Chico da TV recebendo a Comenda Messias Rodrigues de Sousa/Foto: Sandro Vagner
A Comenda Messias Rodrigues de Sousa é a maior honraria concedida a uma personalidade, só é entregue às pessoas que prestaram ou continuam prestando relevantes serviços ao Município de Trizidela do Vale. O atual secretário de Segurança e Trânsito, Francisco Rodrigues, conhecido popularmente como “Chico da TV”, foi um um dos contemplados com a Comenda.
Segundo informações, Chico da TV já prestou relevantes serviços que ajudaram o Município trizidelense a se desenvolver, principalmente nesses últimos anos, onde foi Secretário de Esportes, realizando inúmeras competições que foram reconhecidas em nível de Estado, já foi secretário de Administração e hoje presta serviços como Secretário de Segurança e Trânsito, que, com o apoio do Prefeito Fred Maia, conseguiu melhorias para o trânsito local.
Francisco Rodrigues “Chico da TV”/Foto: Sandro Vagner
“Hoje me sinto muito honrado em fazer parte da família trizidelense, essa cidade que me abraçou como um filho, quando em 2012, recebi o título de Cidadão Trizidelense, e essa Comenda só veio aumentar minha responsabilidade, se já fizemos algo de importante para Trizidela do Vale, vamos continuar fazendo muito mais“. Disse o homenageado.
Chico da TV, aproveitando o momento festivo de fim de ano, deseja a todos os Trizidelenses, Pedreirenses e a toda a região do Médio Mearim, um Feliz Natal e que o Ano Novo possa trazer mais desenvolvimento para todos.
Faleceu na madrugada desta terça-feira (24), o senhor Nilson, conhecido como Nilson eletricista, morador da rua da Laranjeira, Goiabal. Ele era casado com a senhora Edma Lima, consultora de cosméticos.
Ele estava internado por problemas cardíacos, e passou por uma cirurgia, seria submetido a outra, mas não resistiu. O prefeito de Pedreiras, Antônio França de Sousa está providenciando o translado do corpo.
O administrador lamentou a perda do amigo de profissão, e pede que Deus conforte os corações dos familiares.
O local do velório ainda não foi informado.
Lamentamos, e neste momento de dor nos solidarizamos com os familiares e amigos.
As áreas de saúde, comunicação e audiovisual são as mais afetadas pela extinção de 27,5 mil postos de trabalho no governo federal, publicada na última sexta-feira (20) no Diário Oficial da União. A extinção não afetará os ocupantes atuais das funções. Segundo o Ministério da Economia, os cargos desaparecerão gradualmente, à medida que os servidores se aposentarem e não forem repostos.
De acordo com a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal da pasta, o decreto teve como objetivo adequar o serviço público aos tempos atuais, em que diversos cargos, como mateiro, discotecário, técnico de móveis e esquadrias e seringueiro, estão obsoletos. Outras funções, informou o órgão, têm sido terceirizadas e descentralizadas a governos estaduais e prefeituras, o que não justificaria a realização de concursos públicos federais.
Os editais e concursos em andamento não serão cancelados. No caso da saúde, os Ministérios da Economia e da Saúde esclareceram que a maioria dos cargos, como os agentes de saúde e de endemias, foi extinta porque as atribuições passaram do governo federal para os estados.
Além de extinguir os postos de trabalho, o decreto veda a realização de concursos para funções existentes no plano de cargos técnicos e administrativos das instituições de ensino. A proibição abrange cerca de 20 mil cargos do Ministério da Educação e de suas instituições federais de ensino, o que representa 68 denominações de cargos.
