Brasília: Caso Daniel Silveira amplia críticas internas a Fux e consolida percepção de isolamento

O ministro Luiz Fux (STF) e o presidente Jair Bolsonaro – Gabriela Bilo/Folhapress

A crise desencadeada pela condenação do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) e pelas declarações do ministro Luís Roberto Barroso sobre as Forças Armadas reforçou críticas internas ao presidente Luiz Fux no comando do STF (Supremo Tribunal Federal).

A avaliação é que o magistrado não estaria fazendo a defesa institucional do Supremo à altura que os embates com o presidente Jair Bolsonaro (PL) têm exigido.

Fux está a menos de seis meses de concluir seu mandato na presidência da corte, o que agrava o quadro e consolida a percepção entre os demais ministros de isolamento do comandante do tribunal.

Ministros contestam a postura do magistrado quanto ao governo e a tentativa de manter uma relação cordial com o Palácio do Planalto mesmo após os insistentes ataques do mandatário a integrantes da corte.

No último dia 19, por exemplo, Fux esteve presente na cerimônia do Dia do Exército e aplaudiu o discurso em que Bolsonaro citou mais uma vez a possibilidade de fraude nas eleições deste ano, o que causou incômodo no tribunal.

A declaração do chefe do Executivo naquela data foi apontada por Barroso a interlocutores como um dos motivos que o levou a dizer que o Exército tem sido “orientado” a atacar o sistema eleitoral para “desacreditá-lo”.

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A afirmação do magistrado foi rebatida pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Oliveira, que a classificou como “irresponsável” e “ofensa grave”.

Esse atrito se somou à decisão de Bolsonaro de conceder perdão de pena a Silveira um dia após o Supremo condená-lo a 8 anos e 9 meses de prisão por ataques verbais e ameaças a membros da corte.

Fux não fez nenhum comentário público e agiu de maneira tímida nos bastidores para resguardar a corte nas duas situações.

Em meio às duas polêmicas, o presidente do Supremo convidou os dez colegas para um almoço de comemoração de seu aniversário —o encontro também tinha como objetivo dar uma demonstração de união do tribunal.

Serviu, porém, para expor o isolamento interno de Fux: Dias Toffoli, que afirmou que estava com problemas de saúde, Alexandre de Moraes e André Mendonça não compareceram. Cármen Lúcia ficou pouco tempo.

No mesmo dia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Moraes e Toffoli jantaram com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O encontro foi na casa de Toffoli, e Fux chegou a ser convidado, mas disse que não poderia ir por ser seu aniversário.

Sua ausência é apontada nos bastidores como indício do enfraquecimento de liderança à frente do STF pelo fato de o encontro não ter sido pensado por ele nem o convite ter partido dele, que em tese deveria falar em nome do tribunal.

O encontro foi articulado como uma forma de responder aos arroubos antidemocráticos de Bolsonaro e seus apoiadores. Um dos tópicos discutidos foi o indulto concedido a Silveira.

Os presidentes do Legislativo reforçaram que a medida não poderia ser revertida por atos do Parlamento e defenderam que a última palavra sobre a cassação do mandato do deputado bolsonarista caberia à Câmara dos Deputados, e não ser fruto de decisão judicial. Por outro lado, ouviram cobranças de que o STF estava falando sozinho na defesa do sistema eleitoral.

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Dias depois Bolsonaro voltou a questionar a confiabilidade das urnas. Embora os presentes neguem qualquer espécie de “pacto” para atuação conjunta, Lira e Pacheco reagiram publicamente quando o chefe do Executivo cobrou a participação de militares na apuração dos votos no TSE.

Questionado sobre a situação interna do tribunal, Fux enviou uma nota à reportagem afirmando que tem mantido contato com os demais Poderes.

“O ministro Fux, como presidente do STF, tem tido interlocução sobre temas institucionais com diversos atores”, disse, citando ainda a previsão de reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

No ano passado, um outro episódio chamou a atenção para o fato de articulações importantes passarem ao largo de Fux. Lira e o ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) se reuniram com Gilmar após o 7 de Setembro. Naquela data, diante de uma multidão na Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro pregou desobediência a decisões de Alexandre de Moraes, relator de inquéritos que miram aliados do presidente.

Na PGR (Procuradoria-Geral da República), a percepção sobre o papel desempenhado pelo presidente do Supremo não difere. Há uma avaliação de que falta a Fux articulação política, e Augusto Aras recorre preferencialmente a Gilmar e Toffoli para discutir temas controversos.

A pessoas próximas Fux afirma que a condução do Supremo exige manter a isenção da corte para julgar processos polêmicos que já estão judicializados e dependem de respostas do tribunal. Na visão dele, dar declarações públicas neste momento fora dos autos só serviriam para levar o Supremo ainda mais para o centro da política, o que considera indevido.

Outros sintomas também expõem a dificuldade do presidente em impor a sua agenda à frente da corte. Logo que assumiu o comando do tribunal, no segundo semestre de 2020, Fux teve uma vitória ao conseguir transferir das turmas para o plenário a competência para julgar processos criminais.

A ideia era retirar da Segunda Turma, que tem perfil garantista, as ações da Lava Jato para evitar que a operação fosse enterrada pela corte. A medida pode até ter evitado derrotas, mas um movimento para evitar julgamentos criminais no plenário virtual e o congestionamento do plenário físico travaram de vez a análise desses processos na corte.

Além disso, quando tomou posse, Fux apresentou como uma de suas principais bandeiras a ideia de reinstitucionalizar o STF, que passaria a falar a uma só voz e deixaria de ser formado por 11 ilhas, com ordens individuais em profusão sem nunca passar pelo colegiado.

A estratégia do ministro era aprovar uma alteração regimental que obrigasse todas as decisões monocráticas a serem submetidas automaticamente ao plenário. Mais de um ano e meio após tomar posse e a menos de seis meses de deixar o cargo, porém, Fux não conseguiu criar o ambiente interno que permita a aprovação dessa mudança no regimento do tribunal.

