Vitória: Ônibus são incendiados em Santo Antônio e Bonfim após confronto entre PM e criminosos

Ônibus incendiado em Vitória — Foto: Reprodução

Dois ônibus do Sistema Transcol foram incendiados na tarde desta terça-feira (11), nos bairros Bonfim e Santo Antônio, em Vitória. Ainda não há informações sobre feridos. As ocorrências foram registradas após o confronto entre policiais militares e criminosos armados que terminou com um suspeito morto, na noite desta segunda-feira (10).

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Em vídeos feitos por moradores, era possível ver a fumaça de longe. Também houve registro de foguetório e o helicóptero do Núcleo de Operações Táticas e Transporte Aéreo (Notaer) sobrevoou a região.

Durante a manhã, um ônibus do Sistema Transcol foi atingido por mais de 30 tiros, no bairro Consolação, na mesma região. De acordo com a polícia, o crime tem relação com a morte do suspeito durante o confronto da noite desta segunda-feira. Ele foi identificado como Jhonatan Cândito e seria segurança do traficante ‘Marujo’.

Ônibus atingido por tiros em Vitória — Foto: Reprodução

No final da manhã um carro de uma equipe de reportagem da TV Tribuna, SBT, foi atingido por tiros e incendiado no final da manhã desta terça-feira (11), no Bairro da Penha, em Vitória. Ninguém ficou ferido no incêndio. Tudo aconteceu enquanto equipes da imprensa acompanhavam os desdobramentos do confronto entre PMs e criminosos.

Carro de reportagem incendiado

Carro de reportagem foi incendiado em Vitória — Foto: Reprodução/TV Gazeta

 

O carro da reportagem foi cercado enquanto o motorista seguia por uma via alternativa para chegar até a equipe. Ele foi ordenado a descer e agredido com coronhadas por traficantes. Criminosos ainda deram à ele uma bala para entregar à repórter. Moradores contaram que criminosos também atiraram perto do veículo.

O incêndio foi na rua Otílio João Fernandes. Durante a manhã, equipes de reportagem que acompanhavam a situação na região foram ameaçadas e orientadas a sair do bairro por criminosos.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados para combater o incêndio. O policiamento foi reforçado na região.

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Uma troca de tiros entre criminosos e policiais militares terminou com um suspeito de 26 anos morto no bairro Bonfim, em Vitória, na noite desta segunda-feira (10). De acordo com a Polícia Militar, policiais receberam uma denúncia anônima informando que o traficante Fernando Moraes Ferreira Pimenta, conhecido como ‘Marujo’, responsável pelo comando do tráfico de drogas em várias regiões da Grande Vitória, estaria escondido na escadaria Alexandre Rodrigues.

Quando chegaram ao bairro, policiais foram recebidos a tiros e, em um primeiro momento, não reagiram para evitar que os tiros atingissem moradores. Em um segundo momento, houve uma troca de tiros com suspeitos e o homem, identificado como Jhonatan foi baleado. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (Heue), em Vitória, mas não resistiu aos ferimentos.

fonte: g1.globo.com/es

São Paulo: Lula e Bolsonaro trocam ataques pessoais em debate marcado por bate-boca e acusações

Os candidatos à Presidência da República nos estúdios da TV Globo, antes do debate – Eduardo Anizelli/Folhapress

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder da corrida ao Planalto, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), em segundo nas pesquisas, protagonizaram trocas de ataques e acusações no debate entre candidatos à Presidência na TV Globo nesta quinta-feira (29), a três dias do primeiro turno.

Eles fizeram sucessivos pedidos de resposta por ofensas pessoais, ofuscando os outros cinco candidatos no estúdio. O clima geral foi de nervosismo e tumulto, com participantes se atropelando nas falas.

Lula também foi alvo de Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Padre Kelmon (PTB) e Felipe D’Avila (Novo), que mencionaram casos de corrupção na era PT como o mensalão e o petrolão e a derrocada econômica da gestão Dilma Rousseff (PT).

Bolsonaro também recebeu ataques de CiroTebet e Soraya, mas teve apoio de Padre Kelmon e D’Avila ao longo do debate. Ele não fez pergunta diretamente ao seu principal adversário quando teve a oportunidade.

Foram concedidos dez direitos de resposta nos quatro blocos, quatro favoráveis a Lula, quatro a Bolsonaro, um a Kelmon e um a Soraya. O debate, que começou às 22h30, entrou pela madrugada, terminando à 1h50 de sexta-feira (30).

Lula logo no início atacou Bolsonaro pelo descaso com a pandemia e a economia, revidou os ataques dos rivais, saiu em defesa dos governos do partido e usou o espaço para reforçar mensagens de sua campanha, como a promessa de combate à fome, redução da desigualdade e retomada do desenvolvimento.

