Com mais três confirmados, Pedreiras chega a cinco casos de Covid-19.
A Prefeitura de Pedreiras por meio da Secretaria Municipal de Saúde/Grupo Técnico Municipal de Enfrentamento a Doença pelo Coronavírus (COVID-19) – GTM COVID-19 atualizou os números nesta segunda-feira (27/04), às 10:27h, por meio do Boletim Informativo nº 21.
O Grupo Técnico (GT) do COVID-19 de Pedreiras recebeu mais 03 resultados de exames laboratoriais, sendo Todos “POSITIVOS” para o Novo Coronavírus. Os Casos confirmados, seguem em término de tratamento e em bom estado geral, cumprido isolamento domiciliar com seus contatos, e em monitoramento pelo GT COVID-19.
Informamos ainda que, na data 26/04/2020 notificamos mais 03 casos suspeitos de COVID-19 com classificação leve, trata-se de 02 homens com idades de 45 e 50 anos sem comorbidades e uma mulher de 45 anos também sem comorbidade.
A Coleta para pesquisa de vírus respiratório (RT-PCR) foi realizada na data de 26/04/2020, com entrega no LACEN-MA na data vigente às 09:46h, todos seguem em isolamento domiciliar com seus contatos e com monitoramento pelo Grupo Técnico (GT) do COVID-19 de Pedreiras.
Com esta atualização, e acréscimo de 03 novos casos suspeitos, residentes de Pedreiras, permanecem aguardando resultados laboratoriais, 14 casos suspeitos do Novo Coronavírus (COVID-19), todos seguem em monitoramento.
Antônio França – Prefeito de Pedreiras/Foto: Sandro Vagner
Alguns blogs de Pedreiras repercutiram matérias relacionadas à possível contágio por Covid-19 pelo prefeito Antônio França. Diante das dúvidas colocadas nestes veículos de comunicação em direções diversas, e para esclarecer os fatos, estamos informando que na tarde deste domingo (26/04), o gestor pedreirense recolheu material para exames laboratoriais para detecção do Novo Coronavírus.
O material será encaminhado na próxima remessa, já nesta segunda-feira (27), para o Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (LACEM).
A coordenadora do Grupo Técnico Municipal de Enfrentamento a Doença pelo Coronavírus (COVID-19) – GTM COVID-19 de Pedreiras, Macleya Gomes fez a coleta do material para o exame, e esclareceu em vídeo caseiro: “Hoje, dia 26 de abril de 2020, estivemos realizando o RT-PCR do prefeito de Pedreiras, Antônio França, porque hoje de acordo com divulgações de blogs foi realizado um teste rápido que a gente não sabe a procedência, e uma vez que todo teste rápido não é específico somente para Covid-19, ele pode capturar outros vírus respiratórios, então para dar uma resposta à sociedade nós realizamos o teste específico e vamos aguardar o resultado dos exames”, explicou.
Prefeito Antônio França fez os seguintes esclarecimentos: “Estou aqui neste momento para fazer o exame específico do Covid-19, poios o teste rápido gerou algumas dúvidas, e para que eu a população possamos ficar tranquilos, diante de algumas especulações e para estar mostrando a real situação da minha saúde e tranquilizando aqueles que realmente se preocupam comigo, e a minha preocupação também com as pessoas que convivem comigo no dia a dia, que sabemos que são muitas pessoas para que assim possamos tomar as providências necessárias e devidas quanto aos meus contatos com estas pessoas nos últimos dias”, disse.
Quarentena
“E a partir deste momento estarei cumprindo a quarentena de acordo com as normas técnicas repassadas pela nossa coordenadora Macleya, para que possamos estar mantendo a segurança e a tranquilidade das pessoas que de certa forma possa ter contato comigo. Estarei cumprindo a quarentena de acordo com as normas técnicas do Ministério da Saúde para assim termos segurança quanto à questão da minha saúde”
Teste
O método RT-PCR é o mais utilizado para diagnóstico do COVID-19, ele tem vários protocolos validados pela OMS.
