Brasília – STF condena deputados do PL por desvios de emendas parlamentares

Os deputados Josimar Cunha Rodrigues (Josimar Maranhãozinho) e Gildenemir de Lima Sousa (Pastor Gil), além do ex-deputado João Bosco da Costa (Bosco Costa), foram condenados por corrupção passiva pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por cobrança e recebimento de propina em emendas destinadas a São José de Ribamar, no Maranhão.

A condenação foi unânime, com os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanhando integralmente o voto do relator.

Os parlamentares, no entanto, foram absolvidos da acusação de organização criminosa.

Esquema envolvia propina sobre emendas

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo cobrava propina para viabilizar o envio de recursos públicos ao município maranhense.

As investigações apontaram que cerca de R$ 1,6 milhão foram solicitados em troca da liberação de aproximadamente R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares.

Além dos parlamentares, também foram condenados:

  • João Batista Magalhães
  • Antônio José Silva Rocha
  • Adones Nunes Martins
  • Abraão Nunes Martins Neto

Já Thalles Andrade Costa foi absolvido de todas as acusações.

Ministros apontam provas contundentes

Durante o julgamento, Alexandre de Moraes destacou a existência de provas materiais da corrupção, incluindo registros financeiros e divisão de tarefas entre os envolvidos.

O ministro chegou a comparar o esquema a práticas mafiosas, citando a existência de controle de pagamentos e cobrança sistemática de valores.

Cármen Lúcia critica “ciranda criminosa”

A ministra Cármen Lúcia ressaltou a gravidade do caso, especialmente por envolver recursos públicos destinados à saúde.

Segundo ela, os parlamentares participaram de uma “ciranda criminosa”, desviando verbas que deveriam atender a população.

A ministra também afirmou que o caso evidencia a necessidade de reforçar a moralidade na administração pública, destacando que a corrupção em áreas essenciais agrava ainda mais seus impactos sociais.

Penas ainda serão definidas

Com a condenação, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal ainda deve definir as penas dos réus, que podem incluir prisão, multa e perda de função pública.

A decisão ainda permite a apresentação de recursos dentro da própria Corte.

fonte: imirante.com

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