Agitado, Bolsonaro foi repreendido em diferentes momentos pelo mediador William Bonner por tentativas de interrupção quando não tinha o direito de fala.

O jornalista pediu obediência às regras acordadas previamente com todas as campanhas. Lula também foi orientado a respeitar as normas nos momentos em que falou fora de seu tempo oficial.

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“O presidente quando aparecer aqui, por favor, minta menos”, disse o petista, perguntando ao antagonista sobre o sigilo de 100 anos adotado por Bolsonaro sobre questões sensíveis para aliados e familiares, as denúncias de desvios no MEC e a “quadrilha da vacina”, que tentou negociar imunizantes contra a Covid-19 com cobrança de propina.

O candidato à reeleição rebateu: “O ex-presidiário diz que eu decretei o sigilo da minha família. Qual o decreto, me dá o número do decreto? […] Para de mentir”. Bolsonaro contrariou fatos ao afirmar que faz “um governo limpo, sem corrupção, orgulho nacional”.

O mandatário e o ex-presidente apontaram escândalos um do outro, citando acusações que envolvem filhos, como a investigação de rachadinhas no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O presidente, que chamou Lula de mentiroso e traidor da pátria, devolveu: “Rachadinha é teus filhos roubando milhões de empresas após a tua chegada ao Poder. Que governo de propina? Não tem propina. Nada tem [de escândalo] contra o meu governo, nada. Deixe de mentir. Tome vergonha na cara, Lula”.

O candidato à reeleição trouxe ainda ao encontro o assassinato do prefeito petista Celso Daniel, em 2002, buscando associar Lula ao crime. Lula rebateu: “Eu fui procurar o Fernando Henrique Cardoso para a Polícia Federal entrar no caso”.

Demonstrando irritação com o tom dos ataques e se desculpando pelo excesso de pedidos de resposta —que, segundo ele, atrapalhavam o ritmo do debate—, o ex-presidente disse que o principal oponente mentia: “Seja responsável, você tem uma filha de 10 anos assistindo o programa que você está fazendo”.

Bolsonaro se referiu ao petista várias vezes como ex-presidiário e usou a pauta da corrupção para fustigá-lo, dizendo que “a roubalheira imperava” e que ele acabou “com a mamata”. Ele também usou temas morais e religiosos para se contrapor ao petista, com alusões a comunismo e desarmamento.

O presidente afirmou que antes havia no país uma “cleptocracia”, que “o governo Lula foi o chefe de uma grande quadrilha” e que “o que está em jogo é o futuro de uma nação”.

“Nós não podemos continuar num país da roubalheira. O governo que nos antecedeu não tinha qualquer compromisso, qualquer respeito com a família brasileira. É um governo que quis impor a agenda da ideologia de gênero […], que quer a liberação das drogas. Esse governo do PT, ou melhor, desgoverno… Por exemplo, Lula defendia que se roubasse um celular para tomar uma cervejinha.”

Felipe D’Avila disse, nas considerações finais, que lamentava que o debate fosse marcado por baixaria.

Bolsonaro, que começou o debate em evidência, sobretudo pelos embates com o líder nas pesquisas, ficou apagado a partir do segundo bloco. Em duas oportunidades, procurou se desvincular do pagamento das emendas de relator do Orçamento no Congresso.

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Ciro foi outro que começou em alta, mas perdeu espaço. No início, o pedetista chamou Lula para debater, expondo acusações de corrupção.

O ex-presidente repetiu medidas de seu governo para fortalecer órgãos de controle e investigação, acrescentando exaltações a conquistas que os mais pobres tiveram durante seu governo e a ganhos também dos mais ricos.

Ciro e Lula tiveram momentos de acerto de contas no ar, expondo mágoas do passado em que foram aliados e da campanha atual, em que o pedetista adotou retórica agressiva contra o ex-parceiro.

Lula disse que nunca escondeu que teve a ajuda do ex-ministro para governar e retrucou críticas que ele tem feito ao PT. Ciro afirmou ter deixado o governo “justamente por conta das contradições de economia e, o mais grave, as morais”.

O candidato do PDT não ensaiou recuar. Salpicou falas sobre corrupção generalizada, falou em delatores que confessaram desvios e citou devoluções de dinheiro.

Em dado momento, disse que Lula é mais hábil que Bolsonaro para desviar a atenção do público, ao distorcer números para exaltar governos do PT. Acusou o oponente de fazer conchavos e não reconhecer erros.

