Com a colaboração do repórter Sena Freitas (Codó – MA)
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O caso aconteceu ontem à noite na cidade de Codó, considerada a cidade da Umbanda e do Terecô. Segundo informações do repórter Sena Freitas, um carro estaria estacionado na contra-mão e um senhor em uma motocicleta colidiu contra o veículo, rapidamente o pessoal do SAMU foi acionado e em poucos minutos chegou ao local do acidente.
Nosso correspondente informou ainda, que o condutor da motocicleta aparentava está com sintomas de embriaguez.
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O caso inusitado que chamou à atenção dos curiosos, foi quando o pessoal do socorro começou o atendimento à vítima, que ainda no chão, a mesma começou a cantar e murmurar algumas palavras, como se fosse uma “entidade” que estivesse com ela.
Veja o vídeo.
O acidente aconteceu na rua São Luís, próximo a rua da Paz, no bairro Codó Novo.
A Polícia Militar esteve no local apurando as causas do acidente.
Laboratórios na UFRJ investem na pesquisa para o combate a Covid-19 Foto: Marcia Foletto
Às vésperas de seu centenário, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que completa 100 anos no próximo dia 7, apresenta uma plataforma inédita e totalmente nacional de desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. Ela é fruto do casamento da tradição com a vanguarda.
A nova plataforma combina a forma mais antiga e reconhecidamente eficiente de imunização, a realizada por meio de vírus vivos atenuados, a mecanismos de segurança gerados por engenharia genética, por Crispr/Cas. Esse é o nome do método de edição de genes que tem revolucionado a biologia e já foi usado em terapias experimentais com seres humanos.
À frente do desenvolvimento da nova plataforma de vacina para a Covid-19, o professor titular da UFRJ, Amílcar Tanuri, chefe do Laboratório de Virologia Molecular, afirma que é necessária uma abordagem múltipla contra o coronavírus e de um imunizante robusto.
— Precisamos de várias estratégias porque, em primeiro lugar, há muito a se descobrir sobre a imunidade contra o Sars-CoV-2. Não se sabe, por exemplo, por quanto tempo dura a proteção dada por anticorpos e há incógnitas sobre a resposta celular, que se acredita ser essencial para proteger uma pessoa da Covid-19. É necessário um leque de opções de vacinas potentes e seguras, pois enfrentamos um vírus que ainda não é bem conhecido — explica Tanuri.
Além disso, ter uma tecnologia brasileira é uma questão de soberania, e estratégica para o controle de pandemias, acrescenta ele. Destaca ainda o papel da universidade na geração de conhecimento e na formação de profissionais de alta qualificação.
— Todas as vacinas que estão vindo são estrangeiras. Há uma brasileira em pesquisa pré-clínica da Fiocruz/Butantan, com vetor viral replicante. Esperamos que a nossa, totalmente inovadora, seja uma contribuição brasileira à vacinologia. Isso tem importância não só no que diz respeito ao domínio do conhecimento quanto ao acesso a recursos. A falta de insumos para testagem nesta pandemia já deixou evidente o quão gravemente vulneráveis e dependentes somos do exterior — diz Tanuri.
O grupo da UFRJ é integrado por cientistas do Instituto de Biologia e o de Microbiologia. A essência da vacina está na criação de uma cepa (variante) do Sars-CoV-2 atenuada.
Essa estratégia é mais tradicional em imunização e usada com sucesso, por exemplo, nas vacinas contra pólio (Sabin), caxumba, varíola (a única doença infecciosa totalmente erradicada graças à vacinação), coqueluche e febre amarela.
O vírus atenuado é similar ao selvagem (como os cientistas se referem a um vírus em circulação). Porém, não causa doença. A atenuação, isto é, a incapacidade de provocar adoecimento, é obtida por meio de centenas de replicações do vírus em laboratório, cultivado em células de espécies não relacionadas, como hamsters.
Após tantas passagens, o vírus se torna ineficiente para causar doença e se multiplica pouco dentro do hospedeiro original. Ele enfraquece em todos os sentidos. Mas Tanuri salienta que o vírus atenuado mantém o potencial necessário para proporcionar uma resposta mais eficaz do sistema imunológico.
Virus atenuado
Muitas das 234 vacinas em desenvolvimento no mundo atuam contra a proteína S do coronavírus, essencial para que ele infecte as células humanas. Porém, Tanuri acrescenta que outras proteínas são importantes no processo de formação da resposta imune do organismo.
— A vacina atenuada tem o vírus todo e, por isso, estimula a resposta mais completa e, possivelmente, mais robusta e prolongada — diz ele.
