Pedreiras: Mesa Redonda na Rádio Cidade FM esclarece aprovação dos Projetos sobre alíquota previdenciária

Estúdio da Rádio Cidade FM de Pedreiras/Foto: Sandro Vagner

Na manhã desta sexta-feira (01), o Programa Tribuna 101, em sua segunda parte, realizou uma Mesa Redonda para esclarecer algumas dúvidas sobre o aumento da alíquota previdenciária dos servidores municipais de Pedreiras, ativos e inativos.

Foram vários questionamentos com a participação dos internautas, já que o programa também é transmitido pelo YouTube.

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Entenda o caso

Dois Projetos de Lei, de autoria do Poder Executivo, foram aprovados em regime de urgência, na sessão ordinária da Câmara de Vereadores, quarta-feira (30), sobre o aumento no desconto da alíquota previdenciária.

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Hoje, participaram da Mesa Redonda representantes que estão envolvidos no caso: Wescley Brito (Diretor do IMPP); Marly Tavares (Presidente da Câmara de vereadores); Vereador Gard Furtado (Presidente da Comissão de Finanças); Dr. Eduardo Ferro (Presidente da Subseção/OAB de Pedreiras); e Dr. Gilson Barros (Assessor Jurídico da Prefeitura de Pedreiras).

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Foram convidadas ainda, a Drª Nadir (Assessora jurídica do SINDSERPE) e Ana Roberta (Presidente do SINDSERPE), mas não compareceram, justificando suas ausências à direção da emissora.

Foto: Bruno Vinícius

As mediações ficaram a cargo do radialista e comentaristsa Klebinho Branco (Rádio Cidade FM de Pedreiras) e Sandro Vagner, jornalista do Portal sandrovagner.com.br

Todo conteúdo já está disponível no YouTube do Tribuna 101

 

Coroatá: Ato de heroísmo de um vigia evita tragédia em escola municipal

Reproduçao de WhatsApp

Na noite desta quinta-feira (31), a cidade de Coroatá, distante 180Km de São Luís, por pouco não virou notícia internacional. Um adolescente que estava encapuzado foi apreendido por um vigia, com arma branca (punhal) e uma mochila com diversos explosivos, quando saia do banheiro.

Segundo informações, o menor já vinha ameaçando colegas e professores, ao escrever certas frases nas carteiras do colégio. Por esse motivo, o mesmo começou a ser monitorado.

Após o ato heróico do vigia, quatro viaturas da Polícia Civil e Militar foram até a Escola Trizidela III, onde as guarnições fizeram a apreensão do adolescente.

Material apreendido

Juntamente com a arma (punhal) e com os explosivos, a polícia apreendeu diversas cartas escritas pelo adolescente, onde ele estaria se despedindo. Citou em uma delas, que não iria cometer o ato em vão. “Todos nós e principalmente o recinto “será” citado e lembrado“. Em outra carta, relatou que uma professora era parecida com a ex-namorada dele.  Quando a professora não estava na escola, o jovem disse na carta que se sentia triste, deprimido e na solidão. Na mesma carta, chega a pedir desculpa à professora, e afirmou que seria realmente um dia triste e trágico em Coroatá, mas todos seriam lembrados como heróis.

Carta do adolescente

Na delegacia, o secretário de educação de Coroatá, Eldo de Melo Viana, relatou o acontecido, ao lado do delegado Dr. Rafael, e do vigia herói, identificado apenas como Raimundo.

Veja o vídeo.

Redação: Sandro Vagner
Revisão: Ruth Barrêto
Com a colaboração do repórter Sena Freitas (Codó)

Lima Campos: Consultora do SEBRAE realiza avaliação na Sala do Empreendor

Foto: ASCOM – Lima Campos

Ontem, (30), a consultora do SEBRAE Andréa Silva realizou a consultoria e o acompanhamento mensal da Sala do Empreendedor de Lima Campos e dos Atores do Desenvolvimento, com objetivo de acompanhar as principais ações da Sala e formentar o empreendedorismo junto com os Agentes de Desenvolvimento.

Nessa primeira ação foi realizado um diagnóstico, um levantamento das ações realizadas até esse momento pela Sala do Empreendedor no município de Lima Campos.

Aplicar o diagnóstico e definir o plano de ação que é gerado no próprio sistema do Cidade Empreendedora é necessário para se ter mais efetividades nas ações e transparência“. Destacou a coordenadora.

