Brasília: Receita abre consulta ao 1º lote de restituição do Imposto de Renda

Imposto de renda 2022./© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal disponibiliza, a partir das 10h desta terça-feira (24), a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2022. O pagamento será creditado para um total de 3.383.969, mas só será realizado no dia 31 de maio. O valor total é de R$ 6,3 bilhões.

Segundo o governo federal, o montante será destinado a contribuintes que têm prioridade legal, sendo 226.934 idosos acima de 80 anos, 2.305.412 entre 60 e 79 anos, 149.016 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 702.607 cuja maior fonte de renda seja o magistério. Além disso, o lote contempla restituições residuais de exercícios anteriores.

Para conferir se está contemplado neste primeiro lote, deve-se acessar a página da Receita na internet, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. A página apresenta as orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Se identificar alguma pendência na declaração, o contribuinte também já pode retificar o documento.

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A Receita Federal também tem aplicativo disponível para tablets e smartphones que possibilita consultar diretamente nas bases do órgão informações sobre liberação das restituições do IR e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

O pagamento da restituição é feito diretamente na conta bancária informada na declaração. Caso o crédito não seja realizado por algum motivo, como conta desativada, os valores ainda ficam disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil (BB). Nesse caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento BB, por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Caso o contribuinte não resgate o valor da restituição no prazo de um ano, deverá pedir novamente o pagamento.

A partir deste ano, a declaração permite indicar a chave Pix do tipo CPF para receber a restituição. O CPF deve ser do titular da declaração. Outra opção é indicar diretamente a conta bancária, mas a lista é limitada às instituições que fazem parte da rede arrecadadora de receitas federais.

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O calendário de restituição do IRPF 2022 prevê o pagamento em cinco lotes, entre maio e setembro. Os próximos lotes já têm data de pagamento: 30 de junho (2º lote), 29 de julho (3º lote), 31 de agosto (4º lote) e 30 de setembro (5º lote).

Matéria alterada, às 8h23, para corrigir o valor total do primeiro lote de restituição: são R$ 6,3 bilhões, não R$ 6,3 milhões como publicado anteriormente.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Graça Adjuto

São Paulo: Moro vira réu em ação do PT que pede condenação por prejuízos ao país

O ex-juiz Sérgio Moro durante participação no fórum nacional de combate à corrupção, no Rio de Janeiro, em 2018 – Carl de Souza – 23.nov.2018/AFP

ex-juiz Sergio Moro virou réu em uma ação popular em que deputados federais do PT pedem que ele seja condenado a ressarcir os cofres públicos por alegados prejuízos causados à Petrobras e à economia brasileira por sua atuação à frente da Operação Lava Jato.

ação judicial foi apresentada no dia 27 e enviada à 2ª Vara Federal Cível de Brasília. Os petistas não estipularam o valor da indenização a ser pago em caso de condenação.

Na segunda (23), o juiz federal Charles Renaud Frazão de Morais recebeu a inicial, o que significa que dará curso à ação. E determinou: “Cite-se o réu”.

O Ministério Público Federal será intimado para ter “ciência da demanda”.

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Na ação, assinada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, que coordena o grupo Prerrogativas, os parlamentares afirmam que “o ex-juiz Sergio Moro manipulou a maior empresa brasileira, a Petrobras, como mero instrumento útil ao acobertamento dos seus interesses pessoais”.

“O distúrbio na Petrobras afetou toda a cadeia produtiva e mercantil brasileira, principalmente o setor de óleo e gás.”

A iniciativa da ação é dos deputados petistas Rui Falcão (SP), Erika Kokay (DF), Natália Bonavides (RN), José Guimarães (CE) e Paulo Pimenta (RS).

Moro diz, em nota enviada à coluna, que “a ação popular proposta por membros do PT contra mim é risível. Assim que citado, me defenderei. A decisão do juiz de citar-me não envolve qualquer juízo de valor sobre a ação. Todo mundo sabe que o que prejudica a economia é a corrupção e não o combate a ela. A inversão de valores é completa. Em 2022, o PT quer, como disse Geraldo Alckmin, não só voltar à cena do crime, mas também culpar aqueles que se opuseram aos esquemas de corrupção da era petista.

