Brasília: Buscas por fragmentos de corpos continuarão em Capitólio

© Divulgação/CBMMG

As buscas no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), continuarão pelos próximos dias, anunciaram hoje (9) a Defesa Civil e a Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo os órgãos, os trabalhos prosseguirão porque embora todos os dez mortos tenham sido resgatados, algumas vítimas tiveram somente pedaços de corpos encontrados. 

Além disso, a polícia aguarda eventuais comunicações de novos desaparecimentos, no caso de eventuais turistas que estavam sozinhos. “Pode ser que uma pessoa ou um casal estivesse caminhando e tenha caído uma pedra. Até o momento, nenhum dos órgãos recebeu informação de outros desaparecidos. Nós estamos iniciando e não temos pressa de terminar os trabalhos”, disse o delegado Marcos Pimenta, da Polícia Civil mineira.

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Segundo Pimenta, até agora foram identificados apenas dois corpos, um formalmente, com base nas impressões digitais, e outro com base em reconhecimento precário de parentes, que ainda requer comparação com material genético. O impacto da rocha, informou o delegado, está dificultando os trabalhos de reconhecimento.

Responsabilidades

O sargento da Defesa Civil de Minas Gerais Wander Silva informou que a apuração sobre a falta de fiscalização e de medidas de segurança, que poderiam ter prevenido a tragédia, será discutida na investigação do inquérito aberto pela Marinha.

“Este não é o momento [de discutir isso]. Estamos concentrados nas buscas, e essas responsabilidades, no decorrer do inquérito, serão apuradas. Isso será verificado posteriormente”, argumentou. Cerca de duas horas antes da tragédia, a Defesa Civil mineira emitiu um alerta de cabeça d´água (forte enxurrada em rios provocada por chuvas) para a região de Capitólio, mas os passeios turísticos continuaram normalmente.

Reunião

Os prefeitos de São José da Barra, Paulo Sergio de Oliveira, e de Capitólio, Cristiano Silva, anunciaram que medidas para reforçar a segurança do turismo no Lago de Furnas serão discutidas amanhã (10). O encontro reunirá prefeitos da região e representantes da Defesa Civil de Minas Gerais, da Polícia Militar e da Marinha.

Segundo o prefeito de Capitólio, uma lei municipal de 2019 disciplina o turismo no cânion, proibindo banhos na área de circulação das lanchas e limitando a 40 o número de embarcações que podem permanecer por até 30 minutos na área do cânion. Além disso, normas da Marinha estabelecem o ordenamento da orla do lago.

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Ele admitiu, no entanto, que, até agora, não existia uma norma sobre a distância mínima entre as lanchas e os paredões rochosos. Segundo ele, um perímetro mínimo de segurança só poderá ser definido após estudo técnico. O prefeito ressaltou que o desprendimento de um bloco tão grande é inédito na região.

“Meu pai vive aqui há 76 anos e nunca viu um desligamento de rocha desses. Acredito que, daqui para a frente, a gente precisa fazer uma análise [geológica]. Aquelas falésias estão ali há milhares de anos. Essa formação rochosa de quartzito tem essas fendas e fissuras. Já foram feitos vários estudos geológicos. Se tinha algum risco, tinha de ser emitido por um órgão superior”, explicou.

O prefeito disse ainda que uma foto de 2012, divulgada ontem nas redes sociais, com paredão com fissura larga, não se refere à rocha que desabou, mas a um que continua intacto no trecho central do cânion. De acordo com ele, a fissura no bloco que desmoronou era menor que a da pedra mostrada na foto.

Visita cancelada

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que visitaria o município de Capitólio neste domingo, cancelou a ida à região. Segundo o governo estadual, o mau tempo impossibilitou a viagem.

“Por causa das fortes chuvas que atingem o estado, as quais inviabilizam as autorizações e condições para voo, o governador não irá a Capitólio neste domingo. Nova data para a viagem será anunciada em breve”, informou a Secretaria de Governo do estado.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Graça Adjuto

São Paulo: Máscaras não afetam respiração ou trazem risco à prática de exercícios

Lazer no Parque do Ibirapuera após a flexibilização do isolamento social durante a pandemia de covid-19./© Rovena Rosa/Agência Brasil

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo aponta que o uso de máscaras não afeta a respiração ou traz riscos para pessoas saudáveis na prática de exercícios físicos. Para o estudo foram avaliados 17 homens com idade média de 30 anos e 18 mulheres com faixa etária média de 28 anos, todos saudáveis.

