Buriticupu: Empresária foi assassinada quando abria estabelecimento comercial

Foto: Reprodução

Maria Solange Alves Costas, 54 anos, proprietária de uma loja que vende calçados no centro comercial de Buriticupu, foi assassinada na manhã desta terça-feira (12), quando estava abrindo seu estabelecimento. Segundo informações de testemunhas, dois homens em uma motocicleta chegaram e o garupa efetuou os disparos. A vítima ainda correu, mas morreu minutos depois no interior da loja.

A Policia trabalha para identificar os suspeitos, mas até agora sem nenhuma linha de investigação.

Envolvimento na morte do pai

Em 2011, Solange foi presa acusada de participar da morte do próprio pai, o líder comunitário Acrízio Pereira Costa, crime que teria a participação de mais três irmãos.

Na época ela chegou a confessar a autoria intelectual no crime, e alegou que teria sido estuprada pelo pai, quando tinha 13 anos de idade. Ela foi a júri popular e acabou sendo absolvida.

Rio: PM e ex-PM são presos pelo assassinato de Marielle Franco

Policiais apreendem um tubo que era usado por Lessa para guardar equipamentos e o levam para a DH Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

A Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) prenderam na manhã desta terça-feira o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Na quinta-feira, os assassinatos completam um ano. Os dois tiveram prisões preventivas decretadas pelo juiz substituto do 4º Tribunal do Júri Gustavo Kalil após denúncia da promotoria. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP) do Rio, Lessa teria atirado nas vítimas, e Elcio era quem dirigia o Cobalt prata usado na emboscada. O segundo acusado foi expulso da corporação.

Sargento reformado da Polícia Militar, Ronnie Lessa é apontado como um dos suspeitos pela morte de Marielle Franco Foto: Editoria de arte

De acordo com a denúncia das promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile, o crime foi “meticulosamente” planejado três meses antes. Os denunciados foram presos às 4h desta madrugada. Além das prisões, a operação busca cumprir mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para recolher documentos, telefones celulares, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos. Chamou a atenção o pente-fino que a polícia fez dentro da casa de Ronnie Lessa, na Barra da Tijuca.

As equipes comandadas pelo delegado Giniton Lages, titular da Delegacia de Homicídios da capital, vasculharam os dois andares da residência do sargento aposentado. Para isso, foram usados até detectores de metais. Os policiais buscaram fundos falsos em todo o terreno da casa, tiraram telhas e usaram uma escada para ter acesso à caixa-d’água, à procura de possíveis esconderijos de armas e munição. De lá foram levados computadores, documentos e um cilindro de plástico. A casa de Élcio Queiroz, no bairro do Engenho de Dentro, também passou por um trabalho minucioso. A polícia também cumpriu 34 mandados de busca e apreensão em outros endereços em busca de informações que podem levar ao mandante do crime, pergunta que ainda está sem resposta. 

Lessa e Elcio foram denunciados pelo assassinato e também pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora da vereadora que estava no carro e sobreviveu ao ataque. A ação foi batizada de Operação Lume, uma referência ao local no Centro de mesmo nome, na Rua São José, onde Marielle prestava contas à população sobre medidas tomadas em seu mandato. Ali ela também desenvolvia o projeto Lume Feminista. 

As promotoras pedem ainda a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida uma indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor do motorista Anderson até que ele complete 24 anos. Em certo trecho da denúncia, elas ressaltaram: “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”.

O ex-PM Elcio Vieira de Queiroz é acusado de ter dirigido o carro usado no crime Foto: Reprodução

O policial Lessa mora no condomínio Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, 3.100, por coincidência, o mesmo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Não há, porém, nenhuma ligação, a não ser o fato de serem vizinhos. O condomínio fica de frente para o mar, com seguranças na portaria.

Suspeito acompanhava agenda de Marielle

A principal prova colhida pelos investigadores é fruto da quebra do sigilo de dados digitais de Ronnie Lessa. Ao verificar os arquivos acessados por ele via celular antes do crime, armazenados na “nuvem” (ficam guardados em servidor externo e podem ser vistos remotamente), descobriu-se que o suspeito monitorava o cotidiano de Marielle, inclusive sua agenda de eventos. Um dos locais ligados à vereadora pesquisados foi um antigo endereço dela, quando ainda morava na Rua do Bispo, na Tijuca. Para a polícia, isso é um indício fundamental de que Marielle estava tendo seus passos rastreados. Segundo a investigação, ela participou de pelo menos uma das agendas pesquisadas pelo suspeito.

