Brasil: Tragédia em Brumadinho completa um mês, com mais de 130 desaparecidos

Adriano Machado/Reuters/Direitos reservados

Passado um mês da tragédia causada pelo rompimento da Barragem 1 da Vale em Brumadinho (MG), os trabalhos de buscas tentam localizar 134 desaparecidos. O número de mortoschega a 179.

De acordo com informações, a barragem, localizada a 57 quilômetros de Belo Horizonte, rompeu-se por volta das 12h20, de sexta-feira, 25 de janeiro. Sobreviventes relatam que um mar de lama tomou conta de estradas, do rio, do povoado e, sobretudo, da área da Vale, empresa responsável pela barragem. Como era hora do almoço, muitos funcionários ficaram retidos no restaurante.

O misto de perplexidade, tristeza e indignação se instalou no país. As dificuldades causadas pela lama e riscos de contaminação aliados à chuva intensa aumentaram ainda mais a tensão nas buscas por vítimas. Famílias inteiras desapareceram. Nem todos foram localizados.

Ontem (24), ocorreram manifestações em Brumadinho e em Belo Horizonte para homenagear os mortos.

Incertezas

Pela estimativa do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os trabalhos deverão se estender por três a quatro meses após o rompimento.

Os rejeitos atingiram o Rio Paraopeba, e o governo de Minas proibiu o consumo da água, devido ao risco de contaminação. Não há estimativa de suspensão da medida.

Governo

O presidente Jair Bolsonaro determinou uma ação rápida após a tragédia. Ele sobrevoou a área que se transformou em um mar de lama e orientou uma força-tarefa a atuar na busca por soluções. Pelo Twitter, ele lamentou o rompimento da barragem.

“Nossa maior preocupação neste momento é atender eventuais vítimas desta grave tragédia”, disse Bolsonaro na época.

No último dia 18, foi publicada resolução no Diário Oficial da União por recomendação da Agência Nacional de Mineração (ANM). O Ministério de Minas e Energia definiu uma série de medidas de precaução de acidentes nas cerca de mil barragens existentes no país, começando neste ano e prosseguindo até 2021. A medida prevê a extinção ou descaracterização das barragens chamadas “a montante”, exatamente como a que se rompeu em Brumadinho, até 15 de agosto de 2021.

Outro lado

Há três dias, a Vale informou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que vai manter o pagamento de dois terços dos salários de todos os empregados próprios e terceirizados que morreram na tragédia. Segundo a empresa, o pagamento será mantido por um ano ou até que seja fechado um acordo definitivo de indenização.

A empresa também se comprometeu a só transferir empregados após prévia consulta e concordância do trabalhador, além de consulta ao sindicato. Para a transferência, será priorizado o local de origem do empregado.

Anteriormente, a Vale se comprometeu a garantir emprego ou salário para os empregados de Brumadinho, inclusive os terceirizados, até 31/12/2019. Também prometeu pagar as despesas com funeral e verbas rescisórias das vítimas fatais, conforme certidão emitida pelo INSS.

A Vale informou que dará atendimento psicológico e fará pagamentos de auxílio-creche e de auxílio-educação, além de danos morais para cônjuges ou companheiras, filhos, pais e irmãos das vítimas.

*Matéria alterada para atualização de informação

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br 

Pedreiras: II Encontro do CMDCA do Maranhão acontecerá durante três dias

Começa amanhã 26/02 e vai até o dia 28/02, o Segundo Encontro Maranhense de Conselheiros Municipais de Direitos da Criança e Adolescente – CMDCA, com os temas: “2º Processo Eleitoral Unificado do Conselho Tutelar e o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente”.

O evento será realizado no auditório do IFMA/Campus Pedreiras, na MA – 381.

Segundo a conselheira do CMDCA de Pedreiras, Nilma Melo, mais de trinta Municípios já confirmaram presença. 

Cada Município participante poderá ser representado por dois conselheiros, sendo 01 da sociedade civil e 01 do poder público.

Estamos otimistas quanto a esse encontro. Será um momento importante para discutirmos os temas em pauta. Vamos buscar melhorar o atendimento aos direitos às nossas crianças e adolescentes de todo o Estado do Maranhão. Esperamos contar com a participação de todos.” Destacou a conselheira Nilma Melo.

