O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (28) que investiga um caso suspeito de coronavírus no país. O caso é de uma estudante de 22 anos atendida em Belo Horizonte e que viajou para a cidade de Wuhan, na China, epicentro da doença.
Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o estado de saúde da paciente é estável. Após ser atendida, ela foi colocada em isolamento até o resultado de exames. Cerca de 14 pessoas que tiveram contato com a paciente estão sendo monitoradas.
Antes, eram considerados como suspeitos os casos de pessoas com sintomas respiratórios, como febre, tosse e dificuldade para respirar, e com histórico de viagens a região de Wuhan nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas.
Agora, passam a ser considerados como suspeitos aqueles com histórico de viagens a toda a China 14 dias antes do início dos sintomas. O intervalo corresponde ao período de incubação do vírus —tempo entre infecção até o desenvolvimento dos sintomas.
Mandetta diz ainda que a pasta desaconselha viagens à China neste momento. “Não sendo estritamente necessário, recomendamos que não façam viagens até que o quadro todo esteja bem definido”, afirma, citando a ausência de dados completos sobre a extensão da transmissão do novo coronavírus.
Ainda de acordo com o ministério, desde 18 de janeiro, outros nove casos de pessoas com sintomas respiratórios chegaram a ser notificados por secretarias de saúde para serem avaliados, mas nenhum se enquadrava na definição de casos suspeitos. Resultados de exames feitos nos pacientes também descartaram o quadro.
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Atualmente, não há um teste rápido para o coronavírus, mas é possível fazer exames laboratoriais que verificam se o padrão do vírus é equivalente ao identificado na China.
Na última semana, a pasta ativou um centro de operações de emergência para monitorar o registro de possíveis casos. O centro, formado por especialistas em emergência em saúde pública, foi ativado em nível 1, entre três possíveis, o que indica um alerta inicial, visando a preparação da rede de saúde.
Com o registro de um caso suspeito em investigação, o nível de alerta passa agora a nível 2.
“Na medida em que identificamos o primeiro caso que se enquadrou na definição, entramos no nível 2, que é de perigo iminente [do vírus chegar ao país]. E caso temos alerta, sem casos suspeitos, a partir do primeiro caso, declaramos emergência de saúde pública de importância nacional”, diz o secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira.
Ele explica que o termo adotado para classificação de cada nível segue protocolos de saúde.
Para o ministro, a mudança no nível de alerta visa indicar à rede de saúde a necessidade de maior atenção devido à possibilidade do vírus chegar ao país.
Não se trata, porém, de um risco iminente de surto ou epidemia, afirma, mas sim de receber casos no país. “Falamos em perigo iminente quando se tem um vírus novo e a informação de que se tem transmissão sustentada em outro país, e pessoas que estiveram nesse país se movimentam em quantidade grande, o que se tem o perigo do vírus entrar em território nacional”, afirma Mandetta. “Precisamos ver como o vírus vai se comportar em países que não tem a mesma densidade populacional que a China.”
Apesar do alerta, ele diz que a rede de saúde está preparada para atender possíveis casos.
“É um momento de tranquilizar a população brasileira. Não temos hoje nenhum caso sustentado de circulação no Brasil”, diz o ministro. “Não é motivo nenhum para termos qualquer tipo de pânico, mas de sermos cautelosos”, afirma ele, que lembra que o SUS já atendeu a outras situações semelhantes de emergência, como a SARS e o zika. “Estamos preparados para monitorar todo esse quadro e aguardar o que a ciência coloca.”
Ele ressalta que a extensão da transmissão do novo vírus ainda é avaliada, mas que dados iniciais de outros países não apontam para uma transmissão rápida. Segundo o ministro, além dos casos notificados pelas secretarias de saúde, a pasta chegou a verificar 126 rumores de casos de coronavírus, mas nenhum estava nos critérios.
A recomendação para prevenção segue parâmetros semelhantes ao de outras infecções respiratórias, como evitar contato próximo com pessoas doentes e lavar as mãos com água e sabão.
Dino em acampamento “Lula Livre”: possível chapa com PT em 2022 Foto: Geraldo Bubniak / AGB
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi sondado pelo ex-presidente Lula para voltar ao PT, o que abriria a possibilidade de ele ser o candidato do partido para disputar a Presidência em 2022. Por ora, segundo interlocutores, não houve um convite formal, mas uma conversa com o ex-presidente, no último dia 18. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), também participou do encontro, que aconteceu pouco antes de uma reunião na Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo.
