O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), será julgado por juri popular por assassinato do policial militar Gledson da Silva . Assim decidiu o juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior na semana passada com publicação na terça-feira, 8. O magistrado rejeitou as alegações da defesa do prefeito e Xavier agora aguardará data para o julgamento.
O assassinato do policial militar ocorreu em 2025 no fim de uma vaguejada na cidade de Trizidela do Vale. João Victor Xavier, por câmeras de seguranças, vai ao carro, pega uma arma e depois volta ao local da saída da vaguejada e efetua disparos contra Gledson da Silva.
Inicialmente, após quase uma semana, o prefeito de Igarapé Grande teve a prisão preventiva decretada quando ele se apresentou e confessou que atirou contra o policial militar, mas alegou legítima defesa.
Após, foi revogada a prisão preventiva de Xavier pelo Tribunal de Justiça ficando ele respondendo em liberdade e sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.
Agora, após a audiência de instrução, a defesa de João Victor Xavier tentava evitar o juri popular. No entanto, no julgamento do juiz, ficou detemrinado o julgamento no Tribunal do Juri. A defesa do prefeito chegou a alega cerceamento de defesa o que não prosperou.
Outra possibilidade que deve ocorrer é que o juri popular ocorra fora de Igarapé Grande. São Luís deverá ser o local do julgamento. Esse pedido chamado de desaforamento deve ser pelo Ministério Público ao Tribunal de Justiça (TJ) por entender que pode haver contaminação no entendimento da população no julgamento de seu prefeito.
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completou oito meses sem uma resposta definitiva sobre o paradeiro das crianças. O caso, que começou em uma área de mata na zona rural de Bacabal, no Maranhão, mobilizou mais de mil pessoas, forças estaduais e federais, equipamentos especializados e, agora, chega a uma nova etapa com a possibilidade de cooperação internacional.
O encontro desta quarta-feira deverá ajudar a esclarecer de que forma os recursos de cooperação internacional poderão ser empregados no caso e quais procedimentos podem ser adotados caso apareçam pistas fora do território brasileiro.
Do desaparecimento às buscas internacionais
Ágatha e Allan desapareceram na tarde de 4 de janeiro, depois de saírem para brincar em uma área de mata na região do Quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Na ocasião, uma terceira criança, primo dos irmãos, também desapareceu.
O menino, de 8 anos, foi encontrado com vida dois dias depois por produtores rurais. A partir daí, as operações se concentraram na localização de Ágatha e Allan.
Ao longo dos meses, as buscas passaram por áreas de mata, rios e lagos, contaram com cães farejadores, mergulhadores, aeronaves e equipamentos de sonar, além da participação de centenas de agentes e voluntários. Com o passar do tempo e sem novos vestígios confirmados, a operação em campo foi reduzida e a investigação policial ganhou maior peso.
Relembre os principais momentos do caso:
4/1 – Três crianças desaparecem em Bacabal
Ágatha Isabelly, Allan Michael e o primo deles, de 8 anos, desapareceram enquanto brincavam em uma região de mata do Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Familiares, moradores e policiais iniciaram as buscas ainda nos primeiros momentos após o desaparecimento.
7/1 – Uma das crianças é encontrada
O primo de Ágatha e Allan foi encontrado com vida por produtores rurais da região. A localização do menino levou as equipes a intensificarem as buscas pelos dois irmãos.
8/1 – Peças são encontradas e recompensa é oferecida
A força-tarefa encontrou um calção e uma sandália em uma área de mata próxima à região das buscas. No mesmo período, o prefeito de Bacabal ofereceu recompensa de R$ 20 mil por informações que levassem à localização das crianças. A medida, porém, não resultou em uma pista conclusiva.
9/1 – Voluntários reforçam operação
Centenas de voluntários passaram a atuar ao lado das forças de segurança. A mata fechada e as dificuldades de acesso à região aumentaram a complexidade da operação.
10/1 – Exército reforça buscas
No sétimo dia de operação, o Exército e o Batalhão Ambiental reforçaram as equipes. As buscas se concentraram nas proximidades de um lago após o primo das crianças relatar que havia deixado Ágatha e Allan naquela região antes de sair em busca de ajuda.
11/1 – Novas roupas são encontradas
Com cerca de 600 pessoas envolvidas na operação, voluntários encontraram peças de roupas infantis em uma área de matagal. O material levantou a possibilidade de um novo vestígio, mas posteriormente foi descartado pela família.
