Uma mulher identificada como Pâmela Xavier, de 27 anos, foi alvo de agressões em via pública por parte de um empresário na madrugada da última sexta-feira (12), na zona Leste de Teresina. Luís José de Moura Neto, conhecido como “Gordinho do Peixe”, agrediu verbalmente e fisicamente a vítima com um soco, que chega a desmaiar. O Meionorte.com obteve acesso a imagens que flagraram o momento da situação.
Em entrevista para a reportagem, Pâmela Xavier, que é amiga da ex-namorada do empresário, relatou que estava em um restaurante da zona Leste de Teresina na companhia de outras amigas, quando perceberam que o agressor também estava no local, sozinho e em uma mesa próxima. Em seguida, segundo a vítima, houve provocações e incomodadas com a situação, se retiraram do estabelecimento eforam para o apartamento de Isabela Azevedo (ex de Luís José), sendo seguidas por ele.
“Quando a Isa chegou mais a Madu, começou as provocações dele, chamando a ex dele de puta, rapariga. A gente se sentiu incomodada com a situação, a gente veio embora. A Isa e a Madu saíram a na frente e simplesmente ele saiu do restaurante, foi quando a Madu ligou para a Carlene pedindo socorro. Quando a gente chegou, ele proibiu a entrada, que não era para entrar ninguém. No video da agressão eu fiquei embaixo, não cheguei a ficar lá em cima. Aconteceu um atrito la em cima, ele empurrou as meninas, bateu, a Duda conseguiu correr”, descreveu.
Quando a vítima chegou no apartamento, se deparou com o suspeito na portaria. Sua outra amiga conseguiu subir para prestar apoio as demais que estavam no apartamento e Pâmela Xavier ficou embaixo, momento que deu início a discussão que culminou nas agressões por parte do empresário.
“Troquei palavras com ele, me chamando de drogada e garota de programa, foi quando ele me deu o primeiro empurrão, no que fiquei abaixada para tirar o salto para correr e pedir socorro, ele me deu esse soco e eu apaguei, não lembrei mais de nada. Foi quando a Carlene tentou me reanimar, porque eu estava revirando os olhos, bati a cabeça no chão. Ontem ele mandou um funcionário atrás da Isa para dizer não ir a fundo no processo e mandou oferecer dinheiro para medicamento e tudo mais, eu disse que não queria, queria justiça. Estou com meu rosto deformado por causa dele. Eles terminaram tem uma semana e ele tá louco perseguindo a menina” desabafou Pâmela.
Suspeito
A vítima realizou o exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML) e Boletim de Ocorrência, onde já foi ouvida e atendida pelas autoridades. Até o momento, o agressor não foi localizado e preso. A reportagem procurou entrar em contato com sua defesa, mas sem sucesso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Relator do inquérito das fake news na corte, Moraes determinou que a remoção do conteúdo deveria ocorrer no prazo de uma hora, a contar da intimação da defesa da empresa.
A empresa também publicou uma nova mensagem em um de seus canais com texto determinado pelo ministro.
Em sua decisão, Moraes disse que ficou caracterizada a utilização de mecanismos ilegais e imorais por parte do Telegram e que as mensagens configurariam “flagrante e ilícita desinformação atentatória ao Congresso, ao Poder Judiciário, ao Estado de Direito e a Democracia Brasileira”.
O ministro também afirmou que a conduta de empresa configura, em tese, abuso de poder econômico às vésperas da votação do projeto de lei, por tentar impactar de maneira ilegal a opinião pública e o voto dos parlamentares.
Além disso, estaria claro “um flagrante induzimento e instigação à manutenção de diversas condutas criminosas praticadas pelas milícias digitais investigadas pelo STF”, segundo Moraes.
