Maranhão: SEMA vistoria barragens de resíduos da ALUMAR

Foto: SEMA

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) realizou, nesta terça (29/01), vistoria nas barragens de resíduos do Consórcio de Alumínio do Maranhão (ALUMAR). Participaram da equipe, técnicos da Fiscalização, Monitoramento, Sala de Situação, Investigação e Análise Laboratorial e Licenciamento. Na oportunidade, a empresa apresentou a Metodologia Construtiva, Plano de Segurança de Barragens e Plano de Emergências Ambientais.

Após apresentação, foi realizada vistoria em todas as barragens em operação. “Foi constatado, em análise preliminar, que o funcionamento encontra-se regular, em conformidade com a Política Nacional de Segurança de Barragens”, disse o Secretário Adjunto de Desenvolvimento Sustentável da SEMA, Guilherme Braga.

De acordo com o Secretário Adjunto de Licenciamento da SEMA, Diego Matos, “a equipe ainda avaliará  os dados enviados através do relatório de automonitoramento encaminhado à SEMA”. 

“O monitoramento e a fiscalização de barragens ocorrem de modo efetivo e contínuo. Na ALUMAR, por exemplo, é feito semestralmente, como forma de verificar a estabilidade do barramento. É válido considerar, ainda, que o método construtivo das barragens em operação na ALUMAR é diferente do de alteamento à montante, pois se trata de um método de diques compactados”, destacou o Secretário Marcelo Coelho.

A SEMA publicou, no ano de 2017, a Portaria nº132/2017, que estabelece a periodicidade de execução ou atualização, a qualificação dos responsáveis técnicos, o conteúdo mínimo e o nível de detalhamento do Plano de Segurança da Barragem, das Inspeções de Segurança Regular e Especial, da Revisão Periódica de Segurança de Barragem e do Plano de Ação de Emergência, conforme art. 8º, 9º, 10, 11 e 12 da Lei nº 12.334 de 20 de setembro de 2010, que estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens.

“Mais uma forma de demonstrar a preocupação deste órgão ambiental com a segurança e com o meio ambiente”, finalizou o secretário.

Esclarecendo
O Maranhão possui apenas uma barragem de rejeito, qual seja a Mineradora Aurizona S/A, situada no município de Godofredo Viana, cuja fiscalização é de responsabilidade da Agência Nacional de Mineração (ANM). Já a ALUMAR, possui no Estado diques destinados ao armazenamento de resíduos e não de rejeitos, como é o caso da Mineradora Aurizona e das mineradoras de Minas Gerais. Ou seja, são as chamadas Áreas de Resíduos de Bauxita (ARBs).

“Por isso, é importante desmistificar eventuais comparativos, com a edificada em Brumadinho/MG”, realçou o Superintendente de Fiscalização da SEMA, Fábio Sousa.

“As ARBs são formadas pelo Sistema de Contenção, Sistema de Impermeabilização e Sistema de Drenagem de Fundo. Este método construtivo não utiliza o próprio resíduo como material de construção e sim o solo local, conforme investigação geotécnica realizada para a implantação de cada área. Tais diques possuem altura máxima de 25m. Todas as ARBs possuem a parte interna (taludes e fundo)  impermeabilizados com sistema composto por três barreiras de proteção”, falou a Gerente de Gestão de Sistemas, Meio Ambiente, Segurança e Relações Institucionais da ALUMAR, Dulcimar Soares.

Fonte: SEMA

Brumadinho: O sol começa a devolver os mortos às famílias traumatizadas de Brumadinho

© Fornecido por AFP Bombeiros recebem equipamentos para abrir um veículo preso na lama enquanto buscam vítimas da enxurrada de lama em Córrego do Feijão, Minas Gerais, 28 de janeiro de 2019

O sol começou a devolver os mortos da tragédia que devastou o coração mineiro do Brasil. Já há 65 mortes declaradas, além dos 279 desaparecidos na enxurrada de lama provocada pelo rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais.

