Brasília: TCU aprova privatização da Eletrobras

Fachada de um prédio da Eletrobras./© Reuters/Pilar Olivares/Direitos Reservados

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (18), por 7 votos a 1, o modelo de privatização da Eletrobras, estatal considerada a maior empresa energética da América Latina. Esta era a última etapa pendente para que o governo pudesse executar o processo de desestatização da companhia, o que pode ocorrer ainda em 2022.

Votaram a favor os ministros Aroldo Cedraz (relator), Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Augusto Nardes, Jorge Oliveira, Antonio Anastasia e Walton Alencar Rodrigues. O ministro Vital do Rêgo, que era o revisor do processo, votou contra.

Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República em meados do ano passado, a privatização da Eletrobras aguardava uma análise do TCU para ser concluída. A Corte de contas já havia aprovado, em fevereiro deste ano, a modelagem financeira da desestatização e, agora, validou a forma como a empresa será repassada para controle acionário privado, nos moldes propostos pelo governo federal, por meio da venda de papéis.

Divergências

O julgamento foi suspenso no final de abril após pedido de vistas do ministro revisor, Vital do Rêgo. O relator do processo, ministro Aroldo Cedraz, já havia apresentado seu voto a favor do modelo de privatização na sessão anterior. Ao retomar o voto nesta quarta, Vital do Rêgo afirmou que a desestatização apresenta seis ilegalidades e defendeu que o processo não poderia prosseguir sem que fossem corrigidas.

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Antes do julgamento do mérito, Vital do Rêgo pediu que o tribunal suspendesse o processo até que a área técnica do tribunal concluísse a fiscalização sobre dívidas judiciais vinculadas à companhia, que poderiam impactar em seu valor de mercado. O pedido, no entanto, foi negado por 7 votos a 1.

Já em seu voto divergente, Vital do Rêgo apontou as possíveis irregularidades no processo. Uma delas seria os dividendos acumulados e não pagos pela Eletronuclear à Eletrobras e, consequentemente, à União. Os valores atualizados chegam a R$ 2,7 bilhões. Sem esse pagamento, após ser privatizada, a Eletrobras manteria o controle da Eletronuclear, anulando a transferência do controle acionário da Eletronuclear para a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar).

Essa nova estatal foi criada em setembro do ano passado para controlar a Eletronuclear e a Itaipu Binacional, duas companhias públicas que foram retiradas da privatização da Eletrobras.

“Enquanto não for resolvida, senhores, a questão dos dividendos, a Eletrobras privada terá a maior participação orçamentária votante na Eletronuclear, desvirtuando a premissa imposta pela Lei 14.182, de que a Eletronuclear deve seguir controlada pelo poder público”, argumentou o ministro. A Constituição Federal define que a energia nuclear é tema de segurança nacional e deve ter sua geração controlada pelo Estado.

Vital do Rêgo também questionou a valoração da Itaipu Binacional. Pela lei da privatização, a nova estatal ENBPar deve pagar um valor à Eletrobras pela aquisição do controle acionário da Itaipu Binacional. Esse valor, de R$ 1,2 bilhão, foi considerado “irrisório” pelo ministro.

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Outro ponto questionado pelo ministro foram as avaliações independentes contratadas pelo governo, que teria errado em estimativas sobre ativos da Eletrobras. “Temos erros de R$ 40 bilhões que precisam ser revisados antes de concluir essa privatização.”

Maioria

Apesar das ponderações do revisor, todos os demais ministros presentes, com exceção da presidente do TCU, Ana Arraes – que só vota em caso de empate -, votaram por dar prosseguimento ao processo de privatização da Eletrobras.

O ministro Augusto Nardes, em seu voto favorável, por exemplo, citou a expectativa de crescimento do mercado de energia elétrica, com a chegada dos veículos movidos a eletricidade, em substituição aos movidos a combustíveis fósseis.

“O mundo está mudando de forma muito rápida, e se nós não nos adaptarmos, e continuarmos com uma empresa que não tem capacidade de se auto manter e necessite de subsídios do governo federal, certamente o Brasil não terá capacidade de crescimento”, disse.