Ao jornal Valor Econômico, em entrevista publicada ontem, Gleisi disse que o partido trabalha com a reedição da candidatura presidencial do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, mas admitiu que vê o governador do Maranhão como uma alternativa e ressaltou que ele “sempre foi muito leal à causa” do ex-presidente Lula.
Ao GLOBO, a assessoria da deputada reafirmou suas declarações, mas disse que Lula não fez um convite formal a Dino. Haddad, por meio de sua assessoria, qualificou a entrevista como “adequada”. Já o ex-presidente Lula não quis comentar.
Nas próximas semanas, Lula deve encontrar Dino no Maranhão para uma agenda política. Segundo petistas, o apreço do ex-presidente por Dino cresceu em razão da defesa enfática de Lula que o governador fez quando o petista estava preso em Curitiba. A avaliação é que os argumentos de Dino renderam credibilidade à defesa do ex-presidente, além de trazer fundamentos jurídicos com a experiência de quem já atuou na magistratura.
Outro ponto a favor do governador foi seu apoio à ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment. Dino também tem relações de amizade e laços estreitos com o deputado Wadih Damous (RJ), o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e a própria Gleisi. A proximidade não é a mesma com Haddad, apesar de manter o diálogo com o petista desde a eleição de 2018.
Reaproximação
Dino iniciou sua vida partidária no fim dos anos 1980, quando foi um dos coordenadores do comitê de juventude para a candidatura de Lula à Presidência. Ele foi filiado ao PT de 1987 a 1994, quando ingressou na magistratura. Antes disso, porém, advogou para sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ao retornar à política em 2006, acabou se distanciando do partido na esfera estadual. Lula foi cabo eleitoral dos candidatos da família Sarney contra o grupo político de Dino nas eleições de 2010 e 2014. O apoio só veio na última eleição em 2018, quando o petista fez uma carta já da prisão.
Aliados também avaliam que Dino se cacifou para a disputa presidencial, após o presidente Jair Bolsonaro dizer que “daqueles governadores de paraíba, o pior é o do Maranhão”. Eles entendem que o comentário acabou projetando a imagem de Dino. Em meio ao ambiente de polarização política, o governador tem pregado o diálogo entre a esquerda e outras forças políticas. Dino tem mantido diálogo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e com o apresentador Luciano Huck, cotado como um possível presidenciável.
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A aliados, o governador afirma que sua estratégia é tirar a esquerda do isolamento e não ficar restrito à bandeira do “Lula Livre”. Ele tem dito que as forças progressistas precisam dialogar e formar uma frente ampla em defesa da democracia.
Portões da Universidade Santa Úrsula: estudantes fazem provas do Enem 2019 Foto: MARCELO THEOBALD / Agência O Globo
O Ministério da Educação (MEC) informou, em nota, que suspendeu as inscrições no Programa Universidade para Todos (Prouni), previstas para iniciarem nesta terça-feira (28).
As inscrições no Prouni e no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) dependem do resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cuja divulgação dos resultados, também prevista para esta terça, está suspensa.
Em sua decisão, na última sexta-feira (24), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região pede que o MEC comprove que os erros no Enem 2019 já foram solucionados.
Na noite desta segunda, o governo recorreu da decisão por meio da Advocacia-Geral da União (AGU).
Ainda em comunicado, o MEC diz que está disponível a consulta às informações referentes às 251.139 bolsas relativas ao primeiro processo seletivo do Prouni de 2020 no site do programa (siteprouni.mec.gov.br).
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“Os cronogramas definitivos dos programas de acesso à educação superior serão publicados após decisão final da justiça”, concluiu a pasta.
O presidente Jair Bolsonaro chega ao Ministério da Defesa para reunião com o ministro Fernando Azevedo e Silva.
O presidente Jair Bolsonaro vê dificuldades na aprovação de uma reforma tributária no Brasil. Em viagem oficial à Índia, ele conversou com jornalistas sobre o tema e disse que sua experiência como parlamentar mostra que nenhum ente federativo aceita perder arrecadação e que isso inviabiliza a reforma.
“Passei 28 anos na Câmara e nunca chegou até o final uma reforma tributária porque não atende estado, município e União. E não atendendo um dos três, e ninguém quer perder nada, acaba todo mundo perdendo muito e o Brasil continua nesse cipoal tributário que dificulta você produzir, empregar.”
