Marcílio Lira Ximenes – Secretário de Saúde – 2021/2024
Uma das pastas mais importantes de qualquer gestão, a Saúde, no governo da prefeita de Pedreiras, Vanessa Maia (Solidariedade) terá como secretário Marcílio Lira Ximenes.
Marcílio é pedagogo de formação, mas sua maior experiência é em gestão de pessoas, liderança e empreendedorismo, campo que atua há mais de 20 anos, tendo MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas e especialização em Coach, além de acadêmico de Direito.
Vanessa, que durante toda campanha disse que voltaria um olhar especial para a Saúde, reforça o compromisso, colocando, segundo ela, uma pessoa que facilmente se coloca no lugar do outro.
“Além da experiência em gestão, Marcílio traz para a gestão um olhar humanizado para uma pasta que lida, essencialmente com vida. Isso fará toda a diferença“, afirma.
Marcílio descreveu o convite como um desafio. “Nós somos desafiados todos os dias. Assumir a Secretária de Saúde de Pedreiras é, sem dúvida, uma grande missão. Missão que honrarei contribuindo para transformar a vida das famílias pedreirenses, ofertando-lhes, uma saúde de qualidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas, especialmente às que mais precisam“, acentua.
fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeita Vanessa Maia
Essa não foi a primeira e nem será a última gestão municipal a deixar a cidade tomada por lixo ao fim de um mandato. Certo? De jeito nenhum! É triste, melancólico, estupefato, medíocre, deplorável e desprezível.
Mas, até parece que esse cenário sombrio, o lixo, já faz parte dos planos maléficos de quem perde eleição, estando no poder e tendo a certeza que jamais ocupará o cargo mais uma vez, por que sofrer uma vez é aceitável, mas manter o erro é inaceitável.
Impossível acreditar que é satisfatório um gestor deixar uma cidade jogada aos urubus, aves que vivem de restos, mas, ainda assim, ajudam na limpeza, ao seu modo.
Para um ser que sonhava em dias melhores para seu Município, mas ao sair deixa a cidade na situação que está, pode-se dizer que apenas cumpria com seu papel de ocupar um cargo, mas nunca encarou com total coerência assumir o verdadeiro papel de um administrador, que para fazer o bem sem olhar a quem, seria capaz de tudo, menos o desdém.
Motivos para tentar explicar a real situação que passa o Município de Pedreiras, não faltam. Resta a POPULAÇÃO acreditar ou não.
João de Sá Barrêto – Poeta (Autor do Poema “O Lixo”/1974)
No ano de 1974, o saudoso Poeta João de Sá Barrêto escreveu o poema “O Lixo”, ele retratou o lixo em dois sentidos, o próprio lixo, esse que hoje toma conta da cidade, e o lixo “maus políticos”. João Barrêto previa que o futuro não seria diferente do ano que escrevera muito bem o poema.
Como não é mera coincidência, “O Lixo” pode ser considerado o poema mais atualizado do momento, retratando o que vive o pedreirense.
Veja essas sextilhas, por exemplo:
Depois de cada eleição, Só resta a decepção E o desencanto do povo Que, por ter acreditado, Vê que o pinto tão chocado Não sai da casca do ovo.
É tanto que, em Pedreiras,
Existem muitas sujeiras,
Desde os tempos do passado.
E se alguém conta tomou
Das imundices que achou,
Porcarias tem deixado.
Quem passa pelo mercado
Vê lixo por todo lado,
E é lixo de montão.
É desse lixo raçudo
Vai cobrir aquilo tudo,
E não custa muito, não.
Tem lata velha rolando,
E o pessoal jogando
Rato morto, cururu,
Penicos cheios de bosta…
Tudo, ali, o povo encosta.
Já baixa até urubu.
Cebolas podres e ossadas
Que sobram das paneladas
Daquelas bancas sebosas;
Restos velhos de comida,
Até panos de ferida
E outras coisas mal cheirosas.