De acordo com uma fonte que investiga o caso, Lessa usava na época do crime um telefone “bucha” (comprado com o CPF de terceiros, para não ser rastreado). Já o aparelho registrado na operadora telefônica em nome do próprio sargento foi usado no dia do duplo assassinato por uma mulher em um bairro da Zona Sul, longe do local da emboscada, no Estácio. O objetivo do sargento, segundo o investigador, foi confundir a polícia caso os agentes fossem verificar as antenas de telefonia das estações de rádio-base (ERBS) para checar se o celular pessoal dele estava sendo usado nas imediações de onde ocorreram os assassinatos.

E foi exatamente o que os agentes fizeram. Para chegar ao celular “bucha” usado pelo PM, os investigadores realmente tiveram que fazer o que eles chamam de triangulação de antenas, ou seja,  levantar as ERBS da região e traçar uma localização mais precisa, refinando assim as buscas pelo celular dos criminosos. O resultado deste levantamento dos telefones ligados na região onde a vereadora passou, da saída da Câmara dos Vereadores até o Estácio, gerou uma extensa lista.  Era como achar uma agulha no palheiro.

Durante vários meses, os policiais da área de tecnologia da DH trabalharam na pesquisa, reduzindo os alvos, mas, ainda assim, o número era elevado. Apesar da complexidade, os investigadores, baseados numa imagem registrada por câmeras de segurança da Rua dos Inválidos, no Centro, no dia 14 de março, chegaram aos horários em que um objeto semelhante a um celular aparece aceso dentro do Cobalt prata dos executores. O carro estava estacionado perto da Casa das Pretas, onde Marielle participava de um debate como mediadora.

Com o registro do horário de uso do suposto telefone, foi feita uma nova triagem na lista de celulares já pesquisada. Descobriu-se, então, que um dos aparelhos que nela estavam fez contato com uma pessoa relacionada a Lessa. Daí, a polícia partiu para buscar os dados do policial na nuvem.

A operação desta terça, além de estar ancorada na interceptação dos dados digitais do suspeito, também se sustenta num trabalho de inteligência e de depoimentos de informantes, inclusive presos no sistema carcerário. Para não perder mais tempo, após quase 12 meses de investigação, polícia e o Ministério Público do Rio concordaram em desmembrar o inquérito em duas partes: uma, transformada em denúncia, identificando os atiradores. E outra, ainda em andamento, para chegar aos mandantes. O que os investigadores têm certeza é de que havia três pessoas dentro do veículo.

O atentado sofrido pelo PM reformado no dia 27 de abril, no mês seguinte aos homicídios da vereadora e do motorista, também chamou a atenção dos investigadores. Ele e um amigo bombeiro foram baleados no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Um homem de motocicleta teria abordado o carro onde viajavam, mas os dois reagiram e balearam o criminoso, que fugiu.

Na época, a Polícia Civil informou que não descartava nenhuma hipótese para o crime, mas que havia grande possibilidade de ter sido uma tentativa de assalto. Lessa, baleado, foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas teria deixado logo a unidade sem prestar esclarecimentos. Os investigadores apuram as circunstâncias do crime.

Fonte: oglobo.globo.com

Trizidela do Vale: Município discute plano de contingência pré-enchente

Foto: Assessoria de Comunicação (Toni Maranhão)

O prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia,  se reuniu ontem (11), com todo o quadro de secretários e coordenador da defesa civil municipal para elaborarem um plano de contingência, caso o município seja mais uma vez alvo de inundação por parte da cheia do Rio Mearim.

Essa ação não é diferente do ano passado, onde a gestão montou todo um aparato para ajudar das famílias afetadas, onde foi montada uma “CENTRAL DE AJUDA AOS DESABRIGADOS” que teve como coordenador o secretário de segurança, Chico da TV, que volta à frente dessa missão.

A central serve como um ponto de apoio a essas famílias, como por exemplo, o preenchimento de cadastros que vai facilitar o trabalho das equipes responsáveis que terão um controle de tudo que estiver acontecendo. O cronograma visa a distribuição de pão, leite, carne, filtros de água, colchões e a distribuição de quentinhas em parceria com o  governo do Estado.

Foto: Assessoria de Comunicação (Toni Maranhão)

O coordenador da Defesa Civil municipal, Otone de Sousa vem diariamente monitorando o volume de água do nível do Rio Mearim, em parceria com a Corporação do Corpo de Bombeiros.