Isso porque Gilmar Mendes tem exigido uma transição que leve a corte a julgar dentro de seis meses todas as decisões monocráticas já em vigência.

Com isso, Fux seria obrigado a pautar sua liminar que suspendeu a implementação do juiz das garantias, tema que encontra grande resistência no mundo jurídico. O presidente da corte, porém, resiste e tem enfrentado dificuldade na tentativa de negociar uma saída que não vincule um tema ao outro.

Além de questões relativas ao Supremo, Fux não conseguiu emplacar aliados em postos relevantes de outros tribunais.

O ministro trabalhou, por exemplo, para que seu então braço-direito no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Valter Shuenquener, fosse nomeado como juiz da Corte Interamericano de Direitos Humanos, mas ele acabou derrotado pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch, que era o preferido de Gilmar.

Na disputa para formação de lista tríplice do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Fux tentou emplacar o advogado Carlos Eduardo Frazão, que é respeitado entre os ministros e foi seu secretário-geral quando esteve à frente da corte eleitoral. Mais uma vez, Fux não conseguiu fazer prevalecer sua vontade.

fonte: folha.uol.com.br

Pedreiras: Cresce a cada dia o apoio à pré-candidatura a deputado estadual do líder político Fred Maia

Dr. Deibson Bale (Prefeito de Trizidela do Vale); Fred Maia (Líder Político); Jânio Balé (Ex-prefeito de Triz. do Vale) e Gard Furtado, vereador de Pedreiras

No dia 02 de outubro, os eleitores vão votar para Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal e para Deputado Estadual. Esse, por último, é responsável por grandes parcerias, onde os gestores e a população, com apresentações de projetos, visam desenvolvimento para todos.

Fred Maia, líder político (PDT), partido ligado ao pré-candidato a governador do Maranhão, Weverton Rocha, vem buscando apoio, para enfrentar mais esse importante passo na sua vida política.

Prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, confirmando apoio à pré-candidatura de Fred Maia

Neste sábado (30), Fred Maia conquistou mais adesões à sua pré-candidatura a deputado estadual. O líder político, segundo ele, já conta com apoio de várias prefeituras do Médio Mearim, entre elas estão : Pedreiras, Trizidela do Vale, Lima Campos, Bernardo do Mearim e agora mais uma grande adesão, a prefeitura de Igarapé Grande, através do prefeito Erlânio Xavier, (Presidente da FAMEM), e mais seis vereadores do Município Igarapegrandense.

Em Santo Antônio do Lopes, Fred Maia já conta com a poio da vice-prefeita, Cibele Napoleão.

Sabemos que é um desafio muito grande, mas quem me conhece, sabe que não sou de desistir, por isso, conto com apoio dos amigos, correligionários e, claro, da população que acompanha toda minha trajetória política. Vamos aguardar os próximos passos, tenho certeza que essa luta não é só minha.” Disse o líder político.

Conheça um pouco sobre a vida política de Fred Maia

Fred Maia foi vice-prefeito por duas vezes no Município de Trizidela do Vale. Depois, passou a administrar o Município, sendo reeleito para prefeito. Apoiou o atual prefeito Deibson Balé, demonstrando, mais uma vez, sua firme liderança política no Município e na região do Médio Mearim.

Nas eleições de 2020, em Pedreiras, Fred Maia conseguiu eleger a esposa Vanessa Maia, onde a atual prefeita teve 8.066 votos.

Se Deus é Por Nós. Quem será contra nós?” Bordão usado pelo pré-candidato a deputado estadual Fred Maia, sempre ao fim de seus discursos.

Maranhão: Professora tem corpo queimado por aluno de 10 anos em escola

Vanusia sofreu queimaduras em todo o corpo. (Foto: Divulgação)

Uma professora da rede municipal de ensino da cidade de Barra do Corda, a 346 km de São Luís, sofreu queimaduras pelo corpo após um aluno de 10 anos a atingir com líquido inflamável. O incidente aconteceu dentro da Escola Municipal Maria Safira da Silva.

A vítima, identificada como Vanusia de Sousa, de 39 anos, teve 40% do corpo queimado com gasolina. Com a gravidade dos ferimentos, Vanusia teve de ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região. O incidente ainda está sob investigação e O Imparcial aguarda maiores informações sobre o caso.

De acordo com o delegado de Barra do Corda, Daniel Arruda, o menor não pode ser apreendido, mas será instaurado procedimento legal.

“Sobre o autor do fato, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) não permite que ele seja apreendido em flagrante porque ele não é adolescente. Somente a partir dos 12 anos. Mas nem por isso deixará de ser instaurado um procedimento policial para apurar a circunstância em que esse menor conseguiu adquirir material inflamável e agredir a professora, que foi enviada para um hospital em São Luís”, disse Daniel.

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Atualização

De acordo com o secretário de Educação de Barra do Corda, Ramon Júnior, o ato criminoso foi causado por uma repreensão da professora ao aluno, feita no dia anterior, a respeito de um desentendimento com outro estudante da mesma turma.

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A Polícia Civil agora investiga de que forma o garoto, de apenas 10 anos, conseguiu comprar a gasolina e levar para a escola. A professora foi transferida para um hospital de São Luís para ter melhores condições de tratamento.

fonte: oimparcial.com.br

Piauí: Ex-sem-terra que deu aula a Ciro Nogueira é 1ª mulher a governar PI e promete focar pobres

Regina Sousa (PT), primeira mulher a se tornar governadora do Piauí, em cerimônia de transmissão do cargo – Governo do Piauí/Divulgação

Primeira mulher a se tornar governadora do Piauí, Regina Sousa (PT), 71, chega ao cargo máximo em seu estado após enfrentar obstáculos em série.

Nascida na zona rural de União, cidade piauiense na divisa com o Maranhão, cresceu em uma família de agricultores sem-terra.

