Pedreiras: Descubra um local aconchegante e passe momentos de lazer com a família e amigos

Pedreiras agora conta com uma nova opção de lazer e entretenimento. O Sítio Ximenes, localizado a 2km da Santinha, na entrada da cidade, no povoado São Manoel está com  as portas abertas neste final de semana oferecendo a todos, várias opções de diversão.

Além da casa grande, o Sitio possuiu piscina, área gourmet, campo de futebol e pesque e pague.

Os interessados têm a alternativa de alugar todas as dependências, assim como, cada um individualmente, tanto para temporada, como para eventos.

Com uma localização privilegiada, o Sítio Ximenes é uma excelente opção para a confraternização de sua família, amigos, empresa.

Entre em contato. Agende sua data:

(99) 98460-0238/(99) 3642-2849

Brasília: Passageiros que chegam do Reino Unido no Brasil serão monitorados, afirma Anvisa

No aeroporto de Manchester, passageiros se encaminham para o setor de teste: países estão cancelando voos para o Reino Unido por conta de nova cepa de Covid Foto: OLI SCARFF/AFP

Após autoridades sanitárias detectarem uma variante da Covid-19 no Reino Unido, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na noite de segunda-feira que passará a adotar medidas de precaução em voos que cheguem da localidade, entre elas o monitoramento dos passageiros, que será feito pela Rede CIEVS, ligada ao Ministério da Saúde.

A primeira ação de fiscalização ocorreu ainda ontem, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e também ocorrerá no aeroporto de Guarulhos (SP). De acordo com a Anvisa, antes da chegada da aeronave ao Brasil, a agência articulou com outros órgãos do governo a “adoção imediata de medidas de controle sanitário”. Ontem, autoridades do governo passaram o dia num jogo de empurra sobre a tomada de uma decisão em relação aos voos que chegam do Reino Unido.

CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS

Segundo a nota oficial da Anvisa, fiscais sanitários fizeram leitura de mensagem sonora no voo e fiscalização no interior da aeronave, antes do desembarque. Além disso, também orientaram passageiros e tripulantes sobre o monitoramento dos viajantes em solo brasileiro e solicitaram informações sobre os passageiros e tripulantes à empresa aérea.

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De acordo com a Anvisa, o Ministério da Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, irá contatar os viajantes “para monitoramento das condições de saúde e direcionamento aos serviços de atenção à saúde, bem como a adoção das medidas de prevenção e controle da Covid-19”.

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As autoridades sanitárias também fizeram monitoramento dos procedimentos de limpeza e desinfecção da aeronave e acompanhamento do trânsito dos passageiros até a área de imigração, orientando o distanciamento social e evitando a aglomeração. Segundo a Anvisa, nenhum passageiro ou viajante declarou ter sintomas da Covid-19.

fonte: oglobo.globo.com

Rio de Janeiro: Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, é preso pela Polícia Civil

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi preso hoje (22), em sua casa, na Barra da Tijuca, e levado para a Delegacia Fazendária, na Cidade da Polícia, onde chegou por volta das 6h35. Também foram presos na mesma operação, o empresário Rafael Alves; o ex-tesoureiro da primeira campanha de Crivella, Mauro Macedo; os empresários Christiano Campos e Adenor Gonçalves, e o delegado aposentado Fernando Moraes. O ex-senador Eduardo Lopes não foi encontrado no endereço no Rio de Janeiro. 

Ao chegar à Cidade da Polícia, o prefeito atribuiu a sua prisão a uma perseguição política. “Perseguição política. Lutei contra o pedágio ilegal e injusto, tirei recursos do carnaval, negociei com o VLT. Foi o governo que mais atuou contra a corrupção no Rio de Janeiro”, disse, acrescentando que a sua expectativa agora é justiça.

O advogado de Crivella, Alberto Sampaio, disse que o prefeito ficou surpreso com a prisão.

As prisões foram realizadas em ação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil, e ocorreram no desdobramento da Operação Hades, que apura corrupção na Prefeitura da cidade e tem como base a delação do doleiro Sergio Mizrahy.

Os mandados de prisão foram assinados pela desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

“Face a todo o exposto, com fundamento no artigo 312 do Código de Processo Penal, defiro em parte o pedido do Ministério Público e decreto a prisão preventiva dos denunciados Marcelo Bezerra Crivella, Rafael Ferreira Alves, Mauro Macedo, Eduardo Benedito Lopes, Christiano Borges Stockler Campos, José Fernando Moraes Alves e Adenor Gonçalves, determinando que se expeçam imediatamente os competentes mandados de prisão”, escreveu a desembargadora em seu despacho.

