Encerramento do Festejo de São Benedito em 2019/Foto: Sandro Vagner (arquivo do Blog)
Quem trás na mente os grandes e bons momentos do festejo em Honra a São Benedito, com Igreja lotada durante as Missas, depois a ida ao Anfiteatro Dom Jacinto Brito, terá que se acostumar com as mudanças em tempo de pandemia.
Hoje (20), Pedreiras e Trizidela do Vale foram acordadas com a alvorada pirotécnica que anunciou o início do festejo. No Anfiteatro Dom Jacinto Brito teve o tradicional café da manhã, mas com todos os cuidados, conforme as exigências da Organização Mundial de Saúde.
Padre José Geraldo – Reitor do Santuário de São Benedito/Foto: Sandro Vagner
Segundo o Padre José Geraldo, durante entrevista ao repórter Ribinha da FM no Tribuna 101, na rádio Cidade FM, teve também o Hasteamento das Bandeiras e o Ofício Divino. Na primeira noite de Novena, com a participação do Padre Rodrigo, a população foi convida a participar, e mais uma vez o Reitor do Santuário fez questão de dizer que todos os protocolos sanitários, tanto do Estado como da Diocese, serão obedecidos.
“Quando se fala de Benedito, se fala do povo de Pedreiras. Eu quero deixar bem claro pra comunidade, em conversa com o Bispo, ontem (19), não há nada aqui no Anfiteatro. Eu quero aqui colocar, como o Parque não tinha onde se colocar, o parque se colocou aqui no Anfiteatro, por eles. Eu tô colocando isso bem claro, pra depois não dizer que o Padre está aglomerando pessoas. Não vamos ter quermesse aqui, a quermesse vai ser rapidinha, no Patamar. A nossa fonte desse ano, vai ser o bingo, por que é o dinheiro que nós vamos ter para pagar a Diocese e também para pagar as despesas da festa.” Concluiu.
Foto: Sandro Vagner
Quanto a realização da tradicional Procissão com a imagem de São Benedito, Padre José Geraldo disse ao Blog que haverá apenas uma carreata com a imagem do padroeiro, cumprindo determinação do Bispo. Acontecerá apenas a Missa de encerramento em frente à Igreja, como de costume.
Alunos do projeto ‘Eu posso ser poeta’, de Lidiane Lima, uma das vencedoras do prêmio Educador Nota 10: aprender sobre cultura e história afro-brasileira muda a auto-imagem dos alunos. — Foto: Nidiacris Ribeiro/Trupe Filmes
“Um dia, um pai nos procurou, chorando. Disse que o filho de 4 anos não queria ir para a escola, porque o amigo falou que não gosta de sentar perto de criança preta”, afirma Humberto Baltar, professor e idealizador do coletivo Pais Pretos Presentes.
“Tenho uma aluna negra, pequena, que é chamada de urubu pelos colegas. Outro, de macaco. Outro, tem o apelido de negresco”, revela a professora Lidiane Lima, uma das 10 vencedoras do prêmio Educador Nota 10, da edição de 2020.
A educação no Brasil é um direito constitucional, garantido a todos. Mas, para as crianças negras do país, há desafios particulares que ainda precisam ser enfrentados.
Embora a presença de negros (pretos e pardos) em escolas do país tenha crescido nos últimos dez anos (veja gráfico abaixo), as diferenças raciais nos índices de educação ainda são frequentes:
Evasão: a proporção de jovens de 15 a 29 anos que não concluíram o ensino médio e não estudavam em 2019 era maior entre pretos e pardos (55,4%) do que entre brancos (43,4%).
Anos de estudo: pretos e pardos têm menos anos de estudo (8,6), em média, se comparado aos brancos (10,4).
Reprovação: é menor a proporção de pretos e pardos que estudam na série correta de acordo com a idade (85,8%). Entre alunos brancos, o percentual é de 90,4%.
Analfabetismo: a falta de acesso à educação é mais frequente também entre negros. O índice daqueles que não sabem ler e escrever é maior na população negra (8,9%), do que na branca (3,6%). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Ainda não rompemos com essa imagem do indivíduo negro ora submisso, ora perigoso”, afirma a doutora em História Política Iamara da Silva Viana, professora da PUC-Rio.
