São Paulo – Tanzaniana e etíope são campeões da São Silvestre 2025; brasileiros terminam em terceiro

 

Muse Gizachew surpreendeu com um sprint final na reta de chegada da 100ª edição da São Silvestre, realizada na manhã desta terça-feira (31), em São Paulo. O corredor etíope ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech nos 50 metros finais de prova, e conquistou o topo do pódio. O brasileiro Fábio Jesus ficou com a terceira posição. Na prova feminina, a tanzaniana Sisilia Panga foi a campeã, enquanto Núbia Oliveira repetiu o resultado de 2024, com o terceiro lugar.

+ Conheça Núbia Oliveira, melhor brasileira na São Silvestre 2025

Prova masculina

Gizachew anotou 44min28s depois de um sprint final surpreendente, que lhe garantiu a vitória na centésima edição da São Silvestre. O etíope ultrapassou Jonathan Kipkoech, do Quênia, que finalizou em 44min32s. O brasileiro Fábio Jesus completou o pódio com o tempo de 45min06s.

O atleta baiano aproveitou o momento para falar sobre as dificuldades enfrentadas na modalidade e a falta de incentivo ao atletismo no país.

– É muito treino e muita dedicação para a gente chegar aqui. Brigar com os africanos não é fácil. A gente treina demais, se dedica demais. Que pena que o Brasil não incentiva o esporte que é o atletismo, um esporte tão importante. Eu treino na rua, porque não liberam as pistas para a gente participar – contou o brasileiro.

Top 5:

1º lugar – Muse Gizachew (Etiópia) – 44min28s
2º lugar – Jonathan Kipkoech (Quênia) – 44min32s
3º lugar – Fábio Jesus Correia (Brasil) – 45min06s
4º lugar – William Kibor (Quênia) – 45min28s
5º lugar- Reuben Poghisho (Quênia) – 45min46s

Prova Feminina

Sisilia Panga conseguiu interromper o reinado das quenianas na 100ª edição da corrida de São Silvestre, realizada na manhã desta terça-feira (31), em São Paulo. A tanzaniana superou Cynthia Chemweno (52min31s) e terminou em primeiro lugar (51min08s). A brasileira Núbia de Oliveira repetiu a classificação de 2024 com a terceira posição (52min42s).

Top 5:

1º lugar: Sisilia Ginoka Panga (Tanzânia) – 51min08s
2º lugar: Cynthia Chemweno (Quênia) – 52min31s
3º lugar: Núbia de Oliveira (Brasil) – 52min42s
4º lugar: Gladys Pucuhuaranga (Peru) – 53min50s
5º lugar: Vivian Kiplagati (Quênia) – 54min12s

fonte: ge.globo.com

Brasília – Contran aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas

Montagem com fotos de provas teóricas (esquerda) e práticas (direita) para obtenção da CNH — Foto: Reprodução/Detran Pernambuco e Detran Espírito Santo

Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (1º) uma resolução que acaba com a exigência de aulas em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

norma passará a valer após ser publicada no Diário Oficial da União, o que deve acontecer nos próximos dias.

Além de pôr fim à obrigatoriedade das aulas em autoescolas, a resolução também atualiza e estabelece novas regras para tirar a CNH (veja mais detalhes abaixo).

Estão entre as mudanças:

  • diminuição da carga horária mínima para aulas práticas e teóricas;
  • e o fim do prazo de validade do processo de obtenção da primeira CNH.

As novas regras não alteram algumas etapas do processo. Para conquistar a carteira de motorista, o candidato ainda terá de realizar provas teóricas e práticas.

🔬 O exame toxicológico também seguirá obrigatório para motoristas das categorias C (veículos de carga, como caminhões); (transporte de passageiros, como ônibus) e (carretas e veículos articulados).

O governo afirma que o objetivo do novo regramento é diminuir o custo e a burocracia para obter a CNH.

  • Em abril, uma pesquisa encomendada pelo Ministério dos Transportes apontou que o custo elevado é o principal motivo pelo qual um terço dos brasileiros não possui carteira de motorista.
  • O mesmo levantamento indicou que quase metade dos brasileiros que dirige sem habilitação afirma não regularizar a situação devido ao valor do processo.