“A gente fez com o objetivo de investigar se o uso das máscaras durante o exercício atrapalhava o desempenho, o funcionamento do corpo em pessoas que fazem atividade física regular, mas não são atletas”, explica o professor Bruno Gualano, responsável pelo estudo. Para isso, os participantes da pesquisa correram em uma esteira com e sem máscara de proteção, com monitoramento da respiração, oxigenação do sangue e função cardíaca.

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Para o trabalho, os participantes usaram uma máscara de pano com três camadas, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Os exercícios foram realizados em diversas intensidades.

Nos níveis de esforço moderado e intenso foi verificada apenas uma pequena alteração no esforço de inspiração. “Nós observamos, especificamente, com o uso da máscara um aumento na capacidade inspiratória. O indivíduo tinha que inspirar mais com a máscara do que sem ela”, explica Gualano. Fora isso, porém, o corpo se adapta ao item de proteção e não houve mudanças na resposta do corpo das pessoas. “Não alterou débito cardíaco ou saturação de oxigênio, que era uma preocupação que se tinha”, acrescenta o professor.

No esforço considerado crítico, que é a máxima carga de exercício que a pessoa consegue desenvolver, o estudo apontou que houve perda de desempenho. De acordo com Gualano, ao contrário do que acontece nas outras intensidades, o corpo não consegue compensar a dificuldade adicional que a máscara impõe à respiração. Assim, as pessoas acabam chegando ao limite mais rápido do que chegariam sem o uso da proteção facial.

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Porém, nem mesmo nesse nível de esforço foram constatadas alterações significativas na oxigenação do sangue ou na função cardíaca. “Não tem nenhuma alteração fisiológica sugestiva que possa incorrer em risco à saúde do praticante”, enfatiza o professor da Faculdade de Medicina.

O nível chamado de crítico de esforço é quando, explica Gualano, a pessoa que está se exercitando é incapaz de falar durante a tarefa. Nos níveis moderado e intenso, o praticante conseguiria falar, ainda que ofegante.

Para manter a boa saúde e até por razões estéticas, os níveis moderado e intenso são, segundo o professor suficientes. “Essa intensidade é suficiente para promover todos os benefícios que a gente conhece do exercício físico”, ressalta.

Apesar dos resultados dos testes mostrarem que o uso de máscara afeta pouco fisicamente os praticantes de exercício, no questionário aplicado aos participantes foram registradas diversas queixas em relação ao item de proteção.

“No geral eles se sentiam muito mal com o uso da máscara. As pessoas reclamavam que com a máscara sentiam mais calor, desconforto, maior fadiga, resistência”, enumera o pesquisador.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Denise Griesinger

Brasília: Saque-aniversário do FGTS de 2022 já está disponível

Economia, Moeda Real,Dinheiro, Calculadora/© Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os trabalhadores que optarem pelo saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos poucos começam a ter acesso à cota de 2022. As retiradas ocorrem conforme o mês de aniversário do trabalhador. Cerca de 1,3 milhão de cotistas nascidos em janeiro podem fazer o saque desde a última segunda-feira (3).

Criada em 2019 e em vigor desde 2020, essa modalidade permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do fundo a cada ano, no mês de aniversário, em troca de não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa. Até agora, cerca de 17,8 milhões de pessoas aderiram ao saque-aniversário.

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O período de saques começa no primeiro dia útil do mês de aniversário do trabalhador. Os valores ficam disponíveis até o último dia útil do segundo mês subsequente. Caso o dinheiro não seja retirado no prazo, volta para as contas do FGTS em nome do trabalhador.

Confira o calendário do saque-aniversário em 2022

Mês de nascimento Período de pagamento
Janeiro 3 de janeiro a 31 de março
Fevereiro  1º de fevereiro e 29 de abril
Março  2 de março a 31 de maio
Abril 1º de abril a 30 de junho
Maio  2 de maio a 29 de julho
Junho  1º de junho a 31 de agosto
Julho 1º de julho a 30 de setembro
Agosto 1º de agosto a 31 de outubro
Setembro 1º de setembro a 30 de novembro
Outubro 3 de outubro a 30 de dezembro
Novembro 1º de novembro a 31 de janeiro de 2023
Dezembro 1º de dezembro a 28 de fevereiro de 2023

Adesão

A adesão a esse tipo de modalidade é voluntária e pode ser feita por meio do aplicativo oficial do FGTS, disponível para smartphones e tablets dos sistemas Android e iOS. O processo também pode ser feito no site da Caixa Econômica Federal ou nas agências do banco. Se quiser receber o dinheiro no mesmo ano, o trabalhador deverá optar pelo saque-aniversário até o último dia do mês de nascimento. Caso contrário, só receberá a partir do ano seguinte.