Já o ministro Jorge Oliveira elogiou o processo de capitalização da empresa, que seria diferente de uma “privatização clássica”. “A União deverá ter ainda uma parcela considerável do capital dessa empresa.Ela está indo para esse processo em uma condição de alta vantajosidade, a meu ver, que é a de ter dado lucro nos últimos quatro anos”, observou.

Ao proferir voto complementar, o ministro-relator, Aroldo Cedraz, classificou a sessão como “histórica” e disse que o TCU deu uma contribuição para a sociedade.

“Não tenho qualquer dúvida de que as próximas gerações saberão reconhecer as contribuições do Tribunal de Contas da União que essa operação possa ser realizada de forma a proteger os interesses do Estado e, acima de tudo, os usuários, que somos nós, a sociedade brasileira, com essa perspectiva que temos hoje de viabilizar a modernização do setor elétrico nacional.”

Desestatização

O processo de privatização prevê uma capitalização da companhia. Isso significa que, a princípio, o governo não irá vender a sua participação atual. Serão emitidas ações para entrada de novos investidores, diluindo assim o capital da empresa até que a fatia da União seja de, no máximo, 45%. Apenas se essa oferta primária não der o resultado esperado é que haverá nova oferta incluindo a venda de ações da própria União.

A modelagem também prevê a segregação de Itaipu Binacional e da Eletronuclear. As ações que a Eletrobras possui nessas empresas serão repassadas à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), nova estatal criada em setembro do ano passado. Dessa forma, a União manterá controle sobre elas.

A Eletrobras registra lucros líquidos anuais desde 2018 – em 2022, a empresa anunciou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre.

Em março de 2021, o governo federal informou a inclusão da Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização, alegando que a medida possibilitará à empresa melhorar sua capacidade de investimento e contribuir para o desenvolvimento do setor energético brasileiro. A Eletrobras detém um terço da capacidade geradora de energia elétrica instalada no país. A companhia também possui quase a metade do total de linhas de transmissão.

Próximos passos

Após a validação da desestatização da Eletrobras pelo TCU, o próximo passo é fazer o registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia federal responsável por fiscalizar o mercado de valores e na Securities and Exchange Commission (SEC), que seria o equivalente à CVM nos Estados Unidos. Isso ocorre porque a Eletrobras possui ações negociadas na bolsa de valores do país norte-americano.

Em seguida, começa uma etapa de apresentações da Eletrobras para potenciais investidores, chamada road show e, por fim, o leilão da companhia é realizado na Bolsa de Valores brasileira (B3), ainda sem data prevista.

*Matéria atualizada às 19h48 para ampliar o conteúdo.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Paula Laboissière

Ceará: Dois policiais rodoviários são assassinados a tiros na BR-116 em Fortaleza

Dois policiais são assassinados a tiros na BR-116 em Fortaleza — Foto: Arquivo pessoal

Dois policiais rodoviários federais foram mortos a tiros por um homem na manhã desta quarta-feira (18) em Fortaleza, no trecho da rodovia BR-116 com a Avenida Oliveira Paiva, no Bairro Cidade dos Funcionários. A morte dos agentes foi confirmada por uma equipe do Samu. O autor dos disparos também foi morto.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, lamentou as mortes em mensagem em rede social: “Hoje é um dia triste para as famílias de dois queridos colegas da PRF e para todos nós do #MJSP [Ministério da Justiça e Segurança Pública] e da corporação devido às mortes de dois PRFs em Fortaleza”, disse.

A governadora do Ceará, Izolda Cela, também lamentou a perda dos policiais: “Lamento profundamente o episódio em que dois policiais da PRF perderam a vida, hoje, na BR-116, em Fortaleza”.

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Os dois policiais que estavam patrulhando a via retiraram um homem em situação de rua que transitava entre os carros, segundo a Secretaria da Segurança. Após ser abordado, o suspeito tomou a arma de um dos policiais e os matou. De acordo com o policial rodoviário Márcio Moura, antes, os agentes prestavam apoio ao motorista de veículo em pane, no acostamento da rodovia.

Os policiais mortos foram identificados como Márcio Hélio Almeida de Sousa e Raimundo Bonifácio do Nascimento Filho. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o suspeito do crime acabou morto a tiros por um agente da Polícia Rodoviária Estadual à paisana.

