São Paulo: Juiz concede alvará, e Lula será solto nesta sexta-feira

O ex-presidente deixará a prisão após um ano e sete meses Foto: Isabella Lanave

Após 580 dias na prisão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai deixar a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba nesta sexta-feira. O juiz Danilo Pereira Junior, da 12ª Vara Federal de Curitiba, concordou com o pedido protocolado mais cedo pela defesa do ex-presidente, baseado na decisão desta quinta-feira do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a prisão após condenação em segunda instância .

“Portanto, à vista do julgamento das Ações Declaratórias de Constitucionalidade nº 43, 44 e 54 – e ressalvado meu entendimento pessoal acerca da conformidade à Justiça, em sua acepção universal, de tal orientação -, mister concluir pela ausência de fundamento para o prosseguimento da presente execução penal provisória, impondo-se a interrupção do cumprimento da pena privativa de liberdade. Expeça-se alvará de soltura em favor do executado, com urgência”, decidiu o juiz.

Na decisão, Danilo Pereira Junior ainda determinou que as autoridades públicas e os advogados de Lula ajustem os protocolos de segurança para evitar situações de tumulto e risco à segurança.

Lula recebeu durante a manhã a visita de seu advogado, Cristiano Zanin Martins, e da presidente do partido, Gleisi Hoffmann. Durante a tarde, o ex-candidato à Presidência, Fernando Haddad, e a filha do ex-presidente Lula, Lurian, também conversaram com o petista na cela em que ficou por um ano e seis meses na sede da Polícia Federal de Curitiba.

Mais cedo, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que esperava uma decisão rápida da Justiça.

— Ao nosso ver, jamais poderia ter sido decretada essa prisão. A partir do julgamento realizado ontem pelo STF, e é público e notório, não há nada que possa neste momento impedir ou protelar uma decisão que determine a expedição do alvará de soltura. Qualquer ato protelatório, a nosso ver, dará contornos políticos ainda maiores ao processo — disse.

Lula fará um ato neste sábado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, local onde saiu em abril de 2018 para ir para a prisão. Em comunicado distribuído à militância do PT, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, pediu aos petistas que evitem provocações para “não estragar este momento de alegria”.

Em Curitiba, após deixar a cadeia, Lula também deverá ir de encontro aos militantes que permaneceram em vigília durante sua prisão.

O ex-presidente quer prestar uma homenagem aos simpatizantes que ficaram em vigília no local durante um ano e sete meses. A expectativa é que também ocorra um comício em São Paulo ou São Bernardo do Campo, em seguida.

Além do ato, Lula também deverá ser convidado para a posse do presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández.

Lula planeja viajar pelo país e tentar fortalecer a oposição ao governo. Também está previsto um giro internacional para se encontrar com personalidades que se manifestaram contra a sua prisão.

Fonte: oglobo.globo.com

Brasília: Bolsonaro enaltece Moro, após decisão do STF que deve soltar ex-presidente Lula

Foto; André Coelho/Folhapress

Ainda sem comentar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prisão em segunda instância que pode beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) atribuiu sua eleição à atuação do ministro Sergio Moro (Justiça) enquanto juiz.

Em discurso na cerimônia de formatura de curso para Polícia Federal, Bolsonaro elogiou sua equipe de ministros, entre eles Moro, que estava no evento. O presidente lembrou do episódio de 2017 em que o ex-juiz ignorou o capitão reformado em um aeroporto e disse que isso ocorreu porque Moro não poderia se aproximar de políticos ou ter partido.

“Ele estava cumprindo sua missão. Se essa missão dele não fosse bem cumprida, eu também não estaria aqui”, disse. “Então parte do que acontece na política no Brasil devemos a Sergio Moro. Se for comparar a uma corrente, talvez o elo mais forte dessa corrente”.

Bolsonaro ainda não comentou publicamente a decisão do STF. Depois do evento, no Palácio da Alvorada, o presidente se aproximou da imprensa e questionou sobre o que os jornalistas queriam perguntar. Ao ser indagado sobre o resultado do julgamento, fez sinal de joinha com o dedo e voltou para o carro.

