Delabarrera, Joaquim Filho, Taty Show, Érika Regina, Jucélio Silva, Maxs Ramon e Nelsinho Paz/Foto: Sandro Vagner
Na manhã desta terça-feira (10), alguns blogueiros e influencers digitais foram convidados pela empresária Danielda Cardoso de Sousa, que aproveitou para informar o novo projeto social do Mister Maranhão 2019, seu esposo Jucélio Silva, intitulado “Beleza com Propósito”, que visa ajudar, principalmente as pessoas carentes do Município de Pedreiras.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
O evento aconteceu no empreendimento do casal, no Blessed Hall, na Rua das Laranjeiras. O Mister Maranhão 2019, que também faz aniversário nesta data, se emocionou e agradeceu a todos pela presença. Falou do seus objetivos como representante da beleza maranhense, com a preocupação de manter uma imagem digna e solidária.
“Já era um projeto que eu já tinha no meu coração, muito antes do Mister Maranhão, de fazer algo, assim, pra ajudar. O Mister Maranhão, terminou abrindo mais as portas, trazendo mais visibilidade pra mim. É mais um sonho realizado. Será um momento de ajudar as pessoas, podendo levar alegria pra pessoas carentes. Como a gente fala, não é só beleza, tem que ter um propósito, e o propósito é tornar a vida das pessoas melhor. Por isso, que a gente fala, é beleza com propósito.” Disse o Mister Maranhão 2019 Jucélio Silva.
Fotos: Sandro Vagner e Maxs Ramon
Jucélio terá pela frente um ano de reinado como Mister Maranhão, disse que irá aproveitar da melhor forma possível, e estará presente com o propósito de ajudar as pessoas.
Elemento flagrado furtando no interior da Loja Dois Papelaria/Foto: reprodução vídeo de monitoramento
Um elemento, até agora não identificado, foi flagrado pelas câmeras de segurança da Loja Dois Papelaria, na Avenida Rio Branco, uma das mais conceituadas por vender produtos diversos, principalmente em períodos de festas, como o Natal, foi alvo de um desocupado, que sem nenhuma cerimônia, realizou vários furtos, colocando produtos dentro da bermuda e nos bolsos laterais.
A ação do bandido durou cerca de 04 minutos, e após se satisfazer com seu crime, saiu como se nada tivesse acontecido, pegou a bicicleta e tomou rumo ignorado. Um boletim de ocorrência foi registrada na 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Pedreiras, e os proprietários esperam que o autor seja preso e pague pelo crime que cometeu.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
O prejuízo calculado chega em torno de R$ 100,00 (cem reais), pouco? Não, para quem trabalha e vive do seu suor é muito.
Momento em que o suspeito foge do local de bicicleta/Foto: Reprodução do sistema de segurança
Nesse momento que as vendas aquecem o mercado de Pedreiras, todo cuidado é pouco com estranho que adentram as lojas, mesmo sabendo que a maioria das lojas são monitoradas por sistemas de segurança, eles não se intimidam e fazem a “festa”.
O furto aconteceu no dia 07/12, por volta das 09:30h.
As imagens e as fotos foram cedidas pelo proprietário da Loja Dois Papelaria e Dona Ray Festas, Cleverson Brandão.
Francisco Vieira – Estudante/Foto: ASSECOM – Trizidela do Vale – MA
Em se tratando da qualidade de ensino, o município de Trizidela do Vale não tem deixado a desejar e já provou por diversas vezes que quando o assunto é educação, o município é referência, como sempre. A prova desse resultado é a grande conquista de alunos do Colégio São Miguel, que serão condecorados com menção honrosa pela Olimpíada Brasileira de Matemática ( OBMEP ), sendo eles: Lourrane dos Santos, do 6º ano; Kauan Victor, do 7º ano; Eric Françoar, do 8º ano; Gabriel ,do 9º ano. Já a medalha de bronze, nível 1, foi uma conquista do aluno Francisco Vieira, do 7º ano, que se destacou em 6° lugar no Estado.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
Para a direção da escola, é motivo de alegria ver o desempenho dos alunos que se dedicaram ao máximo nessa Olimpíada e esse resultado se deve a maneira de trabalhar dos professores e o grande apoio do gestor municipal e da secretaria de educação, que não medem esforços para contribuir com o ensino aprendizagem.
