Momento da inauguração da U. E. São Miguel/Trizidela do Vale – MA/Foto: ASCOMTV
A nova Unidade de Ensino São Miguel foi entregue à comunidade de Trizidela do Vale, neste sábado, 15 de agosto. A solenidade de inauguração foi realizada na quadra da escola e contou com as presenças dos pais dos alunos, professores, direção da escola, o prefeito Fred Maia, a nova secretária de educação, Maria Sônia, e demais autoridades municipais prestigiaram o evento, que foi um verdadeiro momento de emoções e homenagens.
Fotos/ASCOMTV
A antiga Unidade de Ensino não oferecia nenhum conforto aos alunos e professores, tinha um número razoável de alunos. Mas graças ao árduo trabalho da direção da escola e seus servidores, atualmente o São Miguel é referência pelo simples fato de manter disciplina e uma forma bem diferente de trabalhar o crescimento ético e moral de seus alunos. Trabalho este que nos últimos anos rendeu um grande número de matriculados e nenhum número de alunos evadidos da escola.
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A nova estrutura ganhou mais salas de aulas, diretoria, sala de professores, área de recreação, novos banheiros e sua quadra completamente reformada para as práticas esportivas dos alunos.
“A nova Escola representa a concretização de um sonho e reafirma o compromisso da Administração Municipal com a construção de uma nova realidade para a Educação do Município“, disse o prefeito Fred Maia.
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Para a direção e os professores, se o ensino era bom, agora vai ser melhor ainda.
Por Thony Maranhão – Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Trizidela do Vale – MA
Depois do advento da internet comercial, o rádio sofreu uma metamorfose. Ampliaram as possibilidades de produção e escuta. As audiências segmentadas fragmentaram-se em nichos antes não atingidos. Nos sites das emissoras de rádio, os estúdios começaram a ser vistos ao vivo, as reportagens passaram a ser transcritas, ganharam fotos e até imagem em movimento. Na web, qualquer emissora do mundo pode ser ouvida em plataformas dedicadas a isso.
O rádio na rede pode ser sincrônico (em tempo real) e assincrônico, em reportagens gravadas, como acontece na Radioagência Nacional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ou nos milhares de podcasts. Concomitantemente, o rádio continua sendo o veículo eletrônico mais instantâneo, íntimo do ouvinte, que trata por “você”, próximo dos acontecimentos e de menor custo.
Essas propriedades são tema recorrentes do interesse dos pesquisadores de rádio no Brasil que, além do presente e do futuro do veículo, continuam investigando o passado. Na próxima quarta-feira (19), a Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar) realiza uma live (a partir das 18h) onde será debatida a nova data de nascimento oficial do rádio no Brasil: 6 de abril de 1919.
No dia seguinte àquela data, o extinto Jornal de Recife deu a seguinte nota:
“Consoante convocação anterior realizou-se ontem, na Escola Superior de Eletricidade, a fundação do Rádio Clube, sob os auspícios de uma plêiade [reunião] de moços que se dedicam ao estudo da eletricidade e da telegrafia sem fio (TSF).”
A notícia foi localizada em uma microfilmagem do Jornal de Recife, durante pesquisa do professor Pedro Serico Vaz Filho, da Universidade Anhembi Morumbi (UAM), que desde o fim dos anos 1990 investiga a história do rádio. A nova data de aniversário foi corroborada por mais notícias localizadas pelo pesquisador em jornais e revistas, publicados dentro e fora de Pernambuco, inclusive sobre o estatuto da nova emissora.
Jovens curiosos
“Claro que não foi uma rádio com a estrutura que nós temos. Eram jovens estudantes curiosos, que estudavam a radiotelegrafia e resolveram montar uma estação de rádio, [de caráter] bem amador, bem experimental, Mas já deram o título de Rádio Clube de Pernambuco”, disse Vaz Filho em entrevista à Agência Brasil.
Além da investigação em periódicos impressos, o pesquisador reviu a bibliografia a respeito e fez entrevistas com diferentes fontes que testemunharam o funcionamento da Radio Clube ainda na primeira metade do século 20.
