Enquanto a classe política debate maneiras de minimizar os efeitos da Lava Jato sobre si, as manifestações convocadas em diversas cidades do país para a defesa da operação tiveram adesão acanhada neste domingo (26).
Chamados pelos grupos que encabeçaram as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016, os atos tiveram um público muito inferior ao dos protestos do início do ano passado, quando a pauta principal era a saída da então presidente.
O maior deles, no dia 13 de março de 2016, chegou a reunir cerca de 500 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo, segundo o Datafolha.
Neste domingo, a estimativa de organizadores é de que cerca de 15 mil pessoas foram às ruas na cidade. A PM não fez contagem de público.
Pelo menos 21 capitais tiveram protestos neste domingo, segundo levantamento da Folha. Em algumas cidades, como Belém e Manaus, não havia mais que cem pessoas.
Em Porto Alegre e Recife, a estimativa dos organizadores não passou de 5.500 pessoas. Em Brasília, foram 500 pessoas, segundo a Polícia Militar. No Rio de Janeiro, manifestantes decidiram não divulgar números de público.
O motivo apontado pelos grupos para a menor presença de pessoas é a difusão de pautas do protesto.
Em São Paulo, sobre cerca de cinco carros de som, movimentos como Vem Pra Rua, e MBL (Movimento Brasil Livre) discursaram sobre temas que variavam desde a defesa da Lava Jato, o fim da contribuição sindical compulsória até pedidos de intervenção militar.
“O público é o que esperávamos”, disse o coordenador do MBL Kim Kataguiri. “Agora as pautas são diferentes. O impeachment mobilizava mais porque as pessoas estavam fazendo parte da história.”
No Vem Pra Rua, posicionado em frente ao Masp e que atraiu a maior parte do público, os principais alvos de críticas foram a anistia para o crime de caixa dois, o foro privilegiado, o sistema de lista fechada nas eleições e os projetos para aumentar o financiamento público dos partidos políticos.
Para o líder do movimento, Rogério Chequer, a oportunidade de “alertar a sociedade” sobre esses temas foi mais importante que o número de presentes no ato.
“A pauta não é mais binária, não é ‘sou contra’ ou ‘sou a favor'”, afirmou. “A gravidade do momento hoje é tão grande quanto era há um ano atrás. Mas os riscos agora não estão tão explícitos.”
No caldeirão de reivindicações, havia pautas opostas. Enquanto no carro de som do MBL os coordenadores discursavam a favor de reforma da Previdência, era possível encontrar manifestantes com cartazes contrários às mudanças.
No último dia 15,movimentos de esquerda levaram milhares às ruas contra a reforma e o governo do presidente Michel Temer.
Com a menor adesão de público, ganharam visibilidade na Paulista grupos mais radicais e com pautas heterodoxas, como os que pediam o retorno da ditadura militar.
Também sobraram críticas a políticos de diversos matizes. Os ex-presidentes petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva se mantiveram alvos preferenciais das reclamações de manifestantes.
No entanto, diversos movimentos criticaram Temer, o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entre outros. Os senadores tucanos Aécio Neves e José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também foram alvo dos discursos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes foi criticado por manifestantes que consideram suas falas contra vazamentos de delações da Odebrecht uma ameaça à Lava Jato.
Ao contrário de 2016, poucos políticos compareceram aos atos. Entre eles, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) foi o de maior destaque a ir à rua em São Paulo.
O ato na cidade teve ainda personalidades contumazes em protestos do tipo, como Alexandre Frota, Marcelo Madureira e Regina Duarte.
“Vocês são a razão do fim do meu medo”, discursou a atriz, em referência a declaração que deu em 2002, quando disse que tinha medo da vitória do PT na eleição presidencial.
A irmã Ana Cleide Nascimento, que há 20 anos cumpre seu papel de solidarismo social, acompanhada de outras missionárias evangélicas, está realizando um trabalho voltado aos mais carentes, em países que sofrem com as guerras, onde os mais necessitados chegam a passar fome, por conta de tanto desmando. Cumprindo seu papel de missionária, a irmã Cleide esteve em Portugal, e, agora, Guiné Bissau, país que sofre com o alto índice de pobreza; e, o mais cruel, o medo! Levar um pouco de paz a essas pessoas não é uma tarefa fácil para as missionárias, mas a fé em Deus e a força de vontade em ver o próximo feliz, vence todos os obstáculos.