O ministro obrigou o Telegram a enviar uma nova mensagem aos mesmos destinatários dos textos anteriores, com a seguinte redação:
“Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a empresa Telegram comunica: A mensagem anterior do Telegram caracterizou flagrante e ilícita desinformação atentatória ao Congresso Nacional, ao Poder Judiciário, ao Estado de Direito e à Democracia Brasileira, pois, fraudulentamente, distorceu a discussão e os debates sobre a regulação dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageria privada (PL 2630), na tentativa de induzir e instigar os usuários à coagir os parlamentares”.
A discussão ocorreu durante audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado. E teve início quando o senador disse esperar que o ministro da Justiça seja afastado, responsabilizado e preso pelos estragos promovidos por bolsonaristas radicais nas sedes dos Três Poderes.
Marcos do Val exibiu um vídeo de entrevista de Dino, concedida após os atos golpistas.
“O senhor coloca a questão de que o presidente tinha ciência [dos atos]. Eu sempre disse isso para todos vocês, desde o dia 9 de janeiro. Aqui não é CPMI [dos Atos Golpistas], eu tenho todo o material aqui, comprovando tudo e mais outras coisas, que vou apresentar na CPMI. E eu espero que o ministro seja, consequentemente, afastado e, se possível, até preso, como foi o ministro André Mendonça, aliás, André Mendonça não, o ministro Anderson Torres, que nem no Brasil estava”, afirmou do Val.
Em resposta a Marcos do Val, Dino disse que não dispensou a Força Nacional no dia dos atos, e que não recebeu relatórios da Agência Brasileira de Inteligência sobre possíveis ataques.
“O senhor pergunta: ‘o presidente Lula foi avisado?’. Claro que foi. Quando eu cheguei, eu telefonei pra ele, e eu digo na entrevista que o senhor mostrou: ‘Claro que ele já sabia’. É porque em Araraquara [onde Lula estava no dia 8 de janeiro] tem televisão”, afirmou o ministro.
Dino disse ainda que o senador faz vídeos agressivos e obsessivos contra ele nas redes sociais. Disse ainda que o parlamentar faz “construções mentais muito singulares que não tem ligação com os fatos”.
“Não precisa o senhor ir para a porta do Ministério da Justiça fazer vídeos de internet. Porque, se o senhor é da Swat, eu sou dos Vingadores, o senhor conhece? Capitão América….”, afirmou o ministro da Justiça em referência à série de filmes sobre super-heróis.
A fala de Dino provocou risos dos presentes à audiência pública.
O general Gonçalves Dias, ministro do GSI – Evaristo Sá/AFP
O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Gonçalves Dias, apresentou um atestado médico nesta quarta-feira (19) para justificar a decisão de não comparecer à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
Em resposta, parlamentares aprovaram um requerimento para convocar o ministro a prestar esclarecimentos sobre a ação do GSI durante a invasão de bolsonaristas às sedes dos Poderes, em 8 de janeiro. A audiência ocorrerá na próxima quarta-feira (26).
O atestado foi enviado por um assessor do ministro ao secretário da comissão parlamentar. O documento é assinado pelo médico João Luiz Henrique da Silveira.
“Atesto para fins de apresentação junto à Câmara dos Deputados que o Sr. Ministro Marco Edson Gonçalves Dias foi atendido pelo Serviço Médico da Coordenação de Saúde às 13 horas do dia 19/04/2023, com quadro clínico agudo e com necessidade de medicação e observação, devendo ter ausência em compromissos justificadas por motivo de saúde na presente data”, diz o atestado.
A Folha apurou que, internamente, Dias tem alegado ter sofrido uma crise hipertensiva. Em nota, o GSI disse que expressa “respeito aos trabalhos da comissão” e que o ministro “se coloca à disposição para agendamentos futuros”.
O ministro havia sido convidado para prestar esclarecimentos à Comissão de Segurança Pública da Câmara sobre a conduta do GSI nos atos de vandalismo de 8 de janeiro. O convite foi feito por deputados bolsonaristas, que tentam acusar o governo Lula de, por inação, ter permitido os ataques de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) às sedes dos Poderes.