Segundo suspeito foragido

Há pelo menos uma segunda pessoa que atuou no crime está sendo procurada, segundo o policial Márcio Moura.

“Eles foram atacados por dois membros que tomaram as armas deles. Teve luta corporal, e um elemento também foi alvejado. Vamos encontrar também esse segundo elemento”, disse.

Os policiais apuram também se há uma terceira pessoa envolvida no crime.

Uma equipe da Polícia Militar do Ceará (PMCE) recuperou as armas dos agentes rodoviários que foram subtraídas durante a ação criminosa. O caso será investigado pela Polícia Federal.

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Agentes da PRF, do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), da Polícia Militar, e de outras forças de segurança foram ao local da ocorrência. Um helicóptero da PM também foi acionado e pousou na pista.

Por conta da ocorrência, o trânsito no trecho foi bloqueado e havia um congestionamento na região nesta manhã.

fonte: g1.globo.com/ce

Brasília: Governo federal regulamenta o teletrabalho na administração pública

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto./© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje (17) que publicará um decreto presidencial estabelecendo a possibilidade de trabalho remoto na administração pública. A mudança está prevista nas normas publicadas pela Secretaria-Geral da Presidência da República que instituem o Programa de Gestão de Desempenho para Pessoal Civil da Administração com trabalho presencial ou remoto.

Segundo o documento, a comprovação de frequência para agentes públicos que concordarem em realizar suas funções de maneira remota passará a ser a entrega periódica de demandas. A possibilidade de trabalho remoto será integral ou parcial, observada a necessidade do funcionário estar disponível para chamadas telefônicas – inclusive para atender ao público externo – durante todo o expediente.

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Também há a previsão do aumento de produtividade para aqueles que optarem pelo serviço remoto. O texto cria, ainda, a possibilidade de trabalho a partir do exterior, mas apenas por tempo limitado e em “hipóteses restritas”. O regime de trabalho remoto será estabelecido seguindo os interesses da administração pública. O documento não detalha como a nova norma será implementada.

“Essa substituição tem foco na administração voltada para resultados e busca maior transparência em relação às atividades desenvolvidas pela administração pública e seus agentes”, diz o comunicado da Secretaria-Geral.

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De acordo com o governo federal, a medida terá impactos sobre a produtividade do funcionalismo público, já que institui um modelo de trabalho “voltado para resultados e incremento de eficiência.”

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Pará: Juíza é encontrada morta dentro de veículo em Belém; Divisão de Homicídios investiga o caso

Polícia investiga morte de juíza no Pará. — Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

A Polícia Civil do Pará investiga a morte da juíza Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira, encontrada morta dentro de um veículo no estacionamento de um prédio em Belém, no Pará, nesta terça-feira (17). O corpo apresentava um ferimento por arma de fogo.

Mônica Andrade era juíza na cidade de Martins, no Rio Grande do Norte, e estava com frequência em Belém, segundo os familiares. Ela era casada com um magistrado do Pará.

A magistrada era natural de Barra de Santana, na Paraíba, e era prima da vereadora de Campina Grande Ivonete Ludgério (PSD).

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Investigação

 

A Polícia Civil disse que o caso é investigado pela Divisão de Homicídios e que “está adotando todas as medidas cabíveis para a elucidação do ocorrido”. A Polícia Científica foi acionada para a remoção do corpo.

Mônica teria sido encontrada morta pelo companheiro, o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior. Ao se deparar com a situação, ele teria levado o carro e o corpo para a delegacia.

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O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) disse que ainda não vai se manifestar sobre o caso.

fonte: g1.globo.com/pa

Recife: Bolsonaro, ao lado de Collor e aliado ao centrão, diz que velha política ficou pra trás

O presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Fernando Collor em evento oficial em Sergipe – Planalto no Youtube

Cercado de aliados do centrão e do senador Fernando Collor (PTB-AL), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (17) no interior de Sergipe que o Brasil está se libertando da chamada velha política.

Ao mencionar os deputados e senadores presentes no palco, Bolsonaro também se referiu a Collor como um “grande aliado no Parlamento brasileiro”. O ex-presidente sofreu processo de impeachment em 1992 acusado de corrupção e fraudes.