No dia em que a ação foi apresentada, o ex-juiz já tinha afirmado que ela era “um prenúncio da perseguição que irão realizar caso ganhem as eleições, instaurando um regime autoritário e corrupto.”

Em vídeo nas redes, ele também criticou a ação dos deputados. “Tem horas que você não sabe se o PT é um partido político ou um grupo de comediantes”, diz.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho sustenta que não há revanchismo e que “corrupção praticou Moro, ao violar regras do direito”.

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“Nós, do Prerrogativas, defendemos que a ele sejam assegurados a presunção de inocência, o devido processo legal e o pleno exercício de defesa, princípios vilipendiados pela Lava Jato.”

Os cinco parlamentares do PT afirmam na ação que, ao contrário do respeito aos limites legais e à obrigação de imparcialidade, Moro teve “condutas profundamente alheias aos ditames imponíveis à atividade judicial”.

Alegam que desvios de finalidade, excessos e abusos cometidos pela Lava Jato, sobretudo em virtude da “atuação viciada” do ex-juiz, “resultaram em perdas e danos muito superiores ao interesse público”, o que produziu “um cenário de desarranjo econômico de altíssimo custo social em nosso país”.

A peça acusatória diz que empreiteiras e grandes fornecedores de equipamentos para os setores da construção e óleo e gás foram alvejados de forma completamente atípica por Moro.

“A sanha persecutória do magistrado condutor da ‘Lava Jato’ atrofiou as cadeias produtivas dos setores de óleo e gás e construção civil, reduzindo-as a uma fração ínfima do que subsistia anteriormente”, afirmam os representantes do PT.

Para dar suporte às acusações, o grupo cita levantamentos realizados por diferentes entidades, entre eles um mencionado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), por ocasião do julgamento que anulou condenação imposta a Lula no caso tríplex de Guarujá, no ano passado.

O magistrado fez referência a um estudo da professora Rosa Maria Marques, da PUC de São Paulo, baseado em pesquisa do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

“Esse estudo mostra também que se estima que a Lava Jato retirou cerca de R$ 142,6 bilhões da economia brasileira. A operação produziu, pelo menos, três vezes mais prejuízos econômicos do que aquele que ela avalia ter sido desviado com a corrupção. Isso fora os milhões de desempregos que esta operação causou”, afirmou Lewandowski no ano passado.

De acordo com informações disponibilizadas pelo Ministério Público Federal, o saldo de recuperação da Lava Jato no Paraná inclui R$ 4,3 bilhões em valores recuperados e devolvidos aos cofres públicos (União, Petrobras e outros) e R$ 14,8 bilhões em multas compensatórias decorrentes de delações premiadas e acordos de leniência.

fonte: folha.uol.com.br

Por Mônica Bergamo

Pedreiras: Prefeita Vanessa Maia se reúne com equipe administrativa para resolver problemas do Hospital Municipal

Vanessa Maia – Prefeita de Pedreira/Foto: ASCOM

A semana da prefeita Vanessa Maia iniciou com reunião na manhã desta segunda-feira, (23), com a equipe administrativa do Hospital Municipal Geral e Maternidade de Pedreiras.

Durante a semana, devido as fortes chuvas, a estrutura do Hospital apresentou algumas goteiras, o que causou transtorno para pacientes e acompanhantes.

Como tem feito desde o início da gestão, Vanessa tem enfrentado os problemas de frente. Logo no início do governo foi realizada uma reforma na estrutura do Hospital que estava em estado de calamidade. Como o prédio é antigo e cheio de avarias, esses problemas sempre aparecem.

A chefe do Executivo, que desde o ano passado tenta fazer a mudança da estrutura do Hospital Municipal para o prédio onde funcionou o Hospital de Campanha do Governo do Estado, se comprometeu em realizar urgentemente o serviço mais necessário, na perspectiva de conseguir fazer essa mudança tão necessária.