Ministro Luís Roberto Barroso durante abertura do terceiro dia de julgamento sobre a validade da prisão em segunda instância no Supremo Tribunal Federal (STF)/Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (9) que vai liberar no primeiro semestre de 2020, para votação no plenário da Corte, o processo que pode resultar na liberação da candidatura avulsa, sem necessidade de filiação a um partido político.
Barroso preside nesta segunda-feira, na sede do Supremo em Brasília, uma audiência pública para debater o assunto. O ministro é relator do recurso de duas pessoas que tentaram se candidatar a prefeito e vice do Rio de Janeiro em 2016, mas foram barrados pela Justiça Eleitoral por não terem partido.
O caso tem repercussão geral, e uma decisão do Supremo deverá afetar todos os processos em que pessoas sem filiação partidária almejem concorrer em eleições majoritárias ou proporcionais.
“A posição deste tribunal, pelo menos deste relato neste momento, é nenhuma. Portanto, meu papel aqui é verdadeiramente vazio de convicções prévias e total disponibilidade intelectual para ouvir todos os argumentos que serão postos aqui”, disse Barroso ao abrir a audiência pública. “A minha ideia é ser capaz de liberar esse tema para a pauta no primeiro semestre do ano que vem”, afirmou em seguida.
Barroso disse que o debate deve ser considerado em duas etapas: num primeiro momento é preciso entender se o Supremo tem caminhos para decidir sobre o assunto, ou se o tema caberia apenas ao Parlamento; superada essa parte, deve-se saber se é indispensável para o país a filiação partidária para fins de candidatura. “Se isso é bom e fortalece a democracia. Ou se isso significa uma reserva de mercado para partidos que, muitas vezes, não têm democracia interna”, disse o ministro.
Falas
No primeiro bloco, ao falar em nome da Câmara dos Deputados, a deputada Margarete Coelho (PP-PI) afirmou que a Constituição é clara ao exigir, no artigo 14, a filiação partidária para a elegibilidade, motivo pelo qual não haveria espaço para se debater o assunto fora do Congresso Nacional.
“O que se diz aqui é que já há uma opção clara pela vedação da candidatura avulsa, o constituinte originário foi claro em seus objetivos”, afirmou a deputada. “O que se pede é que esse debate seja transferido para a casa do povo, que seja debatida com o povo, para que seja uma escolha política”, defendeu a parlamentar.
A advogada Luciana Diniz Nepomuceno, presidente da Comissão de Estudos da Reforma Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também argumentou contra as candidaturas avulsas, afirmando que elas devem agravar a pulverização dos interesses políticos que já enfraquece a democracia brasileira.
“Os partidos políticos são os principais responsáveis por agregar a grande complexidade e pluralidade de vontades individuais presentes em toda nossa sociedade, reduzindo essas vontades e representando-as perante as instituições”, disse a advogada. “Função essa que não é substituída nem alcançada pelas candidaturas independentes”, afirmou. “As candidaturas independentes irão apenas fortalecer o individualismo”.
Do outro lado, o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) e a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) defenderam as candidaturas avulsas. Eles criticaram sobretudo o que chamaram de oligarquias que controlam os partidos e argumentaram que a concorrência com candidatos sem partido pode forçar as próprias legendas a se aperfeiçoaram internamente.
“Hoje eu vejo, via por fora, agora vejo por dentro, que existe no mundo partidário nacional um cartel”, afirmou Janaina. “Eles [líderes partidários] se unem, eles criam regras para se perpetuarem no poder e para asfixiarem qualquer indivíduo ou qualquer grupo livre que tente se estabelecer ou tente estabelecer uma regra diferente”, argumentou.
Partidos
Ainda pela manhã, representantes de partidos continuaram a se manifestar contra as candidaturas avulsas, insistindo que somente o Congresso teria a prerrogativa de discutir a questão. “A permissão de candidatura avulsa só poderia ser feita por emenda constitucional e não por outro caminho, dada a maneira explícita como isso é tratado em nossa Constituição”, afirmou o representante do MDB, senador Marcelo Castro (PI).
