesmo já admitiu publicamente. Nesta sexta-feira, nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a decisão será tomada em 2021 — o presidente quer esperar o desfecho da eleição para a Câmara dos Deputados, em fevereiro do ano que vem, antes de escolher seu destino.

Nas conversas com dirigentes partidários, Bolsonaro tem imposto condições, como a indicação de dois nomes para compor a Executiva Nacional, além da nomeações em diretórios estaduais e municipais que considerar estratégicos. Outro desejo do presidente é que a legenda que vá recebê-lo acrescente ao estatuto uma cláusula proibindo alianças com partidos de esquerda.

Em relação ao PSL, há um item a mais na lista: a expulsão de desafetos, como o senador Major Olimpio (SP) e a deputada Joice Hasselmann (SP). Bolsonaro considera os dois “traidores” — ambos já foram próximos a ele, mas ficaram ao lado do presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), na briga que rachou o partido. Joice, inclusive, já foi líder do governo no Congresso, posto que perdeu para o senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

O clima com Bivar, no entanto, já é mais ameno. No mês passado, ele recebeu uma ligação de Bolsonaro, e os dois fizeram as pazes. O presidente do partido pondera que um retorno só ocorreria após “ouvir a bancada do PSL como um todo”.

O convite para Bolsonaro se filiar ao Republicanos partiu do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e que exerce grande influência no partido. Na semana passada, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, sobrinho de Macedo, reiterou ao vereador Carlos Bolsonaro, que se filiou ao Republicanos este ano, que as portas da legenda estão abertas para o presidente. O senador Flávio Bolsonaro, irmão de Carlos, também se filiou à sigla no começo deste ano, após deixar o PSL.

A outra alternativa de Bolsonaro ao Aliança é o PTB, presidido por Roberto Jefferson, que já foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no mensalão. O dirigente já convidou Bolsonaro para a legenda, mas seu partido leva desvantagem em dois fatores. Primeiro, a estrutura, já que tem menos recursos, tempo de televisão e deputados federais que PSL e Republicanos.

Efeito Jefferson

O segundo fator é o próprio Roberto Jefferson. O núcleo do presidente avalia que a proximidade com ele vem acompanhada de um ônus. Aliados que defendem uma postura de distensionamento do presidente avaliam que, ao se filiar ao PTB, Bolsonaro estaria sinalizando contra instituições como o Supremo Tribunal Federal, alvo frequente de Jefferson. Em outra frente, o PTB é autor de uma ação que busca bloquear a possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Na sexta-feira, sem dar os nomes, Bolsonaro disse que negocia com três partidos uma eventual filiação em 2021, caso o projeto do Aliança se mostre de fato inviável — o partido reuniu até ontem 21.963 assinaturas, número distante dos 492 mil apoios necessários para a criação. Ao postergar a decisão, o presidente já terá, em 2021, conhecimento do resultado das eleições municipais deste ano e analisará quais alianças as legendas que o cortejam fizeram no pleito.

“Continuamos (a tentar) viabilizar a criação do Aliança. Em comum acordo, tenho conversado com três outros partidos, para o caso de não se concretizar a tempo o Aliança. Nessa segunda hipótese, de ambos os lados, se impõem condições para essa filiação. Isso também decidi que somente poderia acontecer em 2021”, publicou Bolsonaro.

O presidente também reafirmou que não vai “participar, no primeiro turno, nas eleições para prefeitos em todo o Brasil”, alegando que tem muito trabalho na Presidência e que a campanha tomaria “todo o tempo num momento de pandemia e retomada da nossa economia”.

Ele deixou em aberto no texto a possibilidade de apoiar candidatos no segundo turno. O GLOBO mostrou que Bolsonaro avalia gravar vídeos com declaração de apoio para candidatos no segundo turno, como Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, Márcio França (PSB), em São Paulo, e Bruno Engler (PRTB), em Belo Horizonte.

fonte: oglobo.globo.com

Brasília: Dia de Combate ao Fumo: especialistas pedem atenção a adolescentes

Fumo proibido,cigarro, fumante, tabagismo/Arquivo/Agência Brasil

O ponto final teve dia: 15 de maio foi quando Josélia Leite, de 51, e o filho Lucas Sousa, de 21, resolveram abandonar juntos o tormento do cigarro. Outro roteiro em comum na história desses brasilienses é que iniciaram o vício muito jovens. Ela, com 20. Ele, com 16. “Parei principalmente para que o Lucas não seguisse com esse vício. Não queria ser esse exemplo pra ele.” Cada dia, desde aquela data, é uma luta para que o ponto final não se transforme em vírgula. Eles se conscientizaram porque tiveram informações que os efeitos do tabagismo, além de outros prejuízos à saúde, poderiam representar fatores de risco durante a pandemia do novo coronavírus.