“Os preparativos para a fundação da emissora, segundo apuração com o ex-presidente da Rádio, também pesquisador Antonio Camelo, aconteceram na rua das Mangueiras, atualmente rua Leão Coroado, no bairro da Boa Vista”, descreveu à reportagem Vaz Filho. Segundo ele, “a Imprensa Oficial do Estado publicou no dia 7 de abril de 1919, um despacho da prefeitura recifense, doando um pavilhão do Jardim 13 de maio, atualmente Parque 13 de maio para funcionar como sede da Rádio Clube.”
As descobertas de Pedro Vaz Filho sobre a primazia da Rádio Clube confirmam o que o professor, jornalista e radialista, Luiz Maranhão Filho, hoje com 87 anos, sempre defendeu. O pai de Maranhão Filho trabalhou na emissora pioneira. Os dois professores participarão dalive organizada pela Alcar.
Data avalizada
Durante um encontro de história da mídia realizado no ano passado na capital do Rio Grande do Norte, os pesquisadores especialistas no assunto assinaram a Carta de Natal, onde “avalizam essa decisão os dados apresentados há mais de três décadas pelo pesquisador Luiz Maranhão Filho (UFPE) e validados, mais recentemente, pelo pesquisador Pedro Serico Vaz (Anhembi Morumbi).”
O novo entendimento sobre o nascimento do rádio no Brasil muda o conteúdo das aulas dos cursos de jornalismo, audiovisual e publicidade nas faculdades de comunicação. Até recentemente, a bibliografia especializada reconhecia que a transmissão radiofônica pregressa havia ocorrido de fato naquela data em Recife, mas que a primeira emissora regular seria a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a partir de 17 de outubro de 1923.
A Rádio Sociedade foi fundada por acadêmicos como o médico e antropólogo Edgar Roquette-Pinto que via o rádio como um meio estratégico para levar educação à população, então majoritariamente analfabeta. “O TSF [ sistema de telegrafia sem fio] espalha a cultura, as informações, o ensino prático elementar, o civismo, abre campo ao progresso, preparando os tabaréus [pessoa sem instrução] despertando em cada qual o desejo de aprender”, escreveu Roquette-Pinto em artigo publicado em 1927.
De acordo com Vaz Filho, o líder da fundação da Rádio Clube de Pernambuco foi o radiotelegrafista e contabilista Augusto Joaquim Ferreira, também de perfil intelectual, mas não acadêmico. “Ele e outros jovens pensaram naquela possibilidade como meio de comunicação, não exatamente para levar educação às pessoas, o objetivo era outro: levar informações”, como ainda se dá hoje no rádio escutado no dial dos aparelhos à pilha ou na podosfera acessada pelos serviços de streaming.
Roberta Pereira estava no banco de passageiro no momento do acidente – Foto: Reprodução/Instagram
A Companhia Independente de Policiamento de Trânsito (Ciptran), informou neste sábado (15), que a jornalista Roberta Pereira, de 27 anos, que morreu em acidente de trânsito na noite de sexta-feira (14), estava fugindo de um assalto quando o carro em que seguia acabou colidindo em outro veículo na Rua Lemos Cunha, bairro Ininga, zona Leste de Teresina. Roberta Pereira era especialista em Marketing digital e Bacharel em Direito e trabalhava atualmente como gerente comercial de um portal de notícias da capital.
Ainda de acordo com a Ciptran, Roberta, que estava no banco de passageiro, com outros quatro ocupantes em um carro modelo Celta, de cor vermelho, quando foram abordados por um assaltante, que estava em uma moto, e o condutor do automóvel, identificado como Francisco de Moura, tentou escapar do assalto.
No momento que tentava fugir do assaltante, o grupo colidiu em outro carro, que estava estacionado e Roberta foi a óbito no local.
Os outros ocupantes do carro ficaram feridos, foram socorridos e encaminhados para o hospital. A reportagem do meionorte.com entrou em contato com a assessoria de comunicação do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas foi informada que por orientação do setor jurídico, o HUT não informa estado de saúde de pacientes, somente por meio de boletim médico à família.
O caso será acompanhado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito.
Inauguração da reforma do Mercado Central de Pedreiras/Foto/Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
Uma verdadeira maratona de inaugurações e ações de saúde foi realizada pela Prefeitura de Pedreiras nesta sexta-feira (14/08). Recentemente concluída, a Unidade Básica de Saúde Débora Damasceno no Bairro Maria Rita, foi a primeira a ser inaugurada, uma estrutura moderna e bem equipada para atender a população.
