O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Edu Andrade / Ministério da Economia
Um dia após a divulgação da inflação, que se aproxima dos dois dígitos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu que a pressão sobre os preços é uma questão chave e que o Brasil vive o pior momento da inflação.
A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 9,68%, segundo dados do IBGE. O indicador tem sido pressionado, sobretudo, pelo preço dos combustíveis. A aceleração, no entanto, começou já no ano passado, com a elevação do preço dos alimentos e repercussões do aumento das tarifas de energia elétrica.
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— Inflação é uma questão chave. Eu acho que estamos no pior momento da inflação – disse o ministro durante painel do Credit Suisse.
Para ele, o processo de redução da inflação será lento:
— Ela vai reduzir lentamente e vamos fechar o ano entre 7,5% e 8% porque ainda temos alguns avanços para fazer – afirmou.
O ministro sugeriu ações como a reduzir tarifas de importação, fazendo alusão às discussões no âmbito do Mercosul, e de outras taxas, num movimento para abrir a economia.
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— Vamos reduzir (tarifas de importação), esse é o momento certo de aumentar a oferta, aumentar a integração nos mercados globais, e isso vai ajudar a controlar um pouco a escalada dos preços.
Presidente Jair Bolsonaro em discurso do 7 de setembro Foto: Foto: Alan Santos/PR / Agência O Globo
O presidente Jair Bolsonaro voltou a justificar a apoiadores no Palácio do Alvorada a declaração publicada ontem em que afirmou que as ameaças ao Supremo Tribunal Federal foram feitas no “calor do momento”. O presidente disse que não está recuando, mas afirmou que não é possível “ir para o tudo ou nada”.
Bolsonaro afirmou que espera que o movimento de caminhoneiros que bloqueia rodovias em alguns estados do país termine de vez até o domingo. Já na quarta-feira, Bolsonaro enviou um áudio em que pedia que os manifestantes desmobilizassem em razão dos impactos que bloqueios generalizados causariam para a economia.
— Você quando quer matar um verme, às vezes mata a vaca. Até domingo, se ficar parado, a gente vai sentir, mas se passar disso, complica a economia do Brasil. Ninguém tá recuando. Não pode ir pro tudo ou nada — afirmou.
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Desde a publicação da “Declaração à Nação”, em que Bolsonaro recua do tom dos ataques proferidos nas últimas semanas, alguns dos aliados reclamaram do que enxergaram como uma espécie de rendição de Bolsonaro.
O posicionamento de Bolsonaor irritou principalmente os apoiadores mais radicalizados. Nesta sexta-feira, diversos integrantes do governo foram às redes sociais para demonstrar apoio ao presidente. Ao fazer um aceno de pacificação aos outros poderes, Bolsonaro tenta manter a governabilidade enquanto permanece controlando sua base eleitoral.
Nesta sexta-feira, Bolsonaro afirmou a apoiadores no Alvorada que os protestos não foram em vão.
— Vai voltar a normalidade. O grande dia foi dia 7. O retrato é para o mundo todo. Não foi em vão não, fica tranquila — disse a uma apoiadora.
O presidente reforçou a necessidade de que os seus apoiadores tenham paciência. Bolsonaro lembrou que o presidente eleito em 2022 poderá indicar mais dois ministros para o Supremo Tribunal Federal.
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— Quem for eleito em 2022 tem duas vagas para o início de 2023. Tem certos povos que esperam100 anos para atingirem os objeitvos. Tem alguns que querem em um dia. Vai devagar, tá indo — disse.
A Petrobras aprovou novos modelos contratuais para venda de gasolina A (sem adição de etanol) e de óleo diesel (rodoviário e marítimo) para as distribuidoras de combustíveis. A Petrobras não deu detalhes sobre os novos modelos, mas informou que não haverá mudanças em sua política de preços desses produtos.
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De acordo com a empresa, suas práticas de precificação continuarão sendo alinhadas aos mercados internacionais.
A decisão de fazer novos modelos contratuais com as distribuidoras visa a aumentar a competitividade e trazer flexibilidade para a empresa na adoção de novas estratégias comerciais.