Os vândalos receberam água dos militares e cumprimentaram agentes do GSI durante os ataques. As imagens ainda mostram o ministro Gonçalves Dias circulando pelo terceiro andar do palácio, na antessala do gabinete do presidente da República, enquanto os atos ocorriam no andar debaixo.
Os vídeos das câmeras de segurança do Palácio do Planalto haviam sido colocados sob sigilo pelo governo Lula no início de fevereiro, alegando riscos para a segurança das instalações presidenciais.
O vazamento das gravações deu força para a oposição no Congresso, que espera para a próxima semana a abertura da CPMI para investigar os atos golpistas de 8 de janeiro.
O presidente do colegiado, deputado Sanderson (PL-RS), afirmou que a convocação de Gonçalves Dias se tornou imprescindível diante da falta do ministro à sessão desta quarta.
“Olhando o vídeo, está muito clara a contribuição ilegítima do ministro-chefe do GSI para com esses criminosos. Eles deveriam ser tratados como vândalos e criminosos”, disse Sanderson.
“Eles foram tratados até com um certo assessoramento do ministro-chefe do GSI. Agora, a pergunta que tem que se fazer é se ele, como homem forte do presidente Lula, agiu com o conhecimento do presidente Lula”, completou.
O deputado Orlando Silva (PC do B-SP) afirmou que conhece Gonçalves Dias há mais de 20 anos, desde o período em que o militar estava na ativa do Exército. Ele disse que apesar da “dedicação à causa pública” do ministro, não há condições políticas para sua permanência no governo.
“Reconhecendo todas as virtudes do Gonçalves Dias, eu não tenho a menor dúvida que não há a menor condição do G.Dias seguir à frente do GSI. Na minha opinião política, não há condições políticas do ministro seguir à frente do GSI”, disse.
“Devo dizer que tenho opinião política diferente do governo sobre os sigilos das imagens do 8 de janeiro. Na minha opinião, o Brasil precisa conhecer o que aquela horda de bolsonaristas golpistas fizeram na praça dos Três Poderes”, completou Orlando.
Em reação, deputados bolsonaristas pediram para o comunista assinar o requerimento de instalação da CPMI do 8 de janeiro.
O governo Lula, por meio da Fundação Palmares, revogou nesta quarta-feira (5) uma portaria do governo Bolsonaro que vetava a homenagem no site da instituição a figuras negras que ainda estão vivas, ou seja, as homenagens só poderiam ser póstumas.
Assinado pelo presidente da fundação, João Jorge Rodrigues, o texto suspende essa obrigatoriedade e cria um grupo de trabalho para propor um ato normativo que substitua a portaria revogada.
A proibição de homenagear figuras ainda vivas fez com que o governo Bolsonaro retirasse homenagens a 27 nomes, como a escritora Conceição Evaristo, os cantores Gilberto Gil e Martinho da Vila e a atual ministra do meio ambiente, Marina Silva. Ativistas e políticos criticaram essa medida, afirmando se tratar de perseguição.
Durante o período em que foi presidente da Fundação Palmares, o jornalista Sérgio Camargo atacou com frequência os movimentos negros. Antes de assumir a autarquia, ele publicou nas redes sociais que a escravidão havia sido benéfica para os descendentes dos escravizados.
Camargo também excluiu metade do acervo da biblioteca da fundação. Ele afirmou, sem provas, que as obras eram “pautadas pela revolução sexual, pela sexualização de crianças, pela bandidolatria.”
Além de livros de Marx, Engels e Lênin, a lista do expurgo tinha títulos de autores como Max Weber, Eric Hobsbawn, H. G. Wells, Celso Furtado, Marco Antônio Villa.
Andreza Cristina Lima Leitão, a Bibi Perigosa ou Andreza Patroa, foi presa no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
Presa neste domingo (2) na Zona Oeste do Rio, Andreza Cristina Lima Leitão, a Bibi Perigosa ou Andreza Patroa, é apontada como chefe da facção criminosa potiguar Sindicato do RN, herdada do marido, a quem tentou salvar de uma execução. Ela estava refugiada no RJ havia quase três anos, com o nome falso de Rafaela de Freitas Carvalho. Andreza nega as acusações.
