Recebido entre palmas de correligionários, lideranças de PT, PROS, PCdoB, PSOL e movimentos sociais, o candidato derrotado à presidente da República, Fernando Haddad, agradeceu na noite de hoje (28) os 46 milhões de votos no segundo turno das eleições.
Em tom firme, Haddad discursou por cerca de dez minutos e garantiu que se manterá na oposição parafraseando o hino nacional. “Verás que um professor não foge à luta. Nem teme quem adora a liberdade a própria morte”, afirmou, ao lado da esposa, Ana Estela Haddad, seus filhos Bernardo e Ana Carolina, sua mãe, e irmãs.
Democracia
Haddad ressaltou que há um longo período as “instituições são colocadas à prova a todo instante” e que soberania nacional e a democracia são valores que estão “acima de todos nós.”
“Temos uma tarefa enorme no país, que é em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades desses 45 milhões de brasileiros”, argumentou. “Parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada nesse momento”, completou.
Haddad subiu ao palco acompanhado da vice, Manoela d’Ávila, que carregava sua filha Laura no colo, do ex-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, da ex-presidente Dilma Rousseff e de outros políticos de esquerda.
Coragem
Haddad afirmou que tem um compromisso com os brasileiros e pediu para que seus eleitores não aceitem provocações e ameaças. “Não vamos deixar esse país para trás. Vamos colocar o nosso ponto de vista”, assegurou. “Coloco a minha vida à disposição desse país. Não tenham medo, nós estaremos aqui. A vida é feita de coragem.”, garantiu.
Antes de discursar, houve um minuto de silêncio em homenagem às mortes de Marielle Franco, Moa do Catendê e Charlione Albuquerque.
Derrota
O candidato do PT foi derrotado por Jair Bolsonaro por uma diferença de cerca de 11 milhões de votos. Por meio do Twitter, a candidata à vice na chapa de Haddad, Manoela d’Ávila, disse que “a tristeza tem que se transformar rapidamente em resistência.”
“O espírito desses últimos dias, nos quais milhares foram para as ruas pra virar votos de um modo tão bonito precisa se manter e se multiplicar. Eles venceram, mas a luta vai continuar. Vamos permanecer juntos, resistir e defender a democracia e a liberdade”, afirmou.
Jair Bolsonaro, do PSL, o presidente eleito do Brasil, acena após votar no Rio – Li Ming/Xinhua
Jair Messias Bolsonaro, 63, é o novo presidente do Brasil —o 42º da história e o 8º desde o fim do regime militar (1964-85) que ele admira e cujo caráter ditatorial relativiza.
O deputado do PSL-RJ derrotou neste domingo (28) o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, do PT.
Bolsonaro liderou a mais surpreendente disputa eleitoral desde o pleito de 1989 a partir de agosto, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde abril por corrupção, foi declarado inelegível.
Haddad, plano B do PT que ocupava estrategicamente a vice de Lula antes de ser lançado candidato, conseguiu chegar ao segundo turno, mas nunca ameaçou a liderança do polêmico deputado.
Ele será o 16º presidente militar da história e o 3º a chegar ao poder pelo voto direto. Os outros foram Hermes da Fonseca, em 1910, e Eurico Gaspar Dutra, em 1945.
Dono de retórica agressiva e colecionador de polêmicas que lhe valeram pechas que vão de radical a fascista, é o primeiro eleito desde Fernando Collor (1989) a se declarar abertamente de direita.
Suas credenciais democráticas são questionadas constantemente, uma novidade em pleitos presidenciais também desde Collor. Há uma semana, disse que seus adversários deveriam ser presos ou exilados, enquanto vídeo no qual seu filho Eduardo citava ser fácil fechar o Supremo Tribunal Federal em caso de questionamento de uma vitória do pai circulava.
A campanha teve diversos ineditismos. O mais notável foi o atentado a faca que Bolsonaro sofreu durante um ato em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.