“A gente acha que exclusão é só falta de acesso à escola. Mas ela também é operada dentro da escola. Não é porque tem garantia de ingresso que todos vão se sentir incluídos no processo. Presença física não é sinônimo de inclusão”, afirma o professor e historiador Higor Ferreira, que pesquisa escravos, libertos e livres de cor na capital do Rio de Janeiro no século 19.
O vídeo abaixo mostra como o racismo é tratado nas escolas e iniciativas que buscam uma educação mais inclusiva.
A luta do negro para ter educação
Documentos históricos apontam que o acesso à educação era valorizado pelos negros, mesmo quando as leis imperiais dificultavam a aprendizagem deles.
“Isso demonstra que o cenário é mais complexo do que se imagina. Quem tem mais propensão a ficar com doença contagiosa? Comunidades mais pauperizadas, formadas por negros libertos ou filhos deles”, afirma Ferreira. “Os negros não são proibidos, eles podem ir à escola, mas temos provas de que nem sempre a acolhida é a melhor”, afirma.
Dentro deste cenário, houve iniciativas lideradas por negros para educar seus filhos. Uma delas é a escola fundada por Pretextato dos Passos e Silva, em 1853.
Um dossiê feito por Pretextato, encontrado no Arquivo Nacional pela pesquisadora Adriana Silva, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), traz a informação que “em algumas escolas ou colégios, os pais dos alunos de cor branca não querem que seus filhos ombreiem com os de cor preta”.
Também descrevia que os alunos negros não tinham boa acolhida nas escolas e que ele mesmo, por ser “preto”, foi convocado pelos pais de família para abrir uma “pequena escola de instrução primária, admitindo seus filhos da cor preta, e parda”.
Ferreira também destaca exemplos de autodidatismo, como o de Luiz Gama. “Quem ensinou Luiz Gama a ler e escrever foi um amigo, um companheiro da mesma fazenda em que ele trabalhava”, conta Ferreira.
“Além disso, temos relatos de senhores botando escravos para ler e escrever, pensando nesta instrução como ‘negócio’, porque poderia vendê-los por um preço maior”, afirma. “Ensino era estratégico, e para o cativo também era interessante, porque se ele se alforriasse, teria mais chances [de sobrevivência]”, relata Ferreira.
167 anos após a escola do Pretextato, em 2020 ainda há instituições que selecionam os estudantes pela cor de suas peles, afirma Luana Tolentino, educadora, mestre em educação, autora do livro “Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula”.
“Das nove escolas que pesquisei para colocar meu filho, só uma coordenação pedagógica buscava trazer a diversidade cultural para as crianças. E eu moro no Rio, uma das cidades mais plurais do Brasil”, diz Baltar, do coletivo Pais Pretos Presentes.
“A criança preta não se vê no material, não se vê nas aulas, não se vê nas falas dos educadores, e não se vê nas relações sociais. Agora chamam de bullying, mas todo mundo sabe que é racismo quando uma criança não tem amiguinhos no recreio por causa do seu tom de pele. Isso é racismo estrutural”, afirma.
Joe Biden, durante entrevista coletiva em Delaware Foto: JIM WATSON / AFP
O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, chamou de “totalmente irresponsável” a recusa do presidente Donald Trump de aceitar os resultados da eleição presidencial de duas semanas atrás. Em entrevista coletiva em Delaware, o democrata chamou a estratégia de questionar sua vitória de “realmente ultrajante”.
— Acho que (os americanos) estão testemunhando uma irresponsabilidade incrível, mensagens incrivelmente prejudiciais sendo enviadas ao resto do mundo sobre como a democracia funciona — declarou. — Não sei seus motivos, mas acho que ele é totalmente irresponsável.
Além de tentar tumultuar os dias que antecedem a formalização dos resultados, Trump também age para dificultar o trabalho da equipe de transição. O maior exemplo vem da Administração de Serviços Gerais, um órgão responsável por liberar a verba para as ações de mudança de governo: até hoje a chefe da agência não reconheceu a vitória de Biden, o que impede o acesso ao dinheiro.
Em outra frente, o Departamento de Saúde vem ignorando pedidos dos integrantes da transição para que informações sobre a Covid-19 sejam compartilhadas. Segundo informações da imprensa americana, foi emitida uma ordem interna para que os funcionários do informem seus superiores caso recebam pedidos do tipo. Na prática, um veto explícito a qualquer tipo de cooperação.