Maranhão: Blogueiro maranhense morre afogado em Brasília

Blogueiro maranhense morre afogado em Brasília — Foto: Arquivo pessoa

Morreu neste domingo (24), em Brasília, o blogueiro maranhense Robert Lobato. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, Robert Lobato foi vítima de afogamento em um riacho no Núcleo Rural Chifrudo, em Santa Maria, no Distrito Federal.

O blogueiro acabou se afogando no momento em que tentava atravessar o riacho a nado.

Segundo reportagem do G1 DF, Robert estava acompanhado de amigos durante o acidente. Os colegas acionaram o socorro e os militares tentaram reanimar a vítima, que não resistiu. O óbito foi constatado no local pelo médico do resgate aéreo do Corpo de Bombeiros.

Graduado em administração, Robert assinava desde 2008, o Blog do Robert Lobato com conteúdo voltado para “política e tendências”. Atualmente, era assessor político do senador maranhense Roberto Rocha (PSDB).

São Paulo: Caixa dois: votação no STF pode esvaziar Lava-Jato

Roberson Henrique Pozzobon é procurador e integrante da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba Foto: Heuler Andrey / Agência O Globo 08/05/2018

A possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir por encaminhar à Justiça Eleitoral todos os casos de pagamentos feitos a políticos a título de caixa dois pode retirar da Lava-Jato dezenas de investigações ainda em andamento. A votação pelo plenário do STF está marcada para o próximo dia 13 e preocupa o Ministério Público Federal em Curitiba. Segundo o procurador Roberson Pozzobon, integrante da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, o envio à Justiça Eleitoral pode abrir as portas para a impunidade, já que ela não tem estrutura para investigar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

— Caixa dois é um eufemismo para a corrupção. Pela lei eleitoral, o crime é apenas omitir a doação na declaração ao Superior Tribunal Eleitoral, mas as investigações feitas até agora mostram que os políticos se comprometem a defender o interesse das empresas até debaixo d’água, tanto na votação de projetos, no Senado e na Câmara, quando no direcionamento obras, no caso de governadores — diz Pozzobon.

O pedido para votação em plenário foi feito pela Primeira Turma do STF. A votação tende a ser apertada. Pelo menos cinco ministros já tomaram decisões na qual afirmaram que caixa dois é crime eleitoral, retirando investigações da Justiça Federal: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Garcia, e Celso de Mello, além de Dias Toffoli, atual presidente da Corte. Contrário à decisão, o ministro Edson Fachin tem sido voto vencido na Segunda Turma do STF. O ministro Alexandre de Moraes, da Primeira Turma do STF, também já se manifestou favorável a manter as investigações no âmbito da Lava-Jato.

A votação tende a ser apertada. Pelo menos cinco ministros já tomaram decisões na qual afirmaram que caixa dois é crime eleitoral, retirando investigações da Justiça Federal: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Garcia, e Celso de Mello, além de Dias Toffoli, atual presidente da Corte.

Pozzobon lembra que uma investigação de corrupção leva, muitas vezes, mais de dois anos. Na Justiça Eleitoral, que é transitória, os juízes tem mandatos de dois anos, que trabalham voltados a questões de curto prazo, geralmente focadas nos períodos eleitorais. Na Justiça Eleitoral, com a troca de juízes, os casos tenderão a prescrever, avalia o procurador.

— Na maioria das vezes a defesa dos políticos afirma que o crime é de caixa dois justamente para tirar o foco da investigação criminal. Mas a corrupção é clara. Basta ver que muitos dos pagamentos feitos pelas empreiteiras a esses políticos ocorreu fora do ano de eleições — diz ele.

O caixa dois toma a forma de corrupção permanente, já que os políticos recebem dinheiro mesmo quando não há campanha em curso.

— Há uma corrupção contínua, um compromisso de longo prazo, não de um ato isolado. A empresas compram boa vontade permanente em relação a tudo que possa beneficiá-las. Falar em crime eleitoral é dar a eles um teletransporte para a impunidade — diz ele.

Fonte: oglobo.globo.com

Brasília: Governo de Minas Gerais proíbe uso da água do Rio Paraopeba

Lucas Hallel/Ascom Funai

Na véspera de completar um mês da tragédia do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), o governo de Minas Gerais reiterou a proibição do uso da água do Rio Paraopeba, que abastece a região. Não foi informado por quanto tempo valerá a determinação.

Em nota, divulgada pelas secretarias de Saúde, Meio Ambiente e Agricultura, o alerta é para evitar o uso em quaisquer circunstâncias. “A orientação de não se utilizar a água bruta do rio, sem tratamento, é válida para qualquer finalidade: humana, animal e atividades agrícolas.”

