Eduardo Bolsonaro, General Heleno e Otoni de Paula Foto: Agência O Globo
Um dia após o recuo de Jair Bolsonaro nos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deixou desnorteada parte da militância bolsonarista, o presidente foi duas vezes a público ontem justificar porque publicou a nota de tom ameno. O presidente buscava uma explicação aos apoiadores mais radicais, que formam seu núcleo mais fiel e estavam descontentes com o que consideraram uma rendição — “não dá para ir para o tudo ou nada”, chegou a dizer o presidente.
Nas redes sociais, entrou em cena a construção de uma narrativa para defender o presidente. Bolsonaristas que, na quinta-feira, criticavam o mandatário ou se diziam decepcionados com ele adotaram um tom de apoio. A hashtag #euconfionopresidente foi uma das mais comentadas.
Líderes da artilharia nas redes, os filhos Carlos e Eduardo Bolsonaro tiveram reação tímida sobre o tema nas primeiras 24 horas após a divulgação do texto.
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Bolsonaro disse que as pessoas criticaram a nota, escrita com apoio do ex-presidente Michel Temer, sem ler o documento inteiro. No texto, publicado dois dias após chamar o ministro Alexandre de Moraes de “canalha” e dizer que não cumpriria mais suas decisões, o presidente afirma que as ameaças ao Supremo foram feitas no “calor do momento”, que nunca teve “intenção de agredir” outros Poderes e que Moraes tem qualidades como “jurista e professor”.
O presidente lembrou que os indicadores da Bolsa melhoraram após o documento e que a cotação do dólar influencia o preço da gasolina:
— Alguns querem que degole todo mundo. Mas hoje em dia não existe mais país isolado — afirmou. — Alguns querem imediatismo. Você namora e casa em uma semana, vai dar errado seu casamento.
Após as declarações do presidente, parte de sua base montou uma operação para demonstrar apoio. O discurso escolhido foi de que não é a primeira vez que uma decisão de Bolsonaro desagrada num primeiro momento e se mostra acertada depois. Como exemplo, bolsonaristas citaram a demissão do ex-juiz Sergio Moro, que após saída do governo virou inimigo.
A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que chegou a se dizer “frustrada” com o comunicado, anteontem, foi à tribuna da Câmara defender a ação de Bolsonaro.
— Vocês podem não ter entendido o propósito dessa nota, assim como muitos não entenderam o pedido de demissão do Moro lá atrás, mas hoje a história conta quem é Moro e quem é Bolsonaro. Deem um tempo para o presidente — declarou a parlamentar.
Carlos Jordy (PSL-RJ) reconhece que o tom da nota destoa do modo com que Bolsonaro vinha tratando o Judiciário, mas diz que o movimento foi necessário para apaziguar os ânimos.
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— Fazer uma nota em tom apaziguador, que muitos julgaram que fosse um pedido de desculpa, não é do feitio do presidente e causou um impacto. Mas ele entende que esse tensionamento, que não é provocado exclusivamente por ele, não é bom para o Brasil — disse.
As respostas são destinadas principalmente a apoiadores mais radicais, os primeiros a discordar do tom da nota ainda na quinta-feira, como o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), que fixou as críticas nos conselheiros do mandatário, e o bloqueiro Allan dos Santos, do canal Terça Livre, que chegou a fazer publicações com as expressões “game over” (fim de jogo) e “inacreditável” anteontem. Um dia depois, já estava dizendo, que o presidente “tem feito de tudo” para cessar o que ele considera uma “inconstitucionalidade”, o tratamento dado por Moraes a apoiadores de Bolsonaro em ações do STF.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, gravou ontem vídeo na linha adotada pelos demais apoiadores:
— Alguns fatos deixaram alguns de nós desanimados — afirmou o general da reserva. — Nosso presidente possui formidável senso político. Discordei dele algumas vezes e depois descobri que ele tinha razão.
Nas redes sociais, depois que a oposição dominou debates sobre a nota anteontem, a hashtag #EuConfioNoPresidente somou mais de 85 mil tweets até o fim da manhã. Análise feita pela consultoria Arquimedes, a pedido do GLOBO, a partir de 95 mil publicações de quinta-feira no Twitter mostrou que a oposição fez 85% do total de publicações sobre a nota. Termos como “covarde”, “Bolsonaro arregou” e “Bolsonaro acabou” foram os assuntos mais comentados.
Filhos reagem
Os filhos do presidente trataram o recuo de Bolsonaro de forma diferente nas redes. O senador Flávio Bolsonaro foi o único que havia seguido, até o fim da tarde, o mote da campanha dos aliados, ao pedir para que “confiem no capitão”, pois ele “sabe o que está fazendo”.
