Londres: Reino Unido confirma primeira morte do planeta em paciente com variante Ômicron

Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, durante visita à clínica de saúde em Londres Foto: JEREMY SELWYN / AFP

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta segunda-feira que “ao menos um” paciente morreu após ser diagnosticado com a Ômicron. É a primeira morte registrada no planeta relacionada à nova cepa, detectada pela primeira vez na África do Sul no fim de novembro, mas cujas características ainda são em grande parte desconhecidas.

Informações preliminares apontam que a variante causaria sintomas mais amenos da doença, diferentemente de formas anteriores do vírus, mas seria mais transmissível e teria um maior escape vacinal. Isso significa que as injeções anti-Covid podem perder parte de sua eficácia diante da nova cepa, mas ainda assim devem garantir boa proteção contra casos graves e mortes.

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A maior transmissibilidade, no entanto, pode ser suficiente para sobrecarregar hospitais e centros médicos. No domingo, Boris havia subido o nível de alerta da pandemia no país e alertado que os britânicos estão diante de uma “tsunami de casos” causados pela nova cepa.

— A Ômicron está causando internações e infelizamente ao menos um paciente com a variante teve sua morte confirmada —  disse o premier nesta segunda, que visitava uma clínica de vacinação em Londres. —  Eu creio que a ideia é que esta cepa é de certo modo uma versão mais amena do vírus, mas precisamos deixar isso de lado e só reconhecer a velocidade com que ela se dissemina entre a população. A melhor coisa que podemos fazer é tomas nossas doses de reforço.

Não há mais detalhes sobre o paciente britânico, sua idade, possíveis comorbidades ou sintomas. Na África do Sul, o epicentro da nova cepa, os médicos relatam que há menos internações e casos graves, e o número de mortes não cresce na mesma proporção dos surtos anteriores, mantendo-se relativamente baixo: em janeiro, o país registrava em média 577 óbitos diários causados pela Covid, número que hoje, apesar da Ômicron, é inferior a 25.

Especialistas alertam que os sinais são positivos, mas fazem algumas ressalvas. A população sul-africana é relativamente jovem, e o vírus vem infectando majoritariamente as faixas etárias mais baixas, ainda não vacinadas: ao todo, apenas cerca de 25% dos sul-africanos tomaram as duas doses. Logo, ainda não muitos dados de como o vírus reagirá entre os mais vulneráveis.

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Outros fatores apontados é que a cepa foi dectada há pouco tempo, sendo notificada pelas autoridades sul-africanas à Organização Mundial de Saúde em 24 de novembro, há menos de 20 dias. Como o ciclo da Covid-19 não é curto, com sintomas podendo levar até duas semanas para se manifestar e longas internações não sendo incomuns, conclusões precipitadas podem se provar erradas no futuro.

‘Tsunami de casos’

Horas antes da declaração de Boris desta segunda, o secretário de Saúde, Sajid Javid, havia dito ao canal Sky News que não havia mortes confirmadas causadas pela Ômicron, mas que “cerca de 10 pessoas” estavam internadas no Reino Unido com a nova cepa. À BBC, ele se disse que o governo não tem planos de implementar novas restrições neste mês, mas o premier disse que isso não está descartado.

— Durante a pandemia, eu tenho feito o máximo para ressaltar para o público que nós precisamos observar para onde a pandemia está indo e quais passos devem ser necessários para proteger a saúde pública — disse o premier. — Acho que os passos que nós estmaos tomando (…) são a abordagem correta.

fonte: oglobo.globo.com

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