O prefeito Antônio França autorizou a antecipação do pagamento do 13º salário para os servidores efetivos. De acordo com a Secretaria Municipal de Finanças, a primeira parcela será efetuada já no dia 30 de julho, data em que estará disponível nas contas dos funcionários.
A medida demonstra todo o compromisso e respeito da Gestão Honra e Trabalho com os servidores municipais, e significa ainda mais dinheiro circulando no município, amenizando os impactos econômicos vividos em tempos de pandemia e restrições aos comerciantes que aos poucos estão recuperando movimentação normal.
Brasil entra em acordo mundial de vacinas, aponta ONU Foto: Getty Images/iStockphoto
Governos do Reino Unido, EUA e Canadá acusam a inteligência estatal russa de invadir pesquisas farmacêuticas e acadêmicas internacionais em uma tentativa de vencer a corrida para garantir uma vacina contra a Covid-19. Segundo eles, hackers usam spear-phishing e malware para tentar obter acesso à pesquisa.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou as acusações à agência de notícias russa TASS.
— Não temos informações sobre quem pode ter invadido empresas farmacêuticas e centros de pesquisa. Só podemos dizer uma coisa: a Rússia não tem nada a ver com essas tentativas. Não aceitamos essas acusações, nem as habituais acusações de interferência nas eleições de 2019 — afirmou.
O Centro Nacional de Cibersegurança (NCSC) do Reino Unido, em comunicado divulgado nesta quinta-feira, informou que os setores de vacinas e terapêuticos nos três países foram alvo dos hackers. A declaração — coordenada com os governos dos EUA e do Canadá — não lista os nomes de instituições afetadas “por motivos de segurança”.
Provavelmente, houve pouco dano imediato à saúde pública global, disse Mike Chapple, professor associado que ensina segurança cibernética na Universidade de Notre Dame e ex-oficial de inteligência da Força Aérea.
“O dano potencial aqui é limitado ao aspecto comercial, às empresas que estão dedicando muito de seus próprios recursos ao desenvolvimento de uma vacina na esperança de que haja retorno financeiro no futuro”, disse ele ao jornal The New York Times.
O governo americano não disse quanta informação sobre vacinas o grupo russo roubou ou que dano aos esforços de pesquisa que os hackers podem ter causado. Algumas autoridades sugeriram que os ataques não foram muito bem-sucedidos, mas são bastante difundidos para garantir um aviso internacional coordenado.
As armas de defesa cibernética dos três governos publicaram avisos destinados a ajudar as organizações de assistência médica a reforçar sua defesa em redes de computadores.
O Imperial College London, que assumiu um papel de liderança na pesquisa da Covid-19, emitiu um comunicado dizendo que toma as medidas de segurança apropriadas e “se beneficiou dos conselhos do governo” para fornecer proteção extra ao seu trabalho com vacinas.
O Reino Unido atribuiu ao grupo hackers APT29, conhecido como “cozy bear” (urso confortável, em tradução livre) responsabilidade pelos ataques, e que “quase certamente” opera como parte da inteligência estatal russa. O grupo também já recebeu a alcunha de The Dukes.
O malware usado pela Cozy Bear para roubar a pesquisa de vacinas incluía códigos conhecidos como “WellMess” e “WellMail”.
O grupo russo não usou esse malware anteriormente, segundo autoridades britânicas. Mas autoridades americanas disseram que estavam confiantes em atribuir os ataques ao grupo hacker russo.
“Condenamos esses ataques desprezíveis contra aqueles que fazem um trabalho vital para combater a pandemia de coronavírus”, disse o diretor de operações da NCSC, Paul Chichester, em comunicado por e-mail. “Trabalhando com nossos aliados, o NCSC está comprometido em proteger nossos ativos mais críticos e, neste momento, nossa principal prioridade é proteger o setor de saúde”.
Os russos não estão sozinhos na tentativa de roubar informações sobre vacinas dos Estados Unidos e de outros países. O governo dos EUA alertou anteriormente sobre os esforços da China e do Irã para roubar pesquisas sobre vacinas.
