A FAESF – Faculdade de Educação São Francisco, buscando cada vez melhores conhecimentos através de pesquisas, voltados, principalmente aos professores, implantou hoje (14) a Plataforma Escritha, um modelo moderno que vai produzir mais qualidade e rapidez sobre as buscas educacionais que serão repassadas aos acadêmicos.
Habniesley Carvalho – Diretor Administrador da FAESF/Pedreiras, disse que processo não é de agora, a Instituição sempre busca, cada vez mais, dinamizar o trabalho dos professores.
Habiniesley Carvalho e Marcos Ayres/Foto: Sandro Vagner
“Há muito tempo a gente vem estimulando os nossos professores, através de pesquisa científica, através de programas de iniciação científica, através de grupo de pesquisa, coisas que já aconteciam da FAESF, mas chega o momento que a gente precisaria avançar, visto que a nossa visão é ser referência em pesquisa na região. E a Plataforma Escritha veio justamente de encontro pra essa nossa realidade, onde nós precisamos aumentar o quantitativo da pesquisa, mas não somente em quantidade, em qualidade.” Destacou Habinielsley Carvalho.
Fotos: Sandro Vagner
O evento teve como palestrante e professor, Marcos Ayres, graduado em Sistema de Informação pela Faculdade Piauiense. Especialista em Docência do Ensino Superior. Mestrado em Ciências Biomédicas na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Doutorando pela Rede Nordeste de Biotecnologia (RENOBIO), com ponto focal UFPI, Campus Ministro Reis Velloso, Parnaíba, PI. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Hardware, e Professor de robótica com experiência na plataforma Arduino.
Francinete Braga, Ester Barrtêto, Vanessa Maia, Valéria Leite, Sara Barrêto e Raira Barrêto/Foto: Sandro Vagner
A prefeita de Pedreiras, Vanessa Maia, recebeu na manhã desta quarta-feira (14), a Comissão Organizadora da “II Semana Culturtal Samuel Barrêto”, que acontecerá de 07 a 09 de outubro, no Anfiteatro Dom Jacinto Brito.
A gestora confirmou o apoio do Município, assim como no ano passado, onde a prefeita sancionou a Lei do Dia do Poeta Samuel Barrêto (08/10), de autoria do vereador Jotinha Oliveira, que teve o apoio dos demais parlamentares pedreirenses.
Dentre o apoio, a prefeita Vanessa Maia disponibilou ainda toda infraestrutura do local, caso venha precisar de operação tapa-buraco, assim, também, se comprometendo em realizar o trabalho de iluminação no Anfiteatro Dom Jacinto Brito, para contribuir com o trabalho da segurança no local.
Vanessa Maia – Prefeita de Pedreiras/Foto: Sandro Vagner
“Ele foi um grande Poeta, e toda família Barrêto, como todos os artistas daqui de nossa terra, vai está participando desta grande festa, que vai fazer o resgate, continuar alavancando a nossa cultura, que todos conhecem que Pedreiras é um local onde tem muitos artistas. E a gente quer descobrir mais ainda.” Disse a prefeita Vanessa Maia.
Fizeram parte da comissão que visitou a prefeita Vanessa Maia: Ester Barrêto, Sara Barrêto, Raira Barrêto, Valéria Leite e Francinete Braga.
O presidente Bolsonaro – Gabriela Biló-30.ago.22/Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (12) que se arrepende de afirmações ofensivas feitas em relação às mulheres e à pandemia da Covid-19.
Ele também falou em “passar a faixa” caso perca o pleito deste ano, apesar de, em outros momentos da entrevista, ter voltado a defender “eleições limpas” sem explicar qual indício existe de que isso não ocorrerá.
“Se essa for a vontade de Deus, eu continuo. Se não for, a gente passa aí a faixa e vou me recolher, porque, com a minha idade, não tenho mais nada a fazer aqui na terra se acabar essa minha passagem pela política aqui em 31 de dezembro do corrente ano”.
“Dei uma aloprada. Aloprei. Perdi a linha. Aí eu me arrependo”, afirmou após pergunta em que também foi mencionada declaração dada em 2021 sobre compra de vacinas “na casa da tua mãe”.
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“A questão do coveiro eu retiraria. O jacaré foi uma figura de linguagem”, disse.