“O mais grave é que parece que o presidente Lula não quis aprender nada com as amargas lições que tomou. Não dá para aceitar esse tipo de nonsense de que não aconteceu nada [em matéria de corrupção]. Não dá para fazer de conta que não aconteceu. Esse paraíso que ele descreve quando vem aqui resultou na tragédia do Bolsonaro.”

Ciro também provocou Bolsonaro ao evocar acusações contra seu governo e seus familiares. Ele fez seus últimos apelos por votos, colocando-se como alternativa à polarização, queixando-se de que “esse país está mergulhado num conchavo absolutamente mortal”.

A série de imprevistos e direitos de resposta prolongou a duração do debate. Só na parte final a discussão tomou um rumo menos bélico, com espaço para exposição de ideias sobre habitação, agricultura e educação.

O nanico Kelmon fez dobradinha com Bolsonaro, unindo-se ao presidente em críticas a Lula e à esquerda usando argumentos parecidos com o do presidente.

Ele reverberou a narrativa de que o petista, se eleito, contribuirá para uma suposta aniquilação de cristãos no Brasil e buscou relacionar o líder nas pesquisas a episódios de perseguição na Nicarágua.

“Nós sabemos que a esquerda quer calar a voz dos padres, da igreja, que denigre aqueles que querem fazer o bem. Estamos procurando colocar isso como informação para que as pessoas tenham consciência de que nessa eleição precisam escolher homens de direita.”

O religioso também se desentendeu com Soraya sobre a proposta da candidata de criar um imposto único. Ele disse que o país não precisa de mais tributos e que a oponente o desrespeitou, o que ela contestou.

“Nós temos um candidato cabo eleitoral do candidato Jair Bolsonaro, que por sua vez é o cabo eleitoral do candidato Lula”, disse a senadora sobre Kelmon.

Em pergunta sobre combate ao racismo, o candidato do PTB novamente bateu boca com Soraya, que disse que o adversário é um “padre de festa junina”. A candidata ainda falou que ele e Bolsonaro são “nem-nem, nem estuda nem trabalha”. Kelmon reclamou, em direito de resposta, de desrespeito religioso.

Lula e Kelmon entraram em uma discussão ríspida no terceiro bloco que levou Bonner a interromper o debate. Os microfones foram cortados, e as câmeras não mostraram a cena por completo. O petista demonstrou irritação e reagiu a provocações de Kelmon sobre corrupção chamando-o de “candidato laranja”.

O religioso assumiu a candidatura do PTB após o ex-deputado Roberto Jefferson ser impedido pela Justiça Eleitoral.

“Quando quiser falar de corrupção, olhe para outro, e não para mim”, disse o ex-presidente. Kelmon se referiu a ele como “descondenado” e “cínico”. Lula chamou o padre de impostor, de “alguém disfarçado”, que não pode se dizer padre nem cristão.

Na confusão, Bonner chegou a pedir para o religioso ficar calado. O jornalista reiterou a necessidade de obediência às regras previamente acordadas.

Tebet afirmou lamentar o nível do debate, com pouco espaço para discussões sobre os problemas reais do país e muito tempo dedicado a brigas.

Ela tentou aproveitar o espaço para falar de saúde, ambiente, economia e redução da desigualdade, mas também alfinetou Bolsonaro pela demora na compra de vacinas contra a Covid-19. “Hoje o que vemos aqui não é apresentação de propostas, mas ataques mútuos”, disse a emedebista.

Tebet e Lula, ao falar de ambiente, criticaram a política do presidente nessa área. Antes, a emedebista já havia dito que na questão ambiental Bolsonaro foi o pior presidente da história do país.

Bolsonaro disse que o Brasil é exemplo para o mundo e que há florestas que periodicamente sofrem com incêndios. “Então a falta de chuva é responsabilidade minha?”, disse.

Ao responder Tebet na parte final do encontro, Bolsonaro pediu votos em Mato Grosso do Sul para o candidato ao governo Capitão Contar, do PRTB, embora o PL, seu partido, apoie no estado o tucano Eduardo Riedel.

O presidente teve altercações também com Soraya, mas saiu do debate sem ofensas de maior gravidade às mulheres participantes, como vinha ocorrendo em suas aparições.

Um dos motivos de discussão foi a indicação de cargos por ela no governo federal. A presidenciável se elegeu senadora em 2018 com campanha vinculada à do atual mandatário e posteriormente rompeu com ele.

Felipe D’Ávila demonstrou concordância com o atual presidente em assuntos de economia e afirmou que a volta da esquerda seria um desastre para o país.

O postulante do Novo defendeu a ideologia liberal, que é a base de seu programa de governo, e uma nova reforma trabalhista.

