Paulo Luiz Carneiro

No início do século XX, o médico sanitarista Oswaldo Cruz venceu o mosquito Aedes aegypti e algumas epidemias, como a de febre amarela, com ações radicais que eliminaram o inseto em meio a críticas e protestos dos cariocas. Por incrível que pareça, mais de cem anos depois, o mosquito voltou com força total: além de transmitir a dengue, a zika e a chicungunha, pode trazer de volta a febre amarela às grandes cidades brasileiras.
Oswaldo Gonçalves Cruz, nascido em São Luís do Paraitinga, em São Paulo, no dia 5 de agosto de 1872, ainda criança mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, então capital da República. Na cidade, estudou no Colégio Laure, no Colégio São Pedro de Alcântara e no Externato Dom Pedro II, ingressando muito jovem, aos 15 anos, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Aos 20, já estava formado.
Durante o curso interessou-se pela microbiologia a ponto de montar um pequeno laboratório no porão de sua casa. Sua tese de conclusão de curso intitulava-se “Veiculação microbiana pelas águas”. Em 1896, Oswaldo Cruz foi estudar bacteriologia no Instituto Pasteur, em Paris. Na época a instituição reunia grandes nomes das ciências como Émile Roux, cofundador do instituto, colaborador de Louis Pasteur e descobridor do soro antidifteria, e Ilya Mechnikov, ganhador do Nobel de Medicina de 1908 pelos seus trabalhos sobre imunidade.
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