Há cinco doenças de importância veterinária causadas por coronavírus: bronquite infeciosa de galinhas (IBV), gastroenterite contagiosa de porcos (TGEV), coronavirose canina (CCV), coronavirose bovina (BCV) e peritonite infeciosa felina (FIPV).
Coronavírus têm se revelado alvos notavelmente difíceis para a imunização. De todas as vacinas veterinárias contra eles, a única que se mostrou eficiente é feita com vírus atenuados e protege galinhas. E uma experimental começa a apresentar bons resultados em cães.
— Analisamos esses trabalhos e estamos convencidos de que essa é a melhor estratégia — enfatiza o virologista.
Para garantir que o coronavírus atenuado seja mesmo incapaz de adoecer alguém, os pesquisadores da UFRJ desenvolveram uma forma de desarmá-lo com a retirada de genes responsáveis a proteínas ligadas à patogenicidade. São proteínas chamadas de Orfs. E é aí que entra o método de Crispr/Cas, que corta com uma espécie de tesoura de proteínas trechos específicos de uma sequência genética.
Com a Crispr/Cas, o grupo da UFRJ cortará o genoma do coronavírus. As primeiras tesouradas gênicas extirparão do vírus vacinal os genes Orf3 e Orf8. Estes são ligados a proteínas virais que impedem as células humanas de produzir interferon contra o coronavírus. Sem elas, o vírus pode infectar, mas não causa doença, explica a vice-diretora do Instituto de Microbiologia, Luciana Costa, integrante do projeto.
Também por meio da mesma técnica de engenharia genética, os cientistas implantarão no vírus vacinal uma trava de segurança. Esta é um “gene suicida”, extraído do vírus do herpes, que fará o coronavírus suscetível ao antiviral aciclovir. Com ele, qualquer efeito indesejado da vacina pode ser suprimido com o antiviral.
Outra garantia de segurança será dar ao vírus vacinal uma “carteira de identidade”, para a produção da vacina. Sairá um gene do sistema Orf e entrará em seu lugar outro de bactéria resistente ao antibiótico blasticidina.
Luciana explica que os vírus vacinais serão selecionados por meio da blasticidina, isso potencialmente impedirá que vírus indesejados sejam usados.
A expectativa dos pesquisadores é obter financiamento para levar os estudos adiante. O trabalho não tem como avançar sem recursos específicos. Com eles, poderão em seis meses ter a cepa vacinal inativada e dentro de um ano, um protótipo para testes clínicos.
— O Sars-CoV-2 não irá embora e precisamos de estratégias. Além disso, essa mesma plataforma poderá ser empregada no desenvolvimento de vacinas contra outros patógenos emergentes. A pandemia de coronavírus mostrou ao mundo que precisamos estar preparados — frisa Tanuri.
Uma jovem identificada como Eveling Rodrigues, de 24 anos, foi brutalmente assassinada com um golpe de machado e quatro facadas pelo ex-companheiro, identificado apenas como Joab. O crime aconteceu na madrugada deste sábado (29), no bairro Sertanejo, em Paulistana e chocou a população da cidade que fica na região Sul do Piauí. O casal tem um filho de 2 anos. As informações são do Portal Pedrosa News.
A jovem é filha do vereador e ex-vice-prefeito de Paulistana, Elias de Liberato e da professora Verônica Pedrosa.
Desde o início da pandemia, o Brasil já confirmou 3.846.153 diagnósticos positivos de covid-19. Desse total, 3,1% faleceu; 18,7% está em acompanhamento e 78,2% conseguiu se recuperar da doença.
Nas últimas 24 horas, foram registrados 758 óbitos e 41.350 casos confirmados.
Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.
A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,1%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 57,2. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1830,2.
Os estados com o maior número de mortes são: São Paulo (29.944), Rio de Janeiro (16.016), Ceará (8.382), Pernambuco (7.547) e Pará (6.109). As Unidades da Federação com menos óbitos são: Roraima (587), Acre (608), Tocantins (658), Amapá (659) e Mato Grosso do Sul (840).
Bolsonaro conversa com Hamilton Mourão em cerimônia no Planalto: presidente estuda alternativas de partidos Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Sem partido desde novembro do ano passado, quando rompeu com o PSL, o presidente Jair Bolsonaro tem três alternativas no radar caso o prometido Aliança pelo Brasil não saia do papel a tempo da eleição de 2022: Republicanos, PTB e um retorno à antiga legenda, como ele mesmo já admitiu publicamente. Nesta sexta-feira, nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a decisão será tomada em 2021 — o presidente quer esperar o desfecho da eleição para a Câmara dos Deputados, em fevereiro do ano que vem, antes de escolher seu destino.