Brasileiros deportados
Questionado se poderia aproveitar a boa relação com Donald Trump para pedir tratamento diferenciado aos brasileiros deportados dos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que não vai interferir nas leis norte-americanas.
“Você acha que eu vou pedir para ele descumprir a lei dele? Tenha santa paciência. A lei americana diz isso. É só você não ir para os Estados Unidos de forma ilegal”. Ontem (25), um avião com 50 brasileiros deportados chegou ao aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, vindo do estado americano do Texas.
São Paulo – O hospital A.C. Camargo, que é referência no tratamento de câncer, realiza parceria internacional de pesquisa sobre a doença com o programa Grand Challenge (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Um grupo de pesquisadores do Brasil, Reino Unido e Itália, coordenado por um professor brasileiro, desenvolveu um composto com ação potente e seletiva contra o câncer de ovário. O estudo realizado com o novo composto à base de paládio – metal raro de alto valor comercial – demonstrou sua eficácia contra células de tumor de ovário sem afetar o tecido saudável. Além disso, testes em células tumorais indicaram que o composto age contra tumores resistentes ao tratamento mais utilizado atualmente no combate ao câncer de ovário, que é feito com um fármaco chamado cisplatina.
O trabalho foi conduzido durante a pesquisa de doutorado da professora Carolina Gonçalves Oliveira, atualmente no Instituto de Química da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
A cisplatina é um quimioterápico eficiente para tumores no ovário, mas o tratamento pode causar efeitos colaterais severos aos pacientes, afetando rins, sistema nervoso e audição. Segundo o pesquisador do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) Victor Marcelo Deflon, que coordenou o estudo, isso acontece porque a molécula não é muito seletiva, ou seja, afeta também células saudáveis.
“[O novo composto] tem alta seletividade para células de câncer, isso traz uma expectativa de menos efeitos colaterais. E ele é ativo em células de câncer resistentes à cisplatina, isso é ótimo porque é uma alternativa para tratar câncer nesses casos que são resistentes à cisplatina”, disse Deflon. “Algumas células de câncer aprendem a se defender da cisplatina, então ficam resistentes”, complementou.
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Os pesquisadores identificaram o mecanismo de ação do novo composto e concluíram que há diferenças em relação à cisplatina. “O fato de ele [novo composto] atuar em células resistentes à cisplatina mostra que o mecanismo de ação dele é diferente, então a gente foi estudar qual era o mecanismo e acabou encontrando que o potencial alvo dele é uma enzima, não o DNA”, disse.
Testes clínicos
O composto à base de paládio teve ação na topoisomerase, uma enzima presente em tumores e que participa do processo de replicação do DNA, sendo um alvo potencial para quimioterápicos. “Essa enzima tem altas concentrações em células de câncer porque são células que se reproduzem muito rápido e ela está relacionada com metabolismo celular para replicação das células”, disse.
Já a cisplatina age diretamente no DNA, causando mudanças estruturais nele, impedindo a célula tumoral de copiá-lo. Deflon explicou que são alvos diferentes, mas tanto a cisplatina como o composto de paládio inibem o processo de divisão celular do tumor.
A partir dessa descoberta, os pesquisadores devem buscar o desenvolvimento de versões ainda mais eficientes do composto para obter uma molécula que possa ser testada em animais com boas chances de sucesso. Depois de testes bem-sucedidos em animais, a molécula pode ser levada para testes clínicos.
“É uma tentativa de desenvolver um fármaco que tenha menos efeitos colaterais que a cisplatina e, nesse caso, ele é mais seletivo tanto para célula que é sensível à cisplatina quanto para célula que é resistente à substância”, acrescentou.
Eles viajavam do Aeroporto John Wayne, em Orange County, também acerca de Los Angeles, para a cidade de Newbury Park, a 30 km de Calabasas, para um jogo da Mamba Academy, time de Gianna. Kobe seria o técnico.
O time é a conexão entre Gianna, filha de Kobe, e outros três tripulantes que morreram no acidente, todos da mesma família, segundo a CNN. Alyssa Alltobelli jogava junto com a filha de Kobe. No helicóptero, os pais dela, John e Keri Altobelli, acompanhavam-na. Aos 56 anos, John Altobelli era técnico de baseball da Orange Coast College (OCC). Também estava no helicóptero Christina Mauser, técnica da equipe juvenil feminina de basquete de Costa Mesa.