12/1 – Família descarta roupas encontradas
Familiares informaram que as peças encontradas não pertenciam aos irmãos. Na ocasião, a Polícia Militar afirmou que os trabalhos continuariam em busca das crianças.
17/1 – Marinha utiliza tecnologia nas buscas
Mergulhadores da Marinha passaram a participar da operação. Uma equipe com 11 militares enviada de São Luís utilizou um side scan sonar, equipamento capaz de identificar objetos submersos por ondas sonoras, inclusive em águas turvas ou profundas.
A operação também contou com lancha e motoaquática. Cerca de 500 pessoas participavam das buscas naquele momento, entre integrantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários.
20/1 – Primo retorna à região das buscas
Com autorização da Justiça do Maranhão, o primo de Ágatha e Allan participou de uma ação para reconstituir o trajeto feito pelas três crianças.
Acompanhado por policiais e profissionais da rede de proteção à infância, o menino indicou os caminhos percorridos até o local onde posteriormente foi encontrado.
Ele também esteve na chamada “casa caída”, uma cabana localizada a aproximadamente 500 metros do rio Mearim e apontada como o último lugar onde teria permanecido com os primos antes de sair em busca de ajuda.
Cães farejadores haviam indicado a presença das crianças no local, fazendo com que a área se tornasse um dos principais pontos investigados.
23/1 – Buscas em campo são reduzidas
Após 19 dias de operação, as buscas entraram em uma nova fase. Com a varredura das principais áreas inicialmente mapeadas, a procura ostensiva na mata foi reduzida e a investigação policial passou a concentrar os esforços.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as equipes permaneceram de prontidão para retornar a pontos específicos caso novos indícios surgissem.
Mais de mil pessoas, entre integrantes das forças de segurança estaduais e federais e voluntários, haviam participado da mobilização desde o desaparecimento.
26/1 – Polícia descarta pista em hotel de São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo investigou uma denúncia de que Ágatha e Allan poderiam ter sido vistos em um hotel no Centro da capital paulista.
Agentes da Divisão Antissequestro foram ao endereço e constataram que as crianças encontradas no local não eram os irmãos desaparecidos. A informação foi descartada, e as investigações continuaram.
27/1 – Polícia desmente boato sobre venda das crianças
A Polícia Civil do Maranhão desmentiu uma informação que circulava nas redes sociais alegando que a mãe e o padrasto dos irmãos teriam vendido as crianças por R$ 35 mil.
O delegado-geral adjunto operacional, Ederson Martins, integrante da força-tarefa, afirmou que a informação não tinha fundamento e alertou que a circulação de boatos poderia colocar a família em risco.
Naquele momento, segundo a polícia, não havia indícios de envolvimento da mãe ou do padrasto no desaparecimento. Todas as denúncias recebidas continuavam sendo verificadas.
28/1 – Amber Alert passa a ser utilizado
Com a redução das buscas em campo, a força-tarefa adotou novas ferramentas para ampliar a divulgação do desaparecimento.
Entre elas estava o protocolo Amber Alert, coordenado pela Polícia Civil do Maranhão. O sistema permite a divulgação emergencial de informações sobre crianças desaparecidas ou possíveis vítimas de sequestro em plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, alcançando usuários em uma área determinada.
A estratégia buscava aumentar o alcance das informações e a possibilidade de surgimento de novas pistas.
4/2 – Caso completa um mês
Um mês após o desaparecimento, ainda não havia pistas conclusivas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.
A Polícia Civil informou que o inquérito permanecia aberto e diferentes hipóteses continuavam sendo consideradas.
19/2 – Buscas chegam ao 45º dia
Após 45 dias, equipes de segurança ainda realizavam trabalhos relacionados às buscas na região do Quilombo São Sebastião dos Pretos.
Apesar da mobilização de policiais, bombeiros, moradores e voluntários desde o início do caso, nenhum vestígio confirmado dos irmãos havia sido localizado.
26/2 – Família cobra respostas
Mais de sete semanas depois do desaparecimento, familiares voltaram a pedir informações que pudessem ajudar a encontrar as crianças.
A avó de Ágatha e Allan falou publicamente sobre a angústia da família diante da falta de respostas, enquanto investigadores continuavam analisando denúncias, pistas e depoimentos.
