Pedreiras registra primeiro óbito por Covid-19. Uma idosa de 73 anos com diversas comorbidades (Hipertensão, Diabetes e Neoplasia), foi transferida de Clínica Particular de Pedreiras para o Hospital Municipal Geral e Maternidade de Pedreiras – HMGMP às 19:57h , já apresentando quadro gravíssimo de comprometimento pulmonar, tendo evoluindo rapidamente a óbito às 20:11h nesta quinta-feira (07/05), de acordo com a atualização do Boletim Informativo nº 29/2020, atualizado em 07 de maio de 2020, às 22:09h.
A Prefeitura de Pedreiras por meio da Secretaria Municipal de Saúde/Grupo Técnico Municipal de Enfrentamento a Doença pelo Coronavírus (COVID-19) – GTM COVID-19 atualizou os números referentes às datas de 06 e 07/05, constando ainda mais 27 casos positivos, 143 descartados e 12 aguardando resultados dos exames. Totalizando 78 casos do Novo Coronavírus, com 15 recuperados e 63 ativos.
PACIENTES INTERNADOS: 08
03 pacientes Graves em UTI, sendo 02 permanecem no hospital Presidente Dutra e 01 no Hospital Regional de Bacabal.
05 pacientes aguardando leito de UTI pela Central Interna de Leitos- CIL Estadual internados no Hospital Municipal Geral Maternidade de Pedreiras- HMGP.
Boletim Informativo 029/2020, na íntegra:
A Secretaria Municipal de Saúde através do Grupo Técnico (GT) do COVID-19 de Pedreiras comunica o primeiro Óbito por COVID-19, uma idosa de 73 anos com diversas comorbidades (Hipertensão, Diabetes e Neoplasia), transferida de Clínica Particular de Pedreiras para o Hospital Municipal Geral e Maternidade de Pedreiras – HMGMP às 19:57h , já apresentando quadro gravíssimo de comprometimento pulmonar, tendo evoluindo rapidamente a óbito às 20:11h da data vigente.
Entre os dias 05 e 07/05/2020, tivemos um aumento de 27 casos POSITIVOS, nestes incluímos todos os casos confirmados notificados pela rede pública e privada no município de Pedreiras.
PACIENTES INTERNADOS: temos um total de 08 sendo: 03 pacientes Graves em UTI, sendo 02 permanecem no hospital Presidente Dutra e 01 no Hospital Regional de Bacabal. 05 pacientes aguardando leito de UTI pela Central Interna de Leitos- CIL Estadual internados no Hospital Municipal Geral Maternidade de Pedreiras- HMGP.
RECUPERADOS: temos 15 casos recuperados e os demais Casos positivos seguem em monitoramento pelo GT- COVID-19.
Permanecem aguardando resultados laboratoriais pelo LACENMA, 12 casos suspeitos do Novo Coronavírus (COVID-19), todos seguem em monitoramento.
O Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, onde estão sendo feitas covas rasas para enterrar os mortos da Covid-19 Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo
Diante da escalada da Covid-19 no país, cientistas estão recomendando a adoção de medidas mais severas para impedir a circulação de pessoas pelas ruas de estados e cidades onde o sistema de saúde está ameaçado de colapso. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomendou a implantação urgente do lockdown no Estado do Rio. A iniciativa, segundo a instituição de pesquisa, é para evitar uma “catástrofe humana de proporções inimagináveis para um país com a dimensão do Brasil”. O Comitê Científico do Consórcio do Nordeste também reforçou essa estratégia para os estados da região que estejam com uma ocupação de leitos superior a 80% e uma curva ascendente de casos. Cidades como Belém (PA), Fortaleza (CE) e São Luís (MA) adotaram medidas de limitação de pessoas nas ruas esta semana. Em Pernambuco, a Justiça rejeitou pedido do Ministério Público para adotar maiores restrições. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse que o confinamento compulsório ainda não está em seus planos, mas não descartou a possibilidade:
— A prefeitura tem, em cima da mesa, várias opções de ação. Estamos buscando aquelas que não restrinjam ainda mais a atividade econômica. Mas, quando eles (a Secretaria de Saúde) acharem ser necessário, nós faremos.
