Brasília – Flávio admite reunião com Vorcaro, quando banqueiro estava com tornozeleira eletrônica, ‘para botar ponto final na questão’ de filme

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025.

O senador Flávio Bolsonaro em imagem de arquivo — Foto: Divulgação/Flickr Flávio Bolsonaro

Segundo Flávio, o encontro foi realizado com o objetivo de “botar um ponto final na questão” do financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai do senador do PL.

O filme “Dark Horse” (termo em inglês para “azarão”) está em evidência após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O senador Flávio Bolsonaro já admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro — que chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso.

A informação de que o encontro entre o senador e o banqueiro ocorreu quando Vorcaro estava utilizando tornozeleira eletrônica foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta terça-feira.

No final de 2025, foi [enviado] aquele áudio que todos ouviram em que eu peço uma luz para saber, uma palavra final, sobre o que é que vai acontecer, porque o filme já estava num grande risco do filme ser encerrado, inclusive, seria uma grande catástrofe. E, no dia seguinte, em que ele foi preso“, afirmou Flávio Bolsonaro.

Nesse momento é que nós vimos ali que deu uma virada de chave. Nós entendemos melhor que a situação era muito mais grave, e, em função disso, eu trago aqui pra vocês […], eu estive com ele mais uma vez após esse evento, quando ele teve a… passou a usar o monitoramento eletrônico e ele não podia ser na cidade de São Paulo“, continuou o senador.

Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, é dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco” , disse Flávio.

Então, foi uma grande dificuldade, nesse momento, arrumar outros investidores que pudessem concluir esse filme“, completou o pré-candidato do PL.

Vorcaro foi preso pela primeira vez no dia 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos (SP), quando o banqueiro estava tentando deixar o país em um avião particular. A prisão se deu em razão das investigações da Polícia Federal sobre fraudes financeiras do Master.

Dias depois, em 28 de novembro de 2025, o banqueiro foi solto após uma ordem do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1). Na ocasião, Vorcaro teve de entregar passaportes e passou a utilizar uma tornozeleira eletrônica.

O g1 apurou que o encontro entre Flávio e Vorcaro ocorreu no dia seguinte à soltura do banqueiro pelo TRF-1.

No dia 4 de março de 2026, Vorcaro voltou à prisão após ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acabara de assumir o inquérito sobre o Master na Suprema Corte.

Reunião com bancada do PL

Flávio admitiu o encontro com Vorcaro durante entrevista a jornalistas após participar de uma reunião com a bancada do Partido Liberal na Câmara e no Senado.

A reunião com deputados e senadores ocorreu na sede do partido comandado por Valdemar Costa Neto.

Nesse encontro, segundo apurou a TV Globo, Flávio contou aos parlamentares sobre a reunião que admitiu ter com Vorcaro. Integrantes da pré-campanha pressionavam o senador sobre a possibilidade de novas revelações acerca de sua relação com o banqueiro.

Os políticos do PL fizeram essa pressão sobre Flávio após terem sido pegos de surpresa com a divulgação de áudio e conversas em que o senador cobrava de Vorcaro recursos para o filme “Dark Horse”. Esses diálogos foram revelados pelo portal Intercept recentemente.

fonte: g1.globo.com

Brasília – Bolsa Família: aplicativo ganhará novas funções a partir desta segunda

O aplicativo do Bolsa Família vai receber novas funcionalidades a partir desta segunda-feira (18). Com a atualização, os beneficiários poderão consultar informações mais detalhadas sobre o benefício, composição familiar, pendências cadastrais e possíveis bloqueios.

O aplicativo do Bolsa Família vai receber novas funcionalidades a partir desta segunda-feira (18). (Foto: Lyon Santos/ MDS)

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), não será necessário baixar um novo aplicativo. O usuário receberá uma mensagem de atualização e, após atualizar o app, terá acesso às novas ferramentas.

Neste primeiro momento, a atualização estará disponível apenas para beneficiários que usam celulares com sistema operacional Android.

Aplicativo do Bolsa Família terá consulta de pendências

Entre as principais mudanças no aplicativo do Bolsa Família, está a possibilidade de visualizar pendências relacionadas à família beneficiária. O sistema também vai mostrar informações sobre bloqueio do benefício e dados ligados a outros programas do governo federal.

De acordo com o MDS, as melhorias não substituem o atendimento presencial nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Casos de alteração cadastral e manutenção do benefício ainda devem ser resolvidos diretamente nas unidades.

A pasta informou que a nova versão deve ajudar o beneficiário a identificar previamente quais documentos ou informações serão necessários antes de procurar o CRAS.

“Com o novo aplicativo, espera-se que o beneficiário consiga identificar previamente suas pendências, comparecendo ao CRAS já munido das informações e documentos necessários, o que tende a reduzir a necessidade de mais de um deslocamento para a resolução da demanda”, explicou o ministério.

Atualização começa por usuários Android

Segundo o MDS, o aplicativo do Bolsa Família conta atualmente com cerca de 6 milhões de usuários ativos na plataforma Android. Já no sistema iOS, são aproximadamente 270 mil usuários.

A primeira fase da atualização será voltada aos celulares Android. Não beneficiários também terão acesso a uma área específica dentro do aplicativo, voltada para famílias que desejam iniciar o processo de entrada no programa.

Nesse modo, será possível consultar o calendário de pagamentos, acessar informações gerais sobre o Bolsa Família e usar um canal direto com a Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento dos benefícios.

Novas funções do aplicativo do Bolsa Família

Com a atualização, o aplicativo do Bolsa Família passará a oferecer novos recursos para facilitar o acompanhamento do benefício. Entre eles estão:

  • informações detalhadas sobre o benefício;
  • dados sobre a composição familiar;
  • consulta de pendências;
  • informações sobre bloqueio do benefício;
  • área para não beneficiários;
  • área para novos entrantes no programa.