Ali fede prá inferno!
Quando chegar o inverno
Quem é que vai suportar?
Cá na minha opinião
Vai correr até o chão,
Procurando outro lugar.
E não ache graça, não,
Porque a situação
É a mesma, em todo canto.
Para onde a gente olhar
Só não vê lixo é no ar,
Porem nem isso eu garanto.
É a cidade do lixo, E até parece um capricho: Tem lixo que usa boné; Tem lixo gordo e cevado; Já teve lixo importado; E tem lixo coxolé.
Veja a íntegra do Poema “O Lixo” (João de Sá Barrêto, lançado no ano de 1974)
Em 2006, Pierre Cardin saltitante no fim de um de seus desfiles Foto: MUSTAFA OZER / AFP
A moda acordou mais triste hoje. O estilista francês Pierre Cardin morreu esta manhã, aos 98 anos. A morte foi confirmada pela família à Agência France Presse. A causa ainda não foi divulgada.
“É um dia de grande tristeza para toda a nossa família, Pierre Cardin já não está entre nós. O grande costureiro que foi, atravessou o século, deixando para a França e para o mundo um patrimônio artístico único na moda, mas não só isso. Nos orgulhamos da sua ambição tenaz e da ousadia que demonstrou ao longo da vida. Foi um homem moderno de muitos talentos e energia inesgotável”, diz a nota da família.
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Filho de agricultores italianos, Cardin nasceu em 2 de julho de 1922 em Veneza e foi batizado Pietro. Sua história na França começa quando seus pais migraram para o país fugindo do fascismo.
O estilista, que ficou mundialmente famoso ao revolucionar a moda nas décadas de 1960 e 1970 com sua estética futurista, começou a trabalhar com moda bem jovem, aos 14 anos, como aprendiz de alfaiate na cidade de Saint-Etienne, na França. Em 1945, já em Paris, empregou-se na maison Paquin e, posteriormente, trabalhou com Elsa Schiaparelli. Conheceu, então, Jean Cocteau e assinou o figurino do filme “A bela e a fera”. Depois de uma passagem pela Dior, em que criou mantôs e tailleurs impecáveis, inaugurou em 1950, seu próprio empreendimento e, em 1954, as butiques Adão e Eva.
O estilista Pierre Cardin, no início da carreira de sucesso Foto: Divulgação
Pioneiro, foi o primeiro designer de alta costura a desenvolver uma coleção “prêt-a-porter”. Em 1959, período em que predominavam a alta-costura e o conceito de exclusividade, ele criou uma coleção feminina para a loja de departamentos Printemps. Na época, aliás, foi criticado por isso, declaravam que ele estava popularizando seu nome. Anos depois, todas as grandes marcas seguiram os passos do visionário. Na década de 1960 e adiante, conciliou o olhar sempre à frente com uma apurada visão comercial. Apresentou ternos masculinos com a gola Mao e apostou no estilo futurista nos revolucionários anos do século XX, em que o homem pisou na Lua, e na linha unissex. Entre as peças icônicas de Cardin estão os vestidos-tubo e os catsuits de malha, que vestiam a nova mulher para tempos modernos. Sua intenção, já naquela época, era deixar a moda mais acessível, democratizá-la. E assim ele fez. No início da década de 1980, estabeleceu cerca de 540 contratos de licenciamento. O nome Pierre Cardin espalhou-se em acessórios e perfumes pelo mundo afora.
Looks futuristas criados por Pierre Cardin Foto: Jérôme Faggiano
Cardin também abriu o mercado de alta costura para a Ásia. Foi o faro dele que destacou que mercados de países como China e Japão seriam interessantes para a moda de luxo.