Nas conversas com dirigentes partidários, Bolsonaro tem imposto condições, como a indicação de dois nomes para compor a Executiva Nacional, além da nomeações em diretórios estaduais e municipais que considerar estratégicos. Outro desejo do presidente é que a legenda que vá recebê-lo acrescente ao estatuto uma cláusula proibindo alianças com partidos de esquerda.
Em relação ao PSL, há um item a mais na lista: a expulsão de desafetos, como o senador Major Olimpio (SP) e a deputada Joice Hasselmann (SP). Bolsonaro considera os dois “traidores” — ambos já foram próximos a ele, mas ficaram ao lado do presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), na briga que rachou o partido. Joice, inclusive, já foi líder do governo no Congresso, posto que perdeu para o senador Eduardo Gomes (MDB-TO).
O clima com Bivar, no entanto, já é mais ameno. No mês passado, ele recebeu uma ligação de Bolsonaro, e os dois fizeram as pazes. O presidente do partido pondera que um retorno só ocorreria após “ouvir a bancada do PSL como um todo”.
O convite para Bolsonaro se filiar ao Republicanos partiu do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e que exerce grande influência no partido. Na semana passada, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, sobrinho de Macedo, reiterou ao vereador Carlos Bolsonaro, que se filiou ao Republicanos este ano, que as portas da legenda estão abertas para o presidente. O senador Flávio Bolsonaro, irmão de Carlos, também se filiou à sigla no começo deste ano, após deixar o PSL.
A outra alternativa de Bolsonaro ao Aliança é o PTB, presidido por Roberto Jefferson, que já foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no mensalão. O dirigente já convidou Bolsonaro para a legenda, mas seu partido leva desvantagem em dois fatores. Primeiro, a estrutura, já que tem menos recursos, tempo de televisão e deputados federais que PSL e Republicanos.
Efeito Jefferson
O segundo fator é o próprio Roberto Jefferson. O núcleo do presidente avalia que a proximidade com ele vem acompanhada de um ônus. Aliados que defendem uma postura de distensionamento do presidente avaliam que, ao se filiar ao PTB, Bolsonaro estaria sinalizando contra instituições como o Supremo Tribunal Federal, alvo frequente de Jefferson. Em outra frente, o PTB é autor de uma ação que busca bloquear a possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Na sexta-feira, sem dar os nomes, Bolsonaro disse que negocia com três partidos uma eventual filiação em 2021, caso o projeto do Aliança se mostre de fato inviável — o partido reuniu até ontem 21.963 assinaturas, número distante dos 492 mil apoios necessários para a criação. Ao postergar a decisão, o presidente já terá, em 2021, conhecimento do resultado das eleições municipais deste ano e analisará quais alianças as legendas que o cortejam fizeram no pleito.
“Continuamos (a tentar) viabilizar a criação do Aliança. Em comum acordo, tenho conversado com três outros partidos, para o caso de não se concretizar a tempo o Aliança. Nessa segunda hipótese, de ambos os lados, se impõem condições para essa filiação. Isso também decidi que somente poderia acontecer em 2021”, publicou Bolsonaro.
O presidente também reafirmou que não vai “participar, no primeiro turno, nas eleições para prefeitos em todo o Brasil”, alegando que tem muito trabalho na Presidência e que a campanha tomaria “todo o tempo num momento de pandemia e retomada da nossa economia”.
Ele deixou em aberto no texto a possibilidade de apoiar candidatos no segundo turno. O GLOBO mostrou que Bolsonaro avalia gravar vídeos com declaração de apoio para candidatos no segundo turno, como Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, Márcio França (PSB), em São Paulo, e Bruno Engler (PRTB), em Belo Horizonte.
Fumo proibido,cigarro, fumante, tabagismo/Arquivo/Agência Brasil
O ponto final teve dia: 15 de maio foi quando Josélia Leite, de 51, e o filho Lucas Sousa, de 21, resolveram abandonar juntos o tormento do cigarro. Outro roteiro em comum na história desses brasilienses é que iniciaram o vício muito jovens. Ela, com 20. Ele, com 16. “Parei principalmente para que o Lucas não seguisse com esse vício. Não queria ser esse exemplo pra ele.” Cada dia, desde aquela data, é uma luta para que o ponto final não se transforme em vírgula. Eles se conscientizaram porque tiveram informações que os efeitos do tabagismo, além de outros prejuízos à saúde, poderiam representar fatores de risco durante a pandemia do novo coronavírus.