A medida foi adotada após a detecção de metais em níveis acima do permitido pela legislação ambiental e de avaliação da Secretaria de Saúde de Minas Gerais com base em requisitos de vigilância sanitária.

Monitoramento

O monitoramento de qualidade da água é feito diariamente desde 26 de janeiro, um dia após o rompimento da Barragem B1. O trabalho é desenvolvido pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Agência Nacional de Água (ANA) e Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Pelo último levantamento, divulgado há dois dias, 176 pessoas morreram na tragédia e há 134 desaparecidas. Amanhã (25) completa um mês do acidente.

Pedreiras: Turma de enfermagem da FAESF realiza campanha para arrecadar alimentos

O TROTE SOLIDÁRIO integra os alunos calouros e veteranos na comunidade acadêmica, por meio de ações de solidariedade. Há algum tempo, diversas Instituições de ensino superior estão mobilizando novos universitários a promover o bem, estimulando-os a uma consciência cidadã para que ajudem outras pessoas e sejam, futuramente, profissionais justos, éticos e solidários. E, é com esta responsabilidade e Compromisso que a Faculdade de Educação São Francisco – FAESF  lançou há três anos o TROTE SOLIDÁRIO.

Fotos: Arquivo da turma de enfermagem 2019 da FAESF

Acadêmicos da  turma de Enfermagem estão em campanha pela arrecadação de alimentos não perecíveis para doação às famílias carentes na Semana Santa. A campanha será estendida até 05 de Abril e os interessados podem fazer a entrega do alimento no Colégio São Francisco/FAESF. Além da doação do alimento, segundos os alunos, pode ser doado fralda geriátrica ou até mesmo qualquer quantia em dinheiro.

Elimilton do Vale Castro – Líder da turma/Foto: Reprodução

Ajudem-nos a não deixar vazio o prato de dezenas de pessoas carentes. Sua participação é muito importante nessa campanha que vai fazer muita gente feliz. Estamos em uma disputa sadia com as outras turmas, e quem arrecadar mais será o vencedor. Quem ganhará será a população carente de Pedreiras” Disse o líder da sala, o acadêmico Elimilton do Vale Castro.

Foto: Sandro Vagner (12/04/2018)

No ano passado, os alunos arrecadaram mais de 5 mil quilos de alimentos e outros produtos que foram distribuídos aos idosos do CASI – Centro de Assistência Solidária aos Idosos, e aos desabrigados pela enchente do Rio Mearim.

Pedreiras: “Lá Vem o Padre Véio” vence o XIII Festival de Marchinhas Carnavalescas

XIII Festival de Marchinhas Carnavalescas/Foto: Ruth Barreto

O XIII Festival de Marchinhas Carnavalescas, promovido pela Prefeitura de Pedreiras, através da FUP – Fundação Pedreirense de Cultura,  realizado neste sábado (23), no Bar do Índio, foi um sucesso. O evento já faz parte do calendário festivo, realizado sempre uma semana antes do carnaval.

Foto: Ruth Barreto

Das 23 (vinte e três) marchinhas que participaram da seletiva, apenas 10 (dez) disputaram a grande final. Após a apresentação, os jurados escolheram as três melhores, ficando assim a classificação final com a seguinte premiação:

Ana Rosélis (Intérprete) e Joaquim Filho (Compositor) vencedores do XIII Festival de Marchinhas Carnavalescas de Pedreiras – MA/Foto: Ruth Barreto

1º Lugar – R$ 3.000,00 – “Lá Vem o Padre Véio“(Homenagem ao Padre José Geraldo) (Autores: Joaquim Filho e Henrique Pedras Verdes), que foi interpretada pela cantora Ana Rosélis.

2° Lugar – R$ 2.000,00 – “Pedreiras da Alegria” – Autor e Intérprete Leandro Batukada Boa

3º Lugar – R$ 1.000,00 – “Minha Fantasia” – Autor: José Alves da Fé – Intérprete: Yure Leal

A professora Ana Rosélis levou ainda o prêmio de R$ 500,00 como melhor intérprete do festival.

Francinete Braga – Presidente da FUP – Fundação Pedreirense de Cultura/Foto: Ruth Barreto

Acredito que foi o maior público de todos os festivais. Nós acertamos em cheio em trazer o festival pra o Bar do Índio, que é a Casa da Cultura de Pedreiras. Acredito que depois desse festival, nunca mais ele sairá do Bar do Índio. Estou muito feliz. Este ano nós superamos.” Disse a presidente da FUP, Francinete Braga.