Atingido no intestino, o deputado quase morreu e ficou fora da campanha de rua até o fim da disputa. Transformou o hospital e, depois, sua casa no Rio em quartel-general de onde gravava vídeos para a internet e recebia apoiadores.
A facada desorganizou a estratégia de seus adversários e permitiu a Bolsonaro não se submeter ao escrutínio de debates televisivos —participou apenas de dois deles no primeiro turno, antes do atentado, e preferiu ignorar o confronto com Haddad mesmo estando em condições clínicas na segunda etapa.
A derrota petista é danosa ao partido de Lula, que de todo modo logrou chegar ao segundo turno e elegeu a maior bancada na fragmentada Câmara dos Deputados. Comandando o eleitorado nordestino e mantendo cidadelas na região e no Congresso, o partido está logrou um triunfo relativo após anos de crise.
A eleição foi também um plebiscito sobre o legado do ex-presidente. Haddad era Lula, como dizia a propaganda petista no primeiro turno, convenientemente alterada para uma ideia fracassada de “Frente Democrática” para a disputa deste domingo.
Bolsonaro quebra uma série de quatro vitórias presidenciais petistas. Mais que isso, encimou um tsunami de direita na eleição, com a expulsão de diversos nomes da esquerda e da política tradicional do Legislativo e também com a ascensão de nomes novos nas disputas por governos de estado.
O antipetismo encarnado pelo deputado transformou os partidos conservadores tradicionais numa terra arrasada. O PSDB, que havia amealhado metade do eleitorado em 2014 e perdido por pouco para o PT, foi praticamente extinto em sua encarnação atual.
Diversos fatores concorrem para explicar o sucesso de Bolsonaro. Sua raiz está nos protestos de rua de 2013, quando o sentimento “contra todos” tomou conta do país e derrubou a aprovação dos principais governantes.
No ano seguinte, a Operação Lava Jato entrou no cenário político, varrendo o PT e aliados antes de chegar ao próprio PSDB.
Em 2016, a recessão comandada por Dilma Rousseff (PT) deu condições políticas para o seu impeachment, e após um sucesso parlamentar inicial, o governo sucessor de Michel Temer (MDB) afundou-se em uma crise política e ética sem fim.
A derrocada de Temer deu oxigênio ao PT, agarrado no discurso de que fora vítima de um golpe.
Ao fim, contudo, Haddad não soube criar um fio narrativo coeso para driblar a acusação de leniência com os erros e alienou aliados em potencial —como Ciro Gomes (PDT), que saiu em terceiro lugar no primeiro turno e recusou declarar voto no petista.
Se a negação ao petismo já era uma forma de protesto contra o sistema político como um todo, ela acabou creditada na conta de Bolsonaro, e não na de figuras tradicionais.
Sua ascensão meteórica foi largamente ignorada pelo mundo político até o fim do ano passado, quando a intenção de voto resiliente atrás de Lula o tornou foco de atenção.
Mas Bolsonaro estava na rua desde 2014. Ou melhor: estava na nuvem, no mundo virtual em que montou uma eficaz e bastante contestada estratégia de promoção.
O uso intensivo de multiplicação de mensagens por meio do aplicativo WhatsApp e a adesão ao recurso de comunicação direta por meio de redes sociais foram importados dos EUA —não por acaso, Bolsonaro se diz grande fã do presidente Donald Trump.
Assim como o americano, ele é acusado de disseminar fake news e desinformação, o que nega. Como a Folha mostrou na semana passada, o impulsionamento de mensagens negativas ao PT foi comprado por empresários —Justiça Eleitoral e Polícia Federal investigam se houve crime e ligação com a campanha de Bolsonaro, uma sombra que irá acompanhar o novo presidente.
O deputado, por sua vez, só dobrou a aposta ao criticar o jornal —e processar seus profissionais— e a mídia em geral. Promete rever critérios de distribuição de verba publicitária federal.
Em outubro de 2015, quando decidiu pela candidatura, ele começou a percorrer o país para apresentar-se como um improvável “novo”, mesmo sendo deputado federal desde 1991 —será o presidente com a mais longa trajetória parlamentar desde José Sarney.