Na adolescência, foi quebradeira de coco babaçu. Do fruto eram extraídas as amêndoas que ajudavam no sustento da família e garantia o dinheiro para comprar livros e material escolar.

Formou-se em letras pela Universidade Federal do Piauí e se tornou professora. Mais tarde, virou bancária e entrou na política por meio do sindicalismo. Foi senadora e vice-governadora. Em 31 de março deste ano, assumiu o governo em definitivo após a renúncia do governador Wellington Dias (PT).

Em entrevista à Folha, ela defende a ocupação dos espaços de poder pelas mulheres e diz que não pleiteou a reeleição ao Governo do Piauí por questões de saúde.

Criticou o governo Jair Bolsonaro (PL) e a forma de atuação política de Ciro Nogueira (PP), ministro da Casa Civil e adversário no Piauí, de quem foi professora quando este tinha apenas dez anos. Em seu mandato de oito meses, diz querer deixar como marca a prioridade à população mais pobre.

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A senhora tem uma origem humilde: nasceu na zona rural, foi quebradeira de coco, professora e sindicalista. Qual é o simbolismo de chegar ao cargo máximo do seu estado? É importante cada vez que uma mulher conquista um espaço, que reafirma a posição da mulher nos espaços públicos. Isso faz com que outras mulheres se encorajem e pensem: “Se ela pode, eu também posso”.

Eu vim da roça. Sei plantar, sei colher e não perdi as minhas origens: a minha família ainda mora no mesmo lugar. No dia da posse, em meu primeiro ato como governadora, fiz um gesto simbólico e entreguei títulos de terra para quebradeiras de coco babaçu. Foram 1.219 hectares para uma comunidade de 90 famílias.

Quero fazer esse trabalho porque sei que isso muda a vida das pessoas. Se isso é grande ou pequeno? Tudo é grande quando a gente faz qualquer coisa pelos mais pobres.

O PT escolheu como candidato a governador o ex-secretário Rafael Fonteles, que é homem, empresário e filho de político. É um perfil que, ao contrário da senhora, não representa uma quebra de paradigma do ponto de vista da diversidade. Por que a senhora não pleiteou a reeleição? Foram questões bem pessoais, razões de ordem de saúde. Se eu tivesse pleiteado [a candidatura], com certeza o partido teria aprovado. Era o natural até.

Com o Rafael [Fonteles], é o partido, a militância e a base que vão moldar a candidatura a partir da construção do programa de governo, que está sendo feito de forma discutida desde o ano passado. Ele é filho de Nazareno Fonteles, um grande militante nosso que foi deputado estadual e deputado federal. É uma pessoa que cresceu no meio da gente, carreguei ele no braço, no colo, em nossas caminhadas. Então, ele tem uma vivência, embora ela tenha seguido essa carreira mais pragmática.

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O PT no Piauí foi, durante muito tempo, aliado de Ciro Nogueira. Hoje, ele é ministro de Bolsonaro e se tornou um adversário ferrenho. O que a senhora acha que motivou essa mudança? É difícil explicar. Não teve motivo para rompimento, não teve briga. Em 2018, ele [Ciro Nogueira] dizia que Wellington [Dias] era o melhor governador que o Piauí já teve, que Lula era o maior presidente que o Brasil já teve. Mas tem gente que não sabe viver sem o poder. Ainda mais empoderado do jeito que ele foi por Bolsonaro, que execrava a velha política e agora está junto com ela. É lamentável que a política tenha tomado esse rumo.

Com Ciro Nogueira no governo Bolsonaro, o Piauí passou a ser inundado por verbas de emendas para prefeituras, inclusive das emendas do relator. Tem sido difícil enfrentar politicamente a máquina federal? É difícil. Se a gente não tivesse o trabalho do governador Wellington Dias de buscar recursos e crédito para obras de infraestrutura, estaríamos passando dificuldades.

A nossa bancada tem conseguido liberar emendas, apesar de algumas tentativas de segurar recursos. Mas é difícil enfrentar um pacto de dinheiro que não tem fundo. A gente não sabe exatamente quanto é, o que é que estão oferecendo, a gente só ouve falar.

É muita coisa que estão oferecendo para prefeitos. Uma hora isso vai ter que aparecer para a gente saber exatamente o quanto de recurso foi usado dessa forma clandestina, porque o orçamento secreto é clandestino. Mas a gente está sobrevivendo.

Ao longo do mandato, o presidente Bolsonaro teve um histórico de conflitos com governadores de estados do Nordeste. Como a senhora pretende lidar com o presidente? Será uma relação institucional, de buscar recursos para o Piauí. Para você ter uma ideia, Ciro Nogueira foi meu aluno quando ele tinha dez anos em uma escola particular. Então, não vou ter cerimônia de ir buscar os recursos para o estado. Mas sei que Bolsonaro é uma pessoa difícil, que tem dificuldade em se relacionar. Ele torna as pessoas inimigas, declara guerra e tem uma tendência a retaliar.

O presidente tem apostado no Auxílio Brasil como uma possibilidade de, se não vencer, reduzir a margem de votos no Nordeste. Acredita que a ampliação do benefício se reverterá em votos? É difícil reverter a rejeição dele [Bolsonaro] no Nordeste porque ele começou tratando o Nordeste como um inimigo, desdenhava. E as pessoas não esquecem.

Assim como não esquecem que Lula não foi só o Bolsa Família, Lula fez uma rede de proteção social para os mais pobres. Achar que o Auxílio Brasil enterra isso é um equívoco. Até porque, embora ele tenha aumentado o valor do benefício, não representa grande coisa diante dos preços que galoparam no governo deles. Ele [Bolsonaro] cresce um pouquinho por causa dos aliados, que tem voto, mas não acho que ele vai reverter.