Esse teste é o padrão ouro para detectar o RNA do SARS-CoV-2 é obtido pelo raspado da nasofaringe e orofaringe.
Veja o vídeo com esclarecimentos do prefeito de Pedreiras.
O ex-ministro da Justiça Sergio Moro alterou o lema de campanha do presidente Jair Bolsonaro ao denunciar que vem sendo alvo de fake news desde que deixou o governo, na sexta-feira (24/4).
Em uma postagem no Twitter, Moro diz que uma campanha em redes sociais e grupos de WhatsApp buscam “desqualificá-lo”. “Não me preocupo; já passei por isso durante e depois da Lava Jato”, escreve.
Ele, então, termina a mensagem com as frases “Verdade acima de tudo, fazer a coisa certa acima de todos”, em referência ao lema de campanha de Bolsonaro — “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.
Moro mentiu, diz presidente
Mais cedo, em uma rede social, Bolsonaro retomou os ataques ao ex-ministro e disse que Moro “mentiu” ao acusá-lo de interferência política na Polícia Federal.
“Lamentavelmente o ex-ministro mentiu sobre interferência na PF. Nenhum superintendente foi trocado por mim. Todos foram indicados pelo próprio ministro ou diretor-geral. Para mim os bons policiais estão em todo o Brasil e não apenas em Curitiba, onde trabalhava o então juiz”, escreveu o presidente.
Bolsonaro compartilhou vídeo da presidente do Sindicato dos Policiais Federais em São Paulo, Susanna Val Moore, em que ela defende que a autonomia da PF estaria sendo respeitada.
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“A PF é submetida ao controle externo do ministério Público Federal. Os principais atos das investigações obrigatoriamente necessitam de ordem judicial”, disse Susanna no vídeo, para, depois, emendar: “Percebemos que já existe uma autonomia, tem uma história dessa autonomia e que vai continuar. Então nós policiais federais acreditamos que a PF vai continuar trabalhando de forma independente e sem interferência.”
Pedreiras recebeu resultado de mais dois exames laboratoriais, sendo 01 caso “POSITIVO” e outro “NEGATIVO” para Coronavírus (COVID-19). A Prefeitura de Pedreiras por meio da Secretaria Municipal de Saúde/Grupo Técnico Municipal de Enfrentamento a Doença pelo Coronavírus (COVID-19) – GTM COVID-19 atualizou os números neste domingo (26/04), às 07:39h, por meio do Boletim Informativo nº 20.
O Caso confirmado encontra-se em bom estado geral, já em término de tratamento medicamentoso, e em isolamento domiciliar com seus contatos, sendo monitorado pelo GT COVID-19.
BOLETIM INFORMATIVO Nº 20/2020
“Informamos ainda que, na data 25/04/2020 notificamos mais 06 casos suspeitos, sendo 05 casos residentes de Pedreiras e 01 caso residente de Trizidela do Vale. Perfil dos casos suspeitos: 02 do sexo masculino com idades de 34 (sem comorbidade) e 67 anos (com Hipertensão Arterial Sistêmica – HAS) e 04 do sexo feminino com idades de: 16, 38, 61 e 70 anos, desses somente a idosa de 70 anos tem comorbidade (diabetes mellitus e HAS), as demais sem comorbidade.
A classificação de 05 dos casos é leve, pós atendimento e avaliação médica, foi realizada coleta para pesquisa de vírus respiratório (RT-PCR), e todos seguem em isolamento domiciliar e com monitoramento pelo Grupo Técnico (GT) do COVID-19 de Pedreiras.
A idosa de 70 anos é classificação moderada, segue internada sob cuidados médicos, aguardando regulação para hospital de referência.
Com esta atualização, e acréscimo de 05 casos residentes de Pedreiras monitoramos um total de 14 casos suspeitos do Novo Coronavírus (COVID19)”.