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“No cenário atual do mercado, caracterizado pela entrada de produto importado por terceiros e pelo processo de desinvestimento de ativos de refino, torna-se necessário promover aperfeiçoamentos em algumas cláusulas comerciais e operacionais. Esses ajustes, definidos com base na experiência obtida ao longo do período de vigência dos atuais contratos e em decorrência de feedback dos clientes, buscam fortalecer a relação comercial com nossos clientes e a competitividade da companhia”, diz a Petrobras, em nota divulgada hoje (10).
Zé Trovão questiona áudio de Bolsonaro pedindo que os caminhoneiros abram as pistas nas rodovias | Reprodução/Twitter
Foragido, o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, mais conhecido como Zé Trovão, divulgou um novo vídeo nas redes sociais, na noite desta quarta-feira, questionando a veracidade do áudio do presidente Jair Bolsonaro pedindo o fim do bloqueio nas estradas pelo país. Na mensagem, Bolsonaro pede aos caminhoneiros que liberem as rodovias.
No vídeo de quase dois minutos, o caminhoneiro bolsonarista questiona o áudio divulgado, afirmando que “pode ser coisa antiga”:
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— Presidente da República, se o senhor realmente quer que a gente (abra as pistas), nós abrimos — disse Zé Trovão, complementando:
— Não dá mais pra confiar em áudio, em vídeos sem data, sem nada, porque pode ser coisa antiga. Se o senhor quer realmente isso, peça isso para nós, diretamente. Nós estamos aqui, sempre apoiamos o senhor.
Ainda na mesma publicação, o caminhoneiro afirma que sua vida “está destruída”, e se diz “perseguido politicamente” e “correndo o risco de nunca mais ver a família”.
Um dia após as manifestações a favor de Bolsonaro no 7 de setembro, um grupo de caminhoneiro se mobilizou e bloqueou total ou parcialmente rodovias em pelo menos 14 estados. No áudio divulgado, Bolsonaro afirma que a ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”.
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Apesar de estar proibido de usar as redes, o caminhoneiro bolsonarista segue divulgando vídeos em redes alternativas ou perfis de outras pessoas. Em alguns, já desafiou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a prendê-lo durante o ato antidemocrático na Avenida Paulista, ocorrido nesta terça-feira.
Zé Trovão é suspeito de articular um ato antidemocrático no próximo dia 7 de setembro, e era procurado pela Polícia Federal após a Procuradoria-Geral da República pedir sua prisão.
O post com vídeo de Zé Trovão viralizou no Twitter durante a madrugada desta quinta-feira entre bolsonaristas e perfis críticos do presidente. O humorista Marcelo Adnet postou um áudio imitando a voz de Bolsonaro e pedindo que os caminhoneiros paralisados ‘comecem a dançar macarena’.
O preço da gasolina pressinou a inflação de agosto, que foi a maior para o mês em 21 anos Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
A inflação subiu 0,87% em agosto em relação a julho, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, a maior alta desde o ano 2000. O indicador foi pressionado principalmente pelos preços dos combustíveis. Em 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 9,68%.
Analistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,71% no mês e avanço de 9,50% em 12 meses. O resultado no intervalo de um ano é o maior desde fevereiro de 2016, quando o índice chegou a 10,36%.
Os dados mostram que a inflação em 12 meses continua acelerando e permanece bem acima do teto da meta estabelecida para o ano pelo Banco Central, de 5,25%.
Alta da gasolina de 31% em 12 meses
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito subiram em agosto. O destaque foi o grupo de Transportes, com a maior alta de preços. Puxado pelos combustíveis, o segmento registrou a maior variação (1,46%).
A gasolina subiu 2,80% e foi a maior contribuição individual para o aumento do IPCA. O etanol avançou ainda mais: 4,50%. O gás veicular (2,06%) e o diesel (1,79%) também ficaram mais caros no mês.
— O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final — disse o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.
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No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol de 40,75% e o diesel de 28,02%.