Funcionalidades previstas para o futuro

O ministério também informou que outras ferramentas devem ser incluídas futuramente no aplicativo do Bolsa Família. Entre as funcionalidades anunciadas estão:

  • informações sobre o cartão, como rastreio e situação;
  • possibilidade de escolher a conta em que o benefício será recebido;
  • solicitação do retorno garantido.

O retorno garantido é um mecanismo que assegura prioridade para famílias que deixaram o Bolsa Família após melhora de renda, mas voltaram a ficar em situação de vulnerabilidade. Nesses casos, a família pode retornar ao programa sem precisar passar novamente pela fila de espera.

fonte: imirante.com

Importante – Dia das Mães: como surgiu a comemoração no Brasil e por que a data varia no mundo

Dia das Mães: data foi oficializada no Brasil em 1932 — Foto: Getty Images

“O segundo domingo de maio é consagrado às mães, em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver no coração humano, contribuindo para seu aperfeiçoamento no sentido da bondade e da solidariedade humana.”

Assim declara o decreto de número 21.366, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954) e publicado em 5 de maio de 1932.

  • “que vários dias do ano já foram oficialmente consagrados à lembrança e à comemoração de fatos e sentimentos profundamente gravados no coração humano”;
  • “que um dos sentimentos que mais distinguem e dignificam a espécie humana é o de ternura, respeito e veneração, que evoca o amor materno”; e
  • “que o Estado não pode ignorar as legítimas imposições da consciência coletiva, e, embora não intervindo na sua expressão, e do seu dever reconhecê-las e prestar o seu apoio moral a toda obra que tenha por fim cultuar e cultivar os sentimentos que lhes imprimem, força afetiva de cultura e de aperfeiçoamento humano”.

O modelo da efeméride brasileira foi copiado dos Estados Unidos, conforme apontam pesquisadores.

“Apesar de já existirem manifestações inclusive na Grécia Antiga e em outros países, o Dia das Mães como é visto hoje foi uma criação americana, do fim do século 19”, afirma o psicólogo social Sérgio Silva Dantas, professor de marketing da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Se a data foi oficializada no Brasil em 1932, sua consolidação veio mesmo na época do regime militar de 1964 a 1985.

“Copiava-se tudo dos Estados Unidos e houve, durante a ditadura, uma valorização enorme da família e das mães, em particular”, diz a historiadora Mary Del Priore, autora de História das Mulheres no Brasil.

“A maternidade bem vivida, a mulher dedicada aos filhos era um perfil exaltado em concurso, valorizado e que ganhava capas de revista”, lembra.

Anna Jarvis

 

A norte-americana Anna Maria Jarvis (1864-1948) é considerada a idealizadora do modelo contemporâneo do Dia das Mães. Em 1905, ela perdeu a mãe e, profundamente deprimida, resolveu militar por uma data que homenageasse o sentimento materno.

Conforme conta o professor Dantas, a tal mãe, que também se chamava Anna, era reconhecida como uma “grande mãezona” na comunidade onde vivia, no Estado americano da Virgínia Ocidental.

“Participante da Igreja Metodista, ela desenvolvia uma série de trabalhos sociais”, conta o pesquisador. Assim, sua morte gerou comoção.

A celebração criada pela filha — uma mulher solteira e sem filhos — foi ganhando grandes proporções.

“Ganhou repercussão muito grande, mesmo em tempos em que não havia redes sociais. Viralizou. Tanto que o presidente da época resolveu oficializar o segundo domingo de maio como o Dia das Mães em todo o país”, relata o professor. Na época, o presidente americano era Woodrow Wilson (1856-1924).

Anna Jarvis, idealizadora do Dia das Mães nos EUA — Foto: Getty Images

No Brasil

 

Mas se a data foi oficializada apenas em 1932 no Brasil e ganhou forte apelo comercial décadas mais tarde, Dantas conta que já havia comemorações anteriores no país.

“Segundo minhas pesquisas, havia homenagens principalmente ligadas a igrejas, em boa parte das igrejas cristãs”, diz ele.

“Em maio se comemora o mês de Maria, a mãe de Jesus, então já se faziam associações ao papel da mãe.”

Há registros de que em 12 de maio de 1918 ocorreu uma celebração dedicada ao Dia das Mães no Rio Grande do Sul, por iniciativa da Associação Cristã de Moços.

Já a Igreja Católica, no Brasil, acabou incorporando a tradição em 1947, por iniciativa do então cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, D. Jaime de Barros Câmara (1894-1971).

Segundo o professor do Mackenzie, a oficialização feita por Getúlio Vargas em 1932 atendeu a apelos da população. Era um momento de valorização da mulher como cidadã e, na ótica da época, seu papel materno precisava ser ressaltado também.

“Foi mais ou menos nesse período que as mulheres começaram a ter direito a voto”, exemplifica o professor. “Vargas queria fazer uma ação junto ao público feminino.”

Getúlio Vargas queria fazer um ‘gesto’ para as mulheres, num momento em que elas ganhavam visibilidade e adquiriam direitos civis, como direito ao voto — Foto: Getty Images

Da celebração para o cunho comercial, o salto foi natural.

“Não há grandes registros históricos sobre como isso foi se desenvolvendo, mas o que se sabe é que o comércio começou a visualizar no Dia das Mães uma grande oportunidade.”

O Dia das Mães é a segunda data mais importante do comércio brasileiro, perdendo apenas para o Natal.

“Supera o Dia dos Namorados, dos Pais e das Crianças, até pelo apelo emocional e sentimental que as mães representam”, afirma Dantas.

Mas o reinado está um pouco ameaçado nos últimos anos por uma data bem menos afetiva.