Ações como essa, na visão dos democratas, podem potencialmente atrapalhar os planos para adotar uma nova política de combate ao novo coronavírus imediatamente após a posse de Joe Biden, no dia 20 de janeiro. O democrata deixa claro que a pandemia é sua maior prioridade, e defende a união de todos neste momento desafiador. Nesta quinta-feira, ele se reuniu com dez governadores, cinco deles republicanos: Larry Hogan, de Maryland, Asa Hutchinson, do Arkansas, Gary Herbert, de Utah, Charlie Baker, de Massachusetts, e Kay Ivey, do Alabama. Ali, cogitou emitir ordem nacional exigindo o uso de máscaras.
— Dez governadores impuseram medidas sobre as máscaras e reconheceram a necessidade do uso universal das máscaras — disse na entrevista coletiva. — Não é uma declaração política, é um dever patriótico.
Outro foco é a economia. Ao mesmo tempo que defende mais medidas de estímulo, como a que está sendo discutida no Congresso, reafirmou que não vai impor um lockdown nacional, como alguns apoiadores de Donald Trump o acusaram de planejar.
— Não vou fechar a economia, ponto. Vou bloquear o vírus. É isso que vou atacar — declarou Biden. — Cada região e cada comunidade podem ser diferentes. E não há circunstâncias que demandem um lockdown nacional. Acho que seria contraprodutivo.
A pandemia do novo coronavírus já provocou a infecção de 5.981.767 pessoas desde o seu início. Nas últimas 24 horas, foram registrados 35.918 novos diagnósticos positivos para covid-19. Ontem, o sistema de dados trazia 5.945.849 casos acumulados.
Desde o início da pandemia 168.061 pessoas morreram. Entre ontem e hoje, foram identificadas 606 novas mortes. Ontem o sistema registrava 167.455 óbitos pela doença. Existem 5.407.498 pessoas que já estão recuperadas. Ainda há 2.173 falecimentos em investigação, conforme dados relativos a ontem.
Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada em entrevista coletiva realizada hoje (19) na sede do órgão, em Brasília. O balanço é feito a partir das informações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde.
Na última semana o Ministério teve dificuldade de atualização dos dados em razão de um problema no sistema de informática. Na entrevista coletiva de hoje, o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, afirmou que se tratou de um ataque hacker.
Estados
Os estados com mais mortes pela covid-19 são São Paulo (41.074), Rio de Janeiro (21.806), Minas Gerais (9.648), Ceará (9.467) e Pernambuco (8.890). As Unidades da Federação com menos óbitos pela doença são Acre (710), Roraima (711), Amapá (785), Tocantins (1.146) e Rondônia (1.513). Após vários dias com menos mortes, Roraima ultrapassou o Acre, que passou a ser a Unidade da Federação com menos vidas perdidas para a pandemia.
Antônio França (Prefeito) e Dr. Humberto Feitosa/Fotos: TSE
Desde segunda-feira (16), o programa Tribuna 101, que vai ao ar de segunda a sexta na Cidade FM, das 07h às 10h, está recebendo diversos candidatos vitoriosos e derrotadas, que estão agradecendo os votos conquistados nas eleições para Prefeito e Vereador de Pedreiras.
O atual prefeito de Pedreiras, Antônio França de Sousa, já usou o programa por duas vezes para fazer seus agradecimentos, mas na segunda participação, criticou duramente seu opositor, Dr. Humberto Feitosa, que esteve terça-feira (17) agradecendo os votos, e fez um questionamento sobre a vitória da candidata eleita, Vanessa Maia.
Dr. Humberto, que ficou em segundo lugar, com 6.624 votos, disse que a justiça deveria ser mais rigorosa e relatou um exemplo:
“Por exemplo, aqui nós temos uma situação muito clara aqui em Pedreiras. Pedreiras é uma cidade desmembrada que tem Trizidela do Vale como filha, são cidades contíguas, são cidades que os problemas de uma se confundem com os problemas da outra, então, a justiça eleitoral permitir que um prefeito de dois mandatos, lance sua esposa como candidata na cidade aqui contígua, onde o grito de uma cidade, se ouve do outro lado, então, esse tipo de abuso de poder político e econômico que acontece, a justiça eleitoral tem que ser mais rigorosa. A questão da interpretação, se você acha, não que dizer que um prefeito com dois mandatos, lança a esposa na cidade aqui, vizinha, que é só atravessar a ponte, quê que é isso? Então, essa questão interpretativa, ela tem que ser levada em consideração, não tirando aqui os méritos da vencedora, da Vanessa, e eu torço até pra que faça um grande governo, por que Pedreiras precisa realmente de um prefeito que atenda suas necessidades.”