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Pierre Cardin veio ao Brasil algumas vezes; já nos anos 1960, apresentou-se na Fenit e licenciou produtos no país. Na década de 1980, seus ternos, confeccionados pela empresa dos irmãos Brett, fizeram imenso sucesso. Roupas, perfumes, gravatas, óculos e acessórios com seu nome conquistaram o Brasil e o mundo. O designer também adquiriu o lendário Maxim’s; O Rio de Janeiro, inclusive, abrigou, na torre do shopping RioSul, uma réplica do restaurante francês.
Cardin foi homenageado ao longo da carreira inúmeras vezes, com diversas exposições. Em 1990, uma no Victoria and Albert Museum, em Londres, celebrou os 40 anos de moda feminina e 30 de moda masculina. Em 2005, seus 50 anos de trabalho ganharam uma mostra em Viena.
François Baudot, no livro “Moda do século”, de 1999, definiu Pierre Cardin como “o único sem dúvida em sua profissão que ainda sabe desenhar, cortar e costurar uma roupa com as próprias mãos”.
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Em janeiro deste ano, ele teve sua vida apresentada no documentário “House of Cardin”, que mostrava o estilista de quase cem anos ativo. “Não sou do tipo que se contenta com o que já foi feito e aceito. Eu estou feliz com o presente, mas nunca dou meu trabalho como terminado”, diz Cardin em uma das passagens do documentário.
Cardin morreu esta manhã no hospital americano de Neuilly, ao oeste de Paris.
Refinaria da Petrobras em Paulínia (SP) — Foto: Paulo Whitaker/Reuters
A Petrobras informou nesta segunda-feira (28) que vai elevar em 4% o preço médio do diesel em suas refinarias e em 5% o da gasolina a partir de terça-feira (29), em meio a uma alta do petróleo nas últimas semanas e uma desvalorização do real frente ao dólar nas últimos dias.
Com a alta de 4%, o preço médio do combustível mais vendido do Brasil passará a ser de R$ 2,02 por litro. No acumulado do ano, a redução do valor é de 13,2%, segundo informou a Petrobras.
Já o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 1,84 por litro, acumulando no ano redução de 4,1%.
Apesar da alta das cotações dos combustíveis da Petrobras na terça-feira, especialistas apontam a permanência de uma defasagem ante a paridade de importação.
“O ajuste atual foi menos da metade do necessário para termos paridade de importação”, acrescentou ele, comentando que tem havido atrasos nos repasses da alta do petróleo para os combustíveis da Petrobras.
O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, também ressaltou a defasagem nos preços ante ao mercado externo e frisou que “as importações por agentes privados continuam inviabilizadas”.
A Petrobras defende que seus preços seguem a chamada paridade de importação, impactada por fatores como as cotações internacionais do petróleo e o câmbio.
O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.
A Prefeitura de Trizidela do Vale recebeu essa semana a confirmação ao Selo UNICEF. E o que isso significa? Isso resulta do compromisso de priorizar políticas públicas municipais voltadas às crianças e adolescentes. Um mérito alcançado pelo trabalho desenvolvido entre as secretarias de Assistência Social (SEMAS), Educação(SEMED) e Saúde (SEMUS), que priorizaram nos últimos anos ações voltadas para melhorar a oferta e a qualidade dos serviços de saúde, educação, assistência social, visando produzir impactos reais e positivos na vida de crianças e adolescentes.
O Selo UNICEF é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), para estimular os municípios a implementar políticas públicas para redução das desigualdades e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes previstos na Convenção sobre os Direitos da Criança e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Foto: Arquivo da PMTV/Prefeito Fred Maia recebendo o reconhecimento em 2017
De acordo com o prefeito Fred Maia, esse certificado é o resultado do esforço de todas as equipes das secretarias envolvidas, que cotidianamente promoveram e executaram diversas ações de forma integrada, o que contribuiu para atender os objetivos propostos pelo Selo Unicef e ressaltou ainda: “É uma grande alegria concluir os desafios propostos e colher os frutos do trabalho e dedicação de todos os envolvidos“.