Atualmente, segundo o Ministério dos Transportes, 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação.

A pasta espera que, com as alterações, o número de condutores habilitados cresça, reduzindo o índice de motoristas sem formação adequada.

Veja a seguir, nesta reportagem, os principais pontos das novas regras para obtenção da CNH (clique para seguir ao conteúdo):

Aulas teóricas

 

A resolução aprovada pelo Contran prevê que deixará de existir uma carga horária mínima pré-definida para as aulas teóricas.

duração e a estrutura serão livremente estabelecidas pela entidade que ministrará a aula, mas terão de seguir o conteúdo e as diretrizes previamente fixadas pelo Contran.

✏️ As aulas teóricas poderão ser presenciais ou remotas (ao vivo ou gravadas). Segundo o texto, o candidato poderá fazer as aulas por meio de uma plataforma do governo federal em:

  • autoescolas;
  • entidades especializadas de ensino à distância (EaD);
  • escolas públicas de trânsito;
  • entidades integrantes do Sistema Nacional de Trânsito.

Aulas práticas

Também haverá alteração nas aulas práticas. A resolução estabelece a figura do instrutor autônomo. Com isso, não será mais obrigatório fazer aulas práticas em autoescolas.

A carga horária mínima também mudará: de 20 horas para duas horas.

Além disso, o candidato poderá usar seu próprio veículo nas aulas práticas, desde que esteja acompanhado por um instrutor autorizado e que o carro atenda aos requisitos de segurança previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Segundo as novas regras, além das aulas, o veículo do candidato também poderá ser usado na prova prática.

Instrutores autônomos

 

Os instrutores já registrados no sistema do governo serão notificados, via aplicativo da CNH, e poderão optar por atuar como instrutores autônomos.

Para novos instrutores, o Ministério dos Transportes irá oferecer um curso de formação gratuito. Autoescolas e entidades credenciadas também poderão ofertar. Depois de concluir as aulas, o instrutor deverá solicitar autorização junto ao órgão executivo de trânsito.

De acordo com a pasta, os profissionais serão identificados oficialmente por meio do aplicativo. Nenhum instrutor poderá atuar sem autorização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Serão requisitos para a habilitação como instrutor autônomo:

  • ter ao menos 21 anos;
  • autorização do Detran;
  • ter CNH há pelo menos dois anos na categoria em que pretende instruir; e
  • ensino médio completo.

 

O candidato a instrutor também não poderá ter cometido infrações gravíssimas nos últimos 12 meses.

Provas teóricas e práticas

 As provas teóricas continuarão obrigatórias e seguirão com questões objetivas de múltipla escolha, na modalidade física ou eletrônica:

  • exames terão duração de, no mínimo, uma hora;
  • para ser aprovado na fase teórica, o candidato deverá alcançar aproveitamento mínimo de 20 acertos;
  • quem reprovar, poderá fazer de novo, sem limite de tentativas.
  • candidato terá que seguir um trajeto pré-definido;
  • avaliação será feita por uma comissão de exame de direção veicular, composta por três membros;
  • será possível utilizar o próprio veículo para fazer a prova;
  • em caso de reprovação, será possível fazer novas avaliações — sem limite de tentativas e até alcançar a aprovação;
  • segunda tentativa poderá ser agendada sem cobranças adicionais.

Prazo de validade do processo

 

processo de formação do candidato permanecerá aberto por tempo indeterminado e será encerrado apenas em casos estabelecidos na resolução.

⏳ Antes, a validade padrão do processo era de 12 meses.

Categorias C, D e E

 

🚛 A resolução também prevê a facilitação dos processos de obtenção de CNH para as categorias C, D e E, permitindo que os serviços sejam realizados por autoescolas ou por outras entidades.

Brasília – Moraes decreta cumprimento da pena de Bolsonaro; ele ficará na PF, em Brasília

Foto de arquivo: Bolsonaro deixa hospital após cirurgia na pele em 14 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Mateus Bonomi

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta terça-feira (25) o início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpista.

Segundo a decisão de Moraes, o ex-presidente deverá permanecer na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já está preso preventivamente desde o último sábado (22), para o cumprimento da pena.