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Ao retirar uma parcela do FGTS a cada ano, o trabalhador deixará de receber o valor depositado pela empresa caso seja demitido sem justa causa. O pagamento da multa de 40% nessas situações está mantido. As demais possibilidades de saque do FGTS – como compra de imóveis, aposentadoria e doenças graves – não são afetadas pelo saque-aniversário.

Cuidados

A qualquer momento, o trabalhador pode desistir do saque-aniversário e voltar para a modalidade tradicional, que só permite a retirada em casos especiais, como demissão sem justa causa, aposentadoria, doença grave ou compra de imóveis.

A decisão, porém, exige cuidado. Ao voltar para o saque tradicional, o trabalhador ficará dois anos sem poder sacar o saldo da conta no FGTS, mesmo em caso de demissão. Se for dispensado, receberá apenas a multa de 40%.

Como sacar

Por causa da pandemia de covid-19, a Caixa orienta o resgate por meio do aplicativo FGTS. Nesse caso, o trabalhador pode programar a transferência do dinheiro para qualquer conta em seu nome, independentemente do banco. A operação não tem custo.

As retiradas podem ser feitas nas casas lotéricas e em terminais de autoatendimento para quem tem senha do Cartão Cidadão. Quem tem Cartão Cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, caso esses estabelecimentos estejam autorizados a abrir. Basta apresentar documento de identificação.

Valores

O valor a que o trabalhador que aderiu ao saque-aniversário tem direito a retirar a cada ano depende do saldo em cada conta do FGTS. Para contas com saldo de até R$ 500, poderá ser retirado 50% do total. A partir daí, o percentual cai, mas será paga um valor fixo adicional, que aumenta conforme o saldo total. O cálculo ocorre da seguinte forma.

Saldo no FGTS Percentual de saque Parcela adicional
Até R$ 500 50% do saldo sem adicional
De R$ 500,01 40% do saldo R$ 50
De R$ 1.000,01 até R$ 5 mil 30% do saldo R$ 150
De R$ 5.000,01 até R$ 10 mil 20% do saldo R$ 650
De R$ 10.000,01 até R$ 15 mil 15% do saldo R$ 1.150
De R$ 15.000,01 até R$ 20 mil 10% do saldo R$ 1,9 mil
Acima de R$ 20.000,01 5% do saldo R$ 2,9 mil

 

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Edição: Aline Leal

Brasília: Delegado que investigou facção criminosa de SP assume apuração da facada contra Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro foi esfaqueado em ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais Foto: REUTERS/Raysa Campos

A Polícia Federal escolheu o delegado Martin Bottaro Purper para comandar o inquérito que investiga a facada contra o presidente Jair Bolsonaro em 2018, que na época era candidato ao Palácio do Planalto.

Purper já comandou investigações contra façção criminosa de São Paulo. Entre as operações que mirou na organização, está a Operação Cravada, em 2019, que buscou desarticular o núcleo financeiro da facção.

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O delegado está na corporação há 17 anos, quando entrou como agente administrativo e depois se tornou delegado federal.

A missão de Martin Bottaro Purper agora é apurar se Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada, teve ajuda de alguém para cometer o atentado contra Bolsonaro, ou se agiu a mando de outra pessoa.

Duas investigações precedentes da Polícia Federal apontaram que Adélio Bispo de Oliveira cometeu o crime sozinho. A justiça entendeu que ele é doente mental, por isso, foi absorvido da pena.

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Em dezembro, a PF enviou o delegado que era responsável pelo inquérito para os Estados Unidos. Rodrigo Morais Fernandes foi designado para trabalhar por dois anos como oficial de ligação da PF em uma força-tarefa nos Estados Unidos.

fonte: oglobo.globo.com

Brasília: Presidente é internado em São Paulo com desconforto abdominal

O presidente Jair Bolsonaro participa da solenidade de assinatura dos decretos do Auxílio Gás e do Programa Alimenta Brasil, no Palácio do Planalto/© Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, está internado desde a madrugada desta segunda-feira (3), no Hospital Nova Star, em São Paulo, onde passará por exames. Segundo a Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, um desconforto abdominal foi o motivo da hospitalização. A Secom informa, ainda, “que o presidente passa bem e que mais detalhes serão divulgados posteriormente, após atualização do boletim médico”, diz a nota divulgada na manhã de hoje.