“Hoje há uma certa concorrência da ‘Black Friday’ na disputa do segundo lugar. Para alguns produtos, a ‘Black Friday’ já é mais importante”, analisa Marcel Solimeo, superintendente institucional da Associação Comercial de São Paulo.

“Mas consideramos que a ‘Black Friday’ é uma antecipação das compras de Natal, ou seja, os consumidores aproveitam as promoções de novembro para comprar os presentes de fim de ano”, complementa ele.

“Já o Dia das Mães é uma data que representa um adicional significativo no primeiro semestre, sendo sem dúvida alguma a data comercial mais importante da primeira metade do ano. Para alguns segmentos, em especial os artigos de uso pessoal, o Dia das Mães é mais importante do que a ‘Black Friday’.”

Solimeo diz que a data foi ganhando espaço no calendário comercial brasileiro “porque apoia-se muito no apelo emocional, na importância que a figura materna tem em nossa cultura”.

“Por isso acabou ganhando grande importância para o varejo. E os lojistas sempre usaram o Dia das Mães para — além de vender vestuário e artigos de uso pessoal (como perfumes, joias, maquiagem, bolsa) — comercializar eletrodomésticos”, exemplifica.

“Sempre se vendeu a ideia de que o presente para a mãe é um presente para o lar. Assim, o segmento de móveis e eletrodomésticos historicamente tem um desempenho muito bom no Dia das Mães”, analisa o superintendente.

“Hoje a narrativa é um pouco diferente, mas ainda assim as lojas continuam a usar a data para vender móveis e eletrodomésticos, até porque, se não for no Dia das Mães, só no final do ano haveria uma boa oportunidade para comercializar esses produtos de maior valor.”

Pelo mundo

 

Na antiguidade, a valorização da maternidade era concomitante ao início da primavera. Há registros de que, na Grécia Antiga a entrada da estação era festejada em honra a Reia, a mãe dos deuses.

Mas a data celebrada no Brasil e nos Estados Unidos — o segundo domingo de maio — não é unanimidade em todo o mundo contemporâneo.

Comemoram nesta data também países como África do sul, Chile, China, Dinamarca, Austrália, Itália, Japão, Cuba, Venezuela, Finlândia, Bélgica e outros. Em Portugal, por outro lado, a celebração ocorre no primeiro domingo de maio — assim como em Angola, Moçambique, Espanha, Cabo Verde, Hungria e Lituânia.

Noruegueses dedicam às mães o segundo domingo de fevereiro. Franceses e suecos, o último domingo de maio. Na Argentina e na Bielorrússia, o que vale é o terceiro domingo de outubro.

Tanto na Palestina como no Líbano, preserva-se o costume ancestral: Dia das Mães coincide com o primeiro dia da primavera.

Alguns países têm datas fixas para o Dia das Mães, independentemente do dia da semana. Na Bolívia, por exemplo, é o dia 27 de maio. Rússia, Sérvia, Montenegro, Romênia e Bulgária preferem o 8 de março.

Na Eslovênia, é dia 25 de março. Egito, Síria e alguns países árabes homenageiam as mães em 21 de março. Bélgica e Costa Rica usam o 15 de agosto, mesmo dia em que católicos celebram a Assunção de Nossa Senhora. Na antiga Iugoslávia, a comemoração era feita sempre duas semanas antes do Natal.

fonte: g1.globo.com

São Paulo – Anvisa determina recolhimento de produtos da Ypê por risco de contaminação; empresa fala em ‘decisão arbitrária’

Detergentes Ypê — Foto: Eduardo Matysiak/Ato Press/Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (7), a suspensão da fabricação, comercialização e o recolhimento de dezenas de produtos da marca Ypê.

A decisão foi tomada após uma avaliação técnica identificar risco de contaminação microbiológica em itens fabricados na unidade da Química Amparo, em Amparo (SP). A medida inclui ainda a suspensão da fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos.

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Em nota, a Ypê manifestou “indignação com a decisão”, classificou a medida como “arbitrária e desproporcional” e informou que vai recorrer.

A empresa alega ter laudos de análises independentes que comprovam que os produtos são “totalmente seguros e adequados para consumo”.

A determinação da Anvisa, publicada na Resolução 1.834/2026, ocorreu após uma inspeção na fábrica que constatou “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”.

Segundo a agência, as falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle comprometem as Boas Práticas de Fabricação e indicam a possibilidade de contaminação por microrganismos.

Orientação ao consumidor

 

A Anvisa orienta os consumidores que tenham em casa os produtos dos lotes especificados a suspenderem o uso imediatamente.

A recomendação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para obter informações sobre o procedimento de recolhimento.

A medida afeta apenas os produtos listados abaixo que pertencem a lotes cuja numeração termina com o número 1:

  • Lava Louças com Enzimas Ativas Ypê
  • Lava Louças Ypê
  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças Ypê Toque Suave
  • Lava-Louças Concentrado Ypê Green
  • Lava-Louças Ypê Clear
  • Lava-Louças Ypê Green
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Lava Roupas Líquido
  • Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
  • Lava Roupas Líquido Ypê Express
  • Lava Roupas Líquido Ypê Power Act
  • Lava Roupas Líquido Ypê Premium
  • Lava Roupas Tixan Maciez
  • Lava Roupas Tixan Primavera
  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante de Uso Geral Atol
  • Desinfetante Perfumado Atol
  • Desinfetante Pinho Ype
  • Lava Roupas Tixan Power Act

fonte: g1.globo.com

Recife – Sobe para 6 número de mortos e mais de 1.600 pessoas ficam desabrigadas em temporal

Jaqueline, Riquelmy, Maria Helena e José foram vítimas de um deslizamento de barreira em Dois Unidos, na Zona Norte do Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

As fortes chuvas que atingem o Grande Recife e a Zona da Mata desde a sexta-feira (1º) deixaram 1.605 desabrigados, de acordo com o balanço mais recente divulgado pela Defesa Civil do estado. Segundo o governo, 525 pessoas foram resgatadas em ocorrências causadas pelo temporal, que deixou moradores ilhados.