Especialistas externos disseram que os russos estavam simplesmente copiando informações, não tentando prejudicar as organizações de pesquisa.
“Não me surpreenderia se os serviços de inteligência de todas as nações estivessem fazendo o mesmo tipo de coisa e usando as informações para avançar suas pesquisas contra o coronavírus”, disse Chappl.
Campanhas de hackers
A vinculação do APT29 às agências de inteligência russas não é nova. Por mais de uma década, o grupo é acusado de realizar ações coordenadas de hackers que têm como alvo governos, institutos de pesquisa e empresas em todo o mundo. É o que informa, por exemplo, análise publicada em março pela empresa de segurança cibernética Carbon Black.
O grupo foi identificado pela primeira vez em novembro de 2008 usando malware para atacar os chechenos, de acordo com um relatório de março de 2015 publicado pela empresa de segurança finlandesa F-Secure.
Mais tarde, o APT29 teria ampliado seus objetivos. O grupo tentou invadir departamentos governamentais na Geórgia, Turquia, Uganda em tentativa de reunir informações sobre as atividades da Otan, de acordo com o relatório da F-Secure.
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Em 2016, a empresa americana de segurança cibernética Crowdstrike vinculou o APT29 ao Comitê Nacional do Partido Democrata dos EUA (DNC, na sigla em inglês). Os hackers russos invadiram os servidores da DNC no verão de 2015 e mantiveram o acesso aos dados da organização por cerca de um ano, segundo pesquisadores da Crowdstrike. O CEO da Crowdstrike, Sean Henry, afirmou ao Comitê de Inteligência da Câmara em dezembro de 2017 que tinha um “alto grau de confiança de que era (obra do) governo russo” por trás desse ataque.
Artturi Lehtiö, diretor de estratégia e desenvolvimento corporativo da F-Secure, acompanhou de perto as atividades da APT29. Ele disse que, se o grupo tem como alvo organizações de pesquisa da Covid, isso é “um pouco incomum”, já que ele geralmente tem como alvo organizações estrangeiras e de segurança.
“Eles tradicionalmente buscam informações que informam políticas e suas interações com outras nações”, disse ele. “Mas o grupo às vezes se desvia desses alvos e envolve vários atores estatais na Rússia com prioridades diferentes”, conclui.
Morre Marina Melo, filha do deputado estadual Arnaldo Melo, em São Luís — Foto: Redes sociais
A filha do deputado estadual Arnaldo Melo (MDB) morreu nesta quinta-feira (16), em São Luís. A informação foi confirmada pelo próprio deputado, que publicou um comunicado nas redes sociais.
Ela sofreu uma parada cardíaca e chegou a ser levada a um hospital da capital, mas não resistiu.
“É com profundo pesar que informamos o falecimento de Marina Melo, filha do deputado Arnaldo Melo e Dra. Valderês. O velório está ocorrendo na Pax União (Centro) e o enterro será às 11h, no Cemitério do Vinhais. Agradecemos a todas as manifestações de apoio e solidariedade que estamos recebendo nesse momento de tanta dor, pela partida de nossa amada e doce Marina”, publicou o perfil oficial do deputado em uma rede social.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seguirá recomendação apresentada na noite desta terça-feira (14) pelos infectologistas que prestam consultoria sanitária para as eleições municipais e vai excluir a necessidade de identificação biométrica no dia da votação.
A decisão foi tomada pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, após ouvir os médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês, Marília Santini, da Fundação Fiocruz, e Luís Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein, que integram o grupo que presta a consultoria.
Técnicos do Tribunal também participaram da primeira reunião da consultoria sanitária, que é prestada de forma gratuita e pretende estabelecer um protocolo de segurança, que deverá ser replicado em todas as seções eleitorais do Brasil.
Para decidir excluir a biometria, médicos e técnicos consideraram dois fatores: a identificação pela digital pode aumentar as possibilidades de infecção, já que o leitor não pode ser higienizado com frequência; e aumenta as aglomerações, uma vez que a votação com biometria é mais demorada do que a votação com assinatura no caderno de votações. Muitos eleitores têm dificuldade com a leitura das digitais, o que aumenta o risco de formar filas.