No dia seguinte, diante às críticas de Dr. Humberto, o prefeito de Pedreiras, Antônio França de Sousa, voltou ao programa Tribuna 101, apresentado por Klayrton Sousa, e rebateu as críticas de seu opositor, quanto ao questionamento da vitória da candidata Vanessa Maia.
Disse ele:
“Eu estava ouvindo a entrevista de um candidato a prefeito, ontem, aqui, onde ele estava questionando a juíza, onde ela permitiu que a candidata Vanessa, eleita, que ela fosse candidata. Eu quero dizer à população de Pedreiras, que nós temos que ser bem coerentes, por que, na verdade, se a juíza permitiu, ela tá baseada em alguma coisa, não vou questionar isso, mas na verdade quem tinha o falar final, ou apontar final, é o povo. Se o povo foi às urnas e deu a votação pra ela, e ela está eleita, nós temos que respeitar, por que é a democracia. Ah, mas teve recurso, teve dinheiro, foi comprado, mesmo algum recurso foi dado pra o povo e recebido, nós sabemos que foi dado, e é hipocrisia desse candidato quando ele vem aqui falar de corrupção dentro dessa eleição, por que ele também usou desse artifício, e aqui eu bato no peito e desafio qualquer um dizer isso de mim, por que eu usei da proposta, da coragem de dizer que não tinha recurso, porque eu não tinha realmente, não preparei a gestão pra fazer campanha, pra usurpar o dinheiro público pra me manter no cargo. Eu tive a coragem de fazer uma campanha limpa, e isso, eu bato no peito e desafio qualquer um outro candidato, dos três que ficaram aí, que tenha feito dessa forma. Não, se o povo foi às urnas e votou, mesmo tendo recebido algum recurso, mas, mesmo lá, a pessoa que recebeu o recurso e a urna, só é ele e a urna, de certa forma ele escolheu dá esse voto pra ela e eu tenho que respeitar, a democracia foi feita, por mais que ela tenha sido lesada por algum motivo, mas aquele que usou do mesmo artifício e não sobressaiu, não pode dizer que houve má fé, por que a má fé partiu de todos desses dois que estão aí à frente, mas, respeito nesse momento, quem está eleita é ela, e eu estou trabalhando pra fazer uma transição tranquila, por que eu estou prefeito até o dia dia 31, daí pra frente, Antônio França volta a ser uma pessoa normal. Mas, mesmo assim, continuo sendo um político sem mandato , mas que estará trabalhando pra população de Pedreiras, por que é o que eu gosto de fazer. Me manterei firme junto ao meu povo, aqueles que acreditaram em mim, e nós vamos pra luta por que eu acredito muito em Pedreiras, acredito muito. E desejo aqui, hoje, com todo carinho do mundo, que a prefeita eleita, Vanessa Maia, possa realmente fazer um grande mandato, que Pedreiras merece, se eu não pude atender os anseios da população, e hoje estou aqui, saindo do mandato, mas eu não quero, de forma alguma, que ela passe pelas dificuldades, em 10%, do que eu passei, pelas humilhações de 10% que eu passei. Por que, não é que eu estou hoje sem mandato, não é por que eu perdi a eleição, que eu vou agora desejar o mal pra Pedreiras ou até mesmo pra ela. Espero que Deus possa usar de toda sabedoria, pra com ela, e ela possa fazer um grande mandato, e assim, Pedreiras possa sair desse marasmo, inclusive, quebrando vários costumes de famílias tradicionais de Pedreiras, por que, com certeza, Pedreiras tem respaldo pra sobressair, e desejo a ela um grande mandato, que Deus abençoe a ela, a família dela, enfim, abençoe o povo de Pedreiras.” Disse Antônio França.
As entrevistas dos dois candidatos repercutiram no meio político de Pedreiras.
O ator Jonas Mello foi encontrado morto no apartamento dele, em Santana, Zona Norte de São Paulo, no final da tarde desta quarta-feira (18). Ele tinha 83 anos. A informação foi confirmada à TV Globo pela irmã do artista, Josefina Rodrigues de Mello.
De acordo com Josefina, Jonas passou mal e ligou para um primo. Quando o familiar chegou ao local, Jonas já tinha falecido. Família diz que ele morreu de causas naturais.
