São Paulo: Caixa dois: votação no STF pode esvaziar Lava-Jato

Roberson Henrique Pozzobon é procurador e integrante da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba Foto: Heuler Andrey / Agência O Globo 08/05/2018

A possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir por encaminhar à Justiça Eleitoral todos os casos de pagamentos feitos a políticos a título de caixa dois pode retirar da Lava-Jato dezenas de investigações ainda em andamento. A votação pelo plenário do STF está marcada para o próximo dia 13 e preocupa o Ministério Público Federal em Curitiba. Segundo o procurador Roberson Pozzobon, integrante da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, o envio à Justiça Eleitoral pode abrir as portas para a impunidade, já que ela não tem estrutura para investigar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

— Caixa dois é um eufemismo para a corrupção. Pela lei eleitoral, o crime é apenas omitir a doação na declaração ao Superior Tribunal Eleitoral, mas as investigações feitas até agora mostram que os políticos se comprometem a defender o interesse das empresas até debaixo d’água, tanto na votação de projetos, no Senado e na Câmara, quando no direcionamento obras, no caso de governadores — diz Pozzobon.

O pedido para votação em plenário foi feito pela Primeira Turma do STF. A votação tende a ser apertada. Pelo menos cinco ministros já tomaram decisões na qual afirmaram que caixa dois é crime eleitoral, retirando investigações da Justiça Federal: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Garcia, e Celso de Mello, além de Dias Toffoli, atual presidente da Corte. Contrário à decisão, o ministro Edson Fachin tem sido voto vencido na Segunda Turma do STF. O ministro Alexandre de Moraes, da Primeira Turma do STF, também já se manifestou favorável a manter as investigações no âmbito da Lava-Jato.

A votação tende a ser apertada. Pelo menos cinco ministros já tomaram decisões na qual afirmaram que caixa dois é crime eleitoral, retirando investigações da Justiça Federal: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Garcia, e Celso de Mello, além de Dias Toffoli, atual presidente da Corte.

Pozzobon lembra que uma investigação de corrupção leva, muitas vezes, mais de dois anos. Na Justiça Eleitoral, que é transitória, os juízes tem mandatos de dois anos, que trabalham voltados a questões de curto prazo, geralmente focadas nos períodos eleitorais. Na Justiça Eleitoral, com a troca de juízes, os casos tenderão a prescrever, avalia o procurador.

— Na maioria das vezes a defesa dos políticos afirma que o crime é de caixa dois justamente para tirar o foco da investigação criminal. Mas a corrupção é clara. Basta ver que muitos dos pagamentos feitos pelas empreiteiras a esses políticos ocorreu fora do ano de eleições — diz ele.

O caixa dois toma a forma de corrupção permanente, já que os políticos recebem dinheiro mesmo quando não há campanha em curso.

— Há uma corrupção contínua, um compromisso de longo prazo, não de um ato isolado. A empresas compram boa vontade permanente em relação a tudo que possa beneficiá-las. Falar em crime eleitoral é dar a eles um teletransporte para a impunidade — diz ele.

Fonte: oglobo.globo.com

Brasília: Governo de Minas Gerais proíbe uso da água do Rio Paraopeba

Lucas Hallel/Ascom Funai

Na véspera de completar um mês da tragédia do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), o governo de Minas Gerais reiterou a proibição do uso da água do Rio Paraopeba, que abastece a região. Não foi informado por quanto tempo valerá a determinação.

Em nota, divulgada pelas secretarias de Saúde, Meio Ambiente e Agricultura, o alerta é para evitar o uso em quaisquer circunstâncias. “A orientação de não se utilizar a água bruta do rio, sem tratamento, é válida para qualquer finalidade: humana, animal e atividades agrícolas.”

A medida foi adotada após a detecção de metais em níveis acima do permitido pela legislação ambiental e de avaliação da Secretaria de Saúde de Minas Gerais com base em requisitos de vigilância sanitária.

Monitoramento

O monitoramento de qualidade da água é feito diariamente desde 26 de janeiro, um dia após o rompimento da Barragem B1. O trabalho é desenvolvido pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Agência Nacional de Água (ANA) e Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Pelo último levantamento, divulgado há dois dias, 176 pessoas morreram na tragédia e há 134 desaparecidas. Amanhã (25) completa um mês do acidente.