Josélia Leite e Lucas Pereira abandonaram o vício no mesmo dia preocupados com o risco da covid-19. Foto: Arquivo pessoal
Neste sábado(29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, eles completam três meses e 14 dias de força de vontade e de certeza da decisão. “Às vezes, eu sinto muita falta. Mas me sinto bem melhor, e muito feliz porque o Lucas também parou”, diz a servidora pública que chegou a fazer tratamento para parar de fumar pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. “Ainda bem que conseguimos parar. Naquele dia, acabaram os cigarros e, no dia seguinte, não tocamos mais em uma carteira. Antes, a sensação era de fadiga constante”, lembra o rapaz. A história deles, de repetição de comportamento em relação ao vício, é considerada comum entre os especialistas, cada vez mais preocupados com a fragilidade dos adolescentes diante das ofertas de cigarro tradicional, e de outros produtos como os com sabor, eletrônico e o narguilé.
A psicóloga Vera Borges, da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), chama a atenção para o fato de que os mais jovens acabam sendo seduzidos por propagandas frequentes e estratégias do mercado. “Os jovens ficam com ideia de que esses produtos alternativos fazem menos mal à saúde e que poderiam ajudar a parar de fumar. E isso não é verdade. Devemos ficar atentos às novas artimanhas das empresas tabagistas para conquistas de novos públicos.”
A especialista reitera que a nicotina provoca dependência química que faz com que o usuário do tabaco se exponha também à covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. “Ser fumante causa prejuízo a qualquer momento. Mas agora ainda mais. As pessoas levam a mão à boca, por exemplo. Uma vez fumante, a pessoa tem o risco aumentado de desenvolver a forma mais grave da doença pela fragilidade respiratória que o hábito de fumar provoca”.
Especialistas indicam bons resultados no combate ao tabagismo, mas pandemia é motivo de atenção – Foto: Banco Mundial/ONU
O momento da pandemia fez como que as pessoas diminuíssem o acesso aos serviços de saúde, em função do momento. “Estamos estimulando que haja mais unidades de saúde pública dispostas a fornecer serviços de apoio aos fumantes. Pelo diagnóstico que fizemos, alguns estados têm fornecido serviços virtuais, individuais e também ao ar livre. Estamos nos reinventando para atender mais”. A especialista entende que o país é um dos líderes no combate à doença, mas a venda dos produtos em redes sociais, por exemplo, é um inimigo. “Conseguimos avançar bastante e o Brasil é um modelo por ter uma política de controle desde a década de 1980. Tínhamos uma taxa de prevalência (no uso do cigarro) em torno de 34%. Na última pesquisa, temos 9,8% dessa prevalência.”
Cigarros eletrônicos
O pesquisador André Szklo, também do Inca, ressalta que há uma tendência de crescimento de consumo de jovens nas últimas pesquisas e que é necessário fiscalizar as ações da indústria do tabaco e da aplicação da leis de combate. Ele recorda a importância de uma resolução da Anvisa que proíbe a exposição de cigarros ao lado de doces. “É um conjunto de causas que leva os mais jovens a experimentar o produto. Uma pesquisa que realizei mostra que nove em cada 10 adolescentes que tentam comprar o produto conseguem fazer isso no mercado. É uma porta aberta para eles avançarem na dependência”. No Brasil, é proibido a venda de cigarros a menores de 18 anos.
Outra observação do pesquisador é que tem crescido a compra de cigarros eletrônicos. No Brasil, é proibido, mas vendido de forma clandestina, “Faz tão mal quanto o cigarro convencional. O narguilé, que é legalizado, é muito usado entre os jovens e com capacidade alta de gerar dependência.”
André Szklo entende que os pesquisadores estão atentos ainda ao histórico das relações da covid-19, com jovens e o uso do cigarro. “A situação do isolamento social, estresse e o contato com adultos fumantes expõem o jovem. Em breve, teremos dados a respeito disso no Brasil em trabalho desenvolvido pela Fiocruz”. Para ele, é necessário que haja uma conscientização deste público sobre os efeitos em um grupo com menos temor, incluindo prejuízos como mau hálito, diminuição de fôlego e impactos a questões estéticas e saúde sexual. Um artigo recente publicado no Journal of Adolescent Health, neste ano, avalia que o uso do cigarro eleva a possibilidade que adolescentes desenvolvam formas graves da covid-19.