Além da equipe administrativa do Hospital Geral, também participou da reunião, o secretário de Saúde, Marcílio Ximenes.

Desde o início da nossa gestão estamos tentando resolver o problema do Hospital de Pedreiras. Já tentamos várias possibilidades. Enquanto não conseguimos uma solução definitiva que demanda muitos recursos, vamos fazendo o possível para garantir o conforto dos pacientes, que já chegam aqui muito fragilizados“, diz Vanessa.

São Luís: Solidariedade lança Simplício Araújo ao governo e capacita pré-candidatos e coordenadores

Reprodução

Com presença do Secretário Geral da executiva nacional do Solidariedade, Luiz Adriano, e membros da fundação primeiro de maio, que é o Instituto partidário do Solidariedade que capacita com educação e formação política os filiados em todo o Brasil, aconteceu em São Luís neste sábado o curso Mandatários, com objetivo de capacitar pré-candidatos a governador e deputados.

Na oportunidade o Solidariedade apresentou sua companhia estratégia política para a eleição de Simplício Araújo, pré-candidato a governador e um deputado federal pelo Maranhão.

Simplício Araújo e mais sete pré-candidatos a governador representam e debatem a mudança em 8 estados brasileiros, ao todo o Solidariedade espera eleger 5 governadores e 28 deputados federais no Brasil, um grande passo para um partido político com apenas 9 anos de existência.

fonte: diegoemir.com

Brasil: Partidos têm até dia 31 para pedir registro de federações partidárias

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)./© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Até o dia 31 deste mês, a Justiça Eleitoral encerra o prazo para a oficialização de federações partidárias. Inédita no país, a nova regra, criada depois de as coligações partidárias serem extintas para pleitos regionais e mantidas apenas para eleições majoritárias, permite que duas ou mais siglas atuem em conjunto. Inicialmente, a data final para o registro era 1º de março, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou o prazo. 

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Diferentemente das coligações, onde a parceria poderia ser desfeita assim que se encerrasse o processo eleitoral, nas federações os partidos mantêm sua autonomia, mas deverão atuar como um só desde o período eleitoral, quando os candidatos vão concorrer a cargo político, até o fim dos quatro anos do mandato, caso sejam eleitos. O eventual descumprimento da regra poderá causar ao partido dissidente a impossibilidade de federar com outras siglas durante as duas próximas eleições, ou até completar o prazo mínimo remanescente.

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Aprovadas pelo Congresso no ano passado, as federações foram criadas para tentar minimizar os problemas criados pela pulverização partidária no país, que tem 32 siglas de correntes variadas. Alguns desses partidos  sequer conseguiram eleger representante no Parlamento. Unidas, as agremiações também fundem o tempo de televisão para propaganda eleitoral e recursos que recebem para campanhas e manutenção dos partidos.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Graça Adjuto

Pedreiras: Acidente foi registrado por serviço de videomonitoramento

Foto: Sílvio Aldrey

A prefeitura de Pedreiras instalou 84 câmeras de videomonitoramento na cidade, em pontos estratégicos. O sistema foi inaugurado pela prefeita Vanessa Maia, no dia 27 de abril, aniversário do Município. Além de contribuir com a segurança de todos, registros de acidentes e outros casos são rapidamente levados ao conhecimento das autoridades competentes, através da secretaria de segurança e trânsito de Pedreiras, conforme informou o secretário Túlio Matos.

Nesta sexta-feira (20), foi registrado na Avenida Mariano Lisboa, um acidente envolvendo dois carros. Um dos veículos, conforme as imagens, saia sentido à Avenida, sem esperar que todos os demais que estavam na preferencial seguissem, causando um acidente, que por pouco não terminou em tragédia, uma vez que haviam pessoas na parada de ônibus no momento que o Siena foi de encontro à Praça do Cinquentenário, após ser tocado por outro carro.