O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) não escreveu nada sobre a nota. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) mencionou o caso indiretamente ao publicou uma lista de fatos que geraram críticas a Bolsonaro, mas que ele não considera erros, como a demissão de Moro, indicação de Kassio Nunes Marques ao STF e a gestão dos incêndios na Amazônia, além de atacar o adversário João Doria, que ironizou o presidente.
No fim do dia, o vide-presidente Hamiltom Mourão elogiou a nota, que classificou de “mea-culpa” de Boslonaro e disse que vê caminhos para a retomada de diálogo entre os Poderes.
Lá se vão 20 anos de um dos dias mais fotografados, filmados e comentados da história da humanidade. Quando uma das duas torres do World Trade Center foi atingida por um avião com 92 pessoas a bordo, toda a imprensa mundial interrompeu o que estava fazendo e voltou suas atenções para Nova York. No horário de Brasília, adiantado uma hora em relação ao epicentro dos acontecimentos, os relógios marcavam 9h46. Menos de 20 minutos depois, a outra torre se tornou alvo de um segundo avião, com 65 passageiros a bordo.
Muitas pessoas que nasceram nas décadas de 1960, 1970 e 1980 ou mesmo no início da década de 1990 costumam se lembrar com exatidão do que estavam fazendo naquele 11 de setembro de 2001 quando tomaram conhecimento do que se passava. Em todo o mundo, onde houvesse uma televisão ligada, havia uma reunião de pessoas intrigadas com as cenas: cada uma das duas torres em chamas demoraria cerca de uma hora para ir ao chão depois de atingida. Com a queda dos edifícios, que funcionavam como um complexo comercial, quase 3 mil pessoas perderam suas vidas. Uma nuvem de poeira se formou por quilômetros.
O atentado se tornou um dos maiores eventos da história.
Ao todo, quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas. Além dos dois direcionados ao World Trade Center, um foi jogado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos localizado na capital Washington. O último acabou caindo na zona rural de Shanksville, no estado da Pensilvânia. Especula-se que o alvo poderia ser o Capitólio, sede do Congresso, ou a Casa Branca, residência oficial do presidente do país.
Os desdobramentos são bastante conhecidos: a Al Qaeda assumiu a autoria do atentado e, no mês seguinte, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão, onde a organização terrorista estaria abrigada. O país era comandado na época pelo Talibã, um grupo fundamentalista que aplica sua interpretação da Sharia, a lei islâmica. Após duas décadas, o governo norte-americano decidiu encerrar a ocupação e, no mês passado, o Talibã retomou o controle do Afeganistão, quando as tropas dos Estados Unidos estavam organizando sua retirada. O então presidente afegão Ashraf Ghani, eleito em 2014 e reeleito em 2019, não ofereceu resistência ao Talibã e fugiu do país.
Apesar da cronologia dos acontecimentos ser de domínio público, muitos aspectos ainda são debatidos por especialistas. São questões que vão além da superficialidade dos fatos e envolvem os seus efeitos.
“No final da década de 1990, caminhávamos para a consolidação de uma atmosfera mais liberal no sentido capitalista, com os Estados abrindo suas fronteiras e seus mercados e com relações mais pacíficas entre os países. De repente, isso mudou. Começou a haver contestações à visão americana, sobretudo pela Rússia e pela China. As fronteiras ficaram mais fechadas. A questão do uso da força voltou a ser um componente nas relações internacionais. E tivemos um avanço do terrorismo. Mesmo com a redução dos ataques e das mortes nos últimos anos, os números hoje ainda são muito mais altos do que eram antes de 2001”, completa.
Ele pondera, no entanto, que o mundo não deve ser analisado somente pela ótica de um evento. “Muita coisa aconteceu de lá pra cá. Há efeitos, mas estamos hoje numa situação mais complexa e delicada”, avalia.
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Políticas de segurança
Como desdobramento do atentado, uma série de leis aprovadas em torno da palavra de ordem “guerra ao terror” reduziu a liberdade e a privacidade de cidadãos nos Estados Unidos, especialmente de estrangeiros. A Europa também seguiu essa tendência. Foram definidos, em todo o mundo, novos mecanismos e protocolos de controle nos aeroportos: revista mais minuciosa das bagagens, uso de detector de metal, restrição a líquidos na mala de mão. A tecnologia foi aprimorada para aprofundar o monitoramento, com scanners corporais, detectores de explosivos e outros equipamentos.
Segundo Thiago Rodrigues, pesquisador em relações internacionais e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), o desenvolvimento da tecnologia de segurança colocado em marcha após o 11 de setembro gerou e continua gerando mecanismos de controle das populações, como a biometria e os variados dispositivos para monitoramento do espaço urbano.
