Rio de Janeiro – Morre Ângela Ro Ro, ícone da MPB, aos 75 anos

Ângela Ro Ro

Angela Ro Ro morreu nesta segunda-feira (8/9), aos 75 anos, no Rio de Janeiro (RJ). A notícia foi divulgada, em primeira mão, pelo New Mag e confirmada pelo Metrópoles.

A cantora foi acometida por uma infecção e sofreu uma parada cardíaca, à qual não resistiu. Ela estava internada desde junho e chegou a passar 21 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após complicações que levaram à intubação e à realização de uma traqueostomia.

Angela chegou a apresentar dificuldades de comunicação e coordenação motora, mas retomou a fala no começo de agosto. Na mesma época, ela lançou um site para receber doações.

Além de estar com saúde fragilizada, Angela Ro Ro vivia em situação financeira delicada e, recentemente, voltou a pedir doações para custear despesas hospitalares. Ela não recebia aposentadoria e contava com cerca de R$ 800 mensais, provenientes de direitos autorais.

A carreira de Angela Ro Ro

Com mais de 20 discos lançados e quase 80 músicas registradas em sua discografia, Angela Ro Ro foi cantora, pianista e compositora.

Conhecida pela voz rouca que lhe rendeu o apelido usado como nome artístico, ela viveu uma temporada na Europa nos anos 1970, passou por Roma e depois se estabeleceu em Londres, onde chegou a trabalhar como faxineira em um hospital. Filha de pai baiano, tinha proximidade com o cineasta Glauber Rocha, que a apresentou a Caetano Veloso durante o período em que o cantor estava exilado.

Foi Caetano quem a convidou para participar do hoje cultuado álbum Transa (1972), tocando gaita na faixa Nostalgia, ao lado de Jards Macalé, Áureo Martins e Tutty Moreno. Nessa época, já compunha, mas em inglês — músicas que depois seriam traduzidas para o português.

De volta ao Brasil, começou a se apresentar em casas noturnas cariocas e despertou o interesse das gravadoras. Seu álbum de estreia trouxe o sucesso Amor, Meu Grande Amor, que a projetou como um dos grandes nomes da MPB.

Durante a década de 1980, viveu tanto o auge da carreira quanto turbulências pessoais. A imprensa frequentemente destacava seu temperamento explosivo e o envolvimento com drogas. O relacionamento conturbado com Zizi Possi, que chegou a acusá-la de agressão, também virou assunto público. Essas experiências acabaram refletindo em sua obra, como no disco Escândalo (1981).

Nos anos 1990 e 2000, Angela buscou mudanças. Declarou ter abandonado vícios como o álcool e o cigarro e passou a adotar uma rotina mais equilibrada. Também experimentou novos caminhos na carreira, como a apresentação do programa Escândalo, exibido no Canal Brasil entre 2004 e 2005. Mais tarde, em 2017, retornou com o álbum Selvagem, o primeiro de inéditas após 11 anos.

Um dos episódios mais curiosos de sua carreira envolve a canção Malandragem, composta por Cazuza especialmente para ela. Angela não se identificou com a letra e recusou a gravação. A música, no entanto, acabou se tornando um clássico nos anos 1990 na voz de Cássia Eller.

fonte: metropoles.com.br

Minas Gerais – Ônibus das bandas Djavú e Bonde do Forró pega fogo durante viagem e deixa prejuízo milionário

Ônibus das bandas Djavú e Bonde do Forró pega fogo durante viagem | Foto: Reprodução

Na tarde deste sábado (26), um dos ônibus das bandas Djavú e Bonde do Forró pegou fogo durante um deslocamento após show em Olhos-d’Água (MG). O incidente ocorreu enquanto parte das equipes viajava, mas ninguém se feriu. O prejuízo estimado é de R$ 1,5 milhão, conforme informaram os artistas pelas redes sociais.

Livramento

O vocalista Ghabriel foi um dos primeiros a se pronunciar: “A vida na estrada não é fácil. Obrigado pelo livramento, Jesus, todos bem, graças a Deus!”, escreveu. Já Nayara Yuni gravou um vídeo reforçando que o ônibus atingido foi o conhecido “roxinho” e celebrou: “Deus é maravilhoso”.

A banda havia se apresentado na noite anterior, sexta-feira (25), e seguia viagem quando ocorreu o incêndio. Os detalhes foram compartilhados em tempo real nos stories do Instagram dos artistas.

DJ Maluco, empresário responsável pela logística, afirmou que o incêndio causou perdas significativas. Segundo ele, o prejuízo pode chegar a R$ 1,5 milhão, incluindo equipamentos e estrutura.

Ainda não se sabe o que causou o incêndio. As equipes informaram que a situação será investigada e prometeram atualizações assim que houver novas informações.

fonte: meionews.com

Brasil – Jumento brasileiro pode entrar em extinção até 2030 com abate para exportação para China, alerta pesquisador

A demanda chinesa pelo colágeno encontrado logo abaixo da pele dos jumentos tem provocado uma redução drástica da população desses animais em diversos países nas últimas duas décadas, inclusive no Brasil.

