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Belo Horizonte: Cervejaria produziu 66 mil garrafas nos lotes em que amostras contaminadas foram encontradas

Os dois lotes da cerveja Belorizontina apontados no laudo da Polícia Civil como aqueles em que foram encontrados a substância dietilenoglicol possuem 66 mil garrafas. De acordo com a assessoria de imprensa da cervejaria Backer, foram produzidos 33 mil produtos em cada um dos lotes: L1 1348 e L2 1348. O laudo é preliminar e, segundo a Polícia Civil mineira, ainda não é possível cravar a responsabilidade da cervejaria. O Procon considera o caso “grave” e orienta consumidores a verificarem os lotes de cervejas adquiridas.

A informação foi divulgada pelo jornal “O Tempo”. Um mapeamento está sendo feito pela empresa para localizar os estabelecimentos e bairros onde estes lotes da bebida foram comercializados.

Na noite de quinta-feira, a Polícia Civil e a vigilância sanitária mineira anunciaram que uma perícia em amostras da cerveja encontrou uma substância tóxica “compatível com os quadros clínicos desenvolvidos por oito pessoas”, segundo o jornal “Estado de Minas”.

A secretaria de Saúde do governo estadual disse, em nota, que o laudo “comprova a presença de substância tóxica em cerveja consumida por pacientes internados em estado grave”. A corporação deve, por lei, apresentar um laudo definitivo em até 30 dias.

Em nota, a Backer afirmou que “por precaução, os lotes em questão (…) serão retirados imediatamente de circulação, caso ainda haja algum remanescente no mercado” e que esclareceu que “substância não faz parte do processo de produção da cerveja Belorizontina, fabricada pela Cervejaria Backer”.

A empresa disse, ainda, que “continua à disposição das autoridades para contribuir com a investigação e tem total interesse que as causas sejam apuradas, até a conclusão dos laudos e investigação”.

Fontes ligadas à indústria cervejeira ouvidas pelo GLOBO sob condição de anonimato afirmam, no entanto, que o dietilenoglicol pode ser usado como um líquido refrigerante no trocador de calor, aparelho que resfria a cerveja antes do processo da fermentação, e no tanque de maturação.

No caso de avaria nos equipamentos, a cerveja poderia ser contaminada pelo solvente dentro do tanque, revestido por uma estrutura com o éter de glicol conhecida como “camisa”.

Amostras deram positivo

A polícia orienta que os consumidores não consumam a cerveja Belorizontina dos lotes L1 1348 e L2 1348, pois há grande risco de contaminação. A substância funciona como anticongelante.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais se reuniu na manhã desta sexta-feira com a força-tarefa formada para apurar o caso, composta pela Polícia Civil mineira, a vigilância sanitária, os ministérios da Saúde e da Agricultura, o Procon e o Ministério Público, para acompanhar o andamento das investigações.

Na noite de quinta-feira, a Polícia Civil de Minas Gerais, em entrevista coletiva, afirmou que a substância dietilenoglicol foi encontrada em duas garrafas de dois lotes da cerveja Belorizontina e que ela seria a causa da intoxicação que causou a morte de um homem e a internação de outros sete.

Em entrevista coletiva na capital mineira, o promotor do Procon de Minas Gerais, Amauri Artimos da Mata, confirmou que amostras coletadas nas cervejas continham dietilenoglicol. O promotor solicitou, ainda, que os consumidores que tenham adquirido o produto nos lotes citados entreguem as garrafas de Belorizontina às autoridades. O recolhimento pode ser solicitado ao Procon através do telefone (31) 99536-4042.

A Backer também informou, segundo o portal “G1”, que recolherá cervejas dos dois lotes condenados na casa dos consumidores. As Cervejas da marca, a primeira cervejaria artesanal mineira, criada em 1999, podem ser encontradas em vários supermercados pelo Brasil, inclusive no Zona Sul, no Rio de Janeiro.

Na tarde desta quinta-feira a Polícia Civil uma inspeção na fábrica da cervejaria Backer, que fica no bairro Olhos D’Água, no oeste da capital mineira. A cerveja Belorizontina havia sido atrelada, em relatos nas redes sociais, aos sintomas da doença. Na fábrica, os agentes também recolheram outras garrafas que ainda serão comparadas com as fornecidas por famílias de pacientes.

Material ‘traiçoeiro’

Alvaro Pulchinelli Jr, toxicologista do Grupo Fleury, explica que, diferentemente de outras substâncias tóxicas, o dietilenoglicol não agride o paladar e, caso a contaminação tenha ocorrido por meio da cerveja, seu efeito lembra o álcool. Dessa forma, grande parte das vítimas se intoxicou inadvertidamente.

— A substância é um pouco traiçoeira porque não tem um gosto ruim. É quase impossível saber que está contaminada. O gosto não é desagradável. A sensação é semelhante à da bebida alcoólica, com queimação da língua. Não chama atenção nem tem cheiro específico — explica Pulchinelli.

O toxicologista afirma, ainda, que os primeiros efeitos após a ingestão do éter de glicol afetam o sistema nervoso central e os rins, levando às alterações neurológicas e à insuficiência renal aguda que acometeu as oito pessoas intoxicadas:

— Quando a pessoa ingere, o dietilenoglicol é metabolizado. Por uma questão biológica, é a mesma via que metaboliza o álcool comum. São as mesmas enzimas. Só que nesse caso, o composto que resulta desse metabólito, o ácido glicólico, é muito tóxico. Ele agride as células do sistema nervoso central e a pessoa sofre todos esses sintomas, como tontura, alteração visual, coordenação motora e também agride os rins. É uma substância que ataca em várias frentes.

Apesar da gravidade dos casos — uma das vítimas, Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, faleceu na última terça-feira —, Pulchinelli diz que as chances de recuperação são expressivas.

— A maioria dos relatos de literatura é de que (boa parte dos) pacientes sobrevivem e conseguimos reverter os quadros graves. Eles fazem diálise por um tempo. E, diga-se de passagem, é um tratamento muito eficaz na intoxicação. Quando entra no quadro de insuficiência renal, naturalmente os médicos indicam a hemodiálise. Esse tratamento para proteger o rim acaba ajudando a eliminar a substância — pontua o toxicologista.

Recuperação pode levar meses

O prazo, no entanto, varia de acordo com a gravidade e o metabolismo de cada paciente.

—  Os pacientes que se recuperam normalmente vão ter a função do rim e do sistema nervoso restituídas. Há pacientes que se recuperam rapidamente, outros podem demorar meses. Depende muito da dose consumida e de como o organismo de cada um responde.

Pulchinelli reforça, ainda, a importância de se manter atento, em especial aqueles que consumiram a cerveja em questão, a Belorizontina:

— Nesse momento, é lógico que recomendamos evitar o consumo do produto. Caso a pessoa tenha os sintomas, que começam como um quadro de embriaguez seguido de tonturas e náuseas, e ao mesmo tempo tonturas e formigamento na ponta das mãos, é preciso levá-la imediatamente ao auxílio médico. Exames simples como o de urina podem, junto dos sintomas clínicos, identificar a contaminação pela substância. Quanto mais rápido tirarmos as substâncias, menor a chance de causar problemas.

Fonte: oglobo.globo.com

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