O ministro da Saúde, Nelson Teich, admitiu ontem que haverá situações em que a recomendação será para o lockdown. Segundo ele, as novas diretrizes do Ministério da Saúde sobre as políticas de isolamento que devem ser usadas no país estão prontas, mas que o órgão estuda o melhor momento para divulgá-las. Ele afirmou que deverá pedir aos integrantes do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) que revisem o plano.
— Vai ter lugar em que vamos recomendar lockdown, e vai ter lugar que vai permitir fazer outras coisas — afirmou o ministro.
Um relatório divulgado ontem pelo comitê do Nordeste, comandado pelo neurocientista Miguel Nicolelis e pelo ex-ministro Sérgio Rezende, afirma que “o lockdown é eficaz para reduzir a curva de casos e dar tempo para a reorganização do sistema de saúde”. O documento lembra que países que implementaram a medida conseguiram sair com rapidez do momento mais crítico da pandemia.
Medida começa no Pará
As únicas cidades que decidiram adotar o lockdown ficam no Nordeste e no Norte. Por decisão da Justiça, a capital do Maranhão e outros três municípios da Região Metropolitana do estado já estão sob restrições mais severas desde anteontem. A medida vale por dez dias. Um decreto no Pará estabeleceu o bloqueio total em dez cidades a partir de hoje. Já o governo cearense anunciou restrições de circulação em Fortaleza, que concentra 80% dos casos do estado, de amanhã até o dia 20.
Belém e outros nove municípios do Pará já começam hoje com o bloqueio total. A restrição se estende por dez dias e vai limitar a circulação de pessoas nos sete municípios da região metropolitana e outros três no interior, de acordo com o G1. A determinação vai manter apenas os serviços essenciais em funcionamento como supermercados, farmácias, feiras e bancos. Até este sábado, a medida terá caráter educativa, com orientações a quem infringir as regras. Porém, de domingo em diante, até 17 de maio, quem desrespeitar as medidas estará sujeito a advertências e multas de R$ 150 para pessoas físicas e R$ 50 mil para pessoas jurídicas.
Em Pernambuco, a Justiça rejeitou pedido de ‘lockdown’ para combater a Covid-19. Nesta quarta-feira, circularam informações sobre o isolamento no Recife, e houve corrida a bancos e supermercados. O governo chegou a divulgar uma nota para negar que o martelo sobre a adoção da medida já tenha sido batido. O estado é Pernambuco é o quarto mais afetado pelo coronavírus no Brasil, com 9881 casos e 803 mortes.
— Esse bloqueio completo ou bloqueio total é muito difícil de ser implementado ou de ser sustentável sem apoio do governo federal. Mas, obviamente, não há uma dependência disso e nós estamos ainda estudando — afirmou o secretário estadual da Saúde, André Longo.
No Amazonas, o juiz Ronnie Frank Torres Stone, da 1ª Vara da Fazenda Pública, negou o pedido de liminar feito pelo Ministério Público para impedir a circulação pelas ruas do estado. Os promotores defendiam que era necessário garantir, “de fato, o isolamento social” para reduzir o avanço do coronavírus. Por isso, pediam que a medida fosse adotada por dez dias, com a aplicação de multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
No Rio, o governador Wilson Witzel já discute com juristas a proposta de lockdown apresentada pelo comitê de cientistas que assessora o estado nos temas relativos à Covid-19. Integrante do grupo, o epidemiologista Roberto Medronho, da UFRJ, disse que isolamento radical é a única maneira de deter o avanço rápido da doença. Na opinião dele, a medida deveria ter “começado ontem”.
— A única vacina que nós temos no momento é o lockdown. Nós estamos recomendando sabendo que é um remédio amargo, mas não é por ser um remédio amargo que nós deixaremos de receitá-lo ao paciente. Nós estamos vendo hoje pessoas lotando as emergências sem vaga de CTI. E isso tende a se agravar. Infelizmente, poderemos ver pessoas morrendo em casa sem assistência médica. Então, a hora de decretar o lockdown é agora, para tentar reduzir essa escalada — afirmou.