Somente neste pequeno distrito rural do município morreram cerca de 20 pessoas, principalmente trabalhadores da Vale e empresas terceirizadas.

Como muitos de seus amigos, Cleyton Candido encontrou emprego em uma dessas empresas aos 16 anos de idade. Ele era mecânico e trabalhou até os 25 na empresa que ficava na área administrativa que foi devastada na sexta-feira pelo tsunami de lama que sucedeu o rompimento da barragem. Estima-se que a maioria dos trabalhadores no local tenha morrido.

O barro levou tudo, incluindo seu sobrinho e vários amigos dos quais ele não tem notícias desde então.

“Estou vivendo um filme de terror, não esperava isso nunca na minha vida. Meus amigos, tudo… Gente que foi criada junto. Para mim está muito difícil, não sei como a gente vai superar”, comenta na entrada da casa onde cresceu, ao lado do cemitério.

Sua varanda com vista para o horror levou-o a começar a cavar túmulos.

Difícil olhar para outro lado quando, logo em frente, a igreja modesta se torna o centro de comando das equipes de resgate. Lá, os helicópteros pousam com os corpos pendurados nas redes pretas. O plástico que os cobre permite ver suas formas manchadas de lama e embrulha o estômago daqueles que os veem chegar sob um sol que, por fim, traz algum alento a centenas de famílias nesta região de alma mineradora.

– Desolação e raiva –

A imagem a um pouco mais de um quilômetro de distância é apocalíptica. Um mar de lama devastou tudo em seu caminho e apenas uma vaca sobreviveu ao caos. Outros animais não tiveram tanta sorte e foram sacrificados, de acordo com as equipes de resgate, para evitar mais sofrimento.

Coberta de barro, a vaca foi resgatada por uma dezena de bombeiros que também tentavam chegar a um ônibus soterrado com vários trabalhadores dentro. Mas a lama ainda está muito líquida.

Um passo em falso submerge a perna em uma massa marrom viscosa cuja toxicidade ainda não é conhecida. O sol aumenta o horror e o forte cheiro dos corpos a recuperar, mas é também o melhor aliado do resgate, como indica o tenente-coronel Eduardo Ângelo Gomes, comandante do batalhão de emergência ambiental.

“A lama estava muito fluidificada, mas à medida que passa o tempo, vai evaporando, o sedimento vai descendo e o corpo vai aflorando”, detalha o oficial para explicar o ritmo lento de recuperação dos cadáveres, espalhados ao longo de 10 quilômetros.

Essa lentidão atormentava ainda mais os familiares que começavam o dia em Brumadinho – por onde passa um rio de lama -, desesperados pela falta de notícias e de resultados dos bombeiros.

José Ferreira da Silva, um trabalhador de 55 anos, tentou ir sozinho em busca de seu filho Josué, um trabalhador terceirizado da Vale, de 27 anos.

“Sou do campo e tenho experiência. Não estamos aqui para nos suicidar, mas poderíamos tentar fazer algo. Nós, familiares, estamos desesperados”, contou à AFP, tentando conter as lágrimas.

Essa mesmo dor é compartilhada por Nathanael de Jesus Bispo, um jovem de 21 anos que procura seu pai, seu primo e cinco amigos. No caso dele, a dor se transformou em raiva diante da evidência de que o pesadelo se repetiu apenas três anos depois de Mariana, cenário da pior catástrofe ambiental da história do país, a cerca de 100 quilômetros de Córrego.

“O presidente da Vale sabia do risco, mas não é um parente dele que estava lá dentro. Eles usam esses trabalhadores, meu pai, como algo descartável, como aconteceu em Mariana há três anos”, afirma Nathanael com lágrimas de indignação. 

“Meu pai só entrará nas estatísticas e daqui a três ou quatro anos isso se repetirá, porque quem comanda o ser humano é o dinheiro”, conclui.