Foto/Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
Também foram feitas as entregas dos prédios de saúde reformados do SAE/CTA; do Centro de Especialidades Dr. Kleber Carvalho Branco, na Boiada; da UBS Brasilizia Reis, no Diogo; CAPS AD Dr. Antônio Brás, no Goiabal e da Unidade de Saúde Vicente Benigno, no Bairro Mutirão.
Foto/Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
Logo em seguida, o prefeito Antônio França, secretários municipais e vereadores e a população, se deslocaram até a zona rural de Pedreiras para a entrega da ponte do povoado Olho D’Água. Também inaugurada a ponte do Povoado Santa Cantídia. Com as novas pontes construídas, os moradores daquelas comunidades e regiões podem trafegar com mais facilidade e segurança.
Inauguração da reforma do Mercado Central, com a presença do Senador Roberto Rocha/Foto/Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
Mais uma grande e importante obra foi entregue pelo Governo Municipal à população pedreirense, que recebeu com muita alegria as novas instalações do Mercado Municipal Nivaldete Ferreira da Silva, com a presença do senador Roberto Rocha, autor da emenda que destinou recursos destinados para a execução da obra.
Há cerca de 40 anos sem receber reformas, o Mercado de Pedreiras foi reconstruído, recebendo desde um novo piso até o telhado, passando por todos os boxes internos e externos. Foram sete meses de muito trabalho e compromisso no sentido de proporcionar aos feirantes, uma estrutura de qualidade para trabalhar, e à população de Pedreiras e Região, um espaço limpo e organizado para se fazer compras.
Prefeito Antônio França/Foto/Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
“Nossa gestão está melhorando a vida da nossa população, pois nossa prioridade é cuidar bem das pessoas, dando condições de saúde com várias especialidades, assistência social. Essas são as obras estruturantes, pois entendemos que as pessoas precisam de cuidados. Mantemos nosso pagamento de funcionários em dia, dando-lhes condições de ter vida digna”, disse o prefeito Antônio França.
Senador Roberto Rocha/Foto/Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
Durante a inauguração do Mercado Central, o senador Roberto Rocha anunciou que fará a recuperação da parte externa, das barracas no entorno do mercado, e recebeu do prefeito Antônio França várias demandas para o município de Pedreiras, pelo qual ele pediu apoio ao senador.
Foto/Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Pedreiras – MA
Participaram das inaugurações os vereadores Didi Motos, Totinho Sampaio, Jotinha Oliveira, Zezinho do Amor e Zé Renato.
O governado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), faz um panorama da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, e anunciou novas ações de combate no Maranhão, em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (14).
Mais uma vez, Flávio Dino voltou a reforçar a importância do cumprimento dos protocolos sanitários a fim de reduzir o número de infectados pela Covid-19, assim com o de mortos. Segundo ele, os cuidados básicos como o uso da máscara, higienização das mãos e distanciamento social são indispensáveis. “O coronavírus ainda está entre nós levando vidas, causando sofrimento e, por isso, enfatizo a necessidade de cumprimento das normas sanitárias”, disse o governador.
Vacina
Durante a coletiva, o governado anunciou que o Maranhão está aderindo um protocolo com o governo da Rússia, ainda de caráter preliminar, tendo em vista a notícia, ainda não validada definitivamente, de que aquele país obteve avanços nas pesquisas de vacina contra a doença. “O governador da Bahia, onde situa o consórcio Nordeste, está à frente representando os nove estados da região”, explicou.
As pequenas atrações musicais estavam suspensas por causa da pandemia de coronavírus. Agora, podem retornar, mas com restrições.
As regras básicas para as outras atividades valem também para os bares e restaurantes com atrações musicais: máscara obrigatória para todos (com exceção do vocalista e do instrumentista de sopro), distanciamento de dois metros, limpeza das mãos e nada de aglomeração. Veja, abaixo, outras regras a serem cumpridas:
Continuam proibidas as atrações musicais e culturais de médio e grande portes, que promovam aglomeração;
Só serão permitidas apresentações com até dois integrantes. Por exemplo: voz e violão; voz e teclado; violão e percussão; etc;
Os músicos deverão entrar e sair por acesso próprio, a fim de evitar contato com o público;
O acesso ao palco também deve ser isolado;
É preciso também estabelecer uma distância de dois metros entre o palco e os convidados ou público.