Era recebido em aeroportos por pequenas multidões, que gravavam e divulgavam as imagens em tempo real. Ganhou a alcunha de “mito”.
Montado numa estrutura confusa e amadora, cercou-se de militares da reserva e conselheiros de setores conservadores, como ruralistas e evangélicos.
Seu verdadeiro núcleo duro, contudo, é a família. Bolsonaro tem quatro filhos adultos e uma filha de 7 anos. Os três mais velhos integram seu QG: o senador eleito Flávio (PSL-RJ), o deputado federal reeleito Eduardo (PSL-SP) e o vereador carioca Carlos (PSL).
Diferente do 1º turno, os eleitores de Pedreiras e Trizidela do Vale, assim como em grande parte do país, estão indo às urnas votar apenas para um dos dois candidatos à presidência do Brasil, Bolsonaro ou Fernando Hadddad. O que permaneceu igual, mesmo, foi a votação. Tudo tranquilo, como se os eleitores não estivessem com pressa. Até as filas desapareceram, isso, por que fizemos uma comparação com o mesmo horário da matéria que postamos no primeiro turno, nos dois Municípios.
Em Pedreiras, quem foi logo cedo votar, no Colégio Manoel Trindade, encontrou um clima de paz e tranquilidade. Um movimento maior, talvez, pela quantidade de sessões, foi registrado no Centro de Ensino Oscar Galvão, mas dentro das salas o número de eleitores também foi considerado pelos mesários, sendo muito pequeno.
Tanto em Pedreiras como em Trizidela do Vale, não foi registrada a imensa sujeira deixada por alguns candidatos a deputado federal e estadual, como no primeiro turno, quando as ruas viraram um lixão a céu aberto com santinhos de candidatos que foram jogados no chão. Desta vez, as ruas pareciam que tinham sido varridas. Pelo menos essa grande diferença pôde ser vista aos olhos da Justiça Eleitoral.
Trizidela do Vale
No Centro Comunitário de Santo Antônio de Pádua, apesar do grande número de sessões, os eleitores não encontraram dificuldade e nem enfrentaram as grandes filas, diferente do primeiro turno, quando tiveram que esperar por alguns minutos, e, diga-se de passagem, um calor daqueles.
Dos dois candidatos que disputam à Presidência da República, Fernando Haddad foi maioria em Pedreiras e também em Trizidela do Vale. Jair Bolsonaro ficou em segundo lugar.
Pelo jeito, se até ao horário de encerramento o eleitor não se manifestar, como fizera no primeiro turno, além da pequena votação, o que tende a crescer mesmo será o número de votos brancos, nulos e a abstenção, pode esperar, será maior ainda.
As eleições no primeiro turno para presidente da república, ficou assim nos dois Municípios:
Pedreiras
Ficou assim o resultado das eleições no primeiro turno:
Fernando Hadda obteve 10.463 votos
Jair Bolsonaro obteve 6.447 votos
Brancos – 322 votos
Nulos – 988 votos
Abstenção – 8. 360 eleitores deixaram de votar
Votos válidos – 19.969 votos
Compareceram 21.279 eleitores nas 115 seções do Município pedreirense.
Trizidela do Vale
Ficou assim o resultado das eleições no primeiro turno:
Fernando Haddad obteve 6.173 votos
Jair Bolsonaro obteve 3.274 votos
Brancos – 188 votos
Nulos – 592 votos
Abstenção – 3.458 eleitores deixaram de votar
Votos válidos – 11.258
Compareceram 11.838 eleitores nas 53 sessões do Município trizidelense.
fonte: Cartório Eleitoral de Pedreiras e Trizidela do Vale (Jéssica Emanuele)
Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) foram às urnas na manhã deste domingo (28) para a votação para o segundo turno das eleições para presidente e governadores.
A votação ocorre até as 17h. Além da Presidência, haverá segundo turno em 13 Estados e no Distrito Federal.