Aqui, mais de um milhão de animais foram abatidos entre 1996 e 2025, diminuindo o número de jumentos brasileiros de 1,37 milhão para pouco mais de 78 mil, uma redução de 94%, conforme as estimativas de entidades como a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos.

População de animais encolheu em diversos países — Foto: GettyImages/BBC

Mantido o ritmo atual de abates, a espécie “não chegaria a 2030” no Brasil, diz Pierre Barnabé Escodro, professor de Medicina Veterinária, Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Ele faz parte da rede de pesquisadores que têm alertado sobre o risco de extinção desses animais no país e que defendem a aprovação de um projeto lei de 2022 que proíbe o abate, atualmente parado no Congresso.

O grupo se reúne em Maceió (AL) a partir desta quinta (26/6) no evento Jumentos do Brasil, que está na terceira edição e deve reunir cerca de 150 pessoas, incluindo cientistas de outros países.

“O jumento está em risco de extinção em vários países. No Egito ele praticamente não existe mais, em várias outras partes da África. Por isso o movimento pela conservação hoje é global”, afirma Escodro.

Ele faz parte da rede de pesquisadores que têm alertado sobre o risco de extinção desses animais no país e que defendem a aprovação de um projeto lei de 2022 que proíbe o abate, atualmente parado no Congresso.

O grupo se reúne em Maceió (AL) a partir desta quinta (26/6) no evento Jumentos do Brasil, que está na terceira edição e deve reunir cerca de 150 pessoas, incluindo cientistas de outros países.

“O jumento está em risco de extinção em vários países. No Egito ele praticamente não existe mais, em várias outras partes da África. Por isso o movimento pela conservação hoje é global”, afirma Escodro.

O abate de jumentos no Brasil

 

Três frigoríficos hoje têm licença do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para abater jumentos (ou jegues, como também são chamados), todos na Bahia.

Apesar da permissão, pesquisadores e grupos ligados às iniciativas de conservação argumentam que o processo não tem rastreabilidade, o que significa que não há controle adequado de doenças ou garantia de que os jumentos não são submetidos a maus-tratos.

Também afirmam que a atividade não tem uma cadeia de produção propriamente dita, sendo puramente extrativista e, por isso, “insustentável”.

“Produzir jumento para abate não é rentável, é extrativismo mesmo”, acrescenta o professor Escodro.

Como o ritmo de abate tem sido maior do que a velocidade com que os animais conseguem se reproduzir, eles acabaram entrando em ameaça de extinção.

Desde 2019, a Justiça chegou a suspender algumas vezes a permissão para a atividade, após ser acionada por movimentos de defesa dos direitos dos animais que alegavam que a prática envolvia maus-tratos e poderia levar ao desaparecimento da espécie.

Em um artigo publicado no último mês de maio na revista científica Animals, Pierre e outros cinco pesquisadores apontam que a análise de 104 animais abandonados destinados ao abate revelaram sinais de inflamação sistêmica, sinalizando a existência de falhas graves no cuidado com os animais.

Em 2022, um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa na Bahia buscava proibir o abate no Estado.

No último mês de abril, o relator do PL, deputado Paulo Câmara (PSDB), emitiu parecer contrário à proposta argumentando que a atividade é regulamentada, que tem importância econômica para o Estado e que não haveria “necessidade de proibir essa prática, mas sim fortalecer a fiscalização e o cumprimento das normas existentes”.

O parlamentar também afirmou que a população de jumentos no país estaria “estável e equilibrada” e que os animais não estariam em risco de extinção, o que motivou a publicação de uma nota de repúdio por parte de grupos de conservação.

No último mês de abril, o relator do PL, deputado Paulo Câmara (PSDB), emitiu parecer contrário à proposta argumentando que a atividade é regulamentada, que tem importância econômica para o Estado e que não haveria “necessidade de proibir essa prática, mas sim fortalecer a fiscalização e o cumprimento das normas existentes”.

O parlamentar também afirmou que a população de jumentos no país estaria “estável e equilibrada” e que os animais não estariam em risco de extinção, o que motivou a publicação de uma nota de repúdio por parte de grupos de conservação.

Pierre Escodro diz que no interior de Alagoas, Estado onde vive, jumentos que antes eram comercializados por valores entre R$ 100 e R$ 150 hoje, diante da escassez, são negociados por R$ 400 e R$ 500.

“E a pele continua custando US$ 3 mil, US$ 4 mil”, ele completa, referindo-se à parte visada para produção de ejiao, um produto popular na medicina chinesa, sem eficácia comprovada e que promete tratar um leque amplo de problemas de saúde, de anemia a impotência sexual.