As afirmações foram feitas em entrevista a seis podcasts que tem jovens evangélicos como maior parte do público, segundo os próprios apresentadores.
“Pisei na bola. Pisei na bola. É igual… é comum nós homens falarmos, ‘vai nascer criança, vai ser consumidor ou fornecedor?’. Brincadeira entre homens. Não falo mais isso para ninguém. Para mim pega”.
A afirmação é feita em um momento em que Bolsonaro tenta reduzir a rejeição entre mulheres, uma das fatias do eleitorado em que enfrenta maior rejeição.
A declaração sobre ser coveiro foi dada após ser questionado sobre 300 mortes decorrentes da Covid-19 que haviam sido registradas naquele dia. “Quem fala de… Eu não sou coveiro, tá?”, respondeu.
Apesar de se dizer arrependido, na entrevista desta segunda-feira, Bolsonaro voltou a defender o chamado tratamento precoce, que é composto por remédios como hidroxicloroquina e foi defendido pelo presidente como a cura para a Covid-19, embora não haja comprovação científica nesse sentido.
Em relação às falas ofensivas como a do coveiro, ele disse que tem tentado mudar de postura. “Sou chefe da nação. Eu sei disso. Eu lamento. Não falaria de novo, não falaria de novo. Você pode ver que de um ano para cá meu comportamento mudou. A minha cadeira é um aprendizado”, disse.
Bolsonaro disse que parou de dar entrevista à imprensa na porta do Palácio da Alvorada porque era provocado. “Eu parei de falar com a mídia, porque é o seguinte, os caras batiam na tecla o tempo todo, eu não percebia que queriam me tirar do sério”, afirmou.
Na entrevista desta segunda, o presidente também voltou a defender o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, que foi afastado do cargo após suspeitas de desvios de recursos na pasta.
Em conversa gravada obtida pela Folha, Ribeiro chega a afirmar que o governo federal priorizava prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados por dois pastores que não têm cargo e atuam em um esquema informal de obtenção de verbas do MEC.
Nesta segunda-feira, Bolsonaro admitiu que indicou um dos pastores para o então ministro e disse que não há indício de que Ribeiro cometeu alguma ilicitude.
“A verdade. Esses dois pastores me procuraram certo dia, muita gente fala comigo, e queriam ter acesso ao ministro Milton que é pastor também. Aí indiquei para o Milton. Aí o Milton resolveu empregar um deles. Tá ok? Como poderia empregar qualquer um de vocês, um parente, um amigo”, afirmou.
Bolsonaro também relembrou a carta que escreveu em uma sinalização de paz ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após tê-lo chamado de “canalha” em manifestações no feriado de 7 de Setembro do ano passado.
O presidente disse que o ex-presidente Michel Temer (MDB), que fez a ponte entre ele e Moraes em 2021, voltou a procurá-lo após o julgamento do deputado bolsonarista Daniel Silveira.
Ele afirmou que nessa segunda oportunidade, negou-se a atender ao apelo do emedebista para apaziguar a relação com o Supremo.
A partir das 19h:30, desta terça-feira (13), terá início a segunda fase eliminatória da terceira edição da Copa Verão de futebol society, no campo da AABB de Pedreiras.
No primeiro jogo estarão em campo as equipes Morro FC (Codó) x Atlético Serigal (Pedreiras), pela modalidade quarentão, com a presença do ex-jogador do Palmeiras e da seleção brasileira, Jackson (Codó) e outros craques do nosso futebol.
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Fechando à noite, também pela fase eliminatória, será a vez dos novos:
Seringal (Pedreiras) x Seleção de Bernardo do Mearim, a partir das 20h:30.
A terceira Copa Verão é organizada pelo ex-jogador Heraldo Ribeiro e por Marcos Oliveira.
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (12) a redução, em 4,7%, do preço do GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha vendido em botijão.
Com a redução, o preço médio cobrado das distribuidoras pela estatal passa de R$ 4,23 por quilo para R$ 4,03 por quilo a partir de terça-feira (13) – equivalente a R$ 52,34 por 13 quilos (o peso do conteúdo do botijão comum).
“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”, afirma a estatal em nota.
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Histórico de preço
O preço do GLP havia sido alterado pela última vez no dia 9 de abril deste ano, quando o quilo passou de R$ 4,48 para R$ 4,23 por kg, equivalente a R$ 54,94 por 13kg.
