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Brasília: Bolsonaro negocia com Republicanos, PTB e PSL, e impõe condições para se filiar

Bolsonaro conversa com Hamilton Mourão em cerimônia no Planalto: presidente estuda alternativas de partidos Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Sem partido desde novembro do ano passado, quando rompeu com o PSL, o presidente Jair Bolsonaro tem três alternativas no radar caso o prometido Aliança pelo Brasil não saia do papel a tempo da eleição de 2022: Republicanos, PTB e um retorno à antiga legenda, como ele mesmo já admitiu publicamente. Nesta sexta-feira, nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a decisão será tomada em 2021 — o presidente quer esperar o desfecho da eleição para a Câmara dos Deputados, em fevereiro do ano que vem, antes de escolher seu destino.

Nas conversas com dirigentes partidários, Bolsonaro tem imposto condições, como a indicação de dois nomes para compor a Executiva Nacional, além da nomeações em diretórios estaduais e municipais que considerar estratégicos. Outro desejo do presidente é que a legenda que vá recebê-lo acrescente ao estatuto uma cláusula proibindo alianças com partidos de esquerda.

Em relação ao PSL, há um item a mais na lista: a expulsão de desafetos, como o senador Major Olimpio (SP) e a deputada Joice Hasselmann (SP). Bolsonaro considera os dois “traidores” — ambos já foram próximos a ele, mas ficaram ao lado do presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), na briga que rachou o partido. Joice, inclusive, já foi líder do governo no Congresso, posto que perdeu para o senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

O clima com Bivar, no entanto, já é mais ameno. No mês passado, ele recebeu uma ligação de Bolsonaro, e os dois fizeram as pazes. O presidente do partido pondera que um retorno só ocorreria após “ouvir a bancada do PSL como um todo”.

O convite para Bolsonaro se filiar ao Republicanos partiu do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e que exerce grande influência no partido. Na semana passada, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, sobrinho de Macedo, reiterou ao vereador Carlos Bolsonaro, que se filiou ao Republicanos este ano, que as portas da legenda estão abertas para o presidente. O senador Flávio Bolsonaro, irmão de Carlos, também se filiou à sigla no começo deste ano, após deixar o PSL.

A outra alternativa de Bolsonaro ao Aliança é o PTB, presidido por Roberto Jefferson, que já foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no mensalão. O dirigente já convidou Bolsonaro para a legenda, mas seu partido leva desvantagem em dois fatores. Primeiro, a estrutura, já que tem menos recursos, tempo de televisão e deputados federais que PSL e Republicanos.

Efeito Jefferson

O segundo fator é o próprio Roberto Jefferson. O núcleo do presidente avalia que a proximidade com ele vem acompanhada de um ônus. Aliados que defendem uma postura de distensionamento do presidente avaliam que, ao se filiar ao PTB, Bolsonaro estaria sinalizando contra instituições como o Supremo Tribunal Federal, alvo frequente de Jefferson. Em outra frente, o PTB é autor de uma ação que busca bloquear a possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Na sexta-feira, sem dar os nomes, Bolsonaro disse que negocia com três partidos uma eventual filiação em 2021, caso o projeto do Aliança se mostre de fato inviável — o partido reuniu até ontem 21.963 assinaturas, número distante dos 492 mil apoios necessários para a criação. Ao postergar a decisão, o presidente já terá, em 2021, conhecimento do resultado das eleições municipais deste ano e analisará quais alianças as legendas que o cortejam fizeram no pleito.

“Continuamos (a tentar) viabilizar a criação do Aliança. Em comum acordo, tenho conversado com três outros partidos, para o caso de não se concretizar a tempo o Aliança. Nessa segunda hipótese, de ambos os lados, se impõem condições para essa filiação. Isso também decidi que somente poderia acontecer em 2021”, publicou Bolsonaro.

O presidente também reafirmou que não vai “participar, no primeiro turno, nas eleições para prefeitos em todo o Brasil”, alegando que tem muito trabalho na Presidência e que a campanha tomaria “todo o tempo num momento de pandemia e retomada da nossa economia”.

Ele deixou em aberto no texto a possibilidade de apoiar candidatos no segundo turno. O GLOBO mostrou que Bolsonaro avalia gravar vídeos com declaração de apoio para candidatos no segundo turno, como Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, Márcio França (PSB), em São Paulo, e Bruno Engler (PRTB), em Belo Horizonte.

fonte: oglobo.globo.com

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