Estresse e ansiedade
Aos 25 anos, José Ricardo Oliveira havia deixado de fumar, mas a pandemia fez com que ele retomasse o vício , mantido desde os 19. Era um habitual usuário de narguilé. “Infelizmente, não consegui manter a distância da carteira de cigarro. Acho que foi o estresse do momento.”
Além do estresse, a psicóloga Juliana Gebrim entende que as pressões sociais recrutam novos fumantes com tantos apelos da indústria. “Jovens passam por fase de identificação social e sensação de pertencimento. Muitas vezes, drogas lícitas e ilícitas são oferecidas para essas pessoas que estão mais vulneráveis e precisam de aceitação maior no meio em que vivem.”
Por outro lado, para Andréa Oliveira, a luta foi árdua. Três anos de terapia, apoio da família e amigos, e a “certeza do que queria” fizeram com que ela, hoje com 42 anos, deixasse o vício no cigarro definitivamente em 2018. A comerciante, por causa da pandemia, tem ficado mais tempo no apartamento em que vive, na cidade de Valparaíso de Goiás (GO). “Visitar” a janela do apartamento não a desperta para o que era um hábito adquirido desde os 17 anos, acompanhada do maço de cigarros, o isqueiro e o cinzeiro.
“A janela não é mais um problema. Mas tenho consciência de que preciso ficar vigilante. A ansiedade desses dias me deixa abalada. Acho que vou precisar procurar ajuda de novo.” O período de pandemia deve gerar atenção especial tanto para quem já deixou como para quem busca abandonar o tabagismo, segundo especialistas.
A neuropsicóloga Juliana Gebrim entende que momentos como esse podem prejudicar a saúde mental. “É preciso atenção porque a pandemia pode ser, sim, um desvio no caminho de pessoas que estavam pensando em largar o cigarro. A pandemia pode exacerbar questões de transtornos de ansiedade e também o desenvolvimento de doenças como a depressão. O isolamento provoca muito a exposição de algumas emoções que são conectadas pelo uso do cigarro”, explica. A especialista detecta que as situações de tristeza e de insegurança poderiam fazer com que a pessoa volte a fumar.
Mesmo dentro de casa não é possível, no entender dela, que a circunstância de isolamento desencoraje para a prática do vício, em vista de que o ato está relacionado à impulsividade ativada por “gatilhos”, que são as situações ou eventos que desencadeiam a vontade de fumar. Por isso, segundo a especialista, é necessário que as pessoas trabalhem as emoções. “Somente em um processo de muita autoconsciência a respeito do prejuízo para outras pessoas faria com que o fato de estar em casa, por si só, faça com que alguém evite o cigarro”.
São considerados raros os casos em que as pessoas conseguem se livrar do vício sozinhas. “Mas mesmo assim temos que ficar atentos para os episódios em que as pessoas trocam uma compulsão por outra, que também poderá acarretar diferentes prejuízos.”
Os tratamentos para os vícios no cigarro podem ser lentos e requerem paciência para as pessoas e o cuidado permanente com recaídas. “A psicoterapia, a psicologia e outros campos da saúde podem ajudar muito as pessoas que têm o vício. Fazemos primeiramente terapia de redução de danos e encontramos caminhos para circundar o alvo para encontrar a cura definitiva”, afirma a profissional.
Rastros no lixo
Nem todo o consumo de cigarro ocorre de forma legalizada e essa é uma preocupação dos pesquisadores no tema. Os jovens ficam também à vontade para comprar onde não há avisos de proibição. Cigarros clandestinos são vendidos principalmente em periferias brasileiras por preços ainda mais em conta. Para colaborar com políticas públicas, uma parceria entre o Instituto Nacional de Câncer e a Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) tem identificado há dois anos o uso de marcas ilícitas no Brasil por intermédio do lixo coletado. Os parâmetros usados para a classificação foram identificação de registro da marca na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e advertências sanitárias frontal, posterior e lateral na embalagem em acordo com a legislação nacional.
Ao todo, 11 profissionais da companhia de limpeza (entre garis de gravimetria e pesquisadores) atuam por parte da empresa com um centro de pesquisas aplicadas. “Com a parceria com o Inca, descobrimos que esses cigarros eram consumidos em áreas mais carentes”, diz a microbiologista Bianca Quintaes, da Comlurb.
