Quatro corpos foram achados empilhados em uma área de mata, no povoado Entroncamento, às margens da BR-135, no município de Itapecuru-Mirim na noite desse domingo (21). A polícia foi acionada por volta das 21h para averiguar uma ocorrência de disparos de arma de fogo.
Durante a varredura, os policiais localizaram os corpos, todos com perfurações feitas por disparos de arma de fogo. Até o momento, as vítimas ainda não foram identificadas, mas sabe-se que são do sexo masculino.
Próximo ao local do crime, a polícia encontrou duas motocicletas abandonadas. O caso está sendo investigado e a principal suspeita é de que a ação tenha ligação com facções criminosas que atuam na região.
IGARAPÉ GRANDE – O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Peixoto Moura Xavier, teve sua prisão preventiva revogada e foi colocado em liberdade por decisão liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). A soltura, no entanto, veio acompanhada da imposição de uma série de medidas cautelares, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira para monitoramento eletrônico.
A decisão foi proferida pelo relator do caso, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, em um Habeas Corpus que discutia a prisão do prefeito. A acusação que pesa sobre o gestor é de homicídio qualificado (art. 121, §2º).
Risco à ordem pública
A prisão preventiva havia sido decretada em primeira instância sob o argumento da proteção à ordem pública e da periculosidade do prefeito. Contudo, o desembargador concluiu que os fundamentos para a custódia não se sustentavam, pois a “periculosidade do paciente não transparece nos autos”.
O juízo de segunda instância considerou que a prisão não pode ser mantida com base apenas na gravidade abstrata do delito ou no clamor público, pois a prisão cautelar é uma “medida extrema” que só se justifica quando existe um perigo concreto e imediato de que o acusado continue a delinquir.
A defesa apresentou elementos que levantaram “fundadas dúvidas de como os fatos se deram”. Consta dos autos que a vítima, um policial militar, estava de folga, ingerindo bebidas alcoólicas e portando arma de fogo, após atravessar três dias de festejos. Documentos e pareceres técnicos apresentados sugerem que o prefeito pode ter agido em reação imediata à truculência e ao saque de arma por parte da vítima. O relator afirmou que, em uma primeira análise, o prefeito “nesse momento, não representa” perigo para a sociedade.
Tornozeleira Eletrônica
O desembargador determinou a revogação da custódia – sustentando falta de elementos para manter a prisão -, e aplicou medidas cautelares mais brandas, conforme o Código de Processo Penal (CPP).
A principal restrição imposta é o monitoramento eletrônico. O juízo de origem deverá providenciar o equipamento (tornozeleira eletrônica), sendo que, mesmo que o aparelho esteja indisponível no momento da soltura, a liberdade deve ser concedida, com o dispositivo sendo providenciado em até 30 dias.
Além do monitoramento eletrônico, João Vitor Peixoto Moura Xavier deverá cumprir as seguintes condições durante o trâmite da Ação Penal:
Comparecimento mensal em Juízo.
Recolhimento domiciliar noturno, a partir das 18h, e em todos os dias de folga.
Proibição de frequentar bares, boates e casas de jogos.
Proibição de contato com as testemunhas, mantendo uma distância mínima de 200 metros.
Proibição de se ausentar da Comarca.
O magistrado enfatizou que o não cumprimento de qualquer uma dessas condições resultará na revogação imediata da liberdade e na decretação de nova prisão.
Na sessão ordinária na câmara de vereadores de Pedreiras, foram apresentadas seis indicações, uma Moção de Congratulações e Aplausos e um Moção de Pesar.
Destaque para uma boa notícia, que foi a implantação de um gerador de energia no hospital e maternidade geral de Pedreiras. Segundo o vereador Natan do Povo, líder de governo, a princípio, a prefeitura optou em caráter de urgência, por uma locação, mas o parlamentar disse em plenário que a prefeita Vanessa Maia deverá comprar um gerador próprio para a unidade hospitalar, até o fim do ano.
Foto/Sandro Vagner
Uma indicação de autoria do vereador Adenilson Lopes (MDB), que solicita uma parceria com a FUP – Fundação Pedreirense de Cultura, é sobre o Projeto “Aqui nasceu João do Vale: Resgate da Memória Cultural no Lago da Onça”, zona rural de Pedreiras, lugar onde nasceu o Poeta do Povo – João Batista do Povo. Projeto aprovado por todos os parlamentares.
Veja a Ordem do Dia com as demais matérias, com exceção de uma indicação da vereadora Waldirene do Lenoilson (PV), devido conflito de matéria.
Mesmo não tendo apresentado nenhuma indicação, o vereador Gard Furtado, presidente da câmara, disse que foi uma sessão tranquila, onde várias matérias foram aprovadas. Destacou, ainda, que na próxima sessão voltará a apresentar indicações que venham beneficiar a população de Pedreiras, tanto na sede como na zona rural do município.