Equipe de segurança checa documentos de passageiros de voo especial da Índia para o Reino Unido, em meio a temores pela pandemia Foto: NARINDER NANU / AFP
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que não há evidências científicas que endossem a possibilidade de criar um “passaporte de imunidade” para aqueles que já contraíram o novo coronavírus, como sugerem alguns governos. Para a OMS, “o uso de tais certificados pode aumentar os riscos de transmissão continuada”.
Em publicação na noite desta sexta-feira, a OMS diz há propostas de que a detecção de anticorpos contra o SARS-CoV-2 poderia servir como base para liberar as pessoas para viajar ou voltar ao trabalho assumindo que estão protegidas contra reinfecção, mas que “atualmente, não há evidências de que as pessoas que se recuperaram da Covid-19 e tenham anticorpos estejam protegidas contra uma segunda infecção”.
A OMS afirma que continua revisando as evidências sobre a resposta dos anticorpos. Segundo a organização, embora a maioria dos estudos mostre que as pessoas que se recuperaram da infecção tenham, sim, anticorpos para o vírus, algumas têm níveis muito baixos, o que pode ser crucial para a recuperação.
“Até 24 de abril de 2020, nenhum estudo avaliou se a presença de anticorpos para SARS-CoV-2 confere imunidade a infecções subsequentes por esse vírus em humanos.”
Testes
A organização alerta que testes de laboratório que detectam anticorpos para SARS-CoV-2 em pessoas, incluindo testes rápidos de imunodiagnóstico, ainda precisam de validação adicional para determinar sua precisão e confiabilidade.
De acordo com a OMS, os testes imunodiagnósticos imprecisos podem categorizar erroneamente as pessoas de duas maneiras: a primeira é dar negativo para quem foi infectado, e a segunda é dar positivo para quem não foi.
“Ambos os erros têm sérias conseqüências e afetarão os esforços de controle. Esses testes também precisam distinguir com precisão entre infecções por SARS-CoV-2 e aquelas causadas pelo conjunto conhecido de seis coronavírus humanos. Quatro desses vírus causam o resfriado comum e circulam amplamente. Os dois restantes são os vírus que causam a Síndrome Respiratória no Oriente Médio (Mers) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). Pessoas infectadas por qualquer um desses vírus podem produzir anticorpos que reagem de maneira cruzada com os anticorpos em resposta à infecção por SARS-CoV-2.”
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Atualmente, muitos países estão testando anticorpos contra o SARS-CoV-2 em nível populacional ou em grupos específicos, como profissionais de saúde, contatos próximos de casos conhecidos ou dentro de residências. A OMS diz que apóia essas iniciativas “cruciais para compreender a extensão da infecção e fatores de risco”: “Esses estudos fornecerão dados sobre a porcentagem de pessoas com anticorpos detectáveis, mas a maioria não foi projetada para determinar se elas são imunes a infecções secundárias”.
Bolsonaro fala sobre acusações de que dificultou ações de combate à corrupção
O “Diário Oficial da União” publicou ontem (24) a exoneração de Sergio Moro do cargo de ministro da Justiça.
Também foi republicado o decreto de exoneração de Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
Desta vez, a exoneração não é assinada por Moro, como havia sido publicada na madrugada desta sexta. Valeixo foi demitido por decisão do presidente Jair Bolsonaro, que assina a exoneração com os ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral).
Moro anunciou demissão do cargo na manhã de ontem, em um pronunciamento na sede do Ministério da Justiça.
Moro afirmou também que, a exoneração de Valeixo, publicada “a pedido” no “Diário Oficial da União” com as assinaturas dele – Moro – e de Bolsonaro, não foi assinada por ele nem a pedido do agora ex-diretor geral.
O que diz Bolsonaro
Na tarde de ontem (24), Bolsonaro fez um pronunciamento no Palácio do Planalto no qual disse que não interferiu na PF e que Moro havia concordado com a demissão de Valeixo, desde que fosse em novembro, quando ele – Moro – fosse indicado ao Supremo Tribunal Federal.
“Mais de uma vez, o senhor Sergio Moro disse para mim: ‘Você pode trocar o Valeixo sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o Supremo Tribunal Federal’. Me desculpe, mas, não é por aí”, declarou Bolsonaro.
