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Rio: Mortes no incêndio do Hospital Badim foram por asfixia e desligamento de aparelhos; veja a lista dos já identificados

Ivanil Claudino chora a morte de seu irmão, Virgílio Claudino da Silva Foto: Gabriel Paiva / Agência O Globo

Onze pessoas morreram no incêndio no Hospital Badim. O Instituto Médico-Legal (IML)  confirmou oficialmente que 10 corpos deram entrada e já foram identificados. Na tarde desta sexta-feira, o diretor técnico do hospital, Fabio Santoro, confirmou mais uma morte — o nome ainda não foi divulgado. De acordo com o médico, dos 103 pacientes que estavam internados no prédio, 77 estão internados, distribuídos em 12 hospitais. Ele esclarece que, além deles, 20 funcionários e acompanhantes de pacientes também estão internados. Quinze pessoas que chegaram a ser atendidas na quinta-feira já receberam alta e estão em casa.

Dos 10 corpos oficialmente confirmados no IML, todos já foram identificados, necropsiados e liberados para os familiares. A diretora do IML, Gabriela Graça, afirmou que a maioria das mortes foi provocada por asfixia, sendo algumas delas em decorrência de desligamento dos equipamentos provocado pelo incêndio.

Gisele de Lima Pereira, subsecretaria de gestão administrativa da Polícia Civil, que coordena a área de polícia técnica disse que desde ontem toda perícia está de prontidão no IML, no Instituto Carlos Éboli e no local da tragédia. No IML, foi montada uma força tarefa com 10 peritos além do reforço de papiloscopistas, auxiliares e técnicos de necropsia. Ela não quis dar detalhes sobre as causas das mortes, esclarecendo apenas que nenhuma foi por carbonização.

— Todas as questões serão colocadas dentro do inquérito policial da investigação da Polícia Civil para que ao final se tenha a conclusão do que efetivamente aconteceu e de como todas as vítimas vieram a falecer. Nesse momento, não podemos dar mais informações porque isso vai compor a peça técnica que será encaminhada para conclusão da autoridade policial — afirmou a subsecretária.

Mortes foram por asfixia e desligamento de aparelhos

incêndio na noite desta quinta-feira no Hospital Badim, no Maracanã , deixou ao menos 10 mortos . Segundo a Defesa Civial, as mortes foram causadas por asfixia e desligamento de aparelhos, já que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficam os pacientes em estado grave, também foi atingida.

Cinco mortos foram identificados por familiares : Luzia dos Santos Melo, Irene Freitas de Brito, Ana Almeida do Nascimento, Maria Alice Teixeira de Castro e Virgilio Claudino da Silva. O incêndio começou por volta das 18h30 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do prédio antigo da unidade, localizada na Rua São Francisco Xavier, e foi controlado por volta das 19h45. Foram momentos de pânico durante o resgate dos 103 pacientes internados no hospital, que contava com 226 funcionáros no momento da tragédia, e o trabalho do Corpo de Bombeiros, que precisou de uma nova equipe pela manhã para fazer varredura e operação de rescaldo.

Dez vítimas foram identificadas no Instituto Médico Legal (IML) durante a manhã desta sexta-feira. Segundo o delegado responsável pela investigação, Roberto Ramos, há informações sobre uma 11° vítima.

Pacientes foram levados para sete unidades de saúde, camas foram improvadas na Rua Artur Menezes e três bases de atendimento foram improvisadas em imóveis próximos ao local, entre eles uma creche e a garagem de um edifício. O Hospital Badim é uma unidade particular, associada à Rede D’Or São Luiz, uma das maiores do país. Durante o trabalho de combate ao incêndio no hospital, na Zona Norte do Rio, quatro bombeiros precisaram ser encaminhados para o Hospital Aristarcho Pessoa , no Rio Comprido. A unidade é da corporação. Pela manhã, o Corpo de Bombeiros informou que dois militares permanecem internados, embora o estado de saúde seja considerado estável. Ainda de acordo com a corporação, os bombeiros não tiveram queimaduras, e sim problemas causados pela fumaça. Alguns dos militares contaram, durante o trabalho realizado na madrugada, que também participaram do resgate dos prédios que desabaram na Muzema, em 12 de abril deste ano. 

Ao todo, cerca de 90 pacientes que estavam internados no hospital Badim foram transferidos para outras unidades de saúde: Israelita Albert Sabin, Copa D’Or, Quinta D’Or, Norte D’Or, Caxias D’Or, São Vicente de Paula e o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Pela manhã, a Prefeitura do Rio, os pacientes que chegaram a ser levados para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro, foram transferidos para outras unidades particulares.

Fonte: oglobo.globo.com

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