Outra especialista do comitê, a pneumologista Margareth Dalcomo, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, concorda com Medronho: o lockdown já deveria ter sido implantado.
— A medida será tomada tardiamente. Isso deveria ter acontecido há três semanas, quando a situação não era tão dramática — disse.
O relatório da Fiocruz, divulgado ontem pelo Ministério Público do Rio, mostra que, sem restrições mais severas, esse quadro deve piorar. O lockdown é a opção neste momento para “salvar vidas”, cita o documento. Uma projeção feita pelos pesquisadores aponta que, de acordo com o panorama atual, entre os dias 13 de maio e 22 de julho, o estado não terá mais leitos de UTI, seja na rede pública ou na privada. Eles ressaltam, no entanto, que essas medidas mais restritivas devem vir acompanhadas de “apoio econômico e social às populações vulneráveis”.
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O Ministério Público do Rio enviou o parecer da Fiocruz para o governo do estado e para as prefeituras fluminenses. Wilson Witzel ainda não decidiu pelo lockdown. Mas, ontem, o estado começou a apertar o cerco contra aqueles que desrespeitam a quarentena. Comerciantes de setores não essenciais que abrirem as portas serão multados. Já quem insistir em se aglomerar em praias e parques poderá ser levado para a delegacia e autuado.
Se adotado o lockdown, as divisas do estado seriam fechadas e a circulação de pessoas ficaria restrita a ações essenciais, como para compra de alimentos e medicamentos e serviços de delivery.
A Polícia Civil do Estado do Maranhão, através da 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil, prendeu na terça-feira (05), por volta das 19h, M. R. B. P. M., pela prática do crime de furto, previsto no art. 155, caput, do Código Penal. O investigado ingressou na recepção de um hotel situado na cidade de Pedreiras e pediu um copo de água ao recepcionista. Então se aproveitando de um descuido subtraiu um aparelho celular que estava carregando no balcão do recinto.
Após diligências preliminares restou identificado o investigado que foi imediatamente localizado e preso. O conduzido não efetuou o pagamento da fiança arbitrada em seu favor e foi encaminhado para a Unidade Prisional Regional de Pedreiras, local onde estará à disposição da justiça.
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Segundo o Delegado Regional de Pedreiras, Dr. Diego Maciel, o aparelho foi localizado com outro indivíduo que também foi preso e encaminhado para a Unidade Prisional Regional de Pedreiras, local onde também estará à disposição da justiça.
Coveiros trabalham para enterrar vítimas confirmadas e suspeitas do novo coronavírus, em Manaus Foto: MICHAEL DANTAS / AFP
Médico infectologista e cientista, Rafael Galliez personifica a figura do profissional de saúde na linha de frente da guerra contra a Covid-19. Como professor de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da UFRJ e especialista em vigilância epidemiológica, diz que o coronavírus está tão descontrolado que o Brasil passou a fazer uma “epidemiologia de corpos”. A guerra, na linguagem bélica que se tornou a regra na pandemia, Galliez enfrenta todos os dias nas trincheiras em que se transformaram as UTIs da cidade do Rio.
Em que ponto estamos?
Naquele em que não é preciso contrair o coronavírus para morrer em decorrência da Covid-19. O colapso dos hospitais significa a restrição do atendimento. Seja para uma pessoa com insuficiência respiratória devido à Covid-19 ou um infartado sem o vírus.
Como chegamos a isso?
A pandemia pegou o Brasil no pior momento. O coronavírus encontrou o SUS desestruturado, principalmente no estado do Rio. Sou infectologista, já vi doenças terríveis, como as epidemias de dengue, H1N1, zika e febre amarela. Na recente epidemia desta última, tivemos casos gravíssimos de hemorragias associadas, condição que deixava toda a UTI com cheiro de sangue. Mas nada é como agora.
Por que as pessoas não aderem ao distanciamento social?
Criamos a falsa dicotomia entre manter economia viva e manter vivas as pessoas. No momento em que os casos só aumentam, temos pressões intensas para sair do isolamento, já que optamos por não mostrar a intensidade das mortes de forma gráfica, fazendo com que as pessoas não tenham a real dimensão do problema. Muita gente se recusa a entender que doentes se acumulam nos hospitais e não há profissionais e estrutura para atender a todos.