4/3 – Dois meses sem solução
O desaparecimento completou dois meses sem que a investigação tivesse chegado a uma conclusão sobre o que aconteceu com os irmãos.
O caso permaneceu sob responsabilidade da Polícia Civil do Maranhão, com apoio de equipes especializadas.
4/5 – Quatro meses e novas linhas de investigação
Após quatro meses sem notícias, diferentes possibilidades continuavam sendo analisadas pelas autoridades, entre elas desaparecimento acidental na mata, afogamento, ataque de animal e eventual retirada das crianças da região.
Com a ausência de vestígios conclusivos nas áreas vasculhadas, outras hipóteses passaram a receber atenção dos investigadores.
4/7 – Seis meses sem localização
Seis meses após o desaparecimento, Ágatha e Allan continuavam sem ser encontrados. A investigação permanecia aberta e a família seguia cobrando respostas.
Embora as buscas físicas tivessem sido reduzidas em comparação com as primeiras semanas da operação, a investigação criminal continuava em andamento.
4/9 – Caso completa oito meses
O desaparecimento chegou à marca de oito meses sem uma resposta definitiva sobre o paradeiro dos irmãos.
A mãe das crianças afirmou que continuava esperando pelo reencontro com os filhos. O caso seguia sob investigação.
8/9 – Interpol oferece apoio ao caso
O caso ganhou um novo desdobramento com a oferta de apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), segundo a advogada da família.
A cooperação poderá permitir o uso de mecanismos internacionais caso surjam informações que apontem para a possibilidade de Ágatha e Allan estarem fora do Brasil.
Até o momento, porém, não há confirmação de que as crianças tenham deixado o país nem de que tenham sido localizadas no exterior.
9/9 – Mãe deve se reunir com núcleo da Polícia Federal
Clarice Cardoso, mãe de Ágatha e Allan, deve se reunir nesta quarta-feira (9) com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal, em São Luís.
A expectativa é que o encontro esclareça quais ferramentas poderão ser utilizadas a partir do apoio oferecido pela Interpol e como uma eventual cooperação internacional poderá contribuir para a investigação.
Oito meses depois do desaparecimento, o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael permanece desconhecido. A oferta de apoio internacional abre uma nova possibilidade para a investigação, mas, até o momento, não representa uma confirmação sobre onde as crianças possam estar.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (2/9), a Operação Selo Corrompido, no âmbito de investigação que apura a atuação de grupo criminoso voltado ao desvio de cartões bancário com objetivo de obter vantagens indevidas mediante movimentação fraudulenta de contas bancárias de terceiros e benefícios previdenciários. A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão no município de Bacabal/MA.
As investigações tiveram início a partir de comunicação formulada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), que identificou indícios de desvios de correspondências contendo cartões bancários nas dependências da agência dos Correios, com possível participação de empregado da empresa pública.
Segundo os elementos reunidos até o momento, o esquema consistiria na interceptação de cartões bancários que possuíam saldo em conta. A apuração identificou, ainda, indícios de atuação entre investigados, incluindo tentativas de retirada de correspondências contendo cartões bancários e utilização de documentos falsos.
fonte: Comunicação Social da Polícia Federal do Maranhão
Polícia prende suspeito de estupro de vulnerável ocorrido em Matões em 2012. (Foto: Divulgação)
Um idoso de 74 anos suspeito de estupro de adolescente no município de Matões foi preso na manhã desse domingo (30). Polícia Civil do Maranhão (PCMA) cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o investigado que estava foragido.
O estupro aconteceu em 2012, no povoado Santa Luzia, na zona rural de Matões. A vítima era uma adolescente com transtorno mental grave e, segundo as investigações, engravidou em decorrência do abuso.
A Polícia Civil informou que o suspeito do estupro estava foragido desde julho de 2025. Ele teria deixado Matões e passado a morar em um endereço até então desconhecido no município de Parnarama.
Após diligências, os policiais conseguiram localizar o homem e cumprir a ordem judicial. A prisão ocorreu durante uma operação da 18ª Delegacia Regional de Matões, que realizava ações preventivas e repressivas por causa do festejo promovido no município durante o fim de semana, período marcado por maior circulação de pessoas na cidade.