Pedreiras: Turma de enfermagem da FAESF realiza campanha para arrecadar alimentos

O TROTE SOLIDÁRIO integra os alunos calouros e veteranos na comunidade acadêmica, por meio de ações de solidariedade. Há algum tempo, diversas Instituições de ensino superior estão mobilizando novos universitários a promover o bem, estimulando-os a uma consciência cidadã para que ajudem outras pessoas e sejam, futuramente, profissionais justos, éticos e solidários. E, é com esta responsabilidade e Compromisso que a Faculdade de Educação São Francisco – FAESF  lançou há três anos o TROTE SOLIDÁRIO.

Fotos: Arquivo da turma de enfermagem 2019 da FAESF

Acadêmicos da  turma de Enfermagem estão em campanha pela arrecadação de alimentos não perecíveis para doação às famílias carentes na Semana Santa. A campanha será estendida até 05 de Abril e os interessados podem fazer a entrega do alimento no Colégio São Francisco/FAESF. Além da doação do alimento, segundos os alunos, pode ser doado fralda geriátrica ou até mesmo qualquer quantia em dinheiro.

Elimilton do Vale Castro – Líder da turma/Foto: Reprodução

Ajudem-nos a não deixar vazio o prato de dezenas de pessoas carentes. Sua participação é muito importante nessa campanha que vai fazer muita gente feliz. Estamos em uma disputa sadia com as outras turmas, e quem arrecadar mais será o vencedor. Quem ganhará será a população carente de Pedreiras” Disse o líder da sala, o acadêmico Elimilton do Vale Castro.

Foto: Sandro Vagner (12/04/2018)

No ano passado, os alunos arrecadaram mais de 5 mil quilos de alimentos e outros produtos que foram distribuídos aos idosos do CASI – Centro de Assistência Solidária aos Idosos, e aos desabrigados pela enchente do Rio Mearim.

Pedreiras: “Lá Vem o Padre Véio” vence o XIII Festival de Marchinhas Carnavalescas

XIII Festival de Marchinhas Carnavalescas/Foto: Ruth Barreto

O XIII Festival de Marchinhas Carnavalescas, promovido pela Prefeitura de Pedreiras, através da FUP – Fundação Pedreirense de Cultura,  realizado neste sábado (23), no Bar do Índio, foi um sucesso. O evento já faz parte do calendário festivo, realizado sempre uma semana antes do carnaval.

Foto: Ruth Barreto

Das 23 (vinte e três) marchinhas que participaram da seletiva, apenas 10 (dez) disputaram a grande final. Após a apresentação, os jurados escolheram as três melhores, ficando assim a classificação final com a seguinte premiação:

Ana Rosélis (Intérprete) e Joaquim Filho (Compositor) vencedores do XIII Festival de Marchinhas Carnavalescas de Pedreiras – MA/Foto: Ruth Barreto

1º Lugar – R$ 3.000,00 – “Lá Vem o Padre Véio“(Homenagem ao Padre José Geraldo) (Autores: Joaquim Filho e Henrique Pedras Verdes), que foi interpretada pela cantora Ana Rosélis.

2° Lugar – R$ 2.000,00 – “Pedreiras da Alegria” – Autor e Intérprete Leandro Batukada Boa

3º Lugar – R$ 1.000,00 – “Minha Fantasia” – Autor: José Alves da Fé – Intérprete: Yure Leal

A professora Ana Rosélis levou ainda o prêmio de R$ 500,00 como melhor intérprete do festival.

Francinete Braga – Presidente da FUP – Fundação Pedreirense de Cultura/Foto: Ruth Barreto

Acredito que foi o maior público de todos os festivais. Nós acertamos em cheio em trazer o festival pra o Bar do Índio, que é a Casa da Cultura de Pedreiras. Acredito que depois desse festival, nunca mais ele sairá do Bar do Índio. Estou muito feliz. Este ano nós superamos.” Disse a presidente da FUP, Francinete Braga.