Segundo a organização The Donkey Sanctuary, cerca de 5,9 milhões de jumentos são abatidos anualmente para abastecer o mercado de ejiao, que movimenta cerca de US$ 6,38 bilhões.

fonte: g1.globo.com

Brasília – Juscelino Filho solicita abertura de comportas da barragem do Rio Flores

Waldez Góes e Juscelino Filho – Foto/Divulgação
Em reunião com o ministro Waldez Góes, o deputado solicitou ações urgentes para evitar alagamentos e enchentes em cidades maranhenses. Ele também parabenizou o governo pela expansão do Defesa Civil Alerta para o Nordeste

O deputado federal Juscelino Filho (União Brasil/MA), em reunião com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, nesta segunda-feira (23), alinhou a adoção de ações emergenciais para prevenir enchentes nas cidades que integram a barragem do Rio Flores, especialmente na região do Médio Mearim. Na oportunidade, o parlamentar falou também da importância da chegada do Defesa Civil Alerta ao Nordeste, serviço lançado no ano passado, quando esteve à frente do Ministério das Comunicações.

Vim tratar com o ministro Waldez sobre a situação da barragem do Rio Flores. Tenho sido procurado por gestores, vereadores e moradores das cidades do Médio Mearim, como Pedreiras e Trizidela do Vale, solicitando que o DNOCS faça a abertura das comportas o mais breve possível, para que possamos evitar que famílias percam as suas casas e que haja prejuízos nessas cidades, com o transbordamento dos rios como Mearim e de seus afluentes”, disse Juscelino Filho.

As comportas da barragem foram fechadas por conta das chuvas, em fevereiro, pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), órgão vinculado ao MIDR, o que preocupa Juscelino e lideranças locais, já que o reservatório corre o risco de transbordar, obrigando a abertura repentina das comportas, o que levará à cheia da bacia do Mearim e atingirá famílias ribeirinhas inteiras de vários municípios. Além disso, já está prejudicando o abastecimento de água, atividades econômicas, como a agropecuária, e o comércio local.

O ministro Waldez falou do compromisso de Juscelino Filho com a população dessas cidades e garantiu ao parlamentar que todas as medidas estão sendo adotadas pelo governo federal. “Reconheço todo o empenho e cuidado do deputado Juscelino Filho, que quando era ministro já vinha tratando sobre essa situação da barragem do Rio Flores. Já estamos providenciando uma solução paliativa junto ao DNOCS, até semana que vem. E já temos a licitação em andamento para que possamos fazer a gestão, manutenção e governança adequados do equipamento e da água, além de fazer a reestruturação geral da barragem”, garantiu.

Defesa Civil Alerta – Ainda no encontro, o deputado Juscelino parabenizou o ministro Waldez e o governo do presidente Lula pela expansão do Defesa Civil Alerta para o Nordeste e todo o país. “Me sinto orgulhoso em ter participado da construção e do lançamento junto com a Anatel, Casa Civil, Secom, Defesa Civil Nacional e outros órgãos, desse sistema tão importante que está salvando vidas, comunicando famílias que vivem em situações de risco em várias regiões, que já chegou ao Nordeste e que vai se expandir em breve por todo o Brasil”, destacou.

Waldez Góes enalteceu a visão de líder e o trabalho de Juscelino à frente do MCom para a concepção do programa para o Brasil. “Juscelino, hoje deputado pelo Maranhão, tem mérito pessoal e institucional nesse projeto. Seu trabalho à frente de uma equipe juntamente com outros órgãos e colaboradores do governo federal foram decisivos para que esse serviço chegasse a todos os brasileiros”, finalizou o ministro, convidando o parlamentar para a nova etapa de entrega da ferramenta, agora para o Centro Oeste e o Norte, no segundo semestre.

Brasil – WhatsApp terá anúncios e canais com conteúdo pago; veja como vai funcionar

WhatsApp vai exibir anúncios no Status, área parecida com o Stories do Instagram. Além disso, canais poderão cobrar usuários por acesso a conteúdo exclusivo e pagar para terem mais destaque nas sugestões do aplicativo.

As mudanças se concentram na aba “Atualizações” e começam a ser liberadas nesta segunda-feira (16). Não haverá anúncios na aba “Conversas” e, segundo o WhatsApp, suas mensagens não serão usadas para direcionar propaganda.

O chefe global do WhatsApp, Will Cathcart, afirmou em entrevista exclusiva ao g1 que a plataforma quer garantir a todos que nada mudará em relação à privacidade e que o conteúdo compartilhado por usuários continuará sendo protegido por criptografia.

Ainda de acordo com o WhatsApp, seu número de telefone nunca será vendido ou compartilhado com anunciantes.

“Não podemos segmentar anúncios com base no que você diz ou em quais amigos você envia mensagens. Os anúncios serão baseados em como você usa a aba ‘Atualizações'”, afirmou.

Como serão os anúncios no WhatsApp

 

A propaganda no WhatsApp vai aparecer para quem acessa o que contatos postam no Status, que fica na aba “Atualizações”. O aplicativo mostrará conteúdo de empresas entre essas publicações.

Apesar de não saber o que você fala no aplicativo, o WhatsApp pode identificar quais são seus interesses a partir dos canais que você segue e em como você vai interagir com anúncios.