Assistente social, a irmã Cleide contribui com sua ação voluntária, e sente bem em fazer outra pessoa, também, se sentir melhor.
Foto: Irmã Cleide
Como missionária, em 1998, irmã Cleide fez sua primeira viagem, e de cara enfrentou logo a África, onde permaneceu por dois anos ajudando os mais necessitados. Passou dois anos morando em uma aldeia com Muçulmanos. Ao longo dos seus 20 (vinte) anos como missionária, já passou por vários países, como por exemplo: Senegal, Gambia, Burkina Faso e Nigéria.
Foto: Arquivo da família
“Esse é meu trabalho, essa é minha missão. Vivo para ajudar os mais necessitados. Sei o quanto dói ao presenciar, principalmente, crianças que passam e até chegam morrer de fome. Por isso, tento fazer minha parte, assim como as demais missionárias. Se cada um tivesse esse mesmo pensamento, viveríamos em mundo diferente, mas diferente mesmo, é o desprezo que presenciamos, principalmente por quem deveria ajudar muito mais.” Disse irmã Cleide.
Irmã Cleide e Ana Maria (presidente das missões)/Foto: Arquivo da família
A missionária Cleide é irmã do jovem Maxs Ramon, que preocupado em saber das dificuldades que a irmã enfrenta, pede a todos em seus momentos íntimos com Deus, que possam pedir proteção, e sabedoria para a mesma continuar poder desenvolvendo esse trabalho junto aos mais necessitados, como sempre fez.
Após ser espancada, Dandara é jogada dentro de um carrinho de mão/Foto: Reprodução do vídeo
A Justiça do Ceará recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual contra sete acusados da morte de Dandara dos Santos, ocorrido em fevereiro em Fortaleza, e determinou a prisão preventiva de todos. Cinco estão presos e dois seguem foragidos.
O inquérito do crime indica a participação de doze pessoas, sendo oito adultos e quatro adolescentes. Um dos adultos é tido como um líder do tráfico de drogas da região do Bom Jardim, bairro da periferia da capital cearense onde ocorreu o crime.
Dandara foi morta no dia 15 de fevereiro, mas o homicídio ganhou repercussão em março, quando um vídeo de celular com imagens dela sendo espancada começou a circular na internet.
Dandara era travesti e morava no Conjunto Ceará, bairro próximo ao Bom Jardim. O promotor Marcus Renan Palácio, responsável pelo caso, explica que as investigações da Polícia Civil indicam que o crime teria sido motivado por pequenos furtos que ela supostamente cometia na região.
O laudo da Perícia Forense do Ceará determinou a causa da morte como traumatismo craniano, causado por dois disparos contra o rosto e pelo arremesso de uma pedra contra a cabeça dela.
O promotor determinou na denúncia que o crime é quadruplamente qualificado: por motivos fútil e torpe, por tortura e crueldade e por utilizar recursos que dificultaram a defesa da vítima.
Na manhã deste sábado (25), o Blog entrevistou o Secretário de infraestrutura de Pedreiras, Francisco Flávio, “Cacimbão”, sobre a mudança em torno do mercado central, realizada pela administração municipal, na tentativa de organizar o trânsito naquele local. A matéria, também, foi postada nos dois Facebook do Blog, onde geraram alguns comentários; como por exemplo,do ex-vereador de Trizidela do Vale, Chagas Melo, do empresário Klebinho Branco, e, do médico Allan Roberto, esse, em contato com a produção do Blog, autorizou que o seu comentário fosse postado como matéria, para que outras pessoas tivessem acesso à sua opinião.
Veja o comentário do médico Allan Roberto.