Na tarde deste sábado (2), os bombeiros informaram que retiraram o corpo de um homem de 34 anos que morreu afogado durante uma inundação em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana. Com isso, subiu para seis o número de mortos durante as chuvas. Ao todo, 29 abrigos foram ativados para ajudar as famílias que perderam suas casas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem, que não teve o nome divulgado, estava desaparecido desde a noite de sexta (1º), e foi encontrado na Rua Imaculada Conceição, local conhecido como Córrego do Azedinho, no bairro de Capibaribe.

Outras cinco pessoas morreram em deslizamentos na Região Metropolitana. Em Olinda, uma jovem de 20 anos e o filho dela, um bebê de 6 meses, morreram após serem soterrados num deslizamento de terra no bairro do Passarinho.

Em Dois Unidos, na Zona Norte do Recifeuma barreira caiu sobre a casa de uma família, matando a mãe e o filho de 6 anos. A irmã do menino, de 1 ano e 6 meses, morreu no hospital.

Além disso, o Corpo de Bombeiros informou que foi acionado para resgatar um idoso, que teria se afogado, na sexta (1º), em Beberibe, na Zona Norte da capital. A corporação disse que as equipes constataram que as fortes chuvas elevaram o nível do rio e intensificaram a correnteza, “inviabilizando buscas imediatas por risco elevado”.

Em Jaboatão dos Guararapes, também na Região Metropolitana, moradores do bairro da Muribeca ficaram ilhados por causa da chuva. Em Goiana, na Zona da Mata Norte, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes, um jogo entre o Decisão e o Treze pela 5ª rodada da Série D foi adiado. A cidade tem mais de 500 desabrigados após inundações e enxurradas.

Desalojados

 

Conforme o balanço do governo estadual, 1.094 pessoas ficaram desalojadas. Assim, 2.190 vítimas tiveram que deixar suas casas após enchentes e desmoronamentos. Para ajudar essas famílias, diversas organizações e entidades realizam campanhas de doação (confira lista com os locais e contatos mais abaixo).

🔎 Desabrigadas são as pessoas que perdem a moradia permanentemente após um desastre natural. Já os desalojados são aqueles que precisam sair de forma temporária, podendo retornar quando a situação é normalizada.

Segundo os dados da Defesa Civil, os casos foram registrados nos seguintes municípios:

  • Recife – 671 desabrigados;
  • Goiana – 510 desabrigados e 994 desalojados;
  • Olinda – 170 desabrigados;
  • Jaboatão dos Guararapes – 127 desabrigados;
  • Timbaúba – 42 desabrigados e 52 desalojados;
  • Igarassu – 27 desabrigados e 21 desalojados;
  • Paulista – 32 desabrigados e 11 desalojados;
  • Camaragibe – 5 desabrigados e 11 desalojados;
  • Limoeiro – 9 desabrigados;
  • Glória do Goitá – 12 desabrigados.

Além de Dois Unidos e Passarinho, foram registrados deslizamentos de barreiras na comunidade da Vila dos Milagres, no Ibura, na Zona Sul do Recife, e em bairros de Camaragibe, sem registro de feridos. Em Cajueiro, na Zona Norte do Recife, e Peixinhos, em Olinda, famílias ficaram ilhadas e precisaram ser resgatadas de bote pelo Corpo de Bombeiros.

Em entrevista coletiva neste sábado (2), a governadora Raquel Lyra (PSD) disse que conversou com representantes do governo federal sobre as ações de assistência à população.

“Estamos aqui com a presença da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que se colocou à disposição para que haja mais insumos para fortalecer aquilo que já vem entregando, de compras de comida e de colchão, suprimento, mas também para que nos ajudem no relatório de inventário de danos”, explicou.

A governadora informou, ainda, que tem ajudado os municípios atingidos na decretação de situação de emergência para garantir mais recursos.

“Através do decreto, validado, a gente faz um relatório de inventário de danos, que a gente coloca no Sistema Nacional de Defesa Civil, que permite a gente buscar investimentos, recursos, saber quais são nossas áreas de atuação em apoio aos municípios e buscar recursos do governo federal para nos apoiar no restabelecimento do que foi agora, infelizmente, destruído”, disse.

Feridos

Ao todo, 18 pessoas foram socorridas e levadas a hospitais durante as enchentes no Grande Recife:

  • 11 foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Descoberta, na Zona Norte da capital;
  • Cinco foram para as UPAs do Ibura, na Zona Sul da capital, e de Paulista, na Região Metropolitana;
  • Duas foram para a UPA de Olinda (uma recebeu alta e outra foi encaminhada para hospital de referência não informado).

O Hospital da Restauração informou que recebeu as cinco vítimas, sendo quatro crianças e uma idosa. Entre elas, está a menina Maria Helena Barbosa, 1 ano e 6 meses, que morreu após o deslizamento em Dois Unidos.

Já o Hospital Getúlio Vargas disse que um homem de 63 anos deu entrada no local, passou por cirurgia e se encontra estável.