“Quem começou a viajar nos últimos 20 anos, principalmente as pessoas mais jovens, não sabe como era antes. Hoje temos diversas camadas de controle, que vão desde a emissão de vistos até as revistas rigorosas nos aeroportos. Mas com exceção dos grupos capturados na iminência de um atentado, não dá pra saber exatamente quantos ataques foram inibidos por essas medidas de segurança. Então os efeitos realmente mensuráveis não são os efeitos sobre os terroristas, mas sobre nós. Mesmo que o terrorismo sumisse hoje, essas tecnologias criadas em nome do combate ao terrorismo não seriam abandonadas”, avalia.
Jorge Lasmar considera que o terrorismo exige que o mundo se mantenha vigilante. “A gente continua tendo atentados e algumas dessas regras conseguem impedir novos ataques.”
No entanto, ele também vê efeitos colaterais que decorrem desse ambiente de controle, como a construção de muros entre os países. “As fronteiras do mundo estão mais fechadas. Temos mais fronteiras físicas entre os Estados do que tínhamos depois da Segunda Guerra Mundial. Há a questão dos refugiados e as dificuldades para o reconhecimento de asilo. A exigência de vistos diante do fluxo de pessoas.”
Em meio a toda essa vigília das populações, os pesquisadores veem um fortalecimento dos estereótipos contra imigrantes provenientes de países considerados uma ameaça aos valores ocidentais, como a democracia e a liberdade individual.
“Isso tem gerado um outro tipo de extremismo, que tem motivação étnica. Está ligado aos movimentos de supremacia branca, que se alimentam dessa retórica estereotipada contra as pessoas do Oriente Médio. É algo que cresceu muito nos últimos anos no mundo ocidental. E ainda se fala pouco disso. Ainda há um pudor em reconhecer esses grupos como grupos. Mas fechar os olhos para essa questão é um problema, porque esse movimentos vão ganhando força”, observa Lasmar.
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Impactos militares
O atentado também revelou sofisticações nos modos de operar de grupos terroristas. Um aspecto que chama a atenção foi a dificuldade encontrada para localizar Osama bin Laden, líder da Al Qaeda e apontado como o idealizador dos ataques. Mesmo empregando a mais avançada tecnologia, foram necessários quase dez anos para que as forças norte-americanas o localizassem. Sua morte foi anunciada em maio de 2011.
A guerra ao terror se desdobrou em outras ações militares como a ocupação do Iraque em 2003, país que era comandado por Saddam Hussein desde o final da década de 1970. Na época, Estados Unidos e Inglaterra diziam deter provas de que o país guardava um grande arsenal de armas de destruição em massa que representava um perigo à população mundial. Saddam foi enforcado em 2006, mas as armas nunca foram encontradas. Os dois governos que lideraram a ocupação afirmaram, posteriormente, que confiaram em informações que se mostraram falsas.
As incursões militares no Oriente Médio não eliminaram os grupos terroristas. Nos últimos anos, o Estado Islâmico tem se tornando uma peça-chave nos conflitos que se desdobram na região, sobretudo na Síria, no Iraque e no Afeganistão.
A retomada do poder do Talibã no Afeganistão, na visão de Ariane Roder, retrata a ineficácia do uso de instrumentos clássicos de guerra para lidar com a situação. Segundo ela, as soluções requerem muito mais do que o uso da força.
Ela também observa que há uma dimensão de resistência cultural que alimenta os grupos terroristas. “A utilização realizada por alguns grupos terroristas da religião extremista como instrumento de aliciamento e construção do poder causou um distanciamento ainda maior entre culturas do Ocidente e Oriente, com desconfianças, preconceitos e desrespeitos”, acrescenta.
Para Jorge Lasmar, os Estados Unidos apostaram equivocadamente em um investimento maciço de propaganda sobre sua própria sociedade.
“Buscaram disseminar os valores americanos. Mostraram como a democracia ocidental é legal, como a vida no país é legal, como a liberdade não comporta o terrorismo. Mas muito disso não foi bem recebido não só no mundo muçulmano, mas em todo o mundo oriental. Era uma cultura exógena. E há outros caminhos. Diversos líderes muçulmanos são capazes de mostrar que não há nada na religião islâmica que legitime o terrorismo.”
Lei nacional
No Brasil, na véspera dos Jogos Olímpicos sediados pelo Rio de Janeiro em 2016, foi aprovada uma Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016). Havia um temor de que se repetissem cenas ocorridas dois anos antes, na Copa das Confederações de 2014, quando uma forte onda de manifestações resultou em cenas de violência e assustou turistas. Foi definida como terrorismo qualquer ação motivada por razões de xenofobia, racismo, etnia e religião, que tenha por objetivo causar terror social a partir do uso, transporte ou armazenamento de explosivos; gases tóxicos; conteúdos químicos, biológicos e nucleares; ou outros meios que possam promover a destruição em massa.