Peso dos alimentos e da energia
Com a tensão política, agravada após os atos do Sete de Setembro, o dólar tende a se manter em patamer elevado, contribuindo para a alta dos combustíveis e de outras matérias-primas nos próximos meses. A moeda americana fechou em R$ 5,32 na quarta-feira, e o real é a divisa que mais de desvaloriza no mundo.
Além dos combustíveis, energia e alimentos também pesaram no bolso do consumidor em agosto. O grupo alimentação e bebidas teve a segunda maior alta (+ 1,39%) do IPCA, com avanço dos preços do café e batata inglesa, por exemplo.
O agravamento das condições hidrológicas no país reduzem a irrigação das plantações, afetando a produção de alimentos e jogando as cotações para cima.
A crise hídrica também impacta o custo da energia, com vigência da bandeira vermelha, que adiciona R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos. Em setembro, a cota extra da conta de luz vai subir ainda mais, com a entrada em vigor de uma nova bandeira, a Escassez Hídrica, que ficará em vigor até abril de 2021.
Em agosto, a energia elétrica subiu 1,1%, com reajuste de tarifas em Vitória, Belém e em uma das concessionárias em São Paulo. Embora tenha desacelerado em relação à alta de julho (7,88%), ela influenciou o desempenho do grupo habitação (+0, 68%).
Integra esse grupo também o gás encanado, que teve reajuste em alguns estados em agosto, como o Rio.
Perspectivas para o ano
A perspectiva, segundo analistas, é de piora do IPCA. Isso porque há pressões de oferta e demanda que impactam os preços, além do encarecimento do dólar.
O agravamento da crise hídrica tende a manter os custos de energia elétrica elevados, ao passo que a seca afeta a produção de alimentos e faz subir os preços da alimentação no domicílio.
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Pelo lado da demanda, o avanço da vacinação e a gradual retomada da economia com diminuição das medidas de restrição à mobilidade social tendem a fazer a inflação de serviços subir.
Se as projeções dos analistas para a inflação – com estimativas já perto de 8% para o ano – se concretizarem, o país registrará a maior inflação anual desde 2015, quando chegou a 10,67% e fechou 4,16 pontos percentuais acima do teto da meta inflacionária fixada pelo BC. Naquela ocasião, o Brasil passava por uma recessão econômica.
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.407 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite dessa quinta-feira (8) no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.
De acordo com a estimativa da Caixa, o prêmio acumulado para o próximo sorteio, no sábado (11), é de R$ 45 milhões. As dezenas sorteadas foram: 13 – 17 – 31 – 43 – 54 – 55.
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A quina registrou 45 apostas ganhadoras. Cada uma vai pagar R$ 62.896,47. A quadra teve 4.411 apostas vencedoras. Cada apostador receberá R$ 916,65.
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As apostas para o concurso 2.408 podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
Presidente Jair Bolsonaro discursou nas manifestações em seu apoio na Esplanada dos Ministérios e na Avenida Paulista, em São Paulo Fonte: Agência Senado
A participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, em manifestações políticas, em Brasília e em São Paulo, nesta terça-feira (7), nas comemorações do Dia da Independência, gerou opiniões divergentes entre os senadores. Os comentários variaram do apoio ao governo até o pedido de impeachment.
Em dois discursos, pela manhã na Esplanada dos Ministérios, na capital federal, e à tarde na Avenida Paulista, o presidente voltou a questionar a confiabilidade das eleições em urnas eletrônicas e afirmou que não vai obedecer determinações judiciais do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A defesa do impeachment de Bolsonaro foi feita pelo líder da Minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN) e pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Vieira apresentou a justificativa para o impeachment em postagem no Twitter.
“A lei 1079 define os crimes de responsabilidade do Presidente da República. No seu art 4º, VIII, fala exatamente do não cumprimento de decisões judiciais. A pena é perda do cargo (impeachment) e dos direitos políticos por até 5 anos. Vocês avisam o [presidente da Câmara, Arthur] Lira, por favor?”, publicou.
O líder da minoria foi mais incisivo: “Nem morto, nem preso… derrotado ! Só restam duas alternativas para Bolsonaro depois do dia de hoje: renúncia ou impeachment!”, declarou.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) defendeu “punição exemplar” para quem não obedece a Constituição.