Todos os presos vão ser levados à tarde ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, para uma Audiência de Custódia, marcada para às 15h.

Novo prefeito

O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Jorge Felippe (DEM), vai assumir a prefeitura, uma vez que o vice de Crivella, Fernando Mac Dowell, morreu em 2018.

Em nota, Jorge Felipe disse que a cidade do Rio de Janeiro não ficará sem comando nestes últimos dias da atual gestão, que termina no dia 31 deste mês. O parlamentar informou que já estava indo para a prefeitura de onde vai tomar as rédeas da situação, cumprindo o que determina a Constituição estadual.

“Como prefeito em exercício, vou orientar a todos os secretários municipais e dirigentes de empresas e órgãos para que mantenham a máquina pública a pleno vapor. Vamos trabalhar com afinco e dedicação até o último dia. Já conversei também com o prefeito eleito Eduardo Paes. A transição vai continuar e vamos fornecer todas as informações necessárias para a nova equipe. Vamos garantir o pleno funcionamento dos serviços municipais até o dia 1º de janeiro. O Rio de Janeiro tem prefeito”, afirmou.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Rio de Janeiro: Prévia da inflação oficial fecha 2020 com taxa de 4,23%, diz IBGE

© Marcello Casal JrAgência Brasi

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou taxa de 1,06% em dezembro deste ano, taxa superior ao 0,81% de novembro e ao 1,05% de dezembro do ano passado. O dado foi divulgado hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa foi a maior taxa de variação mensal do IPCA-15 desde junho de 2018 (1,11%). Com o resultado, o IPCA-15 fechou 2020 com uma taxa de 4,23%.

O IPCA-15 trimestral (também conhecido pela sigla IPCA-E) do último trimestre do ano ficou em 2,84%.

Em dezembro, o principal impacto para a inflação ficou com o grupo alimentação e bebidas, que teve alta de preços de 2% na prévia do mês. Entre os itens com maior taxa de inflação destacam-se as carnes (5,53%), o arroz (4,96%), as frutas (3,62%), a batata-inglesa (17,96%) e o óleo de soja (7%).

Outros grupos com grande impacto no IPCA-15 de dezembro foram transportes (1,43%) e habitação (1,50%). Apenas o grupo vestuário teve deflação (queda de preços): -0,44%.

No acumulado do ano, o principal responsável pela taxa de 4,23% da prévia da inflação foi também o grupo alimentação e bebidas, com uma alta de preços acumulada de 14,36%.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Pedreiras: Comércio tem horário alterado para atender os clientes neste Natal

Avenida Rio Branco em Pedreiras/Foto: Ribinha da FM

De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho 2020/2021, através do SINDLOJAS, que tem como presidente Gilmárcio Leite Saturnino, e do Sindicato dos Empregados no Comércio de Pedreiras e Região, que tem como presidente José de Sá Barreto, o funcionamento do comércio, a partir de hoje (21), tem horário alterado para atender todos os clientes que estão antecipando as compras para este Natal.

Fique atento às mudanças 

21/12 – Segunda-feira – até às 20 horas

22/12 – Terça-Feira – até às 20 horas

23/12 – Quarta-feira – até às 20 horas

24/12 – Quinta-feira- até às 20 horas

As determinações atendem a Convenção Coletiva do Trabalho que foi assinada pelos dois representantes das categorias, no dia 01 de novembro de 2020.

Rio: Bolsonaro aposta em projetos para agradar seu eleitorado, de olho na reeleição

O presidente Jair Bolsonaro 18/12/2020 Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Às vésperas da eleição para os comandos da Câmara e do Senado, o presidente Jair Bolsonaro começa a sinalizar os projetos que gostaria de ver pautados no próximo biênio no Congresso. Os próximos presidentes das duas Casas serão responsáveis pela definição do que será colocado em votação na segunda e última metade do mandato do chefe do Executivo, o que desperta interesse com olhos em uma possível reeleição em 2022.

Bolsonaro aposta em temas sensíveis à sua base “raiz”. Projetos como a excludente de ilicitude, a regularização fundiária na Amazônia, a regulamentação da educação domiciliar no Brasil, o voto impresso, mudanças na legislação de improbidade administrativa e a conhecida “agenda de costumes” foram mencionados nos últimos dias tanto em conversas com eventuais postulantes, quanto externadas em pronunciamentos públicos.