A propaganda também poderá considerar informações técnicas, como o modelo do seu celular, o tipo da sua conexão à internet e a sua localização geral (por exemplo, cidade e país, e não o endereço exato).

Outra fonte de informações sobre usuários é a Central de Contas, usada para integrar perfis de plataformas da Meta (Instagram, Facebook e WhatsApp). Se você tem essa opção ativada, o aplicativo usará dados das suas outras contas para direcionar anúncios.

Conteúdo pago em canais

 

O recurso de conteúdo pago em canais será liberado para um grupo selecionado antes de ficar disponível para todos.

Os administradores poderão definir os preços das assinaturas por conteúdo exclusivo nos canais. O pagamento será feito nas lojas de aplicativos do Google e da Apple, que cobram comissão por transações.

“Administradores estão expandindo seus canais e pensam neles como um negócio”, disse Cathcart. “Queremos oferecer mais ferramentas e, para alguns criadores de canais, a assinatura paga fará sentido”.

O WhatsApp tem regras contra conteúdo ilegal em canais. Com as assinaturas pagas, o aplicativo precisará evitar se tornar uma fonte de renda para quem compartilha esse tipo de material.

Segundo o chefe global do WhatsApp, a plataforma terá processos para garantir que administradores estejam de acordo com suas políticas. “Trabalharemos arduamente para tentar impedir que alguém faça uso indevido do sistema”, afirmou.

fonte: g1.globo.com

Brasil – PIX Automático: entenda a nova modalidade de pagamentos que começa dia 16 de junho

O Banco Central anunciou oficialmente o lançamento do PIX Automático, nova funcionalidade do sistema de pagamentos instantâneos, que entrará em vigor em 16 de junho. A apresentação ocorrerá em um evento no dia 4, em São Paulo, com a presença do presidente da instituição, Gabriel Galípolo.

A funcionalidade foi criada para facilitar o pagamento de despesas recorrentes, como mensalidades escolares, taxas de condomínio, assinaturas, planos de saúde e contas de serviços essenciais.

A iniciativa busca ampliar o uso do PIX, oferecendo uma alternativa ao débito automático tradicional, com mais alcance e menos burocracia.

Pix automático começa a vale a partir de 16 de junho — Foto: Patrício Reis/g1 Tocantins

Diferença do PIX Automático para o PIX Recorrente

Embora ambos permitam pagamentos programados, o PIX Automático é diferente do PIX Recorrente.

  • ▶️ O PIX Automático permite que uma empresa envie uma solicitação de autorização ao cliente, que aceita o débito automático para pagamentos variáveis ou com frequência flexível. Ele dispensa a necessidade de convênios específicos entre empresas e bancos, o que deve facilitar a adesão de negócios menores.
  • ▶️ O PIX Agendado Recorrente já é oferecido por algumas instituições, permitindo que o próprio usuário agende transferências com valores fixos e datas definidas, autorizando cada operação com antecedência.
  • ▶️ O PIX Agendado permite que seja programado, uma única vez, um pagamento para uma data futura.

Como vai funcionar o PIX Automático

 Para os pagadores: o usuário receberá uma solicitação de autorização para pagamentos recorrentes enviada pela empresa contratada. Caso aceite, a autorização será feita diretamente no aplicativo da instituição financeira onde possui conta.

A partir desse momento, os débitos ocorrerão automaticamente nas datas acordadas, sem necessidade de confirmação para cada transação. O usuário poderá cancelar ou modificar a autorização a qualquer momento.

▶️ Para as empresas: empresas de todos os tamanhos poderão utilizar o PIX Automático para receber pagamentos periódicos. Para isso, deverão enviar propostas de adesão aos seus clientes. Dessa forma, o recebimento dos valores será feito automaticamente.

A expectativa do Banco Central é que a nova funcionalidade contribua para a redução da inadimplência e melhore a previsibilidade do fluxo de caixa das empresas.

Para instituições financeiras: bancos e instituições de pagamento deverão disponibilizar o PIX Automático em suas plataformas.

O BC promoveu uma fase de testes de fevereiro a junho. O objetivo é assegurar que os diferentes sistemas operem de forma integrada, com troca de informações eficiente e segura, antes do lançamento oficial ao público.

Veja perguntas e respostas sobre o PIX Automático

 

O PIX Automático será seguro?

O PIX Automático segue os mesmos padrões de segurança do sistema tradicional, incluindo criptografia, autenticação e rastreabilidade das transações. Além disso, os débitos só serão realizados após autorização expressa do pagador, que poderá cancelar essa autorização a qualquer momento.

Há cobrança de taxas para utilizar o PIX Automático?

Para pessoas físicas, o uso do PIX Automático será gratuito. Já para empresas que receberem pagamentos por meio da funcionalidade, poderá haver cobrança de tarifas, conforme a política da instituição financeira responsável pelo recebimento.

Quem pode utilizar o PIX Automático?