“Determino o início do cumprimento da pena de Jair Messias Bolsonaro, em regime inicial fechado, da pena privativa de liberdade de 27 anos e três meses, sendo 24 anos e nove meses de reclusão (em regime fechado) e dois anos e seis meses de detenção”, diz a decisão de Moraes.

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente Lula e subverter o Estado democrático de Direito.

O que Moraes disse na decisão?

Na decisão desta terça (25), o ministro afirmou que a defesa do ex-presidente não apresentou novos embargos de declaração dentro do prazo estipulado, até essa segunda-feira (24), e que não existe “previsão legal” para a apresentação de outro recurso, inclusive embargos infringentes.

O prazo para apresentar o segundo formato de recurso (embargos infringentes) terminaria apenas na próxima quarta-feira (3).

No entanto, segundo o entendimento da Corte, ele só caberia se os réus tivessem recebido pelo menos dois votos pela absolvição. O que não aconteceu — apenas o ministro Luiz Fux votou para absolver o ex-presidente.

Moraes reafirmou este ponto ao destacar “não existir previsão legal de qualquer outro recurso, inclusive de Embargos Infringentes, em virtude de sua manifesta inadmissibilidade, pois ausente o número necessário de votos absolutórios próprios.”

Prisões decretadas

Veja o que Moraes decidiu sobre cada um dos condenados no caso:

  • O ministro também determinou que o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, cumpra sua sentença de 24 anos de prisão na penitenciária federal da Papuda.
  • Já o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier, também condenado a 24 anos de prisão, deverá cumprir sua sentença na Estação Rádio da Marinha, em Brasília.
  • Os generais e ex-ministros Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, deverão cumprir suas penas no Comando Militar do Planalto. Ambos foram levados ao local no começo da tarde desta terça-feira.
  • Já o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, cumprirá a sentença de 26 anos na 1ª Divisão do Exército – na Vila Militar – no Rio de Janeiro. Ele está preso desde dezembro de 2024.

O tenente-coronel Mauro Cid, também réu na trama golpista, firmou um acordo de delação premiada. Ele vai cumprir dois anos de prisão em regime aberto.

São Paulo – Ex-deputado do PT morto perdeu outros dois filhos de forma trágica

reprodução

Morto esfaqueado pelo próprio filho nesta quinta-feira (6/11), em São Paulo, o ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT), de 75 anos, já havia enfrentado outras duas tragédias familiares: em 2002, perdeu o filho Pedro, de 7 anos, e, em 2003, o filho Júlio, de 16, ambos vítimas de acidentes de carro.

A morte do primeiro filho aconteceu após um acidente na Rodovia Carvalho Pinto, em Guararema, na região metropolitana. Um ano depois, na rodovia Rio-Santos, entre Paraty e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, Júlio morreu em outro acidente.

Na época, o velório do adolescente contou, inclusive, com a presença de Lula (PT), ministros e lideranças do partido, como um gesto de solidariedade ao então dirigente petista.

Ex-deputado morto a facadas

Amigo pessoal de Lula e ex-presidente estadual do PT, Frateschi foi morto a facadas na manhã desta quinta-feira por um terceiro filho, Francisco Frateschi, de 34 anos.

fonte – metropoles.com

Brasília – Alcolumbre cita o regimento e arquiva a PEC da Blindagem, derrotada por unanimidade da CCJ

foto/g1.globo.com

O presidente do Senado FederalDavi Alcolumbre (União-AP), arquivou nesta quarta-feira (24) a PEC da Blindagem. Ele seguiu o regimento da Casa e não levou a proposta para votação no plenário, como queriam alguns senadores.

“Não há o que esclarecer. Assim, tendo em vista que a CCJ aprovou, de forma unânime, parecer concluindo pela inconstitucionalidade da PEC e no mérito pela sua rejeição. Esta Presidência determina seu arquivamento, sem deliberação de plenário”, disse o presidente.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou nesta quarta-feira (24) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a proteção de parlamentares na Justiça.

A decisão do colegiado, tomada de forma unânime, arquiva de forma definitiva a chamada PEC da Blindagem no Congresso Nacional, pelas regras do regimento interno do Senado.

