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A Tristeza do Padre José Geraldo

Pe. José Geraldo
Desde que chegou em Pedreiras, isso há quatro (4) anos, completados no dia 17 de agosto deste ano(2015), o Padre José Geraldo ganhou o respeito e prestígio de todos, até mesmo dos irmãos de outras religiões. Seus projetos, na maioria voltados aos jovens, foram suas marcas registradas, que proporcionaram momentos de descontração, conhecimento e dinamismo, entre eles, que souberam levar adiante os ensinametos.
 
Sem valorizar a “pelega”, sempre com o sentimento voltado em ajudar o próximo, seja ele quem for, e às vezes para ver tudo sendo realizado, sentiu-se hostilizado, teve seu nome jogado ao vento, como se tudo que trouxe para os outros fosse em benefício próprio! E isso chegou abrir cicatrizes em seu coração, pela maldade de alguns , que até tentaramu tirá-lo do nosso convívio, mas enfrentou a tudo e a todos e mostrou que não é polarizador.
 
Enumerar os atos de bondades do Padre José Geraldo? Não é necessário. As ações falam por sí, e o momento vivido em cada instante por quem participou ou ainda participa, pode ser o melhor testemunho. Mas, para que aguce esse conceito, basta olhar para os jovens do projeto “Flautas de Benedito”, a resposta está viva em todos os sentidos.
 
Pidão! Sim, mas não para  alimentar seu ego, isso jamais. Vem à frente a coletividade, e pensando sempre no ser “nós”, nada de indivilualismo.
 
Charles Chaplin escreveu: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos“. Defino assim a presença do nosso Pároco em Pedreiras, afinal, ninguém sabe o dia de amanhã, pois só a Deus pertence.
 
Entrarei agora, no mérito da questão de escrever esse texto, afinal, todos nós somos sabedores da grandeza erguida desde que esse homem, enviado por Deus, chegou à nossa paróquia. O Santuário, já não precisa mais dizer que é um marco da sua luta, da sua bravura, mesmo com seu temperamento momentâneo, que não o tem!
 
Fiquei triste em saber da tristeza do Padre José Geraldo, que já é comentada pelos quatro cantos da cidade, sobre mais um projeto que veio à mente, mas, infelizmente esbarrou na lendária imaginação fraca dos algóz, que podou, talvez, um dos atos mais corajosos dessa enciclópedia de bons atos para com o ser humano. Eu, já havia testemunhado sua luta, esse combate, e mais uma vez, vale ressaltar que, como em projeto anteriores, o ´”eu”, não existe, sempre é substituído pelo “nós”. O asssunto ou o tema do projeto pode ser até um pouco áspero, mas logo, todos irão enteder. Trata-se do pedido ou apelo as autoridades ou a empresários sobre a doação de um terreno para a construção de um novo cemitério. É evidente e de amplo conhecimento de todos, que o único campo santo de Pedreiras já não é mais um digno para sepultar nossos ente queridos, que também merecem um lugar amplo, sem o atropelo das catacumbas, que torna impossível circular entre as mesmas.
 
Com sua simplicidade de sempre, durante a missa de finados, mais uma vez, o Padre José Geraldo se mostrou desolado, triste e ao mesmo tempo decepcionado com as respostas que ele ouviu sobre a doação de um terreno para construir um novo cemitério em Pedreiras. Será que os grandes pensadores de Pedreiras são tão miúdos que se  agarram a “estória”, que, quem constrói o cemitério será o primeiro a ser enterrado nele? Ou simplesmente o rumo desse projeto não rende centenas de votos?
 
Não estamos vivendo em nenhum “Bem Amado”, mas vivemos entre à equidade de pessoas toscas, apesar de adjetivos diferentes, em não saber de fato diferenciar a realidade de contos de fadas.
 
Espero que, as mentes pensadoras, inteligentes, desenvolvidas para projetos vindouros em prol da população, possam abrir essa linha de pensamento amplo, que só irá beneficiar a todos, comungando com essa sábia preocupação do nosso padre José Geraldo. Que esqueçam o “eu”! Talvez seja esse o grande entrave.
 
Ainda é tempo. Talvez o tempo que falte, seja tarde, para o tempo que passou. (Sandro Vagner)
 
Vou concluir com um pensamento de William Shakespeare:
 
“O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores; o presente, sempre pior”.

 

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