O debate foi o segundo ao longo da campanha de primeiro turno com a presença dos principais candidatos, já que Lula só compareceu ao primeiro evento do tipo, no fim de agosto, e se ausentou de outro realizado no último sábado (24). Bolsonaro participou de ambos.

No primeiro turno, um debate entre candidatos pode se estender até as 7h da sexta-feira imediatamente anterior ao dia da eleição, segundo resolução de 2019 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). De acordo com o texto, no caso de segundo turno, os horários de realização dos debates não poderão ultrapassar a meia-noite da sexta-feira imediatamente anterior ao dia do pleito.

O embate na Globo é tratado como decisivo pelas duas campanhas, já que o ex-presidente tem a possibilidade de vencer em primeiro turno, mas não possui margem folgada nas pesquisas —ele alcançou 50% dos votos válidos no Datafolha divulgado nesta quinta.

Enquanto a candidatura do PT avalia como determinante o desempenho do presidenciável para tentar conquistar votos de indecisos na reta final e combater a abstenção, a equipe de Bolsonaro espera que o debate renda algum fôlego ao presidente e desgaste o rival, aumentando a chance de segundo turno.

fonte: folha.uol.com.br

Brasília: Brasil gera 278,6 mil empregos formais em agosto, diz Caged

Carteira de trabalho digital./© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil gerou 278.639 postos de trabalho em agosto deste ano, resultado de 2.051.800 admissões e de 1.773.161 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2022, o saldo é de 1.853.298 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou hoje (29), em Brasília, as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 42.531.653 em agosto, o que representa um aumento de 0,66% em relação ao mês anterior.

No mês passado, o saldo de empregos foi positivo nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 141.113 postos distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; indústria, com 52.760 novos postos, concentrado na indústria de transformação; comércio, saldo positivo de 41.886 postos; construção, mais 35.156 postos de trabalho gerados; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que criou 7.724 novos empregos.

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O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, destacou que é o terceiro mês em que o setor industrial registra alta nas contratações, o que contribui para elevar a renda da população.

“Isso quer dizer que estamos retomando o movimento da indústria brasileira e isso é importante porque traz um valor agregado aos nossos produtos e também vai elevar a média dos salários dos brasileiros. A indústria, via de regra, requer uma melhor qualificação, consequentemente, o setor crescendo, a média do salário do brasileiro acaba crescendo também”, explicou.

Variações por região

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego no mês passado, sendo que houve aumento de trabalho formal nas 27 unidades da federação.

Em termos relativos, dos estados com maior variação na criação de empregos em relação ao estoque do mês anterior, os destaques são para Roraima, com a abertura de 1.081 postos, aumento de 1,59%; Rio Grande do Norte, que criou 6.338 novas vagas (1,41%); e Amapá, com saldo positivo de 1.016 postos (1,35%).

Os estados com menor variação relativa de empregos em agosto, em relação a julho, são Santa Catarina, que criou 10.223 postos, aumento de 0,43%; Rio Grande do Sul, com saldo positivo de 9.691, alta de 0,37%; e Piauí, que encerrou o mês passado com mais 831 postos de trabalho formal, crescimento de apenas 0,27%.

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Em termos absolutos, as unidades da federação com maior saldo no mês passado foram São Paulo, com 74.973 postos (0,57%); Rio de Janeiro, com 30.838 vagas criadas (0,92%); e Minas Gerais, com a geração de 27.381 postos (0,61%). Já os estados com menor saldo absoluto foram Amapá, com 1.016 postos (1,35%); Acre, com 858 novas vagas (0,93%); e Piauí, que gerou 831 colocações (0,27%).

Em todo o país, o salário médio de admissão em agosto de 2022 foi de R$ 1.949,84. Comparado ao mês anterior, houve acréscimo real de R$ 29,27 no salário médio de admissão, uma variação positiva de 1,52%.

As estatísticas completas do Novo Caged estão disponíveis na página do Ministério do Trabalho e Previdência.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Kleber Sampaio

Brasília: TCU fará nova etapa de auditoria das urnas no dia da eleição

TSE – Tribunal Superior Eleitoral
Urna eletrônica./© Antonio Augusto/Ascom/TSE

O Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou que vai acompanhar a fiscalização do sistema eletrônico das eleições no próximo domingo (2), primeiro turno do pleito. 

De acordo com o tribunal, técnicos do órgão darão andamento à quinta fase de auditoria das eleições, iniciada em 2021, em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No dia da eleição, serão fiscalizados os procedimentos em 54 seções eleitorais nas capitais. O teste de integridade das urnas, realizado pela Justiça Eleitoral, também será acompanhado. No procedimento, os auditores vão avaliar os boletins de 4,1 mil urnas eletrônicas.