Já Moro soltou uma nota em que afirma que continuará defendendo a execução da condenação em segunda instância. O ministro afirmou, no entanto, que a decisão do Supremo deve ser respeitada. “O Congresso pode, de todo modo, alterar a Constituição ou a lei para permitir novamente a execução em segunda instância, como, aliás, foi reconhecido no voto do próprio Ministro Dias Toffoli”, disse.

Na noite de quinta-feira (7), o plenário do Supremo decidiu, com placar apertado de 6 votos a 5, que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos), alterando a jurisprudência, que desde 2016, tem permitido a prisão logo após a condenação em segunda instância.

A decisão, uma das mais esperadas dos últimos anos, tem potencial de beneficiar cerca de 5.000 presos, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), incluindo Lula, preso desde abril de 2018 pelo caso do tríplex de Guarujá (SP). O Brasil tem, no total, aproximadamente 800 mil presos.

No início do julgamento, ele havia publicado em suas redes sociais uma mensagem dizendo ser favorável à prisão após condenação de segunda instância. “Aos que questionam, sempre deixamos clara nossa posição favorável em relação à prisão em segunda instância. Proposta de Emenda à Constituição que encontra-se no Congresso Nacional sob a relatoria da deputada federal Caroline de Toni (PSL-SC)”, escreveu.

Mais tarde, a publicação na rede de Bolsonaro foi apagada. O filho do presidente Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), vereador na cidade no Rio, pediu desculpas pela mensagem. “Eu escrevi o tweet sobre segunda instância sem autorização do presidente. Me desculpem todos!”, escreveu o vereador na sua conta do Twitter. “A intenção jamais foi atacar ninguém! Apenas expor o que acontece na Casa Legislativa!”, afirmou o vereador.

No discurso desta sexta, Bolsonaro levou dois policiais que fizeram sua segurança durante a campanha e lembrou da facada sofrida em Juiz de Fora (MG). O presidente disse ter conversado com a equipe na praça. “É a última vez que eu vou no meio do povão, porque vai acontecer algo de grave”.

Atribuiu ainda ao planejamento dos dois policiais o rápido atendimento recebido após a facada. Bolsonaro também comentou as críticas têm sofrido. “Tenho muito orgulho, apesar das dores de cabeça, por vezes de acusações infundadas, vale a pena esse sacrifício pela nossa pátria”, afirmou.

Fonte: folha.uol.com.br

 

Brasília: Presidente da CCJ do Senado diz que pautará prisão em segunda instância na próxima sessão

A presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet Foto: Jorge William / Agência O Globo

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir ontem sobre prisão em segunda instância, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado , Simone Tebet (MDB-MS), vai pautar uma proposta de emenda à constituição do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) para a primeira sessão do colegiado.

— Diante da decisão do STF, principalmente da declaração de voto do presidente daquela Corte no sentido de que o Congresso pode alterar a legislação sobre a prisão em 2a instância, incluirei, na pauta da próxima reunião da CCJ, a PEC de autoria do Senador Oriovisto — afirmou Tebet ao GLOBO.

Prisão em 2ª instância: Possibilidade de Congresso alterar a Constituição divide juristas

— A previsão é que a reunião da Comissão de Constituição e Justiça não ocorra na semana que vem devido ao encontro da cúpula dos BRICS ( Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no Itamaraty na quarta e na quinta-feira da semana que vem, quando a área do Congresso terá acesso restrito.

A articulação para tentar mudar a lei sobre a prisão após o trânsito em julgado (quando não há mais recursos disponíveis para a defesa) começou antes mesmo do final do julgamento no Supremo. Um abaixo assinado com a adesão de 42 senadores foi levado ao presidente do STF, Dias Toffoli, antes do julgamento. Para conseguir aprovar uma mudança constitucional no Senado são necessários 49 votos no Senado, em dois turnos, e 308 votos na Câmara.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), porém, demonstra resistência em pautar a proposta. Na quarta-feira, antes mesmo do término do julgamento, Alcolumbre avisou que não “teria perspectiva” o avanço dessa matéria no Senado.

— Isso aí? Não tem nem perspectiva — disse ao GLOBO, ao responder sobre a pressão dos colegas.

A PEC, de autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), acrescenta trecho ao artigo 93 da Constituição: “decisão condenatória proferida por órgãos colegiados deve ser executada imediatamente, independentemente do cabimento de eventuais recursos”. Ela é relatada pela senadora Juíza Selma (Podemos-MT). Signatária do abaixo-assinado, Selma já apresentou seu parecer favorável, fazendo apenas uma emenda de redação.