Pedreiras: Mesmo com vários protestos, vereadores aprovam Projetos de Lei do Executivo sobre alíquota previdenciária

Auditório “Zé Cachangá” (Parque João do Vale) onde funciona a câmara de vereadores de Pedreiras/Foto: Sandro Vagner

Dois Projetos de Lei, de autoria do executivo, que tratam das novas alíquotas de contribuição previdenciária, dos servidores efetivos e aposentados do Município de Pedreiras, foram aprovados pelos 10 vereadores e vereadoras, na sessão de hoje (30), com ausências das vereadoras Katyane Leite, Anarjara Quineiro e do vereador Nenguim Silva.

Os projetos, segundo mensagem da gestora municipal, tem por objetivo instituir o Regime de Previdência Complementar dos servidores Municipais, na forma prevista nos §§ 14 a16, do artigo 40, da constituição Federal e no § 6º, do Art. 9º, da emenda constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019.

Colocados em apreciação e votação, os dez parlamentares aprovaram os Projetos. Os vereadores aprovaram ainda, uma emenda, segundo a redação, a partir de um equilíbrio, superavit, em relação ao Instituto Previdenciário de Pedreiras – IPP, quando o mesmo deixará, gradualmente, de cobrar alíquotas do servidores aposentados.

Na galeria da Câmara, que hoje funciona no Auditório “Zé Cachangá”, no Parque João do Vale, houve maifestações por parte dos sevidores que foram acompanhar a sessão. Um grande tumulto foi formado, e por medida de segurança, segundo a presidente vereadora Marly Tavares, a sessão foi encerrada.

Veja os Projetos

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Entrevistas

Garda Furtado – Presidente da Comissão de Finanças

Ana Roberta – Presidente do SINDSERPE

Marly Tavares – Presidente da Câmara de Vereadores de Pedreiras

Protestos dos servidores na galeria da câmara de vereadores de Pedreiras (Auditório Zé Cachangá – Parque João do Vale).

Ao deixar o auditório, um grupo de vereadores foi hostilizado por alguns servidores municipais de Pedreiras.

Brasília: Bolsonaro, Lula e rivais põem campanha na rua com vistas grossas do sistema eleitoral

LULA X BOLSONARO
Na montagem, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) – Evaristo Sa/AFP e Ricardo Stuckert

Por lei, a corrida eleitoral para a sucessão de Jair Bolsonaro (PL) começará em 16 de agosto. Na prática, os principais postulantes ao Palácio do Planalto já estão há meses em aberta campanha, o que inclui propaganda na TV e no rádio, comícios, motociatas, uso de eventos públicos para promoção política e movimentados grupos de produção e difusão de conteúdo nos aplicativos de mensagem.

É possível saber, por exemplo, um a um, os principais pontos da candidatura de Bolsonaro, que já os apresentou em eventos oficiais da Presidência e no ato com ares de comício antecipado que protagonizou em Brasília, no último domingo (27).

Ou que “vamos reconstruir o Brasil” porque, “se a gente quiser, a gente pode”, mote da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na TV.

Dá para saber também que, se acredita que ninguém está acima da lei e que lugar de político corrupto é na cadeia, “talvez você ainda não tenha percebido, mas, no fundo, a gente acredita nas mesmas coisas”, mote do ex-juiz Sergio Moro (Podemos), ou que já passou da hora do Brasil mudar de um voo de galinha para um voo de águia (Ciro Gomes, do PDT).

Há um conjunto de fatores que se combinam para a configuração da atual campanha presidencial antecipada.

Em primeiro lugar, a flexibilização da lei por parte do Congresso Nacional, que em 2015 reduziu à metade o período eleitoral (de 90 para 45 dias), mas inseriu uma série de exceções ao que pode ser considerado campanha antecipada.

Soma-se a isso o clima de acirramento político eleitoral que tomou conta do país em especial a partir de 2018 e o relativamente recente fenômeno das redes sociais e, em especial, dos aplicativos de mensagens instantâneas.

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Em meio a esse cenário, a Justiça Eleitoral tem adotado, em geral, posição de leniência, com tendência de considerar crime eleitoral apenas pedidos explícito de voto fora de hora, o que tem contribuído para abusos.

Um dos mais evidentes dele é a propaganda partidária veiculada obrigatoriamente no horário nobre de TVs e rádios de fevereiro a junho deste ano.

