Maranhão – CPI sobre Felipe Camarão tem presidência definida e avança na Assembleia

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga movimentações financeiras ligadas ao vice-governador Felipe Camarão avançou na Assembleia Legislativa do Maranhão com a definição da presidência e vice-presidência do colegiado. A deputada Ana do Gás foi eleita presidente, enquanto Adelmo Soares assumiu a vice-presidência.

O deputado Yglésio Moyses foi indicado para a relatoria, mas a eleição formal do cargo deve ocorrer apenas na próxima semana.

CPI sobre Felipe Camarão define comando

A instalação da CPI ocorre após adiamento da primeira reunião por conflito regimental e falta de quórum. Com a definição inicial da mesa, os trabalhos devem ganhar ritmo nos próximos dias.

Segundo a presidente Ana do Gás, a condução seguirá o regimento interno da Casa e terá como foco a apuração responsável dos fatos.

Nosso objetivo é buscar esclarecimentos e trazer respostas à população, com tranquilidade, responsabilidade e respeito a todas as partes”, afirmou.

Próximos passos da comissão

De acordo com a presidência e a vice-presidência, a CPI sobre Felipe Camarão deve iniciar, já nas próximas reuniões, a fase de organização dos trabalhos e definição de requerimentos.

Entre as primeiras medidas previstas estão:

  • Apresentação de pedidos de documentos;
  • Convocação ou convite de pessoas para prestar esclarecimentos;
  • Definição do cronograma de atividades;
  • Delimitação inicial da linha de investigação.

O deputado Adelmo Soares destacou que os integrantes terão espaço para sugerir diligências e que o andamento será construído em conjunto com o relator.

Relatoria ainda será oficializada

Apesar da indicação de Yglésio Moyses para relator, a escolha definitiva será feita na próxima semana. A função é considerada estratégica, pois caberá ao relator organizar os trabalhos e apresentar o relatório final.

Investigação e contexto da CPI

A CPI foi criada para apurar supostas irregularidades envolvendo a estrutura da vice-governadoria e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), anteriormente comandada por Felipe Camarão.

O requerimento aponta indícios de:

  • Movimentações financeiras consideradas atípicas;
  • Possíveis repasses a terceiros;
  • Relações com pessoas ligadas ao vice-governador.

O prazo inicial para conclusão dos trabalhos é de 120 dias, podendo ser prorrogado.

Divergências e críticas

Durante a fase inicial, o deputado Yglésio Moyses chegou a apontar possível tentativa de obstrução dos trabalhos por parte da oposição. Até o momento, os parlamentares oposicionistas não se manifestaram sobre as declarações.

Já a presidência da CPI reforçou que os trabalhos serão conduzidos com imparcialidade e foco no esclarecimento dos fatos, sem caráter de perseguição política.

A próxima reunião do colegiado deve ocorrer na próxima semana, quando será definida oficialmente a relatoria e iniciado o cronograma de atividades.

fonte: imirante.com

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