Reprodução do videomonitoramento

A Polícia Militar esteve no local, após informações repassadas pelo secretário de segurança e trânsito de Pedreiras, Túlio Matos.

Veja o momento do acidente.

Redação e Edição: Sandro Vagner
Correção: Ruth Barrêto

Pedreiras: Coordenação de Fisioterapia da FAESF realiza seminário voltado ao Autismo

Foto: Sandro Vagner

Com a participação dos pais, acadêmicos e da coordenação do curso de fisioterapia, a FAESF – Faculdade de Educação São Francisco, promoveu ontem (19) o “I Seminário Multiprofissional do Cuidado”, O tema foi voltado ao autismo. “Desafios e Tratamento”.

Foto: Sandro Vagner

Um grupo de crianças participou da abertura com dança e música, também traduzidos em libras, uma forma de interagir com o público presente que aprendeu de imediato o forma correta de aplaudir os pequeninos que deram um show.

Uma das palestrantes da noite, Lélia Leliane (coordenadora do curso de fisioterapia), ressaltou a importância da especialidade, assim também como os demais profissionais que participaram do seminário, junto aos autistas. Lélia disse que em todo o Brasil, já são 6,9 milhões de autistas.

Lélia Leliane (coordenadora do curso de fisioterapia)/Foto: Sandro Vagner

É um desafio, a sociedade ainda não conhece, primeiro, o conceito de fato que é o autista, onde já estamos com várias vertentes de tratamento da área da fisioterapia, que pode contribuir com a sociedade e principalmente os pais, porquE hoje, a atenção é focada nos pais. A atenção focada na família.” Disse a coordenadora.

Sara Ferreira – Professora/Foto: Sandro Vagner

Sara Ferreira Coelho, professora e coordenadora do “I Seminário Multiprofissional do Cuidado”, ressaltou a importância de se entender a multidisciplinaridade dentro do contexto do tratamento da criança autista, que vai, segundo ela, além de um contexto simplesmente de saúde. “Hoje nós temos que incluir essa criança em todas as atividades que nós temos na sociedade. E fazer os profissionais de saúde e educação trabalharem juntos para essa inclusão, até mesmo as pessoas e o público em geral conhecer essa inclusão e como ocorre essa inclusão. Esse é o nosso maior objetivo.” Finalizou.

Fotos: Sandro Vagner

Esse foi apenas o início de outro evento que a Instituição realizará no dia 06 e junho, que contará com a participação da palestrante Priscilla Kezy Krause. O tema vai destacar a importância do suporte individualizado para autistas.

Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner
Redação e Edição: Sandro Vagner
Correção: Ruth Barrêto

Pedreiras: Amigos iniciam campanha para ajudar motorista que perdeu seu veículo em um incêndio

A campanha visa arrecadar recurso para o motorista Galego da Van, que tinha seu micro-ônibus como instrumento de trabalho. Ele fazia linha de Pedreiras a Teresina.

Sua contribuição é muito importante. Faça sua doação e ajude o senhor Galego da Van amenizar essa situação.

Junte-se a essa corrente do bem.

Veja como doar qualquer quantia.

Acesse o link abaixo e faça sua doação 👇
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Relembre o caso

Pedreiras: Micro-ônibus pega fogo quando retornava de Timon. Nenhuma vítima

Brasília: Câmara aprova MP que regulamenta ensino domiciliar

Brasília – Alunos da rede pública de ensino do DF realizam atividades de educação ambiental na Escola da Natureza.( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Câmara aprovou na noite de hoje (18) o texto-base do projeto de lei (PL) 3.179 de 2012, que regulamenta a prática da educação domiciliar no Brasil, também conhecida como homeschooling.

Os destaques da matéria ainda não foram votados, e serão analisados na próxima sessão, na quinta-feira. Para usufruir da educação domiciliar, o estudante deverá estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino, que acompanhará o desenvolvimento educacional durante o ensino.