A modalidade está disponível para pessoas físicas como pagadoras e para pessoas jurídicas como recebedoras. Empresas que realizam cobranças periódicas, como escolas, academias, prestadoras de serviços e plataformas de assinatura, podem se beneficiar do PIX Automático.

Como configurar o PIX Automático?

O processo de configuração envolve os seguintes passos:

  • A empresa envia uma solicitação de autorização ao cliente;
  • O cliente recebe a solicitação em seu aplicativo bancário e autoriza o PIX Automático.
  • Após a autorização, os pagamentos serão realizados automaticamente nas datas programadas.

 

É possível cancelar o PIX Automático?

Sim. O pagador pode cancelar a autorização a qualquer momento pelo aplicativo da sua instituição financeira. Após o cancelamento, o funcionamento do PIX Automático será interrompido.

O PIX Automático utiliza chaves PIX?

O PIX Automático não depende do uso de chaves PIX. As transações podem ser realizadas com os dados bancários tradicionais do recebedor, como número da conta e agência.

Brasília – CCJ do Senado aprova fim da reeleição para presidente, prefeitos e governadores

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (21) o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República.

Aprovado de forma simbólica, o texto propõe aumentar o tempo de mandato para todos os cargos eletivos (5 anos; entenda mais aqui). Durante as discussões, o colegiado optou por reduzir os mandatos de senadores a partir de 2030, para 5 anos.

Urna eletrônica — Foto: Giuliano Gomes/PR Press

Além disso, a PEC também unifica a data das eleições municipais e gerais a partir de 2034 (confira os detalhes aqui).

A proposta será, agora, enviada para votação no plenário principal do Senado, onde terá de reunir ao menos 49 votos favoráveis, em dois turnos, para ser aprovada. Depois disso, para começar a valer, ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

A discussão sobre o fim da reeleição ganhou corpo nos corredores do Senado ao longo da gestão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à frente da Casa.

Ao longo dos últimos meses, líderes partidários de diferentes espectros passaram a defender a análise de uma proposta para pôr fim ao instrumento. Da direita à esquerda, senadores têm afirmado que consideram a reeleição um “equívoco”.

PEC aprovada pela CCJ estabelece marcos diferentes para enterrar a recondução no Executivo:

➡️ Prefeitos: poderão se candidatar à recondução pela última vez em 2028, desde que tenham sido eleitos para um primeiro mandato em 2024. De 2028 para frente, novos eleitos para prefeituras não poderão mais se candidatar à reeleição.

➡️ Governadores: poderão se candidatar à reeleição pela última vez em 2030, desde que sejam eleitos para um primeiro mandato em 2026. De 2030 para frente, novos eleitos não poderão mais ser reconduzidos.

➡️ Presidente da República: também poderá se candidatar à reeleição pela última vez em 2030, desde que seja eleito para um primeiro mandato em 2026. De 2030 para frente, novos eleitos não poderão mais ser reconduzidos.

➡️ Vereadores, deputados e senadores seguirão sem impedimentos para se candidatar à recondução.

A possibilidade de um chefe do Executivo se reeleger foi introduzida por uma emenda constitucional de 1997. À época, a mudança possibilitou que o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pudesse se candidatar a um segundo mandato e ser reeleito no ano seguinte.

  • Vinte e três anos depois, o próprio FHC classificou a mudança como um “erro” e passou a defender publicamente que “acabar com o instituto da reeleição” era uma mudança a “ser feita”.

As reconduções registraram recordes nos últimos anos. As eleições de 2024 registraram o maior número de prefeitos reeleitos: 2.461. Dois anos antes, houve recorde também no total de governadores reeleitos: 18.

Entre os presidentes da República, desde 1998, todos os presidentes em primeiro mandato conseguiram se reeleger nas eleições seguintes. A única exceção foi Jair Bolsonaro (PL), derrotado em 2022.

O relator da proposta, senador Marcelo Castro (MDB-PI), avalia que o fim da reeleição pode impulsionar uma renovação política e abrir caminho para que governantes discutam “projetos estruturantes”.

“A experiência acumulada em quase trinta anos de vigência da regra da reeleição não correspondeu às expectativas. O saldo da experiência pode, a nosso ver, ser assim resumido: ao prejuízo, previsível, do retardo no processo de renovação dos quadros políticos, deve-se somar o prejuízo, inesperado, decorrente do viés eleitoreiro que a perspectiva da reeleição induziu no desempenho dos mandatários”, diz Castro.

A proposta amplia a duração dos mandatos de todos os cargos políticos disputados no país. Regras de transição diferentes serão aplicadas para efetivar, ao longo dos próximos anos, as mudanças.

Segundo o texto, saltarão de 4 para 5 anos de mandato:

  • vereadores;
  • deputados estaduais;
  • deputados federais;
  • prefeitos;
  • governadores;
  • e presidente da República.

No caso dos governadores e presidente, a mudança somente ocorrerá em 2034. Antes disso, os eleitos em 2026 e 2030 continuarão a exercer os cargos por 4 anos.