Allan RobertoSobre o questionamento que um blog regional me fez sobre o assunto acima, considerando que não vivo e nem dependo da Prefeitura de Pedreiras, nem de política ou cargos políticos, reiterando minha lealdade, confiança e compromisso com meu amigo-irmão prefeito Antonio França, independente de que status ocupo no governo, me pronunciarei aqui como CIDADÃO PEDREIRENSE, sem medo das consequências políticas e/ou outras advindas deste meu pronunciamento; a saber:
Entendo e recomendei ao governo que ação de tal magnitude, politicamente melindrosa e complexa pela cultura local para o entendimento popular, deveria vir precedida obrigatoriamente de no mínimo 60 dias de campanha informativa, notificativa, com exaustivos debates sobre o assunto na imprensa local, explicitando bem a questão legal, trazendo o Ministério Público, órgão oficialmente considerado “defensor da sociedade”, para a parceria das ações, assim como outras entidades relacionadas ao assunto, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Associação Comercial e Sindicato dos Comerciários, entre outras, além do envolvimento do Poder Legislativo para a realização de audiências públicas na Câmara Municipal com os vários segmentos envolvidos, pois as ações teriam que ser globais e concomitantes dentro de todo o município, abrangendo feirantes, empresários que invadem calçadas e ruas para seus negócios, endinheirados que constróem dentro de igarapés e áreas ambientalmente proibidas de nascentes e rio, a invasão da Praça do Jardim por comerciantes em detrimento do povo, loteamento irregulares etc etc etc…
Em Pedreiras atualmente na principal avenida da cidade e adjacências, o pedestre está condenado a ser atropelado, pois as calçadas estão ocupadas ilegalmente pelo comércio; e em toda a cidade o cadeirante e/ou outro deficiente físico está condenado a não sair de casa pelo mesmo motivo. Isso é um absurdo inaceitável e a Prefeitura tem que tomar providências e resolver essa excrescência fazendo valer com austeridade o Código de Postura do Município!
ASSIM, CONSIDERO A AÇÃO DO GOVERNO NO MERCADO MUNICIPAL NECESSÁRIA, PORÉM EXTEMPORÂNEA E ERRADA NA SUA FORMA DE EXECUÇÃO.
Da forma que se iniciou tais ações, que foi pelo mais humilde defendendo o seu pão de cada dia, algo correto soa como algo cruel, ilegal, errado, desumano e socialmente insensível. Se com antecedência, informada e alertada a população da necessidade e legalidade de tais atos EM TODA A CIDADE E ENVOLVENDO TODOS OS SEGMENTOS SOCIAIS E DE COMÉRCIO, todos entenderiam que tais ações visam o cumprimento da lei, a organização da cidade e o bem estar do nosso povo, que é obrigação do governo municipal e compromisso de nosso prefeito.
Entendo que esse governo foi eleito pelos mais humildes de Pedreiras e é para os humildes que deve se voltar para cuidar e proteger. Erros administrativos e políticos como esses só estão ocorrendo porque está faltando mais diálogo do governo com a sociedade e mais discussão e integração das várias áreas do governo para o melhor planejamento das ações governamentais.
Tenho dito!
Allan Roberto Costa Silva – Cidadão Pedreirense.
O Blog está à disposição das pessoas citadas, caso queiram se manifestar sobre o comentário de Dr. Allan Roberto.
Segundo a Caixa Econômica Federal, a estimativa de prêmio para o próximo concurso, que será sorteado na próxima quarta-feira (29), é de R$ 20 milhões.
A quina teve 39 apostas ganhadoras, e cada uma vai levar R$ 53.170,03. Já a quadra teve 3429 apostas ganhadoras, e cada uma receberá R$ 863,90.
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
Uma tromba d’água roubou à cena hoje (25), em São Luís. O fenômeno pode ser visto de várias partes da capital maranhense.
Fotos: Reprodução WhatsApp
Muitas fotos de diversos ângulos já circulam nas redes sociais. Vídeos, também, registraram esse momento que chamou à atenção de todos.
Tromba de água, tromba-d’água, ou tromba marinha, é um grande vórtice colunar (normalmente semelhante a uma nuvem em forma de funil) que ocorre ao longo de um corpo de água e está ligado a uma nuvem cumuliforme. Embora seja muitas vezes mais fraca do que a maioria dos seus homólogos da terra, trombas de água mais fortes, que são geradas por mesociclones, podem ocorrer. Trombas de água não aspiram a água do curso de água sobre o qual estão posicionadas. A água vista na nuvem funil principal são gotas de água formadas pela condensação.