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Segundo o TCU, 111 auditores estarão envolvidos no trabalho. Os resultados parciais serão divulgados em novembro. O resultado final está previsto para o início de 2023.

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De acordo com o TCU, a atuação da Corte de contas no trabalho de auditoria das urnas tem o intuito de garantir a confiabilidade das informações públicas repassadas à sociedade. O tribunal também faz parte da comissão de transparências das eleições, grupo que é presidido pelo TSE.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Lílian Beraldo

Brasília: PF indicia agentes da PRF por homicídio qualificado no caso Genivaldo

Reprodução da Internet

A Polícia Federal (PF) concluiu o relatório final do inquérito aberto para investigar a morte de Genivaldo de Jesus Santos, ocorrida em maio durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no município de Umbaúba, no sul do estado de Sergipe. O relatório, entregue hoje (26) ao Ministério Público Federal (MPF), indicia três agentes da PRF por abuso de autoridade e homicídio qualificado.

“O inquérito policial foi encaminhado, nesta segunda-feira (26/9), ao Ministério Público Federal para providências de sua competência, permanecendo a Polícia Federal à disposição para quaisquer outras eventuais diligências julgadas necessárias ao apuratório”, disse a PF, em nota.

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A morte de Genivaldo ganhou projeção nacional por causa das imagens veiculadas na internet, que mostram a vítima presa dentro de uma viatura esfumaçada. Genivaldo se debate com as pernas para fora enquanto um policial rodoviário mantém a tampa do porta-malas abaixada, impedindo o homem de sair. Segundo o Instituto Médico Legal (IML) do estado, Genivaldo morreu de insuficiência aguda secundária a asfixia. Ele teria sido parado pelos agentes por trafegar de moto sem capacete.

A PF indiciou três agentes por homicídio qualificado. Isso significa que se trata de um homicídio cometido em circunstâncias que tornam o crime mais grave do que já é. Nesse caso em específico, foi considerada a prática da asfixia na morte de Genivaldo e da impossibilidade dele se defender.

Os agentes seguem afastados de suas funções, mas não estão presos.

Por meio de nota, a Polícia Federal agradeceu as colaborações prestadas pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, em especial, o Instituto Médico Legal do Estado de Sergipe; e pela Polícia Rodoviária Federal, “pela agilidade no atendimento às demandas da investigação”.

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Em nota, o MPF confirmou o recebimento do inquérito e explicou que terá 15 dias para análise do inquérito e apresentação de denúncia. Após a conclusão do inquérito, a PF citou as colaborações da PRF e de outros órgãos nas investigações.

Edição: Fernando Fraga

Brasília: Anatel determina repasse do ICMS ao consumidor

Antenas de telefonia celular./© Marcelo Camargo/Agência Brasi

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou às prestadoras de serviços de telecomunicações o repasse imediato aos consumidores da redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A medida visa o cumprimento da Lei Complementar nº 194, de 23 de junho de 2022, que estabeleceu um teto para o ICMS que incide sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transportes coletivos.

A legislação não permite às unidades federativas cobrar taxas com percentual acima da alíquota estabelecida nas operações de caráter geral, que varia entre 17% e 18%. De acordo com Anatel, a determinação não se aplica às prestadoras de serviços de telecomunicações abrangidas por regime tributário que não implica na redução de alíquota de ICMS, como o Simples.

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As medidas para o repasse da redução ao consumidor deverão ser adotadas no prazo de até 15 dias, a partir da publicação da decisão no Diário Oficial da União, com efeitos retroativos à data da publicação da lei complementar.

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A Anatel estabeleceu multa de até R$ 50 milhões em caso de descumprimento da determinação.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Brasília: Anatel libera 5G em mais sete capitais a partir desta segunda

Telefonia móvel 5G/© Marcello Casal JrAgência Brasil

Nesta egunda-feira (19), mais sete capitais passarão a contar com a faixa 3,5 gigahertz (GHz) do 5G, também conhecida como 5G puro. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberou o lançamento em Aracaju, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Maceió, São Luís e Teresina.

A decisão foi aprovada em reunião do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3,5 GHz (Gaispi), liderado pela Anatel. Com a decisão, 22 capitais terão acesso ao 5G puro. Apenas cinco capitais da Região Norte ainda não têm a tecnologia: Porto Velho, Rio Branco, Macapá, Manaus e Belém.

O cronograma oficial da Anatel prevê a ativação do 5G puro em todas as capitais até 27 de novembro. A data, no entanto, poderá ser antecipada caso as operadoras consigam concluir a instalação de antenas e de filtros antes desse prazo, e o Gaispi autorize a liberação do sinal.