A questão deverá ser incluída nas resoluções das Eleições 2020 e levada a referendo do Plenário do TSE após o recesso do Judiciário.
Ficou definido também na reunião que a cartilha de recomendação sanitária para o dia da eleição levará em conta cuidados para: eleitores (com regras diferenciadas para os que têm necessidades especiais); mesários; fiscais de partido; higienização do espaço físico das seções; policiais militares e agentes de segurança; movimentação interna de servidores e colaboradores no TSE e Tribunais Regionais Eleitorais (TREs); populações indígenas/locais de difícil acesso; e população carcerária.
O grupo deve se reunir semanalmente para definir as regras e a cartilha de cuidados.
Durante a reunião, os três médicos afirmaram ter a avaliação de que, em novembro – quando ocorrerá a eleição –, a situação da pandemia estará em condição bastante inferior à registrada atualmente.
O objetivo do grupo será “proporcionar o mais alto grau de segurança possível para os eleitores, mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral” por conta da pandemia da Covid-19.
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O trabalho consistirá na avaliação de todos os riscos à saúde pública durante a votação, além do desenvolvimento e divulgação dos procedimentos e protocolos sanitários e ambientais a serem adotados.
O adiamento das eleições de outubro para novembro, aprovado pelo Congresso, foi defendido pelo TSE para atender às recomendações médicas e sanitárias de que postergar o pleito por algumas semanas seria mais seguro para eleitores e mesários. Conforme a emenda constitucional, o primeiro turno será no dia 15 de novembro, e o segundo turno no dia 29 de novembro.
Um homem beneficiário do Instituto Nacional de Seguridade Social, morador de Lago da Pedra, que alegou ter sofrido descontos indevidos em seu benefício previdenciário, foi condenado por litigância de má-fé. Ele entrou na Justiça reclamando por danos morais e materiais, em face de descontos no seu benefício, dizendo não ter contraído nenhum serviço ou empréstimo junto à instituição financeira. A demanda teve como parte requerida o Banco Bradesco. Foi julgada uma série de demandas similares na 2ª Vara de Lago da Pedra, tendo o mesmo resultado.
Na ação, o homem alega que foram realizados descontos a título de cheque especial junto ao seu benefício previdenciário e, em virtude disso, o banco requerido efetuou descontos mensais nos seus proventos. A Justiça entendeu que, no caso, devem ser aplicadas as normas do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.079/90), por tratar-se de uma relação consumerista, de modo que a Instituição Financeira requerida é a fornecedora de serviços bancários e o requerente qualifica-se como consumidor.
INVERSÃO DA PROVA – A sentença relata que, neste caso, aplica-se a inversão do ônus da prova em favor do consumidor, com fundamento em artigos do Código de Defesa do Consumidor, em virtude da verdade de suas alegações e da sua condição de hipossuficiente processual. Portanto, cabe ao banco provar a existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
“Nesse sentido, e à luz das teses acima destacadas, o Banco requerido apresentou contrato da parte autora aderindo aos serviços bancários de conta corrente Pessoa Física, devidamente assinado por ela, conforme se observa no processo (…) Logo, todas essas provas certificam a validade dos contratos realizados entre as partes, além de comprovarem a anuência da parte autora na contratação, já que não foi trazido aos autos qualquer documento que comprove o contrário”, destaca a sentença.
“Por fim, a conduta da parte autora se enquadra nas condições ditadas pelo art. 80, do Novo Código de Processo Civil, de modo a acarretar condenação por litigância de má-fé, uma vez que, não tendo direito a qualquer indenização, na medida em que recebeu os valores financiados, ainda assim acionou o Judiciário para tirar proveito financeiro sobre a instituição bancária, incorrendo em tentativa de enriquecimento ilícito”, finalizou a sentença, estabelecendo multa de R$ 100,00 (cem reais) à parte autora.