“Desde a origem, não há na confecção, na construção, na elaboração daquela Constituição, que vinha num arroubo de fechar um período de autoritarismo, qualquer reflexão em relação a legitimar as candidaturas avulsas”, lembrou Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB.
Manifestaram-se contra as candidaturas avulsas ainda representantes de PT, PROS, DEM, Solidariedade, PL, PSD e PMN. O representante do partido Novo, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), chegou a se posicionar a favor dos candidatos sem partido, criticando a “cartelização” partidária, mas desde que isso seja aprovado no Congresso.
O único a se colocar a favor de que o STF libere desde já as candidaturas avulsas foi o representante da Rede Sustentabilidade, José Gustavo Fávaro, para quem “o Supremo Tribunal Federal, a partir desse julgamento, pode ser o ente apropriado para permitir que experimentações ocorram”.
A audiência pública continua à tarde com manifestações de movimentos sociais, instituições de ensino e acadêmicos.
A FEMAF – Faculdade de Educação Memorial Adelaide Franco, realizará partir de hoje (09), indo até o dia 14 de dezembro, com uma carga horária de 40 horas, o IV Simpósio da instituição. “A Educação na Revolução Tecnológica: Desafios e Perspectivas para o Profissional do Século XXI.
O evento será realizado na FEMAF, até quinta-feira, (12), e nos dias 13 (sexta-feira) e 14, sábado, no Hotel San Pedro, em Pedreiras, conforme a programação. Cada participante investirá o valor de R$ 90,00 (Noventa Reais), com direito ao certificado no final do Simpósio.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
Veja a programação
Segundo os organizadores do Simpósio, é aguardado um público de mil pessoas, meta que já pode ser ultrapassada
Francisco José – “Tintino”/Foto: Polícia Civil do MA
A Polícia Civil do Estado do Maranhão, através da 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil, GPE e 2º Distrito Policial da 18ª Delegacia Regional de Polícia Civil, deu cumprimento no sábado, (07) ao mandado de prisão preventiva exarado em desfavor de Francisco José Moura Sousa, conhecido como “TINTINO”, pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico, respectivamente, tipificados nos arts. 33, caput, e 35 da Lei nº 11.343/06.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
Essa prisão é decorrente da OPERAÇÃO “IRMÃOS 33”, desencadeada pela 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil na cidade de Lima Campos/MA, no dia 19/11/19, oportunidade em que três pessoas foram autuadas por tráfico e associação ao tráfico de drogas.
Desde o dia da referida Operação Policial Francisco José Moura Sousa, conhecido como “TINTINO”, havia empreendido fuga, mas foi localizado e preso na cidade de Teresina/PI, Bairro Jacinta Andrade. Com o mesmo foi localizado um aparelho celular, uma balança de precisão, a quantia aproximada de R$ 600,00 (seiscentos reais) e documentos.
Foto: Polícia Civil do MA
Vale ressaltar que durante a fuga no dia da Operação Policial Francisco José Moura Sousa, conhecido como “TINTINO”, abandonou seu veículo que foi devidamente apreendido e após utilização do cachorro farejador da SENARC foi possível localizar várias pedras de substância similar ao crack, a quantia de R$ 900,00 (novecentos reais), uma pistola calibre .380, com carregador, devidamente municiada, além de várias munições calibre .380, tudo escondido no interior do painel do referido automóvel.
Jaílson Fausto (Prefeito de Lima Campos); Cleide Silva (Secretária e Assist. Social); Marco Adriano (Juiz da 1ª Vara da Comarca de Pedreiras) e a Juíza Larissa Tupinambá (Titular da 3ª Vara da Comarca de Pedreiras)
A 1ª Vara da Comarca de Pedreiras realizou na última quarta-feira, dia 4, no termo judiciário de Lima Campos, a 3ª edição da campanha “Laço Branco: Mobilização dos Homens pelo fim da violência contra a Mulher”. A ação, coordenada pelo juiz Marco Adriano Ramos Fonsêca, titular da unidade, mobilizou a sociedade Lima-Campense para o debate e reflexão sobre o tema.