Joaquim Filho – Vencedor do Festival/Foto: Ruth Barreto

Mais uma vez, o poeta, escritor e compositor, Joaquim Filho, deixou sua marca nos festivais de Pedreiras, conquistando mais um 1º lugar. “Em primeiro lugar, eu gostaria de parabenizar a Prefeitura Municipal de Pedreiras, parabenizar a FUP, na pessoa do prefeito Antônio França e da Francinete Braga. O Festival é um patrimônio cultural de Pedreiras e a volta do festival, independente de ter ganhado ou não, a gente já recebeu um prêmio, que foi esse retorno. Foi um retorno por cima, que valeu apena, foi o melhor festival que já aconteceu na cidade de Pedreiras.” Concluiu.

Alberto Martins, Prefeito Antônio França e Emanuel Nascimento/Foto: Ruth Barreto

O prefeito de Pedreiras, Antônio França, avaliou de forma positiva a realização do festival: “Estou muito feliz, no ano passado a gente não fez o Festival de Marchinhas, houve muitas críticas, muitas cobranças, e esse ano tivemos a coragem de fazer em nova forma, novo modelo, buscando parcerias e aqui fizemos uma parceria muito importante com o Bar do Índio, aonde a gente conseguiu atingir um público recorde, no meu ponto de vista. Fiquei muito feliz com o resultado. Quero agradecer a todos os participantes que vieram aqui, acreditaram, como, também, o público que veio prestigiar e parabenizar os ganhadores e a todos que vieram concorrer.”

Fotos: Ruth Barreto

No ano que vem, segundo informou o prefeito Antônio França, será melhor ainda, de acordo com a base que foi a realização do Festival no Bar do Índio.

Fotos: Ruth Barreto

O Blog parabeniza todos os participantes, eles foram os verdadeiros vencedores pela grande festa que proporcionaram ao público de Pedreiras.

Fotos: Ruth Barreto 
Fotos: Ruth Barreto

Pedreiras: Recursos do Juizado Especial de Pedreiras viabiliza compra de material para projeto social

Dr. José Carlos (Promotor de Justiça e instrutor de Jiu-Jitsu); Marco Adriano (Juiz da 1ª Vara); Ana Gabriel (Juíza da 2ª Vara); Larissa Tupinambá (Juíza da 3ª Vara); Marcus Krause (Idealizador do porjeto); Ana Roberta (Sindserp); Vereadora Ceiça e Dr. Arthur Gustavo (Juiz da 4ª Vara e juizado especial)

Juízes da comarca de Pedreiras participaram, na tarde de quarta-feira, 20, do lançamento do projeto “Um Novo Caminho” e inauguração da sede própria da “Associação Toda Criança Feliz”, instituição que promove atividades de assistência a crianças e adolescentes em conflito com a lei e em situação de vulnerabilidade social na cidade. 

A cerimônia aconteceu no bairro da Prainha, com a presença dos juízes Artur Azevedo do Nascimento, titular do Juizado Especial Cível e Criminal; Marco Ramos Fonseca (1ª Vara); Ana Costa Ewerton (2ª Vara) e Larissa Tupinambá Castro (3ª Vara); do promotor e instrutor de jiu-jitsu, José Carlos Faria (2º Promotoria de Justiça); da vereadora Conceição de Maria; da professora Ana Roberta Alves, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Pedreiras e do servidor público Marcus Barbosa Krause, presidente da associação, além das famílias beneficiadas pelo projeto.

A associação desenvolve atividades esportivas, musicais e educacionais desde 2013, com o objetivo de acolher adolescentes de 12 a 18 anos em situação de vulnerabilidade social e em conflito com a lei, e contribuir para a efetividade dos direitos estabelecidos no Estatuto da Criança e Adolescente.

As atividades e oficinas são feitas por profissionais voluntários, cedidos de órgãos públicos e acadêmicos de Pedreiras, por meio de convênios firmados entre a Associação e essas entidades. 

RECURSOS – Em 2018, a associação foi credenciada pelo Juizado Especial Cível e Criminal de Pedreiras para receber recursos oriundos de transação penal e prestações pecuniárias e recebeu o valor de R$ 10.670,00, utilizado na aquisição de 20 quimonos, 49 placas de tatame, 10 violões, 4 tabuleiros de xadrez, 40 cadeiras plásticas, 1 armários e 1 bebedouros e 2 mesas e 2 kits de tênis de mesa, que tornaram possível a manutenção das atividades.