“Vejo cada vez mais o interesse de vocês pelo destino da nação e se libertando cada vez mais da velha política brasileira.”

Bolsonaro aproveitou para mencionar deputados de PL, PP, PSD e Republicanos presentes ao evento. Esses partidos compõem o Centrão no Congresso Nacional.

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Para evitar a abertura de um processo de impeachment em 2020, Bolsonaro intensificou a ampliação de sua base aliada por meio da antes contestada política do tomá-lá-dá-cá, um símbolo da velha política com a entrega de cargos e recursos para parlamentares aliados do governo, em especial do chamado bloco do centrão.

Em discurso, Bolsonaro fez novas críticas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e insinuou que seu governo deu fim ao movimento.

“Botamos um fim no movimento do MST, porque quando passamos a titular terras eles conseguiram a sua independência e a sua liberdade. Demos dignidade ao homem do campo. Hoje o antigo assentado é proprietário da sua terra e parceiro do fazendeiro ao seu lado, não mais pratica atos de invasão”, afirmou.

Bolsonaro também disse que a democracia brasileira tem de ser preservada, independentemente dos meios pelos quais haja essa garantia, na avaliação do presidente.

“A garantia de que a nossa democracia será preservada. Não interessa os meios que por ventura tenhamos que usar, a nossa democracia e a nossa liberdade são inegociáveis”, disse.

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As falas de Bolsonaro foram proferidas em discurso na cidade de Propriá (SE) durante inauguração da duplicação de um trecho da BR-101 em Sergipe e da conclusão dos acessos à ponte sobre o rio São Francisco na divisa de Sergipe e Alagoas.

fonte: folha.uol.com.br

Brasília: Inflação medida pelo IGP-10 recua para 0,10% em maio, diz FGV

Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro./© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,10% em maio deste ano, taxa inferior aos 2,48% observados em abril.

Com o resultado, o indicador acumula taxa de inflação de 12,13% em 12 meses, quase um terço do registrado em maio de 2021 (35,91%).

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A queda da taxa de abril para maio foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-10. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o atacado, recuou de 2,81% em abril para 0,08% em maio.

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, caiu de 1,67% em abril para 0,54% em maio. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 1,17% para 0,74%.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Denise Griesinger

Piauí: PM do 19º BPM de Pedreiras impede roubo e prende criminoso em flagrante

Reprodução

Mostrando alto grau de abnegação e profissionalismo, fazendo jus ao juramento de SERVIR E PROTEGER MESMO COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA, o Cabo Rafael da Força Tática do 19º BPM, estando na sua folga regulamentar, ao presenciar um indivíduo praticando um roubo, prontamente interveio, dominou o delinquente e efetuou a prisão do mesmo, demonstrando assim o alto grau de preparo operacional e profissional, bem como o sentimento de abnegação no exercício da atividade policial militar, sendo merecedor da admiração dos policiais militares e da sociedade civil organizada.

O fato acontece na capital piauiense.

Veja o momento da prisão do elemento, pelo Cabo PM Rafael.

https://youtube.com/shorts/_3Oz5pV3_VY?feature=share 

São Paulo: Sertanejo Aleksandro e mais cinco morrem em acidente de ônibus na Régis

Sertanejo Aleksandro da dupla Conrado e Aleksandro – Reprodução/Instagram

O sertanejo Luiz Aleksandro Talhari Correia, 34, da dupla Conrado e Aleksandro, e mais cinco pessoas morreram em acidente com ônibus da banda na rodovia Régis Bittencourt, na altura da cidade de Miracatu, no interior paulista, na manhã deste sábado (7).

Conrado está internado e seu estado de saúde é estável. Outros 11 integrantes da banda também estão hospitalizados.

No total, há 19 vítimas. Oito foram socorridas pela ambulância da concessionária Arteris, outras cinco ficaram presas nas ferragens e uma está desaparecida.

O Corpo de Bombeiros afirma que as vítimas sem vida foram resgatadas debaixo do ônibus. Ainda não há explicações sobre a causa do acidente.

A dupla sertaneja estava a caminho de São Pedro, no interior paulista, após se apresentar na cidade de Tijucas do Sul, no Paraná.