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De acordo com o jornal Los Angeles Times, às 9h06 no horário local a aeronave decolou e o acidente ocorreu menos de uma hora depois. Outras sete pessoas estavam a bordo. A causa do acidente ainda não foi divulgada.
Gianna costumava frequentar os jogos do Los Angeles Lakers com o pai e já demonstrava ter herdado a habilidade dele, nos jogos escolares. Defendia a Mamba Academy, um centro esportivo criado pelo pai para treinar jogadores de todas as idades. A menina sonhava em entrar na Universidade de Connecticut, tradicional do basquete feminino dos EUA, e seguir carreira profissionalmente.
Em entrevista recente ao apresentador Jimmy Kamell, Kobe contou que a menina sonhava em jogar na WNBA, a liga feminina.
Três novos acadêmicos foram empossados ontem (25), na APL – Academia Pedreirense de Letras. A solenidade aconteceu no plenário da Câmara de Vereadores de Pedreiras, que contou com as presenças de alguns membros da Academia, convidados, imprensa e familiares que prestigiaram esse momento solene.
Novos membros
Fotos: Sandro Vagner
Marcus Periks Barbosa Krause, sócio da cadeira nº 20 – Patrono Janoca Maciel; Maria Elisa Cantanhêde Braga Borges, sócia da cadeira de nº 14, Patrono Capitão Firmo Cantanhêde, e Paulo Roberto Gomes Vieira (Paulinho Nó Cego), sócio da cadeira nº 02, que tem como Patrono o imortal Professor Nona. Elisa Lago recebeu seu diploma das mãos do sócio-fundador da APL, o advogado Edivaldo Santos; Marcus Krause recebeu o diploma entregue pelo tio e poeta Filemon Krause, e Paulo Roberto recebeu o diploma das mãos do membro Manoel Santana.
Elisa Lago – Membro da APL/Foto: Sandro Vagner
“Muito interessante a noite, e pra mim, foi uma honra , principalmente por ter o patrono da minha cadeira, o meu avô, por parte de mãe, e o lançamento do livro de Kleber, fecha com chave de ouro esse evento da Academia poética.” Disse a imortal Elisa Lago.
Paulo Roberto “Paulinho Nó Cego” – Membro da APL/Foto: Sandro Vagner
“Pra mim foi uma honra muito grande, que há muito tempo que eu faço poesia, faço literatura de cordel e eu sempre esperava que Pedreiras, um dia, e, eu dizia, não é possível que Pedreiras, meu primo Paulo César me dizia, Paulinho, ingressaram novos membros, mas eu dizia um dia chega a minha vez, agora chegou a minha vez e me sinto muito honrado, por que aqui é a minha cidade.” Palavra do novo membro, Paulinho Nó Cego.
Marcus Krause – Membro da APL/Sandro Vagner
Marcus Krause definiu assim, esse momento por ele vivido, ao ingressar na APL. “É um momento de muita alegria, de satisfação e honra, em poder ingressar na Academia Pedreirense de Letras. Como eu disse no meu discurso, eu nunca imaginei está aqui nessa academia, por minha trajetória na educação básica não ser lá das muitas animadoras. Me sinto bem realizado e satisfeito pelo desenvolvimento que eu tive no decorrer da minha trajetória acadêmica, até aqui”.
Livro do Poeta Kleber Lago
Fotos: Sandro Vagner
Encerrada a posse dos novos membros da APL, a segunda parte do ato solene foi marcada com o lançamento de mais um livro de poesias do Poeta pedreirense Kleber Lago, “Sonetos de Ontem e de Hoje para Sempre”, que ele fez questão de enfatizar, que todo trabalho foi artesanal. “Fiz uma seleção aleatória de vários outros sonetos já publicados. Resolvi deixar o final com Sonetos relativos a Pedreiras, sua gente, sua natureza, seu modo de ser, sua cultura e sua canção, e disse, eu vou fazer totalmente em processo artesanal, foram livros feitos uma a um”. Disse o Poeta.
O momento de autógrafos foi realizado na galeria da Câmara e todos que adquiriram o livro ficaram satisfeitos com tamanha riqueza literária.
Foto: Sandro Vagner
Fizeram parte da composição da mesa: Edvaldo Santos (Advogado e membro fundador da APL); Nilton Lee (Ascom da Prefeitura de Pedreiras); José Filho (Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Mearim); Kleber Lago (Poeta e escritor); Filemon Krause (Poeta e escritor); Filemon Neto (Vereador); Manoel Santana (1º Secretário da APL); Evaldo Monteiro (Professor da UEMA/Pedreiras) e Samuel Barreto (Presdente da APL).