Qual a dimensão da carência?
O problema não é só não ter um respirador e um equipamento de hemodiálise. Não há mais equipes de saúde suficientes e menos ainda médicos que saibam usar esses equipamentos. Não temos técnicos de hemodiálise suficientes.
O problema é na rede pública?
A situação no SUS é desesperadora. Mas mesmo os que podem pagar não terão facilidade no acesso ao tratamento, pois o sistema já está saturado. E os leitos estão com a mesma limitação, fruto da diminuição dos profissionais, uma vez que estamos nos infectando. Todas essas unidades que querem se expandir concorrem pelo mesmo número de profissionais com o SUS.
Como está a situação dos profissionais de saúde?
É como numa guerra. Não temos medo da trincheira, mas precisamos ser tratados com dignidade. E o Brasil não tem tratado seus profissionais de saúde com dignidade. Há os que passam horas para ir e vir dos hospitais, expondo-se em pontos de ônibus. O salário de um técnico de enfermagem, tipo de profissional mais exposto ao vírus, não é digno. Precisamos de uma autoridade regional do SUS que saiba dizer com precisão de quantos profissionais, leitos e equipamentos dispomos em tempo real, de forma integrada. A sensação é de uma batalha sem general (sem controle centralizado e organizado), sem fuzis (ventiladores e outros equipamentos) e sem soldados (profissionais de saúde).
E qual é o quadro nos hospitais?
Perdi nesta semana um amigo médico de 41 anos. Era um infectologista excelente. Vai fazer falta enorme para a família, para os amigos e para a luta contra a pandemia. Contaminou-se tratando pacientes ou talvez indo para o trabalho. Mas a questão é que, se não houver EPIs para todos, áreas de repouso e alimentação preparadas para o distanciamento social, vamos nos infectar uns aos outros nos hospitais.
Por que isso acontece?
A falta de comprometimento com o combate à pandemia gerou uma dicotomia entre economia e saúde. Temos as filas desordenadas na Caixa em busca do benefício muito aquém do necessário e os corpos enterrados em valas comuns em Manaus. Esse quadro mostra que o Brasil passou a praticar uma epidemiologia de corpos. Não há resposta de Estado que priorize a vida.
Como estão suas pesquisas?
Meu lado pesquisador foi subjugado pelo de médico, trabalhando em UTI de Covid-19 e no atendimento de profissionais de saúde com suspeita da doença. Nos plantões, descanso numa poltrona na UTI para não ter que retirar o EPI, já que os pacientes a qualquer momento precisam de nós.
De que armas dispomos?
Pesquisa demanda tempo para desenvolvimento de vacina ou verificação de uma droga redirecionada. O remdesivir oferece um benefício real muito abaixo do esperado, uma redução de letalidade de menos de 3% não modifica o cenário. E hidroxicloroquina, cloroquina e outras drogas ainda não têm eficácia comprovada. Até que tenhamos estudos de eficácia e real impacto devemos ter cuidado com vídeos e áudios de WhatsApp. Entendo a angústia pela busca de solução, mas médicos devem se orientar por fatos e não por desespero.
Como têm sido tratados os pacientes graves de Covid-19?
O que funciona é dar a eles o melhor cuidado possível para que seu próprio corpo consiga reagir. Numa UTI de Covid-19 você tem pacientes ligados a mais de oito bombas infusoras, a máquinas de ventilação e de hemodiálise, pacientes dos quais você não pode desgrudar um segundo. Nas enfermarias também há pacientes em estado grave e que rapidamente se tornam gravíssimos.
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E qual o recurso que nos resta?
Lockdown. Não como violência contra a circulação das pessoas, mas como intensificação da redução extrema da mobilidade. É a mesma que em 1918, na gripe espanhola, permitiu que diversas cidades reduzissem o número de mortos e acelerassem a recuperação econômica. O lockdown tem de ser associado à garantia de renda mínima real de suporte às populações, de suporte às empresas para garantia dos empregos. Adotar o lockdown é uma questão de sobrevivência e proteção individual, para que o sistema de saúde possa se reestruturar.