Marcelo Jorge – Ex-prefeito de Godofredo Viana (Reprodução)
Na manhã desta terça-feira (16), a Polícia Civil e o Ministério Público do Maranhão deflagraram a operação “Prato Feito”, que resultou na prisão da irmã do ex-prefeito de Godofredo Viana, do próprio ex-gestor e de um empresário.
Eles são apontados como envolvidos no desvio de cerca de R$ 1,3 milhão em verbas destinadas à merenda escolar do município, localizado a cerca de 206 km de São Luís.
As investigações revelam indícios de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro, além de prejuízo direto às crianças da rede pública, que ficaram sem a alimentação garantida por lei.
Segundo o promotor de Justiça de Cândido Mendes, Márcio Antônio Alves, o grupo utilizava notas fiscais falsas para simular o fornecimento da merenda. “Os produtos não eram entregues e o dinheiro era desviado”, destacou.
Apontada como peça-chave no esquema, a irmã do ex-prefeito teria atuado na organização e na movimentação dos valores, ajudando a viabilizar o desvio dos recursos públicos.
“Era fornecidas notas frias, sem fornecimento da merenda escolar, e o dinheiro era desviado sem que o objeto ‘contratado’ fosse entregue, deixando as crianças sem assistência“, explicou o promotor de Justiça de Cândido Mendes, Márcio Antônio Alves.
Durante as diligências realizadas em residências localizadas nos bairros Olho d’Água e Ponta do Farol, em São Luís, foram apreendidos veículos, joias, dinheiro em espécie e aparelhos celulares, bens vinculados à investigação e que passam a integrar o conjunto probatório do processo.
O Cartório Eleitoral da 09ª zona está realizando atendimento itinerante aos eleitores da Zona Rural de Pedreiras e Trizidela do Vale, principalmente aos eleitores residentes nos Povoados, e adjacências, constantes conforme tabela abaixo, que, nos dias e horários indicados na referida tabela, para coleta biométrica de eleitores que ainda não possuam dados biométricos no seu Título Eleitoral.
Os eleitores que, por ventura, precisem fazer a mencionada coleta biométrica, deverão apresentar documento com foto e, se necessário, comprovante de residência (não obrigatório).
Informamos, por fim, que o Cartório da 09ª Zona Eleitoral possui, atendimento via WhatsApp por meio do número (99)98489-8214.
O militar, que era lotado no Centro Tático Aéreo (CTA), teria se afogado após sofrer um mal súbito durante a prática de natação. (Foto: arquivo pessoal)
Um tenente da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), identificado como Fabiano Assis Galeno, morreu na manhã deste sábado (13), em São Luís. O caso, inicialmente, foi registrado como afogamento, mas o caso está sendo investigado pela polícia.
De acordo com informações do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), por volta das 9h05, um morador acionou o Corpo de Bombeiros ao perceber que o oficial estava desacordado dentro da água, no Condomínio Pleno, localizado no bairro Jaracaty.
Equipes de resgate chegaram ao local e iniciaram os procedimentos de reanimação, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar do socorro, Fabiano não resistiu e teve o óbito confirmado ainda no local.
O Centro Tático Aéreo (CTA), onde o tenente era lotado, informou que o tenente conseguiu sair da piscina por conta própria, foi atendido, mas não resistiu. Ainda segundo o CTA, ele estaria na piscina praticando natação quando teve um mal súbito.
O caso foi registrado no Plantão Central da Cajazeiras e será investigado pela Polícia Civil, que vai apurar as circunstâncias da ocorrência.
Em nota, o Centro Tático Aéreo (CTA) lamentou a morte do tenente. Leia a nota na íntegra:
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do Tenente Fabiano Viana Assis Galeno, ocorrido em 13/09/2025.
O Tenente Galeno estava nadando em sua residência quando passou mal. Ele conseguiu sair da piscina por conta própria, foi atendido, mas infelizmente veio a óbito.
Desejamos força e consolo aos familiares, amigos e irmãos de farda neste momento de dor.
Os oito réus da trama golpista — Foto: Adriano Machado/Reuters, Geraldo Magela/Agência Senado, Marcos Corrêa/Presidência da República, Wilton Junior/Estadão Conteúdo, Geraldo Magela/Agência Senado e Isac Nóbrega/PR
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (11) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por todos os crimes dos quais foram acusados pela Procuradoria-Geral da República na Trama Golpista.
O placar chegou a 3 votos a 1 após a ministra Cármen Lúcia acompanhar o relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino. Os três votaram pela condenação de Bolsonaro, seus ex-auxiliares e militares.