Secretário de Segurança Publica durante coletiva sobre o assassinato dos pais do deputado Cléber Verde
A informação foi confirmada pelo pelo secretário de Segurança Pública do Estado Jefferson Portela, durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (15) na sede da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, em São Luís.
De acordo com o secretário Jefferson Portela, quatro pessoas participaram diretamente dos crimes. Ao chegarem ao local, encontraram Jesuíno que trabalhava concertando uma cerca da propriedade, a 150 metros da casa. Após uma possível luta corporal, ele foi atingido por disparos de arma de fogo e também por golpes de arma branca.
Em seguida o bando se deslocou até a casa sede da fazenda onde se depararam com Maria da Graça Cordeiro Mendes, que foi morta a pauladas e por arma branca.
Ainda segundo o secretário, os criminosos tiveram acesso a informação de que na propriedade havia uma arma de fogo (pistola), e essa seria a motivação do crime. Além da arma fogo, os suspeitos roubaram um aparelho de celular de uma das vítimas. O crime foi arquitetado pela manhã, por volta das 8h30, quando parte do grupo observou o movimento na fazenda e repassou informação para o líder.
De acordo com Jefferson Portela, Secretário de Segurança Pública do Maranhão (SSP), um homem, identificado como Fábio da Conceição, mais conhecido como “Fabinho”, foi morto em confronto com a polícia. Ele era suspeito de ser chefe do grupo organizado faccionado que invadiu a casa dos pais do deputado. De acordo com autoridades policiais, Fábio era altamente violento e com uma extensa ficha criminal de atos cometidos em Turiaçu e em cidades vizinhas.
Prisão
O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, informou que durante as investigações sobre o assassinato dos pais do deputado Cléber Verde, uma pessoa foi presa por porte de arma de fogo, estojo para depósito de drogas e suspeitos de tráfico de drogas e um adolescente foi apreendido. Ambos são suspeitos de participarem do grupo criminoso comandado por “Fabinho”, mas não têm ligação direta com os assassinatos.
Foi enfatizado pelo secretário que não existe qualquer indício de que o ex-caseiro da fazenda tenha ligação com o duplo homicídio. A informação da SSP é de que foi amigável o desligamento do caseiro com a propriedade.
A Polícia Militar informou que os criminosos fazem parte de uma facção que atua na região com especialidades em roubar motocicletas, armas e em tráfico de drogas. Em uma operação recente, a polícia conseguiu apreender várias armas de fogo usadas pelos criminosos, o que deixou o bando sem armamentos, e por esse motivo precisavam recompor seu arsenal do crime.
A polícia continua realizando diligências por terra e ar no intuito de localizar dois homens e uma mulher que participaram do crime e estão foragidos. A investigação é conduzida pela Delegacia Regional de Pinheiro e tem apoio da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).
Além do secretário, a coletiva contou com a participação do comandante geral da Polícia Militar Cel Pedro Ribeiro; delegado geral de Polícia Civil Leonardo Diniz e perito geral da Perícia Oficial do Maranhão Miguel Alves.
Conforme informações, o corpo do pai do parlamentar foi localizado atrás da fazenda da família. Ele apresentava marcas de dois tiros, um na cabeça e outro na região das costas.
A propriedade foi isolada por policiais para investigações. O objetivo era evitar que o local de crime tivesse vestígios removidos, o que dificultaria os trabalhos para a elucidação do caso. Um carro que teria sido usado pelos envolvidos no crime foi apreendido pela polícia para perícia.
Policiais Civis, Militares e o Centro Tático Aéreo (CTA), se dirigiram ao local e fizeram uma varredura em toda a região para encontrar os suspeitos. As principais saídas da cidade no sentido a Governador Nunes Freire e Cândido Mendes foram fechadas.
O período de matrícula dos candidatos selecionados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020.2 começa hoje e vai até o dia 21 de julho. Também até a próxima terça-feira (21), os candidatos que não foram convocados para nenhuma das duas opções de curso selecionadas poderão declarar interesse na lista de espera para ocupar as vagas remanescentes e, assim, retornar para o sistema. Para a lista de espera serão adotados os mesmos critérios anteriores de classificação da primeira chamada. O resultado será no dia 24 de julho. A segunda edição do Sisu recebeu 814.476 inscritos.
