O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão cassou os diplomas do prefeito de São João Batista, Emerson Lívio Soares Pinto, o Mecinho (Republicanos) e do vice-prefeito William Penha Barros (PSBD). Por maioria, a Corte reconheceu a prática de abuso de poder político e conduta vedada durante as eleições de 2024 e determinou a realização de novas eleições no município. Cabe recurso.

Além da perda do mandato, Mecinho foi declarado inelegível por oito anos. Já o vice-prefeito William Penha Barros teve o diploma cassado por integrar a chapa, mas foi considerado apenas beneficiário da conduta e continua apto a disputar futuras eleições.
Segundo o Tribunal, o principal motivo da condenação foi a contratação de 588 servidores temporários durante o período eleitoral. A relatora do processo, juíza Rosângela Prazeres, entendeu que as admissões não tinham caráter emergencial e que a administração municipal tentou contornar uma decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão que havia suspendido a lei que autorizava as contratações.
Durante o julgamento, os magistrados também levaram em consideração informações do Tribunal de Contas do Estado que apontaram a ausência de registros oficiais das movimentações de pessoal, indicando a existência de uma folha de pagamento paralela à fiscalização.
A decisão acompanha, em parte, o parecer do Ministério Público Eleitoral, que havia defendido a cassação dos diplomas e a inelegibilidade do prefeito.
Por outro lado, o TRE rejeitou outras acusações apresentadas na ação, entre elas a suposta utilização de maquinário público, a distribuição de camisetas e o uso de ônibus escolar durante a campanha. Segundo a Corte, não foram encontradas provas suficientes para confirmar essas irregularidades.
A execução da decisão ocorrerá após a publicação do acórdão e o esgotamento da instância ordinária.
fonte: imirante.com