Em sua última postagem no Instagram, o sertanejo Aleksandro postou um vídeo da viagem de ônibus durante a madrugada.

A dupla Conrado e Aleksandro foi formada em 2003, quando Conrado Bardi de Jesus Bueno mudou-se de Barretos (SP) para Dourados (MS), onde vivia Luiz Aleksandro Talhari Correia.

Apresentados por amigos em comum, eles uniram o gosto musical e passaram a tocar juntos em barzinhos e rádios da cidade e região. Em 2009, eles lançaram o primeiro CD (“Anjo Querido”), gravado ao vivo. No ano seguinte, foi a vez do lançamento do segundo álbum, o “Tour Ao Vivo”, cujos destaques foram as músicas “Afinal” e “Gravidade Zero”.

Em 2011, já pela gravadora Som Livre, a dupla lançou “Plano B”, contando com a participação de Luan Santana no single “Certos Detalhes”. Outros destaques foram regravações de “Afinal”, “Gravidade Zero”, “Fuso Horário” e “Cubanita”. Em 2012, a parceria gravou seu primeiro DVD, durante um show em 2012, em Maringá (PR).

Dois anos depois, lançaram um novo CD e o destaque foi o single “Lobos”, também o nome do álbum. O segundo DVD foi gravado em um show em Curitiba (PR), em 2015, com os sucessos “Caminhonete inteira”, “Hino dos machos”, “Namorar não vou não” e “Bebendo de torneira”. Em 2017, a dupla lançou um de seus maiores sucessos: “Põe no 120”, que caiu no gosto dos peões dos rodeios de Barretos.

No auge do sucesso da dupla, Conrado anunciou sua saída da banda em 21 de fevereiro de 2019 para seguir carreira solo como Conrado Bueno. Em seu lugar entrou João Vítor Soares, antigo integrante da dupla Fábio & Rafael, que adotou o nome artístico de Conrado.

Ônibus de dupla sertaneja Conrado e Aleksandro sofre acidente na rodovia Régis Bittencourt, no interior de SP – Reprodução

Atualmente, eles tinham agenda cheia de shows e fazia sucesso também nas redes sociais. A parceria já soma mais de 1 milhão de visualizações no YouTube com o sucesso “Tereré e Narguilé” (2018).

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OUTRAS MORTES EM ACIDENTES AUTOMOBILÍSTICOS

As agendas lotadas e as idas e vindas de shows Brasil afora fazem com que os artistas estejam sempre na estrada. Por isso, acidentes sempre acontecem e já vitimaram outros cantores desde os anos 1970. Confira abaixo as vítimas de acidentes de trânsito.

Maysa
A cantora, compositora e atriz Maysa Figueira Monjardim, mais conhecida por Maysa, morreu aos 40 anos em um acidente automobilístico quando a Brasília que dirigia bateu contra uma mureta na Ponte Rio-Niterói, no dia 6 de junho de 1977, quando ela seguia para Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Gonzaguinha
Aos 45 anos, o músico Gonzaguinha, filho do Rei do Baião Luiz Gonzaga, morreu em um acidente de carro na cidade de Renascença, no Paraná, em 1991. Ele bateu contra uma caminhonete, quando voltava de um show.

Jessé
No dia 29 de março de 1993, aos 40 anos, o cantor Jessé, que fez fama com a música “Porto Solidão”, morreu de traumatismo craniano ao bater seu carro na Rodovia Raposo Tavares, quando dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um show.

Chico Science
Líder da banda de manguebeat Nação Zumbi, Francisco de Assis França, o Chico Science, morreu no dia 2 de fevereiro de 1997 ao bater o carro de sua irmã em um poste quando se dirigia de Recife para Olinda, em Pernambuco. Ele foi socorrido, mas acabou morrendo no hospital aos 30 anos.

João Paulo
Parceiro de Daniel na dupla sertaneja famosa nos anos 1980 e 1990, João Henrique dos Reis morreu em 1997 na volta de um show em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, rumo à cidade de Brotas, onde morava. O carro que dirigia, um BWM preto, capotou e explodiu na Rodovia dos Bandeirantes. O corpo do cantor foi encontrado carbonizado. Uma perícia realizada posteriormente concluiu que uma das rodas do veículo foi a causadora do acidente e a família do cantor recebeu uma indenização de R$ 300 mil da BMW.