Trombas de água são mais comuns em áreas com domínio de clima tropical, em latitudes maiores, porém zonas temperadas também relatam ocorrências, como na Europa e nos Grandes Lagos da América do Norte. Em algumas áreas, principalmente no Brasil, ainda são popularmente confundidas de maneira incorreta com qualquer ocorrência de chuva forte em uma pequena região. (Fonte: Wikipedia).
Diretor Dácio e os coordenadores do IPEDE/Foto: Assessoria do IPEDE
O Instituto Pedreirense de Educação e Extensão – IPEDE, realizou, hoje (25), uma reunião com todos os seus coordenadores dos cursos de extensão e capacitação em saúde. Durante o encontro foi realizada uma homenagem aos melhores coordenadores de 2016.
Coordenadores destaques no ano de 2016/Foto: Assessoria do IPEDE
Segundo o seu diretor, Dácio Alves Viana, a reunião serviu para que todos discutissem o planejamento geral para o ano de 2017, incluindo a comemoração dos cinco (5) anos de fundação do IPEDE em Pedreiras e região.
Na oportunidade, todos os coordenadores tiveram seus contratos renovados, confirmando, assim, essa parceria que continuará dando certo.
Fotos: Assessoria do IPEDE
“Sempre buscamos o melhor para a família IPEDE. Temos toda convicção que continuaremos acertando, na certeza de proporcionar aos nossos alunos, sempre o melhor durante mais esse planejamento que realizamos com todos os nossos coordenadores“, disse o Diretor Dácio Alves.
“Não vai ter mais concurso público porque todos esses serviços poderão ser terceirizados”, avalia Fleury.
O procurador projeta o futuro a partir de dados sobre os atuais terceirizados.”Os índices de acidentes de trabalho são muito altos: de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes de trabalho fatais, oito são terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho”, exemplifica.
O procurador-geral, porém, indica que há chances de a lei ser anulada por contrariar o segundo parágrafo do artigo 37 da Constituição Federal, segundo o qual “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos”. No entanto, ele pondera que o Senado poderá pressionar a votação do PL 4330, cujo relator é o senador de oposição Paulo Paim (PT-RS).
Confira a íntegra da entrevista:
Brasil de Fato – Como o PL de ontem vai afetar a renovação dos servidores públicos?
Ronaldo Fleury – Tirando as carreiras de Estado, como os membros do Ministério Público, magistradura e a diplomacia, simplesmente acaba com o serviço público. Não vai ter mais concurso público, porque todos esses serviços poderão ser terceirizados.
Em todas as esferas?
Sim, em União, estados e municípios. E vai permitir a volta do nepotismo, do apadrinhamento político, a corrupção por meio de contratos de terceirização. É o que fatalmente ocorrerá. Porque o político, o procurador ou quem quer que seja que queira contratar um filho precisaria apenas criar uma empresa terceirizada, o órgão que ele trabalha será o contratante. Então é o fim de todo trabalho de combate ao nepotismo.
Algumas categorias como professor, polícia civil e hospital público estão sofrendo com a falta de mão de obra. Tem concursos que foram feitos e as pessoas não foram chamadas. De que forma essa lei vai afetar os estados e municípios na hora de lidar com essa falta de funcionários?
Essa lei vai fazer com que todos os concursados ou aqueles que pretendam fazer concurso tentem outra coisa. Talvez um apadrinhamento político para entrar por meio da terceirizada, porque essa lei libera que prefeitos, governadores, administradores simplesmente façam os contratos de terceirização e prestações de serviços, e toda a contratação seja feita por essas empresas. Essa lei permite que haja uma escola sem professores contratados, que haja uma montadora de automóveis sem um único montador de automóveis… Na verdade, vai contra o princípio do capitalismo. O capitalismo supõe capital e trabalho – vai ter só o capital, não vai ter o trabalho, porque vai ter o serviço do outro lado. Ou seja, teremos empresas que alugam gente, que têm lucro alugando gente.
Hoje, temos algumas figuras jurídicas semiterceirizantes, como as Organizações Sociais (OSs). O que diferencia o sistema das OSs de um sistema público terceirizado?
