Pedreiras: Joaquim Filho não aceitou comandar a pasta da FUP. Veja com exclusividade a entrevista do Poeta

Joaquim Ferreira Filho – Poeta e e Radialista/Foto: Sandro Vagner

Na manhã desta segunda-feira (16), o Poeta, escritor, radialista e blogueiro, Joaquim Ferreira Filho, esteve na redação do Portal sandrovagner.com.br, onde informou os motivos principais de não aceitar o convite feito pelo ex-prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia, e da prefeita Vanessa Maia, para assumir a pasta da Cultura do Município, a FUP – Fundação Pedreirense de Cultura e Turismo.

Segundo Joaquim Filho, foram três pilares que ele fez questão de explicar detalhadamente os motivos que o impedem de assumir uma pasta tão importante no governo municipal:  Paz, Liberdade e Credibilidade.

Paz – “Nós sabemos que qualquer pessoa hoje, que tem um cargo público, ele não paz, ela é muito cobrada, ela é muito exigida da sociedade, tanto no possível como no impossível. As pessoas não querem saber, elas querem resultado. Administrar a FUP, hoje, é muito complicado, é muito melindrosa, todos nós sabemos que a FUP ela vem de vários tempos, ela tem a sua necessidade de ter uma transformação com urgência, e isso não é da noite pra dia, Então, a paz seria essa, das pessoas, dos artistas quererem logo um resultado e às vezes a gente não ter essa resposta de imediato.”

Liberdade – “Eu hoje trabalho com o meu Blog, eu tenho algumas atividades em Pedreiras, que elas são feitas com liberdade. Hoje eu sou Juiz de Paz. Eu tenho um compromisso de toda sexta-feira, de está em determinado local pra realizar casamentos. É um compromisso que tenho com a justiça, com o Poder Judiciário, tenho uma portaria pra isso, fui nomeado pelo Poder Judiciário do Maranhão pra isso. Tenho os meus eventos que faço, que são eventos particulares, agora mesmo estou com o Edivaldo, aí, andando no comércio pra realizar o segundo Fole Roncou de Pedreiras. Sou cerimonialista, presto meu serviço de cerimonialista, e, além disso, sou blogueiro, assim como você, corro atrás das minhas matérias, visito personalidades, eventos; e, outra cousa, Sandro, se eu quiser ir agora, agora pra Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, eu pego meu carro ou minha moto e vou! Tenho a compreensão de uma esposa que está sempre do meu lado, que sempre me apoia, então isso é liberdade. E na FUP eu não teria essa liberdade. Se eu fosse fazer isso na FUP eu estaria sendo um irresponsável, não estaria correspondendo com a função do poder público. E outra coisa, eu como agente de cultura, um produtor de cultura adentrando uma loja, um comércio pra pedir um patrocínio, esse patrocínio é pra Joaquim Filho, é pra o evento é pra FUP? Então, isso ia criar mais do que um pensamento triplo, que iria colocar minha ética em dúvida; ele tá usando a FUP pra fazer eventos particulares. E se eu não tenho um cargo público, eu posso trazer até… eu posso até ressuscitar o Michael Jackson e trazer aqui, ninguém vai falar mal de mim, por que eu trabalhando, eu tô fazendo cultura, eu estou trabalhando. Ah, mas ele tá ganhando dinheiro! Sim, e qual o mal que tem ganhar dinheiro com cultura? O artista canta de graça? O cara que faz humor, que sai de sua cidade que vai fazer um show, ele faz de graça? Então eu hoje tenho esse trabalho. Fazer cultura hoje, pra mim, é uma fonte de renda, estou trabalhando, fazendo cultura mas estou trabalhando. E uma vez que eu esteja lá na FUP, eu não vou puder misturar as coisas, então aí, poda a minha liberdade como artista.”

Credibilidade – “Essa é a mais importante, Sandro, é a credibilidade. A partir do momento que você perde tudo, confiança, que você dá uma palavra e você não cumpre, no momento que um artista me procura com um projeto e eu digo pra ele que, não, nós vamos executar esse projeto, e esse projeto não é executado eu passarei a mentir, eu passarei a perder a minha credibilidade. E uma vez que eu não estou presidente da FUP e uma pessoa me procura; Joaquim Filho, eu vou lançar um livro, me ajuda, assim como nesse momento nós estamos auxiliando o Poeta Wellington Sales, filho do Pastor da Igreja Assembleia de Deus, eu tô lá como Joaquim Filho, eu não estou prometendo, eu estou lá e estou fazendo. Enquanto que na FUP eu poderia não ter tempo, eu poderia não disponibilizar de uma ajuda de custo, e aí eu iria queimar meu filme. Então, são esses três pilares. Agora o que já disseram, aí é criação de quem inventou. As palavras que eu estou dizendo aqui pra você, Sandro Vagner, são as mesmas que eu falei pra senhora Vanessa Maia, prefeita de Pedreiras. E esse convite que ela me fez, o fato de ter dito não, de não ter aceitado pelas minhas razões pessoais, foi até uma forma da gente quebrar um muro de Berlim que existia entre o Joaquim Filho e a prefeita. Todos sabem que quando o Fred Maia estava prefeito de Trizidela do Vale, eu prestei serviço pra Trizidela do Vale, eu era cerimonialista lá. Então, eu não tenho nada  contra o senhor Fred Maia. Votar nele ou não, apoiá-lo ou não, é uma questão pessoal que ele entende isso a minha parte. Uma pessoa que sempre me respeitou e ele sabe que sempre estive à disposição dele. Então, o convite, mesmo eu dizendo não, Sandro, foi uma forma  da gente quebrar, romper essa barreira, esse muro de Berlim, e ela me disse que o governo está com as portas abertas pra mim, e quando a discussão for cultura, independente de eu está na folha de pagamento ou não, tenho um assento lá pra eu discutir cultura com o governo Vanessa Maia.”

Nossa produção agradece ao Poeta e radialista Joaquim Filho pela preferência com o nosso informativo, mas deixemos à vontade para que os demais meios de comunicação possam divulgar a matéria, desde que seja citada a fonte de notícia.

Entramos em contato com prefeita Vanessa Maia, procuramos saber como ela teria recebido a notícia, e se já teria outro nome para assumir a FUP. Não tivemos retorno da gestora, até o fechamento da matéria.

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