A medida, inédita na história democrática brasileira, consiste em levar militares em seções eleitorais espalhadas pelo país para tirar e enviar fotos do QR Code dos boletins de urna para o Comando de Defesa Cibernética do Exército, em Brasília, que fará um trabalho paralelo de contagem dos votos.
Militares com conhecimento do assunto disseram à Folha que, a princípio, a conferência será feita com 385 boletins de urna —amostragem que, pelas contas dos técnicos, garantiria 95% de confiabilidade.
O resultado dos boletins de cada urna será conferido com os dados da totalização feita pelo TSE.
O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, fechou um acordo com os militares em reunião no dia 31 de agosto para liberar às entidades fiscalizadoras os arquivos brutos da totalização, que ficam disponíveis na internet.
Com a concessão de Moraes, os militares terão acesso em tempo real aos dados sobre a totalização do TSE, em vez de ter de coletar as informações na base de dados disponibilizada no site do tribunal.
A conferência da totalização dos votos é uma das fases da fiscalização do processo eleitoral definidas pelo TSE. Em resolução, a corte permite o envio das imagens dos boletins de urnas após a conclusão da totalização dos votos.
Para evitar a demora e fazer o trabalho em tempo real, militares que estarão a serviço em operações de garantia de votação e apuração devem ser escalados para tirar as fotos dos boletins de urna e enviar para os técnicos das Forças Armadas.
A expectativa de militares ouvidos pela Folha é que, na mesma noite em que o resultado for proclamado, já haja também uma conclusão da análise das Forças Armadas.
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A participação dos militares na fiscalização do processo eleitoral tem sido usada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para disseminar desconfiança nas urnas eletrônicas e contestar o resultado do pleito.
Em entrevista à Jovem Pan na terça-feira (6), o presidente disse que Paulo Sérgio comentou o acordo com Alexandre de Moraes, no TSE, para viabilizar um projeto-piloto para a mudança no teste de integridade das urnas, como sugeriram as Forças Armadas.
Bolsonaro, no entanto, reforçou as críticas ao sistema eletrônico de votação.
“O último contato com o ministro da Defesa, junto com o ministro Alexandre de Moraes, o que me foi reportado é que com as sugestões das Forças Armadas, caso acolhidas, se reduz a próximo de zero a possibilidade de fraude. Próximo de zero não é zero. O que nós queremos não são eleições limpas?”, disse o presidente.
“Esse clima de animosidade poderia ter sido resolvido há muito tempo, se o ministro [Luís Roberto] Barroso, [ex-presidente do TSE,] não fosse para dentro da Câmara dos Deputados interferir diretamente numa Proposta de Emenda à Constituição que estava sendo votada e falava do voto impresso”, completou.
Além da conferência da totalização dos votos, as Forças Armadas têm outros dois focos na fiscalização do pleito.
O primeiro é acompanhar as discussões no TSE sobre a sugestão de se alterar o teste de integridade. Em aceno na última reunião com o ministro Paulo Sérgio, Alexandre de Moraes indicou a possibilidade de acolher a proposta dos militares.
A mudança consiste em realizar o teste de integridade, que confirma se as urnas anotam corretamente os votos, dentro das seções eleitorais. Os equipamentos serão desbloqueados pela biometria de eleitores para, segundo os militares, reduzir a chance de um código malicioso alterar votos.
A Folha apurou com militares e membros da área técnica do tribunal que o teste no novo modelo deve ser realizado em uma urna por capital. O número agrada os técnicos das Forças Armadas, considerando a dificuldade logística e o curto prazo para a alteração.
Por duas semanas, 18 técnicos das Forças Armadas analisaram partes do código-fonte das urnas e fizeram anotações, com caneta e papel, sobre quatro sistemas utilizados nas eleições.
Agora, os militares se preparam para viajar a alguns estados e analisar os códigos inseridos nas urnas eletrônicas. Não há definição de quantas urnas serão verificadas pelas Forças Armadas.
A análise ocorre a despeito de o TSE já prever medidas de segurança contra mudanças nos sistemas do processo eleitoral. Segundo o tribunal, qualquer alteração feita no código após a lacração trava as urnas eletrônicas e impede os registros dos votos.