Os instrumentos deverão se higienizados e a equipe de trabalho deve ser reduzida;
A montagem dos instrumentos, mesas de som e outros estruturas deve ser feita com até 3 horas de antecedência;
É proibido o acesso de acompanhantes, com exceção de produtores e músicos, limitados ao menor número possível;
Os camarins devem ter avisos sobre o número máximo de pessoas permitidas, bem como outras regras de higiene;
As regras também valem para bares e alimentações em praças de alimentação de shoppings e galerias.
O estado contabiliza 7.093 pessoas em tratamento contra a Covid-19. Ao todo, 6.650 estão em isolamento domiciliar, 262 internados em enfermarias e 181 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, preside sessão extraordinária do Senado Federal/Fábio Rodrigues Pazzebom/Agência Brasil
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, promulgou a Lei nº 14.036/2020, originada da Medida Provisória (MP) nº 986/2020, que define as regras de repasse dos recursos ao setor cultural, conforme previsto pela Lei Aldir Blanc, sancionada em junho.
O texto prevê prazo de 120 dias para que estados, municípios e o Distrito Federal repassem os R$ 3 bilhões de recursos federais destinados a ações emergenciais no setor cultural. Os valores do auxílio que não forem utilizados deverão ser devolvidos à União. Uma nova regulamentação ainda deve informar a forma e o prazo para essa devolução.
De acordo com a lei, a aplicação dos recursos está limitada aos valores liberados pelo governo federal. Caso prefeitos e governadores queiram aumentar o valor dos benefícios repassados, deverão fazer a complementação com recursos próprios.
A Lei nº 14.017/2020, que instituiu o auxílio financeiro, foi chamada de Lei Aldir Blanc em homenagem ao escritor e compositor de 73 anos que morreu após contrair covid-19, em maio, no Rio de Janeiro. As atividades do setor -–cinemas, museus, shows musicais e teatrais, entre outros – foram umas das primeiras a interromper as atividades como medida de prevenção à disseminação do novo coronavírus no país.
O texto da lei prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural, além de subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais.
Os planos de saúde estão obrigados, a partir de hoje (14), a cobrir exames para detecção do novo coronavírus (SARS-CoV-2), que provoca a covid-19. A decisão, tomada ontem pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar, prevê a cobertura para a pesquisa de anticorpos IgC ou anticorpos totais e foi publicada hoje noDiário Oficial da União.
Os exames poderão ser feitos nos pacientes com síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave (SRAG) a partir do oitavo dia do início dos sintomas e também para crianças ou adolescentes com quadro suspeito de síndrome multissistêmica inflamatória pós-infecção pelo novo coronavírus.
Os planos de saúde, no entanto, não estão obrigados a cobrir os testes nos seguintes casos: RT-PCR prévio positivo para Sars-Cov-2; pacientes que já tenham realizado o teste sorológico, com resultado positivo; pacientes que tenham realizado o teste sorológico, com resultado negativo, há menos de uma semana; para testes rápidos; pacientes cuja prescrição tem finalidade de screening, retorno ao trabalho, pré-operatório, controle de cura ou contato próximo/domiciliar com caso confirmado; e para verificação de imunidade pós vacinal.
Carga de asas de frango que chegou a Shenzhen, no sul do país asiático, foi confiscada Foto: RODOLFO BUHRER / Reuters
Uma amostra de asas de frango congeladas importadas do Brasil, de um frigorífico do sul de Santa Catarina, apresentou resultado positivo para o novo coronavírus, segundo comunicado do governo chinês divulgado nesta quinta-feira. A amostra foi retirada da superfície do frango, o que torna o caso diferente dos anteriores. As outras amostras de comida congelada que tiveram o resultado positivo para o vírus tinham material recolhido da superfície das embalagens.
As autoridades procuraram agir rapidamente e informaram que submeteram imediatamente a exames de diagnóstico as pessoas que tiveram contato com os produtos contaminados, assim como seus parentes. Todos os testes apresentaram resultado negativo, segundo o comunicado.
A contaminação do alimento pode provocar queda das exportações brasileiras para a China.
— É difícil dizer em que estágio o frango congelado foi infectado — disse à Reuters um funcionário de um exportador de carne brasileiro com sede na China. A embaixada brasileira em Pequim ainda não se pronunciou sobre o caso.