Fonte: www.msn.com

Brasília: Governo recomenda fiscalização imediata em todas as barragens com risco no país

Bombeiros trabalham no resgate de vitimas do rompimento da represa da Mina do Feijão Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O governo federal decidiu recomendar aos órgãos reguladores que determinem fiscalizações imediatas em todas as barragens do país que apresentem “dano potencial associado alto à vida humana”. A resolução do Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas e Desastres, criado após o rompimento da barragem em Brumadinho(MG), será publicada na terça-feira no Diário Oficial da União (DOU).

A medida, discutida em reunião do conselho nesta segunda-feira, também determinará que todos os órgãos fiscalizadores exijam das empresas a imediata atualização dos planos de seguranças de barragens. A fiscalização deverá avaliar ainda a necessidade de remoção de instalações de suporte aos empreendimentos, como escritórios e restaurantes. O objetivo é proteger trabalhadores e eventuais visitantes nos locais.

A resolução criará um Grupo de Trabalho para trabalhar na atualização da Lei  nº 12.334, de 2010, que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens. A legislação prevê obrigações aos empreendedores, como prover os recursos necessários à garantia da segurança da barragem, manter os órgãos de fiscalização atualizados sobre mudanças nas barreiras de contenção, permitir o acesso irrestrito de fiscais ao local, entre outros.

O conselho de ministros foi criado por meio de um decreto do presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira. O grupo será composto pelos ministérios da Defesa; Cidadania; Saúde; Minas e Energia; Meio Ambiente; Desenvolvimento Regional; Mulher, Família e Direitos Humanos; Gabinete de Segurança Institucional, e Advocacia-Geral da União. Os trabalhos serão coordenados pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Outra resolução do Conselho Ministerial, a ser publicada nesta terça-feira no DOU, instituirá um Subcomitê de Elaboração e Atualização Legislativa, com o objetivo de elaborar anteprojeto de atualização e revisão da Política Nacional de Segurança de Barragens.

O subcomitê será composto por representantes dos ministérios da Defesa, Minas e Energia, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional, Secretaria-Geral da Presidência da República, Secretaria de Governo, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Advocacia-Geral da União, Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Nacional de Energia Elétria (Aneel), Agência Naciona de Mineração (ANM), Ibama e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A coordenação será também da Casa Civil. O subcomitê terá o prazo de 30 dias para apresentar um relatório, a partir da data da sua instalação, prevista para quinta-feira.

As equipes de resgate já encontraram 65 mortos até o início da noite desta segunda-feira, três dias após o rompimento da barragem. Menos da metade dos corpos encontrados foram identificados pelo Instituto Médico Legal (IML) — o número exato de reconhecidos é de 31. Ainda há 279 desaparecidos.

Fonte: oglobo.globo.com

São Paulo: Cirurgia para retirada de bolsa de colostomia de Bolsonaro termina após mais de 8h

Bolsonaro foi submetido à avaliação clínica pré-operatória Foto: Reprodução

Terminou por volta das 15h desta segunda-feira a operação do presidente Jair Bolsonaro (PSL), 8h30 após ele ter dado entrada no centro cirúrgico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Até o fim da tarde são previstos a divulgação de um boletim médico e de um briefing do porta-voz da Presidência, general Rego Barros.

Bolsonaro foi internado na manhã de domingo para reconstruir o aparelho intestinal e retirar a bolsa de colostomia que utilizava desde o atentado sofrido em setembro do ano passado em Juiz de Fora (MG), durante a campanha presidencial.

A cirurgia começou por volta das 6h30 e demorou mais do que inicialmente previsto. Durante todo o procedimento, porém, a assessoria de imprensa da Presidência garantiu que tudo corria bem.

O vereador do Rio Carlos Bolsonaro, filho mais novo do presidente, passou toda a manhã dentro do centro cirúrgico. O irmão dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e a primeira-dama Michelle também estavam no hospital.