— Vamos conseguir galgar esse degrau. O Brasil vai conseguir sair dessa insegurança jurídica que nós vivemos hoje e vamos superar mais uma das crises causadas pela omissão do legislador ou pelo ativismo judicial — disse Selma.

Além dos 42 senadores que assinaram o manifesto entregue a Toffoli, Flavio Bolsonaro (PSL) já se manifestou favorável ao tema. Os parlamentares acreditam que podem conseguir chegar aos votos necessários para a aprovação no Senado.

Análise: Decisão do STF que derrubou segunda instância afasta Toffoli de Bolsonaro

Na Câmara, porém, há mais resistências. O presidente da CCJ daquela Casa, Felipe Francischini (PSL-PR), pautou uma proposta semelhante na comissão, mas ainda não conseguiu aprovar.

Nesta sexta-feira, Francischini voltou a inserir o assunto na pauta. A discussão pode ser retomada na segunda-feira. A relatora da proposta, Caroline de Toni (PSL-SC), já apresentou parecer favorável à constitucionalidade do projeto. A ideia é que o parecer possa ser votado na próxima semana.

fonte: oglobo.globo.com

Lago dos Rodrigues: Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra suspeito de homicídio

Franciel Dias de Sousa – Suspeito/Foto: Polícia Civil do MA

A Polícia Civil do Estado do Maranhão, através das Delegacias de Lago dos Rodrigues e Lago da Pedra( pertencentes a 14 Delegacia Regional de Pedreiras), a Superintendência de Homicídios, GPE e Delegacia de Homicídios de Imperatriz, no dia 08/11/19, na cidade de Gov.Edson Lobão/MA deram cumprimento ao mandado de prisão em desfavor do nacional FRANCIEL DIAS DE SOUSA, acusado do crime de latrocínio cometido contra ALTEMIR SOARES MARTINS,”V. TEMIR CLUBE.”

O crime ocorreu no dia 19/10/19, no Município de Lago dos Rodrigues – MA. Na data do fato, FRANCIEL teria adentrado a residência da vítima para roubar armas e dinheiro que, supostamente, estariam sendo guardados pela vítima. Quando se encontrava dentro da residência,FRANCIEL foi surpreendido pela vítima. A fim de assegurar a vantagem do crime,FRANCIEL desferiu golpes na cabeça da vítima, com um pedaço de madeira.  Após o crime,o acusado fugiu levando o celular e a moto da vítima.

Realizadas inúmeras diligências, chegou – se à autoria do crime, que culminou com o cumprimento do supracitado mandado de prisão cautelar.

Pedreiras: Cruzamento próximo ao Palácio Municipal ficará sem semáforo

A Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito comunica a retirada em definitivo do semáforo antes localizado nas imediações do Palácio Municipal e esclarece que a decisão foi tomada após a realização de estudo de fluxo no local, que concluiu haver maior fluidez no trânsito com a referida mudança. Importante ressaltar que a retirada da sinalização luminosa não compromete a segurança dos condutores e pedestres.

Devido uma analise de tráfego realizado pela SSPTRANS foi retirado os sinais próximo ao Palácio Municipal. Os principais quesitos destacados foram a fluidez e segurança pra os condutores e pedestre que por ali passam, esses mesmos não respeitavam a sinalização o que causava transtorno e insegurança naquele local”, justifica o secretário Rodrigo Assaiante.

Trizidela do Vale: Ambulatório de Saúde Mental. Mais uma obra inaugurada nas festividades de aniversário do Município

Prédio onde funcionará o Ambulatório de Saúde Mental de Trizidela do Vale – MA/Foto: ASCOMTV

Cuidar da saúde mental não é mais um tabu. Ainda em continuidade às comemorações dos 25 anos de Trizidela do Vale, o prefeito Fred Maia, através da prefeitura, inaugurou pela primeira vez no Município, a implantação de um espaço destinado aos cuidados da saúde mental dos pacientes aqui cadastrados.