As medidas para fiscalização do processo eleitoral ocorrem em meio ao armistício entre o ministro da Defesa e Moraes.
A relação dos militares com o antecessor de Moraes, Edson Fachin, estava estremecida. Enquanto o ministro da Defesa tentava viabilizar uma reunião entre técnicos das Forças Armadas e do TSE, Fachin evitava encontros fora da CTE (Comissão de Transparência Eleitoral), sob o argumento de não privilegiar nenhuma entidade fiscalizadora em detrimento das outras.
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Com Moraes, no entanto, a situação mudou. O presidente da corte recebeu Paulo Sérgio duas vezes; na segunda, no fim de agosto, promoveu o encontro entre os técnicos, solicitado pelo Ministério da Defesa.
Havia temor por parte de generais consultados pela Folha de que Bolsonaro usasse os palanques do 7 de Setembro para renovar os ataques às urnas eletrônicas e Moraes, um dos principais desafetos do mandatário.
Na prática, os militares acreditavam em uma possível quebra do armistício, com Moraes recuando do acordo para implementar o novo teste de integridade ainda no primeiro turno.
Após as manifestações no Bicentenário da Independência, a avaliação dos militares é que Bolsonaro conseguiu conter os ataques e evitou prejuízos ao trabalho de aproximação entre o Ministério da Defesa e o TSE.
A um dia do prazo para que a Justiça Eleitoral julgue todos os registros de candidatura, o número de candidatos que desistiram da disputa nas Eleições 2022 chegou a 799, superando a quantidade de desistentes nas eleições gerais de 2018, quando 770 candidatos abandonaram a campanha.
As desistências deste ano representam 25,3% de todos as candidaturas consideradas ineptas. Até o momento, 876 (51,35%) tiveram o pedido de registro negado pela Justiça Eleitoral por não atenderem aos critérios da legislação eleitoral ou apresentarem algum impedimento, incluindo os previstos da Lei da Ficha Limpa.
São os casos, por exemplo, das duas candidaturas à Presidência da República negadas até o momento: a de Pablo Marçal, que pretendia concorrer pelo Pros, mas não comprovou o apoio partidário necessário; e Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa por sua condenação no caso do Mensalão.
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Outro motivo para uma candidatura ser considerada inapta é quando o registro foi cancelado pelo partido, o que ocorreu 13 vezes até o momento. É possível ainda que o pedido sequer seja conhecido pela Justiça Eleitoral, em geral devido alguma irregularidade formal que impede seu julgamento. Neste ano, esse foi o caso de 15 registros.
Há ainda as situações em que houve morte de candidato. Desde o início da campanha, três candidatos às eleições deste ano morreram. Todos disputavam uma vaga de deputado federal.
São eles o empresário Ilson Baiano (Solidariedade-BA), que morreu de causas naturais não declaradas; o aposentado Adair Ferreira de Souza (Patriota-RO), que teve um ataque cardíaco; e o advogado Antonio Weck (PSC-RS), que morreu em acidente de trânsito na BR-116.
Em todos os casos – seja por indeferimento, cancelamento, não conhecimento ou morte – o partido ou federação correspondente tem até 10 dias corridos para apresentar um substituto.
Números consolidados
Os números finais ainda devem ser consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que atualiza os dados ao menos três vezes ao dia. De acordo com a atualização mais recente, às 14h deste domingo (11), ainda há, por exemplo, 2.515 candidaturas aguardando julgamento.
Neste ano, há um recorde de pedidos de registro de candidatura em eleições gerais, que chegou 29.163. Desses, a Justiça Eleitoral já deferiu ao menos 24.440.
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O prazo para que a Justiça Eleitoral julgue todos os pedidos se encerra amanhã (12), incluindo recursos. Não raro, porém, esse prazo pode ser extrapolado em situações complexas, em que o candidato pode inclusive recorrer à Justiça comum para garantir seu nome na urna, nas chamadas candidaturas sub judice, ou seja, com pendências judiciais.
Exame realizado nesta sexta-feira (9) no Serviço de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência, da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, constatou que a menina está grávida de três meses.
A menina prosseguiu com a gestação e deu à luz em setembro do mesmo ano. A mãe, uma dona de casa de 29 anos, não autorizou o aborto da filha e disse que o médico afirmara que a menina apontara risco de morte no procedimento.