Especialistas afirmam que, com essa agenda, Bolsonaro aposta em manter parcela do núcleo duro que o apoiou em 2018, diante de uma possível queda de popularidade nos próximos meses com o fim do auxílio emergencial, em meio a uma economia com inflação em alta, renda comprometida e mais de 14 milhões de desempregados.

— Dado que o liberalismo na figura do (Paulo) Guedes e o combate à corrupção com (Sergio) Moro foram erodidos, sobrou (para Bolsonaro) aquilo que lhe é confortável (pautas mais sensíveis ao bolsonarismo) — afirma Rodrigo Prando, cientista político da Universidade Presbiteriana Mackenzie. — Serão dois anos de confrontação e dois anos em busca de reeleição.

Em 2019 pautas econômicas tiveram prioridade, com a aprovação, por exemplo, da Reforma da Previdência, enquanto este ano a pandemia de Covid-19 dominou o plenário.

Em entrevista na última semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais obstáculos para o avanço dessa agenda, disse que debater essa pauta no Legislativo é uma forma de fortalecer a candidatura de Bolsonaro à reeleição.

— Ele não ter a pauta de costumes na Câmara reduz esse ambiente polarizado, que construiu a outra eleição dele e vai construir a próxima. Ele não ter ambiente de debate na Câmara sobre armas, de costumes, sobre aborto, diminui o debate na sociedade sobre a pauta (em) que ele quer construir a eleição dele —disse Maia em café de fim de ano com jornalistas.

Em alguns casos, o governo articula apoiar medidas que foram propostas por deputados e senadores. Em outros, acelerar a tramitação de textos enviados pelo próprio Executivo ou reenviar a matéria. Na lista, há projetos que agradam até mesmo a oposição.

Convergência

Na última quinta-feira, durante visita a Porto Seguro (BA), Bolsonaro defendeu a revisão da Lei de Improbidade Administrativa, considerada por especialistas uma das mais importantes legislações para assegurar a moralidade no serviço público. A agenda agrada parte dos integrantes do centrão e até mesmo do PT.

Em setembro, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), chegou a se aliar ao deputado de oposição Carlos Zarattini (PT-SP) para defender um projeto que abranda a legislação. A proposta foi debatida em comissão especial, mas ainda não houve votação do mérito.

Há outros, no entanto, que membros da esquerda, que serão fiéis da balança para a eleição na s duas Casa, se posicionam de modo contrário. O projeto da excludente de ilicitude, por exemplo, integrava o pacote anticrime enviado pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro, ao Congresso em 2019, mas foi retirado de pauta por um grupo de trabalho da Câmara. A proposta livrava de punição agentes de segurança responsáveis por mortes ou atos violentos durante ação policial.

Outro tema que ganha força é o voto impresso. Nas últimas semanas, após a eleição municipal, o assunto vem ganhando força na base mais ideológica do presidente nas redes sociais sob a argumentação de que o sistema eletrônico seria suscetível a fraudes. Não há provas de tais acusações.

Uma Proposta de Emenda à Constituição, apresentada em setembro 2019 pela deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), está parada na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara. O texto estima que a impressão de um comprovante após o voto eletrônico custaria cerca de R$ 2,5 bilhões ao longo de dez anos.

Em setembro deste ano, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu, de forma unânime, pela inconstitucionalidade do voto impresso.

As pautas do presidente

Excludente de ilicitude

Livra de punição agentes de segurança responsáveis por mortes ou atos violentos durante ação policial. Fazia parte do pacote anticrime do ex-ministro Sergio Moro, mas foi rejeitado pela Câmara.

Regularização fundiária na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro quer reapresentar medida provisória que perdeu a validade por não ter sido votada pelo Congresso dentro do prazo. O texto previa que a regularização poderia ser feita em lotes ocupados até 2014 e, em alguns casos, até 2018, o que foi visto por movimentos ambientalistas como uma espécie de “anistia” e incentivo à grilagem de terras.

Educação domiciliar

O “homeschooling” não tem regulamentação no país e é uma demanda de grupos religiosos que consideram a escola inadequada. É uma das metas não cumpridas dos primeiros cem dias da gestão Bolsonaro.

Voto impresso

Bolsonaro defende a impressão de um comprovante após o voto eletrônico, sob o argumento de que o sistema atual seria suscetível a fraudes. Não há provas de tais acusações.