Confira a lista completa:
Cargos extintos
Advocacia-Geral da União
Administrador
Bibliotecário-documentalista
Engenheiro agrônomo
Publicitário
Técnico em assuntos educacionais
Técnico em contabilidade
Técnico em secretariado
Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho
Agente de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal
Agente de saúde pública
Auxiliar de laboratório
Auxiliar de saneamento
Cartógrafo
Desenhista
Guarda de endemias
Laboratorista
Microscopista
Técnico em cartografia
Carreira do Seguro Social
Auxiliar de enfermagem
Desenhista
Técnico de serviços diversos
Comando da Marinha
Técnico federal de Finanças e Controle
Fundação Nacional de Saúde (Funasa)
Administrador
Arquiteto
Assistente social
Economista
Enfermeiro
Enfermeiro
Farmacêutico
Farmacêutico bioquímico
Nutricionista
Odontólogo
Psicólogo
Técnico de laboratório
Terapeuta ocupacional
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Administrador
Arquiteto
Auxiliar técnico
Enfermeiro
Fotógrafo
Odontólogo – 40 horas
Psicólogo
Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)
Auxiliar institucional 1
Ministério da Agricultura
Agente de inspeção sanitária
Auxiliar de laboratório
Ministério da Cidadania
Assistente social
Professor ensino básico-tecnológico
Psicólogo
Ministério da Fazenda (hoje Ministério da Economia)
Agente de serviços de engenharia
Analista de sistemas
Ministério da Infraestrutura
Técnico federal de Finanças e Controle
Ministério da Saúde
Arquivista
Assistente social
Auxiliar de higiene dental
Enfermeiro
Farmacêutico
Farmacêutico bioquímico
Fisioterapeuta
Fonoaudiólogo
Nutricionista
Odontólogo – 30 horas
Odontólogo – 40 horas
Psicólogo
Técnico de laboratório
Técnico em assuntos educacionais
Técnico em radiologia
Técnico em radiologia 24 horas
Técnico federal de Finanças e Controle
Terapeuta ocupacional
Pessoal técnico-administrativo das Instituições Federais de Ensino
Operador de radiotelecomunicações
Técnico em eletricidade
Técnico em móveis e esquadrias
Pessoal técnico marítimo das Instituições Federais de Ensino
Contramestre fluvial
Contramestre marítimo
Plano de carreira dos cargos de Reforma e Desenvolvimento Agrário
Analista de sistemas
Desenhista
Técnico agrícola
Plano de carreiras dos cargos técnico-administrativos em educação
Afinador de instrumentos musicais
Auxiliar de creche
Auxiliar de enfermagem – 30 horas
Camareiro de espetáculo
Contrarregra
Costureiro de espetáculo-cenário
Cozinheiro de embarcações
Datilógrafo de textos gráficos
Detonador
Discotecário
Fotogravador
Guarda florestal
Impositor
Linotipista
Locutor – 25 horas
Marinheiro de máquinas
Marinheiro fluvial de máquinas
Mateiro
Mecânico apoio marítimo
Mecânico de montagem e manutenção
Mestre de embarcações de pequeno porte
Montador cinematográfico
Operador de caldeira
Operador de central hidrelétrica
Operador de máquinas fotocompositoras
Revisor de provas tipográficas
Segundo condutor
Seringueiro
Técnico de laboratório – dl 1445-76
Técnico em aerofotogrametria
Técnico em cartografia
Técnico em curtume e tanagem
Técnico em economia doméstica
Técnico em educação física
Técnico em eletroeletrônica
Técnico em enfermagem do trabalho
Técnico em enologia
Técnico em estrada
Técnico em microfilmagem
Técnico em ortóptica
Técnico em reabilitação ou fisioterapia
Técnico em saneamento
Telefonista – 30 horas
Visitador sanitário
Plano de Classificação de Cargos
Auxiliar operacional de agropecuária
Plano especial de cargos da Cultura
Assistente de secretaria 1
Sistema de pessoal civil da administração federal
Administrador
Assistente de Laboratório
Assistente social
Assistente social
Enfermeiro
Enfermeiro-área
Farmacêutico
Farmacêutico bioquímico
Fisioterapeuta
Nutricionista
Odontólogo – 30 horas
Psicólogo
Técnico de laboratório
Técnico em Assuntos Educacionais
Técnico em Radiologia
Concursos vedados em instituições de ensino federais:
O jornalista Jamal Khashoggi, durante entrevista coletiva em 2014 no Bahrein – Mohammed Al-Shaikh – 15.dez.2014/AFP
A Arábia Saudita sentenciou cinco pessoas à morte e outros três à prisão pela morte do jornalista Jamal Khashoggi, ocorrida dentro de um consulado saudita em Istambul, na Turquia, em 2018.