A certificação acontecerá no dia 28 de dezembro edição (2021/2024)
Fonte: Assessoria de Comunicação de Trizidela do Vale (Thony Maranhão)
Caroline Melo – Secretária de Assistência Social – 2021/2024
A pasta da Assistência Social no Governo Vanessa Maia (Solidariedade), em Pedreiras, terá à frente, a Assistente Social Sterphanne Caroline Melo Mendes Sousa.
Formada pela Fundação Universidade de Tocantins desde 2011, Carol é especialista em Saúde do Idoso e Saúde da Família. É servidora efetiva da Prefeitura de Pedreiras desde 2008, tendo assumido o cargo de Assistente Social em 2017. Já foi presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Pedreiras e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente em Trizidela do Vale, onde atua na área de Assistência há 8 anos como assessora técnica da Secretaria de Assistência Social.
Para a prefeita , a Assistência Social é uma das pastas mais importantes do Executivo, visto que trabalha diretamente com ações que visam melhorar a qualidade de vida do cidadão. “ O bem-estar do ser humano é uma prioridade da nossa gestão, especialmente as famílias em situação de vulnerabilidade“, diz Vanessa.
Caroline recebeu a indicação do seu nome com muito entusiasmo. ” Sinto-me realizada ao saber que vários profissionais da Assistência citaram meu nome para estar à frente da Secretaria em Pedreiras. É o reconhecimento de um trabalho feito com muito amor“, acentua a assistente social, afirmando compromisso de garantir a manutenção da rede de serviços prestados à sociedade e ampliar esse atendimento de acordo com a necessidade da população.
Parentes e amigos no velório da juíza Viviane, morta a facadas pelo ex-marido Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Muito já se disse sobre a repugnante morte da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, assassinada em frente às filhas no momento em que as entregava ao pai para passar a noite de Natal, em uma rua do bairro da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em menos de 24 horas, crimes semelhantes ocorreram em Santa Catarina e Pernambuco, e em todos eles as mulheres assassinadas eram também mães. Quando o assunto é a violência contra as mulheres, vulnerabilidades econômicas, sociais e de raça inegavelmente contribuem para sua ocorrência. Mas, não raro, é a maternidade a principal variável. Ainda assim, nem mesmo no caso da juíza carioca, que causou imensa comoção, a maternidade teve a atenção que merece. Cabe portanto a nós perguntar: por quê?
Não raro, mães vítimas de violência doméstica que pedem proteção são culpabilizadas e questionadas, acusadas de causar afastamentos desnecessários. Mas um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisa de Gênero, Raça e Etnia da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro em março de 2020 mostrou que a grande maioria das vítimas de feminicídio no estado eram mães e que os agressores tinham vínculo íntimo com elas. São nada menos que 74٪ do total de vítimas. Os dados são relativos a processos de feminicídios julgados pelas Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, as vítimas são, em sua maior parte, mulheres pardas e brancas, com idades entre 25 e 45 anos.
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Já em 2014, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM) registrou 52.975 denúncias de agressões contra a mulher no Brasil, e de todas elas, assustadoramente 80% das mulheres vítimas tinham filhos. Em uma outra pesquisa, que buscou analisar o panorama dos 41 crimes de feminicídio cadastrados no Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) nos anos de 2018 e 2019, revelou que 87% das mulheres vítimas de feminicídio no estado eram mães. Elas deixaram, em média, três filhos. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública projetou em 2020 que, todo ano, os feminicídios deixam mais de 2 mil órfãos no país. Por que, então, esse problema continua tão invisível?