O objetivo é promover os partidos e suas ideias, com expressa previsão de que o uso dessas peças “para promoção de pretensa candidatura, ainda que sem pedido explícito de voto, constitui propaganda antecipada ilícita”.

Conforme a Folha mostrou, praticamente todos os partidos ignoram a lei e usam essa propaganda para promover seus presidenciáveis e principais candidatos —tudo com base na lógica de que o provável ganho eleitoral supera em muito a eventual punição estabelecida, uma multa de R$ 5.000, na maioria dos casos, mais a perda de tempo de propaganda no primeiro semestre de 2023, ou seja, em um ano não eleitoral.

Já foram ao ar —e ainda irão por algum tempo— as propagandas de LulaMoro Ciro, entre outros. A do PL de Bolsonaro está agendada para a primeira quinzena de junho.

Além de TV e rádio, na atual disputa os partidos estão emplacando também grandes eventos públicos de lançamentos de pré-candidaturas, mecanismo que não existe na legislação eleitoral e que é classificado por especialistas como clara burla à lei, que só permite nesse período, em geral, reuniões internas dos partidos.

O PL de Bolsonaro fez chamada para um evento desse tipo. Ao reconhecer o risco de caracterização de crime eleitoral por campanha extemporânea, os próprios advogados do partido orientaram que ele fosse remodelado para um evento de filiação.

O anúncio foi refeito, mas o próprio Bolsonaro deu declarações públicas depois confirmando que o ato era de “lançamento” de sua pré-candidatura.

“Deve ter muita gente lá, muita gente está se inscrevendo. Não precisa se inscrever. Se tiver espaço, vai entrar mesmo quem [não] está inscrito. É o lançamento da pré-candidatura”, disse, na véspera.

O evento, aberto ao público em geral e realizado em um centro de convenções que se apresenta como o maior da América Latina, teve locutor de rodeio como animador e clima de campanha eleitoral do começo ao fim. De filiação, quase nada se falou.

No dia anterior, sábado (26), o ex-presidente Lula foi protagonista do Festival Vermelho, em Niterói (RJ), evento de comemoração dos 100 anos do PC do B, ocasião em que também fez um discurso de quase uma hora, com foco no seu principal adversário, Bolsonaro, a quem chamou de fascista e psicopata.

No mesmo final de semana, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Raul Araújo censurou o festival Lollapalooza a pedido do PL, partido de Bolsonaro, proibindo manifestações políticas e prevendo multa de R$ 50 mil caso artistas se posicionassem contra qualquer candidato ou partido durante os shows.

A sigla, porém, desistiu da ação, e Araújo derrubou sua própria liminar na noite de segunda (28).

Pela lei, as candidaturas serão oficializadas nas convenções partidárias, que vão de 20 de julho a 5 de agosto.

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Além dos comícios, há um evidente clima de campanha eleitoral em eventos oficiais que Jair Bolsonaro tem participado como ocupante da cadeira presidencial.

Em 16 de março, por exemplo, participou de inauguração até de pedra fundamental de hospital na Bahia, que integra a região mais refratária à sua candidatura, no momento.

Anteriormente, em evento promovido pelo BTG, em fevereiro, usou sua fala para cobrar apoio do mercado financeiro à sua reeleição, atacando Lula e listando, um a um, os pontos que devem moldar sua campanha eleitoral.

Bolsonaro também reuniu em Brasília, em diferentes eventos oficiais, ruralistas e evangélicos, dois segmentos que formam os pilares de sua base de sustentação, também com o objetivo de fortalecer os laços de sua campanha. Aos evangélicos disse que irá dirigir o país para o caminho que eles definirem.

Em sua live semanal, chegou a listar um a um os ministros que devem deixar os cargos para disputar mandatos eletivos, deixando claro o viés de campanha do anúncio. “Temos muita esperança no Tarcísio [de Freitas, ministro da Infraestrutura] em São Paulo, mas todos esses aqui realmente têm chance de se eleger”, afirmou.

O presidente também é figura comum em motociatas país afora e tem a sua imagem estampada por apoiadores em outdoors, nos quais também é, em menor escala, alvo de adversários —a propaganda eleitoral em outdoor é proibida por lei.

A internet e os aplicativos de mensagens instantâneas são outro importante espaço da pré-campanha, tudo também à margem de uma autorização legal clara.

