![]() |
| Cecé Bulhão |
Muitas opiniões estão circulando em nosso meio por conta das enxurradas. Algumas delas imputam ao Prefeito atual a culpa dos malfeitos, outras o isentam.
Nesta linha de raciocínio vamos repetir o obvio: todos são culpados, Prefeito, ex-Prefeitos e nós, a população.
Imploro aos deuses que perdoem a minha insolência, mas a única culpa que nos cabe, é de ter feito escolhas erradas e colocado homens incapazes de administrar e zelar por nossa querida Pedreiras.
Durante o governo do Prefeito Pedro Barroso, em todos os meses que antecedia a época das chuvas, o Igarapé São Francisco era desobstruído dos principais resíduos ali depositados, fosse qual fosse a sua natureza. Ademais, todos os bueiros e canais eram devidamente limpos. Atualmente, não se vê esse método de trabalho. A despeito dos parcos recursos de outrora, foi durante sua gestão que executamos o muro de contenção na Rua do Tamarindo, assim como ampliamos o Revestimento do Canal do Igarapé São Francisco, obra essa iniciada pelo DNOS.
No ano de 1998 nosso município tinha por Prefeito Edmilson Filho, naquela ocasião fui contratado para elaborar projetos nas mais diversas áreas da Administração Municipal e assim procedendo, apresentamos, entre outros, à Secretaria de Rec. Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, dos Rec. Hídricos e da Amazônia Legal um projeto de canalização do Riacho São Francisco, que é o nosso principal canal de drenagem de águas pluviais, sem ter havido quaisquer resultados favoráveis ao Município de Pedreiras.
Em janeiro de 2009, encaminhei ao Prefeito Lenoilson Passos, assim como a 2ª Promotoria de Justiça de Pedreiras/Ma, um oficio conclamando a Administração Municipal a regulamentar a Lei do Plano Diretor e as leis acessórias, tendo em conta a não existência das regulações dos códigos municipais e que visam dar ao Administrador Municipal mecanismos de planejamento e de ordenamento urbano. Fiquei sem respostas.
Outras tantas vezes, sem compromissos de quaisquer natureza, alertei nesta e na Administração anterior, da necessidade de elaborar um planejamento de drenagem urbana de modo a minimizar os impactos decorrentes das chuvas fortes que ocorre todos os anos em nossa cidade. Ficou o dito pelo não dito. E, assim, vamos navegando conforme o andar das águas abençoadas.