Após os procedimentos legais, o idoso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Professora morre após ser atropelada por caminhão-caçamba na BR-316, em Bacabal — Foto: Reprodução/TV Mirante
A professora Ilanna Cristina Vale Barbosa, de 36 anos, morreu após ser atropelada por um caminhão caçamba na BR-316, próximo ao bairro Mangueira, em Bacabal, no Maranhão, na quarta-feira (26).
Segundo informações preliminares, Ilanna voltava da escola onde trabalhava quando foi atingida pelo caminhão. Ela caiu da moto e morreu após ser atingida pela caçamba do veículo.
Após a colisão, o motorista deixou o caminhão no local e fugiu sem prestar socorro, segundo as informações iniciais. O veículo foi apreendido e levado para a Delegacia Regional de Bacabal.
Depois, advogados do motorista foram até a delegacia e apresentaram outra versão para o acidente. Segundo eles, a professora teria feito uma ultrapassagem irregular, perdido o controle da moto e caído antes de ser atingida pelo caminhão.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que vai apurar as circunstâncias da colisão e a responsabilidade pelo acidente.
Ilanna trabalhava como professora em uma escola de Bacabal e deixa marido e uma filha.
A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) realizou, nesta sexta-feira (21), a segunda fase de uma operação que investiga o homicídio de Farys Lopes, ocorrido em 27 de abril de 2026, em Dom Pedro, no interior do Maranhão. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão.
A operação foi coordenada pelo Departamento de Homicídios do Interior (DHI) e contou com o apoio de equipes da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI).
Segundo a Polícia Civil, os mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário após representação apresentada pela corporação. A nova etapa da investigação busca identificar e responsabilizar possíveis mandantes do crime.
Na primeira fase da apuração, as equipes policiais concentraram os trabalhos na identificação dos suspeitos apontados como executores do homicídio. Três pessoas foram identificadas e duas delas foram presas.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação aponta que a motivação do crime pode estar relacionada a um conflito de natureza patrimonial envolvendo a família de “Dedé dos Pneus”.
Após o cumprimento das medidas legais, os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias do homicídio e identificar todos os envolvidos.
A juíza Sheila Silva Cunha presidiu nesta quinta-feira, dia 20 de agosto, uma sessão do Tribunal do Júri na 1ª Vara de Lago da Pedra. Em julgamento, o caso de uma mãe que teria envenenado a própria filha, uma criança com Transtorno do Espectro Autista, de apenas seis anos de idade. Ao final da sessão, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação da ré Ana Paula Cunha da Silva, que recebeu a pena definitiva de 21 anos e nove meses, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
De acordo com a denúncia, a criança foi morta em 17 de janeiro de 2022, tendo como causa da morte asfixia por intoxicação exógena, que é o dano ou reação nociva ao corpo causado pelo contato, ingestão, inalação ou absorção de substâncias químicas, medicamentos, drogas, agrotóxicos ou venenos. Foram encontrados com a denunciada dois frascos da substância encontrada na criança. Foi apurado que a menina ficava sob os cuidados de sua avó materna. No dia dos fatos, a denunciada estava de plantão no seu trabalho no hospital, indo até a sua casa por algumas vezes, com a justificativa de ver a sua filha, pois estava com um pressentimento ruim.
No período da tarde, a criança relatou para a avó que estava com muito sono e a língua estava doendo, e acabou passando mal. Em seguida, foi levada ao Hospital Professor Serra de Castro, onde, após parada cardíaca, acabou morrendo. No momento em que ocorriam os primeiros socorros à vítima, Ana Paula gritava que sua filha tinha sido envenenada. Ao ser informada sobre a morte da criança, a denunciada retirou dois frascos do bolso, sendo que um deles não possuía identificação com substância granulada, e o outro possuía um recipiente branco com líquido transparente.
AUTÓPSIA CONSTATOU ENVENENAMENTO
A denunciada gritou e disse que queria se matar mediante a utilização das substâncias contidas nesses dois frascos. O Instituto Médico Legal chegou na cidade e levou o corpo da vítima para a realização dos procedimentos solicitados, mas a denunciada não queria aceitar a realização da autópsia. Mesmo assim, os procedimentos foram realizados. Com o resultado foi constatado que havia a presença de pesticida, que seriam os mesmos dos frascos encontrados com a denunciada.