Uma das exigências é que pelo menos um dos pais ou responsáveis tenha escolaridade de nível superior ou profissional tecnológica reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Outro requisito é a certidão negativa perante as justiças federal e estadual (o distrital).

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Ensino em casa

Os pais interessados em ensinar os filhos em casa deverão seguir a Base Nacional Comum Curricular definida pelo MEC. Além disso, poderão ser incluídas matérias e disciplinas adicionais à rotina de ensino.

Os responsáveis terão de garantir a convivência familiar e comunitária do estudante e a realização de atividades pedagógicas para promover a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural.

Será de responsabilidade dos pais manterem registros periódicos das atividades e encaminhar, na forma de relatórios, à instituição de ensino na qual o aluno está matriculado. O aluno também deverá participar de avaliações anuais de aprendizagem durante o ciclo de educação básica.

Nos ensinos fundamental e médio, além desses relatórios, deverá haver avaliação anual com base no conteúdo curricular, admitida a possibilidade de avanço nos cursos e nas séries, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

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Se o desempenho do estudante nessa avaliação anual for considerado insatisfatório, uma nova avaliação, em caráter de recuperação, será oferecida no mesmo ano.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

*Com informações da Agência Câmara.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Brasília: TCU aprova privatização da Eletrobras

Fachada de um prédio da Eletrobras./© Reuters/Pilar Olivares/Direitos Reservados

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (18), por 7 votos a 1, o modelo de privatização da Eletrobras, estatal considerada a maior empresa energética da América Latina. Esta era a última etapa pendente para que o governo pudesse executar o processo de desestatização da companhia, o que pode ocorrer ainda em 2022.

Votaram a favor os ministros Aroldo Cedraz (relator), Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Augusto Nardes, Jorge Oliveira, Antonio Anastasia e Walton Alencar Rodrigues. O ministro Vital do Rêgo, que era o revisor do processo, votou contra.

Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em meados do ano passado, a privatização da Eletrobras aguardava uma análise do TCU para ser concluída. A Corte de contas já havia aprovado, em fevereiro deste ano, a modelagem financeira da desestatização e, agora, validou a forma como a empresa será repassada para controle acionário privado, nos moldes propostos pelo governo federal, por meio da venda de papéis.

Divergências

O julgamento foi suspenso no final de abril após pedido de vistas do ministro revisor, Vital do Rêgo. O relator do processo, ministro Aroldo Cedraz, já havia apresentado seu voto a favor do modelo de privatização na sessão anterior. Ao retomar o voto nesta quarta, Vital do Rêgo afirmou que a desestatização apresenta seis ilegalidades e defendeu que o processo não poderia prosseguir sem que fossem corrigidas.

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Antes do julgamento do mérito, Vital do Rêgo pediu que o tribunal suspendesse o processo até que a área técnica do tribunal concluísse a fiscalização sobre dívidas judiciais vinculadas à companhia, que poderiam impactar em seu valor de mercado. O pedido, no entanto, foi negado por 7 votos a 1.

Já em seu voto divergente, Vital do Rêgo apontou as possíveis irregularidades no processo. Uma delas seria os dividendos acumulados e não pagos pela Eletronuclear à Eletrobras e, consequentemente, à União. Os valores atualizados chegam a R$ 2,7 bilhões. Sem esse pagamento, após ser privatizada, a Eletrobras manteria o controle da Eletronuclear, anulando a transferência do controle acionário da Eletronuclear para a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar).

Essa nova estatal foi criada em setembro do ano passado para controlar a Eletronuclear e a Itaipu Binacional, duas companhias públicas que foram retiradas da privatização da Eletrobras.

“Enquanto não for resolvida, senhores, a questão dos dividendos, a Eletrobras privada terá a maior participação orçamentária votante na Eletronuclear, desvirtuando a premissa imposta pela Lei 14.182, de que a Eletronuclear deve seguir controlada pelo poder público”, argumentou o ministro. A Constituição Federal define que a energia nuclear é tema de segurança nacional e deve ter sua geração controlada pelo Estado.