Fred Maia – Prefeito de Trizidela do Vale/Foto: ASCOMTV

Investimos na criação desse espaço para sermos totalmente independentes. Pois a partir daqui todas as famílias dos pacientes terão um atendimento humanizado e de qualidade”, disse o prefeito Fred Maia.

Diferente dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps.) que são definidos por perfis, o ambulatório atenderá cerca de 60 pacientes com transtornos de grau leve e moderado.

Fotos: ASCOMTV

São oferecidas consultas com psiquiatras, acompanhamento psicológico individual e coletivo para adultos e crianças, terapia ocupacional para o público infantil, acolhimento de enfermagem, grupos de relaxamento e psicoeducativos, atendimento familiar e visitas domiciliares.

A equipe é composta por um psiquiatra, um psicólogo, um enfermeiro e um técnico de enfermagem. Todos os pacientes atendidos pelo ambulatório devem ser encaminhados pelas unidades de saúde. “É um ambiente que favorece a evolução do tratamento. Temos todo o aparato necessário para o atendimento”, contou o coordenador do Ambulatório, Emerson, que ressaltou, ainda, que o objetivo do ambulatório é ofertar atendimento psicossocial à população de forma igualitária, em conjunto com a rede de atenção à saúde, de acordo com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A unidade oferecerá atendimento à população, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

Essa é uma grande conquista devido a todos os esforços dessa administração, estou imensamente honrada por esse presente do prefeito à nossa cidade,”, comentou Arilene Oliveira, secretária municipal de saúde.

Brasília: STF derruba prisões em segunda instância; decisão pode beneficiar Lula

Ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello no julgamento sobre prisão em segunda instância Foto: CARLOS ALVES MOURA / Divulgação STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que o início do cumprimento da pena ocorre somente após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando todos os recursos já foram julgados. Na sessão de hoje, após os votos de Cármen Lúcia a favor e de Gilmar Mendes contra a prisão em segunda instância, o decano da Corte, ministro Celso de Mello empatou o julgamento. Em seguida, o presidente Dias Toffoli deu o voto decisivo. Após a mudança de entendimento, 38 condenados na Lava-Jato serão beneficiados, segundo o Ministério Público Federal. Entre os que podem ser soltos, está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril do ano passado após ser condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá.

Na proclamação do resultado do julgamento, os ministros do STF decidiram que a libertação de réus presos por condenação em segunda instância não será automática. Os juízes de execução vão analisar caso a caso. É possível, por exemplo, um réu ser libertado com base na tese da segunda instância, mas o juiz poderá decretar prisão preventiva contra esse mesmo réu, se considerar que ele preenche algum requisito previsto em lei – como, por exemplo, risco de obstruir as investigações e alta periculosidade.

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Além de Gilmar, Celso de Mello e Toffoli, votaram contra a prisão em segunda instância o relator Marco Aurélio Mello e os ministros Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, em sessões anteriores, ocorridas em outubro. Já Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux votaram pelo cumprimento antecipado da pena, além de Cármen Lúcia.

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Em fevereiro de 2016, quando o STF julgou o mesmo tema, Toffoli votou a favor da segunda instância. Em outubro do mesmo ano, ele mudou de ideia e apresentou sua tese pelas prisões a partir do julgamento do STJ. No julgamento desta quinta-feira, para conseguir emplacar a tese intermediária, Toffoli precisaria convencer outros cinco ministros a concordarem com ele. Diante da dúvida, preferiu migrar para o time do trânsito em julgado.

Para justificar os votos díspares, Toffoli afirmou que, nos julgamentos anteriores, foram analisados recursos de réus específicos que estavam presos por crimes graves – homicídio e roubo qualificado. Agora, o STF julgou ações sobre a regra geral, sem focar em um caso concreto.

Segundo ele, a tese que estava em jogo era apenas se o artigo 283 do Código de Processo Penal estava de acordo com o artigo 5º da Constituição Federal. A legislação diz que ninguém poderá ser preso se não em flagrante delito ou em decorrência de sentença condenatória transitada em julgada. Já a Constituição diz que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado. Para Toffoli, os dois dispositivos estão em consonância – e, por isso, seria inconstitucional antecipar as prisões de condenados.

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— Nesse texto normativo, temos que o parlamento pediu a prisão com trânsito em julgado. Não é o desejo do juiz, é o desejo dos representantes do povo brasileiro — disse Toffoli.