Por fim, a investigação policial concluiu que a motivação de Ana Paula consistia no fato de que ela queria se livrar de sua filha, pois a criança era autista e, por essa condição, precisaria de um maior acompanhamento multidisciplinar, algo que não acontecia. Em depoimentos, a denunciada dizia não ter tempo para cuidar da menina.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que Ana Paula foi responsável por ministrar e/ou fornecer à filha a substância tóxica que provocou sua morte, no caso, o agrotóxico Terbufós, conhecido popularmente como “chumbinho”. Após a leitura da sentença, a juíza determinou a condução da condenada à Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em São Luís.
Caso Adriana Oliveira: marido da influenciadora deixa prisão após decisão da Justiça. (Foto: Arquivo)
A Justiça concedeu liberdade a Valdiley Paixão Campos, o marido da influenciadora Adriana Oliveira, morta a tiros em Santa Luzia, no dia 15 de março de 2025. A decisão também beneficia Jailson Teles, acusado de participação no crime.
Segundo determinação do Poder Judiciário, os dois deverão cumprir uma série de medidas cautelares. Entre elas, não podem deixar Santa Luzia, frequentar bares ou estabelecimentos semelhantes e devem permanecer em recolhimento noturno entre 22h e 6h.
Dois investigados no caso Adriana Oliveira continuam presos
Outros dois investigados pelo caso continuam presos: Antônio do Zico, sogro de Adriana, e João Batista, apontado na investigação como o responsável por efetuar os disparos.
O assassinato da influenciadora Adriana Oliveira gerou grande repercussão no município de Santa Luzia, onde ela morava. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Defesa vai recorrer de decisão que colocou investigados do caso Adriana em liberdade
A defesa da família de Adriana Oliveira informou que vai recorrer da decisão em segunda instância, buscando reverter a liberdade concedida aos investigados.
A influenciadora digital Adriana Oliveira, de 27 anos, foi morta a tiros dentro de sua casa em Santa Luzia. O marido de Adriana relatou à polícia que um homem teria chegado na casa do casal em uma moto, entrado no imóvel, atirado contra Adriana e fugido. No entanto, câmeras de segurança próximas ao local e, analisadas pela polícia, não conseguiram comprovar a versão contada por Valdiley.
O assassinato da influenciadora Adriana Oliveira gerou grande repercussão no município de Santa Luzia, no interior do Maranhão, onde ela era bastante conhecida. Familiares, amigos e seguidores lamentam sua morte nas redes sociais.
A influenciadora de 27 anos tinha um filho e nas redes sociais dela, que já acumulavam quase 30 mil seguidores, ela compartilhava diariamente conteúdos da sua rotina.
De acordo com os levantamentos conduzidos pela corporação, a ação criminosa foi executada por cinco indivíduos armados que invadiram a residência das vítimas durante a noite. Os investigadores apuraram que o pai tentou proteger o menino abraçando-o no momento dos disparos, mas ambos acabaram baleados e faleceram no local do crime.
Investigação aponta motivação ligada a facções
A principal linha de investigação conduzida pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa aponta que a motivação do atentado estaria associada a uma rivalidade entre facções criminosas atuantes na região metropolitana. O alvo principal seria o pai, que supostamente teria ligações com um grupo rival ao dos suspeitos.
O homem capturado no Coroado tentou fugir no momento da abordagem policial, mas foi rapidamente contido pelas equipes de monitoramento. Com esta captura, sobe para dois o número de suspeitos detidos no âmbito das investigações, uma vez que o suposto mandante do crime já havia sido localizado e preso anteriormente. As autoridades continuam as diligências para identificar e capturar os demais envolvidos.
Duas irmãs foram presas pela Polícia Civil do Maranhão nesta segunda-feira (10), no município de Rosário, após a Justiça determinar o cumprimento definitivo das penas aplicadas pela participação em um homicídio ocorrido em 2019, em Matinha.
Segundo as investigações, as duas mulheres foram responsabilizadas pela morte de uma vítima, assassinada a golpes de faca. O caso foi submetido ao Tribunal do Júri, que reconheceu a participação das acusadas e determinou as respectivas condenações.
Uma das irmãs foi sentenciada a 16 anos de prisão, enquanto a outra recebeu pena de 18 anos e oito meses de reclusão.
Após o encerramento definitivo do processo, a Justiça expediu os mandados de prisão para o início do cumprimento das penas. As duas foram encontradas e detidas durante a ação realizada pela Polícia Civil nesta segunda-feira.
Depois dos procedimentos legais, as irmãs foram encaminhadas ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça para o cumprimento das condenações.