“Cumprimos o que manda o regimento, sem atropelos, sem disse me disse, sem invenções. Senadores da CCJ concluíram com rapidez a votação da matéria, com coragem, altivez e serenidade de enfrentar tema que tem mobilizado sociedade e parlamento. Isso é o que nos cabe como legisladores”, disse Alcolumbre.

➡️ O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que, apesar da regra, havia um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que o texto fosse ao plenário da Casa. No início da tarde, porém, Alencar afirmou ao g1 que conversou com Alcolumbre e a PEC será arquivada.

➡️ Mais cedo, ao ser procurada, a assessoria de Alcolumbre já havia informado que a PEC não seria enviada ao plenário. E, caberia ao presidente do Senado, segundo assessores, apenas comunicar o seu arquivamento.

A PEC havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada. Ao longo dos últimos dias, o texto foi alvo de manifestações populares e de pressões internas no Senado contrárias ao avanço da proposta.

Diante da repercussão negativa, o presidente da CCJ adotou um ritmo acelerado e decidiu colocar a PEC em votação apenas uma semana após receber o texto.

O que diz a PEC da Blindagem?

 

A proposta aprovada pelos deputados estabelece que a abertura de qualquer processo criminal contra parlamentares terá de passar pelo aval do Congresso, em votação secreta.

O texto também amplia o foro privilegiado para que presidentes nacionais de partidos sejam julgados criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de definir que deve haver votação secreta para o aval de prisões em flagrante de parlamentares.

Em seu parecer, Alessandro Vieira avaliou que a proposta é um “golpe fatal” na legitimidade do Congresso. Para o senador, o texto “configura portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos”.

Patrocinada pelo Centrão, a PEC tenta retomar, em partes, uma regra que existiu na Constituição entre 1988 e 2001, que estabelecia justamente que deputados e senadores somente poderiam ser processados criminalmente com autorização prévia

Bancadas partidárias se manifestaram ao longo dos últimos dias e fecharam orientação contrária à PEC no Senado. A direção nacional do PT, por exemplo, aprovou uma resolução que determina voto contrário à proposta. O MDB e o PDT no Senado também se posicionaram contra o texto.

O senador Alessandro Vieira afirmou que o histórico de proteção do Congresso aos pares entre 1988 e 2001 demonstra o “ardil para perpetuar a impunidade de parlamentares, mediante recusas ou meros”.

“Sob aparência de constitucionalidade, o que efetivamente se pretende não é dar condições plenas aos parlamentares para exercerem sua atividade-fim, mas, sim, blindá-los das penas e demais consequências legais do cometimento de crimes das mais variadas espécies”, escreveu Vieira.

 

Brasília – Primeira Turma do STF forma maioria para condenar Bolsonaro por todos os crimes da Trama Golpista

Os oito réus da trama golpista — Foto: Adriano Machado/Reuters, Geraldo Magela/Agência Senado, Marcos Corrêa/Presidência da República, Wilton Junior/Estadão Conteúdo, Geraldo Magela/Agência Senado e Isac Nóbrega/PR

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (11) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por todos os crimes dos quais foram acusados pela Procuradoria-Geral da República na Trama Golpista.

O placar chegou a 3 votos a 1 após a ministra Cármen Lúcia acompanhar o relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino. Os três votaram pela condenação de Bolsonaro, seus ex-auxiliares e militares.

Os crimes pelos quais já há maioria pela condenação de Bolsonaro de mais sete réus são:

  • Golpe de Estado
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Organização criminosa
  • Dano qualificado contra patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

No caso do réu Alexandre Ramagem, ele é o único que os ministros estão excluindo de dois crimes: dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração do patrimônio tombado.

Os oito réus são:

  • Jair Bolsonaro: ex-presidente da República
  • Walter Braga Netto: general, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa do ex-presidente
  • Mauro Cid: tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator
  • Almir Garnier: ex-comandante da Marinha
  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin e deputado federal
  • Augusto Heleno: general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Paulo Sérgio Nogueira: general e ex-ministro da Defesa
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça

Os argumentos de Cármen

 

A ministra fez um voto de quase 2 horas — bem menor que o de Fux, que a antecedeu nesta quarta e votou por 13 horas.

Cármen Lúcia começou dizendo que esse é um julgamento do passado, do presente e do futuro do Brasil, em razão dos episódios de ruptura democrática ao longo da história do país.