Essas ações podem envolver sabotagem ou ameaça em meios de transporte, portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios esportivos, instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais, instalações de geração ou transmissão de energia, instalações militares e instalações de exploração, refino e processamento de petróleo e gás e instituições bancárias.
Segundo Thiago Rodrigues, a lei incorpora uma perspectiva de terrorismo disseminada de forma global. “Em parte, é resultado de uma pressão que tem a ver com o 11 de setembro. É uma pressão que vem do Comitê Olímpico Internacional, de alguns países específicos como os Estados Unidos e também do capital privado que investe e patrocina os eventos esportivos. Houve uma cobrança por medidas afinadas com as expectativas de países mais envolvidos na guerra contra o terrorismo”.
Ao mesmo tempo, ele observa a presença de outros componentes que não têm relação com o 11 de setembro. “Há outra parte que tem mais a ver com o nosso ambiente político. Há muitos anos de pressão de segmentos da sociedade e de uma ala do Congresso para se ter um maior controle de movimentos sociais consolidados no país. E a lei é ambígua o suficiente para deixar brechas. Dependendo da interpretação, pode ser usada para tentar criminalizar movimentos sociais.”
Jorge Lasmar vê pontos positivos e lacunas no texto da Lei Antiterrorista. “Caminhou numa direção certa de não de designar terroristas e, sim, atos terroristas. Há um excludente explícito dizendo que movimentos sociais não podem ser caracterizados com grupos terroristas. Pode-se até discutir se isso seria redundante, mas as legislações antiterroristas possuem um alto custo social, que pode ensejar maior militarização da polícia e aumento de força do Poder Executivo, o que faz com que esse tipo de resguardo seja positivo. Mal não faz. Movimento social não tem nada a ver com terrorismo”, explica.
“Mas o conceito de ato terrorista no Artigo 2º o vincula a uma motivação de discriminação racial, étnica, religiosa. Isso pode ser problemático porque existe um terrorismo político onde não há essa instância de discriminação”, completa o especialista.
Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitur de Pedreira – MA
A Prefeitura Municipal de Pedreiras realizou formação com os professores de apoio da Educação Especial do município, visando o desenvolvimento de metodologias para o melhoramento da qualidade do ensino.
Na gestão Tempo de Reconstruir, os estudantes com deficiência ganharam uma atenção especial. O número de profissionais que prestam assistência aos alunos aumentou para 40.
Para a coordenadora da Educação Especial, Alana Cândido, a gestão tem avançado no processo de inclusão. “Uma da nossas maiores lutas, é garantir inclusão ao nossos alunos. Sabemos que não é fácil, mas estamos buscando os meios para que a acessibilidade torne-se realidade para todos, e a atual gestão vem garantindo esse acesso”, afirma.
A secretária de educação, Maria do Amparo, fala sobre como é importante a união de forças no processo educacional.
“A educação acontece quando existe a união de forças, e é isso que estamos buscando, ainda estamos no início, mas faremos muito pela educação do município de Pedreiras em Todas as suas esferas.” Afirma, a secretária.
As instituições que trabalham com pessoas com deficiência do município também estão recebendo o suporte necessário, o que , segundo a presidente da Associação de Mães e Amigos de Autistas – AMA, Cícera Damasceno, vem sendo de grande importância no desenvolvimento das atividades.
“Nossa Instituição que cuida de pessoas autistas é recente, estamos engatinhando ainda, por isso, precisamos de apoio para que essas crianças e adolescentes tenham um desenvolvimento adequado. A parceria com o Executivo Municipal faz toda a diferença nesse processo”, argumenta.
Fotos: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
Também estiveram presentes no evento, todo corpo docente da educação especial, e às Associações AMA, PESTALOZZI e APAE.
fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Edu Andrade / Ministério da Economia
Um dia após a divulgação da inflação, que se aproxima dos dois dígitos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu que a pressão sobre os preços é uma questão chave e que o Brasil vive o pior momento da inflação.
A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 9,68%, segundo dados do IBGE. O indicador tem sido pressionado, sobretudo, pelo preço dos combustíveis. A aceleração, no entanto, começou já no ano passado, com a elevação do preço dos alimentos e repercussões do aumento das tarifas de energia elétrica.
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— Inflação é uma questão chave. Eu acho que estamos no pior momento da inflação – disse o ministro durante painel do Credit Suisse.
Para ele, o processo de redução da inflação será lento:
— Ela vai reduzir lentamente e vamos fechar o ano entre 7,5% e 8% porque ainda temos alguns avanços para fazer – afirmou.