A iniciativa objetiva conscientizar, sensibilizar e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher, a partir de ações realizadas por diferentes setores da sociedade civil, que estão engajados na luta pela promoção da equidade de gênero e superação das desigualdades entre homens e mulheres.
Segundo o magistrado Marco Adriano, o símbolo do laço branco foi adotado como lema de jamais cometer um ato violento contra as mulheres, e de não fechar os olhos frente a essa violência.
Nesse ano a campanha foi realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Lima Campos, por meio da Secretaria Municipal da Mulher e Igualdade Racial, em conjunto com a Secretaria de Assistência Social e Secretaria Municipal de Saúde, que promoveram uma série de palestras em escolas da Rede Municipal e Estadual de Ensino, ao longo de duas semanas de programação.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
“O ápice da ação ocorreu com a realização de grande ação social ao longo da última quarta-feira, 04 de dezembro, na Praça Duque de Caxias e no Centro Administrativo, com a realização de atendimentos de saúde, consultas médicas, vacinação, exames de sangue, testes rápidos e aferição de pressão arterial, consultas com Dentistas, atendimentos com enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas, orientação jurídica, serviços de cabeleireiro, manicure e limpeza de pele, todos direcionados ao público masculino”, explica o magistrado.
CARREATA – No fim da tarde foi realizada uma Carreata percorrendo as principais ruas e avenidas da cidade, com encerramento na Praça Duque de Caxias, com um grande Ato Público, que contou com apresentações teatrais que encenaram o impacto da violência contra a mulher; sorteio de 40 brindes aos homens que foram atendidos ao longo do dia e show com artistas locais.
A secretária da Mulher e Igualdade Racial de Lima Campos, Cleide Silva, destacou a importância da ação, que, segundo ela, “busca disponibilizar uma série de serviços e atendimentos ao público masculino, tais como palestras, consultas médicas, odontológicas, exames laboratoriais, serviços de estética, como forma de mobilizá-los e conscientizá-los acerca da necessidade de respeito às mulheres”.
“O fato destes homens estarem participando do projeto aqui conosco, mostra que eles estão comprometidos com o fim da violência contra a mulher. Eles vão se manter vigilantes com o seu comportamento e com o dos demais”, disse.
Para o magistrado Marco Adriano, a ação foi bastante marcante e positiva, com a realização de uma série de atendimentos multidisciplinares. “É uma grata satisfação participar desta mobilização no município de Lima Campos, e perceber o engajamento de todos os órgãos públicos da rede de proteção à mulher, destacando o apoio da Prefeitura Municipal e de todos os servidores municipais, voluntários e colaboradores, que viabilizaram o êxito da iniciativa, tendo um forte simbolismo para a mudança de paradigmas, em que homem declare o seu interesse em ser parceiro, um guardião, um protetor da mulher”, avalia.
Também participaram do evento, a juíza Larissa Tupinambá Castro; a promotora de Justiça Marina Carneiro; o prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia; o prefeito de Lima Campos, Jailson Fausto; os deputados estaduais Vinícius Louro, Wellington do Curso e Glaubert Cutrim; o presidente da Subseção da OAB de Pedreiras, Eduardo Dias Ferro; advogados e procuradores dos municípios da Comarca de Pedreiras, vereadores de Pedreiras e Lima Campos, e representantes das igrejas Católica e Evangélicas da cidade.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro Foto: Jorge William / Agência O Globo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não vê elementos que comprovem uma suspeição do então juiz federal Sergio Moro – hoje ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro – no processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apontou ainda a inexistência de irregularidades nos diálogos entre o juiz e procuradores da Lava-Jato de Curitiba no Telegram.
A manifestação é assinada pelo coordenador da Lava-Jato na PGR, o subprocurador-geral da República José Adônis Callou, e foi enviada ao STF nesta quinta-feira, em resposta a um habeas corpus movido pela defesa de Lula pedindo a anulação do processo do tríplex do Guarujá sob o argumento de que o juiz Sergio Moro não teve imparcialidade no caso. Callou atua na Lava-Jato por delegação do procurador-geral Augusto Aras.