“Toda ação penal, especialmente a ação penal, impõe um julgamento justo e aqui não é diferente. O que há de inédito talvez nessa ação penal é que nela pulsa o Brasil que me dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro, na área especificamente das políticas públicas dos órgãos de Estado”, disse a ministra.

Citando Victor Hugo, poeta, romancista e homem público francês do século 19, ela disse que o mal, mesmo cometido para um pretenso bem, ainda é o mal. Principalmente em casos de golpe de Estado bem-sucedido, “porque então ele se torna um exemplo e torna um exemplo e vai se repetir”.

Cármen afirmou que os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 não foi um evento “banal” nem um passeio de domingo após o almoço.

Afirmou que houve método e organização nas ações golpistas ao longo dos anos do governo Bolsonaro, desde os ataques deliberados e sabidamente mentirosos às urnas eletrônicas e ao Judiciário até as conspirações do final do mandato, quando o grupo se associou para impedir a posse do presidente Lula.

Por fim, a ministra afirmou que Bolsonaro era o líder da organização criminosa.

“Eu tenho por comprovado pela Procuradoria-Geral da República que Jair Messias Bolsonaro praticou os crimes que são imputados a ele na condição de líder da organização criminosa. A procuradora alegou que ele teria estruturado na propagação de desinformação sobre o sistema eleitoral e ataques aos poderes constituídos e seus representantes, a instrumentalização de instituições de Estado, a cooptação de comandos militares para a instituição das providências antidemocráticas de intervenção, planejamento de atos de neutralização violenta de agentes públicos, instigação das manifestações”, pontuou.

Placar

 

Após o voto de Cármen, o placar na Primeira Turma do STF é de 3 a 1 pela condenação de Bolsonaro por todos os crimes.

Isso porque, em seu voto de mais de 13 horas, na quarta (10), o ministro Luiz Fux absolveu Bolsonaro por todos os cinco crimes. Fux não viu provas suficientes na denúncia da PGR.

Porém, Fux votou pela condenação de Mauro Cid e de Braga Netto pelos crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Ao fim do voto de Cármen, o placar é:

3 votos para condenar todos os réus por todos os cinco crimes — menos os crimes de danos para Ramagem.

4 votos para condenar Cid e Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Quem ainda falta votar

 

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, será o último a se manifestar. A expectativa é que ele comece ainda nesta quinta.

Duração das penas

 

Confirmadas as condenações — em tese, ministros podem mudar de voto até o fim do julgamento —, a Primeira Turma passará para a fase de dosimetria. Ou seja, estabelecerá a pena para cada réu.

Essa etapa depende de nova deliberação entre os ministros, em que serão levadas em conta o grau de participação de cada réu na trama golpista.

Se Bolsonaro ou outros réus condenados por todos os cinco crimes pegarem a pena máxima por todos eles, serão sentenciados com 43 anos de cadeia.

Contexto

 

A denúncia da PGR apontou que o núcleo crucial da trama — formado por Bolsonaro e sete ex-ministros e militares — organizou e executou uma série de ações para tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2021 e 2023.

Para os ministros que já votaram pela condenação, as provas apresentadas — como lives, reuniões, documentos, planos golpistas e atos violentos — configuram uma tentativa concreta de ruptura da ordem democrática.

fonte; g1.globo.com

Rio de Janeiro – Morre Ângela Ro Ro, ícone da MPB, aos 75 anos

Ângela Ro Ro

Angela Ro Ro morreu nesta segunda-feira (8/9), aos 75 anos, no Rio de Janeiro (RJ). A notícia foi divulgada, em primeira mão, pelo New Mag e confirmada pelo Metrópoles.

A cantora foi acometida por uma infecção e sofreu uma parada cardíaca, à qual não resistiu. Ela estava internada desde junho e chegou a passar 21 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após complicações que levaram à intubação e à realização de uma traqueostomia.

Angela chegou a apresentar dificuldades de comunicação e coordenação motora, mas retomou a fala no começo de agosto. Na mesma época, ela lançou um site para receber doações.