Joaquim Filho – Vencedor do Festival/Foto: Ruth Barreto

Mais uma vez, o poeta, escritor e compositor, Joaquim Filho, deixou sua marca nos festivais de Pedreiras, conquistando mais um 1º lugar. “Em primeiro lugar, eu gostaria de parabenizar a Prefeitura Municipal de Pedreiras, parabenizar a FUP, na pessoa do prefeito Antônio França e da Francinete Braga. O Festival é um patrimônio cultural de Pedreiras e a volta do festival, independente de ter ganhado ou não, a gente já recebeu um prêmio, que foi esse retorno. Foi um retorno por cima, que valeu apena, foi o melhor festival que já aconteceu na cidade de Pedreiras.” Concluiu.

Alberto Martins, Prefeito Antônio França e Emanuel Nascimento/Foto: Ruth Barreto

O prefeito de Pedreiras, Antônio França, avaliou de forma positiva a realização do festival: “Estou muito feliz, no ano passado a gente não fez o Festival de Marchinhas, houve muitas críticas, muitas cobranças, e esse ano tivemos a coragem de fazer em nova forma, novo modelo, buscando parcerias e aqui fizemos uma parceria muito importante com o Bar do Índio, aonde a gente conseguiu atingir um público recorde, no meu ponto de vista. Fiquei muito feliz com o resultado. Quero agradecer a todos os participantes que vieram aqui, acreditaram, como, também, o público que veio prestigiar e parabenizar os ganhadores e a todos que vieram concorrer.”

Fotos: Ruth Barreto

No ano que vem, segundo informou o prefeito Antônio França, será melhor ainda, de acordo com a base que foi a realização do Festival no Bar do Índio.

Fotos: Ruth Barreto

O Blog parabeniza todos os participantes, eles foram os verdadeiros vencedores pela grande festa que proporcionaram ao público de Pedreiras.

Fotos: Ruth Barreto 
Fotos: Ruth Barreto

Pedreiras: Recursos do Juizado Especial de Pedreiras viabiliza compra de material para projeto social

Dr. José Carlos (Promotor de Justiça e instrutor de Jiu-Jitsu); Marco Adriano (Juiz da 1ª Vara); Ana Gabriel (Juíza da 2ª Vara); Larissa Tupinambá (Juíza da 3ª Vara); Marcus Krause (Idealizador do porjeto); Ana Roberta (Sindserp); Vereadora Ceiça e Dr. Arthur Gustavo (Juiz da 4ª Vara e juizado especial)

Juízes da comarca de Pedreiras participaram, na tarde de quarta-feira, 20, do lançamento do projeto “Um Novo Caminho” e inauguração da sede própria da “Associação Toda Criança Feliz”, instituição que promove atividades de assistência a crianças e adolescentes em conflito com a lei e em situação de vulnerabilidade social na cidade. 

A cerimônia aconteceu no bairro da Prainha, com a presença dos juízes Artur Azevedo do Nascimento, titular do Juizado Especial Cível e Criminal; Marco Ramos Fonseca (1ª Vara); Ana Costa Ewerton (2ª Vara) e Larissa Tupinambá Castro (3ª Vara); do promotor e instrutor de jiu-jitsu, José Carlos Faria (2º Promotoria de Justiça); da vereadora Conceição de Maria; da professora Ana Roberta Alves, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Pedreiras e do servidor público Marcus Barbosa Krause, presidente da associação, além das famílias beneficiadas pelo projeto.

A associação desenvolve atividades esportivas, musicais e educacionais desde 2013, com o objetivo de acolher adolescentes de 12 a 18 anos em situação de vulnerabilidade social e em conflito com a lei, e contribuir para a efetividade dos direitos estabelecidos no Estatuto da Criança e Adolescente.

As atividades e oficinas são feitas por profissionais voluntários, cedidos de órgãos públicos e acadêmicos de Pedreiras, por meio de convênios firmados entre a Associação e essas entidades. 

RECURSOS – Em 2018, a associação foi credenciada pelo Juizado Especial Cível e Criminal de Pedreiras para receber recursos oriundos de transação penal e prestações pecuniárias e recebeu o valor de R$ 10.670,00, utilizado na aquisição de 20 quimonos, 49 placas de tatame, 10 violões, 4 tabuleiros de xadrez, 40 cadeiras plásticas, 1 armários e 1 bebedouros e 2 mesas e 2 kits de tênis de mesa, que tornaram possível a manutenção das atividades.

O juiz Artur Azevedo do Nascimento explicou que a associação atendeu aos critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça para ser credenciada a receber os recursos disponibilizados pelo Juizado.

