SEEB Cobra Negociações Com a Fenaban e Com os Bancos Públicos

grevebb19092016Sem negociação agendada, a greve dos bancários entra no seu 14º dia sem previsão para chegar ao fim. A adesão da categoria se intensifica a cada dia e já fechou mais de 13 mil agências em todo o país.

Nesta segunda-feira (19/09), os bancários maranhenses paralisaram as atividades da Superintendência do BB, na Praça Pedro II, no Centro de São Luís. No interior do Estado, mais agências, também, foram fechadas.

A forte mobilização é uma resposta à intransigência da Fenaban (representante dos banqueiros) e ao descaso do Governo Federal (patrão dos bancos públicos), únicos culpados pela continuidade da greve.

Na quinta-feira (15/09), após a categoria rejeitar – pela terceira vez – a proposta rebaixada de 7% de reajuste mais abono salarial de R$3,3 mil, a Fenaban suspendeu as negociações por tempo indeterminado.

Vale ressaltar que a proposta da Fenaban, além de estritamente econômica, ignora reivindicações sociais prioritárias para a categoria, como contratações, segurança, fim do assédio moral e das demissões imotivadas.

Já os bancos públicos – BB, Caixa, BNB e Basa – também negam todas as reivindicações específicas dos seus empregados, relegando a sua função social e penalizando, não só os bancários, mas toda a sociedade.

BB e Caixa, por exemplo, sequer marcam reuniões para negociar com a categoria. A última ocorreu no dia 30 de agosto. Por sua vez, BNB e Basa, negociam, mas atrelados à Fenaban, não apresentam avanços.

Para o SEEB-MA, somente o fortalecimento da greve será capaz de fazer os bancos públicos e a Fenaban voltarem à mesa de negociação, com propostas satisfatórias, com reajuste acima da inflação, sem o retrocesso do abono salarial e, sobretudo, com o atendimento das reivindicações específicas dos bancários.

Fonte: sindicato dos bancários do Maranhão

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