A previsão dos médicos é que Bolsonaro permaneça em repouso total pelos próximos dois dias, período em que o vice, Hamilton Mourão, ocupa a Presidência interinamente .

Ao todo, Bolsonaro deve ficar internado por até dez dias. Neste período, um gabinete provisório será montado no Hospital Albert Einstein para que ele possa despachar com ministros.

Desde setembro, este foi o terceiro procedimento cirúrgico a que o presidente foi submetido. Após levar uma facada durante o ato de campanha, no dia 6 de setembro, o então candidato foi submetido a uma cirurgia de emergência em que os médicos abriram o abdômen para corrigir as lesões causadas pelo ataque. Na ocasião, foi retirada uma parte lesada do intestino grosso, que foi ligado à bolsa de colostomia. Também foram realizadas três suturas no intestino delgado.

Em 12 de setembro, menos de uma semana depois, os médicos notaram a obstrução de uma alça do intestino delgado, provocada por aderências em partes inflamadas do órgão. Foi necessário reabrir o abdômen para desobstruir o intestino.

Nesta segunda-feira, o presidente fez a terceira cirurgia. Dessa vez, o objetivo foi retirar a bolsa de colostomia e religar o intestino.

A retirada da bolsa costuma apresentar baixo risco de complicações, segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO . Embora pouco comum, um dos cenários possíveis provoca o rompimento da sutura do intestino durante a recuperação. Neste caso, seria necessária nova cirurgia e, talvez, a recolocação da bolsa de colostomia.

Também são consideradas como riscos em cirurgias deste tipo a formação de aderências no intestino e infecções no lugar do corte.

Fonte: oglobo.globo.com

Trizidela do Vale: Polícia Militar cumpre mandado de prisão contra suspeito de tentativa de latrocínio

Raimundo Edson – Suspeito/Foto: 19° BPM de Pedreiras – MA

Ontem (26), por volta das 18:30h, a  Polícia Militar cumpriu mandado de prisão expedido em 2016 por tentativa de latrocínio contra Raimundo Edson de Anísio, conhecido como “Som”. Segundo informações da PM, ele vinha sendo monitorado, facilitando, assim, sua captura.

O conduzido foi encontrado  na rua do Campo, S/Nº, em Trizidela do Vale.

Raimundo Edson foi conduzido à Delegacia Regional de Pedreiras sem lesões corporais para que fossem tomadas as medidas cabíveis.

Duas Guarnições participaram da prisão do suspeito.

Guarnição de Trizidela do Vale; Tenente Neris, Cabo Ricardo e Soldado Kennedy. De Pedreiras; Capitão Vasconcelos, Soldado Sousa e Soldado Oscar.

Rio: Tragédia de Brumadinho: saiba quem são as vítimas do acidente

Seis das vítimas da tragédia em Brumadinho Foto: Reprodução

O rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, da Vale, em Brumadinho, deixou 58 mortos. Deste, 19 já foram identificados, segundo o último boletim da Defesa Civil, divulgado neste domingo. Segundo o Corpo de Bombeiros, 305 pessoas continuam desaparecidas. Foram realizados 192 resgates até o momento.

Veja aqui quem são as vítimas dessa tragédia.

Jonatas Lima Nascimento

Jonatas, de 36 anos, era funcionário da Vale há 13 anos, sendo que há três anos trabalhava na barragem que se rompeu na última sexta-feira . Ele sairia de férias na próxima semana com a mulher e os dois filhos , um menino de 6 anos e uma menina de 13.

Jonatas Lima Nascimento sairia de férias na próxima semana Foto: Reprodução

– Ele estava feliz, tinha acabado de assinar o aviso de férias. Íamos viajar e ele estava empolgado procurando hotel. Nem nos piores pesadelos eu pensava que isso aconteceria. Ele tinha 36 anos, era forte e não vai ver os filhos crescerem – disse a mulher de Jonatas, Daihene Crizologo, que completou 15 anos de casada com o funcionário da Vale no último dia 10.