Em Shenzhen, a amostra foi considerada positiva para o vírus durante testes de rotina no distrito de Longgang na terça-feira, e confirmada num reexame pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças local, disse o jornal South China Morning Post.
O teste no frango brasileiro foi feito dentro de um programa de análises de rotina realizadas em carnes e frutos do mar importados. O programa de testes rotineiros está em vigor desde junho, quando um novo surto em Pequim foi associado a um mercado atacadista de alimentos na cidade de Xinfadi.
Camarão do Equador contaminado
O coronavírus também foi encontrado numa amostra de embalagem de camarão congelado do Equador em Xian, capital da província de Shaanxi, no noroeste da China. Na província de Anhui (Leste), a prefeitura da cidade de Wuhu anunciou que detectou a presença do coronavírus em embalagens de camarões também procedentes do Equador. Os pacotes estavam sendo conservados no congelador de um restaurante da cidade.
No dia 10 de julho, a Administração da Alfândega da China fez testes com mostras de um contêiner e com pacotes de camarões brancos do Pacífico que apresentaram resultados positivos para o novo coronavírus. As avaliações aconteceram nos portos de Dalian (nordeste) e Xiamen (leste).
Suspensão
No final de junho, a China suspendeu importações de três processadores brasileiros de carne, informou o Ministério da Agricultura, citando preocupações de Pequim em conter um novo surto da epidemia de Covid-19.
Em nota, na época, a pasta disse que o órgão chinês responsável pela área, a Administração Geral de Alfândega da China (GACC, na sigla em inglês) “solicitou recentemente informações sobre alguns estabelecimentos brasileiros que exportam para a China e que tiveram notícias divulgadas na imprensa do Brasil sobre casos da Covid-19 entre seus trabalhadores”.
No início de julho, testes em massa revelaram um surto de infecções por coronavírus em fábricas operadas pelas processadoras de alimentos JBS e BRF no Centro-Oeste do país, com 1.075 empregados de uma fábrica de suínos da JBS testando positivo para Covid-19.
Outros 85 trabalhadores também testaram positivo em frigorífico de aves da BRF na cidade, onde a empresa emprega cerca de 1.500 pessoas. Dias depois, a China suspendeu temporariamente as importações de uma fábrica da BRF em Lajeado e de uma da JBS em Três Passos, ambas no Estado do Rio Grande do Sul, segundo publicação no site da GACC.
O chefe de microbiologia do laboratório do Centro Nacional de Avaliação de Segurança Alimentar da China, Li Fengqin, disse a jornalistas em junho que a possibilidade de alimentos congelados causarem novas infecções não poderia ser descartada.
Maior comprador
A China é o maior comprador de carne suína e bovina do Brasil. O país asiático solicitou que os exportadores de carne certifiquem-se globalmente de que seus produtos estão livres de coronavírus.
O Brasil, maior produtor mundial de carne de frango, era até 2017 o principal fornecedor de frango congelado para a China, por um valor que se aproximava de US$ 1 bilhão por ano e um volume que representava quase 85% das importações do gigante asiático.
Mas nos últimos anos o país perdeu parte do mercado para Tailândia, Argentina e Chile, de acordo com a consultoria especializada Zhiyan.
No caso do Equador, dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o país sul-americano produziu em 2018 quase 500 mil toneladas de camarões e 98 mil oram exportadas para China, um mercado em plena expansão.
Testes em frigoríficos
O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Brasil conduz dede julho mais de 200 investigações com o objetivo de averiguar o que tem sido feito para evitar que o coronavírus se alastre pelos frigoríficos no Brasil.
Especialistas consultados pelo GLOBO afirmam que não só no Brasil, mas em países como EUA e Alemanha, a atividade apresentou número elevado de infectados por conta do ambiente de trabalho considerado de risco para a disseminação da doença.
— Todo ambiente fechado, mal ventilado e onde as pessoas trabalham muito próximas tem maior risco e os frigoríficos estão nessa categoria — afirmou Rosana Richtmann, médica Infectologista do instituto de Infectologia Emilio Ribas, de São Paulo.