Campanhas solidárias

 

Para ajudar as famílias afetadas, é possível fazer doações de colchões, cobertores, alimentos não perecíveis, agasalhos, roupas e água potável. Confira, abaixo, os pontos de entrega:

ONG Cores do Amanhã

  • Ponto de entrega: Avenida Garota de Ipanema, 03, Sancho – Recife
  • Contato: (81) 98876-3593

 

Mãos Solidárias Pernambuco

Pontos de entrega:

  • Cozinha Mãe: Armazém do Campo, Rua do Imperador, 170, Santo Antônio – Recife
  • Cozinha Vila dos Milagres: Rua Cantor Jessé, Vila dos Milagres, Ibura – Recife
  • Espaço Superação: Rua Vereador Otacílio Azevedo, 2550, Nova Descoberta – Recife
  • Cozinha Luiz Lorenzon: Avenida Poeta Vinícius de Moraes, 2, Ouro Preto – Olinda
  • Cozinha Irmã Dorothy Stang: Rua Josué Pereira de Oliveira, 192, Santa Tereza – Camaragibe
  • Cozinha Vila dos Palmares: Avenida Newton Carneiro Filho, 59, Muribeca – Jaboatão dos Guararapes

 

📞 Contato: (81) 99855-3121

Instituto Giba Sobral

Pontos de entrega:

  • Todas as igrejas e paróquias de Olinda
  • Colégio Pleno: Avenida Ministro Marcos Freire, 2855, e Avenida Dr. José Augusto Moreira, 1851, Casa Caiada – Olinda

 

📞 Informações pelo Instagram

Santuário Mãe Rainha

Pontos de entrega:

  • Paróquia São Benedito: Avenida Presidente Kennedy, 200, São Benedito – Olinda
  • Convento São Francisco: Rua de São Francisco, 280, Carmo – Olinda
  • Santuário Mãe Rainha: Rua José Dias Raposo, 914, Ouro Preto – Olinda

Das 11 vítimas atendidas na UPA de Nova Descoberta, cinco foram transferidas para o Hospital da Restauração, na área central da capital pernambucana, e uma para o Hospital Getúlio Vargas, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste. Um paciente segue internado no local, com quadro de saúde estável.

fonte: g1.globo.com

Brasília – CPMI do INSS: relator pede indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo ‘Lulinha’ e ex-ministros de Lula e Bolsonaro

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (União Brasil‑AL), começou a ler nesta sexta‑feira (27) o relatório final dos trabalhos da comissão.

O relatório propõe o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo parlamentares, ex‑ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha” (veja principais nomes abaixo).

Pessoas com pedido de indiciamento

Filho do presidente

Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) — empresário, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O relator argumenta que ele teria recebido repasses do “Careca do INSS” — apontado pela Polícia Federal como figura central no esquema de descontos indevidos — através da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

Ex‑ministros, integrantes e ex-integrantes de governos

 

  • José Carlos Oliveira, que mudou o nome para Mohamad Oliveira Andrade — ex‑ministro do Trabalho e Previdência no governo Jair Bolsonaro. O relator o classifica como facilitador e beneficiário de uma rede criminosa instalada no topo da administração previdenciária;
  • Carlos Lupi — ex‑ministro da Previdência no atual governo Lula; segundo o relatório, o indiciamento se fundamenta em um padrão de omissão deliberada, prevaricação e blindagem política de agentes instalados na cúpula do INSS;
  • José Sarney Filho (Zequinha Sarney) — ex‑deputado federal e ex‑ministro do Meio Ambiente nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, identificado como beneficiário de repasses milionários de origem investigada, vinculando seu patrimônio pessoal ao principal operador financeiro das entidades associativas fraudulentas;
  • Pedro Alves Corrêa Neto — ex‑secretário de Inovação do Ministério da Agricultura. Segundo o relatório, atuou como agente público facilitador ao patrocinar interesses das entidades investigadas, especialmente a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) e o Instituto Terra e Trabalho (ITT);
  • Vanessa Barramacher Tocantins — ex‑chefe de gabinete do Ministério da Previdência Social; segundo o relator da CPMI, atuou no núcleo político‑administrativo da organização criminosa.

Parlamentares

 

  • Euclydes Pettersen (Republicanos‑MG) — deputado federal; o relatório aponta sua posição de liderança política e condição de principal beneficiário de vantagens indevidas dentro da organização criminosa ligada à Conafer;
  • Gorete Pereira (MDB‑CE) — deputada federal, citada como procuradora estratégica, articuladora política e integrante do núcleo de comando da organização criminosa responsável por fraudes;
  • Weverton Rocha (PDT‑MA) — senador citado pelo relator da comissão com atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa.

Representantes de instituições financeiras

 

  • Daniel Vorcaro — sócio e controlador do banco Master. Segundo o relator, houve, entre outras coisas, falha dele no dever de supervisão, negligência na governança e conivência com o modus fraudulento de negócio;
  • Artur Ildefonso Brotto Azevedo — executivo do Banco C6 Consignado S.A.; citado como um dos diretores executivos responsáveis por falhas de supervisão, negligência na governança e conivência com o modelo de negócio fraudulento identificado pela CPMI;
  • Augusto Ferreira Lima — executivo do Banco Master S.A.; o relatório aponta domínio do fato e responsabilidade pela integridade operacional da instituição no contexto das fraudes apuradas;
  • Eduardo Chedid — executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A.; citado entre os gestores das instituições financeiras investigadas por atuação no ecossistema de consignados e descontos indevidos.