Fonte: Assecom (Assessoria de Comunicação de Trizidela do Vale – MA)

Pedreiras: FAESF lança curso para declaração do Imposto de Renda

A FAESF – Faculdade de Educação São Francisco, lançou o Curso Para Declaração de Imposto de Renda. Segundo a coordenação da Instituição, é direcionado para empreendedores individuais.

Já foi definida a data do curso, será nos dias 16 e 17 deste mês. Os interessados deverão fazer sua inscrição na FAESF, ou entrar em contato pelo WhatsApp: (99) 98164-8888 para mais informações.

O Curso de Declaração de Imposto de Renda será ministrado pelo professor Patrick Tailã Rodrigues Luz.

Faça sua inscrição!

Pedreiras: UANEP emite nota sobre a merenda escolar nas escolas do município

Vereadora Ceiça (PSDB)/Foto: Sandro Vagner

Sexta-feira (08), na sessão da Câmara de Vereadores de Pedreiras, a vereadora Ceiça (PSDB) fez uma denúncia sobre a forma como estava sendo distribuída a merenda nas escolas, apenas suco de goiaba, acerola ou achocolatado com biscoitos. As informações, segundo a parlamentar, partiu de alguns pais de alunos. Durante o grande expediente a vereadora disse que tinha feito visita em algumas escolas e comprovou o que os pais estavam denunciando.

Após tomar conhecimento das informações, através do Blog, hoje (11), conforme já havia anunciado, a UNANEP – Unidade de Alimentação e Nutrição Escolar de Pedreiras, enviou uma nota de esclarecimento sobre a distribuição da merenda nas escolas do município:

NOTA DA UANEP

1 – No início do ano letivo de 2019 as instalações da UANEPE ainda estavam passando por reformas, e assim a merenda escolar estava sendo preparada em uma cozinha de estrutura menor, o que impossibilitava a preparação de alimentos com necessidades de cozimento e em grandes quantidades, sendo servidos de forma alternativa, sucos e achocolatados com biscoitos e frutas. Ressalta-se que os gestores estavam cientes da situação e fizeram notificação aos pais;

2 – A visita da representante do legislativo ocorreu no dia 07 de março, ou seja, após o feriado de carnaval, e diante disso, cabe um esclarecimento pontual de que, normalmente após um feriado também é servido alimentação diferente, ou seja à base de sucos, achocolatados, biscoitos e frutas, porque fica impossibilitado o preparo de merenda à base de carnes, legumes e verduras, considerando que durante os feriados os fornecedores não entregam os gêneros, nem as cozinheiras conseguem fazer o preparo, que normalmente é feito no dia anterior, tendo em vista que a merenda da manhã sai muito cedo para as unidades escolares;

4 – A UANEPE comunica que o cardápio já está inteiramente dentro da sua normalidade, e que os casos acima expostos foram excepcionais, já estando devidamente resolvidos. Outrossim ressalta que diante de todas as limitações em relação à reforma e readequação das instalações, foi cumprida a determinação de fornecer merenda escolar desde o início do período letivo.

Pedreiras (MA) 11 de março de 2019

São Paulo: Chuva provoca sete mortes, desabamentos e deixa cidades do ABC paulista isoladas

Miguel e Maria Luiza estão entre as vítimas de deslizamentos de terra em Mauá Foto: Facebook/Reprodução

A tempestade que caiu entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira na Grande São Paulo causou a morte de sete pessoas, deixou quatro feridos, interrompeu a circulação de trens, deixou centenas de pontos de alagamentos e fez com que famílias fossem resgatadas por botes e helicópteros da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

A chuva atingiu com mais intensidade cidades do ABC paulista e os bairros das zonas Sul e Leste da capital paulista. Entre meia-noite e 10:20h desta segunda-feira, o Corpo de Bombeiros registrou 76 ocorrências de desmoronamentos e 698 chamados para alagamento.

Quatro pessoas da mesma família morreram após o desabamento de uma casa em Ribeirão Pires, no ABC, por volta da meia-noite. Além das quatro vítimas, outras duas pessoas estavam na casa no momento do acidente para uma festa de aniversário.

Outras três mortes ocorreram por afogamento, segundo o Corpo de Bombeiros: duas pessoas próximo à Avenida do Estado, na Vila Prudente, em São Paulo, e um motoqueiro que tentou atravessar a enchente no bairro Taboão, em São Bernardo do Campo.