Os crimes pelos quais já há maioria pela condenação de Bolsonaro de mais sete réus são:
Golpe de Estado
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Organização criminosa
Dano qualificado contra patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
No caso do réu Alexandre Ramagem, ele é o único que os ministros estão excluindo de dois crimes: dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração do patrimônio tombado.
Os oito réus são:
Jair Bolsonaro: ex-presidente da República
Walter Braga Netto: general, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa do ex-presidente
Mauro Cid: tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator
Almir Garnier: ex-comandante da Marinha
Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin e deputado federal
Augusto Heleno: general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
Paulo Sérgio Nogueira: general e ex-ministro da Defesa
Anderson Torres: ex-ministro da Justiça
Os argumentos de Cármen
A ministra fez um voto de quase 2 horas — bem menor que o de Fux, que a antecedeu nesta quarta e votou por 13 horas.
Cármen Lúcia começou dizendo que esse é um julgamento do passado, do presente e do futuro do Brasil, em razão dos episódios de ruptura democrática ao longo da história do país.
“Toda ação penal, especialmente a ação penal, impõe um julgamento justo e aqui não é diferente. O que há de inédito talvez nessa ação penal é que nela pulsa o Brasil que me dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro, na área especificamente das políticas públicas dos órgãos de Estado”, disse a ministra.
Citando Victor Hugo, poeta, romancista e homem público francês do século 19, ela disse que o mal, mesmo cometido para um pretenso bem, ainda é o mal. Principalmente em casos de golpe de Estado bem-sucedido, “porque então ele se torna um exemplo e torna um exemplo e vai se repetir”.
Cármen afirmou que os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 não foi um evento “banal” nem um passeio de domingo após o almoço.
Afirmou que houve método e organização nas ações golpistas ao longo dos anos do governo Bolsonaro, desde os ataques deliberados e sabidamente mentirosos às urnas eletrônicas e ao Judiciário até as conspirações do final do mandato, quando o grupo se associou para impedir a posse do presidente Lula.
Por fim, a ministra afirmou que Bolsonaro era o líder da organização criminosa.
“Eu tenho por comprovado pela Procuradoria-Geral da República que Jair Messias Bolsonaro praticou os crimes que são imputados a ele na condição de líder da organização criminosa. A procuradora alegou que ele teria estruturado na propagação de desinformação sobre o sistema eleitoral e ataques aos poderes constituídos e seus representantes, a instrumentalização de instituições de Estado, a cooptação de comandos militares para a instituição das providências antidemocráticas de intervenção, planejamento de atos de neutralização violenta de agentes públicos, instigação das manifestações”, pontuou.
Placar
Após o voto de Cármen, o placar na Primeira Turma do STF é de 3 a 1 pela condenação de Bolsonaro por todos os crimes.
Isso porque, em seu voto de mais de 13 horas, na quarta (10), o ministro Luiz Fux absolveu Bolsonaro por todos os cinco crimes. Fux não viu provas suficientes na denúncia da PGR.
Porém, Fux votou pela condenação de Mauro Cid e de Braga Netto pelos crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Ao fim do voto de Cármen, o placar é:
3 votos para condenar todos os réus por todos os cinco crimes — menos os crimes de danos para Ramagem.
4 votos para condenar Cid e Braga Netto por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Quem ainda falta votar
O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, será o último a se manifestar. A expectativa é que ele comece ainda nesta quinta.
Duração das penas
Confirmadas as condenações — em tese, ministros podem mudar de voto até o fim do julgamento —, a Primeira Turma passará para a fase de dosimetria. Ou seja, estabelecerá a pena para cada réu.
Essa etapa depende de nova deliberação entre os ministros, em que serão levadas em conta o grau de participação de cada réu na trama golpista.
Se Bolsonaro ou outros réus condenados por todos os cinco crimes pegarem a pena máxima por todos eles, serão sentenciados com 43 anos de cadeia.
Contexto
A denúncia da PGR apontou que o núcleo crucial da trama — formado por Bolsonaro e sete ex-ministros e militares — organizou e executou uma série de ações para tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2021 e 2023.
Para os ministros que já votaram pela condenação, as provas apresentadas — como lives, reuniões, documentos, planos golpistas e atos violentos — configuram uma tentativa concreta de ruptura da ordem democrática.
Procuradora da Mulher na câmara de vereadores de Pedreiras, a vereadora Waldirene do Lenoilson (PV), também primeira-vice presidente da casa legislativa, solicitou junto ao governo municipal, que proceda um curso profissionalizante, para capacitar cuidadores de idosos, através do Programa Qualifica Jovem.
Na Ordem do Dia desta terça-feira (09), diversas matérias foram apresentadas, algumas com conflitos, como a procedência para construção de um muro no cemitério do bairro do Diogo, de autoria do vereador Lourim da Caçamba, que teria sido solicitado pelo vereador Jotinha Oliveira (PSD), segundo ele, na legislatura passada.