Jonatas trabalhava na área de carregamento e estava em uma máquina do tipo escavadeira quando veio a avalanche de lama. Ele perdeu um amigo com quem tinha trabalhado em outra mina no desatre de Mariana.

Marcelle Porto Cangussu

Marcelle Porto Cangussu, médica da Vale e primeira vítima identificada no rompimento da barragem de Brumadinho Foto: Arquivo de família

Marcelle, de 35 anos, era médica com especialização em Medicina do Trabalho e trabalhava há cerca de cinco anos na Vale. Única profissional da área no local, Marcelle estava em horário de almoço, no próprio lugar onde dava expediente, quando a tragédia aconteceu. Um dia antes da tragédia, ela comemorou o aniversário de 35 anos .

— No dia 24 de janeiro, ficamos com ela até meia-noite. No dia seguinte, às 7h30m, ela já estava no trabalho. A ideia era continuar as comemorações pelo aniversário com os amigos dela na noite de sexta-feira (25) — contou Mirelle Porto, mãe da vítima.

Leonardo Diniz estava prestes a se formar em administração Foto: Reprodução do Facebook

Leonardo Alves Diniz

Leonardo, de 33 anos, era casado e pai de um menino de 7 anos. Ele morava com a família em Sarzedo, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Era funcionário da Vale há mais de dez anos. Trabalhava como técnico em manutenção. No dia do acidente, estava de folga e havia marcado para renovar a carteira de motorista quando foi convocado para fazer plantão na empresa .

Daniel Muniz Veloso

Daniel Muniz Veloso tinha 29 anos Foto: Reprodução

Daniel, de 29 anos, nasceu e cresceu em Coração de Jesus, no Norte de Minas, e trabalhava em uma empresa terceirizada que presta serviço para a Vale. A mulher dele está grávida de oito meses do primeiro filho do casal.

Djener Paulo Las-Casas Melo

Filho único, com casamento marcado para junho próximo, Djener era operador de máquinas da Vale, onde trabalhava havia pelo menos dois anos. Seguiu a carreira do pai, funcionário da mineradora há quase duas décadas e que só não estava na mina porque tirou férias de 30 dias para cuidar da saúde e fazer uma pequena cirurgia.

O corpo de Djener foi achado, segundo familiares, porque o celular tocou insistentemente dentro da máquina que ele operava. O equipamento fora arrastado para perto do portão principal da mina, o que facilitou a localização. 

Djener havia começado a trabalhar às 7 horas de sexta e estava carregando o último vagão de minério quando houve o estrondo. Um colega, que havia acabado de carregar um vagão, gritou para que ele fugisse, mas não deu tempo. O colega conseguiu sobreviver porque estava numa parte mais alta e teve tempo de escapar. O caixão de Djener estava fechado, apenas com uma foto em cima.

Francis Marques da Silva

Francis Marques da Silva, de 34 anos, era de Ibirité (MG) Foto: Reprodução

Francis, de 34 anos, era de Ibirité (MG) e trabalhava como bombeiro hidráulico terceirizado na Vale. Ele deixa uma filha de apenas quatro anos. Sua mulher, Gisele Rodrigues Marques, desconfia estar grávida, mas não quer fazer o exame no momento por medo de não assimilar as informações. A família recebeu a confirmação da morte há poucas horas e pretende enterrar Francis em Brumadinho.

Maurício Lauro, de 52 anos, trabalhava na Vale como motorista terceirizado Foto: Reprodução

Maurício Lauro de Lemos

Mauro, de 52 anos, trabalhava na Vale como motorista terceirizado.A filha, Juliana Lemos, contou que o corpo do pai foi encontrado na noite deste sábado e reconhecido por meio de impressão digital. 
— Era a melhor pessoa do mundo. Fazia tudo por mim e agradava a todos — disse Juliana.