Como a senhora avalia o movimento do ex-presidente Lula de buscar aliados mais ao centro, caso de líderes do MDB no Nordeste, incluindo Piauí? O MDB faz parte da nossa base, então não há nenhum óbice, temos uma boa relação. E coalizão é assim mesmo, ninguém ganha sozinho. É preciso de uma coalização para ganhar a eleição e para governar, mas sabendo que não estamos convivendo com iguais.

Então, é saber conviver e focar no que é importante: resgatar esse país para o povo e reconstruir o que foi destruído e trabalhar em benefício dos mais pobres. Até porque todo mundo percebe que o negócio desse governo atual não é pobre.

A senhora terá apenas oito meses à frente do governo do Piauí. Qual marca pretende deixar? Eu não tenho tempo para deixar marca. As pessoas consideram marcas grandes obras, aquilo que elas olham. Eu pretendo fazer algumas coisas mais significativas.

Na área de saúde quero fazer uma rede de saúde mental, que é uma das consequências da pandemia. Quero dar mais força ao nosso programa de alimentação saudável, que apoia a produção e garante a compra da produção da agricultura familiar.

Também pretendo fazer um trabalho mais consistente com as comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas. Então, é basicamente esse trabalho de combate à pobreza. Se fizer, estou satisfeita. Será minha grande obra.

fonte: folha.uol.com.br

Pedreiras: Vereador Jamison Fernandes participa da inauguração do Videomonitoramento, um pedido de sua autoria

Sala de Videomonitoramento de Pedreiras/Foto: Sandro Sandro

Inaugurado ontem (27), pela prefeita de Pedreiras, Vanessa Maia, o serviço de videomonitoramento que ajudará na segurança da cidade, foi uma indicação do vereador Jamison Fernandes, logo que o parlamentar assumir seu primeiro mandato como fiscal do povo.

Essa ação, que tanto é almejada por todos, em governos passados não saiu do papel, apesar da Associação Comercial de Pedreiras chegar a disponibilizar algumas câmeras, na gestão do ex-prefeito Totonho Chicote, nada foi pra frente.

Jamison Fernandes – Vereador/Foto: Sandro Vagner

o vereador Jamison Fernandes, que acompanhou de perto toda movimentação do serviço realizado pela prefeita Vanessa Maia, está satisfeito em saber que a população pode contar com ele, não apenas com esse benefício, mas outros que futuramente serão concretizados pelo poder executivo.

Após participar da inauguração, Jamison Fernandes destacou sua alegria em ver um pedido concretizado e a tranquilidade de saber que agora Pedreiras tem um grande aliado contra a criminalidade, o videomonitoramento, com 84 câmeras espalhadas na cidade.

Hoje, há pouco mais de um ano, a gente consegue ver e receber esse presente tão sonhado para a cidade de Pedreiras. Onde, há décadas, sonhávamos juntos com a Associação Comercial, com o SINDLOJAS e, hoje já está aqui.” Comentou bastante alegre o vereador Jamison Fernandes.

Pedreiras: Personalidade são agraciadas com Título de Cidadania e Comendas Corrêa de Araújo e Graça Melo

Foto: Sandro Vagner

A tradicional Sessão Solene, realizada no dia do aniversário de Pedreiras, 27 de abril, através da Câmara de Vereadores, reconhece a determinação e prestados relevantes serviços em prol do Município pedreirense, pelos seus filhos legítimos ou adotivos, que são agraciados com honrarias nessa data tão importante.

Na noite desta quarta-feira (27) não foi diferente. Com as presenças de autoridades que fizeram parte da mesa de honra: Marly Tavares (Presidente da Câmara); Vanessa Maia (Prefeita de Pedreiras); Dr. Walber Rodrigues (Vice-prefeito de Pedreiras); Dr. Kayo Saraiva (Presidente da OAM/MA); Pastor Augusto (Líder religioso); Tenente-coronel Miguel Júnior (Comandante do 19º BPM); Dr. Gustavo Brandão (Vice-prefeito de Trizidela do Vale) e Fred Maia (Líder político e ex-prefeito de Trizidela do Vale). Cantores, artistas, poetas, professoras, militares e outras personalidades receberam das mãos dos parlamentares sua honrarias.

Pr. Augusto, Tenente-coronel Miguel Júnior, Kayo Saraiva, Marly Tavares, Vanessa Maia, Dr. Walber e Fred Maia/Foto: Sandro Vagner

Dos treze parlamentares, oito foram autores dos reconhecimentos, que contaram com a aprovação dos demais edis daquela casa.

Fotos: Sandro Vagner

Vereador Enderson Portela, concedeu a Comenda Corrêa de Araújo para:

Contemplados: Pedro Thiago Ferreira Raposo, Damião Felipe Barbosa e ao Tenente-Coronel Ricardo de Almeida Carvalho.

Fotos: Sandro Vagner

Vereador Gard Furtado, foi autor de três títulos de cidadania pedreirense:

Contemplados: Ivan Carlos Silva Lima, Marcus Brunieri de Freitas e ao vereador Valdemir Conceição Silva (Ver. Neguim Silva).

Fotos: Sandro Vagner

A vereadora Iaciaria Rios, concedeu três comendas (uma Corrêa de Araújo e duas Graça Melo):

Contemplados: Maria José Maranhão Maciel (Representada pela Professora Iraci Melo) e a professora Francisca Bulhão de Queirós.

Fotos: Sandro Vagner

Vereador Jamison Fernandes fez a entrega de uma Moção de Congratulações e Aplausos ao médico e vice-prefeito de Trizidela do Vale, Dr. Gustavo Brandão. Contemplou, ainda, com a comenda Corrêa de Araújo a empresária e bioquímica Cleverleide e Silva Brandão.

Fotos: Sandro Vagner

O vereador Jotinha Oliveira, foi autor de dois títulos de cidadania pedreirense. O cantor e compositor maranhense Joãozinho Ribeiro, que esteve ausente devido uma cirurgia de sua esposa, mas virá receber em breve, e para o líder e ex-prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia.