“A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição do Diretor Geral da PF”, publicou Moro na internet.
“De fato, o Diretor da PF Maurício Valeixo estava cansado de ser assediado desde agosto do ano passado pelo Presidente para ser substituído. Mas, ontem, não houve qualquer pedido de demissão nem o decreto de exoneração passou por mim ou me foi informado”, acrescentou.
Pedido ao STF
Nesta sexta, o deputado Aliel Machado (PSB-PR) pediu ao STF para suspender os efeitos do decreto de exoneração de Valeixo. O relator do caso é o ministro Ricardo Lewandowski.
Íntegra
Leia a íntegra dos dois decretos publicados no “Diário Oficial”:
Exoneração de Moro
DECRETO DE 24 DE ABRIL DE 2020
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso I, da Constituição, resolve:
EXONERAR, a pedido,
SERGIO FERNANDO MORO do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública.
Brasília, 24 de abril de 2020; 199º da Independência e 132º da República.
JAIR MESSIAS BOLSONARO
Exoneração de Valeixo
DECRETO DE 23 DE ABRIL DE 2020 (*)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso XXV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 2º-C da Lei nº 9.266, de 15 de março de 1996, resolve:
EXONERAR, a pedido,
MAURÍCIO LEITE VALEIXO do cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Brasília, 23 de abril de 2020; 199º da Independência e 132º da República.
JAIR MESSIAS BOLSONARO
Walter Souza Braga Netto
Jorge Antonio de Oliveira Francisco
(*) Republicado por ter constado incorreção, quanto ao original, na Edição do Diário Oficial da União de 24 de abril de 2020, Seção 2.
Fabiano Bordignon, diretor-geral do Depen Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo
A equipe que acompanhou Sergio Moro no Ministério da Justiça e chefiava secretarias vinculadas à pasta também pediu demissão do cargo em solidariedade ao chefe, mas deve manter os trabalhos até que seja realizada a transição para o novo ministro.
Estão na lista de demissionários o secretário-executivo Luiz Pontel, o diretor do Departamento Penitenciário Nacional Fabiano Bordignon (que era cotado como possível nome para comandar a Polícia Federal), o secretário Nacional de Justiça Vladimir Passos (ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região), o secretário Nacional de Políticas Sobre Drogas Luiz Roberto Beggiora, o secretário de Operações Integradas Rosalvo Ferreira Franco (ex-superintendente da PF no Paraná durante a Lava-Jato) e o secretário Nacional do Consumidor Luciano Timm.
Todos entregaram seus cargos e ficarão nas suas funções até que uma nova equipe seja designada pelo novo ministro, ainda não escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro. Por ser o número dois da pasta, Pontel ocupa interinamente a função de ministro até a nomeação do sucessor de Moro.
Nomes de confiança
A equipe era composta por nomes de confiança de Moro e, por isso, os secretários não cogitaram a possibilidade de tentar se manter nos seus cargos mesmo com a saída do chefe. Quando Moro terminou de fazer nesta sexta-feira seu relato sobre pressões indevidas do presidente Bolsonaro, sua equipe o aplaudiu de pé no auditório do ministério.
Em uma rede social, o secretário Luciano Timm anunciou a saída do cargo: “Minha absoluta e irrestrita solidariedade ao Ministro Moro. Atendi ao seu chamado para servir ao país num projeto de aposta no combate à corrupção, a uma economia de mercado e numa nova política. Deixei em São Paulo minha família, meu escritório, meus amigos. Conheci gente nova, aprendi coisas diferentes, mas acima de tudo servi ao meu país ao lado de uma equipe técnica, comprometida e honesta. Volto a fazer o que sempre soube, não sem antes garantir uma transição segura a(o) meu (minha) sucessor (a).”
Ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro Foto: Pablo Jacob / Pablo Jacob
O ex-juiz federal Sergio Moro anunciou nesta sexta-feira sua saída do cargo de ministro da Justiça, após o presidente Jair Bolsonaro exonerar o diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, nome de confiança do ministro na corporação. A troca, segundo Moro, seria uma interferrência política na PF sem uma causa que fosse aceitável.