Fotos/Sandro Vagner
Outros assuntos vieram à tona, como por exemplo, a criação do Programa Municipal de Prevenção às Drogas nas Escolas (Pro-Pedreiras), com ações educativas, psicossociais e de segurança, voltadas à proteção de crianças e adolescentes da rede municipal de ensino, de autoria do vereador Bruno Curvina (PT).
Um Projeto de Lei, de autoria da prefeita Vanessa Maia, que Estima a Receita e Fixa a Despesa do Município de Pedreiras para o Exercício de 2026, foi encaminhado às comissões.
Divulgação
A Sessão foi presidida pelo vereador Gard Furtado, que retornou aos trabalhos, depois de ser contemplado em Brasília, com uma medalha, pelo reconhecimento através da UVB – União dos Vereadores do Brasil, pela modernização na câmara, se destacando em nível estadual.
Operação também resultou na apreensão de medicamentos destinados ao Fundo Municipal de Saúde
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (08/09), a Operação SEGUNDA DOSE, com o cumprimento de 5 mandados de busca e apreensão em investigação que apura falsidade documental e exercício ilegal da medicina no município de Caxias/MA.
Foto/Polícia Federal do Maranhão
As diligências foram realizadas simultaneamente em cinco endereços, incluindo a residência da principal investigada, as instalações da Secretaria Municipal de Proteção Social, bem como em unidades de saúde localizadas nos bairros Salobro, Cohab e UPA.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos celulares e computadores, que serão submetidos à perícia técnica. Também foram localizados e apreendidos uma caixa com medicamentos que seriam destinados ao Fundo Municipal de Saúde e R$ 467.050,00 (quatrocentos e sessenta e sete mil e cinquenta reais), sem que fosse apresentada comprovação lícita de origem. Diante dos achados, a investigação passou a abranger, além dos crimes inicialmente apurados, os delitos de peculato e lavagem de dinheiro.
A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar da investigada das funções públicas e da atividade médica.
As penas somadas pelos crimes investigados podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
Fonte – Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão
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Angela Ro Ro morreu nesta segunda-feira (8/9), aos 75 anos, no Rio de Janeiro (RJ). A notícia foi divulgada, em primeira mão, pelo New Mag e confirmada pelo Metrópoles.
A cantora foi acometida por uma infecção e sofreu uma parada cardíaca, à qual não resistiu. Ela estava internada desde junho e chegou a passar 21 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após complicações que levaram à intubação e à realização de uma traqueostomia.
Com mais de 20 discos lançados e quase 80 músicas registradas em sua discografia, Angela Ro Ro foi cantora, pianista e compositora.
Conhecida pela voz rouca que lhe rendeu o apelido usado como nome artístico, ela viveu uma temporada na Europa nos anos 1970, passou por Roma e depois se estabeleceu em Londres, onde chegou a trabalhar como faxineira em um hospital. Filha de pai baiano, tinha proximidade com o cineasta Glauber Rocha, que a apresentou a Caetano Veloso durante o período em que o cantor estava exilado.
Foi Caetano quem a convidou para participar do hoje cultuado álbum Transa (1972), tocando gaita na faixa Nostalgia, ao lado de Jards Macalé, Áureo Martins e Tutty Moreno. Nessa época, já compunha, mas em inglês — músicas que depois seriam traduzidas para o português.
De volta ao Brasil, começou a se apresentar em casas noturnas cariocas e despertou o interesse das gravadoras. Seu álbum de estreia trouxe o sucesso Amor, Meu Grande Amor, que a projetou como um dos grandes nomes da MPB.
Durante a década de 1980, viveu tanto o auge da carreira quanto turbulências pessoais. A imprensa frequentemente destacava seu temperamento explosivo e o envolvimento com drogas. O relacionamento conturbado com Zizi Possi, que chegou a acusá-la de agressão, também virou assunto público. Essas experiências acabaram refletindo em sua obra, como no disco Escândalo (1981).
Nos anos 1990 e 2000, Angela buscou mudanças. Declarou ter abandonado vícios como o álcool e o cigarro e passou a adotar uma rotina mais equilibrada. Também experimentou novos caminhos na carreira, como a apresentação do programa Escândalo, exibido no Canal Brasil entre 2004 e 2005. Mais tarde, em 2017, retornou com o álbum Selvagem, o primeiro de inéditas após 11 anos.
Um dos episódios mais curiosos de sua carreira envolve a canção Malandragem, composta por Cazuza especialmente para ela. Angela não se identificou com a letra e recusou a gravação. A música, no entanto, acabou se tornando um clássico nos anos 1990 na voz de Cássia Eller.