O juiz Artur Azevedo do Nascimento explicou que a associação atendeu aos critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça para ser credenciada a receber os recursos disponibilizados pelo Juizado.

“A visita dos juízes foi importante para constatar, de perto, a execução do projeto, a aplicabilidade dos recursos e o impacto social positivo que as ações terão na comunidade e no futuro das crianças carentes”, destacou o magistrado.

Em Pedreiras, o número de adolescentes envolvidos em atos infracionais é alto, com registro de mais de 200 processos de atos infracionais em tramitação na 3ª Vara da Comarca. Essa situação de risco para crianças e adolescentes motivou a direção da entidade a desenvolver atividades para integrar as crianças e adolescentes em atividades culturais, educativas e desportivas, de modo a afastar o convívio com as drogas e a criminalidade. 

Segundo informações do presidente da associação, após acolhimento e acompanhamento, o adolescente será envolvido em uma das oficinas existentes, à proporção que forem surgindo as demandas, a princípio uma vez por semana, com uma carga horária de quatro por dia.

Fonte: tjma.jus.br

São Paulo: Ensino de robótica leva professora à final de prêmio internacional

Débora Garofalo está entre os dez melhores professores do mundo – Arquivo pessoal/Direitos reservados

Com um projeto de ensino de robótica com sucata para estudantes de escola pública, Débora Garofalo foi selecionada entre mais de 10 mil candidatos de várias nacionalidades e está entre os dez melhores professores do mundo. A professora de Língua Portuguesa, que ensina tecnologia na periferia da capital paulista, é finalista no Global Teacher Prize 2019, prêmio internacional que reconhece métodos inovadores e criativos para lecionar e oferece prêmio de US$ 1 milhão.

Desde o início do projeto, em 2015, mais de uma tonelada de materiais recicláveis foram retirados das ruas da cidade e transformados em protótipos – produtos de um trabalho da fase de teste – na Escola Municipal Ensino Fundamental Almirante Ary Parreira, na Vila Babilônia, zona sul.

“O projeto de robótica com sucata nasceu da vontade de transformar a vida das crianças da periferia aqui da cidade de São Paulo. Eu sempre acreditei, como professora, que a educação só faz sentido se ela puder ser significativa e se ela puder ter esse caráter transformador”, disse Débora.

“Eu queria trazer essa visão para as crianças de que a tecnologia é uma propulsora da aprendizagem e que, na educação básica, a gente podia então trabalhar esses conceitos. Só que eu não tinha nenhum material para começar e eu também não queria que esse ensino fosse limitado a um grupo de alunos”. Até hoje já passaram pelas aulas de robótica cerca de 2 mil estudantes.

A realidade local também foi decisiva para o projeto, já que a comunidade sofria com enchentes e lixo nas ruas. “A primeira coisa que as crianças me relatavam é que, em dias de chuva – e a gente começa dar aula sempre no mês de fevereiro que é um mês muito chuvoso –, eles não iam para a escola porque as casas deles alagavam, o acesso para ir para a escola alagava e eles perdiam tudo”.

O sucesso do projeto trouxe grandes lições, de acordo com a professora. Uma delas é pensar em uma escola que não só produza mais conhecimento, mas que comece a contribuir com soluções locais.

Mão na massa

Jovens de 6 a 14 anos aprendem sobre montagem de motor, circuitos e programação para, então, terem autonomia e pensarem no que vão construir. “Em um primeiro momento, a gente olha bem para esses materiais que a gente recolheu porque são materiais diversos e aí [os alunos] vão começar a pensar e estruturar o que eles gostariam de construir”, contou.

Já foram construídos brinquedos, um pequeno semáforo, uma máquina de refrigerante, robôs, barata e aranha robóticas, além de soluções para questões práticas da vida. “Um aluno criou uma casa sustentável. Uma réplica da casa dele, mas totalmente sustentável, com energia solar, usando o arduino [placas programáveis] para ligar e desligar [a luz] em horários para fazer economia de energia. A gente vê que nasce um pouco de tudo, inclusive soluções para o dia a dia”, disse a professora.