Ao contrário do que se pode pensar e do que argumenta e acredita o senso comum mais apressado, a Lei Maria da Penha deu e dá resultados. E, mesmo no caso em questão, os dispositivos funcionaram e estiveram à disposição da juíza. Em São Paulo, no ano de 2017, foi feita também uma grande investigação sobre o feminicídio. O que se descobriu é que, em 97% dos casos analisados, não havia uma medida protetiva expedida em favor da vítima. E, quando uma medida protetiva é expedida, sempre se preserva o direito de visitação, e é escolhido um intermediário para entrega/devolução das crianças já que o diálogo entre os genitores se tornou um risco. Mas, infelizmente, o que não raro ocorre é que alguns desses pais utilizam o filho como barganha, usam situações judiciais como forma de perpetrar e perpetuar abusos. Outros nunca exerceram a paternidade plenamente antes de serem afastados da família pela medida protetiva e querem usar o afastamento como medida de pressão, para voltar ao lar ou pior, para cometer crimes.
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Essa discussão não é fácil. Mas o bode definitivamente está na sala. E, ironicamente, não foi a morte de Viviane Arronenzi quem o trouxe. Foi outro colega. Quis uma infeliz coincidência que, há poucos dias, um juiz paulista declarasse, em meio a uma audiência que discutia justamente a guarda de filhos menores de idade que não “estava nem aí” para a Lei Maria da Penha, frente a uma mãe atônita, uma mulher a quem também havia sido concedida uma medida protetiva. Muito para além da fala equivocada de um de seus representantes, a postura misógina do juiz paulista, felizmente e finalmente exposta, pode revelar fatos e práticas institucionalizadas no Judiciário. Nas internas, a Lei Maria da Penha vira a “Lei Maria da Lenha”. E ora o descaso, ora a culpa seguem ceifando vidas de mulheres, de mães.
Como já demonstramos, a maternidade torna as mulheres muito mais vulneráveis a uma série de violências e, no caso, à sua forma mais extrema: o feminicídio. Isso não pode ser tratado de maneira secundária. O mesmo Superior Tribunal de Justiça, que agora se insurge, corretamente, contra a morte brutal da magistrada carioca, concedeu não faz muito tempo uma decisão polêmica mantendo a guarda compartilhada em favor de um pai contra quem pesava uma séria e fartamente comprovada acusação de agressão, tendo a mãe medida protetiva concedida em seu favor. O entendimento foi de que a violência teria de ser direta contra os filhos. E, como não era, então não haveria risco para os mesmos.
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Entretanto, o fato é que em 25% dos casos de feminicídios, há outras vítimas. Em regra, essas vítimas secundárias são filhos e filhas que sofrem ataques ou presenciam a morte da mãe (pesquisa Raio X do Feminicídio do MPSP). E o feminicídio não é um fato isolado, é geralmente o capítulo final de uma história de violência. Como medir os danos psicológicos que um histórico de violência e medo é capaz de produzir?
É preciso escancarar o fato de que todos esses conflitos, não raro seríssimos, estão presentes no dia a dia das delegacias e no aparato que trata de crimes, mas também nas varas de família. Mulheres e mães são as maiores vítimas, sendo óbvia e diretamente atingidos os seus filhos, e seus pedidos de proteção precisam ser levados a sério. Essas coisas não podem continuar sendo pensadas em separado. A responsabilidade pelo exercício de uma paternidade saudável e harmoniosa é dever do pai, e somente dele. Não cabe às mulheres e mães mais este ônus, sob pena de colocar em risco sua própria vida e as de seus filhos. Se cabe aqui alguma mediação do judiciário, ela deve se dar no sentido de preservar a vida e o bem estar da mãe e de seus filhos.
Para o desespero de tantas mães, práticas discriminatórias de gênero ainda imperam no judiciário. Ainda temos que enfrentar um entendimento por vezes bastante enviesado a respeito da Lei Maria da Penha, com práticas não padronizadas de produção de justiça, interpretações distintas da lei e uma cultura jurídica que resiste a transformações. Para piorar, recentemente desde o advento da Lei de Alienação Parental, muitas mães acabam acusadas, e pasme, são elas quem sofrem o afastamento de seus filhos ao denunciar seus agressores.