A tentativa de salvá-lo foi em vão. Bibi foi atingida na perna, e o marido, executado, morreu na hora. Mesmo com o ferimento, Andreza recusou atendimento médico e foi embora do hospital.
Em 24 de janeiro de 2018, Andreza — já condenada a 10 anos de prisão por tráfico de drogas e organização criminosa — foi presa no bairro Ponta Negra, em Natal, após uma denúncia anônima.
No fim de 2018, Bibi progrediu para o semiaberto, mas não mais compareceu em juízo e sumiu do mapa.
Uma semana de vigilância
“Andreza criou o grupo Companhia dos Artilheiros, que promoveu verdadeiros atos terroristas na cidade de Natal, incluindo assassinatos, roubos em série, depredação de prédios públicos e incêndios de veículos e residências”, afirmou o delegado Rodrigo Coelho.
De acordo com as investigações, logo depois dos ataques de março, Bibi se abrigou no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, dominado pelo Comando Vermelho, aliado do Sindicato do RN.
Com operações policiais na localidade, Bibi foi para a Vila Kennedy, em Bangu, na Zona Oeste, sob a mesma facção.
A polícia vinha monitorando Andreza havia uma semana. Na noite de domingo, ela saiu da Vila Kennedy para passear num shopping no bairro vizinho de Campo Grande — momento que foi presa.
Ex-presidente Jair Bolsonaro com presidente do PL, Valdemar Costa Neto, senador Flávio Bolsonaro e apoiadores em garagem de prédio comercial em Brasília — Foto: PL/Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao Brasil na manhã desta quinta-feira (30), após passar três meses nos Estados Unidos.
O voo comercial chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 6h40. No saguão, alguns apoiadores esperavam o ex-presidente.
Bolsonaro, no entanto, saiu por uma rota reservada e seguiu, em comboio escoltado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, para um evento fechado com familiares e aliados.
Na chegada ao prédio, Bolsonaro foi recebido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo ex-ministro Braga Netto, candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022.
O ex-presidente fez um aceno rápido a apoiadores na porta do edifício, e voltou para o evento sem dar declarações.
Discurso
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) transmitiu parte de um discurso feito pelo ex-presidente durante o evento da sigla. “É com orgulho grande que retorno. Vou receber muita gente, conversar”, afirmou.
Com relação à viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro disse que “o Estado norte-americano é o Estado brasileiro que deu certo”.
“Estava no Estado republicano. É um sonho nosso seguir esse Estado norte americano, em muitas coisas de bom que tem lá. Lá é o Estado brasileiro que deu certo. Tudo lá é o queremos implantar aqui também: liberdade de expressão, propriedade privada, legítimo direito à defesa. Liberdade para poder trabalhar.”
O ex-presidente também disse que os integrantes do atual governo “não vão fazer o que bem querem com o futuro da nossa nação”.
“Eu lembro lá atrás, quem é mais velho lembra disso, quando alguém criticava o Parlamento, Ulysses Guimarães dizia: ‘Espera o próximo’. Desta vez, o próximo melhorou e muito. O Parlamento está nos orgulhando pelas medidas, pela forma de se comportar, de agir lá dentro, fazendo realmente o que tem que ser feito e mostrando para esse pessoal que, por ora, por pouco tempo, está no poder, eles não vão fazer o que bem querem com o futuro da nossa nação.”
Viagem aos EUA
Bolsonaro viajou para Orlando, na Flórida, no fim do ano passado – a dois dias de terminar o seu mandato. Por três meses, ficou hospedado na casa de um amigo em um condomínio de luxo na cidade e fez poucas aparições públicas.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mulher de Jair, viajou para Orlando algumas vezes ao longo do período e compartilhou detalhes das viagens em redes sociais.