Na verdade, essa terceirização via OS é uma espécie de uma parceria público-privada, mas que não é tão privada porque são Organizações Sociais, que têm uma destinação específica, uma especialização, uma fiscalização de recursos. Podem receber recursos públicos…
Já na terceirização liberada, como se pretende com esse PL, o que vai ter é simplesmente empresas tendo lucro alugando gente.
E tem uma coisa: esse projeto não é claro no sentido da terceirização ampla. Ele é claro no sentido da possibilidade de contratos temporários, que é outra coisa.
E qual seria a diferença?
No contrato temporário, a empresa contrata diretamente os trabalhadores temporários. É o que ocorre muito no comércio hoje durante o período do Natal. Mas, agora se permite contratação indistinta e por até nove meses, ou seja, é praticamente o ano inteiro! Assim, eu posso contratar um funcionário e, a cada nove meses, fazer um novo contrato. Ele não vai ter direito a férias ou licença maternidade…
A terceirização elimina o direito à licença maternidade?
Sim, porque no contrato temporário a pessoa tem um prazo previsto anteriormente para seu fim.
E ainda tem outro problema: se a gente cotejar esse projeto com o da reforma da Previdência, o que vai acontecer: a gente vai ter uma rotatividade muito grande tanto nos temporários quanto nos terceirizados – nos terceirizados, já é muito grande a rotatividade, quatro vezes maior que os contratados pela CLT; aqueles 49 anos que serão necessários trabalhar pela reforma da Previdência, vão ser muito mais. Porque são 49 anos de contribuição.
Vamos supor que eu tenha contratos de nove meses. Trabalho nove meses e fico três sem contrato. Nove meses e fico três sem contrato… Eu vou ter que trabalhar por pelo menos uns 70 anos para poder aposentar. Eu vou ter que contribuir muito mais tempo para dar os 49 anos de contribuição.
Quais são os direitos que são suprimidos com esse projeto?
Os trabalhadores terceirizados ganham entre 60% e 80% do salário dos trabalhadores diretos. A empresa para manter um trabalhador tem que pagar um salário melhor. O terceirizado não. O empregador [que trabalha com terceirizados] trabalha com quantidade, sem a necessidade de uma especialização, de um treinamento.
Quanto ao índice de acidentes de trabalho, de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes fatais, oito são terceirizados. Ou seja, 80% dos acidentes de trabalho fatais são de terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho. A empresa que presta o serviço vai jogar a culpa na empresa onde o serviço é prestado [contratante] e a empresa onde o serviço é prestado vai jogar a culpa na prestadora de serviço. Fica esse jogo de empurra e é o trabalhador que sofre as consequências.
Além disso, tem a rotatividade da mão de obra que, no caso dos terceirizados é menor que um ano. Tem também o problema sindical. O sindicato perde muita força. Os trabalhadores deixam de ser vinculados àquelas categorias em que eles efetivamente trabalham para serem vinculados a sindicatos de prestadores de serviço, que têm um índice de associação e, consequentemente, uma força de negociação muito baixa.
As consequências são absurdas para o direito do trabalho e para os trabalhadores.
E para o capital, essa medida não vai levar à perda de produtividade?
Com certeza! Os trabalhadores terceirizados são menos especializados, têm um treinamento menor. Só isso já gera uma queda de produtividade. Tem toda a discussão jurídica se aquela terceirização em determinada empresa vai ser uma terceirização de serviço ou uma simples contratação por uma empresa interposta. Qual a diferença?
Se eu tenho um hotel e quero contratar um gerente, eu pego uma empresa terceirizada e falo: ‘você tem que contratar o João, que vai prestar serviço para mim’. Isso na verdade é contratação de empregado usando uma empresa que se interpõe entre empregado e empregador. É uma fraude.
É diferente de eu chegar e falar: eu quero contratar um serviço de limpeza para o meu hotel. Quem vai prestar o serviço é a empresa e não interessa quem vai executar o trabalho.