A pesquisadora Alessandra Machado, do Inca, afirma que se trata de uma pesquisa inédita no Brasil de rastreio em prol da saúde de áreas mais necessitadas. “Estimamos agora não apenas pelo que o fumante diz, mas pelo que o lixo mostra. Nessa amostra, percebemos que mais de 90% dos produtos ilegais é de uma marca paraguaia. Não sabemos sobre o conteúdo do produto que entra ilegalmente no país. Entendemos que colaboramos para que áreas mais carentes, como a zona norte, dá pistas do que poderia ser implementado. Fatores socioeconômicos interferem no consumo e faz mais vítimas.” A iniciativa mostra que todas as pistas podem ser importantes para uma luta que faz mais do que fumaça aos mais jovens.
A Polícia Federal efetuou, no início da tarde desta sexta-feira (28), a prisão em flagrante da supervisora do Centro de Distribuição Domiciliar dos Correios do Município de Caxias (MA). A ação contou com a colaboração dos Correios.
Durante a abordagem, no centro de Caxias, foram encontradas mercadorias destinadas às cidades de Coroatá e Codó que estavam sendo levadas, de modo escondido, na motocicleta da autuada. Ela foi conduzida à Delegacia da PF, onde foi lavrado o auto da prisão em flagrante por crime de peculato, previsto do Artigo 312 do Código Penal brasileiro.
Após a confecção das peças flagranciais a presa será conduzida à Penitenciária Feminina.
Fachada do edifício sede do STF/Marcello Casal Jr./agência Brasil
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou hoje (28), por unanimidade, ser vedada a apresentação de artistas como cantores e atores, sejam estes remunerados ou não, em transmissões ao vivo pela internet (lives) feitas por candidatos.
O entendimento foi proferido em resposta a uma consulta do Psol, que havia indagado ao TSE se, levando em consideração o contexto da pandemia de covid-19, seria permitida a “realização de apresentação dos candidatos aos eleitores juntamente com atores, cantores e outros artistas através de shows (lives eleitorais) não remunerados e realizados em plataforma digital”.
O relator da consulta, ministro Luís Felipe Salomão, entendeu que as lives com candidatos e a apresentação de artistas equivalem a showmícios, que são proibidos pela legislação eleitoral. Para o magistrado, é “irrelevante” que tais eventos sejam realizados em uma plataforma diferente.
“Aliás, o potencial de alcance desses eventos, quando realizados e transmitidos pela internet, é inequivocamente maior em comparação com o formato presencial, dada a notória amplitude desse meio de comunicação, acessível por qualquer pessoa em quase todos os lugares”, disse Salomão em seu voto.
Para vedar o que chamou de “livemícios”, o ministro aplicou o artigo 39 da Lei das Eleições (9.504/1997), que proíbe a “realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral”.
Ao votar, Salomão afirmou ainda que “o cenário de pandemia atualmente vivido em nosso país não autoriza por si só transformar em lícita conduta expressamente vedada pela legislação de regência”. O entendimento dele foi seguido por todos os outros seis ministros que compõem o TSE.
O TSE já afirmou, no entanto, que os pré-candidatos podem aparecer em lives na internet ou aparecer na mídia em geral, inclusive em entrevistas, embora não possam pedir votos antes de 27 de setembro, quando se inicia o período de campanha.
Mesa Diretora/Foto: Reprodução/Facebook da Câmara de Vereadores de Pedreiras
A CPP (Comissão Parlamentar Processante), que apurou denúncia contra o Prefeito de Pedreiras, Antônio França de Sousa, que teria contratado o irmão para o setor de Iluminação Pública, já tem o resultado do relatório. A CPP teve como presidente a vereadora Ceiça Feitosa, vereador Jotinha Oliveira como relator e como membro, o vereador Zé de Renato.
O resultado do relatório foi divulgado ontem (27), pelo Presidente da Câmara, vereador Bruno Curvina, durante uma Live ao instagram.com/sandrovagner.com.br quando afirmou que foram dois votos a favor do prefeito e apenas um contra e que o mesmo só estaria em pauta na próxima semana. Diante a situação, o presidente foi duramente criticado por alguns colegas, mas defendido por outros, também.
Vereador Jotinha Oliveira/Foto: Reprodução/Facebook da Câmara de Vereadores de Pedreiras
Vereador Jotinha Oliveira
“Infelizmente o presidente não está aqui nessa casa, que ia eu ia perguntar pra ele, por que ele não ter colocado em pauta. Quer agir com politicagem? Com Jogo Sujo? Primeiro, usando as redes sociais para denegrir a imagem de um colega aqui nessa casa! Faça isso não, senhor presidente. Isso é feio pra vossa excelência.”