Na Avenida do Estado, o Córrego do Tamanduateí transbordou, arrastando carros e deixando a via intransitável.

Em outro desmoronamento, no bairro São Rafael, na Zona Leste de São Paulo, três pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança, em estado grave. Outras três casas desabaram no Jardim Zaíra, em Mauá, sem deixar feridos.

Os bombeiros usaram helicópteros com cestos para resgatar famílias que ficaram presas nos telhados das suas casas. Botes infláveis e até motoaquáticas foram utilizadas nas operações de resgate.

A Linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que liga o ABC ao centro de São Paulo, não circulou durante a manhã por causa de alagamentos. Ônibus ficaram ilhados. Na divisa entre São Paulo e São Caetano do Sul, por exemplo, passageiros passaram a noite toda dentro dos coletivos, sem conseguir sair do lugar.

Além de São Caetano, ao menos três cidades da região metropolitana ficaram com seus acessos à capital paulista interditados no início do dia: Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema.

A Prefeitura de São Paulo cancelou o rodízio municipal de veículos e liberou a Zona Azul, a cobrança do estacionamento nas ruas.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram que a água da chuva invadiu as fábricas de Ford e Mercedes Benz, em São Bernardo do Campo, e o Shopping Central Plaza, em São Paulo.

Motoristas e pedestres passaram a noite no estacionamento do centro de compras enquanto esperavam a chuva diminuir. Ao longo da noite, o primeiro andar foi tomado pelas águas

Na churrascaria Varandão, em São Bernardo, a água fez os carros boiarem no estacionamento e invadiu o salão, arrastando mesas e cadeiras.

Fonte: oglobo.globo.com

Pedreiras: Polícia Militar conduz homem por porte de arma ilegal, desacato e ameaça à guarnição

Foto: 19º Batalhão de Polícia Militar de Pedreiras – MA

Ontem (10), por volta das 17h, a Polícia Militar de Pedreiras, durante a realização de patrulhamento nos povoados que ficam às margens da MA – 381, fez abordagens em vários frequentadores que estavam em um bar no Povoado Sapucaia onde estaria acontecendo uma festa. Durante a revista, um homem identificado por Laedson do Nascimento Silva, estava de posse de  um revólver calibre 38, segundo a PM, com numeração parcialmente ilegível.

Laedson teve que ser algemado por tentar resistir o trabalho dos policiais, e dentro da viatura da PM, durante o trajeto ele teria desacatado e ameaçado a guarnição. As ameças foram gravadas e os vídeos levados ao conhecimento das autoridades.

O mesmo foi apresentado a 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Pedreiras,  junto com os materiais para as providências legais e cabíveis.

Fotos: 19º Batalhão de Polícia Militar de Pedreiras – MA

MATERIAIS APREENDIDOS

01 Revolver calibre 38 numeração parcialmente ilegível
04 Munições intactas
01 Cédula de identidade com vários documentos
R$ 329,00 (Trezentos e vinte nove reais)
01 Celular LG Preto

As rondas foram feitas pela Guarnição composta pelo Cabo Ricardo, Soldados Cavalcante, Cássio e Wallisson.

Rio de Janeiro: Famílias de Brumadinho receberão cesta básica mensal da Vale por 1 ano

Divulgação Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Famílias residentes nas comunidades do Córrego do Feijão e do Parque da Cachoeira, em Brumadinho, atingidas pela lama que vazou de uma barragem de rejeitos da Vale em 25 de janeiro, receberão uma cesta básica mensal da mineradora pelo período de um ano. A medida, anunciada sexta-feira (8) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), foi acordada em audiência judicial.

A garantia da cesta básica junta-se a outros compromissos pactuados em um termo de ajuste preliminar (TAP) firmado no dia 20 de fevereiro. O acordo prevê o pagamento de auxílio mensal emergencial aos atingidos conforme os seguintes critérios: um salário mínimo por adulto, meio salário mínimo por adolescente e um quarto de salário mínimo por criança. Têm direito a receber tais valores todos os residentes em Brumadinho e nas localidades que estiverem a menos de 1 quilômetro do leito do Rio Paraopeba até a cidade de Pompéu, onde fica a represa de Retiro de Baixo. As quantias serão pagas durante um ano.