Esta é a primeira edição do programa com cursos de graduação ofertados na modalidade de ensino a distância (EaD). Os candidatos que participaram da edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e se cadastraram no sistema disputaram 51.924 vagas ofertadas em 57 instituições públicas de educação superior do país. A lista dos convocados na chamada regular foi divulgada pelas universidades na última terça-feira(14).
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Lista de espera
Para participar, o processo é simples, mas não automático. O estudante interessado deve acessar o Boletim do Candidato, no site do Sisu, e na tela da primeira opção de curso, clicar em “participar da lista de espera”. Em seguida, uma mensagem de confirmação será emitida pelo sistema.A partir daí, basta acompanhar as convocações feitas pelas universidades para preenchimento das vagas restantes, observando prazos, procedimentos e documentos exigidos para matrícula ou para registro acadêmico estabelecidos no próprio edital da instituição.
Oito estados e o DF têm tendência de aumento nas mortes por Covid-19; sete sinalizam queda Foto: Reprodução
Dez estados e o Distrito Federal apresentam uma tendência de alta nos números diários de mortes registradas pelo novo coronavírus na última quinzena. Apesar disso, a pandemia no Brasil se mantém estável, devido as diferenças de cada região. Em queda da mortalidade, por exemplo, há cinco unidades federativas e outras 11 estão estáveis. É o que indica o painel de dados que O GLOBO criou para monitar o cenário da doença.
Para acompanhar a tendência, o número de mortes é apresentado na forma de “média móvel de 7 dias”, que atribui a cada ponto da série de dados uma média entre o número verificado no próprio dia e os números dos seis dias anteriores.
O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.
Os números usados no painel são aqueles compilados pelo consórcio de veículos de imprensa que monitoram as estatísticas da Covid-19 no Brasil, formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de São Paulo.
Curva ascendente
De acordo com o painel atualizado neste sábado, dez estados e o Distrito Federal apresentam um avanço da doença e têm uma elevação acima de 15% nas últimas semanas; eles se concentram nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. São eles: Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na região Nordeste, Paraíba e Sergipe também apresentaram um avanço da doença.
Mesmo que a média de mortes desses estados não passe de cem por dia, a curva de óbitos de cada um ainda é preocupante, já que a tendência é de um avanço da pandemia na região.
Cinco estados apresentam uma tendência de queda, ou seja, com redução maior que 15% da média diária de mortes nas últimas duas semanas. São eles: Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amapá, Pará e Acre.
As outras 11 unidades federativas estão em patamar relativo de estabilidade, com variação menor que 15% para cima ou para baixo. São: São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Piauí, Roraima, Amazonas e Rondônia.
O período de uma quinzena é adotado como critério para observar mudanças, buscando enxergar uma variação minimamente consistente, menos sujeita a flutuações mais breves.
Precisão x atualidade
Os dados de morte por Covid-19 são adotados preferencialmente aos de casos não letais no painel do GLOBO porque são menos sujeitos à subnotificação. Isso ocorre porque um caso da doença que é grave o suficiente para matar uma pessoa é menos propenso a ficar sem diagnóstico do que um caso mais leve.
Os dados de morte, porém, não revelam um cenário recente da tendência de contágio, pois uma pessoa que contrai Covid-19 leva tipicamente uma semana para manifestar de sintomas e mais duas para ter um desfecho, no caso de óbito. Além disso, estados brasileiros têm demorado até um mês para consolidar registros de mortes.
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Como forma de exibir um cenário mais recente, o painel do GLOBO oferece uma chave que troca a visualização de mortes por Covid-19 para a de casos da doença, incluindo os não letais. O recurso pode ser útil para indicar uma tendência mais fresca da epidemia, ainda que requeria uma interpretação mais crítica, pois depende da capacidade dos estados de testar pacientes com sintomas no espectro mais leve da doença.