Fotos: Sandro Vagner

Vereador Neguim Silva fez a entrega de duas comendas Corrêa de Araújo. Foram contemplados o Pastor José Augusto Pereira da Cruz e o cantor e compositor Manuel Santana de Oliveira Neto.

Fotos: Sandro Vagner

Das mãos da vereadora Valdete Cruz, Dr. Kayo Saraiva (Presidente da OAB-MA) recebeu seu título de cidadão pedreirense, também contemplado com a comenda Corrêa de Araújo. O comandante do 3º PPM de Trizidela do Vale, Capitão PM Galileu Novo Fraga foi agraciado com a comenda Corrêa de Araújo, assim também, como o cantor e compositor Josivan Pereira de Almeida que ainda foi condecorado com a medalha Mérito Centenário Compositor João do Vale.

Fotos: Sandro Vagner

Da Mesa Diretora, representada pela vereadora e presidente da Câmara, Marly Tavares, foram três títulos de cidadania pedreirense, um dos contemplados não compareceu, o médico Leonardo Augusto da Silva Moreira. O chefe Luciano Rosa e o gerente da CEF, Gildázio Pereira Carvalho receberam das mãos da vereadora seus títulos.

A Mesa Diretora concedeu, ainda, três comendas Corrêa de Araújo, mas apenas o artista plástico Álvaro Gomes Pacheco Filho “Pachequinho”, compareceu. Estiveram ausentes: Tenente-coronel Everaldo Coutinho Morais e Apóstolo Francisco Pereira de Lucena Neto.

Fotos: Sandro Vagner

Marly Tavares destacou a solenidade.

veja o vídeo.

Pedreiras: População ganhou Novo Ginásio Poliesportivo e Videomonitoramento nos 102 anos do Município

Fotos: Sandro Vagner

Seguindo a programação de aniversário dos 102 anos de Pedreiras, ontem (27), a prefeita Vanessa Maia, o vice-prefeito Dr. Walber Rodrigues, secretários, secretárias, diretores de departamentos, demais servidores municipais, além do ex-prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia, e da prefeita de Lima Campos, Dirce Prazeres, foi realizada a Missa em Ação de Graças, celebrada pelo Padre José Geraldo, no Santuário de São Benedito.

Hasteamento dos Pavilhões

Fotos: Sandro Vagner

Logo após a Santa Missa, autoridades civis e eclesiásticas participaram do hasteamento dos pavilhões: Nacional (Vanessa Maia); Estadual (Fred Maia); Municipal (Marly Tavares) e do Santuário (Padre José Geraldo, Sousa e Raimunda Gama).

Ginásio Poliesportivo do Goiabal

Fotos: Sandro Vagner

Um anseio muito grande da população, principalmente dos moradores do bairro, foi entregue ontem (27), pela prefeita Vanessa Maia, o novo ginásio Poliesportivo do Goiabal, totalmente modernizado, com placar eletrônico, ar condicionados nos vestiários e um piso  à altura para receber qualquer equipe para uma disputa esportiva, seja no futsal, vôlei ou até mesmo no basquete.

Entrega de veículos

Fotos: Sandro Vagner

Durante a solenidade, foi realizada, ainda, a entrega de dois novos veículos e uma pá-carregadeira em parceria com o deputado federal Juscelino Filho, que irá reforçar o trabalho no Município.

Videomonitoramento

Fotos: Sandro Vagner

Na secretaria de segurança e trânsito de Pedreiras, a prefeita Vanessa Maia e demais autoridades inauguraram o serviço de videomonitoramento. São câmeras que operam no sistema 4k, uma das mais eficientes, capaz de identificar à distância, em pontos estratégicos, qualquer situação que possa auxiliar os serviços de segurança da Guarda Municipal, da Polícia Civil e Polícia Militar, no combate ao crime. Trabalho elogiado por integrantes da Associação Comercial e CDL, que há muito anos, em gestões passadas, reivindicavam o sistema que vai trazer mais segurança para todos.

Balanço das festividades

Vanessa Maia – Prefeita de Pedreiras/Foto: Sandro Vagner

Durante sua participação no evento da Câmara Municipal, onde foram entregues títulos de cidadania, moção de congratulações e  aplausos, comenda Graça Melo e Corrêa de Araújo, a prefeita Vanessa Maia fez uma avaliação sobre as atividades.

Eu pude fazer uma prestação de contas pra o povo pedreirense, pra todos que estavam aqui presentes e, também, compartilhar da alegria dos homenageados, dessas pessoas que fizeram e fazem um grande trabalho aqui na nossa cidade e contribuem para o desenvolvimento da nossa Pedreiras.”

Veja o vídeo

São Paulo: TSE amplia urnas para testes, mas estatísticos veem falha em amostra

TSE apresenta as novas urnas eletrônicas – Abdias Pinheiro/SECOM/TSE/Divulgação

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ampliou a previsão de urnas eletrônicas a serem testadas para as eleições deste ano em meio aos ataques de Jair Bolsonaro (PL).

O objetivo é elevar a segurança e a transparência sobre a votação eletrônica diante de mentiras e suspeitas infundadas de fraude espalhadas pelo presidente da República.

Estatísticos ouvidos pela Folha, porém, consideram haver falhas na forma como essa ampliação das urnas testadas está sendo justificada pelo TSE. Apesar de não apontarem problemas no teste em si, segundo eles, a metodologia empregada é inapropriada, por gerar amostras insuficientes.

O teste das urnas ocorre em todas as eleições e tem como objetivo verificar se elas contabilizam corretamente os votos que são digitados. ​

Nessa auditoria, feita no dia da votação, voluntários votam em papel, e os mesmos votos são digitados na urna. O processo é filmado e, ao final, é verificado se o boletim da urna bate com o que está no papel.

Como não é possível testar todas as urnas, a metodologia estatística é importante para definir a amostra adequada de urnas testadas, considerando o nível de precisão que se quer alcançar. A previsão é que sejam usadas 577 mil urnas em todo o país no pleito deste ano.