Para prefeitos e vereadores, a PEC estabelece uma regra de transição diferente. Em 2028, os que forem eleitos para esses cargos terão um mandato de 6 anos. A partir das eleições de 2034, prefeitos e vereadores passarão a ter mandatos de 5 anos.

Deputados federais e estaduais também passarão a ter 5 anos em 2034. Nas eleições de 2026 e 2030, os candidatos seguirão disputando mandatos de 4 anos.

Os mandatos de senadores também terão a duração ampliada. De acordo com a PEC, os senadores vão ganhar mais dois anos, saindo de 8 para 10 anos de mandato.

Pela proposta, os primeiros senadores beneficiados com a ampliação serão os eleitos em 2034. Antes disso, haverá uma espécie de transição: os eleitos em 2026 terão 8 anos de mandato; e os eleitos em 2030, 9 anos.

Outra mudança prevista na PEC é a ampliação dos mandatos de presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

Ao longo de cinco anos de trabalho, deputados e senadores vão eleger dois presidentes. O primeiro será presidente por 3 anos. Já o segundo, por dois anos.

Assim como a regra atual, o presidente da Câmara ou do Senado em exercício não poderá disputar reeleição dentro de uma mesma legislatura, o equivalente ao tempo de mandato de um deputado (no caso da PEC, cinco anos).

Eleição unificada

 

🔎O texto da PEC cria uma eleição nacional unificada a partir de 2034.

A proposta prevê que, em uma única data, serão realizadas eleições para prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores e presidente da República.

Também estabelece um intervalo único entre pleitos, que passará a ser de cinco anos e será contado simultaneamente para todos os cargos.

Atualmente, as eleições municipais ocorrem em anos diferentes das eleições gerais. Há um intervalo de dois anos entre os pleitos.

Para o relator, a mudança reduzirá gastos da Justiça Eleitoral com pleitos.

“A mobilização do aparato necessário à organização de cada eleição é uma operação dispendiosa, que consome recursos públicos escassos, num país em que necessidades prementes da população não foram ainda devidamente equacionadas. A unificação também propiciará uma redução dos recursos públicos empregados no financiamento de campanhas”, afirma Marcelo Castro.

O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), defende que a unificação dos pleitos também ajudará a acabar com um clima constante de eleição.

“Eleição de dois em dois anos não dá descanso nem ao eleitor, muito menos àquele que é candidato, do vereador ao presidente da República. Nós tivemos eleição no ano passado. No meu estado, não se fala em outra coisa a não ser a sucessão do governador, que quer governar, mas a pressão política é tão grande, que atrapalha às vezes a governar. O presidente da República, o presidente Lula, neste ano, só se fala na sucessão”, diz.

fonte: g1.globo.com

Bahia – Onze pessoas morrem após batida entre van e carreta

Onze pessoas morrem após batida entre van e carreta na Bahia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Onze pessoas morreram após uma batida entre uma van e uma carreta na noite de domingo (30), na BR-242, em trecho da cidade de Ruy Barbosa, na Chapada Diamantina. Segundo a prefeitura do município, nove das vítimas eram da mesma família, entre elas três crianças.

De acordo com informações do secretário de Administração de Ruy Barbosa, Renan Freitas, o acidente aconteceu por volta das 18h, próximo do distrito do Zuca.

Dez pessoas morreram no local do acidente. Uma adolescente de 16 anos foi socorrida em estado grave e levada para um hospital da região, onde não resistiu aos ferimentos.

Os motoristas da carreta e da van tiveram ferimentos leves, receberam atendimentos médicos e foram liberados. Dois passageiros seguem internados em unidades de saúde de Itaberaba e Ruy Barbosa. Não há detalhes sobre os estados de saúde deles.

Veja abaixo os nomes das vítimas:

  • Flávio Silva Boaventura, de 45 anos;
  • Franciele Boaventura, de 28 anos;
  • Enoy Silva Boaventura, de 32 anos;
  • Ana Lúcia Rocha de Oliveira, de 44 anos;
  • Samuel Oliveira Dias, de 10 anos;
  • Israel Oliveira Dias, de 8 anos;
  • Heloisa Boaventura Dias, de 3 anos;
  • Luciene Boaventura de Oliveira; de 43 anos;
  • Sophia Boaventura Dias, de 10 anos;
  • Romário de Jesus Mateus, de 31 anos;
  • Vitor Nunes Alcântara, de 18 anos.

Ainda não há informações sobre o que causou o acidente. As vítimas passaram o fim de semana em um sítio, na cidade de Boa Vista do Tupim, também na Chapada Diamantina, e retornavam para Ruy Barbosa, onde moravam.

Por causa do acidente, a Prefeitura de Ruy Barbosa decretou três dias de luto. Na manhã desta segunda-feira (31), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), lamentou o acidente nas redes sociais.

“Recebi com profunda tristeza a notícia do trágico acidente na BR-242, na Chapada Diamantina. Moradores de Ruy Barbosa perderam suas vidas de forma abrupta, deixando um rastro de dor que atinge toda a cidade”, disse o governador.