O painel inclui ainda os dados nacionais de Covid-19 no Brasil, que já vinham sendo exibidos em outras ferramentas do GLOBO.
Parte da quadrilha que assaltou uma agência do Banco do Brasil na cidade de Bacabal, em novembro de 2018, foi condenada na última sexta-feira (10), em sentença proferida pela 1ª Vara Criminal de São Luís. Os homens Gelzimar Venâncio de Oliveira, Alexandre Gomes de Moura, Wagner Cesar de Almeida, Róbson César Ferreira, George Ferreira Santos, Ricardo de Souza, José Eduardo Zacarias Barboni, Derli Luiz, Valdeir Carvalho, Fábio Batista de Oliveira, e Obadias Pereira da Silva, foram condenados pelos crimes de receptação, porte de arma de fogo de uso restrito, formação de organização criminosa, latrocínio, dentre outros.
Narra o inquérito policial que um grupo de cerca de 30 homens, entre os quais os denunciados citados acima, levou mais de R$ 100 milhões do Banco do Brasil, em Bacabal. A polícia ressalta que o grupo criminoso utilizou-se de emprego de armas de grosso calibre e uso restrito. Na ação, diversas pessoas foram feitas reféns. Para atingir o objetivo, a quadrilha fez uso de explosivos, praticamente destruindo a agência, deixando para trás diversos envelopes com dinheiro e cédulas.
AÇÃO VIOLENTA – Durante a ação criminosa, amplamente divulgada na mídia à época, um morador da cidade, identificado como Cleones Borges Araújo, que passava próximo a uma barreira montada pelos integrantes da quadrilha, na praça do Centro Cultural, em Bacabal, foi morto pelas costas com um tiro de fuzil, por não ter obedecido a ordem de parada emitida pelo grupo criminoso. Ato contínuo, os assaltantes atacaram, com disparos de arma de fogo, a delegacia Regional de Bacabal e incendiaram os veículos que ali se encontravam estacionados.
Consta ainda no processo que os denunciados tomaram vários carros das pessoas, fazendo reféns e queimaram outros diversos, tudo para dificultar a perseguição policial e garantir a fuga. Quase duas semanas após o assalto, a polícia efetuou a prisão de parte da quadrilha, no dia 3 de dezembro em Santa Luzia do Paruá, ocasião em que três dos possíveis integrantes da organização criminosa acabaram morrendo em confronto com a polícia.
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Quando da abordagem aos homens, a polícia relata que no interior do caminhão apreendido foi encontrado muito armamento, munições de variados calibres, colete à prova de balas, grande quantidade de dinheiro em cédula objeto do roubo perpetrado, dentre outros objetos. Gelzimar de Oliveira e Róbson César receberam a pena de 48 anos de reclusão. Outros integrantes Alexandre Gomes, Wágner César de Almeida, George Ferreira, e Valdeir Carvalho receberam a pena de 58 anos de reclusão, Ricardo Santos de Sousa, José Eduardo Zacarias Barboni e Fábio Batista de Oliveira receberam a pena de 64 reclusão. Todos encontram-se presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
Ronnie Lessa, suspeito do assassinato da vereadora Marielle Franco, /Reuters/Lucas Landau – Direitos reservados
A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), do Rio de Janeiro, indiciou o policial militar reformado Ronnie Lessa por tráfico internacional de armas. Uma filha dele também foi indiciada.
Lessa está preso desde março do ano passado, acusado de matar, junto com o ex-PM Élcio de Queiroz, a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes, um ano antes, no Rio.
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De acordo com o delegado da Desarme, Marcus Amim, Lessa comprava, pela internet, peças de armas da China e enviava o produto para sua filha, nos Estados Unidos. Lá, segundo a polícia, a embalagem original era trocada e as peças eram exportadas ao Brasil como “peças de metal”, para enganar a fiscalização aeroportuária.
No Brasil, Lessa juntava as peças e vendia as armas para milicianos e quadrilhas responsáveis pela comercialização de drogas em comunidades. Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava desde 2014.