O capitão reformado, que mantém vantagem de dez pontos percentuais sobre o petista –ele obteve 55% das intenções de votos válidos, contra 45% de Haddad, na pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27)–, votou na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, zona Oeste do Rio.
Ao ser questionado sobre sua expectativa, respondeu: “O que eu vi nas ruas ao longo dos últimos meses: vitória.”
Bolsonaro foi “[aclamado por apoioadores]”, aos gritos de “mito” e “presidente”.
Haddad após votação
Haddad votou em uma escola na zona sul de São Paulo ladeado por apoiadores que, com flores e guarda-chuvas coloridos, cantavam e gritavam palavras de ordem de apoio ao petista.
“Sinto nas ruas do Brasil muita militância cidadã, cidadãos comuns indo às ruas para defender o Brasil e a democracia”, disse o presidenciável. “Estamos com uma forte tendência de alta, estou muito esperançoso de que vamos ter um grande resultado hoje à noite”, completou.
O Datafolha também confirmou disputada acirrada para o Governo de São Paulo. Márcio França (PSB) e João Doria (PSDB) seguem empatados, com o atual governador pela primeira vez numericamente à frente, 51% contra 49%.
No Rio, o Datafolha mostra uma disputa mais apertada do que se supunha. A diferença entre Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) caiu de 12 para 6 pontos.
Já em Minas Gerais e no Distrito Federal, a eleição está definida em favor de Ibaneis (MDB) e Romeu Zema (Novo), respectivamente. Também haverá segundo turno em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministra Rosa Weber
Em pronunciamento à Nação na noite de hoje (27), a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, reafirmou a importância da participação das eleitoras e dos eleitores na escolha dos governantes como forma de construção contínua da democracia.
A ministra pediu tolerância e respeito aos que pensam diferente e destacou que o voto é a expressão máxima da soberania popular, que deve ser exercida com paz e tranquilidade. “Amanhã, não deixemos que nada tumultue a nossa escolha livre e consciente sobre o que entendamos ser o melhor para o país. O bem do Brasil é o que todos queremos”, afirmou.
A ministra afirmou que a Justiça Eleitoral estará mais uma vez a postos para assegurar o exercício do voto por meio do sistema eletrônico que se aperfeiçoa desde que começou a ser utilizado, há 22 anos, e que até hoje não registrou nenhum caso de fraude.
Rosa Weber destacou a série de providências adotadas para apurar problemas apontados no primeiro turno. “Todas as denúncias mereceram especial atenção. Todas tiveram, e estão tendo, resposta da Justiça Eleitoral, seja no campo das ações judiciais e representações já formalizadas, seja no campo administrativo, observado sempre o tempo necessário à resposta institucional responsável e com respeito ao devido processo legal”, assegurou.
Ela ressaltou ainda o combate à desinformação por meio de campanhas de orientação aos eleitores. “Estamos a experimentar possibilidades inovadoras de comunicação e convívio digitais cujo impacto ainda está por ser devidamente mensurado. Cabe a todos nós ajudar na construção de um mundo em que a tecnologia esteja a serviço dos valores que informam a nossa Constituição, e não da desinformação, do discurso do ódio, da intolerância e da violência”, enfatizou a ministra, acrescentando que a liberdade de manifestação será sempre um princípio a ser intransigentemente garantido.
“A Justiça Eleitoral não é minha, nem dos juízes e servidores eleitorais. Ela é de todos nós! Dito de outra forma: a Justiça Eleitoral é minha! É sua, eleitor, é sua, eleitora! A Justiça Eleitoral é patrimônio do povo brasileiro. Não perde a serenidade mesmo em tempos revoltos. Tão logo encerradas estas eleições, A Justiça Eleitoral começará os preparativos para as próximas, com o incansável e competente trabalho de seu qualificado corpo funcional, que merece respeito. Conclamo todos para que votemos amanhã com paz e tranquilidade! O Brasil merece!”, concluiu.