Revisão da Lei de Improbidade Administrativa

A ideia é diminuir seu alcance e eliminar a forma “culposa” — sem intenção — do ato. A lei é considerada importante para assegurar a moralidade no serviço público.

fonte: oglobo.globo.com

Rio de Janeiro: Polícia faz ação contra suspeitos de extorquir políticos com fake news

© Divulgação/Governo do Rio de Janeiro

Policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática da Polícia Civil fluminense cumprem hoje (21) mandados de busca e apreensão contra suspeitos de extorquir políticos por meio da ameaça de divulgação de notícias falsas (fake news) contra eles. Os alvos da operação de hoje são suspeitos de controlar duas dezenas de páginas em redes sociais, que eram usadas para ameaçar deputados, vereadores e prefeitos.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos cobravam políticos para anunciar em suas páginas. Quando as vítimas se recusavam a pagar, se tornavam alvos de ataques constantes por meio da divulgação de notícias falsas contra elas.

As páginas de falsas notícias usadas nos crimes atuavam em municípios de Magé até Paraty, na Região da Costa Verde, com atuação mais intensa em cidades da Baixada Fluminense.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Brasília: Prêmio da Mega da Virada deve chegar a R$ 300 milhões

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Já começaram as apostas para a Mega da Virada que, segundo estimativas da Caixa, deve ter uma premiação de R$ 300 milhões este ano. As apostas poderão ser feitas até as 17h (horário de Brasília) do dia 31 de dezembro nas lotéricas de todo do país;,pelo portal Loterias Caixa ou pelo app Loterias CAIXA, disponível para usuários das plataformas Android e iOS; e pelo internet banking da Caixa.

O valor de uma aposta simples da Mega, com seis números, é de R$ 4,50. No caso do Bolão Caixa, o preço mínimo de apostas é de R$ 10. Com isso, o valor mínimo da cota é de R$ 5. De acordo com a Caixa, é possível que seja cobrada, a critério da lotérica, uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota, para o bolão.

As apostas pela internet só podem ser feitas por pessoas maiores de 18 anos, após o preenchimento de um pequeno cadastro. Nesse caso, o pagamento deve ser feito por cartão de crédito, e o valor mínimo do conjunto de apostas é de R$ 30, podendo chegar a R$ 945 por dia.

Como a Mega da Virada não acumula, caso ninguém acerte as seis dezenas, o prêmio será rateado entre os acertadores de cinco números, e assim sucessivamente conforme as faixas de premiação.

De acordo com o banco, “se apenas um ganhador acertar as seis dezenas da Mega da Virada e aplicar o prêmio estimado na poupança, terá uma renda mensal de R$ 347,7 mil”.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Internacional: Mundo inicia vacinação em massa contra a covid-19 com muitas dúvidas

O ator britânico Ian McKellen, de 81 anos, recebe uma dose da vacina da Pfizer/BioNTech na quarta-feira em um hospital de Londres.JEFF MOORE / REUTERS

O ator britânico Ian McKellen, de 81 anos, o mítico Gandalf de O Senhor dos Anéis, foi nesta semana uma das primeiras pessoas a receber uma vacina autorizada contra a covid-19. “Sinto-me muito feliz por ter me vacinado. Eu não hesitaria em recomendar a todo mundo”, disse McKellen na quinta-feira. O intérprete recebeu no músculo deltóide esquerdo 30 milionésimos de grama de tozinameran, uma molécula com informação genética do novo coronavírus. Esta minúscula receita injetada contém as instruções para que as próprias células humanas fabriquem a autêntica vacina: fragmentos inofensivos do vírus que preparam as defesas do organismo. Em 2 de dezembro, o Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a autorizar uma vacina contra a covid-19, a mencionada tozinameran, desenvolvida pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech e pela norte-americana Pfizer. A União Europeia poderia aprová-la nesta semana. O intérprete de Gandalf não hesitou em se vacinar, e mais de 70% dos cidadãos também precisarão fazer o mesmo para conter a pandemia, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas e apenas 39% dos espanhóis estariam dispostos a se vacinar amanhã mesmo. Estas são as respostas às suas perguntas mais habituais.

Estas vacinas desenvolvidas em tempo recorde são seguras?