O ministro sugeriu ações como a reduzir tarifas de importação, fazendo alusão às discussões no âmbito do Mercosul, e de outras taxas, num movimento para abrir a economia.
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— Vamos reduzir (tarifas de importação), esse é o momento certo de aumentar a oferta, aumentar a integração nos mercados globais, e isso vai ajudar a controlar um pouco a escalada dos preços.
Presidente Jair Bolsonaro em discurso do 7 de setembro Foto: Foto: Alan Santos/PR / Agência O Globo
O presidente Jair Bolsonaro voltou a justificar a apoiadores no Palácio do Alvorada a declaração publicada ontem em que afirmou que as ameaças ao Supremo Tribunal Federal foram feitas no “calor do momento”. O presidente disse que não está recuando, mas afirmou que não é possível “ir para o tudo ou nada”.
Bolsonaro afirmou que espera que o movimento de caminhoneiros que bloqueia rodovias em alguns estados do país termine de vez até o domingo. Já na quarta-feira, Bolsonaro enviou um áudio em que pedia que os manifestantes desmobilizassem em razão dos impactos que bloqueios generalizados causariam para a economia.
— Você quando quer matar um verme, às vezes mata a vaca. Até domingo, se ficar parado, a gente vai sentir, mas se passar disso, complica a economia do Brasil. Ninguém tá recuando. Não pode ir pro tudo ou nada — afirmou.
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Desde a publicação da “Declaração à Nação”, em que Bolsonaro recua do tom dos ataques proferidos nas últimas semanas, alguns dos aliados reclamaram do que enxergaram como uma espécie de rendição de Bolsonaro.
O posicionamento de Bolsonaor irritou principalmente os apoiadores mais radicalizados. Nesta sexta-feira, diversos integrantes do governo foram às redes sociais para demonstrar apoio ao presidente. Ao fazer um aceno de pacificação aos outros poderes, Bolsonaro tenta manter a governabilidade enquanto permanece controlando sua base eleitoral.
Nesta sexta-feira, Bolsonaro afirmou a apoiadores no Alvorada que os protestos não foram em vão.
— Vai voltar a normalidade. O grande dia foi dia 7. O retrato é para o mundo todo. Não foi em vão não, fica tranquila — disse a uma apoiadora.
O presidente reforçou a necessidade de que os seus apoiadores tenham paciência. Bolsonaro lembrou que o presidente eleito em 2022 poderá indicar mais dois ministros para o Supremo Tribunal Federal.
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— Quem for eleito em 2022 tem duas vagas para o início de 2023. Tem certos povos que esperam100 anos para atingirem os objeitvos. Tem alguns que querem em um dia. Vai devagar, tá indo — disse.
A Petrobras aprovou novos modelos contratuais para venda de gasolina A (sem adição de etanol) e de óleo diesel (rodoviário e marítimo) para as distribuidoras de combustíveis. A Petrobras não deu detalhes sobre os novos modelos, mas informou que não haverá mudanças em sua política de preços desses produtos.
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De acordo com a empresa, suas práticas de precificação continuarão sendo alinhadas aos mercados internacionais.
A decisão de fazer novos modelos contratuais com as distribuidoras visa a aumentar a competitividade e trazer flexibilidade para a empresa na adoção de novas estratégias comerciais.
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“No cenário atual do mercado, caracterizado pela entrada de produto importado por terceiros e pelo processo de desinvestimento de ativos de refino, torna-se necessário promover aperfeiçoamentos em algumas cláusulas comerciais e operacionais. Esses ajustes, definidos com base na experiência obtida ao longo do período de vigência dos atuais contratos e em decorrência de feedback dos clientes, buscam fortalecer a relação comercial com nossos clientes e a competitividade da companhia”, diz a Petrobras, em nota divulgada hoje (10).
Zé Trovão questiona áudio de Bolsonaro pedindo que os caminhoneiros abram as pistas nas rodovias | Reprodução/Twitter
Foragido, o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, mais conhecido como Zé Trovão, divulgou um novo vídeo nas redes sociais, na noite desta quarta-feira, questionando a veracidade do áudio do presidente Jair Bolsonaro pedindo o fim do bloqueio nas estradas pelo país. Na mensagem, Bolsonaro pede aos caminhoneiros que liberem as rodovias.
No vídeo de quase dois minutos, o caminhoneiro bolsonarista questiona o áudio divulgado, afirmando que “pode ser coisa antiga”:
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— Presidente da República, se o senhor realmente quer que a gente (abra as pistas), nós abrimos — disse Zé Trovão, complementando:
— Não dá mais pra confiar em áudio, em vídeos sem data, sem nada, porque pode ser coisa antiga. Se o senhor quer realmente isso, peça isso para nós, diretamente. Nós estamos aqui, sempre apoiamos o senhor.