Josélia Leite e Lucas Pereira abandonaram o vício no mesmo dia preocupados com o risco da covid-19. Foto: Arquivo pessoal

Neste sábado(29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, eles completam três meses e 14 dias de força de vontade e de certeza da decisão. “Às vezes, eu sinto muita falta. Mas me sinto bem melhor, e muito feliz porque o Lucas também parou”, diz a servidora pública que chegou a fazer tratamento para parar de fumar pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. “Ainda bem que conseguimos parar. Naquele dia, acabaram os cigarros e, no dia seguinte, não tocamos mais em uma carteira. Antes, a sensação era de fadiga constante”, lembra o rapaz. A história deles, de repetição de comportamento em relação ao vício, é considerada comum entre os especialistas, cada vez mais preocupados com a fragilidade dos adolescentes diante das ofertas de cigarro tradicional, e de outros produtos como os com sabor, eletrônico e o narguilé.

A psicóloga Vera Borges, da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), chama a atenção para o fato de que os mais jovens acabam sendo seduzidos por propagandas frequentes e estratégias do mercado. “Os jovens ficam com ideia de que esses produtos alternativos fazem menos mal à saúde e que poderiam ajudar a parar de fumar. E isso não é verdade. Devemos ficar atentos às novas artimanhas das empresas tabagistas para conquistas de novos públicos.”

A especialista reitera que a nicotina provoca dependência química que faz com que o usuário do tabaco se exponha também à covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. “Ser fumante causa prejuízo a qualquer momento. Mas agora ainda mais. As pessoas levam a mão à boca, por exemplo. Uma vez fumante, a pessoa tem o risco aumentado de desenvolver a forma mais grave da doença pela fragilidade respiratória que o hábito de fumar provoca”.

Especialistas indicam bons resultados no combate ao tabagismo, mas pandemia é motivo de atenção – Foto: Banco Mundial/ONU

O momento da pandemia fez como que as pessoas diminuíssem o acesso aos serviços de saúde, em função do momento. “Estamos estimulando que haja mais unidades de saúde pública dispostas a fornecer serviços de apoio aos fumantes. Pelo diagnóstico que fizemos, alguns estados têm fornecido serviços virtuais, individuais e também ao ar livre. Estamos nos reinventando para atender mais”. A especialista entende que o país é um dos líderes no combate à doença, mas a venda dos produtos em redes sociais, por exemplo, é um inimigo. “Conseguimos avançar bastante e o Brasil é um modelo por ter uma política de controle desde a década de 1980. Tínhamos uma taxa de prevalência (no uso do cigarro) em torno de 34%. Na última pesquisa, temos 9,8% dessa prevalência.”

Cigarros eletrônicos

O pesquisador André Szklo, também do Inca, ressalta que há uma tendência de crescimento de consumo de jovens nas últimas pesquisas e que é necessário fiscalizar as ações da indústria do tabaco e da aplicação da leis de combate. Ele recorda a importância de uma resolução da Anvisa que proíbe a exposição de cigarros ao lado de doces. “É um conjunto de causas que leva os mais jovens a experimentar o produto. Uma pesquisa que realizei mostra que nove em cada 10 adolescentes que tentam comprar o produto conseguem fazer isso no mercado. É uma porta aberta para eles avançarem na dependência”. No Brasil, é proibido a venda de cigarros a menores de 18 anos.

Outra observação do pesquisador é que tem crescido a compra de cigarros eletrônicos. No Brasil, é proibido, mas vendido de forma clandestina, “Faz tão mal quanto o cigarro convencional. O narguilé, que é legalizado, é muito usado entre os jovens e com capacidade alta de gerar dependência.”

André Szklo entende que os pesquisadores estão atentos ainda ao histórico das relações da covid-19, com jovens e o uso do cigarro. “A situação do isolamento social, estresse e o contato com adultos fumantes expõem o jovem. Em breve, teremos dados a respeito disso no Brasil em trabalho desenvolvido pela Fiocruz”. Para ele, é necessário que haja uma conscientização deste público sobre os efeitos em um grupo com menos temor, incluindo prejuízos como mau hálito, diminuição de fôlego e impactos a questões estéticas e saúde sexual. Um artigo recente publicado no Journal of Adolescent Health, neste ano, avalia que o uso do cigarro eleva a possibilidade que adolescentes desenvolvam formas graves da covid-19.

Estresse e ansiedade

Aos 25 anos, José Ricardo Oliveira havia deixado de fumar, mas a pandemia fez com que ele retomasse o vício , mantido desde os 19. Era um habitual usuário de narguilé. “Infelizmente, não consegui manter a distância da carteira de cigarro. Acho que foi o estresse do momento.”