Negociado em audiências públicas conduzidas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o TAP foi proposto à Vale por instituições como o Ministério Público Federal, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Defensorias Públicas do estado e da União e Advocacia-Geral do estado e da União. O acordo também fixa a obrigação de a mineradora custear a contratação de assessoria técnica independente para fornecer suporte às pessoas atingidas pelo desastre ambiental.

As próprias vítimas escolherão as entidades que vão atendê-las. Assessorias técnicas independentes já prestam assistência aos atingidos pela tragédia de Mariana, em Minas Gerais, onde a obrigação de arcar com os custos da contratação é da Samarco, responsável pela barragem que se rompeu em novembro de 2015.

Outro compromisso assumido pela Vale diz respeito ao ressarcimento dos cofres do estado de Minas Gerais por todos os gastos emergenciais efetuados em decorrência do rompimento da barragem. A empresa concordou em depositar, em um prazo de 10 dias, o valor das multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), que giram em torno de R$ 99 milhões.O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também aplicou multas, que somam cerca de R$ 250 milhões.

Justiça trabalhista

Conforme o último boletim da Defesa Civil de Minas Gerais, divulgado ontem (8), 197 pessoas já foram encontradas sem vida em decorrência do rompimento da barragem e 111 estão desaparecidas. Grande parte das vítimas eram empregados da Vale e de empresas terceirizadas que prestavam serviço para a mineradora.

Na Justiça trabalhista, em audiências realizadas dentro de ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a empresa também já assumiu alguns compromissos. Foi assegurada a manutenção do pagamento de dois terços dos salários de todos os empregados que morreram. Os valores serão repassados às famílias por um ano, ou até que seja fechado um acordo definitivo de indenização. Para os desaparecidos, por enquanto, está sendo pago o salário integral.

A Vale se comprometeu ainda a não realizar transferências para outras unidades em caso de discordância do trabalhador. Também garantiu o salário dos funcionários sobreviventes, inclusive dos terceirizados, até o fim deste ano. Outros compromissos assumidos pela mineradora com as vítimas estão relacionados com plano de saúde, atendimento psicológico e auxílios-funeral, creche e educação.

As divergência em torno do acordo definitivo de indenização persistem. A Vale mantém sua proposta, que inclui R$ 300 mil para cônjuges ou companheiros de trabalhadores mortos, R$ 300 mil para cada filho, R$ 150 mil para cada pai e mãe e R$ 75 mil para cada irmão. Além disso, para reparar os danos materiais, a empresa propõe manter o pagamento mensal correspondente a dois terços do salário do empregado até a data em que ele completaria 75 anos. A proposta da Vale foi recusada pelas famílias das vítimas que se reuniram em assembleia no mês passado.

Doações

Além dos pagamentos acordados na esfera judicial, a Vale anunciou, três dias após a tragédia, a doação de R$ 100 mil para cada família que perdeu um parente. Um balanço divulgado pela mineradora no dia 25 de fevereiro mostrava que, até então, 264 pagamentos tinham sido feitos. Outra doação, no valor de R$ 50 mil, está sendo assegurada para as famílias que residiam na área de alagamento. Esses repasses não poderão ser deduzidas das futuras indenizações, que ainda serão calculadas. 

A Vale prometeu também o pagamento de R$ 15 mil para pessoas que desenvolviam atividades produtivas ou comerciais na área atingida pela lama. As doações tiveram início de fevereiro, mas foram suspensas nove dias depois, a pedido da Defensoria Pública de Minas Gerais, que viu problemas na formulação dos termos de recebimento. Após ajustes por parte da mineradora, os repasses foram retomados no dia 20 de fevereiro.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Brasília: Governo vai exigir cumprimento de contratos em estradas, diz ministro

Visita do ministro ao Maranhão/Foto: Reprodução WhatsApp

Durante visita ao Maranhão para vistoriar as obras de duplicação de parte da BR-135, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse ontem (8) que o governo não será tolerante com as empresas que ganham contratos e deixam as obras sem conclusão.

“Percorremos trechos duplicados e a duplicar da BR-135/MA: estamos montando uma série de providências para que o pavimento seja recuperado e a obra volte a andar. E mais importante: cobraremos cumprimento do contrato e requisitos de qualidade. Não vamos tolerar menos que isso”, disse o ministro por meio de uma rede social.