Na noite desta terça-feira (5), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou o mais recente boletim epidemiológico sobre o novo coronavírus no Estado. De acordo com os dados, foram registrados 498 novos casos de covid-19, subindo para 5.028 o número de casos positivos, sendo 291 óbitos e 1.215 pessoas recuperadas.
Em 24h, a SES registrou também mais 20 óbitos no Maranhão, sendo uma mulher de 81 anos com hipertensão, problemas metabólicos e cardiológicos residente em São João Batista; dois óbitos em Paço do Lumiar, sendo uma mulher de 86 anos com hipertensão e diabetes e um homem de 87 anos sem comorbidades; dos óbitos em Imperatriz, sendo uma mulher de 64 anos com hipertensão e diabetes e homem de 71 anos com hipertensão; um óbito em Carutapera, homem de 94 anos com hipertensão os outros catorze óbitos foram registrados em São Luís, sendo onze homens e três mulheres, são eles: homem de 72 anos com hipertensão, diabetes, problemas renais e neurológicos, homem de 63 anos com hipertensão; homem de 68 anos com hipertensão, diabetes, problemas cardiológicos e renais crônicos; homem de 42 anos com hipertensão; mulher de 66 anos com hipertensão; mulher de 75 anos com hipertensão; homem de 76 anos com diabetes; homem de 49 anos com hipertensão e obesidade; homem de 56 anos com hipertensão e doença renal crônica; homem de 71 anos com hipertensão, diabetes e tabagismo; mulher de 82 anos com hipertensão e doença renal crônica; homem de 64 anos com hipertensão; homem de 58 anos e tabagista; homem de 69 anos com hipertensão e problemas digestórios.
Em relação aos profissionais de saúde infectados pelo novo coronavírus, o total contabilizado pela SES foi de 548 no Maranhão. Destes, 482 já estão recuperados.
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Conforme a SES, na revisão de dados, o município de Carutapera teve seis casos excluídos por inconsistência de informações. Por mudança de local de domicílio de paciente, o município de Bacabal teve um caso remanejado para Colinas; Vitória do Mearim teve um caso remanejado para São Luís e Vitorino Freire teve cinco casos remanejados para Urbano Santos. O município de São Francisco do Brejão foi excluído da lista de casos confirmados, uma vez que o paciente atendido reside em Imperatriz.
Testagem
Até o momento, o Maranhão contabiliza 10.882 testes para diagnóstico da covid-19.
EN Rio de Janeiro (RJ) 10/07/2017 Carteira de Trabalho Foto Roberto Moreyra / Agencia O Globo Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo
O Congresso pode abrir uma brecha, com aval do governo, para ampliar o período máximo dos acordos de redução de jornada e salário previsto pela medida provisória (MP) 936. Em vigor desde 1º de abril, o texto começará a ser analisado nesta semana pelos parlamentares e pode ser alterado. Pela redação atual, o regime especial só pode ser pactuado entre empregados e empregadores por até três meses.
Caso a mudança seja feita, a União teria que prorrogar também o pagamento do chamado Benefício Emergencial (BEm), que compensa as perdas de renda dos trabalhadores abrangidos pelos acordos. O Ministério da Economia admite essa mudança.
Segundo uma fonte da equipe econômica, a prorrogação só seria admitida caso a ampliação do prazo passasse pelo crivo do Executivo. Ou seja, a redação permitiria que, se houver necessidade, o governo possa ampliar o período de salários reduzidos e complemento por meio do BEm.
A proposta vem sendo articulada na Câmara dos Deputados, onde a MP será analisada primeiro. Segundo o relator do texto, Orlando Silva (PCdoB-SP), os prazos serão mantidos, mas a previsão de prorrogação seria incluída.
– Proponho manter os mesmos prazos da proposta do governo. Apenas sugiro a previsão de prorrogação por iniciativa do próprio governo, caso considere necessário – disse o deputado ao GLOBO. – Vou preservar a “arquitetura da proposta” do governo: suspensão de contratos ou redução de jornada e salário, com governo complementando renda dos trabalhadores que terão seus pontos de trabalho mantidos.