Algo é seguro quando está isento de risco, segundo o dicionário, mas na medicina o significado é diferente. “A segurança é o equilíbrio favorável entre os benefícios e os danos”, resume o estatístico britânico Stephen Evans. O benefício para os homens com mais de 80 anos, como o intérprete de Gandalf, é enorme: o coronavírus matou cerca de 15% dos octogenários infectados durante a primeira onda na Espanha, segundo dados do Centro Nacional de Epidemiologia. Os riscos da vacina, por outro lado, são baixos. Cerca de 22.000 pessoas receberam a vacina da Pfizer durante os testes, enquanto outras 22.000 receberam injeções de água salina para comparar. A incidência de reações adversas graves foi muito baixa e semelhante em ambos os grupos: 0,6% e 0,5%, respectivamente. Cansaço e uma leve dor de cabeça foram sintomas comuns em cerca de metade dos vacinados.

“Ainda não sabemos as reações que sejam muito raras, com frequência inferior a um caso por 1.000 vacinados; ou aquelas que ocorram em grupos excluídos dos testes clínicos, como pessoas com histórico de anafilaxia [sensibilidade excessiva a alimentos ou medicamentos]; nem tampouco as que apareçam no longo prazo, para além de quatro meses”, explica Evans, ex-presidente da Sociedade Internacional de Farmacoepidemiologia. Depois de 137.000 pessoas vacinadas no Reino Unido na primeira semana, apenas dois casos de reações alérgicas graves foram constatados, mais um terceiro caso no Alasca (EUA). Os pacientes, já recuperados, tinham antecedentes similares.

O médico argentino Fernando Polack dirigiu o teste da vacina da Pfizer com 44.000 pessoas. Os dados de segurança, com acompanhamento médio de dois meses, são semelhantes aos de outras vacinas já autorizadas contra vírus, como a da multinacional GSK contra o herpes zoster. A norte-americana Moderna, que foi a segunda a cruzar a linha de chegada, também apresentou nesta semana os resultados detalhados de sua vacina –semelhante à da Pfizer– depois de um teste com 30.000 pessoas. “Ambas foram muito seguras até agora, tão seguras quanto as vacinas do calendário, desde a do sarampo até a da gripe”, afirma Polack.

O médico argentino minimiza o fato de ainda não haver dados sobre sua segurança a longo prazo. “Gerou-se uma noção um tanto fantasiosa das avaliações de vacinas candidatas em tempos anteriores. Nenhuma vacina que completa com sucesso um teste clínico de fase 3 [com dezenas de milhares de pessoas, como os feitos pela Pfizer e pela Moderna] fica sob observação e sem aprovação durante anos”, defende. Como Polack enfatiza, este é o procedimento usual: continuar monitorando uma vacina depois de aprovada para estudar sua eficácia no mundo real e as possíveis reações adversas. “O que é diferente agora é que as vacinas nunca foram testadas sob o olhar atento de seis bilhões de pessoas”, diz Polack.

Pode haver surpresas no longo prazo?

O virologista Agustín Portela, da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários, não espera grandes surpresas. “Existem vacinas contra cerca de 20 patógenos. Se começarmos a buscar em quantas delas ocorreu uma reação adversa um mês depois da vacinação teremos que olhar com lupa”, enfatiza. Portela lembra algumas exceções. Em 2017 descobriu-se que a nova vacina contra a dengue da Sanofi agravava a doença em uma pequena porcentagem de vacinados, fenômeno também observado em animais imunizados contra outro coronavírus detectado na China, causador da síndrome respiratória aguda grave (SARS). As autoridades supervisionaram qualquer indício desse fenômeno nas vacinas experimentais contra a covid-19.

“Temos dados de quase 60.000 pessoas que foram vacinadas com três vacinas diferentes – as da Pfizer, Moderna e AstraZeneca– com um acompanhamento de vários meses, e em nenhuma delas há qualquer evidência de aumento da doença. Acredito que as evidências são sólidas para pensar que esse fenômeno não vai acontecer”, tranquiliza Portela, também membro do Comitê de Vacinas da Agência Europeia de Medicamentos.

O virologista lembra um segundo caso excepcional: a vacina Pandemrix, da multinacional GSK, autorizada na Europa em 2009 contra a pandemia de gripe H1N1, a famosa gripe suína. A Suécia e a Finlândia detectaram meses depois da aprovação um ínfimo risco de narcolepsia, ataques de sono profundo durante o dia, com cerca de quatro casos adicionais por 100.000 vacinados. Outras vacinas contra a gripe foram associadas desde então a casos anedóticos de narcolepsia. “Se ocorre um fenômeno assim, ninguém sabe quando ocorrerá, mas temos toda uma experiência prévia de vacinação contra muitos patógenos e isso nunca aconteceu. Esperar seis meses [para autorizar as vacinas contra a covid-19] não nos daria uma garantia adicional”, diz Portela.