Além do estresse, a psicóloga Juliana Gebrim entende que as pressões sociais recrutam novos fumantes com tantos apelos da indústria. “Jovens passam por fase de identificação social e sensação de pertencimento. Muitas vezes, drogas lícitas e ilícitas são oferecidas para essas pessoas que estão mais vulneráveis e precisam de aceitação maior no meio em que vivem.”

Por outro lado, para Andréa Oliveira, a luta foi árdua. Três anos de terapia, apoio da família e amigos, e a “certeza do que queria” fizeram com que ela, hoje com 42 anos, deixasse o vício no cigarro definitivamente em 2018. A comerciante, por causa da pandemia, tem ficado mais tempo no apartamento em que vive, na cidade de Valparaíso de Goiás (GO). “Visitar” a janela do apartamento não a desperta para o que era um hábito adquirido desde os 17 anos, acompanhada do maço de cigarros, o isqueiro e o cinzeiro.

“A janela não é mais um problema. Mas tenho consciência de que preciso ficar vigilante. A ansiedade desses dias me deixa abalada. Acho que vou precisar procurar ajuda de novo.” O período de pandemia deve gerar atenção especial tanto para quem já deixou como para quem busca abandonar o tabagismo, segundo especialistas.

A neuropsicóloga Juliana Gebrim entende que momentos como esse podem prejudicar a saúde mental. “É preciso atenção porque a pandemia pode ser, sim, um desvio no caminho de pessoas que estavam pensando em largar o cigarro. A pandemia pode exacerbar questões de transtornos de ansiedade e também o desenvolvimento de doenças como a depressão. O isolamento provoca muito a exposição de algumas emoções que são conectadas pelo uso do cigarro”, explica. A especialista detecta que as situações de tristeza e de insegurança poderiam fazer com que a pessoa volte a fumar.

Mesmo dentro de casa não é possível, no entender dela, que a circunstância de isolamento desencoraje para a prática do vício, em vista de que o ato está relacionado à impulsividade ativada por “gatilhos”, que são as situações ou eventos que desencadeiam a vontade de fumar. Por isso, segundo a especialista, é necessário que as pessoas trabalhem as emoções. “Somente em um processo de muita autoconsciência a respeito do prejuízo para outras pessoas faria com que o fato de estar em casa, por si só, faça com que alguém evite o cigarro”.

São considerados raros os casos em que as pessoas conseguem se livrar do vício sozinhas. “Mas mesmo assim temos que ficar atentos para os episódios em que as pessoas trocam uma compulsão por outra, que também poderá acarretar diferentes prejuízos.”

Os tratamentos para os vícios no cigarro podem ser lentos e requerem paciência para as pessoas e o cuidado permanente com recaídas. “A psicoterapia, a psicologia e outros campos da saúde podem ajudar muito as pessoas que têm o vício. Fazemos primeiramente terapia de redução de danos e encontramos caminhos para circundar o alvo para encontrar a cura definitiva”, afirma a profissional.

Rastros no lixo

Nem todo o consumo de cigarro ocorre de forma legalizada e essa é uma preocupação dos pesquisadores no tema. Os jovens ficam também à vontade para comprar onde não há avisos de proibição. Cigarros clandestinos são vendidos principalmente em periferias brasileiras por preços ainda mais em conta. Para colaborar com políticas públicas, uma parceria entre o Instituto Nacional de Câncer e a Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) tem identificado há dois anos o uso de marcas ilícitas no Brasil por intermédio do lixo coletado. Os parâmetros usados para a classificação foram identificação de registro da marca na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e advertências sanitárias frontal, posterior e lateral na embalagem em acordo com a legislação nacional.

Ao todo, 11 profissionais da companhia de limpeza (entre garis de gravimetria e pesquisadores) atuam por parte da empresa com um centro de pesquisas aplicadas. “Com a parceria com o Inca, descobrimos que esses cigarros eram consumidos em áreas mais carentes”, diz a microbiologista Bianca Quintaes, da Comlurb.

A pesquisadora Alessandra Machado, do Inca, afirma que se trata de uma pesquisa inédita no Brasil de rastreio em prol da saúde de áreas mais necessitadas. “Estimamos agora não apenas pelo que o fumante diz, mas pelo que o lixo mostra. Nessa amostra, percebemos que mais de 90% dos produtos ilegais é de uma marca paraguaia. Não sabemos sobre o conteúdo do produto que entra ilegalmente no país. Entendemos que colaboramos para que áreas mais carentes, como a zona norte, dá pistas do que poderia ser implementado. Fatores socioeconômicos interferem no consumo e faz mais vítimas.” A iniciativa mostra que todas as pistas podem ser importantes para uma luta que faz mais do que fumaça aos mais jovens.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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