“A visita dos juízes foi importante para constatar, de perto, a execução do projeto, a aplicabilidade dos recursos e o impacto social positivo que as ações terão na comunidade e no futuro das crianças carentes”, destacou o magistrado.

Em Pedreiras, o número de adolescentes envolvidos em atos infracionais é alto, com registro de mais de 200 processos de atos infracionais em tramitação na 3ª Vara da Comarca. Essa situação de risco para crianças e adolescentes motivou a direção da entidade a desenvolver atividades para integrar as crianças e adolescentes em atividades culturais, educativas e desportivas, de modo a afastar o convívio com as drogas e a criminalidade. 

Segundo informações do presidente da associação, após acolhimento e acompanhamento, o adolescente será envolvido em uma das oficinas existentes, à proporção que forem surgindo as demandas, a princípio uma vez por semana, com uma carga horária de quatro por dia.

Fonte: tjma.jus.br

São Paulo: Ensino de robótica leva professora à final de prêmio internacional

Débora Garofalo está entre os dez melhores professores do mundo – Arquivo pessoal/Direitos reservados

Com um projeto de ensino de robótica com sucata para estudantes de escola pública, Débora Garofalo foi selecionada entre mais de 10 mil candidatos de várias nacionalidades e está entre os dez melhores professores do mundo. A professora de Língua Portuguesa, que ensina tecnologia na periferia da capital paulista, é finalista no Global Teacher Prize 2019, prêmio internacional que reconhece métodos inovadores e criativos para lecionar e oferece prêmio de US$ 1 milhão.

Desde o início do projeto, em 2015, mais de uma tonelada de materiais recicláveis foram retirados das ruas da cidade e transformados em protótipos – produtos de um trabalho da fase de teste – na Escola Municipal Ensino Fundamental Almirante Ary Parreira, na Vila Babilônia, zona sul.

“O projeto de robótica com sucata nasceu da vontade de transformar a vida das crianças da periferia aqui da cidade de São Paulo. Eu sempre acreditei, como professora, que a educação só faz sentido se ela puder ser significativa e se ela puder ter esse caráter transformador”, disse Débora.

“Eu queria trazer essa visão para as crianças de que a tecnologia é uma propulsora da aprendizagem e que, na educação básica, a gente podia então trabalhar esses conceitos. Só que eu não tinha nenhum material para começar e eu também não queria que esse ensino fosse limitado a um grupo de alunos”. Até hoje já passaram pelas aulas de robótica cerca de 2 mil estudantes.

A realidade local também foi decisiva para o projeto, já que a comunidade sofria com enchentes e lixo nas ruas. “A primeira coisa que as crianças me relatavam é que, em dias de chuva – e a gente começa dar aula sempre no mês de fevereiro que é um mês muito chuvoso –, eles não iam para a escola porque as casas deles alagavam, o acesso para ir para a escola alagava e eles perdiam tudo”.

O sucesso do projeto trouxe grandes lições, de acordo com a professora. Uma delas é pensar em uma escola que não só produza mais conhecimento, mas que comece a contribuir com soluções locais.

Mão na massa

Jovens de 6 a 14 anos aprendem sobre montagem de motor, circuitos e programação para, então, terem autonomia e pensarem no que vão construir. “Em um primeiro momento, a gente olha bem para esses materiais que a gente recolheu porque são materiais diversos e aí [os alunos] vão começar a pensar e estruturar o que eles gostariam de construir”, contou.

Já foram construídos brinquedos, um pequeno semáforo, uma máquina de refrigerante, robôs, barata e aranha robóticas, além de soluções para questões práticas da vida. “Um aluno criou uma casa sustentável. Uma réplica da casa dele, mas totalmente sustentável, com energia solar, usando o arduino [placas programáveis] para ligar e desligar [a luz] em horários para fazer economia de energia. A gente vê que nasce um pouco de tudo, inclusive soluções para o dia a dia”, disse a professora.

“O foco do nosso trabalho realmente é um trabalho sustentável, não é só ensinar robótica, é mostrar que a gente pode intervir nessa sociedade transformando esse material, reciclando, reutilizando”, acrescentou. “Quando a gente pensa no ensino de robótica, todo mundo fala ‘precisa ter altos recursos para trabalhar robótica’ e a gente quis também desmitificar isso, porque a robótica nada mais é do que você encontrar soluções, então trabalhar de forma sustentável foi uma das nossas soluções”.