Vai ser ruim para o capital, e para os trabalhadores, nem se diga! O projeto assassina a CLT. Para os empregadores, cria uma insegurança jurídica muito maior. As empresas que quiserem se aproveitar desse projeto para simplesmente trocar a mão de obra, que hoje é com vínculo empregatício, por mão de obra terceirizada ou contrato temporário, se arriscam a criar uma espada de Dâmocles* sobre a cabeça dessas empresas, porque elas podem ser demandadas judicialmente e depois não ter como pagar a indenização, que pode ser milionária.
Com essa lei, essas empresas não deixariam de ter que pagar indenização?
Não. Elas têm que pagar, mas de forma subsidiária. Ou seja, primeiro os empregados têm que ir na empresa prestadora. Se a empresa não tiver condição de pagar, os trabalhadores podem ir atrás da empresa contratante desses serviços. Se ainda tiver vivo, porque o trabalhador já vai ter sido demitido e não vai ter recebido nada – já vai estar passando fome.
Existe alguma forma de reverter essa reforma trabalhista?
Nós estamos avaliando a constitucionalidade do projeto que foi aprovado. Vai depender do texto que for sancionado e, se for o caso, nós vamos acionar a Procuradoria Geral da República para que entre com Ação Direta de Inconstitucionalidade [ADI].
Um dos pontos mais óbvios é que a lei aprovada contraria o segundo parágrafo do artigo 37 da Constituição Federal [o texto diz que “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”].
Mas parece que vão sair dois projetos diferentes para a mesma matéria; a informação é que o Senado vai votar ainda o outro projeto sobre terceirização [o PL 4330].
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), apresentou, nesta sexta-feira (24), às instituições bancárias, o projeto ‘Caravana do Corredor do Frango’.
O projeto, que será realizado dia 3 de abril, em Coroatá, têm como objetivo divulgar e debater os trabalhos desenvolvidos na cadeia da avicultura no estado, por meio do Mais Avicultura, programa instituído pelo governador Flávio Dino em 2015, que dá ao Maranhão maior competitividade no mercado nacional, estimulando empreendedores a se instalarem ou ampliarem seus negócios no Maranhão.
O projeto visa explicar aos produtores as vantagens de serem “integrados”, ou seja, a eles cabe a função de criar as aves de acordo com as melhores práticas de produção e de acordo com as normas de bem-estar animal, biosseguridade e sanidade e as agroindústrias ficam responsáveis pelo fornecimento de ração, medicamentos, pintos de um dia e assistência de técnicos e veterinários.
“Queremos mostrar ao produtor as vantagens da integração, por se tratar de um sistema de menor risco e que gera entradas frequentes de caixa, garantindo renda permanente, capaz de dar maior sustentabilidade a eles”, afirmou o secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo.
Além disso, durante a Caravana, será apresentado o projeto de implantação do abatedouro de aves da ‘Frango Americano’, a ser instalado em Coroatá. A instalação do empreendimento irá gerar, juntamente com a implantação do abatedouro da Canindé Frangos, em Capinzal do Norte, um corredor voltado para a produção de aves no estado, gerando desenvolvimento e renda para a região.
“As instituições bancárias desenvolvem um papel importante nessa nova conjuntura econômica do setor avícola no Estado. A participação delas visa assegurar aos produtores, base primordial no desenvolvimento de uma cadeia produtiva forte, como conseguir linhas de crédito”, destacou Simplício Araújo.
Aos poucos, feirantes e proprietários de veículos estão entendendo as modificações que estão acontecendo em torno do mercado central de Pedreiras. Já é visível o espaço que ganharam os clientes, que se misturavam em meio a motos e carros transitando ou estacionados em frente ao Mercado das Frutas e Hortaliças.
Secretário, explicando as mudanças aos proprietários de veículos/Foto: Sandro Vagner
Segundo o Secretário de infraestrutura e urbanismo Francisco Flávio, “Cacimbão”, até a próxima segunda-feira (27), tudo estará resolvido.
Foto: Sandro Vagner
Todos os carros que ficam ao lado dos Correios, também terão que desocupar o espaço. O objetivo é deixar a feira livre com mais comodidade para todos.
Foto: Sandro Vagner
Veja uma entrevista concedida hoje (25), ao Blog, pelo Secretário “Cacimbão”.