Vistoria

As obras de duplicação da BR-135, no trecho que liga a capital São Luís ao interior do estado apresentam problemas. Durante a vistoria, o ministro constatou que trechos do pavimento já estão soltando. Iniciadas em 2012, o trecho, até a cidade de Bacabeira, no interior do estado, ainda não foi finalizado. “Não podemos concordar com um pavimento novo que já apresenta problemas de execução, como trincamentos e fadigas precoces de massas asfálticas”, disse.

Segundo o ministro, já há um diagnóstico das causas do problema com o asfalto e a pasta já está montando providências para que o pavimento seja recuperado e a obra volte a andar. “Cobraremos cumprimento do contrato e requisitos de qualidade”, afirmou. 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com

Brasília: Caixa quer arrecadar R$ 15 bilhões com venda de ações, diz Pedro Guimarães

Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães Foto: Jorge William / Agência O Globo

A Caixa Econômica Federal espera arrecadar ao menos R$ 15 bilhões com a abertura de capital de quatro de suas subsidiárias que atuam nas áreas de cartões, seguros, loterias e gestão de ativos. Em entrevista ao GLOBO, o presidente do banco, Pedro Guimarães, afirmou que essas operações estão previstas para ocorrer entre o segundo semestre de 2019 e o primeiro semestre de 2020. A primeira etapa, que envolverá a Caixa Seguradora e a Caixa Cartões, deve ser realizada entre setembro e dezembro deste ano. Já a Caixa Loterias e a Caixa Asset têm a abertura programada para o período entre janeiro e abril de 2020. Guimarães afirmou que a Caixa está disposta a emprestar recursos a estados em dificuldades financeiras que tenham o Tesouro Nacional como avalista. Ele também espera obter economia de R$ 3,5 bilhões cortando despesas.

A Caixa vai oferecer empréstimos a estados em dificuldades financeiras no novo programa de socorro que está sendo desenhado pelo governo federal?

– Se você tiver o aval do Tesouro Nacional, não tem problema nenhum. Se não tiver o aval do Tesouro, (o empréstimo) vai ser analisado pelos canais de risco de crédito da Caixa. Mas a gente nunca vai emprestar se (o pedido) não passar pelos crivos do banco.

– As pessoas estão satisfeitas. Fizemos uma oferta de ações do IRB num fundo no qual somos gestores. A demanda foi de mais de R$ 2,5 bilhões.

Como está o processo de abertura de capital das subsidiárias da Caixa?

Temos planos de fazer a abertura de capital das empresas de cartões, seguros, loterias e asset (gestão de ativos) ao longo do segundo semestre deste ano e do primeiro semestre do ano que vem. O processo está avançado. Já vou ter um road show das áreas de cartões e seguros em junho.

Qual é o cronograma das operações?

– Caixa Seguradora e Caixa Cartões, entre setembro e dezembro deste ano, e Caixa Loterias e Caixa Asset entre janeiro e abril do ano que vem. Vamos fazer uma oferta minoritária. E queremos envolver o varejo. Temos menos de 800 mil pessoas investindo em ações no Brasil. É menos de 0,4% da população. Nos países desenvolvidos, são 25%. Se a gente fosse parecido com a média desses países, seriam mais de 50 milhões de brasileiros investindo. Queremos aumentar o número de brasileiros que investem em ações.

É possível ter uma ideia do volume de recursos que essas operações podem gerar?

– No geral, a gente pode falar em R$ 15 bilhões.

O senhor já disse que vai devolver para o Tesouro todos os aportes feitos no banco por meio de um tipo de empréstimo, o Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD). Já tem um plano de pagamento?

– Nosso plano é pagar os IHCD, um total de R$ 38 bilhões, em quatro anos. Os R$ 15 bilhões seriam usados para pagar isso. Primeiro, vamos fazer a abertura de capital das subsidiárias e depois uma oferta secundária de ações.

O cartão de crédito consignado foi outra medida anunciada na sua gestão. Já está pronto?

– Ele começa em abril. É uma base fundamental de crescimento para a Caixa. O segmento de consignado tem uma taxa muito menor. Com o cartão, você melhora muito a eficiência. Primeiro, o nosso público vai ser o funcionário da Caixa, depois o aposentado, o servidor público e, num terceiro momento, o funcionário de empresa privada.

A Caixa é o único gestor do FGTS e recebe R$ 5 bilhões para isso. Os bancos privados estão de olho nesse monopólio, não?