Débora comemorou a abertura e disposição da escola em apoiar o projeto. “Eu lembro a primeira vez que eu fiz uma aula no pátio, justamente porque a minha sala não tinha tanto espaço e a gente foi produzir alguns protótipos no pátio, utilizando as mesas. A coordenadora chegou e falou ‘eu nunca imaginei uma aula de tecnologia fora do laboratório’, então houve uma mudança cultural das pessoas”, disse.

Ela considera que a “mão na massa” – a aprendizagem criativa – essencial para os estudantes. “Começou a se criar uma febre na escola porque uma criança foi seguindo o modelo da outra ‘se ele conseguiu fazer, eu também posso fazer, então vou tentar também’. Isso foi mudando a cara da escola, então aos poucos os professores foram aderindo e o trabalho foi se tornando interdisciplinar, já que a gente trabalha com uma questão do lixo que dá pra abordar diversos aspectos”.

A professora promove formação em todo país para outros professores sobre o ensino de robótica com sucata. “Nós só chegamos a essa etapa do prêmio justamente por ter esses dados comprobatórios que o trabalho é replicável, porque é uma das exigências do prêmio”. Ela destaca ainda a importância de que essa experiência possa se disseminar. “Nós não somos preparados para trabalhar com tecnologia, então é muito importante que o professor também vivencie, que seja prazeroso para o professor, porque só assim ele vai ter condições de replicar”, disse.

Empoderamento

Débora é a primeira mulher brasileira a chegar à final do Global Teacher Prize 2019, que anunciará o vencedor no dia 24 de março em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. “A lição de casa é começar a valorizar os professores, é começar a envolver esses professores nas políticas públicas, mas [o prêmio é] também a quebra de muitos paradigmas, principalmente pra mim que sou mulher, sou a primeira mulher a estar nessa final pelo Brasil. E se a gente pensar que a proporção de professoras é muito maior do que a de professores é uma grande quebra de tabu”, disse.

Ela contou que chegou a ser duramente criticada no começo do projeto e que muitas pessoas falavam que seu trabalho era artesanato. “Eu era uma mulher mexendo com tecnologia, que não é uma coisa comum, principalmente por ser uma mulher formada na área de humanas, que é mais incomum ainda. Então foram vários tabus quebrados”.

Foi com muito diálogo que a professora obteve uma mudança, para depois haver o empoderamento das alunas também. “No começo, [as meninas] ficavam muito no cantinho apesar de todo o incentivo que eu fizesse para que elas participassem. Mas depois elas também começaram a trazer os seus protótipos para dentro da sala de aula e mostrar o quanto elas eram produtivas e o quanto elas eram caprichosas. E elas começaram a se tornar referência”, comemorou.

“E os meninos começaram a apoiá-las e dizer ‘que legal que você construiu e como você fez isso’. Aquela reação de preconceito começou a virar uma relação de empatia, de perceber que eles também podiam aprender com as mulheres e aí foi uma coisa muito bacana”, relatou a professora.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Maranhão: Homem é preso ao tentar sair do Maranhão com droga avaliada em R$ 100 mil

Alexandre Martins de Oliveira, de 24 anos, foi preso enquanto transportava 4,6 kg de droga na BR-135 no Maranhão. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu ontem (22), Alexandre Martins de Oliveira, de 24 anos, que transportava 4,5 kg de droga na BR-135 no Maranhão. Segundo a polícia, a droga é avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.

O flagrante foi realizado pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), após ter recebido informações que o jovem estaria na zona rural de São Luís comprando a droga que seria levada para o Tocantins.

Alexandre Martins de Oliveira dirigia na BR-135 quando foi abordado pelos policiais, que após uma revista, encontram os quatro tabletes e pequenos pedaços de crack escondidos em um compartimento secreto do veículo. Além da droga, a polícia apreendeu um revólver .38 e três munições.