Josefina afirma que o irmão levava uma vida saudável e não tinha problemas de saúde. Ultimamente, dedicava-se à dublagem de filmes.
Jonas era solteiro e sem filhos. Deixa, além de Josefina, outras duas irmãs. O corpo deve ser velado a partir das 14h no Cemitério Memorial de Santos, no litoral paulista. O sepultamento está previsto para ocorrer às 18h.
Seu último trabalho na TV foi interpretar um capanga na novela “Flor do Caribe”, da TV Globo, em 2013.
Jonas Mello nasceu em São Paulo, em 20 de outubro de 1937. Iniciou carreira na televisão em 1969, na produção “A cabana do Pai Tomás”, na TV Globo.
Na Record, fez “Os deuses estão mortos”, “Sol amarelo”, “O tempo não apaga”, “O leopardo”, “Vendaval”, “Vidas Marcadas” “Estrela de fogo”, “Por amor e ódio”, “Escrava Isaura” e a minissérie “O desafio de Elias”.
Na Tupi (extinta), Mello trabalhou em “Os inocentes”, “Meu rico português”, “Os apóstolos de Judas”, “Um Sol maior” e “João Brasileiro, o bom baiano”.
Na Globo, participou de “Os gigantes”, “Chega mais”, “Coração alado”, “Baila comigo”, “Terras do sem fim”, “Partido alto”, “O outro”, “Bambolê”, “Pacto de sangue”, “Barriga de aluguel”, “O portador”, “Suave veneno”, “Vila Madalena”, “Araguaia”, “O Astro” e “Salve Jorge”.
Na Cultura, atuou em “O coronel e o lobisomem” e “Paiol velho”.
No SBT fez as novelas “Conflito”, “Acorrentada”, “Jogo do amor” e “Dona Anja”.
Na Bandeirantes, integrou o elenco de “Maçã do amor”.
Na Manchete (extinta), trabalhou em “Dona Beija” e “Mandacaru”.
Na CNT/Gazeta, atuou nas minisséries “Irmã Catarina” e “Ele vive” e as novelas “A última semana” e “Antônio dos milagres”.
Cinema
No cinema, atuou em “O Cangaceiro” (1997) e “Lula, o filho do Brasil” (2010). Também foi dublador de diversos filmes e desenhos animados.
O velório e o sepultamento serão realizados nesta quinta (19), no cemitério Memorial de Santos. Os horários, no entanto, ainda não foram definidos.
Homens usam celular no centro de São Paulo – Danilo Verpa – 27.jul.2018/Folhapress
Bancos e fintechs estão disputando as informações de clientes em cadastros de chaves Pix. Para atrair os usuários, as instituições chegam a oferecer cupons para concorrer a até R$ 1 milhão. A nova solução de transferências e pagamento foi lançada na segunda-feira (16).
A disputa acontece porque há um limite de chaves que podem ser cadastradas para cada pessoa. Se um cliente inserir o CPF no Banco do Brasil, por exemplo, a chave se torna exclusiva da instituição, e ele não poderá utilizá-la para receber transferências por outro banco, no caso de ter mais de uma conta.
Cada cliente pode ter até cinco chaves para cada conta da qual for titular.
A bolada de R$ 1 milhão é oferecida pelo Santander, que vai sortear dois prêmios nesse valor —um para conta de pessoa física, outro para pessoa jurídica. Para concorrer não basta cadastrar a chave, precisa também realizar transações Pix pelo banco.
No Banco do Brasil, os prêmios vão a até R$ 100 mil para cada chave cadastrada. No total, a instituição vai sortear R$ 700 mil divididos em 237 prêmios. No Itaú, a cada chave o cliente recebe R$ 5 e, para a primeira transferência acima deste valor, outros R$ 5.
Fintechs também entraram na briga. O Nubank lançou uma promoção para clientes que podem concorrer a R$ 20 mil. Em um segundo momento da promoção, cada transferência feita por Pix dá ao cliente o direito a concorrer a R$ 50 mil.
Outras promoções envolvem programas de pontos, como no caso do C6 Bank. Quem cadastrar número de celular ou CPF como chave na instituição financeira recebe 500 pontos no programa de fidelidade.
“A chave é o seu domicílio bancário. A disputa está em cadastrar o maior número de chaves, para ser o domicílio principal do cliente”, analisa Otavio Farah, sócio do FitBank, que faz gestão de pagamentos para bancos e fintechs.