Dirigentes e ex‑dirigentes do INSS, da Dataprev e outros órgãos

 

  • Alan do Nascimento Santos — diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, é apontado pelo relator como parte de uma rede de proteção institucional que garantia a fluidez dos descontos indevidos operados por associações de fachada;
  • Alessandro Antônio Stefanutto — ex‑presidente do INSS nessa gestão do governo Lula, citado no relatório como peça central no núcleo de dirigentes que estruturou, viabilizou e protegeu o esquema de descontos indevidos de aposentados, utilizando-se a estrutura do INSS;
  • Leonardo Rolim — ex‑presidente do INSS na gestão de Jair Bolsonaro. Apontado pelo relator por ser responsável por decisões administrativas que fragilizaram a fiscalização e permitiram a expansão do esquema de descontos indevidos;
  • Glauco André Fonseca Wamburg — ex‑presidente do INSS no início da atual gestão Lula; segundo o relatório, teria atuado como facilitador administrativo ao flexibilizar controles e permitir a expansão do esquema;
  • André Paulo Félix Fidélis — ex‑diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão (Dirben) do INSS, apontado como um dos principais servidores públicos envolvidos no esquema criminoso, que permitiu a continuidade da fraude milionária ligada à Conafer;
  • Rogério Soares de Souza — servidor de carreira do INSS; citado como agente público facilitador no núcleo administrativo da organização criminosa;
  • Ina Maria Lima da Silva — servidora ativa do INSS e integrante do conselho fiscal da Unaspub; o relatório aponta conflito de interesses na viabilização de acordos fraudulentos;
  • Jucimar Fonseca da Silva — servidor do INSS e ex‑vereador; ocupou posições estratégicas na Diretoria de Benefícios (Dirben), como coordenador‑geral de Pagamento de Benefícios (CGPAG) e chefe da Divisão de Administração de Benefícios (DCBEN);
  • Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção — ex‑diretor‑presidente da Dataprev; o relatório aponta execução de comandos sistêmicos irregulares, falhas graves de segurança tecnológica e prestação de informações falsas que dificultaram a fiscalização do esquema de descontos indevido;
  • Sebastião Faustino de Paula — ex‑diretor de Benefícios do INSS; segundo a CPMI, teve participação direta em atos administrativos que viabilizaram a expansão e continuidade do esquema, com chancela institucional a entidades fraudulentas, em especial à Conafer.
  • Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho — ex‑procurador‑geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE‑INSS); apontado como elo estratégico entre a alta cúpula do instituto e a organização criminosa;
  • Thaísa Hoffmann Jonasson — esposa do ex‑procurador‑geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; apontada como gestora operacional e financeira do núcleo de lavagem de capitais da organização criminosa;
  • Wilson de Morais Gaby — ex‑servidor do INSS; conforme o relatório, atuou como agente facilitador e garantidor técnico da organização criminosa enquanto ocupava cargos de confiança na autarquia.
  • Heitor Souza Cunha — funcionário da Caixa Econômica Federal, apontado como peça central do núcleo administrativo da organização criminosa, com atuação na expansão das fraudes.

Operadores, familiares de operadores e dirigentes de entidades

 

  • Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” — apontado como operador do esquema de descontos indevidos;
  • Carlos Roberto Ferreira Lopes — presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer);
  • Aristides Veras dos Santos — ex‑dirigente da Contag; o relatório fundamenta o pedido de indiciamento em sua atuação à frente da entidade;
  • Marcos dos Santos Monte — apontado pela CPMI como braço tecnológico e operacional da organização criminosa, com atuação integrada ao núcleo do operador Antonio Carlos Camilo Antunes;
  • Maurício Camisotti — empresário; segundo o relatório, é sócio oculto e beneficiário das fraudes
  • Carlos Roberto Ferreira Lopes — presidente da Conafer, citado como dirigente de uma das entidades centrais no esquema investigado;
  • Nelson Wilians Fratoni Rodrigues — advogado; a CPMI aponta sua atuação como peça relevante no núcleo de lavagem de dinheiro e no suporte financeiro e jurídico à organização criminosa;
  • Philipe Roters Coutinho — ex‑agente da Polícia Federal; segundo a CPMI, atuou como suporte logístico e de segurança interna da organização criminosa, utilizando a função pública para proteger líderes do esquema, facilitar deslocamentos e integrar a estrutura financeira do grupo;
  • Rodrigo Moraes — empresário, apontado como parceiro empresarial e operador financeiro central do núcleo liderado por Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”;
  • Romeu Carvalho Antunes — filho do “Careca do INSS”; descrito como sucessor operacional e preposto do pai no esquema;
  • Tânia Carvalho dos Santos — esposa de Antonio Carlos Camilo Antunes; o relatório aponta atuação no núcleo de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial;
  • Roberta Moreira Luchsinger — segundo a CPMI, atuou de forma estratégica no núcleo político da organização criminosa liderada por Antonio Carlos Camilo Antunes, com papel relevante na ocultação de patrimônio e circulação de recursos ilícitos.

Bate-boca

 

Ao ser aberta a sessão, parlamentares fizeram sustentações orais sobre os trabalhos da CPMI. Em seguida, ao iniciar a leitura do documento, Gaspar abriu sua fala resgatando uma declaração do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, feita em debate com o ministro Gilmar Mendes.

A leitura foi interrompida por parlamentares da oposição, que fizeram questionamentos ao relator e trocaram xingamentos durante a sessão. Houve pedido para que as ofensas não constassem nas notas taquigráficas, mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rejeitou a solicitação.

Após o bate-boca, Viana também negou os pedidos da oposição para retirar da sessão o deputado Lindbergh Faria (PT-RJ), apontado pelo relator como autor das ofensas.

Segundo Alfredo Gaspar, o relatório foi concluído durante a madrugada, tem 4.400 páginas e pede o indiciamento de cerca de 220 pessoas. No início da leitura, havia 30 parlamentares presentes — 18 da base do governo e 11 da oposição.

A sessão chegou a ser suspensa por alguns minutos porque o documento oficial do relatório ainda não havia sido disponibilizado no sistema da comissão. A previsão era de uma suspensão de 15 minutos, mas os trabalhos foram retomados antes, após o texto ficar disponível on-line.

Entenda a CPMI do INSS

 

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi criada para apurar suspeitas de descontos irregulares aplicados a benefícios previdenciários, especialmente por entidades associativas, sem autorização dos aposentados e pensionistas.