Vital do Rêgo também questionou a valoração da Itaipu Binacional. Pela lei da privatização, a nova estatal ENBPar deve pagar um valor à Eletrobras pela aquisição do controle acionário da Itaipu Binacional. Esse valor, de R$ 1,2 bilhão, foi considerado “irrisório” pelo ministro.

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Outro ponto questionado pelo ministro foram as avaliações independentes contratadas pelo governo, que teria errado em estimativas sobre ativos da Eletrobras. “Temos erros de R$ 40 bilhões que precisam ser revisados antes de concluir essa privatização.”

Maioria

Apesar das ponderações do revisor, todos os demais ministros presentes, com exceção da presidente do TCU, Ana Arraes – que só vota em caso de empate -, votaram por dar prosseguimento ao processo de privatização da Eletrobras.

O ministro Augusto Nardes, em seu voto favorável, por exemplo, citou a expectativa de crescimento do mercado de energia elétrica, com a chegada dos veículos movidos a eletricidade, em substituição aos movidos a combustíveis fósseis.

“O mundo está mudando de forma muito rápida, e se nós não nos adaptarmos, e continuarmos com uma empresa que não tem capacidade de se auto manter e necessite de subsídios do governo federal, certamente o Brasil não terá capacidade de crescimento”, disse.

Já o ministro Jorge Oliveira elogiou o processo de capitalização da empresa, que seria diferente de uma “privatização clássica”. “A União deverá ter ainda uma parcela considerável do capital dessa empresa.Ela está indo para esse processo em uma condição de alta vantajosidade, a meu ver, que é a de ter dado lucro nos últimos quatro anos”, observou.

Ao proferir voto complementar, o ministro-relator, Aroldo Cedraz, classificou a sessão como “histórica” e disse que o TCU deu uma contribuição para a sociedade.

“Não tenho qualquer dúvida de que as próximas gerações saberão reconhecer as contribuições do Tribunal de Contas da União que essa operação possa ser realizada de forma a proteger os interesses do Estado e, acima de tudo, os usuários, que somos nós, a sociedade brasileira, com essa perspectiva que temos hoje de viabilizar a modernização do setor elétrico nacional.”

Desestatização

O processo de privatização prevê uma capitalização da companhia. Isso significa que, a princípio, o governo não irá vender a sua participação atual. Serão emitidas ações para entrada de novos investidores, diluindo assim o capital da empresa até que a fatia da União seja de, no máximo, 45%. Apenas se essa oferta primária não der o resultado esperado é que haverá nova oferta incluindo a venda de ações da própria União.

A modelagem também prevê a segregação de Itaipu Binacional e da Eletronuclear. As ações que a Eletrobras possui nessas empresas serão repassadas à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), nova estatal criada em setembro do ano passado. Dessa forma, a União manterá controle sobre elas.

A Eletrobras registra lucros líquidos anuais desde 2018 – em 2022, a empresa anunciou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre.

Em março de 2021, o governo federal informou a inclusão da Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização, alegando que a medida possibilitará à empresa melhorar sua capacidade de investimento e contribuir para o desenvolvimento do setor energético brasileiro. A Eletrobras detém um terço da capacidade geradora de energia elétrica instalada no país. A companhia também possui quase a metade do total de linhas de transmissão.

Próximos passos

Após a validação da desestatização da Eletrobras pelo TCU, o próximo passo é fazer o registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia federal responsável por fiscalizar o mercado de valores e na Securities and Exchange Commission (SEC), que seria o equivalente à CVM nos Estados Unidos. Isso ocorre porque a Eletrobras possui ações negociadas na bolsa de valores do país norte-americano.

Em seguida, começa uma etapa de apresentações da Eletrobras para potenciais investidores, chamada road show e, por fim, o leilão da companhia é realizado na Bolsa de Valores brasileira (B3), ainda sem data prevista.

*Matéria atualizada às 19h48 para ampliar o conteúdo.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Paula Laboissière