– Você recebe isso, mas tem custo. É preciso ver a operação como um todo, 100% do risco do crédito nas faixas do Minha Casa Minha Vida ficam com a Caixa. A gente tem quatro mil engenheiros para olhar todas as obras, nos 27 estados. Não vi bancos privados em Rondônia ou no Amapá, por exemplo. Não é justo que vá todo mundo para São Paulo e em Oeiras (Piauí), só a Caixa. Eu quero ser o gestor do FGTS, só que o gestor faz a gestão e o acompanhamento das obras no Brasil inteiro e não só nas capitais.

A transformação da Caixa em SA, conforme defendia Ana Paula Vescovi, ex-presidente do Conselho da Caixa, para melhorar a governança, ainda está nos planos?

– Isso não está em discussão. O foco agora é abrir o capital das subsidiárias, ter cada uma delas listada no Novo Mercado. A gente entende que o mercado é ótimo controlador e ajuda muito nessa questão da governança corporativa.

Como está o processo de revisão do crédito para grandes empresas?

– Em dois meses, já recebemos de volta mais de R$ 5 bilhões de empréstimo pagos, e nossa política é de não emprestar mais porque esse segmento não precisa da Caixa. Além disso, queremos securitizar. Ou seja, vamos transformar empréstimos em debêntures (títulos de dívida), a maioria em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), e vendê-las no mercado de capitais. Estamos estruturando pelo menos R$ 2 bilhões de debêntures. Isso ajuda e é bom porque mercado secundário no Brasil é pequeno.

Medidas para cortar custos estão no radar? O senhor pretende reabrir PDVs, fechar agências, por exemplo?

– Existe um volume grande de despesas com contratos que precisam ser reduzidas. Após o vencimento desses contratos, eles serão renegociados em outras bases. Criamos um grupo de trabalho específico de redução de despesa. São contratos sem necessidade, que estão muito caros. Por exemplo, nós descobrimos que temos sete prédios na Avenida Paulista e 15 prédios em Brasília. A Caixa não precisa disso. Vamos buscar uma racionalização. A expectativa é reduzir as despesas em R$ 3,5 bilhões em dois anos. Isso é bem relevante e demonstra o tamanho da ineficiência que a gente encontrou.

E os PDVs?

– Isso é algo que a gente está discutindo. Mas não posso falar sobre isso por enquanto.

O senhor já completou todas as nomeações para as vice-presidências e diretorias? Qual foi o critério de escolha?

– A gente já fechou os vice-presidentes e os diretores. Mas os nomes ainda não foram anunciados porque têm que passar pela Casa Civil. O critério é mérito. No caso dos vice-presidentes, o processo passou por uma empresa internacional de headhunter. Os indicados passaram também por um comitê de avaliação interno e, depois, pelo Conselho de Administração. É um processo totalmente profissional, e as pessoas que foram escolhidas são excelentes.

Os quatro escolhidos no fim do governo do ex-presidente Michel Temer foram mantidos?

– Dos quatro, um é o vice-presidente geral do banco. Esse processo foi continuado. Outros oito foram escolhidos desde então. Alguns são da Caixa e outros não, mas todos com enorme experiência no mercado.

A Caixa já está totalmente adaptada à Lei das Estatais?

– A gente está dentro e eu entendo que precisamos ir além. Quando a gente for fazer a abertura de capital das subsidiárias, vamos buscar o máximo de governança possível. Essa abertura de capital, tanto no Brasil quanto fora, é uma demonstração de que a gente quer sempre melhorar a governança.

Temos a informação de que medidas tomadas na sua gestão desagradaram a funcionários da Caixa, como a revisão do balanço do banco. Como está lidando com isso?

– Em cada lugar que vou, sou recebido de maneira excelente. “No Caixa Mais Brasil” (espécie de road show que Guimarães faz pelo país), por exemplo, a gente sai na sexta-feira de manhã e faz reunião com todos os gerentes. Ouço todas as observações deles. À tarde, tem reunião com os políticos, governadores e prefeitos e, sábado e domingo, vou em várias obras sociais. Recepção melhor, impossível. As pessoas estão vibrando com as mudanças que estamos fazendo, inclusive as de gestão, de vice-presidentes, dos diretores, estão vendo a meritocracia.

O senhor está revisando os lucros apresentados nos balanços da Caixa em 2018. Há suspeita de que os resultados estão inflados?

– Não posso falar do balanço por causa das regras de governança. Até o balanço ser publicado, o presidente não pode falar. Isso é regra básica.

Fonte: oglobo.globo.com