Durante a fala do vereador Jotinha na Tribuna, o colega Totinho Sampaio pediu uma parte:
Vereador Aristóteles Sampaio (Totinha)/Foto: Reprodução/ Facebook da Câmara de Vereadores de Pedreiras
“Inclusive, eu estive aqui na casa quarta-feira, com a vereadora Ceiça e com o vereador Filemon. Eu mesmo liguei pra o presidente se ele iria colocar pra ser lido o relatório da CPP, ele disse que não sabia e só na quinta-feira viria à Câmara, para dizer se ia colocar ou não. Ontem passei a manhã inteira e o presidente não apareceu. Eu queria saber por qual motivo ele tá segurando esse processo? Por que é meio estranho, ele disse que não sabia se ia colocar ou não. Dar pra pensar que ele tá pagando alguma coisa, dar pra pensar!” Totinho disse ainda na Tribuna, que o presidente, Bruno Curvina, estava usando de má fé. “A partir que ele coloca áudios e coloca em grupos de WhatsApp, ele está usando de má fé. A gente fica muito triste com o posicionamento do nosso presidente“.
Ao Blog, Jotinha Oliveira disse o seguinte:
“A gente não entendeu a posição do presidente da casa, no qual a gente protocolou o parecer na terça-feira (25), e tiveram vereadores, como por exemplo, o vereador Gard e o vereador Robson Rios, que receberam o parecer hoje, durante a sessão. O presidente não foi na Casa na quarta e nem foi na quinta-feira, o vereador Totinho tentou entrar em contato com ele e o mesmo não deu retorno. E a gente lamenta essa posição do presidente da Casa, e a gente tá sem saber quando é que esse relatório vai entrar em pauta. Já é uma preocupação minha desse processo chegar a ser arquivado por espirar o prazo, tendo em vista que a gente tem até o dia 02 de outubro pra poder fechar esse processo, se não entrar em pauta até essa data, ele será arquivado automaticamente.”
Vereadora Ceiça Feitosa/Foto: Reprodução/Facebook da Câmara de Vereadores de Pedreiras
Vereadora Ceiça
“O que me estranha é hoje o relatório não está aqui para ser votado pelo plenário. que é soberano. Eu não entendi, continuo sem entender. Fizemos tudo passo a passo, conforme nossa consciência, dentro da lei, toda ética que deve se ter, neste e em todos os casos que nós temos o dever de fazer aqui.”
Os vereadores Filemon Neto, Gard Furtado e Robson Rios saíram em defesa do presidente Bruno Curvina, por não ter colocado o relatório da CPP, em pauta na sessão de hoje.
Vereador Filemon Neto/Foto: Reprodução/Facebook da Câmara de Vereadores de Pedreiras
Vereador Filemon Neto
“Também fui contrário colocar em pauta pra hoje. Recebi o relatório ontem. Isso aqui não é um projeto de lei, com denominação de rua, não. Aqui é um processo pra afastar ou não o gestor!”
Vereador Gard Furtado/Foto: Reprodução/Facebook da Câmara de Vereadores de Pedreiras
Vereador Gard Furtado
“Eu também recebi o parecer ontem por volta de meio-dia e como ontem eu estava organizando uma reunião com a minha família e com alguns amigos, eu nem tive tempo de pegar. Por que se tivesse sido lido em plenário, hoje, a gente tinha que se posicionar no sentido de pedir vista, que adiasse e fosse lido na próxima semana.”
Vereador Robson Rios/Foto: Reprodução/Facebook da Câmara de Vereadores de Pedreiras
Vereador Robson Rios
“Corroboro com as palavras do vereador Gard. Inclusive, saí de casa com esse pensamento de está pedindo vista, se fosse realmente colocado hoje, aqui. Eu, particularmente, recebi hoje, recebi agora na sessão da Câmara.”
Apenas o membro da comissão não se manisfestou. Inscrito para usar a Tribuna, o vereador Zé de Renato pediu que retirasse o nome dele da ordem dos inscritos.