“As empresas atuando mais pesadamente são as que têm uma massa de clientes grande. Se eu tenho todas as chaves em um banco só, certamente meu dinheiro vai para lá.”
Farah avalia que, do ponto de vista do cliente, o ideal é não acumular todas as chaves em um mesmo canal. Mas lembra que o cadastro não é definitivo, já que é possível realizar a portabilidade dos cadastros. “Ter uma diversidade grande dá condição ao cliente de testar o serviço de todo mundo e ver o que faz mais sentido para ele.”
À Folha, o Nubank respondeu que a Tem WOW Nesse Pix, nome dado à sua promoção, foi lançada como uma forma de “celebrar a chegada do novo arranjo e incentivar a adoção dos nossos clientes.”
Sobre concentrar o número de chaves de um cliente, a fintech respondeu que “é uma maneira de ter maior controle dos dados pessoais —os clientes podem dividir a chave do celular apenas com amigos e o CPF apenas com estabelecimentos comerciais, por exemplo— e também é uma maneira de concentrar e controlar o saldo em uma única conta.”
O Itaú disse que os benefícios oferecidos são uma forma de “estimular que as pessoas conheçam o Pix e percebam como é uma opção simples, ágil e segura para pagar e receber.” Para o banco, “uma maior quantidade de chaves cadastradas para o mesmo cliente indica maior nível de fidelização e relacionamento, além de reforçar ainda mais a segurança dos dados e das transações.” A instituição também citou a vantagem para o cliente de poder escolher qual chave dar para cada tipo de pagador.
As 120 mil primeiras doses da CoronaVac, vacina contra a covid-19, desenvolvida pelo laboratório Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, chegaram na manhã de hoje (19) a São Paulo. O material foi importado da China pelo governo de São Paulo e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
A CoronaVac é uma das quatro vacinas contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) que estão sendo testadas no Brasil. O governo de São Paulo firmou acordo para a compra de 46 milhões de doses e para a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan. Entretanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não autorizou a utilização da vacina, que está na terceira fase de testes, quando é aplicada em humanos. Até o momento a vacina mostrou segurança e eficácia, segundo os estudos.
O governador João Doria, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o secretário Estadual de Saúde, Jean Gorinchtey, acompanharam a chegada do lote.
Após uma lenta queda no número de casos e óbitos por coronavírus, observada nos últimos dois meses, o país voltou a ser assombrado pela pandemia da Covid-19. Estados de todas as regiões do país, como Rio, São Paulo, Mato Grosso, Acre e Paraná, observam as médias móveis de ocorrências e mortes até triplicarem nos últimos dias.
Especialistas em saúde pública alertam que municípios em condições mais críticas devem reforçar medidas de isolamento social — uma iniciativa que, reconhecem, poderá ser recebida com resistência pela população, após meses de quarentena e à beira das festas de fim de ano.
Para a microbiologista da Universidade de São Paulo (USP) Laura de Freitas, algumas áreas do país já deveriam inclusive estar editando decretos com medidas de isolamento mais rígidas, como fechamento de comércio e de outras atividades.
— Está no momento. A gente está vivenciando a escalada dos casos, o ideal é fechar agora para não piorar e sobrecarregar hospitais — afirma Freitas.
Segundo a especialista, as medidas para diminuir os números são as conhecidas: isolamento social, máscara e álcool em gel.
— O uso da máscara é ainda mais recomendável agora do que no começo da pandemia porque a ciência descobriu que a máscara diminui a gravidade da doença. Quem é infectado usando o equipamento recebe uma carga viral menor e tende a ter uma doença mais branda — diz ela, para quem já se começa a se formar uma segunda onda da doença.: — É um fato. Na verdade, a primeira nem terminou. Diferentemente da Europa, aqui o número de casos só sofreu um declínio e já voltou a subir.
Coordenador da Frente de Diagnóstico da Força-Tarefa da Unicamp contra a Covid-19, Alessandro Farias avalia que o recente aumento de casos da pandemia é uma “semana de maremoto”.
— Não sei se esses índices continuarão crescendo, porque o cenário atual do Brasil não pode ser comparado ao visto na Europa, onde os países quase zeraram o número de casos até chegar uma segunda onda. Nunca nos aproximamos dessa realidade — afirma. — A população começou a relaxar e voltou às ruas, mesmo sem haver vacina. É difícil fazer lockdown e evitar a volta ao pico da pandemia, porque precisamos pensar em soluções para os comerciantes não fecharem as portas.