Ao todo, havia 11 indiciados. Três deles foram inocentados no julgamento, segundo o procurador saudita Shalaan al-Shalaan. “A investigação mostrou que o assassinato não foi premeditado. A decisão foi tomada por um impulso no momento”, disse.
Segundo Shalaan, os funcionários do consulado concluíram que não seria possível levar Khashoggi para outro local para continuar o que ele chamou de “negociações” e então decidiram que seria melhor matá-lo ali mesmo.
Essa posição contraria investigações feitas pela ONU e pela CIA.
Khashoggi era residente nos EUA, colunista do jornal The Washington Post e crítico do príncipe saudita Mohammed bin Salman, conhecido pela sigla MBS.
O jornalsita foi visto pela última vez no consulado da Arábia Saudita em Istambul em 2 de outubro de 2018, onde ele havia ido buscar papéis para se casar. Ele teria recebido injeção letal antes de ter corpo esquartejado e os restos mortais —nunca encontrados— retirados do local em sacos de lixo.
Dias depois, a CIA, agência americana de inteligência, afirmou ter obtido um áudio no qual se ouvia o jornalista de 59 anos sendo torturado. Segundo o órgão, o crime foi ordenado pelo príncipe MBS para calar o jornalista.
A morte de Khashoggi gerou críticas internacionais contra a Arábia Saudita. A CIA e alguns governos ocidentais disseram acreditar que MBS ordenou o assassinato, mas funcionários sauditas dizem que ele não teve participação no caso.
Uma investigação liderada pela ONU apontou, em fevereiro, haver evidências de que o jornalista foi morto de modo premeditado e brutal.
Agnes Callamard, relatora especial da ONU para execuções arbitrárias, considerou o veredito uma chacota. “Os matadores são sentenciados à morte. Os mandantes não apenas seguem livres, mas mal foram atingidos pela investigação”, criticou.
O julgamento foi feito a portas fechadas. Os acusados ainda podem recorrer da decisão.
Esplanada dos Ministérios, em Brasília Foto: Michel Filho / Agência O Globo
O governo decidiu extinguir 27.611 cargos efetivos do seu quadro de pessoal, por meio de um decreto do presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o texto proíbe a realização de concurso público para uma série de cargos de instituições de ensino vinculadas ao Ministério da Educação (MEC). O Ministério da Economia informou, nesta segunda-feira, que o objetivo é “organizar sua estrutura de carreiras” e evitar “desperdício de recursos”.
Apesar da extinção dos cargos, não haverá demissões. Do total de cargos que serão extintos, 14.227 já estão desocupados e serão eliminados imediatamente, segundo o ministério. Ainda existem 13.384 cargos ocupados. Neste caso, a extinção ocorrerá quando essas pessoas se aposentarem. Para esses cargos, a estimativa do governo é que a maioria dos ocupantes atinjam as condições de se aposentar nos próximos cinco anos, segundo fontes da área econômica.
O ministério não informou a estimativa de redução de gastos com a medida. Entre os cargos extintos estão o de mateiro, discotecário, técnico de móveis e esquadrias, locutor e seringueiro.
O órgão mais impactado pela medida será o Ministério da Saúde. Serão cortados 22.476 cargos, o que representa cerca de 81% do total. Apenas para o Agente de Saúde Pública serão extintos 10.661 cargos. Essa função é destinada a agentes de controle de endemias. Nos últimos anos, as prefeituras assumiram essa atividade.
“Isso não terá repercussão no âmbito do Ministério da Saúde e se deve, em grande parte, à extinção de cargos de natureza operacional no combate e controle de endemias, e de cargos vagos de unidades hospitalares, que hoje já são de competência de outros entes federativos”, disse, em nota, o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal, Wagner Lenhart.