A MP autoriza empregadores a negociarem diretamente com os funcionários acordos para redução de jornada e salário, com duração de até três meses e suspensão dos contratos de trabalho por até dois meses.
Durante a vigência desses dois regimes, o governo vai usar o seguro desemprego para ajudar a complementar uma parte da remuneração dos trabalhadores na mesma proporção do corte salarial, que pode ser de 25%, 50% ou 70%.
Parlamentares também querem alterar a fórmula de cálculo do benefício proposto pelo governo, que tem como parâmetro as parcelas do seguro desemprego, que variam entre R$ 1.045 e R$ 1.813. Os deputados sugerem elevar este teto para três salários mínimos (R$ 3.135), mas a equipe economia não concorda e estima uma despesa adicional acima de R$ 20 bilhões.
Eles defendem ainda a cobertura integral do salário para quem ganha até três salários. O impacto do programa está estimado em R$ 51,2 bilhões.
Segundo integrantes do governo, o programa foi calibrado para atender a todos os trabalhadores, sobretudo de baixa renda. Alegam ainda que alterar o parâmetro do seguro desemprego mexe na espinha dorsal da MP, além de elevar o gasto para a União.
O conjunto de medidas para conter os efeitos da Covid-19 vai gerar um déficit nas contas públicas de R$ 600 bilhões neste ano, segundo cálculos do Tesouro Nacional. Estamos abertos ao diálogo para chegarmos a um consenso, disse uma fonte.
A MP já permitiu a realização de 5,447 milhões de acordos, o que vai gerar para o governo um desembolso de R$ 9,9 bilhões. Os pagamentos começaram nesta semana e segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, a parcela mensal média é de R$ 752,44, sendo a mínima de R$ 261,25, e a máxima, de R$ 1.813,00.
Do total de acordos formalizados, 3,157 milhões se referem a suspensão de contrato de trabalho e 886,8 mil à redução de jornada e salário. A MP beneficiou principalmente micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, que responderam por 58% do total. Os estados que mais fizeram acordos foram São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Ordem do dia para votação de propostas legislativas. Presidente da Câmara dos Deputados, dep. Rodrigo Maia (DEM – RJ)/Foto: Najara Araújo
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5), em sessão virtual, o auxílio de R$ 125 bilhões para os estados, o Distrito Federal e os municípios em razão da pandemia do novo coronavírus. Como foi modificada pelos parlamentares, a matéria retorna para análise do Senado antes de seguir para sanção presidencial.
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/20 prevê que serão direcionados R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais. Desse total R$ 50 bilhões serão para uso livre (R$ 30 bilhões vão para os estados e R$ 20 bilhões para os municípios). Como não participa do rateio dos municípios, o Distrito Federal receberá uma cota à parte, de R$ 154,6 milhões, também em quatro parcelas. Os outros R$ 10 bilhões terão que ser investidos exclusivamente em ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para os estados e R$ 3 bilhões para os municípios).
Ainda para aliviar os caixas, estados e municípios serão beneficiados com a liberação de R$ 49 bilhões por meio da suspensão e renegociação de dívidas com a União e com bancos públicos e de mais R$ 10,6 bilhões pela renegociação de empréstimos com organismos internacionais, que têm aval da União. As prefeituras serão beneficiadas ainda com a suspensão do pagamento de dívidas previdenciárias que venceriam até o final de 2020.
Municípios que tenham regimes próprios de previdência para os seus servidores ficarão dispensados de pagar a contribuição patronal, desde que isso seja autorizado por lei municipal específica. Os valores de dívidas não pagos serão incorporados ao saldo devedor em 1º de janeiro de 2022, atualizados, mas sem juros, multas ou inclusão no cadastro de inadimplentes. A partir daí, o valor das parcelas que tiveram o pagamento suspenso será diluído nas parcelas seguintes.
Mudanças
Os deputados modificaram um dos critérios para distribuição de recursos. Em vez de considerar a taxa de incidência de infectados, dispositivo proposto pelo Partido Novo determina o uso do total de casos registrados. Dessa forma, estados como São Paulo e Rio de Janeiro deverão receber mais recursos do que o previsto pelos senadores, que haviam sugerido critérios que acabavam por beneficiar Amapá e Rondônia, entre outros.