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No Brasil, nunca houve registro de fraude nas urnas eletrônicas, em uso desde 1996. Com voto impresso, pleitos anteriores já tiveram suspeitas, com casos emblemáticos no Rio de Janeiro e em Alagoas, por exemplo, que envolveram cédulas de papel fraudadas e apuração irregular.

No período com urnas eletrônicas, até as eleições de 2020, eram testadas 100 delas a cada votação. Nos últimos meses, em meio aos ataques de Bolsonaro ao sistema, o tribunal inicialmente anunciou que dobraria a quantidade testada.

Quatro meses depois, em março, o TSE fez um novo gesto, desta vez ampliando para cerca de 600.

Embora não haja consenso entre os especialistas consultados pela Folha sobre a quantidade mínima ideal, eles indicam que, com base na metodologia usada pelo TSE, precisaria ser muito mais elevada do que a calculada, chegando até a cerca de mil urnas por estado.

Já a adoção de metodologias distintas, segundo dois especialistas, poderia requerer uma amostra só um pouco maior —próxima de mil para no país inteiro.

Procurado pela reportagem, o TSE afirmou que, “sem conhecer em profundidade que ‘possíveis falhas’ identificadas pelos estatísticos”, “não há como avaliar se são efetivamente falhas procedimentais ou apenas abordagens distintas que são rotineiras em estudos estatísticos”.

De acordo com o tribunal, a amostra considerada pequena pelos estatísticos ouvidos pela reportagem é consequência da ideia de homogeneidade das urnas eletrônicas e depende do “pressuposto da probabilidade de ocorrência do evento, margem de erro e nível de confiança”.

“As demais formas de auditoria do processo eleitoral permitem verificar que o funcionamento das urnas eletrônicas é homogêneo e, observando uma urna, o resultado será o mesmo encontrado em todas as demais. Válido ressaltar que durante todas as auditorias nunca foram encontradas inconformidades”, diz.

Além do teste de integridade, há outras etapas de auditoria antes e após as eleições.

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O sistema da urna pode ser inspecionado por órgãos, partidos e entidades. Hackers também testam ataques à urna no Teste Público de Segurança. São realizadas cerimônias públicas para assinatura digital e lacração do sistema da urna.

Testes de autenticidade verificam se as urnas estão funcionando com os sistemas oficiais lacrados. E as urnas não são conectadas à internet, entre outros dispositivos de segurança.

A pedido da reportagem, os cinco especialistas analisaram um estudo realizado pela equipe de estatística do TSE. O documento foi mencionado pelo tribunal em ofício de resposta às Forças Armadas tornado público em fevereiro e enviado à Folha após seguidos pedidos ao tribunal.

Nesse ofício, o TSE afirma que o estudo “atestou que o quantitativo existente antes da ampliação já era estatisticamente representativo”.

No estudo, de acordo com os especialistas, não há explicações que permitam entender o que o tribunal considerou para, em dezembro do ano passado, ter anunciado a duplicação da amostra de urnas submetidas aos testes.

Além disso, foram desenhados apenas cenários extremos. O cenário alternativo desenhado pelo estudo, em contraposição ao de 100 urnas, resultava em mais de 123 mil urnas a serem testadas.

De 5 estatísticos consultados pela reportagem, 1 não viu problemas no estudo. Dentre os outros 4, houve diferenças na análise, mas todos avaliaram que, considerando os parâmetros e a metodologia usados pela equipe do tribunal, a amostra de urnas para teste teria que ser maior. Dois deles defendem a troca de metodologia.

Folha também solicitou ao TSE acesso ao relatório preliminar em que, segundo notícia publicada pelo site do tribunal, a ampliação havia sido sugerida pela CTE (Comissão de Transparência das Eleições), formada por representantes de órgãos como a Polícia Federal e as Forças Armadas, e também da sociedade civil.

O documento, porém, não foi fornecido, nem mesmo a parte referente ao quantitativo de urnas para teste.

Sem acesso ao relatório, a reportagem questionou quais foram os parâmetros utilizados para as duas ampliações.

Segundo o TSE, a base amostral foi ampliada após sugestões da comissão “para tornar ainda maior o índice de confiabilidade do processo eleitoral”. “A margem de confiança era de 95% e, a partir do aumento da base amostral para cerca de 600 urnas, chegamos a uma margem próxima a 99,99%”, afirmou.

Também disse que a fórmula usada para determinação da nova margem de confiança foi feita a partir das mesmas premissas do estudo inicial.

O tribunal afirmou que a amostra inicial, “de cerca de 100 urnas, já era suficiente, uma vez que o sistema é uniforme, mas a Justiça Eleitoral decidiu aumentar para deixar ainda mais robusta e dar maior transparência e publicidade a essa que é apenas uma das inúmeras fases de auditoria existentes no processo eleitoral”.

Até as últimas eleições, o número de urnas sorteadas por estado para participar deste teste podia ser de três, quatro ou cinco urnas, variando de acordo com o número de seções eleitorais de cada unidade federativa. O Amapá, por exemplo, tinha cerca de 1.300 urnas em operação, ante 86 mil em São Paulo.

Na primeira mudança, aprovada pelo TSE em dezembro, os valores por estado foram duplicados, passando a ser de seis, oito ou dez urnas. Já na segunda alteração, em março, os valores foram triplicados e o quantitativo passou a ser de 20, 27 ou 33, a depender do número de urnas de cada estado.

Auditorias por amostragem podem ser empregadas em diversas áreas, abarcando tanto qualidade de produtos e serviços quanto para ​detecção de ocorrência de fraudes contábeis em empresas.

A amostra ideal varia de acordo com cada cenário e nível de precisão que se quer atingir. É difícil, contudo, traçar um paralelo com os testes das urnas.

CRÍTICAS À AMOSTRA

Apesar da ampliação da amostra realizada pelo tribunal, os pontos problemáticos apontados pelos especialistas permanecem.