O Ministério da Saúde informou, em nota, que a extinção dos cargos de agentes de saúde pública e de guardas de endemia não impactará as ações de monitoramento, prevenção e controle de doenças transmissíveis. “Estas atividades já são desempenhadas pelos 260,2 mil Agentes Comunitários de Saúde e 72,3 mil Agentes Comunitários de Endemias distribuídos em todo o país e que realizam visitas domiciliares regulares. Grande parte destes cargos, inclusive, já estava vago há anos”, diz o texto.
Concursos proibidos
A medida ainda proíbe a abertura de concurso público para cargos existentes no plano de cargos técnicos e administrativos das instituições de ensino. A vedação abarca cerca de 20 mil cargos do Ministério da Educação e de suas instituições federais de ensino. São 68 tipos de cargos, ou funções, para as quais não haverá concurso.
Lenhart disse ainda que decreto não coloca tais cargos em extinção, mas apenas veda a realização de novos concursos ou o provimento adicional além das vagas previstas nos editais vigentes, garantindo a continuidade dos concursos em andamento.
Entre os cargos com proibição de concurso estão o de técnico em alimentos e laticínios, técnico em audiovisual, e tradutor intérprete de linguagem de sinais.
O governo informou ainda que a maior parte das atribuições dos cargos que estão sendo extintos podem ser exercidas por outros meios, como a descentralização para outros entes da federação e terceirização por exemplo.
“O objetivo é evitar contratações desnecessárias e o desperdício de recursos, pois estes são cargos obsoletos e em funções que não devem mais ser repostas”, informou o secretário.
O produto pode ser malation usado no carro fumacê/Foto: Henrique Pedras Verdes
Um forte odor de veneno se alastrou em áreas próximas a antiga SUCAM, no bairro Mutirão, em Pedreiras. Segundo informações do servidor da saúde municipal, Henrique, foi constatado que alguém invadiu o depósito onde ficam os botijões com o produto, violou o recipiente, o deixando destampado e o veneno se espalhou nas proximidades do depósito.
O bairro Mutirão, rua da Prainha e algumas outras ruas do centro foram afetadas com o odor, que chegou a causar ânsia e vômitos em algumas pessoas, mas nada de tão grave.
Prefeito Antônio França e outras pessoas no local do incidente/Foto: Henrique Pedras Verdes
O prefeito Antônio França, o secretário de meio ambiente, Cacimbão, servidores da FUNASA, Antônio Barreto, Hermínio Veloso, Andreza da Vigilância Sanitária e outras pessoas estiveram no local, e diante a situação foram orientados a cobrir o local com cal, areia e conseguiram isolar o botijão, que deverá ser encaminhado pra São Luís, nesta segunda-feira (23).
Outros recipientes no depósito que foi violado/Foto: Henrique Pedras Verdes
Henrique Pedras Verdes, que é bioquímico do Município, informou que a empresa responsável pelo produto já teria sido notificada oficialmente para recolher o material, o que não aconteceu.
Há informações que existe outro botijão que foi levado do local. As autoridades alertam à população para ter cuidado.
Veículo que teria sido usado no crime/Foto; Polícia Militar
Alexandre Santos de Sousa foi conduzido sob suspeita de praticar um assalto em companhia de outro comparsa não identificado. Os dois estavam em uma motocicleta Pop 100 de cor preta. A vítima, segundo o Major Ricardo, reconheceu o suposto assaltante.
Com as características do elemento o Esquadrão Águia conseguiu o prender, ontem (21), por volta das 21h, ele foi apresentado na 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Pedreiras, sem lesões corporais.
O Esquadrão Águia contou com apoio da VTR de Trizidela do Vale.
Carismático, Bira roubava a cena do ‘Programa do Jô’ Foto: Reprodução / TV Globo
Morreu, na manhã deste domingo, aos 85 anos, o músico Ubirajara Penacho dos Reis, o Bira do “Programa do Jô”. Ele estava internado desde a última sexta-feira no hospital Sancta Maggiore, no bairro da Mooca, zona Leste de São Paulo, após sofrer um AVC. A informação sobre a morte foi confirmada por familiares, segundo o portal G1.
Nascido em Salvador, Bira era integrante do Sexteto, grupo que acompanhou Jô Soares na trajetória da atração da TV Globo e também anteriormente, nos anos do programa “Jô onze e meia” do SBT. Ao todo, foram 29 anos de parceria.