Ao analisar a proposta, deputados também ampliaram as categorias que ficarão fora do congelamento de salários previsto como contrapartida ao socorro da União aos entes federados até 31 de dezembro de 2021. Além de impedir reajustes, o texto proíbe a realização de concursos e a criação de cargos.
A emenda aprovada pelos deputados manterá de fora dessas regras as categorias de servidores civis e militares envolvidos diretamente no combate à Covid-19. Dessa forma, estarão de fora profissionais da saúde, policiais legislativos, técnicos e peritos criminais, agentes socioeducativos, trabalhadores na limpeza urbana e os que atuam na assistência social.
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Um destaque aprovado na noite desta terça-feira incluiu entre as categorias do funcionalismo que não sofrerão reajuste os servidores da educação pública e fiscais agropecuários. O último destaque aprovado na sessão garantiu que os concursados que fizeram concurso e ainda não tomaram posse devido à pandemia, terão os prazos legais para assumirem suas funções suspensos até o fim do estado de calamidade pública decretado em função do novo coronavírus.
O Brasil bateu novo recorde de novas mortes por covid-19 registradas em um dia: 600. Segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (5), o total subiu para 7.921. A marca representou um aumento de 8% em relação a ontem, quando foram contabilizados 7.321 falecimentos. O índice de letalidade ficou em 6,9%.
O Brasil chegou a 114.715 pessoas infectadas. Nas últimas 24horas, foram adicionadas às estatísticas mais 6.935 casos confirmados, incremento de 6% casos em relação a ontem, quando foram registradas 107.780 pessoas nessa condição. Após declínio estatísticas de novos casos em 24h no fim de semana, o número voltou a crescer e se aproximou do recorde de 7.218, registrado na quinta-feira (30/4).
De acordo com o Ministério da Saúde, deste total, 58.573 estão em acompanhamento (51,1%) e 48.221 (42%) já foram recuperados, deixando de apresentar os sintomas da doença. Ainda são investigadas 1.579 mortes.
O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, destacou que o número de mortes se refere aos óbitos registrados nessa data, e não significa que ocorreram nas últimas 24h, ou seja, abrange também óbitos em dias anteriores cuja investigação foi concluída e adicionada às estatísticas nas últimas 24h.
São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (2.851). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (1.213), Ceará (795), Pernambuco (749) e Amazonas (649).
Além disso, foram registradas mortes no Pará (369), Maranhão (271), Bahia (146), Espírito Santo (133), Paraná (99), Minas Gerais (94), Paraíba (85), Alagoas (80), Rio Grande do Sul (79), Rio Grande do Norte (68), Santa Catarina (55), Amapá (55), Goiás (38), Distrito Federal (33), Piauí (29), Acre (29), Sergipe (21), Rondônia (29), Mato Grosso (13), Mato Grosso do Sul (10), Roraima (11) e Tocantins (7).
Distanciamento social
O secretário Wanderson de Oliveira informou que a equipe da pasta se reuniu com secretários estaduais para discutir o enfrentamento à pandemia. Ele comentou as medidas adotadas em alguns lugares, como no Maranhão, de fechamento mais rígido (ou lockdown, no termo em inglês).
Perguntado sobre quando será o pico da pandemia, ele respondeu que não é possível precisar e que a evolução será diferente em cada local e depende dos efeitos de medidas como o distanciamento social, que achata e prolonga a curva de contágio. Mas previu que de maio a julho deverão ser meses em que a pandemia seguirá preocupando.
Oliveira relatou que 1,6 milhão de testes laboratoriais e 3,4 milhões de testes rápidos já foram entregues a autoridades estaduais e municipais de saúde. Da promessa de 24 milhões de exames, esse montante está sendo adquirido. Ele ressaltou que é um alto volume é que os fabricantes assumiram um cronograma de entrega, sem detalhar quando a totalidade dos kits deverá estar disponível.