Além de estar com saúde fragilizada, Angela Ro Ro vivia em situação financeira delicada e, recentemente, voltou a pedir doações para custear despesas hospitalares. Ela não recebia aposentadoria e contava com cerca de R$ 800 mensais, provenientes de direitos autorais.

A carreira de Angela Ro Ro

Com mais de 20 discos lançados e quase 80 músicas registradas em sua discografia, Angela Ro Ro foi cantora, pianista e compositora.

Conhecida pela voz rouca que lhe rendeu o apelido usado como nome artístico, ela viveu uma temporada na Europa nos anos 1970, passou por Roma e depois se estabeleceu em Londres, onde chegou a trabalhar como faxineira em um hospital. Filha de pai baiano, tinha proximidade com o cineasta Glauber Rocha, que a apresentou a Caetano Veloso durante o período em que o cantor estava exilado.

Foi Caetano quem a convidou para participar do hoje cultuado álbum Transa (1972), tocando gaita na faixa Nostalgia, ao lado de Jards Macalé, Áureo Martins e Tutty Moreno. Nessa época, já compunha, mas em inglês — músicas que depois seriam traduzidas para o português.

De volta ao Brasil, começou a se apresentar em casas noturnas cariocas e despertou o interesse das gravadoras. Seu álbum de estreia trouxe o sucesso Amor, Meu Grande Amor, que a projetou como um dos grandes nomes da MPB.

Durante a década de 1980, viveu tanto o auge da carreira quanto turbulências pessoais. A imprensa frequentemente destacava seu temperamento explosivo e o envolvimento com drogas. O relacionamento conturbado com Zizi Possi, que chegou a acusá-la de agressão, também virou assunto público. Essas experiências acabaram refletindo em sua obra, como no disco Escândalo (1981).

Nos anos 1990 e 2000, Angela buscou mudanças. Declarou ter abandonado vícios como o álcool e o cigarro e passou a adotar uma rotina mais equilibrada. Também experimentou novos caminhos na carreira, como a apresentação do programa Escândalo, exibido no Canal Brasil entre 2004 e 2005. Mais tarde, em 2017, retornou com o álbum Selvagem, o primeiro de inéditas após 11 anos.

Um dos episódios mais curiosos de sua carreira envolve a canção Malandragem, composta por Cazuza especialmente para ela. Angela não se identificou com a letra e recusou a gravação. A música, no entanto, acabou se tornando um clássico nos anos 1990 na voz de Cássia Eller.

fonte: metropoles.com.br

Minas Gerais – Ônibus das bandas Djavú e Bonde do Forró pega fogo durante viagem e deixa prejuízo milionário

Ônibus das bandas Djavú e Bonde do Forró pega fogo durante viagem | Foto: Reprodução

Na tarde deste sábado (26), um dos ônibus das bandas Djavú e Bonde do Forró pegou fogo durante um deslocamento após show em Olhos-d’Água (MG). O incidente ocorreu enquanto parte das equipes viajava, mas ninguém se feriu. O prejuízo estimado é de R$ 1,5 milhão, conforme informaram os artistas pelas redes sociais.

Livramento

O vocalista Ghabriel foi um dos primeiros a se pronunciar: “A vida na estrada não é fácil. Obrigado pelo livramento, Jesus, todos bem, graças a Deus!”, escreveu. Já Nayara Yuni gravou um vídeo reforçando que o ônibus atingido foi o conhecido “roxinho” e celebrou: “Deus é maravilhoso”.

A banda havia se apresentado na noite anterior, sexta-feira (25), e seguia viagem quando ocorreu o incêndio. Os detalhes foram compartilhados em tempo real nos stories do Instagram dos artistas.

DJ Maluco, empresário responsável pela logística, afirmou que o incêndio causou perdas significativas. Segundo ele, o prejuízo pode chegar a R$ 1,5 milhão, incluindo equipamentos e estrutura.

Ainda não se sabe o que causou o incêndio. As equipes informaram que a situação será investigada e prometeram atualizações assim que houver novas informações.

fonte: meionews.com

Brasil – Jumento brasileiro pode entrar em extinção até 2030 com abate para exportação para China, alerta pesquisador

A demanda chinesa pelo colágeno encontrado logo abaixo da pele dos jumentos tem provocado uma redução drástica da população desses animais em diversos países nas últimas duas décadas, inclusive no Brasil.