A Justiça Federal de São Paulo determinou a suspensão da divulgação dos resultados do Sistema Integrado de Seleção Unificada (SISU) até que o governo federal demonstre a correção das provas apontadas com problemas por estudantes de todo o país. O tribunal deu prazo de cinco dias para o cumprimento da decisão, sob multa diária de R$ 10 mil.
A decisão foi motivada por pedido da Defensoria Pública da União (DPU). Na petição, o órgão cobra que o Ministério da Educação comprove com documentos a realização da revisão dos testes prejudicados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, reivindica a explicação sobre os parâmetros utilizados nesse procedimento.
O erro, argumentou a DPU, teria impactado não apenas esses estudantes, mas o desempenho de todos os participantes, uma vez que notas de corte e a classificação são atribuídas a partir das notas de todos os alunos que realizaram a prova. “Tendo em vista que as notas das provas que foram revisadas podem ter sofrido substancial alteração, é certo que há a potencialidade de gerar algum impacto, ainda que de décimos, nos resultados finais de todos os candidatos, o suficiente para significar o acesso à vaga”, pontua a petição.
Em entrevista coletiva, o Ministério da Educação reconheceu que houve erros na atribuição de notas para cerca de seis mil alunos. Segundo a pasta, a falha teria ocorrido na impressão das provas aplicadas em algumas cidades, sendo responsabilidade de uma gráfica. O MEC acrescentou que corrigiu o problema e não haveria prejuízo para os estudantes.
Na sua decisão, a 8a Vara Cível de São Paulo avaliou que o pleito da defensoria foi legítimo em razão do “princípio da transparência que rege toda a administração pública, aliado ao dever de prestar informações, bem como a isonomia de tratamento de todos os participantes do ENEM”.
“O pedido de suspensão do processo de seleção do SISU, no caso, após o término do prazo de inscrição fixado pelo MEC, revela-se plausível, considerando que a partir desse momento, os potenciais danos aos estudantes prejudicados pela falha do INEP são concretos, pois seriam levados em consideração no processo de seleção, notas do ENEM inidôneas”, observou a decisão.
A 8a Vara, contudo, não acolheu o pleito de manter o sistema de inscrições aberto. O órgão considerou a demanda uma interferência indevida do Poder Judiciário no processo e que poderia prejudicar mais estudantes.
À Agência Brasil, o Ministério da Educação informou que prestou todos os esclarecimentos e que a Advocacia-Geral da União (AGU) entrará com recurso da decisão da Justiça Federal.
Erros no Sisu
Ontem, surgiram nas redes sociais novas denúncias de problemas, como a inscrição duplicada, a aparição de notas zeradas e a alteração das notas de corte. Alunos expuseram comportamentos que consideraram estranhos do site do SISU. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou vídeo sobre o assunto.
O presidente Jair Bolsonaro no templo de Akshardham – Reprodução/Facebook
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (24) na Índia que há “zero chance” de um Ministério da Segurança Pública ser criado “no momento”, o que esvaziaria a pasta da Justiça, que abriga as pautas de segurança e tem no comando o ex-juiz federal Sergio Moro.
Ao chegar a seu hotel, Bolsonaro afirmou que “a chance no momento [de criar um ministério da Segurança Pública] é zero, não sei o amanhã, porque na política tudo muda, mas a intenção não é criar “.
A discussão sobre o desmembramento da Justiça para criar um Ministério da Segurança Pública criou um mal-estar com Moro, que disse a aliados que poderia deixar o governo caso isso acontecesse. Na Índia, o presidente disse que não se manifestou antes sobre a questão de forma mais enfática porque estava em voo, que levou 25 horas.
“Há interesse de setores da política [na criação do ministério], simplesmente recolhemos as sugestões educadamente e dissemos que vamos estudá-las”, disse.
Conforme aliados do ex-juiz, a sinalização dada por Bolsonaro é de desgosto pelo desempenho do ministro em sua entrevista na segunda (20) ao programa Roda Viva (TV Cultura), na qual não teria sido enfático na defesa do chefe ante críticas de jornalistas.
Críticos do ministro no governo viram na entrevista a figura de um candidato a presidente, e não a de um servidor do governo —ou da “causa”, como gostam de dizer bolsonaristas mais fiéis.