Durante o período nos EUA, Bolsonaro esteve acompanhado de assessores presidenciais pagos com dinheiro público. Esse tipo de assessoramento é garantido por lei a ex-presidentes, mesmo que eles estejam fora do país.
Bolsonaro nunca justificou oficialmente a viagem aos EUA, feita em voo da Força Aérea Brasileira quando ele ainda era presidente.
Futuro político
De volta ao Brasil, Bolsonaro deve aceitar o convite de Valdemar Costa Neto e se tornar presidente de honra do PL – partido ao qual se filiou há pouco mais de um ano para disputar a reeleição em 2022.
Ainda segundo o PL, Bolsonaro receberá a remuneração igual a de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
O salário de um ministro do STF é o teto do funcionalismo público e, a partir de 1º de abril deste ano, será de R$ 41.650,92.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também assumiu um cargo no partido neste mês: o de presidente do PL Mulher. Trata-se do órgão da legenda voltado para a promoção das mulheres nas atividades política e partidária.
O PL e Bolsonaro ainda não divulgaram se, na nova função, o ex-presidente terá agendas públicas com apoiadores.
A condutora do veículo, de 28 anos, era engenheira civil e servidora pública lotada na Secretaria de Estado de Governo (Segov).Nas redes sociais, a mãe da jovem informou sobre o acidente e lamentou a morte da filha. “Peço muitas preces para poder passar por esse sofrimento que está dilacerando meu coração”.
Letícia de Mello da Silva
Bancária, de 28 anos, Letícia era passageira do veículo. O g1 verificou postagens nas redes socais, porém o perfil da vítima é privado.
Lais Moriningo Paim
Com 29 anos, Lais trabalhava na área administrativa de uma empresa e também era passageira do veículo. Apesar do perfil também ser privado, os amigos da jovem colocaram como foto de perfil o luto pela perda.
Kaena Guilhen Fernandes
Homenageada por amigos nas redes socais, Kaena, de 29 anos, estava em uma missa antes de viajar com as amigas.
A mãe da vítima também se despediu da filha nas redes socais. “A minha filha Kaena Guilhen Fernandes, foi para junto de Deus, virou uma estrela”, lamentou.
Grandes amigas
Em uma foto postada no dia 6 de novembro de 2022, as quatro amigas aparecem juntas comemorando o aniversário da Carolina. “Grata demais a Deus por mais um ano comemorando ao lado das pessoas que eu amo 2.8”, disse na legenda.
As amigas celebraram juntas o último aniversário de Carolina — Foto: Redes sociais
Outros feridos
Uma outra ocupante do carro, em estado grave e o outro condutor, de 45 anos, foram socorridos e levados para a Santa Casa de Campo Grande. Ainda não se sabe o atual estado de saúde dos dois.
Lula com o então indicado a ministro das Comunicações, Juscelino Filho, em dezembro de 2022. – Pedro Ladeira/Folhapress
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (PSD-MA). A decisão foi tomada após reunião de Lula com o seu ministro na tarde desta segunda-feira (6).
Apesar de ter poupado o auxiliar, aliados de Lula esperam que a partir de agora o Planalto aumente a cobrança sobre a União Brasil para que entregue no Congresso Nacional o apoio e os votos para avançar as propostas de interesse do governo.
Segundo aliados do mandatário, caso a sigla não corresponda as expectativas, haverá retaliação ao partido como um todo.
A manutenção do ministro no cargo ocorre após pressão de aliados por sua saída, em meio a denúncias de irregularidades envolvendo diárias recebidas pelo titular das Comunicações e o asfaltamento de uma estrada, com recursos de emenda, na sua fazenda no Maranhão.
Além de minimizarem as denúncias, aliados de Lula citam ao menos dois principais motivos para manter o ministro no cargo: não se indispor com a União Brasil; e abrir a porteira para saída de ministros e criar desgaste com pouco mais de dois meses de governo.
Alguns integrantes da União Brasil identificam nas denúncias fogo amigo contra o ministro, mas o partido está fechado em apoio a Juscelino.