Ainda na mesma publicação, o caminhoneiro afirma que sua vida “está destruída”, e se diz “perseguido politicamente” e “correndo o risco de nunca mais ver a família”.
Um dia após as manifestações a favor de Bolsonaro no 7 de setembro, um grupo de caminhoneiro se mobilizou e bloqueou total ou parcialmente rodovias em pelo menos 14 estados. No áudio divulgado, Bolsonaro afirma que a ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”.
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Apesar de estar proibido de usar as redes, o caminhoneiro bolsonarista segue divulgando vídeos em redes alternativas ou perfis de outras pessoas. Em alguns, já desafiou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a prendê-lo durante o ato antidemocrático na Avenida Paulista, ocorrido nesta terça-feira.
Zé Trovão é suspeito de articular um ato antidemocrático no próximo dia 7 de setembro, e era procurado pela Polícia Federal após a Procuradoria-Geral da República pedir sua prisão.
O post com vídeo de Zé Trovão viralizou no Twitter durante a madrugada desta quinta-feira entre bolsonaristas e perfis críticos do presidente. O humorista Marcelo Adnet postou um áudio imitando a voz de Bolsonaro e pedindo que os caminhoneiros paralisados ‘comecem a dançar macarena’.
O preço da gasolina pressinou a inflação de agosto, que foi a maior para o mês em 21 anos Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
A inflação subiu 0,87% em agosto em relação a julho, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, a maior alta desde o ano 2000. O indicador foi pressionado principalmente pelos preços dos combustíveis. Em 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 9,68%.
Analistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,71% no mês e avanço de 9,50% em 12 meses. O resultado no intervalo de um ano é o maior desde fevereiro de 2016, quando o índice chegou a 10,36%.
Os dados mostram que a inflação em 12 meses continua acelerando e permanece bem acima do teto da meta estabelecida para o ano pelo Banco Central, de 5,25%.
Alta da gasolina de 31% em 12 meses
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito subiram em agosto. O destaque foi o grupo de Transportes, com a maior alta de preços. Puxado pelos combustíveis, o segmento registrou a maior variação (1,46%).
A gasolina subiu 2,80% e foi a maior contribuição individual para o aumento do IPCA. O etanol avançou ainda mais: 4,50%. O gás veicular (2,06%) e o diesel (1,79%) também ficaram mais caros no mês.
— O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final — disse o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.
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No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol de 40,75% e o diesel de 28,02%.
Peso dos alimentos e da energia
Com a tensão política, agravada após os atos do Sete de Setembro, o dólar tende a se manter em patamer elevado, contribuindo para a alta dos combustíveis e de outras matérias-primas nos próximos meses. A moeda americana fechou em R$ 5,32 na quarta-feira, e o real é a divisa que mais de desvaloriza no mundo.
Além dos combustíveis, energia e alimentos também pesaram no bolso do consumidor em agosto. O grupo alimentação e bebidas teve a segunda maior alta (+ 1,39%) do IPCA, com avanço dos preços do café e batata inglesa, por exemplo.
O agravamento das condições hidrológicas no país reduzem a irrigação das plantações, afetando a produção de alimentos e jogando as cotações para cima.
A crise hídrica também impacta o custo da energia, com vigência da bandeira vermelha, que adiciona R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos. Em setembro, a cota extra da conta de luz vai subir ainda mais, com a entrada em vigor de uma nova bandeira, a Escassez Hídrica, que ficará em vigor até abril de 2021.
Em agosto, a energia elétrica subiu 1,1%, com reajuste de tarifas em Vitória, Belém e em uma das concessionárias em São Paulo. Embora tenha desacelerado em relação à alta de julho (7,88%), ela influenciou o desempenho do grupo habitação (+0, 68%).
Integra esse grupo também o gás encanado, que teve reajuste em alguns estados em agosto, como o Rio.
Perspectivas para o ano
A perspectiva, segundo analistas, é de piora do IPCA. Isso porque há pressões de oferta e demanda que impactam os preços, além do encarecimento do dólar.
O agravamento da crise hídrica tende a manter os custos de energia elétrica elevados, ao passo que a seca afeta a produção de alimentos e faz subir os preços da alimentação no domicílio.
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Pelo lado da demanda, o avanço da vacinação e a gradual retomada da economia com diminuição das medidas de restrição à mobilidade social tendem a fazer a inflação de serviços subir.