Bolsonaro disse que não chegou a falar com Moro sobre o assunto porque não era necessário. “Não preciso falar com ele, nos entendemos muito bem. Ele tem o seu perfil, outros ministros têm os seus próprios, Brasil está indo muito bem”, disse. “Números de segurança pública estão muito bem, e é a minha máxima, em time que está ganhando, não se mexe.”
O presidente disse ainda que a maior pressão que existe é para a volta dos mistérios do Planejamento e da Fazenda, que foram fundidos para criar o Ministério da Economia. “Se isso [a pressão] se tornar público, vão dizer que eu estou querendo enfraquecer o [Paulo] Guedes.”
Antes de embarcar para a viagem à Índia, Bolsonaro havia voltado a falar sobre a possibilidade de recriação do Ministério da Segurança Pública.
Nesse caso, Moro permaneceria à frente da pasta da Justiça e perderia a sua principal bandeira até aqui: a queda nas taxas de homicídios, tendência iniciada ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) e acelerada agora.
O flanco de ataque de Bolsonaro ao ex-juiz é o mesmo do ano passado, quando Moro quase foi demitido no segundo semestre. O presidente ensaiou remover o diretor da Polícia Federal, e Moro se colocou frontalmente contra a ideia.
Agora, se o ministério for recriado, a Polícia Federal e outras estruturas automaticamente saem do controle do ex-juiz símbolo da Operação Lava Jato.
Então juiz da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, Moro foi convidado por Bolsonaro logo após sua vitória. Ele chegou ao governo com a promessa de que assumiria um “superministério” com a missão de reforçar o combate à corrupção.
Entre os que dizem conhecê-lo, 53% avaliam sua gestão no ministério como ótima/boa. Outros 23% consideram regular, e 21%, ruim/péssima. Já Bolsonaro tem indicadores mais modestos, com 30% de ótimo/bom, 32% de regular e 36% de ruim/péssimo.
Nos bastidores do Planalto o nome do ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) começou a ser cotado para assumir uma eventual pasta de Segurança. Com discurso pró-armas e ex-integrante da bancada da bala da Câmara, Fraga é amigo pessoal de Bolsonaro desde os tempos em que ambos eram parlamentares e com quem mantém estreita relação até hoje.
Contrarreação
Antes de recuar, Bolsonaro tentou conter a reação pró-Moro nas redes sociais e buscou minimizar a eventual recriação do Ministério da Segurança e o consequente desmembramento da Justiça.
A ideia de dividir o atual ministério gerou uma onda de manifestações espontâneas de apoio ao ministro nas redes sociais. Moro, o mais popular dos titulares do primeiro escalão do atual governo, pareceu fragilizado pelo presidente perante a opinião pública e a classe política em Brasília.
A repetição por dois dias seguidos de que a segurança poderia ser retirada de Moro teve forte repercussão. As redes sociais, altamente sensíveis para Bolsonaro, advogaram pelo ministro.
O nome do ministro ficou entre os temas mais comentados do Twitter. As publicações, em sua maioria, tinham tom crítico a eventuais articulações do presidente. O assunto ainda contaminou o mundo político.
Bolsonaro e sua equipe então entraram em ação para desenhar uma resposta à militância virtual —base tanto de Bolsonaro como de Moro.
O presidente recorreu a Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), para sair em sua defesa publicamente. Também nas redes sociais, o general cumpriu a missão dada pelo capitão. Heleno deu início a uma série de publicações para contrapor o movimento de desagravo a Moro.
Moro passou o dia em silêncio e sem agenda pública, mas deixou chegar a aliados o desconforto com as declarações de Bolsonaro.
Por um lado, o bom andamento do governo depende da permanência do ministro, que se tornou um ícone popular após seu desempenho como juiz na condução da Operação Lava Jato em Curitiba. Por outro, o papel de destaque de Moro incomoda Bolsonaro, que vê nos gestos públicos do ministro a intenção de disputar a eleição presidencial de 2022.
A segurança pública foi a grande aposta da campanha bolsonarista e é um de seus trunfos para alavancar uma reeleição em 2022. Até agora, no entanto, só foram cumpridas 4 das 18 metas para a área anunciadas por Bolsonaro. Outras três começam a ser postas em prática.
Continuam na gaveta propostas como acabar com as audiências de custódia (que garantem o encontro entre a pessoa presa e um juiz em até 24 horas); reduzir a maioridade penal para 16 anos; construir presídios; tipificar ações do MST como terrorismo; usar as Forças Armadas contra o crime organizado; e gravar no Panteão da Pátria e da Liberdade, em Brasília, o nome de policiais mortos.