Como a Folha mostrou em fevereiro, existiam ao menos 20 anúncios no Facebook e no Instagram que promoviam a candidatura de Bolsonaro, com a frase “Bolsonaro 2022” e pedido de voto ou apoio, e sete anúncios no Facebook promovendo a candidatura de Lula, com a frase “Lula 2022”.

Como também a Folha mostrou em março, o WhatsApp suspendeu números de telefones de administradores de grupos do portal Lulaverso, criados pela comunicação de Lula e que se estende a WhatsApp, Telegram, Instagram, Twitter e TikTok para impulsionar a figura do petista nas redes sociais.

Bolsonaro lidera a ofensiva eleitoral nas redes. Seu canal no Telegram, por exemplo, tem 1,335 milhão de inscritos, contra 54 mil de Lula, 20 mil de Ciro Gomes e apenas 6.000 de Moro, que não atualiza seu perfil nesta rede desde 24 de fevereiro.

“Nós precisamos de um avanço cultural, que cada qual perceba o que pode ou não fazer. Mas vai demorar muito tempo para chegarmos a esse estágio”, diz o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral Marco Aurélio Mello.

O advogado Joelson Dias, que atuou como ministro substituto do TSE, falou da tensão existente entre a liberdade de expressão e a necessidade de se coibir o abuso de poder econômico e político nas eleições, seja antes ou durante as eleições.

“Não é de hoje que há essa tensão. TSE e STF vêm tentando dar uma solução, mas é uma questão de difícil consenso. Há um grau de subjetivismo inerente a essa análise, intensificado em razão do contexto político em que vivemos, com toda a atual polarização”, afirmou.

Integrantes do Ministério Público Eleitoral ouvidos pela Folha dizem entender que a vedação à propaganda eleitoral antes de 16 de agosto também se aplica à internet e aos aplicativos de mensagem.

Os representantes do MPE ponderam, porém, a dificuldade de fiscalização no meio virtual. Segundo eles, os partidos podem ajudar e levar à Justiça Eleitoral eventuais transgressões. Mas frisam, a exemplo dos ex-ministros consultados, o caráter subjetivo nessa avaliação.

Eles apontam o programa de combate à desinformação eleitoral do TSE como uma importante ferramenta. De caráter proativo, o programa conta com a adesão das principais plataformas em atuação no país, incluindo o retardatário Telegram, que assinou a parceria na sexta-feira (25).

A advogada Caroline Lacerda, integrante da equipe que assessora Bolsonaro, respondeu genericamente às perguntas da Folha, afirmando que a Lei das Eleições (9.504/1997) elenca, em seu artigo 36-A, as manifestações que não são consideradas campanha antecipada. De acordo com ela, os dispositivos da norma baseiam a atuação dos partidos e candidatos em ano eleitoral.

“Caso haja representação judicial de algum ato do presidente, os julgadores verificarão se estão em desacordo com a lei. É do Poder Judiciário a palavra final sobre a regularidade dos atos questionados”, afirmou.

O escritório Aragão e Ferraro, que advoga para o PT, disse que o partido segue rigorosamente o regramento da legislação eleitoral.

“Prova disto é que não há hoje qualquer ação na Justiça Eleitoral sobre propaganda antecipada referente ao pleito presidencial de 2022 contra o PT ou Lula”, afirmou.

Quanto às redes sociais ou canais de apoiadores na internet, acrescentou o escritório, “não há como ter, e nem deveria, qualquer controle da livre expressão de pensamento de pessoas ou grupos. Estes são responsáveis pelo conteúdo que divulgam ou reproduzem”.

CAMPANHA NA RUA E NAS REDES

Pela lei, a campanha eleitoral só é permitida a partir de 16 de agosto. Na prática, já está em curso

Campanha na TV e rádio

  • O que diz a lei – campanha eleitoral só é permitida no horário eleitoral gratuito, de 26 de agosto a 29 de setembro
  • O que acontece na prática – legendas usam as propagandas partidárias, que vão ao ar do final de fevereiro a junho, para promover seus presidenciáveis na TV e rádio, em claro tom de campanha, apesar de resolução do TSE considerar propaganda antecipada ilícita o uso desse instrumento para “promoção de pretensa candidatura, ainda que sem pedido explícito de voto”