A legenda, que também indicou nomes para duas outras pastas na Esplanada, não tem nome para substitui-lo, e o tema sequer foi discutido entre o presidente e a cúpula do partido. Lula sabe, dizem aliados, que não poderia trocar um ministro sem antes discutir com os dirigentes.
Ademais, há um outro complicador, a saída do ministro abriria uma frente de disputa dentro do PT. O partido já queria, durante a transição, ter ficado com a pasta e pode, segundo aliados, tentar avançar sobre o ministério mais uma vez.
Fora isso, a demissão de Juscelino abriria um precedente muito cedo na Esplanada: ministros com complicações parecidas no futuro já teriam de deixar o cargo da mesma forma.
O entorno do chefe do Executivo diz que, apesar da decisão, Lula está muito irritado com o episódio.
Antes da reunião com o presidente, Juscelino publicou nesta segunda-feira um vídeo nas suas redes sociais no qual se defende das acusações de uso indevido de diárias e do avião da FAB (Força Aérea Brasileira).
O ministro aponta um “erro no sistema de diárias”, que acabou incluindo indevidamente no cálculo dos valores as datas referentes a fins de semana, quando não teve agendas públicas. Juscelino ainda acrescenta que todas as diárias pagas indevidamente foram devolvidas aos cofres públicos.
No vídeo, o ministro afirma que vem sendo vítima de “ataques distorcidos” e alega que não houve qualquer tipo de irregularidades em suas viagens.
Em entrevista à BandNews, na quinta, Lula afirmou que teria uma conversa com Juscelino nesta segunda e que ele deixaria o governo se não conseguisse provar sua inocência.
“Já pedi para o ministro Rui Costa [Casa Civil] convocar ele para segunda-feira para gente ter uma conversa porque ele tem direito de provar sua inocência, mas, se ele não conseguir provar sua inocência, ele não pode ficar no governo. Eu garanto a todo mundo a presunção de inocência”, declarou na ocasião.
No sábado, Juscelino Filho foi às redes sociais para dizer estar comprometido em mostrar a Lula que não houve irregularidade.
“Estou comprometido em esclarecer ao presidente Lula todas as denúncias infundadas feitas pela imprensa. Reitero que não houve irregularidades nas viagens citadas e que tudo está devidamente documentado. Também agradeço a oportunidade de ser ouvido com isenção e serenidade”, disse.
Um grupo de aliados do presidente vinha argumentando que demitir Juscelino neste momento poderia ser prejudicial para a construção da base na Câmara e ainda passar uma mensagem negativa com menos de três meses de governo.
Para alguns interlocutores de Lula, a saída de Juscelino Filho poderia gerar ruídos no Congresso com a União Brasil, que, além dele, influenciou a indicação de titulares de outros dois ministérios.
O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) evidenciou na sexta-feira (3) sua divergência com Gleisi.
“Como disse o presidente Lula, todos os ministros, independente do partido, têm direito à presunção da inocência. O que se espera de todos eles é que tenham espaço para sua defesa. E tenho certeza que farão, sem prejulgamentos. Já vi muita gente ser afastada por causa de prejulgamentos injustos, inclusive companheiros do PT”, afirmou Padilha.
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República vai, na próxima reunião do conselho, analisar o caso do ministro, conforme disse à reportagem.
“Informo que os conselheiros da Comissão de Ética Pública já tomaram conhecimento do caso, pela imprensa, e irão adotar as tratativas pertinentes sobre caso na próxima reunião do Colegiado”, afirmou.
O próximo encontro dos conselheiros ocorrerá em 28 de março.
De acordo com uma nota divulgada pela pasta na quinta, o titular da pasta decidiu devolver o valor das diárias referentes às viagens do Maranhão e de São Paulo.
Na viagem a São Paulo, o ministro teve apenas duas agendas oficiais e aproveitou a estadia na capital paulista para participar de um evento relacionado a cavalos Quarto de Milha, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo. Juscelino Filho é criador de animais da raça.