Wellington Campos Rodrigues

Wellington tinha 53 anos e era analista de sistemas terceirizado da Vale. Ele deixa três filhas, de 13, 20 e 25 anos.

Outras vítimas

Adriano Caldeira do Amaral 

Carlos Roberto Deusdeti 

Eliandro Batista de Passos

Fabricio Henriques da Silva

Flaviano Fialho 

Moisés Moreira Sales

Robson Máximo Gonçalves

Willian Jorge Felizardo Alves

Fonte: oglobo.globo.com

Pedreiras: 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil realiza 1º Curso de Combate Velado

Foto: 14ª DRPC de Pedreiras – MA

Ocorreu nos dias 25 e 26 do mês de janeiro do corrente ano, na cidade de Pedreiras/MA, o 1º Curso de Combate Velado, oferecido pela 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil do Estado do Maranhão, ministrado pela equipe da Divisão de Operações Especiais do Estado do Piauí – D.O.E.

O curso teve a participação de Policiais Civis, Policiais Militares, integrantes do Corpo de Bombeiros, Agentes Penitenciários e atiradores esportivos.

Foto: 14ª DRPC de Pedreiras – MA

A 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil vem se empenhando em oferecer constante aperfeiçoamento intelectual e operacional para todos os seus servidores visando uma melhor eficiência no exercício da atividade profissional.

Vale ressaltar que diversos empresários da cidade de Pedreiras (MIX MATEUS, LOTERIA SORTEMANIA, COIFEODONTO, AGROMARINA e GEOVANNY CONSTRUÇÕES) investiram nesse aperfeiçoamento, através de patrocínio, o que demonstra uma consciência social por parte desses empresários, haja vista que o agente público melhor preparado efetivará suas atividades com maior eficiência e segurança para a sociedade em geral.

Foto: 14ª DRPC de Pedreiras – MA

Segundo o Delegado Regional de Pedreiras, Dr. Diego Maciel, essa atividade não teve nenhuma finalidade lucrativa.

Bacabal: Dois PMs são acusados de extorquir moradores que pegaram dinheiro do assalto ao BB

PMs suspeitos de extorsão/Foto: Reprodução

Segundo informações, os dois Policiais Militares já estavam sendo monitorados pela própria polícia. Eles estariam extorquindo as pessoas que estavam de posse do dinheiro do assalto realizado no ano passado, por bandidos fortemente armados que causaram terror na cidade.

Há dias, os dois suspeitos estavam realizando esse tipo de crime. Na madruga deste sábado (26), um foi preso em flagrante, inclusive, estava com a arma da corporação. Há informações que ele já foi transferido para São Luís – Maranhão. O outro PM está foragido.

Os militares foram identificados como Pádua e Nascimento.

Pará: Morador de Castelo dos Sonhos quer encontrar parentes no Maranhão

Cláudio Andrade Caldas – 45 anos

O senhor Cláudio Andrade Caldas está a procura dos familiares, que, segundo ele, não os ver há mais de 35 (trinta e cinco) anos. Atualmente ele mora na cidade de Castelo dos Sonhos, no Pará, mas é natural de Vargem Grande – Maranhão.

O nome de sua mãe é Maria Evani Andrade Caldas; e o pai é Eugênio Pedrosa Caldas, que moravam na cidade de São Mateus do Maranhão.

Ele tem alguns irmãos, inclusive, morando em São Luis:

Claudia Andrade Caldas; Cleonice Andrade Caldas; Laurenice Andrade Caldas; Edilson Andrade de Caldas.

Qualquer informação, entrar em contato com Lucilene, pelo celular (93) 8108-1051.

Ajude, sua participação é muito importante.