Comício

  • O que diz a lei – Só é permitido a partir de 16 de agosto
  • O que acontece na prática ​- O PL promoveu neste domingo (27) um grande evento aberto ao público em geral, em Brasília, com locutor de rodeio e discurso de Jair Bolsonaro em tom de campanha. Lula, também com longo discurso em tom de campanha, foi a principal estrela no sábado (26) do Festival Vermelho, em Niterói (RJ), evento de comemoração dos 100 anos do PC do B

Carreatas

  • O que diz a lei – Só são permitidas a partir de 16 de agosto
  • O que acontece na prática – o presidente Jair Bolsonaro e apoiadores já promoveram várias motociatas, todas com claro cunho de campanha antecipada

Campanha na internet e em aplicativos de mensagem

  • O que diz a lei – É permitido aos partidos e candidatos produção e distribuição de conteúdo, vedado o disparo em massa, a partir de 16 de agosto. Pessoas físicas não podem contratar impulsionamento para fins eleitorais.
  • O que acontece na prática – Grupos organizados de apoio aos candidatos estão ativos há tempos em várias redes, com baixíssima transparência sobre quem está por trás da empreitada. Como a Folha mostrou em fevereiro, anúncios pagos no Facebook e no Instagram também promoviam as candidaturas de Bolsonaro e Lula.

fonte: folha.uol.com.br

Pedreiras: Aumenta o número de desabrigados pela cheia do rio Mearim. Já são 516 famílias afetadas

Foto: Defesa Civil de Pedreiras

É cada vez mais complicada a situação das famílias atingidas pela cheia do rio Mearim em Pedreiras. Toda assitência social está voltada às vítimas, através da secretaria de assistência social em parceria com diversas secretarias, unidas para amenizar todos os problemas.

O Portal sandrovagner.com.br conversou na noite desta segunda-feira (28), com a secretária Carol Melo. Ela confirmou o aumento rápido de famílias que sofreram as consequências da enchente em vários bairros e até mesmo na zona rural do Município.

Em 11 abrigos do Município, estamos realizando todo suporte em relação a infraestrutura, de saúde, cuidados com essas famílias, com acolhidas e também entrega de donativos, incluindo: cestas básicas, ítens de limpeza, atendimento social, psicológico e jurídico, e dando todo apoio necessário.” Concluiu.

Com o número de 516 famílias atingidas pela enchente em Pedreiras, já são 1.610 pessoas fora de suas casas.

Pedreiras: Decreto prevê disponibilidade de prédios privados para a colocação de famílias desabrigadas

Em razão da calamidade pública decorrente dos alagmentos e inundações causadas pelas últimas chuvas, a Prefeitura Municipal de Pedreiras publicou decretou no dia 25 de março, a requisição administrativa de imóveis residenciais ou comerciais que se encontrem desocupados para colocação das famílias desabrigadas.

De acordo com a prefeita Vanessa Maia, o fato se dá para que não haja prejuízos aos alunos na volta às aulas, visto que os únicos prédios do município que poderiam ser ujtilizados são os das escolas.

A chefe do Executivo assegura ainda que serão tomadas todas as providências para garantir segurança desses famílias, com adaptação dos prédios cedidos, assim como, após o retorno das pessoas às suas casas, esses prédios serão entregues em perfeito estado, da forma que foram entregues à Prefeitura.

Além dos prejuízos já contabilizados pelas inundações, o decreto chama ateção também para o aumento do nível do Rio Mearim, que vem alcançando níveis capazes de provocar alagamentos em várias no ruas e casas do perímetro urbano da cidade, causando assim, sérios transtornos no município, colocando a população em risco.

Rua do Matadouro – Centro

Vanessa reforça que a gestão vem fazendo o possível para garantir dignidade às famílias atingidas, mas devido ao agravamento da situação, é necessária a contribuição da população da cidade. “Tendo em vista a urgência da situação, agradava pela impossibilidade de locação de imóveis em tempo necessário hábil para atendimento às vítimas afetadas, em especial, das precipitações pluviométricas, se faz necessário o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos”, diz.

Para o cumprimento do Decreto, fica autorizado o uso da Guarda Civil Municipal, com o possível auxílio da Polícia Militar do Estado do Maranhão, mediante ofício ao Comando local, para fazer cumprir as requisições administrativas, assim como, havendo resistência que ponha em risco as autoridades e terceiros envolvidos, a tomada requisitória será suspensa, devendo ser comunicado tal fato à Procuradoria Geral do Município.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo será responsável pela inspeção, inventário e avaliação dos bens requisitados, inclusive mediante fotografias, atestando o estado em que se encontrarem os imóveis requisitados.