Diante da falta de exames para testar muitas pessoas, o secretário defendeu uma estratégia de monitoramento das pessoas gripadas e de quem teve contato com essas. Ele anunciou que o governo deve lançar um sistema de monitoramento eletrônico, para além do já existente hoje, que coleta dados por meio de ligações telefônicas.
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Permanência no cargo
Wanderson de Oliveira também respondeu perguntas sobre seu cargo. Ele era da equipe do ex-titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta. O gestor afirmou que foi convidado pelo novo ministro da Saúde, Nelson Teich, a continuar no cargo.
O município de Pedreiras apresenta mais 29 casos positivos de Covid-19 e chega a 51 pessoas com o Novo Coronavírus, deste total, 13 já estão recuperadas. São 193 casos notificados em números gerais, sendo 123 já descartados. A Prefeitura de Pedreiras por meio da Secretaria Municipal de Saúde/Grupo Técnico Municipal de Enfrentamento a Doença pelo Coronavírus (COVID-19) – GTM COVID-19 atualizou os números nesta terça-feira (05/05), às 22:31h, por meio do Boletim Informativo nº 28/2020, em Edição Especial.
Devido ao grande número de exames pendentes que verificados, a atualização é referente aos dias 04 e 05 de maio de 2020. Foram inclusos ainda os testes-rápidos em profissionais de saúde e de segurança, alavancando os índices.
Internações: 08 pacientes
02 pacientes na UTI no Hospital Presidente Dutra,
04 pacientes aguardando leito de UTI pela Central Interna de Leitos- CIL Estadual
02 pacientes com quadro estável em observação médica no Hospital Municipal Geral Maternidade de Pedreiras- HMGP.
Boletim Informativo nº 28/2020 na íntegra:
“A Secretaria Municipal de Saúde através do Grupo Técnico (GT) do COVID-19 de Pedreiras, comunica que nesta edição incluímos todos os casos descartados por teste-rápido até a data vigente, isto é importante para conhecimento de todas os casos suspeitos que foram testados e descartados automaticamente com resultado “NEGATIVO”.
Informamos que, para a pesquisa de COVID-19 existem 02 tipos de testes: os testes por RT-PCR aos quais é coletado com raspado de nasofaringe e orofaringe sendo encaminhado para LACEN-MA (laboratório Estadual) e os testes rápidos que fazem a leitura do IgM e IgG (Total antibodytest) ou seja, presença de anticorpos para SARSCoV-2. Ambos os testes necessitam períodos de quarentena, ou seja, isolamento domiciliar do caso confirmado e seus contatos, esta medida serve para bloquear a disseminação do vírus para outras pessoas.
TESTES- RÁPIDOS: Entre os dias 28/04 a 05/05, realizamos 145 testes rápidos em profissionais da saúde, segurança e principalmente contato de casos positivos, destes tivemos 36 POSITIVOS (24,82%) residentes de Pedreiras e 02 testes realizados em residentes de outro município da região de Pedreiras.
RT-PCR: Notificamos 03 casos de trabalhadores da área da Saúde na data de 04/05/2020, sendo 02 do sexo masculino com idades de 34 e 44 anos sem comorbidades e 01 sexo feminino de 46 anos sem comorbidade, todos com classificação leve, realizaram coleta de exame e seguem em tratamento, monitoramento e isolamento domiciliar.
PACIENTES INTERNADOS: temos um total de 08 sendo: 02 pacientes em UTI no hospital Presidente Dutra, 04 pacientes aguardando leito de UTI pela Central Interna de Leitos- CIL Estadual e 02 pacientes com quadro estável em observação médica no Hospital Municipal Geral Maternidade de Pedreiras- HMGP”.
A Polícia Civil do Estado do Maranhão, através da 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil, deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva exarado pelo juízo de direito plantonista em desfavor de V. A. V., pela prática do crime de extorsão qualificada, previsto no art. 158, §§ 2º e 3º, do Código Penal, ocorrido no dia 05/04/2020.
A operação foi realizada na data de hoje, por volta das 11 h, na cidade de Lima Campos/MA, por policiais civis lotados na sede da 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil.
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O preso será encaminhando para a Unidade Prisional Regional de Pedreiras, local onde ficará à disposição de justiça.