Outras metas estão travadas no Congresso, como diminuir de 25 para 21 anos a idade mínima para obter acesso a armas. Por enquanto, os parlamentares só permitiram a aquisição de armamento mais cedo em área rural.
Outra pauta emperrada é a do excludente de ilicitude para policiais, que apareceu no pacote anticrime, apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. O trecho que isentava policiais que matassem em serviço de responder à Justiça em caso de “medo ou violenta emoção” foi retirado pelos deputados antes de o projeto ser aprovado no Congresso sem as principais bandeiras bolsonaristas.
A atual gestão tem destacado a aceleração na tendência de queda no índice de homicídios nos primeiros oito meses do ano. Dados preliminares do governo indicam que a redução está na casa de 20%.
Se confirmados esses dados quando houver consolidação das ocorrências no ano, isso significa que deixaram de ser mortas 7.000 pessoas em comparação com 2018. Caíram também latrocínios, roubos de carga, veículos e a banco. Os índices têm sido comemorados por Moro como mérito da gestão bolsonarista.
ALTOS E BAIXOS DE SERGIO MORO NO GOVERNO BOLSONARO
Atritos
Ministério da Segurança
Bolsonaro afirmou que pode recriar a pasta da Segurança Pública, que hoje integra o Ministério da Justiça. Com isso, a área sairia da alçada de Moro. O ministro, contudo, tem usado como principal vitrine da sua gestão a redução de homicídios, que foi iniciada no governo de Michel Temer (MDB)
Mensagens da Lava Jato
A divulgação de mensagens trocadas entre o então juiz da Lava Jato e procuradores da operação colocou em dúvida a imparcialidade de Moro como magistrado
Pacote anticrime A lei sancionada por Bolsonaro foi um tanto diferente do projeto apresentado por Moro à Câmara no início de 2019. Foi removida pelo Legislativo, por exemplo, a ampliação das causas excludentes de ilicitude (que abria espaço para a isenção de agentes que cometessem excessos por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”). Das 38 sugestões de vetos que constavam em parecer do Ministério da Justiça enviado ao Planalto, cinco foram atendidas por Bolsonaro (uma de forma parcial). Uma das indicações ignoradas era o veto ao juiz das garantias, que divide a condução do processo penal entre dois magistrados
Fôlego
Popularidade e confiança
Moro tem melhor avaliação e mais credibilidade junto à população que Bolsonaro, segundo levantamentos do Datafolha. Na última pesquisa, realizada em dezembro, o ministro era aprovado por 53% dos entrevistados. No caso do presidente, o índice é de 30%
Desempenho do emprego formal em 2019 foi melhor do que o registrado em 2018 Foto: Agência O Globo
O saldo de empregos no mercado formal de trabalho brasileiro em 2019 foi o melhor em seis anos. No ano passado, o país criou 644.079 vagas de trabalho com carteira assinada.
O número se refere ao saldo entre as contratações e as demissões neste período: foram registradas 16.197.094 contratações e 15.553.015 demissões. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia.
Na comparação com 2018, foram 115 mil postos de trabalho gerados a mais no país, e todos os oito setores da economia avaliados pelo Caged registraram saldo positivo no ano passado.
Do ponto de vista regional, os resultados também foram positivos: todas as cinco regiões do país mais contrataram do que demitiram ao longo do ano passado.
Segundo o secretário de Trabalho da pasta, Bruno Dalcolmo, a melhora entre 2018 e 2019 é um reflexo do aumento da confiança do empresariado no país:
– Isso é mais uma característica da retomada da economia brasileira, da confiança do empresariado na retomada da economia brasileira – afirmou.
Boa parte do desempenho positivo de 2019 se deve à geração de empregos no setor de serviços. Esse segmento gerou 382.525 mil novos postos de trabalho, mais da metade de todos os empregos gerados no ano. Em seguida, aparece o comércio, com 145.475 mil novos empregos.
A construção civil abriu 71.115 mil novas vagas, número quase quatro vezes maior do que o registrado em 2018. O desempenho setor, que vinha amargando resultados negativos nos últimos anos, é visto pela equipe econômica com entusiasmo.