“Quando um presidente se recusa a obedecer uma decisão judicial é porque não obedece mais a Constituição Federal, é porque já se transformou num ditador. E quem não cumpre a lei, deve ser exemplarmente punido.”
Também pelo Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) reagiu às acusações contra o presidente.
“A mensagem foi clara e não tem absolutamente nada a ver com ataque a STF ou Congresso, muito pelo contrário. Que o pedido de Jair Bolsonaro por respeito à Constituição ecoe nos três Poderes. Que os dez do STF possam resolver internamente o único desestabilizador da democracia no momento”.
Ameaças
O líder do PT, senador Paulo Rocha (PA), disse que Bolsonaro “promoveu ataques às instituições democráticas em seu discurso na Avenida Paulista, em ato que defende um golpe de estado no país.”
“Que fique claro: vai ficar só na ameaça. Mas, senhor presidente, ser cassado por ameaçar um Poder da República é real.”
Ainda pelo Twitter, o líder do Podemos, senador Álvaro Dias (PR), afirmou que “Bolsonaro faz ameaça golpista a STF em ato com milhares em Brasília”. Ele disse, ainda, que Bolsonaro “em discurso na Av. Paulista avisa que não respeitará mais decisões do Supremo Tribunal Federal. E a pregação da anarquia!”
Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet (MDB-MS) postaram o mesmo vídeo com trecho do discurso de Ulysses Guimarães em que ele fala sobre o “ódio e nojo à ditadura e que traidor da Constituição é traidor da pátria”.
Para a líder da Bancada Feminina, “o grito de hoje do presidente da República, recheado de insinuações, ameaças e ações constantes contra a ordem democrática e as liberdades públicas” tem uma resposta:
“O Congresso Nacional está vigilante para conter qualquer tentativa de retrocesso”.
População insatisfeita
Em defesa das manifestações, Flávio Bolsonaro afirmou que o número de manifestantes mostra a insatisfação da população com ações, segundo ele, antidemocráticas, de um único ministro do Supremo Tribunal Federal, sem citar o nome do magistrado
“Quem insiste na narrativa cretina de “atos antidemocráticos” ou que milhões de brasileiros estão nas ruas hoje apenas por causa de Jair Bolsonaro vive em outra dimensão. Se recusam a perceber a insatisfação da população ante atos antidemocráticos de um único Ministro do STF”, afirmou.
Já Marcos Rogério, líder do Democratas, divulgou nas redes trecho do sobrevoo que fez no helicóptero do presidente Bolsonaro pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante a manifestação.
“Este 7 de setembro entrou pra história! Tivemos um dia de manifestações pacíficas e legítimas a favor de um governo. Retrato bem diferente de tempos passados. É democracia fortalecida!”, defendeu, reforçando que as manifestações foram espontâneas e que a população foi às ruas defender as pautas que elegeram nas urnas. “O Judiciário não pode se sobrepor ao Legislativo e ao Executivo”, completou.
Os senadores Marcio Bittar (MDB-AC), Jorginho Mello (PL-SC) e Soraya Thronicke (PSL-MS) também participaram das manifestações de apoio ao presidente Bolsonaro em Brasília. Para Bittar, foi um “festa da democracia”.
“As famílias foram às ruas, no Brasil inteiro, para pedir pela liberdade, saudar seu presidente, reafirmar sua vontade!”, tuitou o senador.
Soraya citou versos do hino da Independência: “Brava gente brasileira! Longe vá temor servil Ou ficar a Pátria livre Ou morrer pelo Brasil.”
O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) ressaltou que é necessário refletir sobre o impacto da mobilização popular.
“Participei em Brasília do gigante ato neste 7 de setembro, no qual milhares clamaram por liberdade. Agora, é preciso refletir sobre o impacto das manifestações. Amanhã cedo tratarei no Senado de ações que atendam aos legítimos anseios do povo, pelo bem da democracia.”
Financiamento
A suspeita de que as manifestações foram financiadas foi levantada por alguns dos senadores. Humberto Costa (PT-PE), que disse estar oficializando o ministro Alexandre de Moraes para que investigue o financiamento dos atos.