A lei brasileira permite o aborto nos casos de estupro e risco de morte para a gestante, e uma decisão da Justiça estendeu o aval para casos de anencefalia do feto.
A menina também decidiu não realizar o aborto —na época, ela estava com quase dois meses de gestação. O primo que a estuprou foi assassinado pouco tempo depois por motivos que a família diz desconhecer.
Desde que o filho nasceu, a menina abandonou a escola, se nega a ter tratamento psicológico e vive um conflito com os pais.
Há cerca de um mês, passou a viver em um abrigo em Teresina e educadores do local desconfiaram de que ela estaria novamente grávida.
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“Ela estava sem menstruar, arredia e com comportamentos suspeitos. Levamos na maternidade para fazer exame e foi constatado que ela está grávida de três meses. Foi um susto, um choque”, disse a conselheira tutelar Renata Bezerra, do núcleo da zona sudeste de Teresina, que acompanha o caso.
Segundo a conselheira, o pai defendeu que a menina fizesse um aborto legal, mas a mãe não autorizou. Por isso a interrupção da gravidez não foi realizada na maternidade Dona Evangelina Rosa.
“A menina já vive um trauma da primeira gravidez, não tem condições de cuidar de mais uma criança. Ela está sem dormir, perdendo sua infância. Mas a mãe não autorizou o aborto”, disse Renata Bezerra.
À Folha a mãe da menina disse que soube há uma semana que a menina foi violentada por um tio.
“Fiquei sem chão quando soube, indignada. Ela estava morando com o pai, na casa da avó, e o tio que a estuprou estava dormindo no mesmo quarto que ela”, disse a mãe. Ela ainda afirmou que não autorizou a interrupção da gestação porque “aborto é crime”.
O primeiro filho da menina está sob os cuidados do avô. Segundo a conselheira tutelar, ele solicitou uma cesta básica para poder alimentar o neto, pois está desempregado e mora com mais cinco pessoas.
O estupro está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. O suspeito do crime continua solto, segundo familiares.
A única renda fixa da mãe, que está desempregada, são os R$ 600 do Auxílio Brasil.
OUTROS CASOS
O tema do acesso ao aborto legal por crianças vítimas de violência sexual voltou à tona em junho deste ano, quando reportagem do site The Intercept Brasil revelou que uma menina de 11 anos foi induzida a desistir do procedimento após ser questionada por uma juíza se “suportaria” manter a gestação “mais um pouquinho” —a menina estava na 22ª semana de gravidez. Após a repercussão da reportagem, a criança conseguiu realizar o procedimento.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mais recente, no entanto, mostram que esses casos são apenas exemplos de uma situação muito mais grave: ao menos 30.553 meninas de até 13 anos foram estupradas em 2021, de acordo com o levantamento. Incluídos os meninos da mesma faixa etária, são 35.735 registros de violência sexual em um ano.
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O Fórum Brasileiro de Segurança Pública reuniu os dados a partir de consultas com os governos de todas as unidades da Federação sobre registros de ocorrências em delegacias. Para os crimes de estupro em geral, houve um aumento de 4,2% em relação a 2020. Crianças e adolescentes de até 13 anos, incluindo gênero feminino e masculino, representam 61,3% do total de vítimas —em 2020, o índice foi de 60,6% e, em 2019, de 57,9%.
Em agosto de 2020, outro caso ganhou destaque. Uma menina de dez anos, grávida após ser estuprada por um tio, precisou sair do Espírito Santo, onde morava, para conseguir fazer um aborto no Recife. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo de Jair Bolsonaro (PL) tentou demover a avó da criança da ideia do procedimento, como mostraram reportagens da Folha à época.
Ministério Público de Pedreiras/Foto: Sandro Vagner
A Recomendação é da 1ª Promotoria de Jutiça, que tem como titular a Promotora Marina Carneiro Lima de Oliveira, que responde pela 4ª PJ da Comarca de Pedreiras.