As vacinas impedirão os contágios?

As vacinas da Pfizer e da Moderna –e da AstraZeneca em menor medida– demonstraram ser eficazes para evitar que os vacinados contraiam a covid-19, mas ainda não há dados sólidos sobre se também impedem que uma pessoa seja infectada sem sintomas e continue espalhando o vírus. “A vacina poderia diminuir o número de doenças e mortes causadas pelo coronavírus, mas o vírus continuará circulando”, alerta a virologista Isabel Sola, codiretora de outra vacina experimental contra a covid-19 no Centro Nacional de Biotecnologia, em Madri.

Em uma filmagem, o intérprete de Gandalf, apesar de estar vacinado, poderia causar um surto entre atores que interpretam os elfos, por exemplo. Em um hospital, os profissionais de saúde vacinados devem continuar adotando precauções extremas. “A porcentagem da população que teria de ser vacinada para a obtenção da imunidade de rebanho teria de ser maior. E até então seria necessário continuar adotando medidas como o uso de máscara e o distanciamento social”, diz Sola.

Existem vacinas, como a do sarampo, que impedem a doença e também interrompem as infecções assintomáticas, facilitando o controle das epidemias. Outras injeções, como a Bexsero, da GSK, para prevenir a meningite B, não impedem que uma pessoa vacinada se torne um foco epidêmico, apesar de não sofrer da doença.

“Ninguém sabe ainda se a vacina impede a transmissão, embora o coronavírus não seja exatamente o Messi. Esse germe é muito mais prejudicial por ser novo do que por ser ágil”, diz Fernando Polack, o principal autor do estudo da Pfizer. “Tradicionalmente, as vacinas respiratórias, como a do vírus sincicial respiratório, falham no trato superior –no nariz e na garganta– e têm uma eficácia de 40% na prevenção de doenças pulmonares. Isso é motivo de comemoração. Aqui –e isso foi um tanto surpreendente para mim– a vacina preveniu 95% de toda a covid-19”, exalta.

A comunidade científica espera que essa alta eficácia na prevenção da doença se traduza pelo menos na redução dos contágios. Dados preliminares da Moderna e AstraZeneca já apontam para alguma prevenção das infecções assintomáticas. E, além disso, dados de Cingapura publicados nesta sexta-feira pela revista médica The Lancet sugerem que a infectividade dos contagiados assintomáticos é apenas um quarto da infectividade dos sintomáticos.

“Não temos evidências sólidas de que estas vacinas interromperão a transmissão e gerarão imunidade de rebanho. Obteremos essa informação quando começarmos a vacinar uma grande população, por exemplo, 50% em todas as faixas etárias, e constatarmos que a taxa da doença cai em 80%. Essa defasagem de 30 pontos percentuais mostraria que a vacina está interrompendo a transmissão”, explica Portela. “No início, enquanto não houver muita gente vacinada, a única forma de proteger a todos é usar a máscara”, alerta.

Quanto tempo durará a proteção da vacina?

Os dados publicados sobre a vacina da Pfizer incluem um acompanhamento de dois meses dos vacinados, com um subgrupo que chega a três meses e meio. A própria empresa reconhece que ainda não se sabe quanto tempo durará a proteção contra a covid-19 gerada pela vacina. “A duração da imunidade é outra pergunta a ser respondida, embora os dados dos estudos da fase inicial sugiram que haverá anticorpos por muito tempo”, diz Polack, diretor da Fundação Infant.

Os dados mais recentes da Moderna são animadores: quatro meses depois de receber a primeira dose, todos os vacinados, inclusive os maiores de 71 anos, apresentavam níveis de anticorpos mais elevados do que aqueles que superaram a covid-19. As vacinas mais avançadas parecem gerar defesas robustas e duradouras. “O pior cenário, razoável, mas improvável, é ter que revacinar anualmente. Não parece dramático, já que hoje fazemos isso com a gripe, uma vez que a produção das vacinas estiver resolvida”, opina o médico argentino.