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Segundo o Hospital Vila Nova Star, Bolsonaro tem um quadro de obstrução intestinal. “Ele está estável, em tratamento e será reavaliado ao longo desta manhã pela equipe do Dr. Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo. No momento, sem previsão de alta”, diz a nota do hospital.

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Bolsonaro desembarcou em São Paulo por volta de 1h30, após deixar o Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul, no litoral de Santa Catarina, onde passou a virada do ano.

Edição: Valéria Aguiar

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

São Paulo: Em tratamento contra câncer, Rita Lee ganha apoio de fãs após marido compartilhar fotos

Rita Lee e Roberto de Carvalho – Reprodução @robertodecarvalho

O músico Roberto de Carvalho, 69, homenageou a cantora Rita Lee, 74, pelo seu aniversário no dia 31 de dezembro. Ele compartilhou nas redes sociais uma foto antiga do casal e outra atual da cantora, que faz tratamento contra um câncer no pulmão. As publicações receberam mensagens de carinho e apoio à cantora de famosos anônimos.

Em uma das publicações, Carvalho escreveu que o ano foi difícil e de muita provação. “Meu coração em muitos momentos se despedaçou, para logo em seguida se deslumbrar diante de todas as suas demonstrações de coragem, força de vontade e resistência”, escreveu o marido de Rita.

Ele acrescentou que espera que depois de todo o tormento estejam diante de um tempo de paz, harmonia e muita saúde. “E tudo de melhor que eu puder te desejar, você merece milhões de vezes mais. Te amo, te admiro, te adoro, estamos juntos, ontem, agora e sempre.”

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Leiloca Neves, ex-Frenéticas, elogiou o texto publicado por Carvalho para a mulher. “Rita sempre a nossa gratidão, por tantos ensinamentos que ela nos dá!!! Hoje e sempre, obrigada pelo talento, pelo pioneirismo, pela transgressão maravilhosa é necessária, te amo! E amo esse casal!”

Outro famoso que comentou a postagem do marido de Rita Lee foi o jornalista Zeca Camargo. “Esse aniversário de hoje renova tudo lindos!!! Beijo Cacica”, comentou. A empresária Donata Meireles escreveu: “Feliz 2022 casal amado”. “Viva Rita! Viva a vida”, postou a empresária Liège Monteiro.

Uma internauta comentou: “O amor sempre vence”. Outra escreveu: “Viva a rainha do rock”. Outros seguidores também desejaram feliz aniversário e ano novo para a artista.

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No dia 20 de maio do ano passado, a cantora recebeu diagnóstico de tumor no pulmão esquerdo após passar por exames de rotina no hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Dias depois, o marido da cantora usou as redes sociais para dizer que ela tem apresentado resultados “positivos e substanciais”.

fonte: folha.uol.com.br

Brasília: Bolsonaro poderá negociar até 11 ministérios em reforma, e aliados vão pressionar por espaço

Bolsonaro em cerimônia no Planalto: presidente promoverá a maior reforma ministerial desde que o início do mandato Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro promoverá até o início de abril a maior reforma ministerial desde que chegou ao Palácio do Planalto. Para disputar as eleições em outubro, até 11 integrantes do primeiro escalão do governo poderão deixar seus cargos para concorrer a governador, senador ou deputado em seus estados de origem. A discussão sobre quem herdará a principal cadeira de algumas das pastas mais importantes da Esplanada já começou e deve se intensificar nos primeiros dias deste ano.

De um lado, ministros trabalham para emplacar nomes de sua confiança, geralmente membros da própria equipe, para manter a influência em suas áreas de atuação. De outro, partidos políticos que integram o arco de aliança de Bolsonaro querem aproveitar a oportunidade para aumentar seus tentáculos no Executivo federal nos últimos meses do mandato.

A avaliação de integrantes do governo é que o desempenho do presidente — que hoje está atrás do ex-presidente Lula (PT) nas pesquisas — pode inflacionar o custo do apoio. Ou seja, quanto menos competitivo ele for, mais espaço os aliados vão exigir para se manterem ao seu lado.