Vereadores Filemon Neto, Bruno Curvina e Didi Motos/Foto/ Reprodução Facebook da Câmara de Vereadores de Pedreiras
Como o presidente da Câmara, vereador Bruno Curvina, já havia se ausentado da sessão, onde o vice, Filemon continuou presidindo, o Blog entrou em contato com o vereador, que disse o seguinte:
“A gente viu o desenrolar da CPP, desde o começo. A CPP foi criada com três membros, a vereadora Ceiça, como presidente, o vereador Jotinha, como relator, e o vereador Zé Renato, como membro, daí, então, recebida a denúncia, a Câmara deu todo apoio logístico, todo apoio estrutural, com assessor jurídico, inclusive, por três vezes, o advogado do Município tentou barrar a CPP, mas o nosso jurídico, muito competente que é, conseguiu manter tudo dentro da lei, da ordem, da mais perfeita ordem. Os prazos foram colocados, algumas pessoas até reclamaram dos longos prazos que foram dados, com relação ao depoimento do prefeito, que foi praticamente 30 dias. A Câmara recebeu na última terça-feira (25), pela manhã, e ontem, na quinta-feira (27), foi enviada a todos os vereadores. O que acontece, a gente recebeu ontem, os vereadores receberam em mãos ontem essas informações e hoje, a sessão já tinha vários convidados. Hoje, a secretária Karen Cynthia, Marcelo Cruz, que não esteve presente, mas foi convidado pra receber uma Moção de Aplausos, tinha a doutora Laís, da coordenação de enfermagem, doutora Társila, do Hospital, Agentes Comunitários de Saúde, então, já tinha bastante movimentação pra hoje na Casa, e os vereadores precisam de tempo pra avaliar o relatório que foi feito. Eles estão dentro do seu direito de analisar, inclusive, foi repassado os áudios para os vereadores avaliarem, até por que, foi feito estranhamente às portas fechadas o depoimento do prefeito, a gente já tinha orientado que fosse feito em plenário, mas que foi feito em portas fechadas, então, nada mais justo do que a população tomasse ciência do que aconteceu, das perguntas que foram feitas pela comissão ao prefeito. Não foram feitas perguntas, achei que foi feito um trabalho em vão, mas, enfim, foi feito o relatório por parte do Dr. Rodrigo, advogado, assinado pelo relator, e está nas mãos dos vereadores, e na próxima semana será colocada em pauta. Então, eu não tô entendendo a pressa dos vereadores em querer resolver mais rapidamente possível isso. Até então não tinha havido pressa, né! Por que da data do agendamento do prefeito foram quase 30 dias, e a gente ta aí, pedindo uma semana, e agora apareceu a pressa? Estranhamente, isso. Nosso trabalho foi feito, agora resta os vereadores darem seu parecer final, do seu posicionamento de cada um deles. E, outra coisa, Sandro Vagner, como é que se negocia um relatório que já foi entregue? O relatório já foi entregue, não tem mais o que negociar, não.”
As sessões na Câmara de Vereadores de Pedreiras, acontecem todas às sextas-feiras.
Maranhão já vacinou 85% do rebanho contra a febre aftosa — Foto: Foto: Carol Garcia/GOVBA
Os números da cobertura vacinal do rebanho maranhense contra febre aftosa, até a primeira quinzena de agosto, contabilizaram mais de 85% do rebanho imunizado. Em todo o Maranhão, são 8.816.976 cabeças de animais. Para o estado atingir o índice de cobertura vacinal preconizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que é de 90%, os produtores e criadores do Maranhão precisam realizar a comprovação da imunização de seus animais até a próxima segunda-feira (31).
A comprovação deve ser feita no escritório da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED/MA), onde a propriedade está cadastrada. O criador pode optar pelo agendamento para atendimento presencial em um dos escritórios da Agência ou, se preferir, pode fazer a comprovação de modo eletrônico, seguindo as orientações disponíveis no site da AGED (www.aged.ma.gov.br), necessárias para realizar a comprovação.
Para comprovação é importante que o produtor tenha em mãos seus dados pessoais, quantidade por faixa etária dos bovinos e bubalinos vacinados, nota fiscal comprovando a compra da vacina e caso o criador tenha o georreferenciamento/geolocalização de sua propriedade as coordenadas devem ser informadas no ato da comprovação.
A fiscal estadual agropecuária e responsável técnica pelo Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) no Maranhão, Margarida Prazeres, ressalta que o programa de febre aftosa tem a característica de responsabilidade compartilhada.
“Ao produtor cabe comprar a vacina e imunizar o gado, enquanto que ao serviço veterinário oficial cabe fiscalizar as revendas de vacina para garantir um produto de qualidade e promover a vigilância da vacinação em propriedades que exijam maior atenção por apresentar maior risco ou necessitar de assistência direta do serviço a exemplo das áreas indígenas e de remanescentes de quilombos”, explicou.
O Maranhão nas últimas campanhas de vacinação contra a febre aftosa tem ultrapassado a marca dos 90% de animais imunizados, cujo índice é exigido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) para manter o status sanitário de zona livre de febre aftosa com vacinação.
O produtor pode aproveitar a oportunidade para fazer também as comprovações de imunização contra a raiva e brucelose.