O virologista Agustín Portela, da agência reguladora espanhola, também está otimista. “Nunca sabemos quanto dura a imunidade de uma vacina quando a aprovamos”, explica. Portela lembra o caso de outro vírus, o da varicela. Os EUA introduziram uma vacina de dose única da empresa farmacêutica MSD em 1995 e a incidência da doença caiu rapidamente em 90%. No entanto, anos depois, surtos de varicela começaram a ser detectados em escolas onde as crianças tinham sido vacinadas. As autoridades sanitárias norte-americanas recomendaram em 2006 a administração de uma dose de reforço. “E o problema desapareceu”, diz Portela.

“O que conseguimos com as vacinas contra a covid-19 é ensinar o sistema imunológico a enfrentar o SARS-CoV-2 e derrotá-lo. É o que nos dizem os dados da Pfizer e da Moderna. Se o sistema imunológico se esquece ou perde potência dentro de quatro anos, o que fazemos é dar-lhe outra dose da vacina para lembrá-lo de como estar preparado para combater o vírus. Normalmente, quanto mais doses você der, mais estimulado fica o sistema imunológico. Se ocorrer uma queda da imunidade depois de quatro anos, a seguinte talvez aconteça dentro de 20 anos”, considera Portela.

Existem outros países que preferem esperar antes de vacinar?

“A vacinação apressada não é a resposta para a Suíça”, disse a agência reguladora de medicamentos do país da Europa Central, a Swissmedic, em um comunicado datado de 11 de dezembro. “A segurança dos cidadãos suíços é a principal prioridade”, disse a agência. A Suíça surgiu nas últimas semanas como a alternativa prudente diante da pressa em começar a vacinar do Reino Unido e dos EUA, mas o porta-voz da agência, Lukas Jaggi, negou tal versão esta semana. “A Swissmedic não está adotando uma estratégia mais lenta ou excessivamente cautelosa. Estamos alinhados com outras agências, com as quais colaboramos”, disse Jaggi a este jornal na terça-feira.

Na Suíça, que tem 8,5 milhões de habitantes, houve menos de 6.000 mortos por covid-19 desde o início da pandemia, razão pela qual as autoridades não pareciam ter a mesma urgência que outros países. No entanto, neste sábado a Suíça se tornou o primeiro país a autorizar uma vacina contra a covid-19, a da Pfizer, pelo procedimento normal, não pelo de emergência. “As autoridades sanitárias suíças já divulgaram a estratégia de vacinação, com início previsto para o começo de janeiro”, explica o vacinologista Paul-Henri Lambert, da Universidade de Genebra.

Lambert é um dos especialistas da Colaboração Brighton, uma organização internacional para garantir a segurança das vacinas. O pesquisador alerta que, ao vacinar milhões de pessoas, haverá muitas doenças que parecem estar relacionadas às injeções, sem o estar. “Não será fácil descartar uma relação de causa e efeito. Precisaremos de grandes estudos epidemiológicos”, alerta.

A virologista Isabel Sola incentiva os indecisos a se vacinarem o mais rápido possível: “É preciso ter confiança. Não uma confiança cega, mas confiança no que sabemos, na evidência científica. Os resultados que temos são convincentes: estas vacinas são eficazes e seguras. Se não nos vacinarmos, qual é a alternativa?”.

fonte: brasil.elpais.com

São Luís: Maranhão possui 189.581 pessoas recuperadas da covid-19

Foto: Divulgação

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), ontem (19), identificou que o Maranhão possui 199.105 casos confirmados e 4.426 mortes por coronavírus.

Nas últimas 24h foram registrados 11 novos casos e 6 mortes pela doença.

De acordo com o boletim, São Luís está com 93 leitos ocupados, sua capacidade é de 224. Imperatriz está com 36 leitos ocupados de um total de 113, enquanto as demais regiões possuem 501 leitos, com um total de 69 ocupados.

Dos 199 mil casos, 5.098 estão ativos. Desses, 4.718 estão em isolamento domiciliar, 238 internados em enfermaria e 142 em leitos de UTI.

O estado registra 189.581 pessoas recuperadas da doença. Mais de 474 mil testes foram realizados, 362.930 casos foram descartados e hoje (20), o número de casos suspeitos é 2.963.

Dos novos óbitos registrados no estado, nenhum deles aconteceu nas últimas 24h. Todas as outras são de dias e/ou semanas anteriores e aguardavam o resultado do exame laboratorial para Covid-19.

fonte: oimparcial.com.br