Um dos elementos apontados é que a pena de Lula foi “significativamente inferior” às dos demais réus da Lava-Jato de Curitiba, de acordo com levantamentos de informações feitos pela equipe da PGR no caso. “A média das penas aplicadas aos demais réus da Lava Jato, como se observa, foi de 4.526 dias, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo ex-Juiz Federal a cumprir uma pena de 3.465 dias”, escreveu o subprocurador.
Também a duração do processo foi compatível com os demais casos, argumentou José Adônis Callou. “O que se observa é que os processos na operação Lava Jato duraram em média 312 dias, enquanto a primeira ação penal contra o paciente durou 352 dias e a segunda, 754 dias, o que esvazia a alegação do paciente de que os ritos teriam sido acelerados para excluí-lo da corrida eleitoral”, afirmou.
No documento, a PGR analisou todas as decisões tomadas por Moro na ação do petista e argumentou que seguem o padrão de atuação nos demais casos. “Tais informações confirmam que as decisões proferidas pela 13ª Vara Federal em relação ao paciente são coerentes com os procedimentos adotados pela Vara em outros casos da operação Lava Jato, tendo seguido idêntico padrão, e são harmônicas com os fatos, as provas e a lei”, escreveu o subprocurador.
No levantamento de informações, a PGR listou que o então juiz Sergio Moro rejeitou 13 pedidos do Ministério Público e acolheu, integral ou parcialmente, 64 pedidos feitos pela defesa de Lula. O subprocurador apontou ainda que Moro determinou cuidados especiais a serem tomados durante a condução coercitiva do ex-presidente em uma das fases da Lava-Jato, como não utilizar algemas e nem filmar o seu deslocamento, o que demonstraria isenção de Moro no caso.
“No caso da medida decretada em relação a Luiz Inácio Lula da Silva, o que se observou, na verdade, foi uma especial cautela do então Juiz Federal Sergio Moro, que mais uma vez demonstrou sobriedade e cuidado para preservar a dignidade e honra do paciente”, escreveu José Adônis Callou. Completa o subprocurador:
Relevante ainda observar que foi indeferida a condução coercitiva de então esposa de Luiz Inácio Lula da Silva pelo ex-Juiz Federal e que não foram executadas medidas similares em relação aos filhos, embora suas empresas tivessem sido alvo de buscas”.
Conversas
Sobre os diálogos mantidos por Moro com procuradores da Lava-Jato no aplicativo Telegram, revelados pelo site “The Intercept Brasil”, a PGR afirmou que não podem ser usados como prova por terem origem ilícita, que a autenticidade não pode ser comprovada e que não há elementos nos diálogos que demonstrem falta de isenção do juiz.
A PGR argumenta que “é absolutamente comum” que advogados e procuradores conversem com o juiz sem a presença da outra parte. Para o subprocurador, os diálogos mostram que o juiz e procuradores estavam atuando na “busca da verdade e dos valores da Justiça” e não demonstram violações de direitos.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
“Nenhuma suposta mensagem revela qualquer tipo de violação de direitos ou garantias dos investigados ou réus, em relação a qualquer ato ou decisão judicial. Se o juiz cobrou celeridade em manifestações do Ministério Público, estava zelando por um princípio processual e constitucional. Poderia tê-lo feito em audiência, por telefone, em reunião presencial ou mediante contato via secretaria da Vara, com qualquer das partes. Se o juiz encaminhou por mensagem informação que recebeu pela via oral sobre pessoa disposta a relatar crimes, cumpriu o disposto no art. 41 do Código de Processo Penal, ainda que temperado pelo princípio processual da instrumentalidade das formas. O que se deve notar é que nenhum direito dos investigados ou réus foi violado”, escreveu o subprocurador na manifestação.
A PGR frisou ainda que as conversas tratam sobre vários réus diferentes, incluindo políticos de diversos partidos, o que demonstraria uma inexistência de alvo partidário preferencial da Lava-Jato. Diz ainda que as sentenças de Moro demonstram que não havia conluio entre o juiz federal e os integrantes da Lava-Jato.