Será expedido edital de notificação com a relação dos endereços dos imóveis requisitados, para que o proprietário tome ciência da requisição administrativa. Ainda, será afixado aviso em cada imóvel no qual se fará menção Decreto.

O prazo de vigência da medida administrativa é de 90 dias, prorrogáveis, se verificada a necessidade. Durante a requisição, a posse indireta dos imóveis requisitados será do Município, incumbindo à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo promover os atos necessários à sua conservação, além de outros que sejam necessários à aplicação deste Decreto.

fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras

Brasília: Bolsonaro deve afastar Milton Ribeiro do Ministério da Educação

Ministro da Educação, Milton Ribeiro, com os pastores Arilton Moura (ao fundo) e Gilmar Santos em culto em Goiânia (GO) – Reprodução/ redes sociais

O ministro Milton Ribeiro (Educação) deve ser afastado do cargo para tentar reduzir o desgaste do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso dos pastores acusados de negociar a liberação de verbas da pasta em troca de vantagem indevida.

Interlocutores relataram à Folha que Ribeiro discutiu o tema com Bolsonaro. A ideia, dizem aliados, é que o titular do ministério argumente que vai se licenciar do posto para se concentrar em sua defesa.

Apesar desse argumento, interlocutores destacam que não há justificativa para que o ministro apresente uma licença e que, portanto, deverá ser exonerado. Com a saída de Ribeiro, o MEC deve ficar sob o comando do secretário-executivo, Victor Godoy Veiga. Mas aliados do centrão já cobiçam o cargo.

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Bolsonaro disse na semana passada que ‘bota a cara no fogo‘ por Ribeiro.

A pressão pela saída de Ribeiro se intensificou depois que, na segunda-feira (21), Folha revelou uma conversa gravada em que Milton Ribeiro afirma que o governo prioriza os amigos de pastores que não têm cargo e atuam em um esquema informal de obtenção de verbas do Ministério da Educação.

Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura têm, ao menos desde janeiro de 2021, negociado com prefeituras a liberação de recursos federais para obras de creches, escolas, quadras ou para compra de equipamentos de tecnologia.

Os dois têm acesso livre no MEC, organizaram agendas com o ministro e negociavam recursos do MEC em um hotel de Brasília, como a Folha mostrou.

Os dois pastores têm proximidade com Bolsonaro desde o primeiro ano do governo. A atuação dos pastores junto ao MEC foi revelada anteriormente pelo jornal O Estado de S. Paulo.

No áudio obtido pela Folha, o ministro diz que a priorização ao amigos do pastor Gilmar atende solicitação do presidente Jair Bolsonaro.

“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, diz o Milton Ribeiro na conversa em que participaram prefeitos e dois religiosos.

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Na semana passada, Ribeiro negou em nota ter determinado alocação de recursos para favorecer qualquer município. Ele afirmou que Bolsonaro não teria pedido para que os pleitos dos pastores fossem atendidos, mas somente que todos os indicados por eles fossem atendidos.

Também na semana passada, em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, o prefeito Gilberto Braga (PSDB), do município maranhense de Luis Domingues, afirmou que um dos pastores envolvidos no esquema pediu 1 kg de ouro para conseguir liberar verbas de obras de educação para a cidade.

Segundo o gestor, o pedido foi feito em um restaurante de Brasília na presença de outros políticos.
Folha confirmou o relato do prefeito com outras duas pessoas presentes no local onde o pedido de propina foi feito.

As revelações no MEC resultaram na instauração de apurações. A Polícia Federal abriu na sexta-feira (25) dois inquéritos que miram a atuação dos pastores na liberação de verbas MEC.

O primeiro deles foi aberto na Superintendência da PF no Distrito Federal e irá apurar as suspeitas apontadas em um relatório da Controladoria-Geral da União sobre distribuições de verbas do FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação).

A outra investigação foi instaurada na sede do órgão, no setor que cuida de inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), e tem como alvo o ministro Milton Ribeiro e a fala dele em áudio revelado pela Folha.

No caso do ministro, serão apuradas suspeitas de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa.