O requerimento para criação da comissão foi apresentado em 2025, após investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontarem um esquema bilionário de cobranças indevidas.

A CPMI foi instalada em 20 de agosto de 2025, com a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência e do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) para a relatoria.

Os trabalhos começaram oficialmente na semana seguinte, em 26 de agosto, quando os parlamentares aprovaram o plano de trabalho e os primeiros requerimentos.

Ao longo de cerca de seis meses, a comissão ouviu servidores do INSS, representantes de entidades investigadas, aposentados atingidos pelos descontos, além de integrantes da PF, da CGU e do Ministério da Previdência.

As investigações apontaram fragilidades no sistema de autorização dos descontos e falhas de fiscalização.

Durante os trabalhos, a CPMI também aprovou quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de investigados e acumulou milhares de páginas de documentos, além de relatórios enviados por órgãos de controle.

Nas últimas semanas, os trabalhos da comissão ficaram marcados por um impasse sobre a continuidade da investigação. O prazo final da CPMI se aproximava do fim sem a conclusão do relatório, o que levou aliados do relator a defenderem uma prorrogação.

O tema chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que analisou a legalidade da prorrogação. Por maioria, a Corte derrubou a extensão do prazo, ao entender que a Constituição garante à minoria parlamentar o direito de criar CPIs, mas não trata da prorrogação, que deve seguir regras do Congresso.

Com isso, o prazo final para leitura e votação do relatório voltou a ser o sábado (28). O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou que, caso haja pedido de vista, irá convocar uma reunião de emergência neste sábado.

O que dizem os citados

 

Em nota, o senador Weverton Rocha (PDT‑MA) afirmou que não há qualquer elemento que justifique a inclusão de seu nome no relatório da CPMI.

Ele disse que a investigação apresenta fragilidades, sem provas de participação em organização criminosa ou de recebimento de valores, e criticou o uso de documentos que considera precários, como planilhas sem verificação e anotações sem identificação.

O senador também negou ter participado de reuniões ou de qualquer atuação institucional relacionada às entidades investigadas.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, informou que a recomendação de indiciamento não tem base nos autos e classificou a atuação do relator como de caráter eleitoral.

Segundo os advogados, não há relação direta ou indireta de Lulinha com os fatos investigados pela CPMI do INSS.

A defesa também afirmou que o vazamento do sigilo bancário do empresário reforça a tese de que não há elementos concretos que o liguem ao caso.

O ex‑ministro Carlos Lupi informou, por meio de sua assessoria, que só irá se manifestar após a conclusão e eventual aprovação do relatório da CPMI.

Já a defesa de Roberta Moreira Luchsinger afirmou que não existe materialidade para o indiciamento por qualquer crime.

Segundo os advogados, ela prestou serviços regulares, recebeu valores compatíveis com esses serviços e não repassou recursos a terceiros.

A defesa disse ainda que qualquer interpretação em sentido contrário seria baseada em ilações de cunho político.

Até a última atualização desta reportagem, a defesa dos demais não tinham se manifestado.

fonte: g1.globo.com

Brasília – O TSE de 2026: quem são os ministros e o que esperar da corte na eleição

foto: Arte/g1

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá novo comando a partir de junho, com mudanças na presidência e na composição da Corte responsável por conduzir as eleições de 2026.

O tribunal terá desafios como a aplicação das mudanças na Lei da Ficha Limpa e a fiscalização de conteúdos produzidos por inteligência artificial, um cenário que amplia o foco para além do combate às fake news e aos ataques às urnas, que marcaram a disputa de 2022.

O ministro Kassio Nunes Marques assumirá a presidência do TSE no lugar de Cármen Lúcia, e André Mendonça ficará com a vice-presidência. Será a primeira vez que dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) estarão ao mesmo tempo à frente da Corte. Dias Toffoli passará a integrar o tribunal na terceira vaga destinada ao Supremo.

O TSE é formado por sete ministros. Três vêm do Supremo, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois são juristas indicados pelo presidente da República. O tribunal também conta com sete ministros substitutos, que seguem o mesmo critério de origem.

Essa composição segue um sistema de rodízio. Ministros do STF e do STJ são escolhidos pelos próprios tribunais, por votação secreta, enquanto os juristas são nomeados pelo presidente a partir de listas tríplices definidas pelo Supremo. Os integrantes que vêm do STF e da classe dos juristas cumprem mandatos de dois anos, com possibilidade de renovação por mais dois anos. Já os ministros do STJ, por tradição, ficam apenas um biênio como titulares, para ampliar a rotatividade do tribunal, que tem um número maior de ministros.

fonte; g1.globo.com

Brasília – Vorcaro é transferido de helicóptero para Superintendência da PF. (Vídeo)

Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, na noite desta quinta-feira (19/3). O Metrópoles confirmou que o banqueiro embarcou em um helicóptero por volta das 18h50.

Confira o momento da chegada do helicóptero na Penitenciária Federal:

Brasília – Abono salarial PIS/Pasep 2026 começa a ser pago em fevereiro; veja regras e o calendário completo

PIS-Pasep — Foto: José Cruz/Agência Brasil

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa dia 16 de fevereiro.

O início estava previsto para o dia 15, mas a data cai em um domingo. Pelas regras do programa, o repasse deve ser feito no primeiro dia útil seguinte.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados neste ano, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos.

Nesta primeira etapa, o benefício será pago aos trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026.

Veja abaixo o calendário com todas as datas de 2026:

abono salarial é um benefício de até um salário mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que trabalharam por, no mínimo, 30 dias no ano-base (dois anos antes).

Assim como no ano passado, o calendário de pagamentos de 2026 também será unificado: todos receberão o abono de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.

Como ficam as regras em 2026?

 

A partir de 2026, o critério para definir quem terá direito ao benefício será diferente.