“Além disso, a hipótese de que o juiz comandava a operação ou de que havia um conluio com o Ministério Público não se coaduna com dados da realidade. Dos 291 acusados sentenciados pelo ex-Juiz Federal Sergio Moro, 63 foram absolvidos (21%). O Ministério Público, por sua vez, discordou e recorreu de 44 das 45 sentenças proferidas. Além disso, o número de casos citados nas supostas mensagens é pequeno quando se observa que a operação tem mais de 465 réus e cada processo envolve, em geral, centenas de atos. As supostas mensagens trataram de poucos casos”, escreveu o subprocurador.
O julgamento sobre a suspeição de Moro ainda não tem data para ser retomado no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele havia sido interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A manifestação da PGR foi enviada ao relator do habeas corpus, o ministro Edson Fachin.
O Aliança pelo Brasil, partido idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro mês passado, teve sua criação registrada em cartório hoje (5). O responsável pelo registro foi o 2º vice-presidente da legenda, Luiz Felipe Belmonte. Segundo ele, o partido se pautará pelos “princípios cristãos”.
“Estamos dando entrada no registro do novo partido Aliança Pelo Brasil. Um partido criado pelo presidente Bolsonaro, junto com seus apoiadores, e que pretende ser um partido que defina uma linha de direção valorizando os princípios cristãos, valorizando a família e valorizando essas questões que são da raiz do povo brasileiro”, disse em sua conta no Twitter. “Tenho certeza que será um grande partido e que terá o apoio de grande parte da população brasileira”, completou.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
Bolsonaro criou o partido após anunciar seu desligamento do PSL, legenda com a qual se elegeu presidente da República. O novo partido, no entanto, ainda precisa obter o reconhecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para formalizar sua criação e participar de eleições. Para isso, precisa recolher a assinatura de, no mínimo, 491.967 eleitores em apoio à nova legenda.
Na última terça-feira (3), o TSE decidiu reconhecer assinaturas eletrônicas para formalizar a criação de partidos políticos. A decisão pode acelerar o registro da legenda junto ao tribunal. Bolsonaro pretende agilizar o processo de obtenção de registro do partido por meio de certificados digitais.
Apesar da decisão, não há prazo para que a Justiça Eleitoral possa criar aplicativos e programas de computador para efetivar a decisão, que ainda precisará ser regulamentada para passar a ter validade. Segundo a presidente do TSE, Rosa Weber, as soluções não estarão prontas para as eleições municipais de 2020.
Centro de treinamento presidente George Helal, conhecido com Ninho do Urubu, é utilizado pela equipe de futebol do Flamengo. Foto da bandeira destruída depois de um incêndio/Ricardo Moraes/Reuters/direitos reservados
Uma decisão liminar da Justiça do Rio de Janeiro obriga o Clube de Regatas Flamengo a pagar uma pensão mensal de R$ 10 mil às famílias dos dez jovens atletas que morreram em incêndio no centro de treinamentoNinho do Urubu, em fevereiro deste ano. Além dos familiares, o Flamengo também terá que incluir na sua folha de pagamento outros três atletas feridos no acidente. A informação foi divulgada em nota, nesta quinta-feira (5), pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
A liminar atende a pedido da Defensoria Pública e do Ministério Público Estadual para garantir fonte de sustento às famílias até decisão final sobre indenização. O descumprimento está sujeito à multa diária de R$ 1 mil para cada caso e o clube também terá de pagar os valores referentes aos meses decorridos desde o incêndio.
CONTINUA DEPOIS DOS COMERCIAIS
A defensora pública Cintia Guedes destacou a importância da liminar, uma vez que o clube ainda não sinalizou o pagamento de uma indenização para as famílias, apesar das diversas tentativas de acordos. “A decisão é extremamente importante, pois assegura às famílias dos meninos mortos um valor provisório para sua manutenção financeira, até que haja o pagamento das indenizações devidas pelo clube”, disse Cintia, em nota.
O juiz Arthur Eduardo Magalhaes Ferreira, de acordo com o texto divulgado pela Defensoria, destacou o fato de o Flamengo não ter cumprido espontaneamente, até a presente data, ainda que de forma parcial e provisória, a responsabilidade de prestar apoio às vítimas diretas e indiretas do incêndio.
O Flamengo foi procurado, por meio de sua assessoria, mas até a publicação desta matéria ainda não havia se pronunciado.