RIO – Pesquisas divulgadas na noite deste sábado, as últimas antes da eleição presidencial, mostram que diminuiu a vantagem do candidato Jair Bolsonaro (PSL) com relação ao concorrente Fernando Haddad (PT).
De acordo com o Ibope, Bolsonaro aparece com 54% dos votos válidos, contra 46% para Haddad. No levantamento anterior do Ibope, divulgado na terça-feira, Bolsonaro tinha 57% dos votos válidos, contra 43% de Haddad.
No Ibope, o índice de rejeição de Fernando Haddad é de 44%. Já Bolsonaro aparece com 39%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Fotomontagem mostra Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) – Miguel SCHINCARIOL and Daniel RAMALHO/AFP
O deputado Jair Bolsonaro (PSL) chegou à véspera do segundo turno da eleição presidencial com 55% das intenções de votos válidos e vantagem de 10 pontos percentuais sobre o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que está com 45%, de acordo com pesquisa concluída pelo Datafolha neste sábado (27).
O levantamento sugere que a diferença entre os dois candidatos se estreitou mais um pouco nos últimos dias, com pequenas oscilações nas preferências de ambos, dentro da margem de erro do estudo, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O deputado Jair Bolsonaro (PSL) chegou à véspera do segundo turno da eleição presidencial com 55% das intenções de votos válidos e vantagem de 10 pontos percentuais sobre o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que está com 45%, de acordo com pesquisa concluída pelo Datafolha neste sábado (27).
O levantamento sugere que a diferença entre os dois candidatos se estreitou mais um pouco nos últimos dias, com pequenas oscilações nas preferências de ambos, dentro da margem de erro do estudo, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Entre os eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto, somente 23% disseram que ainda podem mudar de ideia até a votação. Mesmo que todos optassem por Haddad na última hora, os votos seriam insuficientes para eliminar a diferença que separa Bolsonaro e o petista.
Haddad chegou ao fim da campanha despertando maior antipatia no eleitorado do que Bolsonaro. Segundo o Datafolha, 52% dos eleitores dizem que não votariam no petista de jeito nenhum. A taxa de rejeição de Bolsonaro é de 45%.
Entre os eleitores inclinados a votar em branco ou anular o voto, somente 23% cogitam a possibilidade de votar em Haddad e 75% dizem que não o apoiariam de jeito nenhum.
Nesse mesmo segmento, 18% afirmam que poderiam votar em Bolsonaro se mudarem de ideia até a hora da votação e 80% rejeitam a ideia.
Os números do Datafolha mostram que nas últimas semanas Bolsonaro perdeu mais votos entre os homens do que entre as mulheres, entre os mais velhos e os mais ricos. O candidato do PSL perdeu terreno em todas as regiões do país, mas conservou o apoio no Sudeste, a mais populosa.
Haddad manteve vantagem expressiva sobre o adversário no Nordeste, o mais fiel reduto petista, e ganhou apoio nas últimas semanas em todas as outras regiões. Segundo o Datafolha, ele tem mais votos do que Bolsonaro entre eleitores mais pobres, com renda de até dois salários mínimos, e os menos escolarizados.
Os dois finalistas chegaram à véspera da eleição empatados nas preferências do eleitorado feminino, Haddad com 42% das intenções de votos totais e Bolsonaro com 41%.
O capitão reformado, que é considerado ofensivo por muitas mulheres, enfrentou rejeição maior entre elas desde o início da campanha. Entre os homens, Bolsonaro tem 55% e Haddad está com 37%.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou ofício aos 35 partidos políticos registrados na Corte convidando-os para acompanhar diretamente em sua sede a totalização dos votos no próximo domingo, dia 28, segundo turno das eleições. O convite também foi estendido a outras oito instituições: Supremo Tribunal Federal (STF), Congresso Nacional, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público, Controladoria-Geral da União (CGU), Departamento de Polícia Federal, Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
A iniciativa já havia ocorrido no primeiro turno do pleito deste ano. A Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos, do candidato à presidência Jair Bolsonaro, ingressou nesta sexta-feira (26) com petição no TSE, solicitando que até cinco representantes indicados pelo grupo e outros cinco pela coligação adversária, O Povo Feliz de Novo, do candidato Fernando Haddad, pudessem acompanhar a totalização no Tribunal.