“Precisamos saber quem está pagando essa conta e com que dinheiro”, cobrou.
Eliziane reforçou a acusação: “numa manifestação golpista, com faixas em inglês e claramente financiada, o presidente se mostra contra a Constituição e a democracia que o elegeu”.
Para a senadora Leila Barros (Cidadania-DF), a crise político-institucional se agravou neste 7 de Setembro.
“Lamentavelmente, o presidente da República tem abdicado de procurar soluções para os problemas do país e ele próprio passou a ser um gerador de problemas e turbulências. Hoje, em pronunciamentos públicos em Brasília e em São Paulo, ele voltou a se comportar de forma antidemocrática e incendiária. Enquanto o presidente utiliza o dinheiro público e a estrutura do governo federal para atacar instituições e fazer campanha política indevida, a crise sanitária persiste, a inflação dispara, o poder aquisitivo das famílias desmancha, o desemprego continua provocando sofrimento”, lamentou.
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União pelo Brasil
Pela manhã, antes dos discursos de Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se manifestou pedindo união em torno da defesa da democracia.
“Ao tempo em que se celebra o Dia da Independência, expressão forte da liberdade nacional, não deixemos de compreender a nossa mais evidente dependência de algo que deve unir o Brasil: a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito.”
As celebrações pelo Dia da Independência não tiveram o tradicional desfile militar na Esplanada dos Ministérios. Em tempos de pandemia de covid-19, a data foi comemorada com uma cerimônia de hasteamento da bandeira nacional no Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Participaram da cerimônia, além dos ministros e do vice-presidente, Hamilton Mourão, os senadores Fernando Collor (PROS-AL) e Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ).
Conselho da República
Durante o discurso na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Bolsonaro anunciou que pretendia se reunir com o Conselho da República, nesta quarta-feira (8), mas a agenda não foi confirmada pelo Planalto. Dirigido pelo presidente da República, esse Conselho é composto pelo vice-presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado, os líderes da maioria e da minoria na Câmara e no Senado, o ministro da Justiça e seis cidadãos brasileiros maiores de 35 anos de idade. Foi criado em 1990 para deliberar sobre intervenção federal, estado de defesa, estado de sítio e questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que já conversou com os líderes partidários para que os dois indicados pelo Senado ao Conselho da República sejam ele e o senador Omar Aziz (PSD-AM).
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“Adianto ao Presidente que já estamos prontos para tomar seu depoimento. O Senhor quer estar na condição de testemunha ou investigado Jair Bolsonaro? Estamos ansioso!”
O primeiro vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) criticou também a convocação do Conselho.
“Um desgoverno, incompetente por excelência, precisa estar gerando instabilidades sempre. Os homens e mulheres consequentes devem continuar trabalhando e reagindo aos autocratas. É hora de saber quem é democrata!”
Críticas também proferidas pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES).
“A convocação do Conselho da República é uma tentativa de dar sobrevida ao carnaval golpista do 7 de setembro: mais cortina de fumaça pra ameaçar os Poderes e manter a claque mobilizada! Bolsonaro ladra, mas não morde. Não temeremos e não haverá aval do Congresso!”
Presidente Jair Bolsonaro discursa em manifestação em Brasília ao lado do vice-presidente Foto: SERGIO LIMA / AFP
O vice-presidente Hamilton Mourão minimizou na manhã desta quarta-feira a possibilidade de um impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Um dia após os discursos de Bolsonaro durante manifestações do 7 de Setembro, Mourão evitou comentar sobre as ameaças feitas pelo mandatário e indicou que acredita ser possível existir uma conciliação entre os Poderes para colocar fim à crise.
Apesar de não falar sobre as falas do presidente, Mourão disse que concorda que o Supremo Tribunal Federal cometeu excessos ao instaurar um inquérito conduzido diretamente pelo ministro Alexandre de Moraes.
— Juiz não pode conduzir inquérito. Eu acho que tudo se resolveria se o inquérito passasse para a mão da Procuradoria-Geral da República. E acabou. Isso aí distensionaria todos os problemas — afirmou o presidente.