Novo tratamento testado utiliza o soro de plasma com anticorpos de cavalos Foto: Guito Moreto / Agência O Globo
Cientistas brasileiros conseguiram desenvolver um soro contra a Covid-19 cujos anticorpos neutralizantes são até 50 vezes mais potentes do que os encontrados em pacientes convalescentes — aqueles que já foram infectados pelo novo coronavírus e estão recuperados. O tipo de tratamento proposto pelos pesquisadores é semelhante aos usados contra a raiva, o tétano e a picada de cobra.
Nesta quinta-feira, Jerson Lima Silva, presidente da Faperj e pesquisador da UFRJ, anunciará o depósito de uma patente e a submissão de uma publicação referente a este estudo na sessão científica na Academia Nacional de Medicina. A solicitação da patente dá segurança à descoberta brasileira e cobre desde a produção do soro anti-Sars-CoV-2 até o envase e a formulação final. A pesquisa é fruto de uma parceria feita entre a UFRJ, o Instituto Vital Brazil e a Fiocruz.
Anticorpos ‘trancam’ entrada do vírus nas células
O tratamento contra a Covid-19 proposto por cientistas brasileiros é baseado na resposta imunológica de cavalos à proteína S existente no novo coronavírus. Essa proteína é a chave que o Sars-CoV-2 utiliza para invadir as células humanas e se replicar. Os anticorpos “trancam” a entrada do vírus nas células, impedindo o avanço da doença.
A proteína S do novo coronavírus foi produzida no Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC) da UFRJ através de células geneticamente modificadas. Elas foram inoculadas em cinco cavalos do Instituto Vital Brazil. Depois de 70 dias, os plasmas de quatro dos cinco animais apresentaram anticorpos neutralizantes de 20 a 50 vezes mais potentes contra o vírus Sars-CoV-2 do que os plasmas de pessoas que tiveram Covid-19.
— Quando o organismo entra em contato com uma substância externa, ele gera uma resposta imunológica que leva à formação de anticorpos voltados contra aquele invasor. Como os pesquisadores do Instituto Vital Brazil utilizaram a proteína feita no nosso laboratório para injetar nos cavalos, os animais responderam gerando anticorpos anti-proteína S — explica Leda Castilho, coordenadora do LECC/UFRJ e professora da Coppe/UFRJ.
Segundo Lima Silva, a resposta imunológica dos cavalos foi muito alta, o que surpreendeu os pesquisadores. Em seguida eles testaram a capacidade das células protetoras de neutralizar o novo coronavírus:
— Esse foi outro resultado que nos surpreendeu, porque vimos que os anticorpos eram altamente neutralizantes quando comparados com os encontrados em pacientes convalescentes.
Para reduzir as chances de possíveis reações alérgicas nos seres humanos, algumas proteínas extras dos anticorpos do cavalo foram retiradas.
Teste em humanos é a próxima fase
A próxima fase do estudo é iniciar os testes clínicos, ou seja, em pacientes infectados pelo novo coronavírus. Para isso, os pesquisadores precisam conseguir autorização da Anvisa, com quem o grupo já conversa. Por ser uma substância de produção semelhante ao soro antirrábico, Adilson Stolet, presidente do Instituto Vital Brazil, acredita que a liberação da agência não vá demorar. Os estudos clínicos ocorrerão em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).
A ideia é usar o chamado soro hiperimune em pacientes internados em decorrência da Covid-19, mas que não estejam em leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). Assim, seria possível diminuir o número de mortes pela doença, já que o paciente receberia os anticorpos neutralizantes já prontos, sem ter que esperar que seu organismo os produzisse. A aplicação seria venosa.
— Não só eu, mas os outros pesquisadores que participam do estudo acreditamos que este é o melhor medicamento contra o coronavírus. A única opção melhor do que essa é a vacina, porque você tem a imunização, e a pessoa não fica doente. Mas, uma vez ficando doente, hoje é o melhor medicamento. Nada de cloroquina, ivermectina — declara Stolet.
Com o avanço do estudo e sua eficácia e segurança sendo comprovadas, a previsão é que o soro esteja pronto até o final do ano.
Quando estiver aprovado, o medicamento será distribuído no SUS. A capacidade de produção do Instituto Vital Brazil, segundo Stolet, é de 300 mil ampolas por ano. Mas, caso haja necessidade, há outros laboratórios, como a Fundação Ezequiel Dias (Funed-MG), que podem participar da produção, chegando a um milhão de ampolas.
A pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).