Parâmetros

Segundo a Anatel, as operadoras Claro, TIM e Vivo, que arremataram as licenças nacionais na faixa 3,5 GHz no leilão realizado no fim de 2021, deverão instalar um número mínimo de antenas 5G em cada capital. Cada operadora deverá ativar pelo menos oito estações em Aracaju, cinco em Boa Vista, 11 em Campo Grande, oito em Cuiabá, 13 em Maceió, 14 em São Luís e 11 em Teresina.

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Nessa etapa, o edital de licitação prevê a ativação de uma antena 5G para cada 100 mil habitantes. O número de estações subirá conforme o avanço da tecnologia. No interior do país, o sinal do 5G puro será gradualmente ativado até 2029, conforme o cronograma da Anatel.

Chamado de standalone ou SA, o 5G puro oferece velocidade dez vezes maior que o 4G, além de menor tempo de latência (atraso) na resposta a comandos dos usuários. A tecnologia já é oferecida em 15 capitais: Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa, Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Salvador, Goiânia, Rio de Janeiro, Palmas, Vitória, Florianópolis, Recife, Fortaleza e Natal.

Adiamentos

Inicialmente, o 5G deveria estar disponível em todas as capitais até 31 de julho. A Anatel, no entanto, adiou o cronograma duas vezes, por causa do atraso na entrega dos filtros que evitam que o 5G interfira em serviços profissionais de satélite. Os gargalos logísticos após a pandemia de covid-19 e a política de lockdowns do governo chinês adiaram a entrega dos equipamentos, importados na maior parte do país asiático.

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Para ter acesso à internet móvel do 5G puro, o usuário precisa ter um celular habilitado para a tecnologia. A maioria dos aparelhos mais novos já vêm habilitados. As operadoras não estão pedindo a troca de chip. Também é preciso estar nos bairros cobertos pelo sinal 5G, que inicialmente está funcionando em áreas escolhidas pelas companhias telefônicas.

Edição: Graça Adjuto

Teresina: Povoado de menina grávida pela 2ª vez no Piauí é repleto de gestantes adolescentes

Casa da mãe da menina de 11 anos grávida após estupro pela segunda vez na zona rural de Teresina – Renato Andrade/Folhapress

Era em uma casa de taipa, com três pequenos cômodos de paredes inacabadas em Teresina, no Piauí, que a menina de 11 anos grávida pela segunda vez vivia com a mãe antes de ser levada a um abrigo por ordem da Justiça.

Há um ano, também depois de ser vítima de um estupro e não ter realizado o aborto legal a que tinha direito, ela deu à luz.

No bairro da zona rural de ruas esburacadas e chão de terra batida, é relativamente comum a cultura de uniões na adolescência (casamentos infantis) e gravidez precoce. Não é difícil encontrar adolescentes grávidas pelas ruas.

Segundo uma líder comunitária, é muito comum o registro de gravidez na adolescência na região. Ainda de acordo com ela, algumas adolescentes tomam remédios caseiros para abortar e outras dão continuidade à gravidez sem fazer o pré-natal, só procurando uma unidade de saúde para efetuar o parto.

O povoado tem cerca de 300 pessoas que vivem do Auxílio Brasil e de bicos. O transporte coletivo é precário. A maioria das casas é de taipa, abrigando mais de cinco pessoas, muitas delas desempregadas.

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Paloma Santos, a coordenadora da UBS (Unidade Básica de Saúde) que descobriu a primeira gravidez da menina de 11 anos, reafirma que é preocupante na região o índice de gravidez na adolescente.

“Inclusive temos alta taxa de sífilis na adolescência. Das 70 gestantes que atendemos na UBS por mês, cerca de 20 são gestantes menores de 18 anos”, disse.

O relato de Santos sobre a família da garota é de constante conflito. “Ela vive em uma família complicada, os pais se estapeiam na frente dos meninos, batem nos meninos, espancam. A agente de saúde é presente, mas deixou de agir porque ela foi ameaçada, constrangida. A família disse para ela não se meter.”

Detalhe da cozinha da casa onde vivia a menina de 11 anos na zona rural de Teresina| – Renato Andrade/Folhapress

A gravidez na adolescência tem um histórico na casa. A mãe da menina a gerou com 17 anos. Ela é a mais velha de quatro filhos —os demais têm nove anos, três e um.

O caçula, portanto, tem a mesma idade do neto. Detalhe: as duas descobriram no mesmo dia que estavam grávidas.

