Fluminense atropela o Vasco e está na final do Carioca

Richarlison comemora o primeiro gol do Fluminense sobre o Vasco – Guilherme Pinto / Agência O Globo

Teve chapéu, gol de letra, jogador expulso e grito de olé no Maracanã. Mas o que mais importou ontem foi a convicção do Fluminense na busca pela vitória. Mesmo com a vantagem do empate, o tricolor foi ofensivo o tempo todo e poderia ter feito mais que os 3 a 0 sobre o Vasco, na semifinal do Carioca.

Acabou, assim, a chance de o Vasco chegar ao tricampeonato. Ao Fluminense, resta esperar pelo vencedor de hoje, entre Flamengo e Botafogo, para ver quem será seu adversário na final de um campeonato que venceu pelas últimas duas vezes quando o mesmo Abel Braga era técnico, em 2012 e 2005.

o decidir pelo rompimento do protocolo, permanecer no vestiário, e deixar o rival entrar em campo sozinho, o Vasco anteviu as situações que marcaram grande parte do primeiro tempo. O Fluminense parecia estar só no Maracanã. Com a marcação adiantada, tirou espaços e a saída de bola do adversário. Em 27 minutos criou quatro chances claras de gol e teve um pênalti de Douglas em Wellington Silva ignorado pelo juiz Rodrigo Nunes de Sá.

Apesar da vantagem do empate, Abel Braga manteve os três atacantes e a vontade de vencer. Sem Andrezinho, o Vasco de Mílton Mendes era um time veloz nos contra-ataques, mas com organização imprecisa.

Com quatro finalizações, três a mais que o Vasco no primeiro tempo, o Fluminense ocupava com seis jogadores o campo rival. Ao optar por manter as características ofensivas do time, Abel impediu qualquer avanço do Vasco logo no início da etapa final. Aos cinco, Sornoza bateu falta na lateral da área, Richarlison cabeceou, Martín espalmou e o próprio Richarlison concluiu o rebote para abrir o placar.

Enquanto o Vasco exibia nervosismo diante da necessidade de reverter o placar, com Jean fazendo falta em Sornoza, na qual merecia o segundo amarelo e a expulsão, fatos, mais uma vez ignorados pelo juiz, o Fluminense se preocupava em jogar.

Após desarme de Wendel no meio, Lucas recebeu, deu um chapéu em Rodrigo e cruzou para Wellington fazer o segundo, de letra, por baixo das pernas de Martín Silva.

A chance perdida por Thalles cara a cara com Cavalieri foi o último suspiro da intenção de o Vasco jogar futebol. Após Wellington driblar Nenê e o Juiz, Douglas foi no corpo do atacante e acabou expulso. Nenê, sem bola, no lance seguinte, atingiu Wellington. Ficou só com o amarelo, mas deu o sinal verde para a torcida tricolor entoar o bom e velho canto de “timinho”.

Léo desvia de cabeça para marcar o terceiro gol do Fluminense sobre o Vasco – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Com menos um jogador do Vasco, veio mais um gol do tricolor. Com espaço, o Fluminense sobrava e, ao Vasco, restava tentar parar as jogadas com faltas. Em uma delas, Sornoza levantou na área e Léo fez, de cabeça, o terceiro.

Estava completa a festa tricolor. Posicionada ao lado direito das cabines do Maracanã, local reivindicado pela diretoria do Vasco, a torcida do Fluminense direcionava sua ironia para o presidente do Vasco com gritos de “Fica, Eurico!”.

Fonte: oglobo.com.br

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