Ao longo de três anos de governo, Bolsonaro trocou de ministros 19 vezes, e caso as saídas sejam confirmadas, será a maior reforma ministerial pré-eleições dos últimos anos, com uma pequena vantagem: em 2018, dez ministros de Michel Temer pediram demissão para serem candidatos, mesmo número dos que deixaram o governo Lula em 2010. Em 2014, Dilma Rousseff perdeu nove ministros.

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Entre os auxiliares cotados para saírem candidatos, três devem disputar governos estaduais. Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), em São Paulo; João Roma (Cidadania), na Bahia; e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), no Rio Grande do Sul.

Outros miram uma vaga no Senado, caso de Flávia Arruda (Secretaria de Governo), no Distrito Federal; Gilson Machado (Turismo), em Pernambuco; Tereza Cristina (Agricultura), em Mato Grosso do Sul, além de Fábio Faria (Comunicações) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional). Os dois últimos travam uma disputa interna no governo para ficar com o posto de candidato a senador de Bolsonaro no Rio Grande do Norte, mas o presidente disse que não quer interferir.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, é pré-candidato a deputado federal pelo Distrito Federal. E ainda analisam a possibilidade de entrarem na disputa Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Marcelo Queiroga (Saúde).

Em conversa com interlocutores durante dias de folga no Guarujá, no litoral de São Paulo, Bolsonaro relatou que começou a pedir a ministros que pretendem disputar a eleição sugestões de nomes para substituí-los. As primeiras conversas com pretensos ministros já foram pré-marcadas para este mês. O presidente disse ter a preocupação que o trabalho não seja paralisado na troca de comando.

Não significa, porém, que os ministros serão atendidos, dizem integrantes do governo. Além de o substituto ter que desfrutar da confiança do presidente, outro fator que pode mudar as regras do jogo. A depender do cenário, Bolsonaro poderá usar os cargos para negociar apoio às vésperas das eleições, dependendo de sua performance nas pesquisas.

Bolsonaro se filiou ao PL em novembro. Ele espera ter PP e Republicanos em sua coligação na disputa presidencial. Os três partidos já comandam, respectivamente, a Secretaria de Governo, a Casa Civil e o Ministério da Cidadania. As legendas do Centrão ingressaram no governo em troca de apoio no Congresso. Em 2018, o presidente, então no PSL, se elegeu justamente com um discurso contrário aos acordos com os partidos de centro.

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Na Infraestrutura, o secretário-executivo, Marcelo Sampaio, é considerado o sucessor natural de Tarcísio de Freitas. Número dois da pasta desde o início do governo Bolsonaro e genro do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência, ele se movimenta para ficar com o cargo. Nas redes sociais, grava vídeos de suas atividades, assim como faz Tarcísio.

PL quer Infraestrutura

O empecilho, porém, é que a Infraestrutura é uma área de interesse do PL. O partido de Valdemar Costa Neto ocupou o Ministério do Transportes, cujas áreas hoje estão sob comando da pasta de Tarcísio, durante as gestões de Lula e Dilma Rousseff, do PT, e Michel Temer, do MDB. Ou seja, de 2003 a 2018.

Hoje, embora tenha indicados em cargos de menores escalões, o PL só comanda um ministério: a Secretaria de Governo. Com a saída da ministra Flávia Arruda para disputar o Senado, a legenda quer seguir no comando da pasta.

Porém, integrantes do Planalto afirmam que o chefe de gabinete pessoal do presidente, Célio Faria Júnior, pode ficar com o posto.

O PL também plateia espaços com a saída de ministros que vão se filiar ao partido, como Onyx, Gilson Machado e Rogério Marinho. Os três, contudo, devem fazer suas indicações, assim como os titulares da Justiça e das Comunicações. Já a Cidadania, hoje com João Roma, é um cargo do Republicanos, que também deverá reivindicar a indicação.

Na Agricultura, o secretário-executivo, Marcos Montes, é cotado para substituir Tereza Cristina. Na Saúde, Queiroga não assumiu publicamente que será candidato. A interlocutores, diz que cumprirá a determinação do presidente, mas o secretário-executivo, Rodrigo Cruz é visto como candidato ao posto.

fonte: oglobo.globo.com

São Paulo: Bolsonaro, Lula, Moro, Doria e Ciro já têm candidatos a governador nos maiores estados brasileiros; veja os nomes

Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL), Sergio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB) lideram as intenções de voto para a Presidência em 2022 segundo as pesquisas eleitorais. Foto: Agência O Globo

Fundamentais para garantir espaço aos pré-candidatos à Presidência da República, os palanques dos maiores estados do país se transformaram em alvo de intensa disputa. A dez meses da eleição de 2022, fatores como desempenho nas pesquisas e estrutura partidária têm influenciado a formação das redes de apoio.