O inquérito que mira Ribeiro foi autorizado pela ministra Cármen Lúcia, do STF, e atendeu a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Além do flanco jurídico, o caso envolvendo Ribeiro e os pastores tem potencial de prejudicar a campanha pela reeleição de Bolsonaro.

Pessoas próximas ao presidente chegaram a aconselhá-lo desde que o caso eclodiu a demitir o ministro da Educação, justamente para evitar o desgaste político.

Bolsonaro, no entanto, resistiu a demitir o auxiliar. O principal argumento da ala que defende a demissão —ou ao menos o afastamento— do ministro é que as suspeitas abalam o discurso repetido à exaustação por Bolsonaro de que ele comanda um governo sem corrupção.

fonte: folha.uol.com.br

Maranhão BR-135: Colisão frontal deixa dois mortos no povoado Caxuxa

Com a colaboração do repórter Sena Freitas (Codó)
Foto: PRF do Maranhão

Um grave acidente foi registrado e atendido pela Polícia Rodoviária Federal na manhã desta segunda-feira (28.mar.2022). Por volta das 7h30 da manhã, um FIAT Uno entrou para a contramão e se chocou contra uma carreta que trafegava no sentido contrário. Os dois ocupantes do passeio morreram no local.

O acidente

No km 196 da BR-135, entre a cidade de São Mateus do Maranhão e o povoado Caxuxa, a poucos quilômetros do entroncamento com a BR-316, um automóvel Fiat Uno azul trafegava no sentido Alto Alegre do Maranhão para São Luís, quando saiu detrás de um caminhão, entrou para a contramão de direção e bateu de frente com uma carreta branca, pertencente à uma distribuidora, que viajava de São Luís para Caxias. Os agentes da PRF trabalham com a possibilidade do acidente ter ocorrido em razão de algum buraco na pista ou por conta de uma tentativa de ultrapassagem. O condutor da carreta informou aos policiais que vinha um caminhão na frente do Uno, e que o automóvel entrou repentinamente na contramão.

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Uma equipe da Polícia Militar e outra do Bombeiro deram apoio na ocorrência. As vítimas foram desencarceradas pelos bombeiros, que tiveram dificuldades na remoção dos corpos em razão dos danos e amassamentos no passeio.

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O condutor do Fiat Uno é natural de Timbiras, de 47 anos de idade, e o passageiro, que também viajava no banco da frente, tinha 29 anos de idade e residia em Alto Alegre do Maranhão, cidade distante seis quilômetros do local do acidente.

Fonte: Núcleo de Comunicação Social – SPRF/MA

Trizidela do Vale: Emergência: Mais de 150 famílias já foram desabrigadas pela cheia do rio Mearim

Otone de Sousa – Coordenador da Defesa Civil de Trizidela do Vale – MA

A elevação do nível do rio Mearim, nesta segunda-feira (28), é assustador, segundo comentou o chefe da defesa civil do Município, Otone de Sousa. A aferição registrou 7,56m, ou seja, 5,06m acima do nível normal.

Em visita aos locais que amanheceram com um grande volume de água, acompanhado do preffeito Deibson Balé, Otone relatou a situação e disse que não está sendo nada fácil, mas todas as providências, principalmente com a retirada das famílias, já foram tomadas.

O prefeito Deibson Balé visitou a Central dos Desabrigados, onde fez a entrega da vários donativos às famílias, incluindo material de higiene e limpeza.

Deibson Balé – Prefeito de Trizidela do Vale – MA

A orientação que estamos repassado às famílias é que saiam o mais rápido possível, para evitar maiores transtornos, evitando o grande número de caminhões circulando ao mesmo tempo, dificultando o trabalho das equipes de resgate.” Concluiu o prefeito Deibson Balé.

Segundo o gestor, a cidade é cercada por vários lagos que estão transbordando, viabilizando ainda mais o alto volume de água que já chegaram em várias ruas da cidade, como, por exemplo, na Rua São Joaquim.

Reprodução do instagram do prefeito

Exército, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão ajudando de forma rápida, para evitar maiores complicações.

Ajuda de outros Municípios

Deibson Balé informou ainda, que alguns colegas estão disponibilizando transportes para ajudar nesse momento difícil, como os prefeitos de Santo antônio do Lopes, Bigu; de Igarapé Grande, Erlânio Xavier; Dirce Prazeres, prefeita de Lima Campos; Dr. Júnior, da cidade de Peritoró, além de vários empresários de Pedreiras e de Trizidela do Vale.