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Mourão disse que, por razões éticas preferiria não falar sobre as falas do presidente. Apesar do distanciamento já conhecido entre os dois, Mourão participou do ato em Brasília ao lado de Bolsonaro.
— Deixo de comentar discursos feitos porque é uma questão ética minha. Não é o caso de eu comentar — disse.
O vice-presidente citou que Bolsonaro possui uma maioria confortável na Câmara para barrar um processo de destituição, mesmo que a base aliada não tenha números o suficiente para a aprovação de grandes projetos.
Para a aprovação de um impeachment, a maioria simples da Câmara não é o suficiente: é necessário que 3/5 da Casa votem a favor do processo.
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— Não vejo que haja clima para o impeachment do presidente, tanto na população como um todo, como dentro do próprio Congresso. Acho que o nosso governo tem uma maioria confortável de mais de 200 deputados lá dentro. Não é a maioria para aprovar grandes projetos, mas capaz de impedir que algum processo prospere contra a pessoa do presidente da República — afirmou Mourão.
Mourão defendeu que a melhor saída seria um distensionamento da relação entre os Poderes, esgarçada nos últimos meses pelos ataques constantes do Presidente em direção ao Supremo Tribunal Federal, particularmente contra os ministros Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.
Em seu discurso, o presidente chegou a dizer que convocaria o Conselho da República para esta quarta-feira. A convocação, entretanto, não seguiu em frente. Para Mourão, entretanto, existem integrantes na Praça dos Três Poderes que acreditam que a crise se estendeu de forma exagerada.
— A gente precisa distensionar, existem cabeças ali dentro que entendem que isso foi além do que era necessário e conversando a gente se entende — afirmou.
A Petrobras informou nesta quarta-feira (8) que iniciou o processo de venda da totalidade de sua participação nos campos de Uruguá e Tambaú, pertencentes à concessão BS-500, localizada na Bacia de Santos, no estado do Rio de Janeiro.
A produção dos campos foi de aproximadamente 5 mil barris de óleo por dia (bpd) e 918 mil m3/dia de gás, em 2020.
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“Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio, redução do endividamento e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas”, afirmou.
A concessão BS-500 foi adquirida pela Petrobras na Rodada Zero da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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Os campos estão situados na porção norte da Bacia de Santos, entre 140 e 160 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em lâmina d’água que varia de 1 mil a 1,5 mil metros. A Petrobras detém 100% de participação em ambos.
Para não passar em branco a data alusiva em comemoração ao 07 de setembro dos 199 anos da Independência do Brasil, a Prefeitura de Trizidela do Vale realizou por mais um ano a solenidade. Como de praxe, o evento contou com este tradicional Momento Cívico, realizado na manhã desta terça-feira (07/09), em frente ao Palácio Municipal. Estiveram presentes na solenidade o prefeito, Deibson Balé, acompanhado da primeira dama, Josyane Fernandes, além das presenças do vice-prefeito, Gustavo Brandão, acompanhado da segunda dama, Hadla Brandão, os vereadores irmão Sival, Emileny Oliveira, Hamilton do Gás, a ex-vereadora e ex-primeira dama Tinãia Balé e o presidente do legislativo, Ricardo Maia, que após o hasteamento das bandeiras enfatizaram a importância de todos os brasileiros exercitarem o civismo.
Fotos: Assessoria de Comunicação
“É de fundamental e extrema importância que aprendamos a respeitar a cidade e a pátria, pois, mesmo estando todos nós vivenciando esse momento tão difícil de pandemia, não poderíamos deixar de realizar esse momento histórico do nosso país“, afirmou o prefeito Deibson Balé.
Foto: Assessoria de Comunicação
Apesar de não haver uma programação como há de anos anteriores ao da pandemia, as autoridades e os convidados presentes na solenidade acompanharam o desfile das crianças do “Projeto Esperança”, que representaram todas as escolas do município e abrilhantaram ainda mais o 07 de setembro.
Fotos: Assessoria de Comunicação
fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Trizidela do Vale – MA