Aqui, mais de um milhão de animais foram abatidos entre 1996 e 2025, diminuindo o número de jumentos brasileiros de 1,37 milhão para pouco mais de 78 mil, uma redução de 94%, conforme as estimativas de entidades como a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos.

População de animais encolheu em diversos países — Foto: GettyImages/BBC

Mantido o ritmo atual de abates, a espécie “não chegaria a 2030” no Brasil, diz Pierre Barnabé Escodro, professor de Medicina Veterinária, Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Ele faz parte da rede de pesquisadores que têm alertado sobre o risco de extinção desses animais no país e que defendem a aprovação de um projeto lei de 2022 que proíbe o abate, atualmente parado no Congresso.

O grupo se reúne em Maceió (AL) a partir desta quinta (26/6) no evento Jumentos do Brasil, que está na terceira edição e deve reunir cerca de 150 pessoas, incluindo cientistas de outros países.

“O jumento está em risco de extinção em vários países. No Egito ele praticamente não existe mais, em várias outras partes da África. Por isso o movimento pela conservação hoje é global”, afirma Escodro.

Ele faz parte da rede de pesquisadores que têm alertado sobre o risco de extinção desses animais no país e que defendem a aprovação de um projeto lei de 2022 que proíbe o abate, atualmente parado no Congresso.

O grupo se reúne em Maceió (AL) a partir desta quinta (26/6) no evento Jumentos do Brasil, que está na terceira edição e deve reunir cerca de 150 pessoas, incluindo cientistas de outros países.

“O jumento está em risco de extinção em vários países. No Egito ele praticamente não existe mais, em várias outras partes da África. Por isso o movimento pela conservação hoje é global”, afirma Escodro.

O abate de jumentos no Brasil

 

Três frigoríficos hoje têm licença do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para abater jumentos (ou jegues, como também são chamados), todos na Bahia.

Apesar da permissão, pesquisadores e grupos ligados às iniciativas de conservação argumentam que o processo não tem rastreabilidade, o que significa que não há controle adequado de doenças ou garantia de que os jumentos não são submetidos a maus-tratos.

Também afirmam que a atividade não tem uma cadeia de produção propriamente dita, sendo puramente extrativista e, por isso, “insustentável”.

“Produzir jumento para abate não é rentável, é extrativismo mesmo”, acrescenta o professor Escodro.

Como o ritmo de abate tem sido maior do que a velocidade com que os animais conseguem se reproduzir, eles acabaram entrando em ameaça de extinção.

Desde 2019, a Justiça chegou a suspender algumas vezes a permissão para a atividade, após ser acionada por movimentos de defesa dos direitos dos animais que alegavam que a prática envolvia maus-tratos e poderia levar ao desaparecimento da espécie.

Em um artigo publicado no último mês de maio na revista científica Animals, Pierre e outros cinco pesquisadores apontam que a análise de 104 animais abandonados destinados ao abate revelaram sinais de inflamação sistêmica, sinalizando a existência de falhas graves no cuidado com os animais.

Em 2022, um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa na Bahia buscava proibir o abate no Estado.

No último mês de abril, o relator do PL, deputado Paulo Câmara (PSDB), emitiu parecer contrário à proposta argumentando que a atividade é regulamentada, que tem importância econômica para o Estado e que não haveria “necessidade de proibir essa prática, mas sim fortalecer a fiscalização e o cumprimento das normas existentes”.

O parlamentar também afirmou que a população de jumentos no país estaria “estável e equilibrada” e que os animais não estariam em risco de extinção, o que motivou a publicação de uma nota de repúdio por parte de grupos de conservação.

No último mês de abril, o relator do PL, deputado Paulo Câmara (PSDB), emitiu parecer contrário à proposta argumentando que a atividade é regulamentada, que tem importância econômica para o Estado e que não haveria “necessidade de proibir essa prática, mas sim fortalecer a fiscalização e o cumprimento das normas existentes”.

O parlamentar também afirmou que a população de jumentos no país estaria “estável e equilibrada” e que os animais não estariam em risco de extinção, o que motivou a publicação de uma nota de repúdio por parte de grupos de conservação.