Juntos, São Paulo, Minas, Rio, Bahia e Rio Grande do Sul concentram 53,5% (78,4 milhões) do total de eleitores do país. São esses locais que os presidenciáveis devem priorizar nos próximos meses para construir a rede de sustentação que os permita chegar ao Palácio do Planalto.

O cientista político Vitor Marchetti, professor da Universidade Federal do ABC, diz que os dados históricos mostram que os palanques estaduais “pesam muito” no desempenho do candidato a presidente. A exceção foi a disputa de 2018, considerada um ponto fora da curva por causa do forte sentimento antipolítica que denominou aquela eleição.

— Os que têm mais sucesso e mais taxa de votos nas eleições presidenciais são os que conseguem estar em palanques estaduais. É fundamental para o desempenho — analisa.

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À frente nas pesquisas, que lhe dão vitória no primeiro turno, Lula tem o cenário mais favorável na construção dos palanques. O problema do petista, nos próximos meses, será administrar os duelos entre os potenciais aliados que o querem como cabo eleitoral.

A definição das alianças do ex-presidente dependerá do avanço ou não das negociações para a formação de uma federação partidária com PSB, PCdoB, PV e PSOL. A união com o último partido é menos provável. Se for concretizada a federação, o grupo dos partidos que se unirem só poderá ter um candidato por estado.

Em São Paulo, o PT quer o ex-prefeito Fernando Haddad como candidato e o PSB, em conversas avançadas para apoiar Lula, exige que o ex-governador Márcio França encabece uma chapa com o apoio dos petistas. No Rio Grande do Sul, a situação é semelhante. Os petistas querem lançar o deputado estadual Edgar Pretto e o PSB, o ex-deputado federal Beto Albuquerque.

Nos outros estados do grupo que possuem mais eleitores a situação é mais tranquila. Na Bahia, o senador Jaques Wagner (PT) vai disputar o governo. No Rio, há encaminhamento para o PT apoiar Marcelo Freixo (PSB). Em Minas, os petistas se dividem em ter um candidato próprio ou compor uma aliança com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).

Em segundo lugar nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PL) tenta garantir palanques nos cinco maiores estados apostando, principalmente, em seus ministros. Deve ter Onyx Lorenzoni no Rio Grande do Sul, João Roma na Bahia e Tarcísio Gomes de Freitas em São Paulo. No Rio, o candidato será o atual governador Cláudio Castro (PL). Em Minas, o presidente vai disputar o apoio do governador Romeu Zema (Novo) com Sergio Moro (Podemos), João Doria (PSDB) e Felipe d’Ávila (Novo).

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Filiado a um partido com menor estrutura, Moro, por enquanto, enfrenta grande dificuldade para formar o seu palanque. O Podemos não tem nomes ainda para concorrer no Rio, Minas, Bahia e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, há uma articulação para uma aliança com o deputado estadual Artur do Val (Patriota), conhecido como Mamãe Falei. Integrante do MBL, ele foi o quarto colocado na disputa pela prefeitura de São Paulo no ano passado. Caso consiga atrair o União Brasil para a sua aliança, o ex-juiz teria, em tese, o palanque de ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia. Mas o ex-prefeito de Salvador tem resistência ao ex-juiz. Ele ainda conta com a possibilidade de receber o apoio de Zema  em Minas.

Apesar de o PSDB ter uma estrutura e tradição maiores, Doria também não tem encontrado facilidade para montar sua rede de apoios. Os tucanos programam ter Rodrigo Garcia, atual vice-governador, como candidato em São Paulo e Ranolfo Vieira Júnior, também atual vice, no Rio Grande do Sul. Na Bahia, o partido deve apoiar ACM Neto, que já teve embates públicos com Doria. Em Minas, os tucanos devem se aliar a Zema. No Rio, a tendência é apoiar o nome que for indicado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), provavelmente o atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