Se as projeções dos analistas para a inflação – com estimativas já perto de 8% para o ano – se concretizarem, o país registrará a maior inflação anual desde 2015, quando chegou a 10,67% e fechou 4,16 pontos percentuais acima do teto da meta inflacionária fixada pelo BC. Naquela ocasião, o Brasil passava por uma recessão econômica.
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.407 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite dessa quinta-feira (8) no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.
De acordo com a estimativa da Caixa, o prêmio acumulado para o próximo sorteio, no sábado (11), é de R$ 45 milhões. As dezenas sorteadas foram: 13 – 17 – 31 – 43 – 54 – 55.
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A quina registrou 45 apostas ganhadoras. Cada uma vai pagar R$ 62.896,47. A quadra teve 4.411 apostas vencedoras. Cada apostador receberá R$ 916,65.
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As apostas para o concurso 2.408 podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
Presidente Jair Bolsonaro discursou nas manifestações em seu apoio na Esplanada dos Ministérios e na Avenida Paulista, em São Paulo Fonte: Agência Senado
A participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, em manifestações políticas, em Brasília e em São Paulo, nesta terça-feira (7), nas comemorações do Dia da Independência, gerou opiniões divergentes entre os senadores. Os comentários variaram do apoio ao governo até o pedido de impeachment.
Em dois discursos, pela manhã na Esplanada dos Ministérios, na capital federal, e à tarde na Avenida Paulista, o presidente voltou a questionar a confiabilidade das eleições em urnas eletrônicas e afirmou que não vai obedecer determinações judiciais do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A defesa do impeachment de Bolsonaro foi feita pelo líder da Minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN) e pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Vieira apresentou a justificativa para o impeachment em postagem no Twitter.
“A lei 1079 define os crimes de responsabilidade do Presidente da República. No seu art 4º, VIII, fala exatamente do não cumprimento de decisões judiciais. A pena é perda do cargo (impeachment) e dos direitos políticos por até 5 anos. Vocês avisam o [presidente da Câmara, Arthur] Lira, por favor?”, publicou.
O líder da minoria foi mais incisivo: “Nem morto, nem preso… derrotado ! Só restam duas alternativas para Bolsonaro depois do dia de hoje: renúncia ou impeachment!”, declarou.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) defendeu “punição exemplar” para quem não obedece a Constituição.
“Quando um presidente se recusa a obedecer uma decisão judicial é porque não obedece mais a Constituição Federal, é porque já se transformou num ditador. E quem não cumpre a lei, deve ser exemplarmente punido.”
Também pelo Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) reagiu às acusações contra o presidente.
“A mensagem foi clara e não tem absolutamente nada a ver com ataque a STF ou Congresso, muito pelo contrário. Que o pedido de Jair Bolsonaro por respeito à Constituição ecoe nos três Poderes. Que os dez do STF possam resolver internamente o único desestabilizador da democracia no momento”.
Ameaças
O líder do PT, senador Paulo Rocha (PA), disse que Bolsonaro “promoveu ataques às instituições democráticas em seu discurso na Avenida Paulista, em ato que defende um golpe de estado no país.”
“Que fique claro: vai ficar só na ameaça. Mas, senhor presidente, ser cassado por ameaçar um Poder da República é real.”
Ainda pelo Twitter, o líder do Podemos, senador Álvaro Dias (PR), afirmou que “Bolsonaro faz ameaça golpista a STF em ato com milhares em Brasília”. Ele disse, ainda, que Bolsonaro “em discurso na Av. Paulista avisa que não respeitará mais decisões do Supremo Tribunal Federal. E a pregação da anarquia!”
Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet (MDB-MS) postaram o mesmo vídeo com trecho do discurso de Ulysses Guimarães em que ele fala sobre o “ódio e nojo à ditadura e que traidor da Constituição é traidor da pátria”.
Para a líder da Bancada Feminina, “o grito de hoje do presidente da República, recheado de insinuações, ameaças e ações constantes contra a ordem democrática e as liberdades públicas” tem uma resposta:
“O Congresso Nacional está vigilante para conter qualquer tentativa de retrocesso”.
População insatisfeita
Em defesa das manifestações, Flávio Bolsonaro afirmou que o número de manifestantes mostra a insatisfação da população com ações, segundo ele, antidemocráticas, de um único ministro do Supremo Tribunal Federal, sem citar o nome do magistrado
“Quem insiste na narrativa cretina de “atos antidemocráticos” ou que milhões de brasileiros estão nas ruas hoje apenas por causa de Jair Bolsonaro vive em outra dimensão. Se recusam a perceber a insatisfação da população ante atos antidemocráticos de um único Ministro do STF”, afirmou.
Já Marcos Rogério, líder do Democratas, divulgou nas redes trecho do sobrevoo que fez no helicóptero do presidente Bolsonaro pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante a manifestação.