“Estou em oração pelas famílias e amigos das vítimas. Determinei que o Governo do Estado preste todo o apoio necessário neste momento tão difícil. Que a solidariedade e o cuidado sigam guiando nossos passos”, completou.

fonte: g1.globo.com

Piauí – Menina de 4 anos é a 5ª vítima de envenenamento no Piauí; padrasto da mãe está preso suspeito do crime

Da esq. para a dir.: Francisca Maria (mãe), Maria Lauane (filha), Igno Davi (filho), Manoel Leandro (irmão) e Maria Gabriela (filha) — Foto: Arquivo pessoal/Montagem

A menina Maria Gabriela da Silva, de 4 anos, morreu na noite de terça-feira (21) depois de passar mais de 20 dias internada após comer arroz envenenado com uma substância tóxica semelhante ao chumbinho em Parnaíba, no litoral do Piauí.

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) confirmou a morte na manhã desta quarta-feira (22).

A garota deu entrada no hospital em 3 de janeiro deste ano e estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do HUT. Ela apresentou uma piora no estado de saúde ainda na terça. Além dela, a mãe, dois irmãos e um tio da menina faleceram. Outros dois irmãos de Maria Gabriela também morreram envenenados no ano passado.

Ao todo, nove pessoas da mesma família comeram arroz envenenado no dia 1º de janeiro deste ano. Destas, oito foram hospitalizadas e uma morreu ainda na ambulância. O alimento havia sido preparado no dia anterior e também foi consumido na ceia de réveillon, como parte de um baião de dois, mas na ocasião, ninguém passou mal (saiba mais abaixo).

O principal suspeito do crime é Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos, padrasto de uma das vítimas. Ele foi internado junto com os outros familiares, com supostos sintomas de envenenamento, mas teve alta do hospital no mesmo dia e está preso temporariamente desde 8 de janeiro.

Francisco nega que tenha envenenado a família, mas admitiu ter “nojo e raiva” da enteada e não gostar dos filhos dela. A Polícia acredita que ele fingiu passar mal e, na verdade, comeu uma porção de arroz sem o veneno.

Veja, abaixo, quem são os membros da família:

  • Francisca Maria da Silva, de 32 anos (mãe de Maria Gabriela) – morta;
  • Manoel Leandro da Silva, de 18 anos (tio de Maria Gabriela) – morto;
  • Maria Gabriela da Silva, de 4 anos – morta;
  • Maria Lauane da Silva, de 3 anos (irmã de Maria Gabriela) – morta;
  • Igno Davi da Silva, de 1 ano e 8 meses (irmão de Maria Gabriela) – morto;
  • Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos (padrasto de Francisca Maria) – recebeu alta e está preso suspeito do crime;
  • Uma adolescente de 17 anos (tia de Maria Gabriela) – recebeu alta;
  • Maria Jocilene da Silva, de 32 anos (vizinha da família) – recebeu alta;
  • Um menino de 11 anos (filho de Maria Jocilene) – recebeu alta.
Padrasto de mulher morta por envenenamento no PI é preso suspeito do crime; outros 4 morreram — Foto: Montagem

O arroz foi envenenado com terbufós, segundo laudo pericial do Instituto de Medicina Legal (IML). Trata-se de produto químico altamente tóxico, usado em pesticidas e na composição do chumbinho. A venda dele é proibida no Brasil.

Ao ser consumido por humanos, o terbufós ataca o sistema nervoso central e a comunicação entre músculos. Assim, causa tremores, crises convulsivas, falta de ar e cólicas. Os efeitos, que aparecem pouco tempo depois da exposição à substância, podem deixar sequelas neurológicas e causar a morte.

Como foi a refeição em família

 

No dia 31 de dezembro de 2024, noite de Réveillon, a família preparou uma ceia para comemorar a virada: carne, feijão tropeiro e baião de dois. Todos comeram, se divertiram e, de madrugada, alguns foram dormir e outros voltaram para suas casas, de acordo com a polícia.

No dia seguinte, 1º de janeiro, eles retornaram à casa, e havia sobrado parte do baião de dois.

Pela manhã, um casal que realiza um trabalho social de doação de alimentos passou pela casa e doou para a família parte dos peixes que haviam doado também para outras casas da região.

A família então fritou os peixes e serviu no almoço do dia 1º, junto com o baião de dois. Segundo os depoimentos colhidos na investigação, o baião foi requentado por ordem de Francisco. Depois desse almoço, as vítimas começaram a sentir os efeitos do veneno.

Segundo o delegado, o veneno foi colocado no arroz no dia 1° de janeiro, porque a família comeu o mesmo prato, da mesma panela, na noite de Réveillon.