Ele foi para São Paulo e voltou para Brasília em aviões da FAB. Isso aconteceu, segundo o Ministério das Comunicações, porque “o ministro foi cumprir agenda oficial, de interesse público”.
Além disso, também segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Juscelino Filho direcionou verba do Orçamento para asfaltar uma estrada que corta sua fazenda, em Vitorino Freire (MA), antes de assumir o Ministério das Comunicações, quando era deputado na ativa.
Begoleã Fernandes, de 26 anos, teria cometido homicídio uma cidade no norte da Holanda — Foto: Redes sociais
Suspeito de ter cometido um homicídio e preso no aeroporto de Lisboa com documentos falsos e carne na mala, o brasileiro Begoleã Fernandes, de 26 anos, falou, em áudio enviado a um amigo, sobre o que aconteceu no dia do crime e pedindo ajuda. “Reagi e passei ele, tá? Me ajuda ai mano, pelo amor de Deus”, disse Begoleã na gravação.
O g1 teve acesso ao áudio neste sábado (4), e a mãe de Begoleã confirmou que a voz é do filho.
No áudio, Begoleã também disse que estava com uma faca na mão e que sua atitude foi uma reação porque a vítima, nas suas palavras, “tentou me pegar”. Begoleã ainda acusou, sem provas, a vítima de ser canibal.
Segundo as investigações, Begoleã é suspeito de matar Alan Lopes, que trabalhava como açougueiro em Amsterdã, na Holanda, onde o crime aconteceu em 26 de fevereiro. Alan vivia na Holanda havia sete anos e sua família é do Distrito Federal. Já Begoleã é natural de Matipó, na Zona da Mata mineira.
De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Begoleã pretendia viajar com destino a Belo Horizonte quando foi preso na segunda-feira (27). Ele apresentou um cartão de identidade italiano e portava outros documentos de identificação em nome de terceiros, o que levantou suspeitas no aeroporto de Lisboa.
O jornal português Correio de Manhã divulgou que carne apreendida com Begoleã é humana. Segundo a publicação, o mineiro teria dito isso ao SEF. Diante da suspeita, a carne foi enviada para análise, mas o resultado oficial ainda não foi divulgado.
Ainda nesta semana, a defesa de Begoleã afirmou que o mineiro agiu em legítima defesa e que transportou carne humana e documentos na mala para provar sua inocência e fazer a identificação dos envolvidos.
“[A legítima defesa é] comprovada através do agarrar a lâmina com a mão direita para impedir que fosse morto, e a prova continua bem visível na mão direita. Só tentou fugir da Holanda, mais uma vez, para evitar ser morto”, afirmou o advogado contratado pela família de Begoleã.
A defesa, contudo, não explicou como o transporte de carne humana provaria a inocência do suspeito. Questionado, o advogado também não explicou por que o cliente temia ser morto, nem por quem.
Em conversa com a reportagem neste sábado (4), Carla Pimentel, mãe de Begoleã, disse que o filho está preso em um presídio de Lisboa, após passar por cirurgia na mão e sofrer um ferimento na barriga causado pela briga com Alan.
“Após isso, ele ligou para o pai dele, dizendo: ‘Papai, acabei de cometer isso e isso… fui me sentindo mal, sentindo muito sono, acho que colocaram algo na minha bebida. Acordei com ele por cima de mim com uma faca’, completou.
Carla também afirmou Begoleã disse que a vítima serviu a ele “uma carne estranha”.
Em conversa com o g1, Carla Pimentel, mãe do suspeito, disse que procurou o Consulado e o Itamaraty, mas que não conseguiu ajuda de nenhum órgão. “Eu preciso ir pra aquele país e ver se meu filho precisa de ajuda psicológica”, afirmou.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, informou que tem mantido contato com as autoridades portuguesas competentes, “com vistas a prestar a assistência cabível ao nacional brasileiro, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local”.