É preciso apoiar e votar com urgência os projetos de lei que vedam a guarda compartilhada quando há agressão. E, por último e não menos importante, medidas de proteção não podem servir como objetos de barganha quando está em disputa a guarda de filhos menores. Ou então continuaremos incapazes de agir para poupar a vida de mulheres que, por dever social ou por determinação judicial, se veem obrigadas a compartilhar com os pais de seus filhos doses insuportáveis de insegurança e medo, mães que se tornam vítimas de algozes covardes e criminosos. Não podemos permitir que o feminicídio fique à espreita da maternidade de nenhuma mulher.
*Renata Rodrigues é jornalista, ativista e mestranda em Sociologia no Iesp-Uerj
**Tatiana Moreira Naumann é especialista em Direito de Família e sócia do escritório Albuquerque Melo
Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), neste domingo (27), mostrou que o Maranhão já totaliza 200.127 casos confirmados e 4.473 mortes por coronavírus.
De acordo com o boletim, o interior do estado está com 32, São Luís registrou 49 e Imperatriz 3 novos casos.
Dos mais de 200 mil casos, 5.389 estão ativos. Desses, 4.989 estão em isolamento social, 241 internados em enfermaria e 159 em leitos de UTI.
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O estado já registra 190.265 pessoas recuperadas da doença. Mais de 478 mil testes foram realizados, 365.321 casos foram descartados e hoje (27), o número de casos suspeitos é 2684.
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Também de acordo com o boletim, os 7 novos óbitos notificados, aconteceram nas seguintes cidades: Balsas (1), Coelho Neto (1), Colinas (1), Coroatá(1) e São João dos Patos (1).
Dos novos óbitos registrados no estado, nenhum deles aconteceu nas últimas 24h. Todas as outras são de dias e/ou semanas anteriores e aguardavam o resultado do exame laboratorial para Covid-19.
O Banco Central (BC) manteve a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) em 4,39%, em relação à semana passada, de acordo com informações do Boletim Focus divulgado hoje (28). Com periodicidade semanal, o documento reúne as projeções para os principais indicadores da economia.
O indicador ultrapassa o centro da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano, de 4%. Se considerada a margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o índice, porém, permanece dentro da meta, já que pode variar de 2,5% a 5,5%.
A projeção para 2021 foi reduzida, de 3,37% para 3,34%. Já o índice esperado para 2022 e 2023 permaneceu inalterado, de 3,50% e 3,25%, respectivamente.
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Outro parâmetro adotado pelo mercado financeiro é a taxa básica de juros, a Selic, que consiste no principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Nesta edição, a taxa prevista para 2021 foi elevada de 3% para 3,13% ao ano. Quanto a 2022 e 2023, a expectativa é de que seja de 4,5% ao ano e 6% ao ano.
No último dia 9, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a decisão, tomada em unanimidade, de manter a Selic em 2% ao ano. A redução da Selic favorece o barateamento do crédito e leva a um menor controle da inflação, o que estimula a produção e o consumo. Apesar disso, os bancos consideram também outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como o risco de inadimplência, a margem de lucro e despesas administrativas.
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Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando a Selic é mantida, o comitê considera que ajustes anteriores foram suficientes para manter a inflação sob controle.
Atividade econômica e dólar
O mercado financeiro manteve em 4,40% o valor referente à retração da economia, mensurada a partir do Produto Interno Bruto (PIB), que resulta da soma de todas as riquezas do país. A expectativa de crescimento para 2021, por sua vez, permaneceu sem ajustes, em 3,5%. Para os anos de 2022, o ajuste é 3,46% para 3,49%, enquanto manteve em 2,50% para 2023.
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Segundo o boletim Focus, a cotação do dólar para o final deste ano apresentou leve queda, de R$ 5,15 para R$ 5,14. Para o fim de 2021, o BC manteve em R$ 5, enquanto diminuiu de R$ 4,98 para R$ 4,95 o valor estimado para 2022.