Pierre Escodro diz que no interior de Alagoas, Estado onde vive, jumentos que antes eram comercializados por valores entre R$ 100 e R$ 150 hoje, diante da escassez, são negociados por R$ 400 e R$ 500.

“E a pele continua custando US$ 3 mil, US$ 4 mil”, ele completa, referindo-se à parte visada para produção de ejiao, um produto popular na medicina chinesa, sem eficácia comprovada e que promete tratar um leque amplo de problemas de saúde, de anemia a impotência sexual.

Segundo a organização The Donkey Sanctuary, cerca de 5,9 milhões de jumentos são abatidos anualmente para abastecer o mercado de ejiao, que movimenta cerca de US$ 6,38 bilhões.

fonte: g1.globo.com

Brasília – Juscelino Filho solicita abertura de comportas da barragem do Rio Flores

Waldez Góes e Juscelino Filho – Foto/Divulgação
Em reunião com o ministro Waldez Góes, o deputado solicitou ações urgentes para evitar alagamentos e enchentes em cidades maranhenses. Ele também parabenizou o governo pela expansão do Defesa Civil Alerta para o Nordeste

O deputado federal Juscelino Filho (União Brasil/MA), em reunião com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, nesta segunda-feira (23), alinhou a adoção de ações emergenciais para prevenir enchentes nas cidades que integram a barragem do Rio Flores, especialmente na região do Médio Mearim. Na oportunidade, o parlamentar falou também da importância da chegada do Defesa Civil Alerta ao Nordeste, serviço lançado no ano passado, quando esteve à frente do Ministério das Comunicações.

Vim tratar com o ministro Waldez sobre a situação da barragem do Rio Flores. Tenho sido procurado por gestores, vereadores e moradores das cidades do Médio Mearim, como Pedreiras e Trizidela do Vale, solicitando que o DNOCS faça a abertura das comportas o mais breve possível, para que possamos evitar que famílias percam as suas casas e que haja prejuízos nessas cidades, com o transbordamento dos rios como Mearim e de seus afluentes”, disse Juscelino Filho.

As comportas da barragem foram fechadas por conta das chuvas, em fevereiro, pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), órgão vinculado ao MIDR, o que preocupa Juscelino e lideranças locais, já que o reservatório corre o risco de transbordar, obrigando a abertura repentina das comportas, o que levará à cheia da bacia do Mearim e atingirá famílias ribeirinhas inteiras de vários municípios. Além disso, já está prejudicando o abastecimento de água, atividades econômicas, como a agropecuária, e o comércio local.

O ministro Waldez falou do compromisso de Juscelino Filho com a população dessas cidades e garantiu ao parlamentar que todas as medidas estão sendo adotadas pelo governo federal. “Reconheço todo o empenho e cuidado do deputado Juscelino Filho, que quando era ministro já vinha tratando sobre essa situação da barragem do Rio Flores. Já estamos providenciando uma solução paliativa junto ao DNOCS, até semana que vem. E já temos a licitação em andamento para que possamos fazer a gestão, manutenção e governança adequados do equipamento e da água, além de fazer a reestruturação geral da barragem”, garantiu.

Defesa Civil Alerta – Ainda no encontro, o deputado Juscelino parabenizou o ministro Waldez e o governo do presidente Lula pela expansão do Defesa Civil Alerta para o Nordeste e todo o país. “Me sinto orgulhoso em ter participado da construção e do lançamento junto com a Anatel, Casa Civil, Secom, Defesa Civil Nacional e outros órgãos, desse sistema tão importante que está salvando vidas, comunicando famílias que vivem em situações de risco em várias regiões, que já chegou ao Nordeste e que vai se expandir em breve por todo o Brasil”, destacou.

Waldez Góes enalteceu a visão de líder e o trabalho de Juscelino à frente do MCom para a concepção do programa para o Brasil. “Juscelino, hoje deputado pelo Maranhão, tem mérito pessoal e institucional nesse projeto. Seu trabalho à frente de uma equipe juntamente com outros órgãos e colaboradores do governo federal foram decisivos para que esse serviço chegasse a todos os brasileiros”, finalizou o ministro, convidando o parlamentar para a nova etapa de entrega da ferramenta, agora para o Centro Oeste e o Norte, no segundo semestre.