Segundo a Recomendação, que foi direcionado à Prefeita de Pedreiras, Vanessa Maia, ao secretário de Segurança e Trânsito, Elias Bento, ao Delegado Regional de Polícia Civil, Dr. Diego Maciel Ferreira e ao comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar de Pedreiras, Claudiomiro Antônio Aguiar Lima, resolve: RECOMENDAR à Excelentíssima Prefeita de Pedreiras/MA, bem como às suas secretarias e demais órgãos responsáveis, que, no prazo de 30 ( trinta ) dias, reiniciem a fiscalização contínua da atividade irregular ou clandestina de mototaxistas, conforme a legislação e atribuições vigentes, providenciando os convênios e cooperações necessárias com o Departamento de Trânsito do Maranhão, representado por seu Posto de Atendimento na cidade de Pedreiras, além das Polícias Militar e Civil.
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Outrossim, solicita que todas as medidas adotadas pela Prefeitura Municipal de Pedreiras/MA e seus órgãos com atuação na matéria sejam informados a esta Promotoria de Justiça, para fins de fiscalização e acompanhamento, com encaminhamento trimestral de relatórios ou mapas estatísticos das ações fiscalizatórias e eventuais apreensões.
Cícero Filho – Cineasta/Foto: Reprodução – Piauí de Riquezas
O cineasta Cícero Filho foi o entrevistado do quadro ‘Vai um Cafezinho’, do Piauí de Riquezas deste sábado (10). Ele contou da gravação do seu novo filme, que tem Whindersson Nunes como vilão, e de outras produções, a mais conhecida é “Ai que Vida!”, de 2008.
Natural de Poção de Pedras, no Maranhão, Cícero veio para o Piauí em 2001 para cursar jornalismo e se pós graduou em Cinema, Vídeo e Fotografia. Em 2007 lançou seu primeiro filme “Entre o amor e razão”, mas foi em 2008 que ficou nacional e até internacionalmente conhecido.
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“Esse é o carro chefe. Quando falamos do ‘Ai Que Vida’ são números de visualizações imensos em todas as plataformas que você possa imaginar. Eu coloquei à disposição das pessoas sem cobrar nada por isso, não estou ganhando nada com isso. A gente só ganha a notoriedade e a satisfação de saber que esse produto de um nordestino para nordestinos está sendo aceito e bem aceito”, afirmou o cineasta.
Em 2011, ele lançou seu terceiro filme “Flor de Abril”, que diferente dos anteriores não era uma comédia, mas sim um drama. Segundo o diretor, foi um desafio muito grande produzir o longa, mas um desafio bem realizado.
Whindersson Nunes é vilão em novo filme de Cícero Filho, diretor do sucesso piauiense ‘Ai que vida!’ — Foto: Reprodução
Após 10 anos, Cícero Filho volta a gravar outra produção audiovisual que promete surpreender ainda mais o público, a começar pelo elenco. Entre os atores estão a cantora Mara Pavanelly e o humorista Whindersson Nunes. O novo filme, ‘Babaçu Love,’ tem data prevista de ser lançado em julho de 2023.
“Eu quis contar um Nordeste com uma ótica diferenciada. Meu novo filme, conta a história de uma banda, a banda Babaçu Love, que é uma banda de forró em um povoado fictício chamado Ramadinha, lá das brenhas desse Brasil. Então a gente traz à tona desse lugar desconhecido, pessoas com história, com vivencias brasileiras. A gente conta a historia da DiLoura, que durante o dia é quebradeira de coco babaçu e durante a noite é a vocalista da banda Babaçu Love“, explicou.
“Então a gente trabalha o universo musical. E aí tem o Whindersson que é o vilão. A gente vai contar de forma divertida, porque é uma comédia musical, com leveza a história de duas gerações: A DiLoura do sucesso, que é a protagonista, e a mãe dela que é uma paraibana e aí como plano de fundo um romance”, revelou Cícero.
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Agora em novembro de 2022, a equipe volta para o set de filmagens para concluir a segunda e última fase do projeto. Cícero Filho contou ainda que Teresina irá ser contemplada com algumas gravações.
Reprodução – Piauí de Riquezas
“Desde os 11 anos eu sempre experimentei a ficção e dramaturgia nas telinhas, às vezes errando, mas sempre aprendendo, tentando e insistindo. A medida que eu tinha muita prática, sentia falta da teoria e aí veio o jornalismo para poder trabalhar na tv. Sou apaixonado por cinema e é essa paixão que quero que o público sinta com esse novo filme“, comentou emocionado o cineasta.