Brumadinho: Bombeiros seguem com buscas por desaparecidos após rompimento de barragem em Brumadinho

Bombeiros fazem busca por desaparecidos em Brumadinho 25/01/2019 Foto: WASHINGTON ALVES / REUTERS

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais manteve durante a madrugada e a manhã deste sábado as buscas por desaparecidos na área atingida pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho , na região metropolitana de Belo Horizonte. O Corpo de Bombeiros trabalha com uma lista de 300 desaparecidos.

O governo de Minas informou que nove corpos foram resgatados. Ainda não há a identificação das vítimas. Até o momento, 23 pessoas foram levadas para o hospital. No total, os bombeiros resgataram 189 pessoas ques estava ilhadas próximo ao local do acidente.

A capela de Nossa Senhora das Dores, na parte alta do bairro que leva o mesmo nome da mina, foi transformada num centro de operações dos bombeiros. O gramado é usado como pista de pouso e decolagem dos helicópteros, que reiniciaram as buscas na manhã deste sábado sobrevoando a área tomada pela lama. Quatro caminhões-bau foram posicionados ao lado do campo com a incumbência de levar os corpos para o IML.

Essa é a área mais próxima ao local onde ficavam os escritórios e o restaurante da mineradora Vale. O acidente ocorreu na hora do almoço, pouco depois do meio dia, e a lama inundou justamente essa área, um vale logo abaixo da barragem.

Moradores do bairro acompanham o trabalho dos bombeiros. Rômulo Henrique de Oliveira, 31 anos, aguarda notícia do irmão Rodrigo Henrique de Oliveira, que completou 31 anos no dia 3 de janeiro e é um dos desaparecidos.

— Escutei o barulho e desci correndo para ver o que era. Parecia ventania, um furacão — conta Rômulo. 

Ele  estima que pelo menos 200 pessoas estavam na área do restaurante, pouco abaixo dos escritórios. O que se vê no lugar é lama. 

— Eu sabia que o Rodrigo estava trabalhando. Ele era operador de máquina — diz Rômulo.

Equipe dos Bombeiros de Minas socorre vítima do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho Reprodução / TV Record /

Na sexta, ele ajudou a resgatar uma jovem que trabalhava como caseira de um sítio colado ao local do desastre. A lama atingiu parte da casa onde ela estava. 

— O nome dela é Adriana. Fazia um mês que tinha vindo morar aqui. 

Entre os desaparecidos está também a advogada e professora Sirlei Brito Ribeiro. Parte da casa da advogada ainda pode ser vista na parte mais alta do morro. Outra parte, a da Cozinha, desmoronou.

— Ela estava no sítio. Ouviu o barulho mas ficou parada no portão, sem reação. Ela está desaparecida. São muitas amigas desaparecidas — conta Silvana Cassimiro Lopes, que acompanha as buscas.

Posts no Facebook ajudam a mostrar dezenas de nomes de pessoas ainda não encontradas e que não deram entrada em hospitais da região.

O presidente Jair Bolsonaro vai hoje de manhã para Brumadinho onde fará um sobrevoo de helicóptero no local do acidente. O presidente criou ontem um Conselho Ministerial de Supervisão de Trabalhos e um Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas a Desastre . O conselho de ministros terá o dever de fiscalizar as atividades a serem desenvolvidas em decorrência do desastre.

A Vale informou que disponibilizou  três postos de atendimento aos atingidos pelo rompimento das barragens: Faculdade Asa, Estação Conhecimento de Brumadinho e Centro Comunitário Córrego do Feijão.

A empresa disponibilizou também canais telefônicos para apoio e atendimento à população. Os números para atendimento são: 0800 285 7000 (Alô Ferrovia – prioritário) e 0800 821 5000 (Ouvidoria da Vale). As ações são do Comitê de Ajuda Humanitária, formado por uma equipe de assistentes sociais e psicólogos que fazem o atendimento aos atingidos e seus familiares.

A estrutura da barragem tinha área total de aproximadamente 27 hectares, 87 metros de altura e não recebia rejeitos desde 2015. O volume de material disposto é de aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro.

Fonte: oglobo.globo.com