“O foco do nosso trabalho realmente é um trabalho sustentável, não é só ensinar robótica, é mostrar que a gente pode intervir nessa sociedade transformando esse material, reciclando, reutilizando”, acrescentou. “Quando a gente pensa no ensino de robótica, todo mundo fala ‘precisa ter altos recursos para trabalhar robótica’ e a gente quis também desmitificar isso, porque a robótica nada mais é do que você encontrar soluções, então trabalhar de forma sustentável foi uma das nossas soluções”.

Débora comemorou a abertura e disposição da escola em apoiar o projeto. “Eu lembro a primeira vez que eu fiz uma aula no pátio, justamente porque a minha sala não tinha tanto espaço e a gente foi produzir alguns protótipos no pátio, utilizando as mesas. A coordenadora chegou e falou ‘eu nunca imaginei uma aula de tecnologia fora do laboratório’, então houve uma mudança cultural das pessoas”, disse.

Ela considera que a “mão na massa” – a aprendizagem criativa – essencial para os estudantes. “Começou a se criar uma febre na escola porque uma criança foi seguindo o modelo da outra ‘se ele conseguiu fazer, eu também posso fazer, então vou tentar também’. Isso foi mudando a cara da escola, então aos poucos os professores foram aderindo e o trabalho foi se tornando interdisciplinar, já que a gente trabalha com uma questão do lixo que dá pra abordar diversos aspectos”.

A professora promove formação em todo país para outros professores sobre o ensino de robótica com sucata. “Nós só chegamos a essa etapa do prêmio justamente por ter esses dados comprobatórios que o trabalho é replicável, porque é uma das exigências do prêmio”. Ela destaca ainda a importância de que essa experiência possa se disseminar. “Nós não somos preparados para trabalhar com tecnologia, então é muito importante que o professor também vivencie, que seja prazeroso para o professor, porque só assim ele vai ter condições de replicar”, disse.

Empoderamento

Débora é a primeira mulher brasileira a chegar à final do Global Teacher Prize 2019, que anunciará o vencedor no dia 24 de março em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. “A lição de casa é começar a valorizar os professores, é começar a envolver esses professores nas políticas públicas, mas [o prêmio é] também a quebra de muitos paradigmas, principalmente pra mim que sou mulher, sou a primeira mulher a estar nessa final pelo Brasil. E se a gente pensar que a proporção de professoras é muito maior do que a de professores é uma grande quebra de tabu”, disse.

Ela contou que chegou a ser duramente criticada no começo do projeto e que muitas pessoas falavam que seu trabalho era artesanato. “Eu era uma mulher mexendo com tecnologia, que não é uma coisa comum, principalmente por ser uma mulher formada na área de humanas, que é mais incomum ainda. Então foram vários tabus quebrados”.

Foi com muito diálogo que a professora obteve uma mudança, para depois haver o empoderamento das alunas também. “No começo, [as meninas] ficavam muito no cantinho apesar de todo o incentivo que eu fizesse para que elas participassem. Mas depois elas também começaram a trazer os seus protótipos para dentro da sala de aula e mostrar o quanto elas eram produtivas e o quanto elas eram caprichosas. E elas começaram a se tornar referência”, comemorou.

“E os meninos começaram a apoiá-las e dizer ‘que legal que você construiu e como você fez isso’. Aquela reação de preconceito começou a virar uma relação de empatia, de perceber que eles também podiam aprender com as mulheres e aí foi uma coisa muito bacana”, relatou a professora.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Maranhão: Homem é preso ao tentar sair do Maranhão com droga avaliada em R$ 100 mil

Alexandre Martins de Oliveira, de 24 anos, foi preso enquanto transportava 4,6 kg de droga na BR-135 no Maranhão. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu ontem (22), Alexandre Martins de Oliveira, de 24 anos, que transportava 4,5 kg de droga na BR-135 no Maranhão. Segundo a polícia, a droga é avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.

O flagrante foi realizado pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), após ter recebido informações que o jovem estaria na zona rural de São Luís comprando a droga que seria levada para o Tocantins.

Alexandre Martins de Oliveira dirigia na BR-135 quando foi abordado pelos policiais, que após uma revista, encontram os quatro tabletes e pequenos pedaços de crack escondidos em um compartimento secreto do veículo. Além da droga, a polícia apreendeu um revólver .38 e três munições.

Segundo a polícia, Alexandre Martins foi conduzido a sede da Seic onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte de arma de fogo. O jovem foi conduzido ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Droga avaliada em aproximadamente R$ 100 mil, estava escondida em compartimento secreto no veículo que Alexandre Martins de Oliveira dirigia. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Fonte: g1.globo.com/ma