Já Paulo Petry, doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), considera que a população se “cansou da pandemia” e que a chegada do verão provocou aglomerações. Uma consequência é o aumento na taxa de transmissão.
Em seu levantamento mais recente, divulgado ontem, o Imperial College de Londres constatou que a taxa média de transmissão (Rt) da Covid-19 no Brasil foi de 1,1 na última semana — ou seja, cada cem pessoas contaminadas contagiam outras 110. A taxa de contágio é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2. Desta vez, ela cresceu 0,33 e voltou praticamente ao mesmo patamar de duas semanas atrás.
— É um ciclo inexorável: a incidência, as hospitalizações, as internações em UTI e as mortes — lamenta Petry. — Nunca fizemos verdadeiramente uma quarentena, nos restringimos ao distanciamento. Precisamos pensar em medidas mais severas e apelar para a colaboração da população. Infelizmente haverá um impacto econômico e um custo emocional diante das festas de fim de ano.
Nesta terça-feira, foram registrados 32.262 novos casos e 676 novos óbitos nas últimas 24 horas, totalizando 5,9 milhões de infectados e 166.743 vidas perdidas desde o início da pandemia, segundo boletim do consórcio de veículos de imprensa. A média móvel de mortes foi de 557, a maior dos últimos 35 dias, com tendência de alta em 14 estados. Trata-se de um crescimento de 45% em relação há 15 dias.
A média móvel de casos, por sua vez, ficou em 29.674, 71% acima do que há duas semanas. Esse índice apresenta tendência de alta em 17 unidades da federação
Para o pesquisador de Métodos Analíticos em Saúde Pública da Fiocruz Marcelo Gomes, os quatro dias sem divulgação do número de mortes em alguns estados atrapalharam os diferentes prognósticos feitos em cima dos dados.
— Esse apagão (em função do sistema do Ministério da Saúde) foi gravíssimo e prejudicial para todos os tipos de análise, porque, levando em conta os dados de divulgação, ele represou os números, que depois foram sendo divulgados. Isso deve trazer problemas, principalmente para análise da média móvel.
O Coronel Jurandir de Sousa Braga esteve hoje (18) pela manhã na rádio FCFM, em entrevista ao jornalista Alberto Barros.
Ele, que está a frente do Comando de Policiamento de Área (CPI4 – Codó, Caxias, Coroatá e Timon), explicou a dinâmica da ação policial de sucesso que frustrou ontem, 17/11/2020, a tentativa de assalto ao banco do Brasil de Codó.
Explicou que os bandidos saíram de Codó usando dois veículos. Depois que a imprensa divulgou que a cidade estava cercada, eles abandonaram a família do gerente próximo ao KM 17 para passarem pela barreira sem chamar a atenção, e foi o que ocorreu.
Os dois carros passaram e seguiram rumo à Caxias. Já no município vizinho, um destes veículos, com dois ocupantes, entrou em área de mata. Foram estes dois que acabaram abordados pela PM. Houve troca de tiros e os bandidos, feridos no confronto, morreram antes de chegar ao hospital.
“Os dois estavam aqui pela manhã e eles estavam com dois revólveres calibre 38, foram apreendidos, foram apresentados no plantão central da polícia civil de Caxias, dois revólveres calibre 38, então é sempre bom a gente frisar que a Polícia Militar não tem como função constitucional tirar a vida de ninguém, mas a partir do momento em que o camarada responde à voz de prisão com disparo de arma de fogo a PM vai responder na mesma proporção, sem abuso, sem excesso que foi o que aconteceu (…) e os indivíduos foram levados ainda do local com vida, mas não resistiram aos ferimentos e entraram em óbito antes de chegar no Hospital Macrorregional de Caxias”, explicou o Coronel
Arma, dinheiro, celular e documentos que estavam em poder dos bandidos
O comandante da PM afirmou que é possível que pelo menos dois ou 3 bandidos que participaram da tentativa tenha conseguido escapar. Quanto aos 2 mortos, estavam com identidade no bolso, mas a polícia resolveu não divulgar porque ainda está analisando se são falsas, como é de costume serem nestes casos.
A família e o gerente Antonio Miranda, que passa por esta situação pela segunda vez, estão bem. Ele teve metade de uma dinamite amarrada ao corpo e ficou livre o explosivo às 14h26min de ontem.