A mãe da menina, que não trabalha, recebe R$ 650 do Auxílio Brasil. O pai é autônomo, capinando, como caseiro.

Os dois estão separados há dois meses, mas em 16 anos foram vários términos e reconciliações.

A menina, que mora em abrigo desde a última segunda (12), vivia alternando entre a casa da mãe e a da avó, local que mora o pai após a separação.

A mãe, uma dona de casa de 29 anos, contou à reportagem que a filha em fevereiro de 2022 chegou a tomar injeção anticoncepcional na UBS próximo de sua casa para evitar nova gravidez.

A dona de casa disse ainda que, antes de a filha tomar a injeção, ela comprou um teste de gravidez na farmácia cujo resultado foi negativo.

Procurada, a Fundação Municipal de Saúde disse que a última consulta da menina na UBS foi no dia 30 de julho de 2021. A entidade não confirmou e nem negou a aplicação da injeção anticoncepcional.

“Detalhes sobre atendimento/prontuário não podem ser divulgados por conta da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). As informações sobre os atendimentos só podem ser repassadas ao paciente, responsáveis ou à justiça. Neste dia (30/07/21), ela teve consulta de enfermagem e vacina”, diz nota da Fundação Municipal de Saúde.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente investiga o caso. A mãe prestou depoimento e pediu à delegada Lucivânia Vidal, que preside o inquérito, que o filho da menina seja submetido a um exame de DNA.

A mãe diz ter descoberto por uma sobrinha que o tio paterno, suspeito do segundo estupro, violentava sexualmente a filha desde os oito anos.

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A Polícia Civil do Piauí disse que o caso corre em segredo de justiça e que não poderia dar detalhes da investigação.

Sobre a possibilidade do aborto da atual gestação, a Maternidade Dona Evangelina Rosa afirmou que foi criada uma junta médica para analisar a possibilidade da interrupção da gravidez. Na maternidade, a menina está tendo acompanhamento médico e psicológico. A Justiça não se posicionou sobre o aborto.

A Defensoria Pública e OAB acompanham o caso.

O pai se posicionou a favor do aborto, mas a mãe foi contra. Ao falar à reportagem, porém, a mãe afirmou que, se receber uma posição de uma junta médica garantindo que o aborto é seguro, ela autoriza a interrupção da gravidez.

Segundo a conselheira tutelar Renata Bezerra, em depoimento à polícia que ela acompanhou, a menina manifestou o desejo de fazer o aborto. A menina teria dito também que o autor do estupro foi um vizinho, e não o tio paterno como a mãe vem afirmando.

A reportagem não conseguiu confirmar as duas informações com a delegacia.

fonte: folha.uol.com.br

Brasília: INSS abre concurso com mil vagas para Técnico do Seguro Social

© Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou hoje (15) o edital para o concurso com mil vagas para o cargo de Técnico do Seguro Social. A remuneração bruta inicial é até R$ 5.905,79. O documento foi publicado no Diário Oficial da União.

De acordo com o órgão, o objetivo é reforçar o quadro de pessoal e melhorar os serviços prestados à população. Para participar do concurso, o candidato deverá ter ensino médio ou curso técnico equivalente, concluído até a data da posse e com diploma expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

O responsável pela realização do concurso será o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). As inscrições serão abertas amanhã (16) e poderão ser feitas até as 18h (horário de Brasília) do dia 3 de outubro, somente pela página do Cebraspe. O valor da taxa de inscrição é R$ 85 e poderá ser pago até o dia 21 de outubro.

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Das mil vagas oferecidas, 708 são para ampla concorrência, 90 para pessoas com deficiência e 202 destinadas a pessoas negras.

O concurso será realizado em duas etapas: provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, e curso de formação, de caráter eliminatório e classificatório. A aplicação das provas objetivas está prevista para o dia 27 de novembro.

Além de conhecimentos específicos da legislação da seguridade social, a prova contará com as disciplinas de Língua Portuguesa, Ética no Serviço Público, noções de Direito Constitucional, noções de Direito Administrativo, noções de Informática e Raciocínio Lógico-Matemático. O curso de formação será realizado nas cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Os candidatos nomeados estarão subordinados ao Regime Jurídico Único dos Servidores Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais (Lei nº 8.112/1990). As lotações serão feitas em qualquer Agência da Previdência Social pertencente à Gerência Executiva do INSS à qual o candidato optou por concorrer. Há vagas para gerências nos 26 estados e no Distrito Federal.