Segundo a polícia, Alexandre Martins foi conduzido a sede da Seic onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte de arma de fogo. O jovem foi conduzido ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Droga avaliada em aproximadamente R$ 100 mil, estava escondida em compartimento secreto no veículo que Alexandre Martins de Oliveira dirigia. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Fonte: g1.globo.com/ma

Peritoró: Escolinha Bahia de Futebol juniores será instalada no Município

Imagem ilustrativa/Internet (montagem: Sandro Vagner)

Nos próximos dias a cidade de Peritoró-MA estará dando início a um grande projeto esportivo na região, o objetivo é realizar uma seletiva através de um torneio de futebol com várias equipes, daí, serão escolhidos os atletas que estarão aptos a realizar sua inscrição. A faixa etária será com crianças nascidas a partir de 2002 a 2008. 

Segundo um dos idealizadores do projeto, que também será treinador, o goleiro Thallysson, a Escolinha Bahia de Futebol Juniores será uma vitrine para futuros craques.

Queremos manter um trabalho bem firme e legalizado com a garotada, formando jogadores, levando para avaliações, viagens entre outras coisas, e também formar grandes cidadãos de bem, onde iremos trabalhar a coordenação motora, físico, fundamentação, velocidade; (Futebol); evangelismo, educação e socialização dos atletas. Esperamos que tudo possa dar certo, estamos aqui dispostos a fazer o melhor pelas nossas crianças e adolescentes!”

Uma equipe de profissionais competentes já foi montada, tendo a grande responsabilidade de comandar esse projeto que futuramente irá colher bons frutos. São eles:

Professor Cesar Oliveira, Professor Thallysson Vianna, Professor Marcos Silva e o Professor Mateus Pereira

Para melhores informações entre em contato com o Professor Thallysson (99) 9121-9740

Boa sorte a todos!

Pedreiras: Administração municipal anuncia reposição salarial após manifestação pacífica

Foto: Sandro Vagner

A manhã desta sexta-feira (22) foi marcada pela manifestação pacífica dos servidores de algumas pastas do Município de Pedreiras. Os manifestantes se aglomeram na Praça Corrêa de Araújo, de onde saíram em caminhada até a Câmara de Vereadores. Na galeria, exibindo faixas, os manifestantes foram cobrar medidas e apoio por partes dos parlamentares, sobre a reposição salarial de alguns servidores que estão há quase três anos sem reajuste.

Ana Roberta – Presidente do SINDSERP/Foto; Sandro Vagner

No plenário, a presidente do SINDSERP (Sindicato dos Servidores Municipais de Pedreiras), Ana Roberta, explicou a situação dos servidores. Segundo ela, o governo municipal teria anunciado um reajuste  de 10%, para o ano de 2019, mesmo o sindicato tendo brigado por um reajuste melhor, 15%, mas até o presente momento isso não tinha sido cumprido por parte da administração. Diante a situação, todos os vereadores se colocaram à disposição para saber do prefeito Antônio França, o motivo que teria levado a gestão não cumprir com a decisão, já que tudo estava dentro do Projeto de Lei nº 1.448 (LDO 2019).

Mesa Diretora/Foto: Sandro Vagner

Para resolver o problema, o presidente da Câmara, vereador Bruno Curvina (PDT), entrou em contato com o prefeito e esse, por sua vez, marcou uma reunião para às 15h, desta sexta-feira, com todos os envolvidos, mas ao final da sessão, os vereadores foram informados que o encontro teria sido adiado para segunda-feira (25), mesmo assim, três vereadores acompanhados da presidente Ana Roberta, foram ao gabinete do prefeito, onde foram informados, mais uma vez, que a reunião tinha sido adiada.

Foto: Sandro Vagner

A situação chegou ao conhecimento do secretário de administração, Josué Alves de Oliveira, que, segundo ele, todo levantamento já tinha sido feito para resolver o problema, que só seria informado a todos na reunião de segunda-feira (25), mas devido os desencontros de informações, resolveu anunciar que o reajuste aos servidores será repassado a partir do próximo pagamento.

Josué Alves de Oliveira – Secretário de Administração/Foto: Sandro Vagner (04.02.2019 – posse dos secretários na PMP)

Quanto aos dois meses (Janeiro e Fevereiro), o secretário disse que irá sentar com o Sindicato e buscar uma negociação, com a possibilidade de parcelamento.

Ofício direcionado ao sindicato, informando sobre o percentual de 10% (14 de novembro de 2018)/Foto: Sandro Vagner

Mundo: Militares da Venezuela abrem fogo contra opositores e matam 2 perto da fronteira com o Brasil

Movimento perto da fronteira entre Brasil e Venezuela em Pacaraima na manhã desta sexta (22) – Ricardo Moraes/Reuters

Militares venezuelanos abriram fogo contra um grupo de civis que tentava ajudar a manter aberta a fronteira da Venezuela com o Brasil na manhã desta sexta-feira (22). Ao menos duas pessoas morreram. 