— O presidente queria uma pessoa que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações de inteligência, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar essas informações — disse Moro. — O presidente também informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal e que a troca seria oportuna nesse sentido. Também não é uma razão que justifique, pelo contrário até gera preocupação — ressaltou.
Moro disse que Bolsonaro afirmou que o objetivo da troca no comando da Polícia Federal era, sim, interferir politicamente na instituição. Segundo o ministro da Justiça, o presidente “sinalizou que tinha preocupações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF)”, em referência às investigações em curso sobre fake news e os atos antidemocráticos do último fim de semana. Ainda de acordo com Moro, Bolsonaro afirmou que precisa de delegados na PF com quem ele possa ter contato, inclusive tendo acesso a relatórios de inteligência.
– Falei com presidente que seria interferência política, e ele disse que seria mesmo. Presidente me disse mais de uma vez expressamente que queria ter uma pessoa do conato dele, que ele pudesse ligar, ter informações, colher relatórios de inteligência. Seja diretor, seja superintendente, não é papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. Imagina se durante a própria Lava-Jato, ministro ou diretor-geral, ou a presidente Dilma ou o ex presidente Luiz (Lula) ficassem ligando para o superintendente…. Autonomia da PF é valor fundamental. Grande problema não é quem entra, mas por que alguém entrar. Eu fico na dúvida se vai conseguir dizer não (a Bolsonaro) em relação a outros temas.
Moro destacou na entrevista que foi prometido carta branca a ele.
— Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive o superintendente da Polícia Federal – disse, lembrando do convite feito por Bolsonaro.
— No final de 2018 eu recebi convite do entao eleito presidente Jair Bolsonaro, isso eu já falei diversas vezes, e fui convidado a ser ministro da Justiça e da Segurança Publica. O que foi conversado com o presidente foi que teriamos compromisso com o combate à corrupção e à criminalidade. Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive o superintendente da Polícia Federal — afirmou Moro.
Moro chegou a afirmar que, na gestão anterior do governo federal durante a gestão petista, foi garantida a autonomia aos trabalhos da PF e que isso permitiu o avanço da Lava-Jato.
— É certo que o governo da época tinha inúmeros defeitos, aqueles crimes gigantescos de corrupcao, mas foi fundamental a autonomia da PF para que fosse realizado esse trabalho. Seja de bom grado, seja pela pressão da sociedade — disse.
O ministro afirmou que não estabeleceu como condição ao cargo uma indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, mas disse que pediu a Bolsonaro que fosse garantida uma pensão à sua família caso ele ficasse sem emprego posteriormente.
Moro chegou a afirmar que, na gestão anterior do governo federal durante a gestão petista, foi garantida a autonomia aos trabalhos da PF e que isso permitiu o avanço da Lava-Jato.
— É certo que o governo da época tinha inúmeros defeitos, aqueles crimes gigantescos de corrupcao, mas foi fundamental a autonomia da PF para que fosse realizado esse trabalho. Seja de bom grado, seja pela pressão da sociedade — disse.
O ministro afirmou que não estabeleceu como condição ao cargo uma indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, mas disse que pediu a Bolsonaro que fosse garantida uma pensão à sua família caso ele ficasse sem emprego posteriormente.
— Tinha uma única condição que eu coloquei. Eu disse que como estava abandonando 22 anos da magistratura, contribuí por 22 anos à previdência, perdia ao sair da magistratura essa previdência, pedi apenas que se algo me acontecesse, pedi que a minha família não ficasse desamparada sem uma pensão. Foi a única condição que eu coloquei — afirmou.
— Busquei ao maximo evitar que isso acontecesse mas foi inevitável. Não foi por minha opção – disse no início da fala.
Irritado com a exoneração de Valeixo, Moro fez o pronunciamento no final da manhã desta sexta e anunciou sua saída do cargo.