“Este 7 de setembro entrou pra história! Tivemos um dia de manifestações pacíficas e legítimas a favor de um governo. Retrato bem diferente de tempos passados. É democracia fortalecida!”, defendeu, reforçando que as manifestações foram espontâneas e que a população foi às ruas defender as pautas que elegeram nas urnas. “O Judiciário não pode se sobrepor ao Legislativo e ao Executivo”, completou.
Os senadores Marcio Bittar (MDB-AC), Jorginho Mello (PL-SC) e Soraya Thronicke (PSL-MS) também participaram das manifestações de apoio ao presidente Bolsonaro em Brasília. Para Bittar, foi um “festa da democracia”.
“As famílias foram às ruas, no Brasil inteiro, para pedir pela liberdade, saudar seu presidente, reafirmar sua vontade!”, tuitou o senador.
Soraya citou versos do hino da Independência: “Brava gente brasileira! Longe vá temor servil Ou ficar a Pátria livre Ou morrer pelo Brasil.”
O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) ressaltou que é necessário refletir sobre o impacto da mobilização popular.
“Participei em Brasília do gigante ato neste 7 de setembro, no qual milhares clamaram por liberdade. Agora, é preciso refletir sobre o impacto das manifestações. Amanhã cedo tratarei no Senado de ações que atendam aos legítimos anseios do povo, pelo bem da democracia.”
Financiamento
A suspeita de que as manifestações foram financiadas foi levantada por alguns dos senadores. Humberto Costa (PT-PE), que disse estar oficializando o ministro Alexandre de Moraes para que investigue o financiamento dos atos.
“Precisamos saber quem está pagando essa conta e com que dinheiro”, cobrou.
Eliziane reforçou a acusação: “numa manifestação golpista, com faixas em inglês e claramente financiada, o presidente se mostra contra a Constituição e a democracia que o elegeu”.
Para a senadora Leila Barros (Cidadania-DF), a crise político-institucional se agravou neste 7 de Setembro.
“Lamentavelmente, o presidente da República tem abdicado de procurar soluções para os problemas do país e ele próprio passou a ser um gerador de problemas e turbulências. Hoje, em pronunciamentos públicos em Brasília e em São Paulo, ele voltou a se comportar de forma antidemocrática e incendiária. Enquanto o presidente utiliza o dinheiro público e a estrutura do governo federal para atacar instituições e fazer campanha política indevida, a crise sanitária persiste, a inflação dispara, o poder aquisitivo das famílias desmancha, o desemprego continua provocando sofrimento”, lamentou.
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União pelo Brasil
Pela manhã, antes dos discursos de Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se manifestou pedindo união em torno da defesa da democracia.
“Ao tempo em que se celebra o Dia da Independência, expressão forte da liberdade nacional, não deixemos de compreender a nossa mais evidente dependência de algo que deve unir o Brasil: a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito.”
As celebrações pelo Dia da Independência não tiveram o tradicional desfile militar na Esplanada dos Ministérios. Em tempos de pandemia de covid-19, a data foi comemorada com uma cerimônia de hasteamento da bandeira nacional no Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Participaram da cerimônia, além dos ministros e do vice-presidente, Hamilton Mourão, os senadores Fernando Collor (PROS-AL) e Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ).
Conselho da República
Durante o discurso na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Bolsonaro anunciou que pretendia se reunir com o Conselho da República, nesta quarta-feira (8), mas a agenda não foi confirmada pelo Planalto. Dirigido pelo presidente da República, esse Conselho é composto pelo vice-presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado, os líderes da maioria e da minoria na Câmara e no Senado, o ministro da Justiça e seis cidadãos brasileiros maiores de 35 anos de idade. Foi criado em 1990 para deliberar sobre intervenção federal, estado de defesa, estado de sítio e questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que já conversou com os líderes partidários para que os dois indicados pelo Senado ao Conselho da República sejam ele e o senador Omar Aziz (PSD-AM).
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“Adianto ao Presidente que já estamos prontos para tomar seu depoimento. O Senhor quer estar na condição de testemunha ou investigado Jair Bolsonaro? Estamos ansioso!”
O primeiro vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) criticou também a convocação do Conselho.
“Um desgoverno, incompetente por excelência, precisa estar gerando instabilidades sempre. Os homens e mulheres consequentes devem continuar trabalhando e reagindo aos autocratas. É hora de saber quem é democrata!”
Críticas também proferidas pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES).
“A convocação do Conselho da República é uma tentativa de dar sobrevida ao carnaval golpista do 7 de setembro: mais cortina de fumaça pra ameaçar os Poderes e manter a claque mobilizada! Bolsonaro ladra, mas não morde. Não temeremos e não haverá aval do Congresso!”