O ditador Nicolás Maduro ordenou o bloqueio da fronteira entre os dois países na noite de quinta-feira (21), para impedir a entrada de ajuda humanitária no país. 

O confronto ocorreu em uma vila de Kumarakapay, na Venezuela, que fica ao lado de uma estrada. Um grupo indígena tentou parar um comboio militar que se dirigia à fronteira com o Brasil, em um dos pontos onde o governo Maduro pretende barrar a entrada de ajuda humanitária. Os soldados entraram na vila, abriram fogo contra as pessoas, liberaram o caminho e seguiram em frente.

“Uma mulher indígena e seu marido morreram e ao menos outros 15 membros da comunidade indígena do município Gran Sabana ficaram feridos após a investida de um comboio da Guarda Nacional”, informou à AFP a ONG Kapé Kapé. De acordo com o jornal El Nacional, ao todo 22 pessoas ficaram feridas no confronto. 

Apesar do bloqueio, duas ambulâncias venezuelanas cruzaram a fronteira brasileira para levar cinco feridos a um hospital de Roraima. “Neste momento, cinco pacientes venezuelanos estão sendo atendidos no Hospital Geral de Roraima. Todos foram feridos por arma de fogo”, disse a Secretaria Estadual de Saúde, em nota.

Após o ataque, ao menos 30 moradores dos arredores da vila sequestraram três funcionários do governo. Segundo Tamara Suju, advogada e defensora dos Direitos Humanos, eles só serão liberados pelos indígenas caso o ministro da Defesa da Venezuela, Padrino López, vá buscá-los pessoalmente. 

Os ativistas que fizeram o bloqueio pertencem ao grupo indígena Pemones, que se uniu ao esforço da oposição venezuelana para ajudar a receber a ajuda humanitária enviada pelos EUA.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, condenou “energicamente” o ataque contra a comunidade. “Exigimos o fim dos ataques contra as populações”, segundo um comunicado postado em redes sociais.

O líder opositor Juan Guaidó, reconhecido por 50 países (incluindo o Brasil) como presidente interino, se comprometeu a fazer chegar “de uma forma ou de outra” a ajuda humanitária ao país a partir de diversos pontos na fronteira, neste sábado (23). 

Em uma postagem no Twitter, Guaidó enviou solidariedade às vítimas e prometeu que o caso “não ficará impune”. Ele pediu que os responsáveis pelos disparos sejam capturados e entregues por seus superiores.

O envio de ajuda para os venezuelanos que sofrem com a crise econômica se tornou um foco de luta de poder entre Maduro e Guaidó. O ditador teme que a entrega seja um disfarce para facilitar uma intervenção dos Estados Unidos, e ordenou aos militares que impeçam a entrada dos mantimentos, enquanto o opositor pede ao Exército que libere a passagem dos carregamentos. As Forças Armadas seguem leais a Maduro. 

Os Estados Unidos dizem que ‘todas as opções estão sobre a mesa’ e, nos últimos dias, têm pressionado o Brasil para que o país use força militar para entregar ajuda humanitária à Venezuela.

A área de Defesa brasileira resiste à ideia por temer que a situação escale para um conflito, e também vetou a sugestão de que soldados americanos participassem da operação.

Nesta sexta, a Rússia acusou os Estados Unidos de usar a ajuda humanitária enviada à Venezuela como “um pretexto para uma ação militar” para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

“Há informações de que empresas norte-americanas e aliados dos Estados Unidos na Otan estudam a compra de uma importante quantidade de armas e munições de um país do leste da Europa, com o objetivo de entregá-las para as forças de oposição da Venezuela”, disse Maria Zajarova, porta-voz da diplomacia russa. ​

A China também questionou a entrega de comida e remédios. “Se a chamada ajuda humanitária chegar a ser enviada à força para a Venezuela, poderá desencadear um conflito e provocar graves consequências”, disse Geng Shuang, porta-voz do ministério de Relações Exteriores da China. “Isso é o que ninguém quer ver.”

Fonte: folha.uol.com.br