Claudinho
O cantor de funk da dupla Claudinho e Buchecha morreu quando voltava de um show em 2002, aos 26 anos de idade. Ele era passageiro no carro que derrapou na pista e se chocou contra uma árvore na rodovia Presidente Dutra, perto da cidade de Seropédica, no Rio de Janeiro. Claudinho morreu preso às ferragens, o motorista sobreviveu.

Cristiano Araújo
No auge da carreira, aos 29 anos, o cantor sertanejo Cristiano Araújo sofreu um acidente de carro no dia 24 de junho de 2015 na BR-153, em Goiás, quando retornava de um show. No carro estavam o motorista Ronaldo Miranda, o empresário Vitor Leonardo, Cristiano e a namorada Allana Moraes. Apenas o cantor e a namorada morreram no acidente, os outros dois tiveram ferimentos leves.

Eliza Clívia
Em junho de 2017, a cantora paraibana morreu em um acidente de trânsito em Aracaju, aos 37 anos, ao lado do marido, Sérgio Ramos. Ela foi vocalista da Banda Cavaleiros do Forró e estava seguindo carreira solo havia apenas quatro meses. Ela estava na cidade para divulgar um show.

Fábio & Guilherme
Em 2018, os irmãos Fábio Antônio Tomé, 31, e Guilherme Aramis Tomé, 26, da dupla sertaneja Fábio & Guilherme, morreram em um acidente na Rodovia Altino Arantes, em Batatais, a 354 km de São Paulo. O carro em que os irmãos estavam invadiu a pista contrária e bateu de frente com um caminhão. Eles morreram presos às ferragens.

Henrique
Em 2020, aos 22 anos, o cantor Henrique (dupla de Netto) sofreu um acidade na avenida Navarro de Andrade, em Santa Fé do Sul (SP). Ele bateu o veículo na traseira de uma caminhonete. O cantor chegou a ser levado ao Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), mas morreu 22 dias depois da colisão.

New Boy
Em 2021, o cantor de forró New Boy, de 26 anos, morreu em um acidente de carro na rodovia CE-371, entre os municípios de Morada Nova e Jaguaretama, no interior do Ceará. Ele voltava de um show na cidade de Milhã, onde também participou de uma festa com amigos, quando o carro capotou após perder o controle. O motorista e outros dois passageiros apenas se feriram, mas o cantor não resistiu aos ferimentos.

fonte: folha.uol.com.br

Brasília: Presidente sanciona Plano de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

© Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (5), a Lei 14.330/22 que inclui o Plano Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher como instrumento de implementação da Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.

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A norma determina a previsão de ações, estratégias e metas específicas sobre esse tipo de violência que devem ser implementadas em conjunto com órgãos e instâncias estaduais, municipais e do Distrito Federal, responsáveis pela rede de prevenção e de atendimento das mulheres em situação de violência.

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Depois de passar pela Câmara, o texto foi aprovado pelo Senado em março, como parte da pauta prioritária da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Denise Griesinger

Brasília: Piso nacional de enfermeiros vai à sanção sem ter fonte de recursos

folha.uol.com.br

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto que estabelece um piso nacional para enfermeiros sem apontar uma fonte específica para custear a despesa, em texto criticado pela equipe econômica e por estados e municípios pelo receio do impacto dessa mudança sobre suas finanças.

O texto, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), foi aprovado por 449 a 12. Como não houve alteração em relação ao projeto do Senado, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O projeto cria um piso de R$ 4.750 para os enfermeiros. Técnicos em enfermagem receberiam 70% desse valor, e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50%. De acordo com a proposta, o valor será corrigido anualmente com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

O texto veio do Senado sem fonte apontada para custear o piso. Entidades do setor, por sua vez, buscaram alertar para o impacto do projeto. A Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) calcula que o impacto pode chegar a R$ 5,7 bilhões para estabelecimentos do setor público.