A saída de Moro, uma semana após a demissão do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, amplia o isolamento político de Bolsonaro e significa a perda do principal fiador de seu discurso de combate à corrupção, principalmente porque a demissão de Moro ocorre justamente devido a uma tentativa de interferência externa na Polícia Federal, o que pode afetar a independência de suas investigações.
A perda do aliado também ocorre em meio ao crescimento nos casos de coronavírus no país, assunto que provocou desgastes entre Moro e Bolsonaro –o ministro defendia medidas mais duras para manter o isolamento, como punição a quem descumprisse quarentena, enquanto o presidente tem se manifestado em favor de um relaxamento do isolamento.
Exoneração de Valeixo
A exoneração de Valeixo foi publicada por Bolsonaro no Diário Oficial desta sexta-feira e pegou Sergio Moro de surpresa. Segundo interlocutores do ministro, ele não foi avisado que a demissão seria formalmente efetivada. Ontem, Bolsonaro afirmou a Moro durante uma reunião no Palácio do Planalto que decidiu tirar Valeixo do comando da PF, mas o ministro ameaçou pedir demissão caso isso se concretizasse.
Ex-juiz da 13ª Vara Federal da Curitiba, Moro foi responsável por conduzir os processos da Operação Lava-Jato, incluindo a condenação do ex-presidente Lula por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Ganhou projeção política no cargo e, após o resultado das eleições de 2018, foi convidado por Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça. Moro, então, decidiu deixar o cargo de juiz federal, no qual tinha estabilidade e carreira garantida, para aceitar o convite e integrar o governo federal.
Como ministro, porém, Moro passou a acumular desentendimentos com Bolsonaro, tendo sido desautorizado em diversos atos da gestão. No primeiro mês da gestão, Bolsonaro editou um decreto para flexibilizar porte e posse de armas sem pareceres técnicos do ministério. Moro mostrou desconforto com o projeto e disse que a medida não era política de segurança pública. Depois, Moro indiciou a cientista política Ilona Szabó como suplente para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. A militância bolsonarista nas redes sociais reagiu, e o ministro foi obrigado a desfazer o convite após telefonema de Bolsonaro.
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Seu principal projeto na pasta, o pacote anticrime, foi desidratado na Câmara dos Deputados e não recebeu o apoio esperado de Bolsonaro. Moro também atuou contra a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que paralisou investigações iniciadas com base em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), movimento que irritou Bolsonaro, porque a decisão de Toffoli beneficiava a investigação de seu filho Flávio Bolsonaro por rachadinhas.
Bolsonaro e Moro durante cerimônia de lançamento do programa de combate a criminalidade violenta Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo
O presidente Jair Bolsonaro oficializou nesta sexta-feira a demissão do diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, nome de confiança do ministro Sergio Moro para o cargo. A possibilidade de sua demissão gerou uma crise na quinta entre Bolsonaro e Moro, que ameaçou deixar o cargo caso Valeixo fosse exonerado.
O ministro não foi avisado por Bolsonaro que a demissão de Valeixo seria efetivada e, segundo interlocutores, avalia pedir demissão diante do cenário. Moro vai conceder uma entrevista coletiva às 11h.
O decreto da saída de Valeixo não foi formalmente assinado por Moro, apesar de seu nome constar no decreto. Isso indica que a discordância entre os dois se ampliou e agravou a crise política iniciada nesta quinta.
Fontes do ministério apontam que Moro pode efetivamente pedir demissão após a exoneração de seu aliado.
Nome de confiança do ministro, Valeixo comandou a Superintendência da PF no Paraná durante a Operação Lava-Jato e foi indicado por Moro para comandar a corporação assim que assumiu o ministério da Justiça.
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Sua permanência, entretanto, acabou sendo alvo de atritos com Bolsonaro, que em meados do ano passado tentou impor a indicação de um nome para a Superintendência da PF do Rio. A corporação reagiu à interferência externa e, diante do impasse, Bolsonaro ameaçou demitir Valeixo na ocasião.