Ciro Gomes (PDT) é outro com dificuldades para formar os palanques. No Rio, deve ter o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT). Em São Paulo, o partido discute ou o apoio a Guilherme Boulos (PSOL)  ou lançar uma candidatura própria, que pode ser da ex-reitora da USP Suely Vilela. Em Minas, há conversas com Kalil. Uma outra possibilidade é ter um nome próprio ainda indefinido. Na Bahia, é certa a coligação com ACM Neto, com possibilidade de indicar o vice da chapa ou o candidato ao Senado. No Rio Grande do Sul, o plano inicial era lançar o atual presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, mas o desgaste provocado pelo rebaixamento do time no Campeonato Brasileiro colocou a ideia em suspenso. Há chance de o PDT apostar no ex-deputado Vieira Cunha (RS) ou se aliar a Beto Albuquerque (PSB), caso a parceira do PSB com o PT no estado não vingue.

— Na terceira via, tem candidaturas que são muito regionalizadas, como o Ciro e o Doria. E candidatos se lançando como uma baixíssima estrutura institucional, que é o caso do Moro, sem um partido enraizado, sem articulação nacional — avalia Marchetti.

Para o cientista político, o baixo desempenho nas pesquisas complica a costura de palanques e se essa dificuldade de composição nos estados também expõe a fragilidade das candidaturas.

— As duas coisas se reforçam.

fonte: oglobo.globo.com

Brasília: Salário mínimo passa a ser de R$ 1.212 a partir de amanhã

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Diário Oficial da União publica, nesta sexta-feira (31), a Medida Provisória nº 1.091, de 30 de dezembro de 2021, assinada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que define o valor do salário mínimo, a partir de 1º de janeiro de 2022, em R$ 1.212.

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A portaria informa ainda que o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 40,40 e de R$ 5,51, o valor horário.

Em sua fala, ao vivo, em uma rede social, na noite dessa quinta-feira (30), o presidente da República já havia anunciado o novo valor do salário mínimo para 2022.

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Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.100.

fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Rio de Janeiro: Temporais em MG deixam cidades alagadas e seis pessoas mortas

O governador Romeu Zema vistoriou, nesta sexta-feira (10/12), os locais atingidos pelas fortes chuvas na região do Vale do Jequitinhonha – (Foto:Gil Leonardi/Imprensa MG)

Assim como ocorre na Bahia, o estado de Minas Gerais vem sendo castigado por fortes chuvas que já mataram seis pessoas e deixaram mais de 2.000 desabrigadas. Os temporais se concentram sobretudo no norte do estado, onde 212 bombeiros atuam nas cidades mais afetadas.

A força-tarefa também conta com o reforço de 10 mil militares do Bemad (Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres).

Até agora, mais de 60 cidades decretaram situação de emergência em virtude das chuvas. Uma das cidades mais afetadas foi Salinas, que fica na região norte de Minas. Nesta segunda (27), as chuvas causaram o transbordamento de um rio que corta o município, alagando as principais vias da cidade.

Por causa do temporal, o Corpo de Bombeiros recebeu 67 chamados sobre ocorrências que envolviam inundações, pessoas ilhadas e risco de desabamentos. A Defesa Civil diz que quatro pontes estão interditadas e que houve vários pontos de alagamento no centro da cidade.

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Além disso, um asilo foi invadido pelas águas e 38 idosos precisaram ser instalados no IFNMG (Instituto Federal do Norte de Minas).

Já em Montes Claros, também no norte de Minas, os bombeiros atuam na vistoria da barragem Vai Quem Pode, que está sendo monitorada pelo Compdec (Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil).

Desde que a temporada de chuva começou, seis pessoas já morreram no estado. As mortes foram registradas nos municípios de Uberaba, Coronel Fabriciano, Nova Serrana, Engenheiro Caldas, Pescador e Montes Claros.

Em nota, o governo do estado diz que montou uma força-tarefa para enfrentar os estragos causados pelas chuvas. “As ações executadas pela força-tarefa estão relacionadas à resposta imediata aos desastres, socorro, assistência social e restabelecimento dos serviços essenciais”, afirmou o governo, acrescentando que ajuda humanitária foi enviada às pessoas afetadas.

A previsão, porém, é de que as chuvas continuem. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o tempo segue instável em todo o estado nesta quarta, mas o volume de chuva tende a diminuir no norte de Minas. Já nos próximos dias, boa parte das regiões do estado devem registrar fortes chuvas.

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Ainda segundo o instituto, os temporais que já mataram 21 pessoas na Bahia estão se deslocando em direção ao Sudeste do país e devem alcançar nesta quarta-feira os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

fonte: folha.uol.com.br