Assim como tinha feito em 2016, Cármem Lúcia defendeu o início da execução da pena depois de confirmada a condenação por um tribunal de segunda instância, a regra em vigor atualmente. No voto, a ministra disse que, sem a certeza da imposição da pena, impera a impunidade.

— A eficácia do direito penal afirma-se, na minha compreensão, pela definição dos delitos e pela certeza do cumprimento das penas. Se não se tem a certeza de que a pena será imposta, de que será cumprida, o que impera não é a incerteza da pena, mas a certeza ou pelo menos a crença na impunidade — declarou.

Para a ministra, quem conta com a impunidade não são os réus pobres, mas os que têm condições de contratar advogados para recorrer indefinidamente das penas.

— Os que mais contam com essa certeza (da impunidade), ou com essa crença, não são os mais pobres. São aqueles que dispõem de meios para usar, ou até para abusar, de todo um rebuscado e intrincado sistema recursal, de todos os meios para não precisar de responder pelo delito e protrair o processo no tempo, até se chegar à prescrição da pretensão punitiva e à frustração dos direitos daqueles que sofreram como consequência do delito — concluiu.

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Conforme já era esperado, o ministro Gilmar Mendes, que em 2016 tinha votado a favor da execução da pena em segunda instância, mudou de posição. Ele agora se manifestou pela prisão apenas quando houver o trânsito em julgado, ou seja, quando não for possível mais apresentar recursos.

— De forma cristalina, afirmo que o fator fundamental a definir essa minha mudança de orientação foi o próprio desvirtuamento que as instâncias ordinárias passaram a perpetrar em relação à decisão do STF em 2016. O que o STF decidiu em 2016 era que dar-se-ia condição para executar a decisão a partir do julgado em segundo grau. Ou seja, decidiu-se que a execução da pena após condenação em segunda instância seria possível, mas não imperativa — disse Gilmar.

Crítico da Lava-Jato, ele também atacou as prisões preventivas praticadas em Curitiba.

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— As prisões provisórias de Curitiba se transformaram em sentenças definitivas. E depois se transformaram em decisões definitivas de segundo grau. Portanto, a regra era a prisão provisória de caráter permanente. E isso passou a me chamar a atenção — afirmou Gilmar.

Em seguida, o ministro Celso de Mello votou contra a tese da segunda instância e empatou a votação. Para ele, o réu tem o direito de recorrer até a última instância do Judiciário antes de ser preso. No voto, o decano aproveitou para fazer um duro discurso contra a impunidade de criminosos do colarinho branco.

— Nenhum juiz do Supremo Tribunal Federal, independentemente de ser favorável ou não à tese do trânsito em julgado, discorda ou é contrário à necessidade imperiosa de combater e reprimir com vigor, respeitada, no entanto, a garantia constitucional do devido processo legal, todas as modalidades de crime praticadas por agentes públicos, qualquer que seja a posição hierárquica por eles ostentada nos quadros da República, ou por delinquentes empresariais, investidos de grande poder econômico —  declarou.

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O decano explicou que, com a exigência do trânsito em julgado, não há impedimento de prisão antecipada do investigado, desde que o juiz encontre motivos para isso. Ele citou como exemplo a prisão em flagrante, além da prisão temporária e da prisão preventiva, que podem ocorrer no curso da investigação penal. Essas prisões podem ser decretadas, por exemplo, diante da alta periculosidade de um suspeito.

O ministro rebateu ainda críticas de quem defende as prisões de segunda instância no sentido de que há muitos recursos à disposição do réu no sistema de Justiça e, por isso, as penas demoram para começar a serem cumpridas. Para ele, se a lei prevê os recursos, não há problema algum em se fazer uso deles.

— Há quem diga que a decisão é importante porque os réus usam recursos demais, e com isso geram impunidade pela prescrição. Se os recursos estão previstos em lei, devem ser usados, um direito que cabe a qualquer pessoa, inclusive ao Ministério Público. Ainda que seja um problema, este não é um problema do Judiciário, ou da advocacia: este é um problema da lei — explicou.