A solicitação foi prontamente atendida pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que, no despacho em que acolheu o pedido, lembrou que o próprio Tribunal já havia tomado a iniciativa do convite a ambas as coligações para acompanhamento da totalização de votos e divulgação de resultados nos dois turnos das eleições. A ministra ressaltou ainda em sua decisão que os representantes das coligações poderão acessar quaisquer salas e espaços físicos no TSE, no dia da eleição.
No primeiro turno, convidado pelo TSE a acompanhar os trabalhos de totalização diretamente na Corte, o Partido Social Liberal (PSL), que integra a Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos, não indicou representante.
Transparência
O convite feito pelo TSE permitirá que os partidos e demais instituições convidadas possam acompanhar in loco a totalização e a divulgação dos resultados neste segundo turno do pleito. Realizada pelo TSE a partir das informações dos boletins de urna encaminhadas por uma rede exclusiva pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), a totalização é iniciada logo após o encerramento da votação em cada um dos estados.
Os representantes indicados poderão acompanhar a totalização dos votos, a partir das 17h do próximo domingo, numa sala destinada a esse propósito na Secretaria de Tecnologia da Informação (STI), no prédio anexo ao edifício-sede do TSE, em Brasília.
Neste sábado (27), os convidados receberão informações detalhadas sobre como será o procedimento de acompanhamento da totalização, em reunião no TSE.
Suspeitos de Assaltos em Pedreiras e Trizidela do Vale/Fotos: 19º BPM de Pedreiras – MA
A Polícia Militar do Maranhão, através do 19º BPM de Pedreiras, conseguiu prender dois elementos suspeitos de assaltos. Os envolvidos teriam levado o celular da vítima. O crime aconteceu na Travessa Santo Antônio, em Trizidela do Vale.
Os suspeitos, segundo características repassadas pela vítima, estariam atuando na região, ficando mais fácil para a Guarnição conseguir fazer a prisão, como de fato aconteceu.
Um dos suspeitos foi preso ontem (26), em sua residência na Rua Tancredo Neves, Nova Pedreiras; e o outro, na Travessa Boa Vista, Centro de Trizidela do Vale. Ambos foram reconhecidos pela vítima e conduzidos à 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Pedreiras, sem lesões corporais, para que fossem tomadas as medidas cabíveis.
Mais uma vez, o 19º Batalhão de Policia Militar, ao comando do Major Ricardo, deu resposta à altura para a população que estava assustada com os assaltos em sequência, durante dois dias.
“Quero tranquilizar a população. Todos os envolvidos em assaltos durante dois dias já estão presos. Foi uma operação que contou, ainda, com a participação do Delegado Regional de Pedreiras, Dr. Diego Maciel. Quero dizer, que, a população continue confiando em sua Polícia, pois, estamos à disposição. Queremos pedir, ainda, que as vítimas se dirijam à Delegacia, façam o reconhecimento dos meliantes, para que eles não possam sair impune.” Finalizou o Comandante, Major Ricardo.
Quem for fazer os reconhecimentos dos envolvidos, terá sua identidade mantida em sigilo absoluto. O reconhecimento é feito através de fotos.
Ontem (26), Major Ricardo concedeu entrevista ao programa Portal da Cidade, na Rádio Cidade FM, e falou sobre todas as prisões de todos os envolvidos nos assaltos em Pedreiras e Trizidela do Vale.
Os conduzidos são: Kelvy Henrique de Paiva Cunha e Francenilton Costa Pereira.
O Pelotão da PM de Trizidela do Vale que atuou na operação foi formado pelo Tenente Neris, Tenente Dorneles e Soldado Wallysson.