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Entre as atividades que serão executadas pelos novos servidores, estão o atendimento ao público; orientação, informação e conscientização previdenciária; e ações relacionadas ao reconhecimento de direitos previdenciários.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Valéria Aguiar

Brasília: Bolsonaro cobra eleição limpa e fala em passar faixa e se recolher em caso de derrota

O presidente Bolsonaro – Gabriela Biló-30.ago.22/Folhapress

presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (12) que se arrepende de afirmações ofensivas feitas em relação às mulheres e à pandemia da Covid-19.

Ele também falou em “passar a faixa” caso perca o pleito deste ano, apesar de, em outros momentos da entrevista, ter voltado a defender “eleições limpas” sem explicar qual indício existe de que isso não ocorrerá.

“Se essa for a vontade de Deus, eu continuo. Se não for, a gente passa aí a faixa e vou me recolher, porque, com a minha idade, não tenho mais nada a fazer aqui na terra se acabar essa minha passagem pela política aqui em 31 de dezembro do corrente ano”.

Sobre a pandemia, o mandatário disse que “aloprou” ao ter afirmado que não era “coveiro” após ser questionado sobre as mortes pelo coronavírus.

“Dei uma aloprada. Aloprei. Perdi a linha. Aí eu me arrependo”, afirmou após pergunta em que também foi mencionada declaração dada em 2021 sobre compra de vacinas “na casa da tua mãe”.

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“A questão do coveiro eu retiraria. O jacaré foi uma figura de linguagem”, disse.

As afirmações foram feitas em entrevista a seis podcasts que tem jovens evangélicos como maior parte do público, segundo os próprios apresentadores.

Bolsonaro também disse que retiraria a afirmação de que teve quatro filhos homens e que o nascimento da filha mulher foi uma “fraquejada”.

“Pisei na bola. Pisei na bola. É igual… é comum nós homens falarmos, ‘vai nascer criança, vai ser consumidor ou fornecedor?’. Brincadeira entre homens. Não falo mais isso para ninguém. Para mim pega”.

A afirmação é feita em um momento em que Bolsonaro tenta reduzir a rejeição entre mulheres, uma das fatias do eleitorado em que enfrenta maior rejeição.

A declaração sobre ser coveiro foi dada após ser questionado sobre 300 mortes decorrentes da Covid-19 que haviam sido registradas naquele dia. “Quem fala de… Eu não sou coveiro, tá?”, respondeu.

Apesar de se dizer arrependido, na entrevista desta segunda-feira, Bolsonaro voltou a defender o chamado tratamento precoce, que é composto por remédios como hidroxicloroquina e foi defendido pelo presidente como a cura para a Covid-19, embora não haja comprovação científica nesse sentido.

Da mesma forma, Bolsonaro defendeu a posição do governo em relação à compra de vacinas, apesar de o Executivo ter deixado de responder ofertas de imunizantes antes de começar a comprá-los.

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Em relação às falas ofensivas como a do coveiro, ele disse que tem tentado mudar de postura. “Sou chefe da nação. Eu sei disso. Eu lamento. Não falaria de novo, não falaria de novo. Você pode ver que de um ano para cá meu comportamento mudou. A minha cadeira é um aprendizado”, disse.

Bolsonaro disse que parou de dar entrevista à imprensa na porta do Palácio da Alvorada porque era provocado. “Eu parei de falar com a mídia, porque é o seguinte, os caras batiam na tecla o tempo todo, eu não percebia que queriam me tirar do sério”, afirmou.

Na entrevista desta segunda, o presidente também voltou a defender o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, que foi afastado do cargo após suspeitas de desvios de recursos na pasta.

Em conversa gravada obtida pela Folha, Ribeiro chega a afirmar que o governo federal priorizava prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados por dois pastores que não têm cargo e atuam em um esquema informal de obtenção de verbas do MEC.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro admitiu que indicou um dos pastores para o então ministro e disse que não há indício de que Ribeiro cometeu alguma ilicitude.

“A verdade. Esses dois pastores me procuraram certo dia, muita gente fala comigo, e queriam ter acesso ao ministro Milton que é pastor também. Aí indiquei para o Milton. Aí o Milton resolveu empregar um deles. Tá ok? Como poderia empregar qualquer um de vocês, um parente, um amigo”, afirmou.

Bolsonaro também relembrou a carta que escreveu em uma sinalização de paz ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após tê-lo chamado de “canalha” em manifestações no feriado de 7 de Setembro do ano passado.

O presidente disse que o ex-presidente Michel Temer (MDB), que fez a ponte entre ele e Moraes em 2021, voltou a procurá-lo após o julgamento do deputado bolsonarista Daniel Silveira.

Ele afirmou que nessa segunda oportunidade, negou-se a atender ao apelo do emedebista para apaziguar a relação com o Supremo.

fonte: folha.uol.com.br