Após os desgastes, Valeixo negociava uma saída pacífica do cargo para meados de junho, mas a antecipação da demissão surpreendeu aliados. Agora, o presidente queria indicar um nome de sua confiança ao comando da PF, mas Moro se posicionou contrariamente e tenta controlar a sucessão na corporação para blindá-la de influência política.
Apesar da demissão, não consta no Diário Oficial a indicação de um substituto para Valeixo. Há ao menos três nomes atualmente cotados para o cargo.
Um dos nomes do agrado do presidente Bolsonaro é o delegado Anderson Torres, atual secretário de Segurança Pública do governo do DF, enfrenta total oposição de Sergio Moro. Desde o fim do ano passado, Torres tem se articulado politicamente para suceder Valeixo, o que atraiu a ira do atual ministro da Justiça.
Fontes da cúpula da PF avaliam que a indicação de Torres seria um aceno de Bolsonaro para políticos do centrão, que são alvos de investigações na Lava-Jato. Um dos padrinhos do delegado é o governador do DF Ibaneis Rocha, do MDB, que esteve com Bolsonaro Palácio do Planalto anteontem para uma reunião sobre coronavírus e levou Torres para o encontro. Seu nome sofre resistência dentro da PF, após o malsucedido movimento para derrubar Valeixo no fim do ano.
Um dos nomes que tem a confiança de Moro para o cargo é do atual diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) Fabiano Bordignon, que também é visto com bons olhos dentro da PF. Também paranaense, Bordignon era chefe da delegacia da PF em Foz do Iguaçu (PR) antes de ser levado por Moro para dirigir o Depen, no início de sua gestão como ministro da Justiça.
Outro nome cotado para comandar a PF é o atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, que tem a confiança do presidente e também tem bom trânsito com seus filhos e com a ala militar do governo. Ramagem foi chefe da equipe de segurança do então candidato à presidência Jair Bolsonaro em 2018. Com a convivência, caiu no gosto do recém-eleito presidente e foi chamado para dirigir a Abin. Fontes da PF apontam que Moro também mantém uma boa relação com Ramagem.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) aprovará, na próxima quarta-feira, resolução estabelecendo mecanismos de acompanhamento da utilização dos recursos federais destinados aos municípios maranhenses para emprego em ações de prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A questão foi debatida ontem (22), durante a primeira sessão do Pleno realizada por meio de videoconferência.
Os mecanismos de acompanhamento já estão sendo definidos pela Secretaria de Fiscalização, de forma a assegurar que não haja desvio de finalidade no emprego desses recursos. “A ideia é que, dentro de suas atribuições constitucionais, o TCE contribua para esse fim, como também estarão fazendo órgãos como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU).
Além do encaminhamento dessa questão, considerada crucial no momento, o Pleno também abordou temas administrativos relacionados à sua atuação durante a pandemia. Entre elas, proposta que dispõe sobre o Plano Bienal de Fiscalização e Instrução Normativa que dispõe sobre a forma de avaliação dos Portais da Transparência, além da implantação, em caráter excepcional, das sessões por videoconferência no âmbito da instituição pelo tempo em durarem as restrições impostas pelo enfrentamento da pandemia do Covid-19.
Nas palavras do presidente do TCE, conselheiro Nonato Lago, a primeira sessão por videoconferência realizada na história do Tribunal, embora restrita a uma pauta administrativa, foi plenamente exitosa, uma vez que, além de provar serem viáveis reuniões do colegiado a distância, permitiu o debate de pontos essenciais ao funcionamento do órgão. “Todos nosso esforço é no sentido de assegurar o pleno cumprimento da missão constitucional do Tribunal durante esse tempo tão difícil para todos”, resumiu o conselheiro.
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Nonato Lago agradeceu não somente a participação dos membros do Colegiado mas também o empenho de todos os servidores da casa, especialmente, do setor de TI, essencial para que o TCE maranhense pudesse realizar suas sessões a distância. “Eles são os grandes atores invisíveis desse momento”, reconheceu.