Ao lado do baixista, também se apresentavam no talk show Derico (saxofone), Miltinho (bateria), Tomati (guitarra elétrica), Osmar Barutti (piano) e Chiquinho Oliveira. Mas Bira se destacava não somente por seu talento musical, mas também por sua risada contagiante e as interações cômicas com Jô Soares.
Os graves incêndios na Austrália continuam neste sábado (21), quando o país enfrenta altas temperaturas perto de 47 graus Celsius e ventos fortes que podem agravar os centenas de incêndios que já causaram quatro mortes nas últimas 48 horas.
A periferia de Sydney, a maior cidade do país, concentrou grande parte dos esforços dos bombeiros hoje (21), pois ventos fortes – que devem atingir 80 quilômetros por hora – dificultam a contenção e a extinção das chamas. As autoridades declararam a área e seus arredores em condições catastróficas, o nível mais alto de alerta de incêndio na Austrália.
O comissário do Serviço de Bombeiros Rurais do estado de New South Wales, Shane Fitzsimmons, explicou que na área há pelo menos uma pessoa desaparecida e várias propriedades foram queimadas, alertando que “ainda temos a noite pela frente”.
Em New South Wales, em estado de emergência pelo sétimo dia, cerca de 2.500 bombeiros enfrentam 118 foco, dos quais mais da metade estão fora de controle e outros em expansão por mais de um mês. No incêndio em Green Wattle Creek, cerca de 160 quilômetros a sudoeste de Sydney, na última quinta-feira (19) dois bombeiros morreram e três ficaram feridos.
O fogo é alimentado pela onda de calor que afeta grande parte do país, onde esta semana o recorde nacional de temperatura média foi quebrado duas vezes, que subiu para 41,9 graus na quarta-feira (18), muito acima da marca anterior de 40,3 graus, correspondente a 2013, segundo dados do Australian Meteorology Office.
“Os incêndios não serão controlados até que tenhamos uma chuva decente”, alertou Fitzsimmons, o que significa que pode haver meses de incêndios, já que a crise começou antes do verão do sul – começa hoje (21) – uma estação de altas temperaturas e escassez de água.
Bolsonaro participa de café da manhã com jornalistas na manhã deste sábado (21) no Palácio da Alvorada – Gustavo Uribe/Folhapress
Em entrevista de mais de duas horas na manhã deste sábado (21), o presidente Jair Bolsonaro afirmou haver abuso por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro nas investigações sobre a suspeita de um esquema de “rachadinha” tendo como base o gabinete do seu filho Flávio no Rio de Janeiro quando ele era deputado estadual.
“Se eu não tiver a cabeça no lugar, eu alopro. Que levem o caso dele de acordo com a alegação que está ali”, disse Bolsonaro sobre a apuração que tem como pivô o ex-assessor de Flávio Fabrício Queiroz. Para o Ministério Público do Rio, o hoje senador lavou até R$ 2,3 milhões com transações imobiliárias e uma loja de chocolates.
A origem dos recursos estaria na “rachadinha”, coação de servidores para devolver parte do salário a parlamentares.
Bolsonaro, que havia atacado jornalistas na véspera, convidou a imprensa para degustar mangas no Palácio da Alvorada, mas serviu apenas água e café. Ele considerou um erro o ataque a um repórter, mas não pediu desculpas por ofender a mãe do jornalista.
“Sim, eu erro, não deveria ter falado. No futebol, de vez em quando, manda o colega ir para a ponta da praia. É a minha maneira de ser, não dá para mudar isso aí. Pau que nasce torto. é o linguajar que eu tenho. Não vejo como ofensivo.”
O presidente afirmou que resultado de biópsia afastou a possibilidade de ele ter câncer de pele, disse acreditar que seu novo partido, o Aliança pelo Brasil, não será criado a tempo das eleições municipais do ano que vem (só haveria 1% de chance) e que a economia será a prioridade em 2020.