Até o ano passado, tinham direito ao benefício os trabalhadores que atuaram por pelo menos 30 dias no ano-base (dois anos antes) e receberam até dois salários mínimos por mês.

Agora, após a aprovação de um pacote de corte de gastos pelo governo, foi criada uma regra de transição que, na prática, deve restringir gradualmente quem tem direito ao benefício. Na prática, funciona assim:
  • A partir de 2026, o critério de renda para ter direito ao abono deixa de acompanhar o salário mínimo;
  • O limite de renda para ter acesso ao benefício passa a ser corrigido apenas pela inflação (INPC);
  • Porém, o salário mínimo continuará tendo ganho real, acima da inflação;
  • Isso significa que todo ano, o trabalhador ganha reajuste maior no salário mínimo, mas o teto para receber o PIS/Pasep vai diminuindo e não acompanha esse crescimento.
  • Ou seja: menos trabalhadores terão direito ao benefício a cada ano que passa.

Em resumo, em vez de acompanhar o aumento do salário mínimo, o novo limite de renda passará a ser ajustado anualmente pela inflação. Com isso, a tendência é que, a cada ano, menos pessoas se enquadrem nos critérios para receber o benefício.

A previsão do governo é que, até 2035, apenas os trabalhadores que ganharam, no máximo, um salário mínimo e meio por mês no ano-base terão direito ao abono.

Para ter direito ao benefício em 2026, o trabalhador deve ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.

Por que as regras mudaram?

 

nova regra de reajuste do salário mínimo leva em conta o aumento da inflação e o crescimento do PIB. Assim, o aumento do piso salarial tende a ser maior que a variação dos preços.

Se o limite do PIS/Pasep continuasse vinculado ao salário mínimo, o número de pessoas com direito ao benefício cresceria a cada reajuste, ampliando os gastos do governo.

A decisão de adotar a inflação como nova referência de corte mantém o benefício corrigido pelo custo de vida, mas evita a ampliação do número de pessoas com acesso ao pagamento.

Segundo o governo, a intenção é preservar o abono para quem realmente ganha menos, garantindo a sustentabilidade do programa no longo prazo.

Como funciona o calendário unificado?

 

A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado.

O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, que será a data-limite para o saque do abono.

Com a adoção do calendário fixo, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) deixa de precisar se reunir no fim de cada ano para aprovar o cronograma de pagamentos do ano seguinte.

O banco de recebimento, a data e os valores — inclusive de anos anteriores — estarão disponíveis para consulta a partir de 5 de fevereiro, por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no gov.br.

Quem tem direito ao abono salarial?

 

Apesar das mudanças, os requisitos para receber o abono continuam os mesmos. Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa:

  • Estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos;
  • Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base (2024);
  • Ter recebido até o limite de renda estipulado para o ano (neste caso, R$ 2.765,93);
  • E ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial.

O benefício é pago a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que cumpram essas condições.

Quem não tem direito ao abono salarial?

 

  • Empregado doméstico;
  • Trabalhadores rurais empregados por pessoa física;
  • Trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;
  • Trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica.

fonte; g1.globo.com

São Paulo – Tanzaniana e etíope são campeões da São Silvestre 2025; brasileiros terminam em terceiro

 

Muse Gizachew surpreendeu com um sprint final na reta de chegada da 100ª edição da São Silvestre, realizada na manhã desta terça-feira (31), em São Paulo. O corredor etíope ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech nos 50 metros finais de prova, e conquistou o topo do pódio. O brasileiro Fábio Jesus ficou com a terceira posição. Na prova feminina, a tanzaniana Sisilia Panga foi a campeã, enquanto Núbia Oliveira repetiu o resultado de 2024, com o terceiro lugar.

+ Conheça Núbia Oliveira, melhor brasileira na São Silvestre 2025

Prova masculina

Gizachew anotou 44min28s depois de um sprint final surpreendente, que lhe garantiu a vitória na centésima edição da São Silvestre. O etíope ultrapassou Jonathan Kipkoech, do Quênia, que finalizou em 44min32s. O brasileiro Fábio Jesus completou o pódio com o tempo de 45min06s.

O atleta baiano aproveitou o momento para falar sobre as dificuldades enfrentadas na modalidade e a falta de incentivo ao atletismo no país.

– É muito treino e muita dedicação para a gente chegar aqui. Brigar com os africanos não é fácil. A gente treina demais, se dedica demais. Que pena que o Brasil não incentiva o esporte que é o atletismo, um esporte tão importante. Eu treino na rua, porque não liberam as pistas para a gente participar – contou o brasileiro.

Top 5:

1º lugar – Muse Gizachew (Etiópia) – 44min28s
2º lugar – Jonathan Kipkoech (Quênia) – 44min32s
3º lugar – Fábio Jesus Correia (Brasil) – 45min06s
4º lugar – William Kibor (Quênia) – 45min28s
5º lugar- Reuben Poghisho (Quênia) – 45min46s

Prova Feminina

Sisilia Panga conseguiu interromper o reinado das quenianas na 100ª edição da corrida de São Silvestre, realizada na manhã desta terça-feira (31), em São Paulo. A tanzaniana superou Cynthia Chemweno (52min31s) e terminou em primeiro lugar (51min08s). A brasileira Núbia de Oliveira repetiu a classificação de 2024 com a terceira posição (52min42s).

Top 5:

1º lugar: Sisilia Ginoka Panga (Tanzânia) – 51min08s
2º lugar: Cynthia Chemweno (Quênia) – 52min31s
3º lugar: Núbia de Oliveira (Brasil) – 52min42s
4º lugar: Gladys Pucuhuaranga (Peru) – 53min50s
5º lugar: Vivian Kiplagati (Quênia) – 54min12s

fonte: ge.globo.com