Tentativa de dissociar com caso Lula

Os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes tentaram dissociar o julgamento das ações da situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode ser um dos beneficiados. Durante seu voto, Gilmar disse que a discussão da situação de Lula não ajudou a ter um debate racional na questão. Toffoli, que é o presidente do STF, interveio:

Leia  :  As principais decisões da Justiça sobre a prisão de Lula

— É bom registrar que a força tarefa de Curitiba comandada pelo procurador Deltan Dallagnol deu parecer e pediu progressão de regime da pena do ex-presidente Lula, ou seja, pela própria força tarefa de Curitiba, ele deveria estar fora do regime fechado — disse Toffoli, acrescentando:

— Já não é este Supremo Tribunal Federal que estará decidindo eventual… A própria força tarefa de Curitiba assim já requereu à juíza local, que em razão de uma decisão anterior do Supremo que proibiu a transferência, encaminhou o pedido para cá que chegou ao ministro Luiz Edson Fachin. Mas é um pedido do Ministério Público, que ele saia do regime fechado.

Fonte: oglobo.globo.com

Pedreiras Colisão entre moto e carro deixa criança ferida. Veja o vídeo

Foto: Reprodução do vídeo

A motocicleta que vinha sentido centro ao bairro Seringal, ao se aproximar do cruzamento próximo ao Supermercado Saturnino, não parou, e o carro que vinha sentido Bosque ao centro, bateu na traseira da motocicleta.

Na moto, o condutor levava uma criança na frente, que é proibido, e mercadoria na garupa.

Graças a Deus que os dois não tiveram algo mais grave. A criança teve apenas leves escoriações pelo corpo e segundo informações, está bem.

Veja o vídeo.

Pedreiras: FEMAF lança hoje o EAD/Educação a Distância

A FEMAF – Faculdade de Educação Memorial Adelaide Franco, lança hoje (07), a partir das 18:30h, o EAD – Cursos de Educação a Distância, autorizado pelo MEC – Ministério da Educação e Cultura.
O evento acontecerá no auditório da instituição e contará com as presenças de várias autoridades.

É grande a expectativa dos diretores da FEMAF, que estão ansiosos aguardando o grande momento, uma conquista, que não foi fácil, mas que irá contemplar Pedreiras, Trizidela do Vale e toda a região do Médio Mearim.

Temos a certeza que será mais um sonho realizado. Pedreiras merece, e no interior do Maranhão seremos a primeira Instituição Educacional oficializada pelo MEC, graças ao nosso desempenho e de todos que formam a FEMAF.” Disse Francisco Rodrigues da Silva – Diretor Presidente.

Trizidela do Vale: Personalidades foram agraciadas com Título de Cidadania Trizidelense

Foto: Sandro Vagner

Na manhã desta quarta-feira (06), aconteceu na Câmara de Vereadores de Trizidela do Vale uma sessão solene, em comemoração aos 25 anos de emancipação política do Município. Durante a solenidade, foram entregues Títulos de Cidadania Trizidelense a várias personalidades, que de uma forma ou de outra deram e continuam dando sua contribuição ao Município.

Fotos: Sandro Vagner

Os homenageados receberam a honraria das mãos dos vereadores, vereadoras, do prefeito Fred Maia, secretários e de convidados, que para todos foi uma forma de reconhecimento por parte dos parlamentares.

Fotos: Sandro Vagner e Carlinhos do Blog

Amigos, familiares e outras pessoas lotaram as dependências da Câmara de Vereadores. O prefeito Fred Maia, a secretária de educação, Márcia Maia, e o Presidente da Câmara, Vereador Francisco Martins “Corró”, foram homenageados por alunos, que agradeceram ao gestor pela boa educação e fizeram questão de frisar a boa merenda  que é servida nas Escolas do Município.

Fotos: Sandro Vagner

Foram diversos os agradecimentos dos homenageados, que se colocaram à disposição no que for preciso para manter essa parceria com Trizidela do Vale.

Fred Maia, Sandro Vagner, Corró e Ester Barreto/Foto: Carlinhos do Blog

Quero agradece ao vereador Corró, pelo título a mim concedido, ao prefeito Fred Maia e a todos os vereadores que aprovaram essa homenagem. Nosso trabalho, sempre com responsabilidade, irá continuar como forma de contribuir com o desenvolvimento do Município.” (Sandro Vagner).

Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner
Fotos: Sandro Vagner