Flávio Bolsonaro
“O processo está em segredo de Justiça. Quem é que julga? É o Ministério Público ou o juiz? Os caras vazam e julgam. Paciência, pô. Qual a intenção? Estardalhaço enorme. Será por que falta materialidade para ele e o que vale é o desgaste agora? Quem está feliz com essa exposição absurda na mídia? Alguém está feliz com isso. Se eu não tiver a cabeça no lugar, eu alopro. Que levem o caso dele de acordo com a alegação que está ali.”
Sobre o Ministério Público, disse “que todo Poder [o Ministério Público não é um Poder] tem de ter uma forma de sofrer algum controle”. “Não é do Executivo. Quando começa a perder o controle, buscar pelo em ovo. Eu sou réu no Supremo. Já sofri processos os mais variados possíveis. Então, a questão do Ministério Público está sendo um abuso, eu noto. Qual a interferência minha? Zero.”
Filhos
“O Eduardo está na Câmara e o outro está no Senado. Eles me dão em tempo real a temperatura lá. ‘Pai, vai ter dificuldade em aprovar esse negócio aqui’. São pessoas que me ajudam nesse sentido. Não tem influência ou indicação. Tanto é que já falei para ministros. Se tiver qualquer indicação de cargo de filho meu, corta. Não tem conversa. Não quero problemas.”
Witzel
“Ele não era aliado meu, era aliado do Flávio. Você não vê nenhuma foto minha durante a campanha, até porque nem fiz campanha no Rio de Janeiro. Eu o conheci pela televisão e pela internet. O cara ficou ali o tempo todo com o Flávio. Só não vi dando beijo no Flávio de língua, bitoquinha eu já vi. Acabou as eleições, sobe à cabeça dele e quer ser presidente da República. E começa esse inferno na minha vida.”
Ofensa a jornalistas
“É claro que a gente reflete, eu me controlo quando passo para conversar com vocês [jornalistas]. Eu sei que vocês provocam para ter manchete, a gente sabe disso aí. Sim, eu erro, não deveria ter falado. No futebol, de vez em quando, manda o colega ir para a ponta da praia. É a minha maneira de ser, não dá para mudar isso aí. Pau que nasce torto. É o linguajar que eu tenho. Não vejo como ofensivo.”
Aliança pelo Brasil
“Meu partido dificilmente vai ter condições de concorrer agora. A chance é 1%. Não tenho obsessão por formar o par tido. Acho que Deus até me ajuda porque você sabe que eleições municipais não influenciam muito nas próximas. E às vezes você elege um cara numa capital aí, se o cara fizer besteira, você vai apanhar na campanha de 2022 todinha.”
Candidato a Prefeitura de São Paulo
“Já conversei com o Datena. Sei que no passado ele tentou e, na última hora, desistiu, não interessam os motivos. Tenho conversado com ele e ele tem o interesse de disputar a Prefeitura [de São Paulo] agora. Pedi a ele para conversar um pouco mais demoradamente sobre como é a política de verdade.”
Câncer
“Foi feita uma biópsia e não deu nada. Se fosse um câncer, qual o problema? Falaria. Se tem de cortar a orelha, tira, pô. Não estou preocupado com isso. Sempre fui relaxado com a minha saúde. Como qualquer coisa, não respeito horário, tenho insônia, sou recordista em apneia.”
Prioridade para 2020
“O carro chefe é a economia. O que mais nós queremos é facilitar a vida de quem quer empreender. Tem que lançar o plano ‘Minha Primeira Empresa’ para tirar isso do discurso da oposição. Você quer criar uma empresa, vai criar. O salário está baixo, você paga R$ 5.000, R$ 10 mil, R$ 30 mil para quem for trabalhar na tua empresa, esta que é a ideia.”
Reforma tributária
“Eu vou na linha do Posto Ipiranga. Ele falou que vai apresentar sugestões em forma de emendas. É um interesse da sociedade a reforma tributária como era a Previdência. Não vejo tanta dificuldade. O que tenho falado com o Paulo Guedes é usar mais a palavra simplificação. Não tem como fazer milagre, está em torno de 36% da nossa carga tributária. Não tem como baixar isso aí e não vamos aumentar também. Prefiro deixar isso na mão do Paulo Guedes para ele achar o que é melhor, decidir o que é melhor.”