Para Airlane Pereira Alencar, professora associada do Departamento de Estatística da USP, eles usam uma fórmula inadequada. “É arbitrário esse tamanho da amostra”, diz. “Não é isso que normalmente é feito para calcular tamanho de amostra, usando a metodologia estatística usual”, afirma.

Um ponto controverso para parte deles é que o estudo do tribunal parte da premissa de que a probabilidade (ou proporção) de urnas com erro é ínfima. O valor usado foi de 0,01%, ou seja, uma urna com erro em 10 mil urnas.

Para detectar problemas, neste cenário —com a margem de erro e nível de confiança assumidas pelo tribunal—, amostras pequenas seriam inadequadas.

Seguindo a metodologia empregada pelo estudo, não seria adequado, segundo Airlane, que a amostra de urnas testadas em cada estado fosse inferior a 30.

Mesmo após a última ampliação aprovada pelo TSE, apenas cinco estados teriam amostras superiores a este valor, de acordo com o previsto para 2022, com 33 urnas testadas.

Considerando a primeira ampliação aprovada pelo TSE, em dezembro, mesmo os estados com maior número de seções teriam no máximo dez urnas testadas.

Também para Raphael Nishimura, especialista em amostragem e diretor do Survey Research Center da Universidade de Michigan, persistem problemas após a ampliação, já que os resultados para a maioria dos estados não contemplam o tamanho mínimo recomendado para a metodologia empregada.

Ele ressalta que nem sempre é possível ter a amostra ideal. “Aumentar o tamanho da amostra carrega consigo custos, e é preciso encontrar um bom equilíbrio entre custos e precisão.”

Para Nishimura, contudo, o modo como o tribunal justificou o aumento da amostra para 600 urnas, apenas passando a confiança para 99,9%, causa estranheza.

Segundo Jorge Oishi, professor aposentado do Departamento de Estatística da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), ao optar aumentar apenas o nível de confiança sem mexer na margem de erro, a amostra obtida é menor.

“Então eles não estão fazendo algo proibido, mas tentando encontrar uma justificativa teórica para aumentar um pouco o tamanho da amostra”, explica. Isso tem efeito no nível de precisão.

Para ele, um dos problemas é que a margem de erro assumida pelo TSE é muito grande quando comparada ao ínfimo percentual adotado de probabilidade de urnas com problema.

Oishi defende a adoção de metodologia distinta, considerando o fato de que o cenário traçado pelo TSE envolve um evento raro —termo técnico da estatística. Seu cálculo chegou a um valor de 38 a 39 urnas em cada estado.

“A crítica que se deve fazer na metodologia do TSE é que não tem cabimento falar sobre o ‘erro’, pois o mesmo deve ser absolutamente zero, pois uma única urna inconforme já descarta qualquer possibilidade da eleição estar isenta de problemas”, diz Eduardo Yoshio Nakano, professor do Departamento de Estatística da UnB.

“O estudo que deveria ser feito, a técnica, deveria verificar a chance da existência de uma ou mais urnas com problemas. E não estimar a proporção”, completa ele que considera a metodologia usada pelo tribunal como inadequada.

Segundo o cálculo de Nakano, uma amostra de 36 urnas por estado seria um quantitativo adequado.

Já para Cristiano Ferraz, professor associado do Departamento de Estatística da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), o mais importante é que a seleção das urnas seja aleatória, e não o tamanho da amostra.

Para ele, é importante considerar que há diversas outras fases garantindo a qualidade das urnas. Tal posicionamento é semelhante ao do TSE. “Este estudo, por mais críticas que se faça, ele tem o mínimo necessário para justificar esse tipo de procedimento.”

PRESSUPOSTO DO ESTUDO

​Em resposta às Forças Armadas, ao citar o estudo, o tribunal afirma que “partiu da premissa verdadeira, considerada estatisticamente como um cenário favorável, de que todas as urnas utilizam o mesmo sistema no país inteiro”. Para o TSE, isso é atestado pelas demais fases de auditoria.

No estudo estatístico, contudo, ao apontar o cenário em que cerca de 100 urnas são testadas no país como o cenário “menos oneroso”, a própria equipe do tribunal faz uma ressalva.

“Todavia, tal quadro está fundado em um índice de erro ínfimo o que, talvez, não se coadune com a crescente exigência externa por uma maior fiscalização quanto à integridade do sistema de votação brasileiro”, consta na conclusão do estudo.

Para Diego Aranha, professor associado da Universidade de Aarhus (Dinamarca) e pesquisador da votação eletrônica, não é adequado considerar a premissa de que todas as urnas usam o mesmo sistema.

Já de acordo com Bruno Albertini, que é integrante da Comissão de Transparência das Eleições do TSE e professor do departamento de Engenharia de Computação da Escola Politécnica da USP, é adequado assumir a premissa que a probabilidade de erro é ínfima.

Para Nakano (UnB), porém, há incoerência. “Se você faz uma premissa que é bem forte do tipo todas as urnas são iguais, é quase como fazer a premissa de que a eleição está isenta”, diz.

O TSE afirmou à Folha que “está a disposição para receber eventuais estudos sobre o tema para avaliar e emitir parecer a ser avaliado pelas instâncias decisórias do tribunal que poderá avaliar conveniência e oportunidade para eventuais ajustes que porventura se façam necessários nas premissas e metodologias utilizadas”.

TESTE DE INTEGRIDADE

O que é? No dia da eleição é feito o chamado teste de integridade, antes chamado de votação paralela. Urnas sorteadas na véspera da eleição, em cada estado, são retiradas da seção eleitoral para participar de uma auditoria. O objetivo do teste é verificar, por amostragem, se as urnas funcionam corretamente.

O processo é monitorado por câmeras, auditores e fiscais de partidos. Os participantes registram os votos em cédulas de papel e depositam em urnas de lona lacradas.