“No dia 31, a família fez o baião de dois e consumiu, mas ninguém passou mal. Só depois do meio dia do dia 1º começaram a sentir os efeitos”, comentou o delegado.

fonte: g1.globo.com

Brasília – PL da regulação das redes: oposição se divide entre abandonar proposta ou votar texto e tirar protagonismo do STF

Câmara dos Deputados – Luís Macedo

A oposição na Câmara dos Deputados tem se dividido a respeito de qual estratégia tomar projeto de regulação das redes, parado há quase dois anos. Por um lado, há quem defenda o avanço da proposta para evitar que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome a frente e endureça as regras antes da análise do Legislativo; por outro, parlamentares preferem enterrar de vez a matéria.

Nesta semana, a Meta, dona do Instagram e do Facebook, anunciou o fim do sistema de checagem de fatos nos EUA. A decisão reacendeu a discussão sobre a regulação das redes no Brasil.

Um grupo de trabalho chegou a ser criado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para discutir a proposta, mas foi extinto sem se reunir uma única vez.

Em resumo, o texto estabelece punições para a divulgação de conteúdos falsos por meio de contas automatizadas e prevê a responsabilização das plataformas digitais por negligência no combate à desinformação.

Deputados da oposição, contrários à regulação das redes, apresentaram visões diferentes sobre qual estratégia adotar. Um dos caminhos seria enterrar o projeto de vez, sem pautá-lo para votação no plenário.

“Eu acredito que não discutir sobre algo também é legislar. O parlamento entende que o que está aí é suficiente. Não precisamos nos curvar à vontade de alguns juízes que acham que tem o poder de dizer o que temos e o que não temos que discutir”, afirmou o deputado Maurício Marcon (PODE-RS), que integrou o grupo de trabalho criado por Lira.

Vice-presidente da Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que votar o projeto é uma forma de apoiar a “censura” e que o STF deve arcar com ônus da decisão.

“Nunca vamos apoiar a censura! Se o STF acha que eles são legisladores e querem usar dessa competência na nossa “democracia relativa” eles que o façam”.

Já o deputado Rodrigo Valadares (União-SE), que também integrou o colegiado, defendeu que o grupo inicie seus trabalhos para elaborar uma proposta e, dessa forma, evitar que o STF dê uma definição própria para o tema, já que há um julgamento em curso na Corte sobre esse assunto.

Na visão do parlamentar, é melhor a Câmara produzir sua própria regulação do que esperar uma do STF, com a qual os deputados provavelmente discordarão, das as divergências que têm com a Corte.

“Eu não diria que a decisão da Meta enterra a regulação das redes sociais no Brasil, mas caso tenha que acontecer deverá ser feita pela Câmara dos Deputados, pelo Congresso Nacional, e não pelo Judiciário”, afirma.

Apoio do governo

 

Depois da decisão da Meta, o presidente Lula criticou as medidas e afirmou que os países devem ter suas soberanias “resguardadas”.

Nesta sexta (10), o presidente reuniu ministros no Planalto para discutir a questão. Após o encontro, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que o governo vai dialogar com o Congresso Nacional.

“Quem cabe votar e tramitar arcabouço legal é o Legislativo. Se o Legislativo entender que é melhor, mais rápido, nós enviaremos um projeto [de autoria do Executivo]”, disse o ministro a jornalistas. “Nós vamos procurar os líderes e os presidentes das duas Casas para dialogar sobre qual é o melhor formato, qual é a melhor forma de fazer com que esse debate avance.”

Mas governistas que defendem a medida no Congresso dizem que, até então, não houve engajamento do governo na aprovação da proposta.

“Essa agenda só evolui se houver interesse e mobilização do comando da Câmara e esforço decidido do governo. Juntos”, disse Orlando Silva (PCdoB-SP), antigo relator da proposta.

Já o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), que também integra o grupo de trabalho sobre o projeto, negou que o tema tenha que ser bandeira do governo e disse que “é pauta do Congresso”.

O parlamentar afirma que procurou “informalmente” o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que deve se tornar o próximo presidente da Câmara, para tratar da proposta.

Histórico

 

O PL da regulação das redes foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania) e aprovado no Senado em junho de 2020. Em julho do mesmo ano chegou à Câmara. Na Casa, o texto foi discutido em um grupo de trabalho finalizado em dezembro de 2021.

O relator, deputado Orlando Silva (PCDoB), apresentou seu último parecer em abril de 2023, mesmo mês em que o plenário aprovou a urgência para o projeto, no dia 23.

Em 2 de maio de 2023, quando a proposta seria votada no plenário, Silva pediu a retirada de pauta do projeto, porque não havia segurança de que a matéria seria aprovada. O projeto não voltou mais à pauta.

Responsabilidade das redes

 

O STF também analisa a responsabilidade das redes sociais pelos conteúdos publicados pelos usuários.

Na prática, a Corte vai definir em que circunstâncias as big techs podem responder por danos de postagens dos cadastrados em suas plataformas.

A discussão envolve um ponto do Marco Civil da Internet — a lei de 2014 que funciona como uma espécie de Constituição para o uso da rede no Brasil, ao estabelecer princípios, garantias, direitos e deveres para usuários e empresas.

fonte: g1.globo.com