Patrão Guedes
“Não quero falar algo que possa constranger o Paulo Guedes amanhã por desconhecimento da minha parte. Não tenho como saber de tudo o que acontece no governo. Eu que tenho que me alinhar a ele, não ele a mim. Ele que é meu patrão nesta questão, não eu o patrão dele.”
Congresso
“Toda honra e toda glória a Rodrigo Maia. Não faço questão de ser pai da criança [reforma da Previdência]. Um beijo para o Rodrigo Maia e para o Davi Alcolumbre. Viram como eu não sou gordofóbico? Eu estou muito bem com o Maia. Outro fofuxo com quem estou me dando bem”.
Lula
“Não dei oportunidade, com qualquer ação minha de contestar muita coisa que ele falou por aí, de ele crescer. Não houve reverberação. Acho que, da minha parte, fiz a coisa certa, deixei ele falar. Não tem mais chance para o PT nas próximas eleições com o quadro pintado, tudo o que aconteceu no Brasil: estatais, fundos de pensão, BNDES. Não tem mais espaço para ele.”
Weintraub
“Melhorou demais [o Ministério da Educação sob Weitraub]. Falta dar uma calibrada. Ainda está dando uma de Jair Bolsonaro quando deputado em alguns momentos. Já falei para ele dar uma segurada aí. Faz o que tem que fazer, não faz o que eu fiz no passado. [Estou falando da] maneira de ele falar, de dançar na chuva com o guarda-chuva.”
Marcelo Álvaro Antônio e Moro
“Com todos os problemas, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, está indo muito bem. Os problemas dele são do ano passado. Enquanto não houver condenação, [está superado]. Eu sou réu, pô. E o ministro Sergio Moro, da Justiça, não é que ele vai ficando político, mas vai entendendo o que é o Parlamento. Ele tem a linha dele e está dando certo.”
Trocas ministeriais
“Qualquer ministro aqui eu não tenho o que reclamar. O que acontece? Para mudar, tem de ter um motivo. Não sou aquela pessoa que, se pintar um problema, dou cartão vermelho. Eu chamo o ministro várias vezes para conversar. O cara fala o motivo e vamos resolver.
Ditadura militar
“Por que apagar a história? A história está lá para você consultar e ver o que está errado e não errar na frente. O meu foco é aqui para a frente. Na Câmara, eu só entrava nessas polêmicas quando começavam a falar besteira. Eles não tinham nada para falar de bom do período militar? Nada? Zero? Só coisa errada? O certo eram eles, que pegaram em armas e sequestraram gente? Houve tortura? Ninguém disse que nunca houve. É uma história que está aí e eu não pretendo rememorar. Teve coisa errada.”
Juiz de garantia
“Na segunda-feira [23], vou discutir novamente [a questão dos vetos do pacote anticrime]. Tem uma questão que está dando choque, que é do juiz de garantia. A ideia do Moro é vetar, mas tem outras pessoas que eu considero tanto quanto o Moro que são contrárias. Peguei uma multa de R$ 10 mil. Quem me multou foi um servidor filiado ao PT. Eu recorri, sabe quem julgou meu recurso? Foi ele mesmo. Preciso falar alguma coisa? Aí, é juiz de garantia.
Caso Marielle
“Uma certeza: não está sendo bem conduzido no Rio de Janeiro [o caso Marielle Franco], com certeza. Existe uma passagem minha com a Marielle? Eu fiquei sabendo dela quando se elegeu e depois nunca mais. Eu acho que quase todos os condomínios da Barra [da Tijuca] têm problemas. Ou o porteiro assinou sem ler, ou foi convencido ou o pressionaram. Não é fácil esclarecer o caso Marielle, parece que foi feito por profissionais.”
Candidatura avulsa
“Se eu pudesse interferir, eu ia votar favorável. Sou favorável. Você pode ver a dificuldade para eu conseguir um partido. E, na última hora, o que este partido [PSL] vislumbrou? Alguma vantagem para si. Seria excepcional [se eu puder ser candidato avulso].”