Após a impressão da zerésima na urna eletrônica, que garante que não há votos registrados nela, os mesmos votos do papel são digitados na urna eletrônica. Ao final, os resultados contabilizados no boletim da urna são comparados com os votos das cédulas.

Como era nas últimas eleições

Quantidade de urnas testadas em estados com:

  • até 15 mil seções: 3 urnas
  • de 15.001 a 30 mil seções: 4 urnas
  • mais de 30 mil seções: 5 urnas

O que mudou em dezembro de 2020

Quantidade de urnas testadas em estados com:

  • até 15 mil seções: 6
  • de 15.001 a 30 mil seções: 8
  • mais de 30 mil seções: 10

Como será nas eleições de 2022

Quantidade de urnas testadas em estados com:

  • até 15 mil seções: 20
  • de 15.001 a 30 mil seções: 27
  • mais de 30.001 seções: 33

fonte: folha.uol.com.br

Pedreiras: Gestantes foram contempladas com Kit Bebê, berço e outros itens

Foto: Sandro Vagner

A prefeitura de Pedreiras, através da secretaria de assistência social, em alusão ao aniversário do Município, realizou na manhã desta segunda-feira (25), um evento especial voltado às gestantes que são cadastradas nos programas sociais.

Todas foram contempladas com Kit Bebê. Quem não tinha berço, participou do sorteio de cinco berços, que foram doados pela prefeita, comprados com o salário da gestora, depois, todas foram incluídas nos diversos sorteios.

O evento que aconteceu no Anfiteatro Dom Jacinto Brito, contou com a presença da prefeita Vanessa Maia, secretários e secretárias, diretores de departamentos e do vereador Neguinho Silva, representando os demais parlamentares.

Chico da TV e Carol Melo/Foto: Sandro Vagner

Segundo a secretária de Assistência Social, Carol Melo, as gestantes são acompanhadas pelo Centro de Referência e Assistência Social – CRAS, sendo beneficiadas todas das zonas urbana e rural. “Esse acompanhamento à essas famílias é imprescindível, tanto em questão de acompanhamento psicossocial, com orientações. E esse kit bebê é voltado para gestante em vulnerabilidade, onde muitas, praticamente todas, não tem condições de comprar os itens.” Concluiu.

Fred Maia – Ex-prefeito de Trizidela do Vale/Foto: Sandro Vagner

O ex-prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia, parabenizou a prefeita por mais essa iniciativa, juntamente com a secretaria de assistência social. Destacou sobre o evento ser realizado em alusão aos 102 da Princesa do Mearim. “Vanessa, por ser mulher, está tendo cada vez mais esse olhar diferenciado para todas essas mães.”

Vanessa Maia – Prefeita de Pedreiras/Foto: Sandro Vagner

A prefeita Vanessa Maia lembrou que esse evento intitulado “Soma do Amor”, está sendo realizado pelo segundo ano consecutivo. “A gente dá uma assistência completa, quando uma mãe deixa de participar do projeto, a nossa equipe vai atrás pra saber o que ocorreu. A gente quer acompanhar de perto a vida da mamãe e, claro, com o seu bebê.” Destacou Vanessa Maia.

Foto: Sandro Vagner

Para abrilhantar o evento, a cantora Ruth Silva e banda proporcionaram momentos de descontração com muita música.

Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner

Pedreiras: População ganha Ponto de Coleta Seletiva do Lixo

Foto: Sandro Vagner

Numa solenidade simples e rápida, a prefeita de Pedreiras, Vanessa Maia, inaugurou ontem (22), O Eco Ponto, local que irá servir para receber lixo descartado pela população, através de uma Coleta Seletiva.

Além da prefeita, a vereadora Valdete Cruz, autora da preposição; o secretário de meio ambiente, Adecley Farias; e o chefe da Defesa Civil, Ray Brito, participaram da solenidade, formando o dispositivo que foi montado em frente ao prédio.

Outros secretários estiveram presentes; Francisco Rodrigues (Planejamento), Filemon Neto (Projetos Especiais); Elcinho Gírio (Agricultura); Ray Costa (Esportes) Domingos Viana (juventude) e o diretor do IMPP, Wescley Brito, também abrilhantaram o evento.

Fotos: Sandro Vagner

Integrantes que participam dos grupos da Gincana Jovem, tiveram como uma das tarefas, levar material que foi pesado e colocado em cada ponto no Eco Ponto.

Segundo a prefeita Vanessa Maia,  a entrega do Eco Ponto faz parte das comemorações dos 102 anos da Princesa do Mearim. “É um local onde vamos fazer a coleta seletiva do lixo, claro, com ajuda e contribuição da população. Eu tenho certeza que essa medida vai fazer uma grande diferença na nossa cidade, principalmente, a gente pode ver, nos períodos chuvosos, onde nossa cidade sofre com as enxurradas, isso devido ao descarte inadequado do lixo.” Finalizou.

A vereadora Valdete Cruz, autora da preposição, disse  que, como profissional de saúde, sempre foi um desejo, onde pudesse está trabalhando a perspectiva do meio ambiente, para as futuras gerações.

Fotos: Sandro Vagner

Raí Brito, coordenador da Defesa Civil de Pedreiras, destacou a parceria com a secretaria de meio ambiente, onde vem trabalhando, principalmente, a educação ambiental, levando ao conhecimento da população o destino adequado do lixo, para evitar desastre ambiental em Pedreiras.

O secretário de meio ambiente, Aldeclei Farias, enfatizou o sistema de funcionamento do Eco Ponto. “A população pode trazer aqui, pra o nosso Eco Ponto, todo material que será colocado no local certo, e direcionar esse resíduo para que ele possa ser reutilizado.”

O Eco Ponto está localizado ao lado da secretaria de infraestrutura, próximo a Praça do Cinquentenário, mas segundo o secretário, uma equipe está atuando, a princípio, no comércio, e será colocado à disposição de todos um telefone para contato, o qual ainda terá o número divulgado.