– A construção civil parece estar de volta. Temos visto o número de lançamentos crescendo bastante, São Paulo foi destaque no ano passado. E a construção civil tem uma cadeia produtiva importante para a geração de empregos, principalmente para a população mais pobre – disse Dalcolmo, que espera desempenho positivo do setor para 2020.
A indústria de transformação criou 18.341 mil empregos, e o salto também chama a atenção: o montante foi sete vezes maior na comparação com o ano anterior.
Na agropecuária, o saldo foi positivo com 14.366 mil vagas, também mais de quatro vezes superior ao registrado ao longo de 2018.
Os resultados também foram positivos no setor de serviços industriais de utilidade pública, que gerou 6.430 empregos. Na indústria extrativa mineral, foram 5.005 mil empregos. Na administração pública, foram 822 novas vagas.
Menos vagas em dezembro
Em dezembro, o saldo de empregos foi negativo, como historicamente ocorre nesse mês do ano. Comumente, o número de demissões sobe nesta época por conta dos postos temporários de trabalho que são criados. No
último mês de 2019 foram 307.311 mil vagas fechadas, montante menor do que o registrado em dezembro de 2018, quando 334.462 mil postos deixaram de existir.
O maior número de desligamentos em dezembro se concentrou também no setor de serviços, que fechou 113.852 mil postos. Em seguida, aparece a indústria de transformação, que fechou 104.634 mil vagas.
Na contramão, o comércio foi o único setor a gerar vagas em dezembro, com saldo positivo de 19.122 mil empregos.
No acumulado até novembro, as contratações com carteira assinada haviam somado 948.344.
Sudeste puxa saldo positivo
O Sudeste puxou o saldo positivo do país com o maior número de vagas criadas: foram 318.219 mil. A liderança ficou com o estado de São Paulo que gerou 184.133 mil novos postos, seguido por Minas Gerais, que abriu 97.720 mil.
Os piores resultados ficaram por conta do Amapá, que só gerou 352 vagas, e com o Acre, com 353 novos postos, estados menores que, proporcionalmente, geram menos emprego.
Assim, o estoque de empregos formais no Brasil, ou seja, o número de pessoas atualmente empregadas com carteira, chegou a 39,055 milhões em 2019, ante 38,434 milhões de 2018. O resultado é o melhor desde 2015, quando o país fechou o ano com 39,234 milhões de empregos formais.
Ainda de acordo com o secretário de Trabalho, o governo persegue a meta de gerar 1 milhão de empregos em 2020. O número está condicionado, no entanto, a um crescimento de 3% da economia brasileira. A previsão oficial da secretaria de política econômica é menor, de 2,4% de avanço do PIB este ano.
No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o país poderia gerar 1 milhão de empregos já em 2019. Segundo Dalcolmo, o presidente não considerou a baixa sazonal dos empregos em dezembro, por conta das demissões decorrentes de contratos temporários.
Dalcolmo afirmou ainda que as projeções para o emprego em 2020 dependem de fatores internos e externos à economia brasileira, para que o país não caia na armadilha do “voo de galinha”, sem crescimento sustentado no longo prazo.
— Depende do cenário (da economia) internacional, e da capacidade de aprovação das reformas dentro do congresso. A economia está no direcionamento correto, mas consolidação depende desses fatores — afirmou.
Trabalho intermitente
Ainda de acordo com os dados divulgados pelo ministério da Economia, foram gerados 85.716 mil postos de trabalho na modalidade do contrato intermitente, aquele que ocorre em dias e horários específicos, estabelecido pela reforma trabalhista em 2018.
A maior parte das vagas do tipo foi gerada no setor de serviços e no comércio, sobretudo nas funções de assistente de vendas, repositor de mercadorias e vigilante.
Já no regime de trabalho parcial, aquele em que a contratação é por um período menor e determinado, foram gerados 20.360 mil empregos, também concentrados nos serviços e no comércio.
Confiança do empresário
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quinta relatório no qual aponta que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou 65,3 pontos em janeiro de 2020, o patamar mais elevado desde junho de 2010.
O resultado deste mês supera até mesmo o valor registrado em janeiro de 2019, ponto mais alto do otimismo no último período pós-eleitoral.
“A confiança elevada dá impulso à produção e ao investimento, sobretudo quando baseada não só em expectativas, mas também na percepção de melhora dos negócios”, destaca a CNI, em relatório.
O relatório da CNI destaca que a confiança elevada se baseia não somente nas expectativas para os próximos seis meses, como também no sentimento de melhora da situação econômica corrente.