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Outros R$ 6,4 bilhões afetam instituições privadas sem fins lucrativos, efeito que pode acabar recaindo sobre o governo, uma vez que parte dessas organizações são remuneradas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) pela prestação de serviços.

O Tesouro Nacional, por sua vez, estima um impacto ainda maior, de até R$ 7 bilhões, no caso de hospitais públicos, e de R$ 8 bilhões no caso das filantrópicas. Segundo os técnicos do governo, o custo adicional recai quase totalmente sobre as finanças de estados e municípios.

Ainda no início da votação o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), tinha indicado não haver de onde tirar os recursos para bancar o piso. Ele disse, no entanto, que o governo era contrário à retirada de pauta do projeto.

“Nós queremos votar o projeto, mas queremos entregar no contracheque dos enfermeiros o valor. Então espero que até o final desta votação nós encontremos uma solução que viabilize a fonte para esses recursos, para que todos saiam daqui com a certeza de que de fato foi uma vitória.”

Ao final, porém, admitiu que ainda não havia encontrado fonte para os recursos e orientou o voto contrário ao projeto. “O projeto não atende à lei de responsabilidade fiscal e não pode ser sancionado”, disse. Ele afirmou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), só enviará o texto à sanção após a fonte de recursos estar disponível.

“O que foi dito aqui, eu vou repetir. A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) falou na tribuna que o presidente Arthur Lira só mandará esse projeto a sanção quando as fontes de recursos estiverem resolvidas. Citou uma PEC que tem que ser votada dois turnos no Senado e dois turnos na Câmara que poderá viabilizar a constitucionalidade desse projeto para que nós possamos sancioná-lo quando ele for enviado à presidência da República.”

Para tentar achar os recursos, Lira havia criado um grupo de trabalho que se debruçou sobre o tema em busca de uma fonte de recursos. Na terça-feira (3), em entrevista, ele afirmou que os deputados ainda estavam discutindo fonte de custeio para o projeto.

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No relatório, Zanotto afirmou que a análise de impacto financeiro e orçamentário incide sobre a esfera federal e, nos termos apontados pelo grupo de trabalho, “restringe-se a aproximadamente R$ 50 milhões ao ano na União.”

“Trata-se de montante bastante reduzido frente às dotações anuais constantes das programações de Ministérios como Saúde e Educação, que congregam vários dos profissionais alcançados pela proposta.” O relatório de Zanotto diz que a despesa pode ser absorvida pelas dotações específicas ou por créditos suplementares.

O próprio grupo de trabalho, porém, cita que o Ministério da Saúde estimou o impacto total do projeto em R$ 22,5 bilhões.

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) também analisaram o impacto para profissionais do setor público e prestador de serviços do SUS, nos estados e municípios. A estimativa de impacto total é de R$ 26,5 bilhões.

“Tendo em vista que a proposta gera impactos financeiros nos entes públicos, bem como no setor privado, com e sem fins lucrativos, já tramitam nas duas Casas diversas propostas que ampliam receitas ou desoneram encargos; além da ampliação de recursos a serem repassados pelo Fundo Nacional de Saúde para reforçar as transferências aos entes federados”, escreveu Zanotto no parecer. “Entretanto, como não dizem respeito diretamente à fixação do piso salarial, serão tratadas em propostas independentes.”

Durante a votação, Zanotto falou novamente sobre o tema. “No Senado Federal acabou de ser lida a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] de número 11, e aqui na Câmara nós temos várias iniciativas parlamentares e no Senado que buscam garantir o respectivo financiamento”, ressaltou.

“Portanto, como foi assumido com a enfermagem brasileira, não será na semana que vem que esse projeto seguirá para sanção presidencial. E sim, tão logo a gente vote a PEC nos dois turnos no Senado, nos dois turnos aqui na Câmara, a gente garanta o respectivo financiamento”, disse.

No Senado, o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disse que havia um esforço para identificar uma fonte de custeio para pagamento do piso nacional dos enfermeiros.

“Além disso, há uma iniciativa, uma PEC para sanar um vício de inconstitucionalidade aparente neste projeto do piso dos enfermeiros. Há todo o nosso desejo de evoluir nessa PEC que corrija esse vício para evitar apontamento de inconstitucionalidade do projeto.”

fonte: folha.uol.com.br